quinta-feira, 30 de setembro de 2021

LULA e as manifestações de 02 de Outubro

Lula deve enviar uma saudação ao povo brasileiro Para os conservadores, domesticado Bolsonaro, agora a meta é garantir segundo turno. Os empresários estão pagando caro todo tipo de pesquisa e de análise apresentada por pesquisadores e professores.Todos querem saber se vai ter segundo turno ou não, e como eles - os patrões - podem ajudar para impedir que Lula ganhe no primeiro turno. O ex-juiz Moro aparece como o possuidor de um potencial de votos que, neste momento, pode garantir o segundo turno... Quanto custa a entrada de Moro na campanha? Caro, muito caro. Mas, para nossa direita preconceituosa, derrotar Lula e o PT vale qualquer que seja o valor, mesmo que seja um novo golpe de Estado... Até outubro do ano que vem, cada dia vai ser uma eternidade. Abril de 2022, também será uma data importante para definir candidatos e coligações. Enquanto as eleições não chegam, o jogo vai sendo jogado. 1 - O DEM, como sempre, muda de nome mas não mudam seus objetivos: Querem continuar mandando no Brasil, querem continuar mantendo a pobreza e a miséria no Nordeste. Para isto, é preciso ser um grande partido e aí vem "um partidão", para pegar muita verba eleitoral, muito tempo da TV e do Rádio e muito acesso no judiciário e na imprensa. 2 - Com 35 partidos políticos, sendo 30 da direita e 5 da esquerda, é evidente que fica mais fácil fazer combinações entre os 30 partidos da direita. Moro serviu como "matador da democracia e da verdade", e está disponibilizando-se para ser "o candidato que pode obrigar a ter segundo turno". Este é o objeto de desejo da Folha, da Globo, dos banqueiros e dos militares mais conservadores. 3 - Em nome de uma tal terceira via, Ciro Gomes faz o papel do "arrependido", que foi iludido pela esquerda mas agora volta à comunidade dos que são subservientes aos conservadores brasileiros. Neste caso, Freud explica mais do que Marx. Na história do Brasil, os conservadores têm uma grande dívida que é a história da escravidão no Brasil. 4 - Bolsonaro continua no jogo mas já percebeu que, mesmo que passe para o segundo turno, não será eleito. Bolsonaro não soube ser Estadista, portanto, serviu para derrotar o PT, mas não serve para governar o Brasil. 5 - O tempo passa, o tempo voa e, a cada pesquisa, LULA CRESCE MAIS e sinaliza que vencerá no primeiro turno. Portanto, LULA não pode errar, não pode aceitar provocações, sejam elas oriundas de Ciro Gomes, da imprensa tipo Folha ou Globo, nem de Bolsonaro. Lula precisa pedir para seus apoiadores irem para as ruas e as manifestações defender o impeachment, mas que saibam fazer isso com sabedoria, com calma e com bons argumentos. A democracia é o melhor remédio para este clima de ódio e de destruição. Na história recente,a dívida dos conservadores é de impedir que a democracia social e econômica seja um direito de 100% do povo brasileiro. Queremos paz, trabalho e respeito às pessoas e ao Brasil. Lula é a melhor pessoa para pacificar o Brasil, recuperar a credibilidade internacional, retomar os investimentos, recuperar as políticas públicas e a infraestrutura, gerando mais empregos e mais felicidade. Onde tiver o ódio, vamos oferecer uma flor, um carinho e um Brasil melhor. Bem aventurados os simples, porque eles herdarão a terra.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Eleições democráticas x baixaria geral

Democracia, partido de quadros e partido de massa A democracia nasceu na Grécia antiga, portanto, tem mas de dois mil anos. De lá para cá, vem evoluindo muito, mas tem muito ainda para aprender e para ensinar. Neste longo período aprendemos muito com a ideia de que uma das características da palavra democracia é que definimos a nossa democracia sendo diferente da sua. Portanto, há uma flexibilidade conceitual e prática. Há democracia dos ricos, que exclui estrangeiros e pobres; Há democracia somente para proprietários de muitos ativos e muito dinheiro. Entre uma guerra e outra, a partir da Revolução francesa, a independência americana e o fim das monarquias, a importância da democracia ser vista como um sistema de governo capitalista e cada pessoa tendo direito a um voto. Com a revolução industrial, criou-se o mito da Revolução Proletária, onde a Classe Trabalhadora, ao começar a definir a democracia com cada pessoa um voto, na medida que os trabalhadores pudessem produzir e se organizar contra os patrões e suas formas de dominação, mais fácil seria ganhar eleitoralmente os governos. Os patrões estão acostumados a vencer, a mandar nos empregados e a controlar as instituições públicas. Na medida que melhora a escolaridade dos pobres, quando melhora também o padrão de vida, o que tem acontecido na América Latina é o aumento da repressão contra os pobres e contra a democracia. Tem gente que afirma que só teremos tranquilidade, como classe trabalhadora, quando tivermos condições de organizar e proteger as conquistas da classe trabalhadora. Afirmam também que, além de formar, informar, mobilizar e autodefender-se, a classe trabalhadora, por ser maioria da população, precisa ser maioria na administração pública. No século XX, tivemos experiências positivas e negativas de formas de governo. A experiência mais marcante foi a experiência comunista – União Soviética, que serviu como retórica, mas não serviu como governo livre e soberano. Uma parcela das esquerdas, grupos organizados que passaram a defender a tomada do poder, pelo voto ou pelas armas, e fazendo da transição de um sistema para outro, como tudo ou nada. Outra parcela dos trabalhadores ficou numa falsa neutralidade... Achavam a ideia da democracia participativa boa, mas precisavam definir com garantir que o Sistema de Ensino fosse priorizado para 100% do povo. Portanto, podemos afirmar, sem medo de errar, que a democracia seja, ao mesmo tempo, uma questão estratégica, como também uma questão tática. Para que a democracia seja uma forma transformadora de se fazer política, as regras eleitorais e as formas de gestão, precisam ser definidas, escritas, e de conhecimento e respeito de todos os setores da sociedade. Quais são os Direitos e Deveres do Cidadão, numa democracia? Para que serve uma Constituição? Quais as atribuições das instituições democráticas da sociedade? Como garantir qualidade de vida e paz social? Todas estas questões apresentadas neste documento, devem ser apresentadas nas reuniões dos candidatos e seus apoiadores. O processo de fortalecimento da Democracia inclui uma estrutura de acesso e participação das INFORMAÇÕES, em seguida, utilizando-se do sistema de informação, organizar um sistema de FORMAÇÃO, capacitando as pessoas a usarem e a fazer parte da ORGANIZAÇÃO, onde as pessoas tenham garantida sua PARTICIPAÇÃO, devendo-se garantir um sistema de REPRESENTAÇÃO da base, dos locais de trabalho, dos locais de moradia e das comunidades. Este é um sistema retroalimentar. O Brasil vive um período de tensão social permanente. Os cabos eleitorais são agressivos, hostis e desorganizadores. Ante tal quadro, a população se retrai, aumentando o medo, a violência e acabando com o frágil processo de aprendizado democrático.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Porque política no Brasil se transformou em algo tão chato?

