sábado, 11 de setembro de 2021

Contra fera ferida, uma frente democrática e popular

Bolsonaro virou Neymar: O quê era para ter sido, mas não foi Em todo período de existência do Brasil, este é o periodo que usufruímos de mais liberdade e democracia.  O Brasil, que tinha tudo para dar certo, refugou e está andando para trás. E o povo brasileiro, tanto os ricos como os pobres, começaram a perguntar: Porque parou? Parou porque?  O Modelo econômico, financeiro, social e partidário parou de funcionar, e as pessoas que achavam que a vida funcionava sozinha estão percebendo que algo deu errado e que precisa ser consertado... O Brasil rural, com 100 milhões de habitantes foi substituído por um Brasil de 213 milhões de habitantes, 90% morando nas cidades, sendo que, aquele tempo que as pessoas procuravam emprego e logo aparecia,  também desapareceu... Até ter filhos, enquanto era comum as pessoas terem 8 a 11 filhos, atualmente a regra é ter 1 a 3 filhos. Se antes, as políticas públicas possibilitavam o acesso à infra-estrututa, com  Estado (governo) oferecendo os serviços básicos. Com a redemocratização do Brasil, a inflação foi crescendo até chegar em números escandalosos, como 5 mil por cento ao ano. A partir do Plano Real a inflação vinha funcionando em média de 4 a 5% ao ano. Se por um lado, Fernando Henrique Cardoso conseguiu esta proeza, por outro lado, FHC, usou todo poder de sedução para convencer os brasileiros de que substituir o modelo de Estado de Bem Estar Social, onde a prioridade fosse a garantia de infraestrutura, FHC preferiu privatizar tudo que encontrasse pela frente, gerando desemprego e reduzindo as políticas públicas oferecidas pelo governo. Como o governo federal, os governos estaduais e os municípios gastavam mais do que arrecadavam, estes deficits serviam de argumento para sair privatizando tudo. E o Brasil foi piorando, aumentando o desemprego e o custo de vida ficando caríssimo. A crise econômica interna foi ainda mais difícil para o povo quando os outros países passaram a ter crises iguais ou piores que a brasileira. A mentira passou a ser a base das campanhas eleitorais, onde os candidatos prometiam tudo mas não faziam nada do prometido. Depois dos oito anos de FHC, tivemos também oito aos de governo do PT e Lula, que foram "anos dourados" com recordes de exportações para a China, e, na medida que a China passou a abastecer o mundo com produtos bem mais baratos que antes, o Brasil viveu um período de euforia total.  Em 2008 o mundo voltou a viver uma crise financeira profunda, retraindo as exportações e aumentando o desemprego. A extensão desta crise levou o mundo a um desgaste muito grande dos governos, provocando guerras e golpes de Estado. O Brasil também foi atingido e teve sua primeira mulher eleita presidente e destituída por um golpe de Estado. A crise econômica gerou uma crise social e política, tendo sido eleito para presidente uma pessoa totalmente desqualificada. A eleição de Bolsonaro para presidente do Brasil  fez o Brasil retroceder em todos os sentidos, sendo inclusive desacreditado internacionalmente. Voltamos ao mesmo dilema de sempre: Destitui o presidente ou restringe seu poder de ação, nomeando um novo ministério para tocar o governo até dezembro de 2022. Os conservadores, que sempre mandaram e desmandaram no Brasil vivem uma crise profunda em função de todas as pesquisas eleitoras indicarem vitória de Lula no segundo turno e caminhando para ganhar no primeiro turno. Que fazer? Perguntam os conservadores. Damos mais um golpe de Estado e não deixamos Lula ganhar, ou, aceitamos a vitória de Lula, desde que ele aceite governar dentro de parâmetros definidos pelos conservadores. Esta é a tal da Democracia Consentida, isto é, entre atender as demandas do povo, como Lula já fez,Lula terá que dar prioridade às demandas apresentadas pela Bolsa de Valores e pelos bancos internacionais, mantendo a política entreguista atual e a perda da soberania nacional. Este dilema pode e deve ser resolvido pelo voto direto com eleições gerais a serem realizadas em 2022. Caso o Brasil viva um novo golpe de Estado com nova ditadura civil, a tendência é haver um esgarçamento das relações políticas e sociais e o Basil caminar para uma violência tipo Colômbia... O economista Armínio Fraga, deu uma boa entrevista ao jornal Folha de hoje. Armínio é tucano (PSDB), e representante de investidores internacionais. Armínio abre o jogo e declara que os conservadores precisam construir uma terceira via, nem Lula nem Bolsonaro. Mas, tenho certeza que Armínio se dará bem num governo Lula. Mesmo Armínio declarando que Bolsonaro virou fera ferida depois de 7 de setembro, eu acho que Bolsonaro virou cavalo manco que não ganha mais corrida. O jogo mudou as regras de novo, isto é, em vez de se juntar os conservadores com os liberais e com os progressistas para dar mais um golpe de Estado, é mais decente e socialmente correto, unir os progressistas, com os setores populares e os empresários modernos e garantirem uma disputa democrática com compromisso de governar o Brasil para todos, com todos e para assim o Brasil finalmente passar a ser de todos.     Sem ódio e sem rancor. Sem medo de ser feliz. O Brasil em primeiro lugar.

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