sexta-feira, 29 de outubro de 2021

João Gilberto e esta geração de loucos

Estimulador de loucuras. "E o resto é mar..." A Folha publicou neste sábado, no caderno Ilustrada, uma mistura de relatos com fotos e diagramação doidona, casos sobre João Gilberto. A começar pelo convite e calendário loucão: HOJE É DIA 29 DE OUTUBRO. A Folha convida para assistir ao debate dia 25 de NOVEMBRO sobre o disco. Dia 26 de NOVEMBRO, show em homenagem a João. A probabilidade de você esquecer de ir é muito grande. Um livro sobre João Gilberto e escrito por Zuza Homem de Mello é enlouquecedor. Toda vez que passo por qualquer livraria perunto se "João já chegou." Quem entende de música sabe que qualquer livro ou jornal que fale de Zuza e de João passa a ser leitura obrigatória. Até para morrer eles combinaram. João morreu com 88 anos, em 2019, e Zuza morreu com 87 anos. João e Zuza viveram a época de ouro do Brasil. O Brasil de 1958 a 1964, ano em que a direita resolveu interroper o florescer nacional e jogou o Brasil em 1968, com a ditadura militar total, liderando a escuridão na América Latina. Ironicamente, se de um lado o governo americano bancava o Brasil violento, por outro, o povo americano abriu-se para à Bossa Nova e "o cantinho um violão". Se, a ditadura violentava o brilho nacional, hoje graças à tecnologia, quando não lembramos o nome de uma música, basta lembrar uma frase cantarolada e consultar no celular que vem a letra, o titulo, o autor e o sucesso. Por exemplo:..."e o resto é mar... Pronto, surge na tela uma boa imagem e a voz macia de João Gilberto e o autor Tom Jobim. "Amoroso", é um livro brigatório de quem gosta do Brasil. Seja por gostar de João, por gostar de Zuza ou por quem quer conhecer algo sobre a nossa história. Eu sempre me pergunto: Porque, entre ser um grande pais, uma grande nação, o Brasil escolheu pela mediocridade? João e Zuza nos trás a lembrança de que é possível recuperar o Brasil. Mas, com que preço? E para fazer justiça ao autor do texto publicada pela Folha de hoje: "Amoroso é definitivamente a opção por uma narrativa guiada pela EMOÇÃO. Isso transparece até na maneira de Zuza escrever..." É preciso amar e navegar é preciso. É assim que começa uma nação soberana e livre internacionalmente.

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