Porque politica no Brasil se transformou em algo tão chato? Mesmo nas faculdades, a politica é apresentada de uma forma chata. Imaginem a seriedade que Celso Furtado lidava com a economia e a política? Quem acompanhou as eleições na Alemanha viu a seriedade como a politica é tratada. Porque a política virou chacota nas redes sociais? Tudo bem que Bolsonaro é chato, desagradável e violento, mas as pessoas que votaram nele, e ainda votam, não podem ser tratadas com desdém. Tudo está sinalizando que Lula deve ganhar no primeiro turno. Mas isto não credencia os petistas a ficarem agressivos ou quererem ridicularizar os bolsonaristas. É claro que a recíproca é verdadeira. É muita trambicagem! Se cada um fizer sua parte, podemos ajudar a superar as dificuldades econômicas e sociais. Este critério deve servir para todos: candidatos, jornalistas, professors, religiosos, feirantes, etc... Lembrando que no dia 22 começou a primavera, até pensei em sugerir que as pessoas levem flores para as manifestações, dando mais alegria e mais esperança para todo povo brasileiro. Já pensaram? Em vez do medo, a beleza das flores? Em vez da mentira, a alegria das crianças? Em vez da doença, o prazer de encontrar os amigos? Querem fazer Frente Ampla para ajudar o Brasil? Que os oradores falem o que seus partidos ou suas igrejas pretendem fazer para melhorar o Brasil? Que as famílias levem seus filhos, suas crianças, seus adolescentes, e seus idosos? Talvez se acontecer esta mudança de clima, o Brasil volte a sorrir, a respeitar os outros e compartilhar a vida.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

A CASSI tem nos ajudado a enfrentar a morte

Todos falam das mortes pela pandemia, Mas, nem só de pandemia morrem as pessoas. Todos sabemos que uma das únicas certezas que temos, desde quando nascemos, é que morreremos. Mas não sabemos a forma da morte, nem o dia da danada. O Brasil tem quase 40 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Todos os dias somos informados de novas mortes, de gente famosa e de gente humilde, como cantava Chico Buarque... Muitos amigos e colegas também estão entre estes mortos. Quanto mais próximo, maior é a dor e o sofrimento. No dia 10 de setembro, escrevi uma homenagem especial a nosso irmão mais velho pelo aniversário. Um sucesso de público nacional. Nesta homenagem, destacava-se a importância do Banco do Brasil no crescimento do Brasil e do povo brasileiro. BB – CASSI – PREVI – AABB – CCBB – FBB – Cooperforte – ACDBB Siglas que lembram vidas, conquistam, orgulho de fazer parte da História do Banco do Brasil... Como nosso irmão mais velho é funcionário aposentado do BB, nossos pais também puderam ter acesso à CASSI. A Cassi e a Previ sempre foram tão importantes quanto o BB para seus funcionários e parentes. Nossos pais, por anos, usaram a CASSI. Há alguns anos, nossa mãe partiu, e ficou nosso pai. Hoje ele está com 97 anos e, depois que nossa mãe faleceu, nosso pai acelerou o processo de perda do controle motor do corpo. Os cuidados foram se multiplicando, a contratação de mais cuidadoras foi aumentando e a demanda por presença médica também aumentou. No último dia 22 de setembro, nossa irmã mais velha, também fez aniversário. Todos conversamos com ela por telefone ou por whatsapp. Pensei em fazer uma homenagem especial pela vida que ela tem, pela carreira profissional brilhante e por ser tão atenciosa com todo mundo. Nos últimos 2 anos, ela largou tudo em Salvador e veio ficar com nosso pai, ajudando as cuidadoras tanto nos cuidados médicos, como no orçamento devorado pela inflação terrível que alastra o Brasil... Hoje, ao receber a mensagem dela, pedindo para a gente ajudar a convencer à CASSI a credenciar uma Home Care melhor estruturada em Serrinha, pensei, esta merece a maior homenagem de todas. Nosso pai tem 10 cuidadoras, rodiziando os plantões de domingo a domingo, dando banho, dando remédios, dando comida e cuidando das roupas. Isto não tem preço. É preciso muito amor e carinho. Mesmo gastando quinze mil reais por mês, ao custo de uma cidade no interior da Bahia, isto diminui o sofrimento que atinge a todos diretamente envolvidos e aos demais mais distantes. Ao mesmo tempo que damos tudo que podemos para que nosso pai seja bem cuidado e possa chegar à morte com dignidade, sempre pensamos nos 40 milhões de brasileiros com mais de 60 anos de idade e que não têm sete filhos para cuidar dos pais e dividir as despesas... Quem cuidará dos velhos? E pensar que estes novos velhos seremos nós mesmos? Quem vai cobrir os déficits da CASSI? Somente com muito amor e solidariedade podemos resolver o problema da idade, da saúde, da medicação e da qualidade de vida. Nosso pai é nosso herói. Já que criou sete filhos e todos estudaram em faculdades boas e construíram boas famílias. Mas, nossa irmã mais velha, que conta com o apoio da irmã mais nova, que é médica e filha carinhosa, e que conta com o apoio dos irmãos que moram em outras cidades e estados, merece um grande abraço de parabéns, pela idade, pela vida e pelo trabalho desenvolvido. Segue abaixo a carta que ela enviou à CASSI. Quem sabe, esta homenagem ajude a estimular a CASSI a reforçar o importante apoio que nosso pai vem recebendo? À CASSI nacional e local Boa tarde. Envio o nome e telefone da Home Care que atende em Serrinha com Atendimento Pré Hospitalar, disponibilizando ambulâncias para dar socorro numa emergência: vimedi saude - vimedisaude@gmail.com Home Care com atendimento pré-hospitalar, atende em Serrinha e tem ambulância para emergências. 75 99163-.... em Serrinha-BAHIA Desejamos, com urgência, realizar a substituição da AssisteVida pela Vimedi Saúde, que está providenciando o credenciamento com a Cassi. Papai tem passado mal com frequência e não temos recebido a assistência necessária pela AssisteVida. Pedem para ligarmos para a SAMU, ou procurar uma Emergência aqui mesmo, o que temos feito a altos custos, porque queremos dar uma condição de vida melhor para papai. Nessa última vez receitaram antibiótico sem pedir exames de sangue e de urina, disseram que era desnecessário usar soro ou medicamento venoso. Papai está se alimentando por seringa, usa bolsa coletora de urina - o que dá infecção urinária com frequência, tem feridas nos quadris e na região glútea. Precisamos pagar uma enfermeira para vir todos os dias fazer curativos porque a ferida inicial estava necrosando e se aprofundando, o que achavam sempre normal. Depois de 7 dias com a enfermeira, a AssisteVida resolveu mudar a forma de fazer os curativos, mas agora está regredindo à fase inicial, quando já estava ficando boa. Lamentável, muito lamentável. Os materiais são difíceis de chegar. Hoje mesmo não teve luvas para a Fisioterapeuta. E deixo a caixa de luvas só para os profissionais da AssisteVida. Conto com a colaboração de vocês. Vou enviar com cópia para meu irmão que mora em Brasília para que possa acompanhar o atendimento da Cassi Bahia. Saudações,

Hoje eu queria falar da Alemanha e de Angela Merkel

Mas vou ter que falar do Brasil, da Assistência Médica e da velhice Prometo que amanhã farei um resumo das eleições na Alemanha e o que pensa Dona Ângela, a que será ex-chanceler alemã.

domingo, 26 de setembro de 2021

Democracia, legalidade e legitimidade

Democracia representativa e Democracia participativa Qual o melhor modelo? Os conservadores e neoliberais gostam de defender o sistema representativo, onde o povo elege seus candidatos e estes, entre os eleitos, governam ou fazem oposição. No Brasl costumamos dizer que o povo vota por ser obrigatório. Se não fosse obrigatório, só uma minoria iria votar. Em vários países tem sido comum os números dos que não votaram ser maior do que os que votaram. Resultado: Os eleitos têm legalidade, mas não tem legitimidade. Há casos onde não encontramos democracia, mesmo tendo legalidade, como também tendo legitimidade. Por exemplo: 1 - é comum nos relatórios dos síndicos de edifícios e condomínios aparecer escrito: O síndico, com os poderes definidos nas assembleias, fez isto e aquilo. Sendo que depois podemos constatar vários casos onde a maioria é contra o que o síndico está fazendo; 2 - nestas assembleias de condôminos o edital diz: primeira convocação maioria de 2/3 dos condôminos (50% + 1); segunda convocação com maioria simples e terceira convocação com maioria simples dos presentes. 3 - No final das contas constatamos que são realizadas assembleias com apenas 4 ou 5 pessoas. E o síndico diz que a maioria não foi porque não quiz. Nos tres casos acima constatamos a existência de democracia formal, legal, porém sem legitimidade. Precisamos discutir a importância de haver QUORUM MINIMO.

