quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Lula continua crescendo nas pesquisas

Lula continua crescendo nas pesquisas Distúrbios causados por Bolsonaro desorganizam o Brasil Vejam a nova pesquisa desta semana e entendam o porque de tanto barulho entre os empresários. O povo já decidiu: quer votar em Lula para presidente. Preocupação com pandemia cai, mas vantagem de Lula sobre Bolsonaro aumenta, mostra pesquisa Dados também apontam dificuldade de se firmar uma terceira via, o que está consolidando a polarização entre Lula e Bolsonaro para 2022 Por Ricardo Mendonça, Valor — São Paulo 01/09/2021 A ideia segundo a qual a esperada queda de preocupação dos brasileiros com a pandemia tenderia a favorecer eleitoralmente Jair Bolsonaro está em xeque. Uma pesquisa divulgada hoje sugere o oposto disso. O presidente perde conforme as pessoas passam a dar maior atenção à economia e à inflação. Os dados são da Quaest, consultoria que divulga hoje sua terceira rodada de pesquisa de intenção de voto por encomenda da corretora Genial Investimentos. Em julho, a pandemia era líder absoluta na lista das principais preocupações dos brasileiros. Era citada por 41% como o principal problema do país, taxa muito acima dos 12% que mencionavam economia ou inflação. Agora, com o avanço da vacinação, as citações à pandemia caíram para 28% enquanto as menções à economia ou inflação saltaram para 27%. No mesmo período, a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Bolsonaro cresceu tanto nas simulações de primeiro turno como na de segundo turno. Um mês atrás, em teste de primeiro turno, o petista aparecia 15 pontos à frente de Bolsonaro num cenário enxuto de candidatados (44% a 29%). Agora, a dianteira de Lula foi ampliada para 21 pontos (47% a 26%). Nessa sondagem, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece com 9%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), marca 6%. Na simulação de segundo turno Lula versus Bolsonaro, a dianteira do petista cresceu quatro pontos em um mês. O placar de 54% a 33% do início de agosto passou para 55% a 30% na pesquisa mais recente. Para chegar a essas conclusões a Quaest ouviu 2.000 eleitores entre os dias 26 e 29 de agosto, o que resulta numa margem de erro de dois pontos. A metodologia de coleta foi de entrevistas face a face feitas em domicílios. “A queda das citações à pandemia como principal problema mostra mudança relevante na perspectiva da população. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com economia, inflação e desemprego. Alguns achavam que esse cenário favoreceria Bolsonaro, já que ele apostou no discurso contra o isolamento, contra as restrições ao comércio. Mas o que parece é que uma maior atenção à economia abre espaço para uma nova frente de críticas ao presidente”, afirma o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest. A consultoria também testou cenários de primeiro turno com uma quantidade ampliada de candidatos. As taxas de Lula e Bolsonaro, porém, mudam pouco. Num desses cenários amplos, o petista marca 44%, o atual presidente fica com 25%. O apresentador de TV José Luiz Datena (PSL) marca 7%; Ciro, 6%; Doria, 3%; o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), 2%; e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), 1%. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não pontua. A aparente solidificação das intenções de voto em Lula e Bolsonaro não é o único sinal negativo para quem aposta no crescimento de uma terceira via na disputa presidencial. Em outro trecho da pesquisa, a Quaest apurou que caiu de 31% para 25% o contingente de eleitores que citam “nem Lula nem Bolsonaro” como preferência para 2022. “A incapacidade política de articulação de uma terceira via está consolidando a polarização”, diz Nunes. “Ninguém tira voto de Lula nem de Bolsonaro”, completa. O exame das taxas de rejeição aponta para o mesmo sentido. Bolsonaro lidera isolado esse ranking: 62% dizem que conhecem o presidente e não votariam nele. Mas quatro nomes que poderiam, em tese, quebrar a polarização têm mais rejeição que Lula. Enquanto 40% dizem que conhecem e não voltam no petista, Doria tem 57% de rejeição; Ciro, 53%; Datena, 46%; e Mandetta, 41%. Pacheco, Tebet e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), têm taxas menores que as de Lula nesse quesito. Mas todos são desconhecidos por 60% do eleitorado ou mais.

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