Na Alemanha, todos ganharam

Angela Merkel vai continuar governando até definir como será a composição do novo overno. Neste domingo, ficou evidente que a democracia é ainda o melhor sistema de governo. Vejam como tudo foi tranquilo na Alemanha, enquanto que nos Estados Unidos foi um sofrimento. Um dos motivos para as eleições serem diferentes, é que na Alemanha temos PARLAMENTARISMO. Enquanto que nos Estados Unidos tem o Presidencialismo... Parabéns para todos que participaram do processo eleitoral na Alemanha.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Angela Merkel - mulher, imbatível, 16 anos no poder

Um fenômeno maravilhoso. Os homens têm que bater palmas sim. Saber respeitar as diferenças, saber pensar no seu país, mas levar em consideração as necessidades dos demais países e tantas outras coisas positivas. Esta é Angela Merkel. A imprensa do mundo todo estará falando desta mulher até passar as eleições do domingo. E, como canta Chico Buarque: QUEM É ESTA MULHER? A social democracia europeia é um modelo político mais solidário, mais participativo e com melhor qualidade de vida. Este sistema ficou ofuscado pelo modelo americano do salve-se quem puder e vale tudo por dinheiro, mas com a crise americana, a tendência é que a Alemanha liderando a Europa, fará um bom contraponto com os Estados Unidos e a China. É evidente que, China e Estados Unidos têm sistema político, econômico e social com maior volume que a Alemanha e não creio que esta tenha ambição de ser maior que os outros dois, mas, por direito, a Alemanha estará entre os cinco melhores do mundo. É evidente que este jeito de governar é melhor do que o estilo marketeiro e mentiroso de outros governantes. Tony Blair enganou os ingleses na questão da invasão do Irsaque. Clinton, ente as estripulias sexuais, legalizou e respaldou a flexibilização do sistema financeiro internacional, formalizando o novo imperialismo globalizado e virtual. O imperialismo financeiro com a flexibilização da legislação trabalhista, a destruição das aposentadorias e o uso da China como reserva mundial de mão de obra e de isenções tributárias. Esta aliança entre o sistema financeiro internacional com a China, também tem sido peça chave nas derrotas americanas na economia, na política e no social. Poderia estar muito pior do que está, e, Ângela foi a maior autoridade e liderança resistindo contra o neoliberalisxo exarcerbado. Com certeza, milhões de Angelas surgirão no mundo, da mesma forma que a volta de Lula ao governo brasileiro, está multiplicando os esforços para se retomar a criação de um mundo inclusivo, respeitoso e solidário. Que os deuses de todas as religiões e de todas as florestas protejam esta mulher.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

O Brasil está ficando inviável

O Brasil desistiu de ser um país para todos? Pegamos um país rico e o transformamos numa massa falida? Vivemos um momento em que nada tem dado certo e ficamos com a sensação de que o Brasil faliu. O mais estranho é o fato de que foi a partir da redemocratização que o Brasil desandou. Precisamos retomar o crescimento econômico, mas os especialistas dizem que somente a partir de final de 2023 teremos algum crescimento. Sem crescimento, a crise continua. Fazer diagnóstico dos problemas ficou relativamente fácil de identifica-los. Difícil mesmo continua ser solucionar os problemas encontrados. Desemprego, inflação, câmbio, infraestrutura deficitária, déficits públicos em todos os níveis, população irritada e descrente, políticos falam muito, mas não apresentam resultados. Saúde, educação, custo de vida, distribuição de renda, a volta ao consumo, etc. A sensação que fica é comparável com sair de férias escolares com os filhos e no meio do caminho o carro faltar gasolina e ninguém se responsabilizar por não ter feito a tarefa. Os militares querem receber mais que os funcionários públicos, que, querem ganhar mais do que os trabalhadores CLT, que querem ganhar mais do que os terceirizados, que querem ganhar mais do que os trabalhadores rurais, que acham que alimentam o Brasil, que a maioria não paga os impostos devidos, por considerar que o governo gasta mal. Nesta cadeia produtiva tem o judiciário e o legislativo que gastam muito do dinheiro público e também acham que não são reconhecidos, mas estes aprovam leis que prejudicam os aposentados. Ao mesmo tempo temos milhares de fechamento de empresas e importamos mais do que exportamos, gerando déficits estruturais. Se todo mundo quer ganhar sem pagar, esta contabilidade nunca vai dar certo. Como o todo é mais do que a soma das partes, OU todos se unem para superar os problemas, OU o Brasil vai falir. E quem vai pagar a conta?

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Aniversariantes ilustres

Tres símbolos do trabalho sindical Cada um com seu estilo, nesta semana temos aniversário de: 1 - NELSON SILVA, dia 19, um gigante no trabalho de base, no motivar os bancários a participarem das greves e dos piquetes. Além de ser bo de base, Nelsão adorava uma brincadeira. Sentado na sala da diretoria, ele atendia o telefone com sua voz grave - Polícia Federal, boa tarde. Do outro lado da linha, uma voz assustada perguntava: Deve ser algum engano, porque eu tenho este número como sendo do sindicato dos bancários de São Paulo. O sr pode repetir o número? E Nelsão, que já tinha identificado de quem era àquela voz assustada, respondia: Boa tarde, Raquel. E ouvia um belo palavrão... 2 - AUGUSTO CAMPOS, fez aniversário no dia 21, e poderíamos escrever livros e mais livros sobre os casos e causos de Augusto. Ele era tão esperto que o sindicato, mesmo sob intervenção doMinistério do Trabalho, Augusto conseguiu comprar a quadra na Rua Tabatinguera e construir o Centro Sindical dos Bancários. A quadra esportiva, na verdade, era o único grande espaço para se fazer assembleias, congressos e conferências para organizarem a classe trabalhadora. 3 - SÍLVIA PORTELA - faz aniversário nesta quarta-feira, 22. Sílvia começou a atuar politicamente ainda no tempo em que a ditadura militar, prendia, torturava, matava ou mandava soltar. Isto obrigava o pessoal a atuar na clandestinidade. Com o tempo, passou a ajudar mais na categoria bancária e ajudando muito na organização da CUT. Sílvia continua ajudando muito na organização e formação da classe trabalhadora. Manteve sua firmeza de ideias, mas sempre manteve um respeito muito grande pelas pessoas. Podemos sistematizar vários anuários, registrando aniversários e históricasde pessoas especiais para nós. Parabéns para todos e todas e vamos trabalhar para mobilizar bastante gente nas manifestações do FORA BOLSONARO.

Taichi, serra elétrica e sabiá

Taichi, serra elétrica e sabiá Depois de acordar às seis horas para se preparar para o Taichi, ao ir à padaria deu de cara com um carro da prefeitura de Sã Paulo dizendo-se especializada em remoção de árvores. Para minha surpresa os homens vieram para mexer nas árvores em frente do nosso prédio. Mesmo antes de começar o Taichi, o barulho da serra elétrica já incomodava. Eu pensava comigo mesmo, talvez a arvore esteja bichada... mas ninguém viu uma faixa ou um cartaz informando nada. Como cantava Adoniran: São os homens das ferramentas, que o dono mandou derrubar... Começamos o Taichi às 8:00h, às 9;30, quando concluímos a aula, o som da serra elétrica continuava. Às 10:15h ainda continua e parece que vão derrubar a árvore. Sem a árvore, não vamos poder ouvir o sabiá cantar na nossa janela. Mesmo que plantem outra árvore, esta levará vários anos até poder receber os pássaros e ouvir seu canto. E quando a sensei (professora) no Taichi dizia... “mais uma vez”, parece que os homens da serra elétrica ouviam e começavam o barulho da serra elétrica. A vida anda assim, quem tem cargo – público ou privado – faz as coisas, sem se sentir na obrigação de informar o porquê. E quando o povo se recusa a ir votar nas eleições, em vez de pesquisarem porque tanta ausência, os homens dizem que o povo é preguiçoso.

domingo, 19 de setembro de 2021

Mais um furo jornalístico de André Singer

As profecias dos Singer contra a besta do apocalipse Paul Singer renovou o debate com a esquerda ao introduzir no Brasil a importância da Economia Solidária. Eu costumava chama-lo de um dos “últimos românticos”. André Singer, tão brilhante quanto o pai, renovou o debate com a esquerda ao sistematizar e traduzir o LULISMO e a democracia de massa. Mais uma vez André Singer consegue brilhar quando escreve sobre o fascismo atual no Brasil e o inferno dantesco que nos ronda. “Para evitar riscos, A oposição democrática precisa Emparedar e reduzir o bolsonarismo A uma franja lunática e isolada.” O chamamento à responsabilidade histórica feito Andrá Singer está publicado em duas páginas do Caderno Ilustríssima da Folha. Um hai kai que pode mudar a história do Brasil e do mundo. André nos fala também da Velha Alemanha que precedeu o nazismo e da violência que matou tanta gente. Uma das mortes mais sentidas foi a de Rosa Luxemburgo. Quando fiz parte de uma delegação brasileira que foi participar de um congresso mundial dos trabalhadores, realizado em Berlim já sem os muros e sem o comunismo, fomos ao Cemitério onde está o túmulo de Rosa Luxemburgo. Para minha surpresa, entre os vários túmulos tinha um que era homônimo do nosso querido professor Paul Singer. Numa outra oportunidade, ao andar pelas ruas da cidade, o sindicalista alemão parou e nos perguntou: Vocês sabem o que são estas ruínas? Como ninguém sabia, ele respondeu orgulhoso: Aqui acabava o território do Império Romano, derrotado pelos bárbaros. E os bárbaros éramos nós, os alemãs... No próximo domingo os alemães irão às urnas para, democraticamente, despedir-se de Angela Merkel e eleger um novo governo. A Alemanha continua sendo uma das principais referências no mundo. O Brasil precisa valorizar tanto os alemãs de lá, como prestigiar os alemãs que vieram para o Brasil, nos ajudar a construir UMA NAÇÃO livre e democrática.

sábado, 18 de setembro de 2021

Eleição na Alemanha e eleição no Brasil

Democracia e barbárie Enquanto o mundo se prepara para receber o resultado das eleições que acontecem na Alemanha, particularmente com a despedida de Angela Merkel, o Brasil se envolve numa campanha eleitoral de loucos, corrompidos e degenerados de todo tipo. Os normais, mesmo sendo maioria da população, assiste de longe tão louco procedimento. Para os alemãs, é a primeira vez em 75 anos que o governante não sai candidato à reeleição. Angela Merkel, depois de 16 anos, deixará o cargo por livre e espontanea vontade. Com a despedida de Merkel, seu partido, de centro-direita, deve perder as eleições para os sociais democratas, de centro-esquerda. Morreu alguém na eleiçào alemã? Não, lá todos os grandes partidos participam do governo, por ser parlamentarismo e fazer unidade programática é a tradição. No Brasil, a cada dia que passa e a cada pesquisa que a Folha faz, mais Lula se consolida como provável presidente a ser eleito mais uma vez, no ano que vem. Será uma grande responsabilidade para Lula e para todos nós, que defendemos a democracia como princípiio e como aprendizado democrático e social para todos os brasileiros e brasileiras. Afinal, ganha-se em duas ou tres eleições e tambem se perde em duas ou tres eleições e todos colocam o país e o povo em primeiro lugar. A mesma Alemanha que espalhou o terror nazista no século passado, depois de perder duas grandes guerras, resolveu praticar para valer a democracia e a pluralidade. Todos ganhamos com isso. O Brasil só tem ma ganhar se incorporar os fatos positivos da Alemanha.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Aposentar-se ou ser demitido: a dura realidade dos que chegam aos 60

Do sonho da aposentadoria ao desespero Era comum as empresas e os bancos fazerem festa de despedida para os que estavam se aposentando... Com o passar do tempo, as empresas e os bancos passarm a ter como política "demitir os funcionários antes de eles chegarem ao tempo d aposentadoria"... Agora, nem funcionários existem mais, eles são demitidos e recontratados como prestadores de serviço. São "pêjotas". Da mesma forma, era possível encontrar aposentados vestidos de pijama sentados na frente da casa ou encontrá-los nos bares e barbearia jogando cartas oudamas. Pessoas de alto conhecimento profissional e ociosas, por terem se aposentados cedo. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, hoje, o que predomina são os demitidos que ficarão, sem renda, sem emprego e sem ambiente dentro de casa. Estas pessoas idosas ou maduras passam a perambular pelas ruas. O caso da categora bancária serve bem como exemplo. De um milhão de bancários registrados com carteira profissional, direitos especiais como jornada de seis horas e assistência médica melhor que a média nacional, os bancários foram saindo ou demitidos dos bancos e sendo substituidos por terceirizados. Além da informatização intensiva e do surgimento dos bancos virtuais. A data base, quando se corrige os salários é o 1o. de Setembro. Os bancários de todo Brasil começam a telefonar para seus sindicatos perguntando quanto vem de reposição, se vem produtividade e quando vem a PLR - Participação nos Lucros e Resultados - geralmente DOIS SALÁRIOS. O que faz com que a categoria tenha QUINZE SALÁRIOS POR ANO. Os bancários de todo Brasil também têm Ajuda Alimentação, Ticket Refeição, jornada de seis horas e outros benefícios... Durante o período de juventude e maturidade, quem consegue entrar e ficar na categoria bancária é motivo de satisfação pessoal e familiar. Mas, mesmo estes herois, os que se aposentam, com o tempo vão sentindo o peso da discriminação... Não tem mais PLR, não tem mais ajuda alimentação nem ticket refeição, que compoem a renda dos que estão "na ativa". E muitos não tem algo extremamente importante, O CONVÊNIO MÉDICO. Quando você mais precisa de assistência à saúde, o aposentado não tem mais este fator de diferenciação qualitativa de um bom emprego. Sem um bom cconvênio médico, as doenças vão se acumulando e estes avôs e av'ós que eram só alegria de repente vão se transformando em demandadores... Outro fato relevante é que, se antes os aposentados morriam aos 60 ou 70 anos, agora a média subiu para 85 a 90 anos. Sendo que, cada vez mais temos visto aposentados com mas de 100 anos de idade. A China tem mais de 300 milhões de pessoas com mais de 60 anos e o Brasil tem mais de 30 milhões... E o governo vem piorando os direitos dos aposentados, acabando com as proteções sociais e, como empregador, vem cortando salários e benefícios de milhões de brasileiros e brasileiras. Até PELÉ está sentindo o que é ficar velho no Brasil.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Quando privatização vira tragédia

As privatizações brasileiras são escandalosas... Se fosse um país sério, daria cadeia aos responsáveis. 1 - Os preços se multiplicam, mas são concessões do Estado, com monopólio ou oligopólio, sem risco. Isto mesmo, capitalismo sem risco. 2 - Os serviços oferecidos vivem falhando... mas continuam sendo cobrados, por serem monopólios. 3 - Eles infernizam nossas privacidades oferecendo maravilhas de produtos, e depois, nos ameaçam dizendo que devemos dez reais, 500 reais, etc. 4 - No caso da Vivo, que era vista como a melhor, na verdade é a menos ruim. Estou há um ano sofrendo as confusões de uma empresa, a Vivo, mas que para os clientes, são duas, a fixo e a móvel. Tenho umas dez páginas de reclamações e é mesmo que nada. Tive minha conta de mais de 15 anos apoderada por alguém que a transformou de pós pago em pre pago e invadiu minha vida, incluindo usando meu e-mail da UOL para tentar operar com bancos. De lá para cá, não consigo acertar os valores a serem pagos. Ontem recebi mais uma conta para pagar, pela UOL e original da VIVO. Mandei imprimir e percebi que não tinha nem meu nome nem meu endereço... Com cuidado tentei abrir como se fosse pagar. Como previsto, o beneficiário NÃO era a Vivo, e sim uma tal de DAXPAY, e o pagador era um tal de E. da Silva C. Isto é, se de cada cliente compulsório, o ladrão conseguir roubar os 248,55, não precisará nem jogar na megasena... E, para tentar salvar a gente do desespero, perdemos dias de trabalho, perdemos nossa paciência e nossos recursos... E os bancos ainda reclamam que, mesmo Bolsonaro, está privatizando pouco. E ainda temos que esperar até 2022 para tirar este governo criminoso? Oh Deus, tenha piedade de nós...

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Tres boas histórias...

Hoje tive um dia muito cansativo e resolvi registrar para vocês: 1 - Passei 12 horas seguidas tentando limpar o computador, limpar no sentido de tirar os programas velhos e os arquivos desnecesários. Para isto, foi fundamental o trabalho de nosso amigo especialista em informática LUIS GNEITING. Foi tanto trabalho que precisei deitar um pouco para recuperar as energias. 2 - Ainda sobre Dom Paulo Evaristo Arns - tinha imaginado que a Folha daria apenas uma nota sobre os 100 anos de Dom Paulo. No dia 14, dia do aniversário, saiu um bom artigo de Juca Kfouri. Mas esforço de Juca do que da Folha. Para minha surpresa, hoje saiu uma página interia falando sobre Dom Paulo. A Folha já foi grande amiga de Dom Paulo, ultimamente a Folha tem ficado mais conservadora, ou neoliberal... Mas quero registrar que fiquei alegre em ver a página da Folha dedicada a Dom Paulo. Uma prova inequívoca da existência de Deus. 3 - Por fim, quero voltar a recomendar que, quem tem Netflix em casa e ainda não viu, veja o seriado TOKYO TRIAL, o Julgamento de Tokio, logo após o final da segunda guerra mundial. Filosofia de qualidade, humor de juíjes e ironias à parte. O mundo precisa voltar a valorizar virtudes. Por fim, meu cansaço tem a ver com o Parkinson. Por mais que façamos exerdcícios e tomemos remédios, o corpo não obedece a mente, nem a mente obedece o corpo. É um aprendizado muito difícil. Além de conviver com incompreensões... Obrigado Luis Gneiting e obrigado Dom Paulo. Obrigado também para a Folha, os amigos de Dom Paulo também gostaram da matéria.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Dom Paulo e seu Centenário

Fatos históricos da Família Arns Imigrantes alemãs, quase todos falam alemão fluentemente. Os alemãs do Sul tinham duas tradições, uma era ter alguém na família que iria ser padre; a outra tradição é ter alguém nas Forças Armadas. Vivendo inicialmente da agricultura, a família Arns cresceu e passou a ter gente nos três estados. A familia Arns teve grande destaque na Igreja, e Dom Paulo já era uma liderança importante antes mesmo de ser bispo em São Paulo. Sua irmã, Zilda, decidiu que, em vez de ser professora, queria ser médica. O pai disse que preferia que ela fosse professora. Coube a Dom Paulo convencer seu pai de que Dona Zilda poderia ser uma grande médica. Dona Zilda foi aprovada para o curso de medicina, sendo a ÚNICA MULHER NA SALA DE AULA. Formada, escolheu Pediatria como especialização. Um sucesso de médica, pediu mais uma vez ajuda para Dom Paulo, para criar a Pastoral da Criança, onde ela poderia ajudar as crianças de todo Brasil. Do Paulo, além de se prontificar a ajudar, convenceu os demais bispos da ideia de se criar a nível nacional uma Pastoral para cuidar deas crianças. O primeiro grande sucesso nacional foi a criação do soro para combater a desidratação. Dom Paulo, grande estudioso, colecionava títulos e bons relacionamentos com todo tipo de gente. Comheci Dom Paulo quando eu estudava na Fundção Getúlio Vargas e Dom Paulo recebeu mais um título de Doutor Honoris Causa. Entusiasmado, pedi uma entrevista com ele para duvulgar entre os alunos e professores. Mais um sucesso. Com o crescimento da luta pela redemocratização do Brasil, Dom Paulo se multiplicava... Erasmo Dias, comandante da tropa de choque invadiu a PUC SP, cometendo dois crimes: Um que é invadir uma universidade, princípio internacional de que o espaço das universidades deve ser protegido da violência policial e, o outro crime foi invadir um espaço religioso... Dom Paulo liderou uma campanha internacional exigindo respeito às instituições... A partir de 1978, os trabalhadores, do campo e das cidades, começaram a fazer greves e manifestações contra a carestia, por melhores salários e por democracia. Dom Paulo cresceu de importância mundial. As greves passaram a ser o principal caminho para libertar o Brasil da ditadura militar... Concluindo o meu curso na FGV, participei da retomada do Sindicato dos Bancários de São Paulo, onde, entre tanta gente, conheci Waldemar Rossi, o líder da Pastoral Operária e frequentador assíduo da Cúria e da Comissão Justiça e Paz. Quando o Papa veio ao Brasil, Dom Paulo apoiou a iniciativa de se ler uma carta aberta sobre a repressão no Brasil. Waldemor Rossi a leu em pleno Estádio do Morumbi. Dom Paulo salvava vidas de adultos e Dona Zilda salvava vidas de pequenas crianças. Construindo um novo Brasil... Neste mundo de trabalho solidário, vim conhecer o filho de Dona Zilda, Rogério, que ajudava no Voluntariado. Numa das reuniões em São Paulo, em nosso sindicato, Rogério Arns conheceu Lycia, começando um namoro e formando uma nova família. Eu, como cupido, acabei virando padrinho de casamento. Dom Paulo faz aniversário hoje, 14 de setembro, Dona Zilda fez aniversário dia 25 de agosto, Rogério fez aniversário dia 17 de agosto e Lycia fez aniversário dia 12, neste domingo. O Brasil precisa ter orgulho e gratidão com as pessoas que contribuiram para fazer deste país uma Nação livre e soberana. Dom Paulo, Dona Zilda e toda a Família Arns merecem um museu em gratidão. Eu ajudei na campanha pelo prêmio Nobel da Paz para Dona Zilda Arns. Atualmente acho que, o mais correto é um Prêmio Especial para Dom Paulo e Dona Zilda, simbolizando a contribuição dos homens e das mulheres para um mundo de Paz e de Liberdade, com muita saúde e escolaridade. A imprensa brasileira deu pouco espaço ao centenário de Dom Paulo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Você é de direita ou de esquerda?

Como saber se a pessoa ou o partido politico é de esquerda ou de direita? O Brasil de alguns anos atrás não tinha racismo, não tinha preconceito com gêneros, e ensinava que os direitos e deveres eram iguais para todos. Com a redemocratização, as diferenças foram aparecendo, isto é, as pessoas passaram a explicitar estas diferenças, criando um mal-estar no primeiro momento e depois, até porque não dava para continuar negando, as pessoas e instituições tiveram que aceitar estas verdades. Vejam a relação abaixo onde apresento temas que, ao verificar a posição das pessoas ou dos partidos políticos em relação a cada tema, fica fácil de você saber se corresponde a conceitos de esquerda ou de direita. 1 - Democracia - todos se dizem democratas, mas quando dizemos que para ser democrata é preciso respeitar a vontade do povo - os eleitores - onde cada pessoa é um voto, como forma de diferenciar do dia a dia onde os ricos controlam as empresas e instituições, impondo suas posições, muitos vão querer dizer  que o judiciário pode por limite na democracia, ou mesmo o judiciário também pode  por limites. 2 - Em relação ao modelo econômico que deve ou pode ser aplicado no Brasil, raramente este tema é abordado nas campanhas eleitorais, facilitando assim que os politicos enganem ou mintam para os eleitores; 3 - Em relação ao Social, as pessoas e partidos defendem uma política de inclusão social onde as prioridades sejam acabar com a pobreza ou elas defendem que cabe ao mercado regulamentar isso. Quer dizer, que cada um estude e vá trabalhar para vencer na vida... 4 - Privatização - Ha pessoas que defendem que sejam vendidas todas as empresas e serviços púbicos, cabendo aos governos apenas a fiscalização, enquanto que há outras  pessoas que defendem que hajam empresas privadas e empresas públicas, como forma de garantir o serviço essencial para o povo e para o país. 5 - Você concorda que as Igrejas e a Imprensa façam campanhas para candidatos e partidos? Se sim, como respeitar os religiosos e leitores de jornais que apoiam outras pessoas e partidos, como ficam? 6 - Você concorda que empresas estrangeiras possam comprar todas as empresas brasileiras e possam controlar a educação, a saúde, o transporte e  a imprensa? 7 - Você concorda que ao definir Nossa Soberania Nacional, qualquer governo que quiser alterar tenha que consultar o povo em plebiscito, em vez de os parlamentares mudarem sozinhos? 8 - Você acha correto que o judiciário e o legislativo possam destituir prefeitos, governadores e presidentes, passando por cima dos eleitores que os eleitores que os elegeram? Sem fazer um plebiscito, por  exemplo? Se pode destituir e interromper o mandato, porque não se faz parlamentarismo de uma vez? 9 - É fato que existe atualmente uma crise de legitimidade dos partidos e dos políticos, você concorda em manter este sistema representativo ou concorda em se abrir um debate para implantar uma Democracia Participativa, envolvendo pessoas e instituições? 10 - Você concorda em participar e ajudar o Brasil a melhorar ou você acha que o Brasil não tem mais jeito e, se tiver oportunidade vai embora do Brasil?  

Democracia, divergências e respeito à verdade

Democracia, divergências e respeito à verdade. As manifestações de rua definem as eleições? Quem botar mais gente ganha? Mas, as eleições não são para todos os eleitores? Quanto por cento dos eleitores estão nas manifestações de rua? Usar da mentira, de agressões verbais e de golpes de Estado, ajuda ou atrapalha uma eleição? Usar a imprensa e as Igrejas para fazer campanha eleitoral, é normal? Xingar e desqualificar os candidatos, ajuda ou atrapalha? Na democracia, quem define as eleições são os votos nas urnas. As manifestações servem para motivar o eleitorado a escolher este ou aquele candidato. No Brasil, o fato de quase todos partidos fazerem os mesmos discursos ajuda o eleitorado a escolher o melhor candidato? Não. Este é um dos motivos de o povo não gostar de políticos. Fazer campanha eleitoral dizendo que tal partido é de direita e que o outro é de esquerda, ajuda ou atrapalha? O que define se um candidato ou partido é de direita ou de esquerda? Fazer coligações é legal e coerente? Como serão as regras para as próximas eleições?

domingo, 12 de setembro de 2021

Brasil: Acendeu-se a luz vermelha contra Bolsonaro

Excelente análise👇 O CONTRAGOLPE DA ELITE Eugênio Aragão Ex-ministro da justiça ACENDEU-SE A LUZ VERMELHA "A casa grande soube fazer valer sua autoridade", diz o jurista Eugênio Aragão sobre a perda de capital político de Jair Bolsonaro perante o mercado, o Congresso e o STF. "Decepcionou sua base e, aparentemente, não recebeu nada em troca. Seus supostos contraentes no STF não foram obrigados a ceder em nada e, no Congresso, pouca ou nenhuma credibilidade lhe restava". O mercado acordou hoje eufórico. A bolsa disparou e o dólar recuou. Céu de brigadeiro até perder de vista. O que há poucos dias parecia impossível tornou-se real: conseguiram colocar o gênio bagunceiro - o Amok brasileiro - de volta na sua garrafa. E de forma humilhante. De certo, para nós comuns dos mortais, só parte da história é cognoscível. A outra, muito provavelmente menos republicana, ficará para a especulação. O dia 7 de setembro era para ser uma data da virada. Apoiadores de todos os rincões do Brasil encheram boa parte da Esplanada dos Ministérios em Brasília e a Avenida Paulista em São Paulo para ouvirem seu líder, o capitão-presidente Bolsonaro. Vendo tamanha turba em júbilo, não se conteve e distribuiu rasteiras para seus supostos inimigos, ministros do STF. Falou grosso. Disse que não cumpriria mais decisões advindas do Ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha”. A massa foi a êxtase. E, para dar respaldo às ameaças do líder, empresários organizadores das manifestações bloquearam a Esplanada dos Ministérios em Brasília com seus caminhões e desafiaram a polícia a deixarem-nos passar à Praça dos Três Poderes, onde pretendiam invadir o STF. O jogo de empurra entre a irada turba e as forças de segurança causou calafrios aos democratas no País. Havia medo real de perda de controle e de sucumbir, a política, à violência em larga escala, com possível intervenção das Forças Armadas na chamada “garantia da lei e da ordem”. Tudo parecia calculado. Bolsonaro, acreditava-se, estava forçando, mais uma vez, os limites do estado de direito para instalar uma ditadura no país. E o movimento dos empresários do agronegócio a promoverem um lock-out da logística de transporte Brasil afora encaixava-se nessa tática. Pretendia-se paralisar o país para submeter as instituições à máxima pressão. Foi um jogo do tudo ou nada. Com essa intentona, Bolsonaro despejou à lixeira toda a política econômica de Paulo Guedes. O Congresso não parecia mais disposto a apoiar um governo tresloucado. O judiciário que vinha negociando o parcelamento dos precatórios com dívidas da União, abandonou o trato. A economia estava indo ladeira abaixo sem freios. O mercado reagia com extremo mau humor, ainda mais nervoso com os dados sobre a marcha da inflação em direção aos dois dígitos anuais. Acendeu-se a luz vermelha. Bolsonaro foi convencido a pedir a seus apoiadores que abandonassem o bloqueio de rodovias para permitir que suprimentos chegassem a seus destinos. O recuo causou mal estar e incredulidade. Muitos empresários não queriam ceder antes de atingir seu objetivo: forçar o STF a uma mudança de rumo no tratamento dos crimes praticados por gente do governo e da política indígena, com estabelecimento de um marco temporal para a ocupação territorial tradicional. Mas a pressão da economia sobre o governo era imensa. Esperava-se que Bolsonaro determinasse, se necessário, o uso da força, para controlar sua turba. Eis que, no meio do rebuliço, surge o salvador: o mestre em golpes políticos, Michel Temer. Um Bolsonaro desesperado com a perda de controle sobre a massa de seus apoiadores urgiu sua vinda a Brasília para negociar uma trégua com o legislativo e o judiciário. E, no final da tarde do dia 9 de setembro, no meio da disputa de espaço em rodovias e na Esplanada dos Ministérios, acontece o inusitado: Bolsonaro manda publicar no Diário Oficial da União uma “Mensagem à Nação” em que desdiz tudo que dissera do palanque perante as massas: não queria confronto com os outros poderes que devem ser harmônicos entre si, as palavras de agressão teriam sido proferidas no “calor dos acontecimentos”, etc. etc. A turba que marchara para Brasília e São Paulo ficou perdida. Afinal, não haveria mais ruptura? Seu líder fora cooptado “pelo sistema”? Ninguém parecia entender a abrupta mudança de rumos. Aliás, sequer os ministros agredidos queriam dar crédito às palavras de desculpas de Bolsonaro. Mas passadas as horas, vê-se com mais clareza o que aconteceu: Bolsonaro que foi útil para derrotar a esquerda em 2018 estava se tornando um estorvo não só na condução do país, mas sobretudo na perspectiva das eleições presidenciais de 2022. Quanto pior governasse, mais o campo da esquerda ia se robustecendo, não deixando espaço para um conservador liberal do mercado se tornar ungido nas urnas. Sabedores de que mais um mandato para Bolsonaro seria um desastre para o país que consideram só seu, os representantes do capital também não estariam dispostos a embarcar na canoa da oposição progressista. Ao mesmo tempo, as chances de uma “terceira via” pareciam muito remotas. Precisava-se, pois, neutralizar Bolsonaro para enfrentar a esquerda. Com sua mensagem à nação, o presidente-capitão perdeu enorme capital político. Decepcionou sua base e, aparentemente, não recebeu nada em troca. Seus supostos contraentes no STF não foram obrigados a ceder em nada e, no Congresso, pouca ou nenhuma credibilidade lhe restava. Talvez seja cedo para dizer que Bolsonaro se tornou um defunto político, mas que saiu muito desgastado desse episódio, disso não há dúvida. O que teria feito Bolsonaro desistir do confronto? Aqui entra a especulação, mas é fato noticiado que havia movimentação frenética de atores políticos em Brasília. Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados se reuniram com o decano do STF. Buscavam desesperadamente uma saída para a crise inaugurada com as agressões presidenciais ao STF. E foi aí que entrou Michel Temer. O ex-presidente da República que golpeara Dilma Rousseff passou o dia em Brasília, para cá e para lá. Queria apascentar. Afinal, é ele o padrinho de Alexandre de Moraes, o principal alvo dos desaforos indecorosos de Bolsonaro. Foi Temer quem nomeou o ministro para o STF. E conseguiu o improvável: fez Bolsonaro ligar para o magistrado, como se fosse para pedir desculpas. O cão doido voltava para a coleira. O mercado, a elite, a casa grande, a Avenida Faria Lima - seja como se queira denominar esse ser etéreo que mantém as rédeas do país desde tempos imemoriais - suspirava aliviada: tinha vencido a fúria do gênio imprevisível. Em troca de que? Essa é a pergunta que não quer calar. De certo, Bolsonaro sabia que tinha se metido numa enrascada. O que fizera do palanque era, como dizem os alemães, “starker Tobak” - tabaco forte. Não passaria incólume pela ira de seus poderosos adversários. Enquanto aumentavam as pressões por iminente abertura de processo de impeachment, circulavam notícias de reações no âmbito do TSE que pudessem tornar o presidente-capitão inelegível em 2022. Mas, o pior de tudo, o cerco aos fanáticos conselheiros de Bolsonaro ia se fechando, falando-se em possível prisão dos filhos presidenciais. Dizem que Bolsonaro ficou sem dormir por duas noites até jogar a toalha. A dúvida que remanesce é se o presidente-capitão obteve alguma garantia de que, deixando de acirrar o ambiente político, poderia contar com a leniência da justiça para consigo e seus filhos. Essa seria a parte pouco republicana do acordo “com Supremo e com tudo” com que Michel Temer se notabilizou. Se houve ou não, só pode ser objeto de conjectura. Os próximos dias dirão. Há que se ver se a CPI da COVID abrandará seu tom no relatório final; se o ministro Alexandre de Moraes refluirá em suas diligências contra os organizadores da turba antidemocrática; se o STF poupará Augusto Aras dos pedidos de investigação por prevaricação a si atribuída. Mas é compreensível a incredulidade sobre uma gratuita desistência de Bolsonaro à via do confronto. É compreensível também que não se queira dar fé à sustentabilidade do acordo - ou contragolpe - engendrado por Michel Temer. Por ora, o que se tem apenas é um Bolsonaro humilhado com um exército de apoiadores perdidos feito baratas tontas. E o estamento militar? Um curioso silêncio tomou conta dos eloquentes fardados de outros momentos. Sabem muito bem que a briga agora é de cachorro grande. Não estão mais antagonizando com a turma da esquerda civilizada. A casa grande soube fazer valer sua autoridade. Afinal, não se dá conta, neste país, de qualquer episódio de rebeldia de capitães do mato contra os senhores. Os militares sabem muito bem que a alternativa ao acordo - ou contragolpe - é a vitória das forças progressistas em 2022. Se querem evitá-la - e o querem muito mais até do que uma vitória de Bolsonaro - precisam deixar agora os profissionais trabalhar. E isso passa pela neutralização do capitão-presidente, para que a improvável “terceira via” se torne primeira e, quiçá, consiga derrotar, num confronto direto, o bicho de sete cabeças, o ex-presidente Lula. A segurança de que a esquerda não volta ao poder, para o estamento militar, vale até a perda de umas boquinhas. E ninguém sabe se, no trato, um jabá não tenha sido incluído. Mas uma coisa é certa: com o humilhante acordo - o contragolpe da elite - o panorama político mudou e a casa grande volta a ser um player respeitável no jogo eleitoral de 2022, concentrando seu poder de fogo contra os adversários de sempre: os trabalhadores e oprimidos do Brasil. Não haverá frente única contra Bolsonaro. Haverá frente única contra a esquerda. https://www.brasil247.com/blog/o-contragolpe-da-elite

sábado, 11 de setembro de 2021

Contra fera ferida, uma frente democrática e popular

Bolsonaro virou Neymar: O quê era para ter sido, mas não foi Em todo período de existência do Brasil, este é o periodo que usufruímos de mais liberdade e democracia.  O Brasil, que tinha tudo para dar certo, refugou e está andando para trás. E o povo brasileiro, tanto os ricos como os pobres, começaram a perguntar: Porque parou? Parou porque?  O Modelo econômico, financeiro, social e partidário parou de funcionar, e as pessoas que achavam que a vida funcionava sozinha estão percebendo que algo deu errado e que precisa ser consertado... O Brasil rural, com 100 milhões de habitantes foi substituído por um Brasil de 213 milhões de habitantes, 90% morando nas cidades, sendo que, aquele tempo que as pessoas procuravam emprego e logo aparecia,  também desapareceu... Até ter filhos, enquanto era comum as pessoas terem 8 a 11 filhos, atualmente a regra é ter 1 a 3 filhos. Se antes, as políticas públicas possibilitavam o acesso à infra-estrututa, com  Estado (governo) oferecendo os serviços básicos. Com a redemocratização do Brasil, a inflação foi crescendo até chegar em números escandalosos, como 5 mil por cento ao ano. A partir do Plano Real a inflação vinha funcionando em média de 4 a 5% ao ano. Se por um lado, Fernando Henrique Cardoso conseguiu esta proeza, por outro lado, FHC, usou todo poder de sedução para convencer os brasileiros de que substituir o modelo de Estado de Bem Estar Social, onde a prioridade fosse a garantia de infraestrutura, FHC preferiu privatizar tudo que encontrasse pela frente, gerando desemprego e reduzindo as políticas públicas oferecidas pelo governo. Como o governo federal, os governos estaduais e os municípios gastavam mais do que arrecadavam, estes deficits serviam de argumento para sair privatizando tudo. E o Brasil foi piorando, aumentando o desemprego e o custo de vida ficando caríssimo. A crise econômica interna foi ainda mais difícil para o povo quando os outros países passaram a ter crises iguais ou piores que a brasileira. A mentira passou a ser a base das campanhas eleitorais, onde os candidatos prometiam tudo mas não faziam nada do prometido. Depois dos oito anos de FHC, tivemos também oito aos de governo do PT e Lula, que foram "anos dourados" com recordes de exportações para a China, e, na medida que a China passou a abastecer o mundo com produtos bem mais baratos que antes, o Brasil viveu um período de euforia total.  Em 2008 o mundo voltou a viver uma crise financeira profunda, retraindo as exportações e aumentando o desemprego. A extensão desta crise levou o mundo a um desgaste muito grande dos governos, provocando guerras e golpes de Estado. O Brasil também foi atingido e teve sua primeira mulher eleita presidente e destituída por um golpe de Estado. A crise econômica gerou uma crise social e política, tendo sido eleito para presidente uma pessoa totalmente desqualificada. A eleição de Bolsonaro para presidente do Brasil  fez o Brasil retroceder em todos os sentidos, sendo inclusive desacreditado internacionalmente. Voltamos ao mesmo dilema de sempre: Destitui o presidente ou restringe seu poder de ação, nomeando um novo ministério para tocar o governo até dezembro de 2022. Os conservadores, que sempre mandaram e desmandaram no Brasil vivem uma crise profunda em função de todas as pesquisas eleitoras indicarem vitória de Lula no segundo turno e caminhando para ganhar no primeiro turno. Que fazer? Perguntam os conservadores. Damos mais um golpe de Estado e não deixamos Lula ganhar, ou, aceitamos a vitória de Lula, desde que ele aceite governar dentro de parâmetros definidos pelos conservadores. Esta é a tal da Democracia Consentida, isto é, entre atender as demandas do povo, como Lula já fez,Lula terá que dar prioridade às demandas apresentadas pela Bolsa de Valores e pelos bancos internacionais, mantendo a política entreguista atual e a perda da soberania nacional. Este dilema pode e deve ser resolvido pelo voto direto com eleições gerais a serem realizadas em 2022. Caso o Brasil viva um novo golpe de Estado com nova ditadura civil, a tendência é haver um esgarçamento das relações políticas e sociais e o Basil caminar para uma violência tipo Colômbia... O economista Armínio Fraga, deu uma boa entrevista ao jornal Folha de hoje. Armínio é tucano (PSDB), e representante de investidores internacionais. Armínio abre o jogo e declara que os conservadores precisam construir uma terceira via, nem Lula nem Bolsonaro. Mas, tenho certeza que Armínio se dará bem num governo Lula. Mesmo Armínio declarando que Bolsonaro virou fera ferida depois de 7 de setembro, eu acho que Bolsonaro virou cavalo manco que não ganha mais corrida. O jogo mudou as regras de novo, isto é, em vez de se juntar os conservadores com os liberais e com os progressistas para dar mais um golpe de Estado, é mais decente e socialmente correto, unir os progressistas, com os setores populares e os empresários modernos e garantirem uma disputa democrática com compromisso de governar o Brasil para todos, com todos e para assim o Brasil finalmente passar a ser de todos.     Sem ódio e sem rancor. Sem medo de ser feliz. O Brasil em primeiro lugar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Bolsonaro blefou e perdeu a rodada

Presidente do Brasil blefou e perdeu a rodada. Dar golpe de Estado no Brasil não é fácil. Isto é que para profissionais. No dia 08 de setembro apareceu uma foto de Temer dando um livro de presente para Bolsonaro, sendo que o título do livro era Manual para se dar Golpe de Estado no Brasil. Ainda na fotografia, Temer diz para Bolsonaro, para o golpe dar certo precisa do apoio da Fiesp, do judiciário, da imprensa, etc... Realmente, o dia 7 de setembro de 2021 vai ser o dia que Bolsonaro gostaria que não tivesse acontecido. Ele acelerou tudo e forçou o cavalo de pau e deu tudo errado. Isto significa que Bolsonaro está liquidado? Não. Mas está ficando evidente que ele não será reeleito, por não contar com o apoio da maior parte das lideranças de entidades fundamentais da sociedade civil. O Brasil, além de ter partidos políticos demais (35), tem uma infinidade de palpiteiros. Por exemplo, todo mundo entende de futebol, de política e de religião. Agora todo mundo também entende de economia e de doenças. Esta confusão, fica ainda pior, porque o brasileiro pegou a mania da polarização, onde tudo virou um Fla-Flu, um Grenal, um Palmeiras e São Paulo e até um pentecostal contra um católico. Tudo virou um céu e inferno e até o narcotráfico resolveu se meter na política, nos governos e nas comunidades. Resultado: É PRECISO BOTAR ORDEM NA ZONA. Bolsonaro jogou todas as fichas e perdeu, perdendo assim a credibilidade, perdendo também o respeito. E o que fazer com Bolsonaro? Demiti-lo por justa causa é exagerado. Demti-lo sem justa causa e fazer um acordo amigável? Temer passou esta imagem. Afinal, uma das principais atribuições dos advogados é exatamente esta. Costurador de acordos. Com essas varáveis abertas, Bolsonaro sai á ou empurra com a barriga e ele sai em dezembro de 2022? Quem assumiria no lugar de Bolsoarose ele sair por agora? Esta é uma pergunta que não tem resposta boa. Se a economia está um caos e o ministro não foi eleito, e sim foi nomeado por Bolsonaro, esta pode ser uma solução. DEMITE O POSTO IPIRANGA - DEMITE O GUEDES O que não falta é economista melhor do que Guedes. Se o pessoal acha que são os banqueiros que mandam no governo Bolsonaro, é só a Febraban se reunir com o agronegócio, escolhem o nome e apresenta-o a Bolsonaro. Este não sai candidato à reeleição, procura-se também um candidato conservador e manso para tentar derrotar Lula e assi o Brasil volta a ser calmo. O Judiciário contribui fazendo acordo para diminuir a pressão sobre os bolsonaros, o narcotráfico voltam para o submndo, a imprensa volta a dizer que as coisas estão melhorando, as empresas aumentam as publicidades, não precisarão baixar os preços abusivos das ,ercadorias. O novo miistdro da Fazenda manda baixar o preço da gasolina e Brasília vira uma festa. Tão simples e eu não sei porque não se resolve logo. Se demorar o povo vai perder a paciêcia e aí vai ficar bem mais caro para todo mundo. Vamos abrir ova rodada de cartas?

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Carta de Amor e Gratidão ao Brasil

Carta de Amor e gratidão ao Brasil Amanhã, 10 de setembro, nosso irmão mais velho faz aniversário. Nasceu em Miguel Calmon, na Bahia, cidadezinha perto de Jacobina... Como era a regra na época, depois dele nasceram em Miguel Calmon mais dois irmãos e uma irmã. Como o Brasil estava crescendo, nosso pai conseguiu emprego formal no DNERu – Departamento Nacional de Endemias Rurais, em Inhambupe, onde nasceram mais dois irmãos e uma irmã. Depois de alguns anos morando em Inhambupe, nosso pai foi transferido para Serrinha, onde estabelecemos nossa vida. Ser filho mais velho sempre foi difícil, desafiador e sacrificante... Givaldo, o aniversariante, sempre foi dinâmico e bom no que fazia. O tempo foi passando, todo mundo estudando e foi surgindo o desafio para Givaldo como primogênito. Que fazer da vida? Ficar em Serrinha ou cair na vida em busca de um futuro? Givaldo já trabalhava na Ancarba em Serrinha e conseguiu transferência para Feira de Santana, maior cidade do interior da Bahia. Morando em pensão, conheceu uns rapazes que trabalhavam de dia e à noite estudavam para concurso do Banco do Brasil. Jovem, magrelo, inteligente, gostou da ideia de estudar para prestar concurso e começou a estudar firme. Enquanto ele estudava, nossa mãe que era muito crente em Deus e em Nossa Senhora, fazia novena para Givaldo conseguir passar no Concurso. Todo os dias de novena, os seis irmãos rezavam juntos com a mãe para que Givaldo passasse. O Senhor escutou as nossas preces e Givaldo foi aprovado no concurso para o Banco do Brasil onde tomou posse no município de Rui Barbosa. Já trabalhando no banco, descobriu que, para fazer carreira, precisa fazer outro concurso interno. Estudou, estudou e estudou todos os dias e assim conseguiu mais uma vitória. Casou-se em Rui Barbosa, com a filha de um fazendeiro, e depois foi morar em Brasília e trabalhar na matriz do banco. Graças a esta liderança extraordinária de Givaldo, e ao fato de os governos acreditarem na importância do serviço público criando empresas para fomentar progresso e riqueza para o povo brasileiro, o segundo filho também pegou a estrada e veio estudar e trabalhar em São Paulo e todos fizeram este ritual de passagem. Givaldo é o maior orgulho da família, tanto por ter estudado, trabalhado e ter sido fundamental na ajuda a família na aquisição dos primeiros eletro-domésticos. Foi graças a ele que saímos do fogão a lenha para fogão a gás. Vocês sabem o que é isto? Milhões de famílias brasileiras tiveram o mesmo tipo de História de Givaldo e da nossa família. Se conseguimos ter bons empregos, conseguimos ter estudado em boas faculdades, sendo médica, físico, administrador, artista plástica, arteterapeuta e professora de Artes, economista, matemático e arquiteto e contador, tudo isto foi por ter uma família unida, solidária e que contava com boas políticas públicas. Esta é uma História do Brasil que deu certo. Ultimamente, conhecemos mais histórias do Brasil que NÃO DÁ CERTO, do que histórias de sucesso e de alegria. Precisamos voltar a construir o Brasil que nos orgulha, que nos acolhe e que nos protege. Queremos chamar todos os aniversariantes que deram certo, como Givaldo, Dom Paulo Evaristo Arns e tantos outros que tem lindas histórias para contar, queremos dizer nosso obrigado a vocês. Queremos dizer que o esforço da cada um de nós, mais o apoio das políticas públicas e o amor pelo Brasil tudo isto faz da nossa vida um grande sucesso. Nestes dias de ódio e rancor, quando as pessoas reclamam dos governos, da imprensa, e da vida, temos certeza que se houver humildade, respeito e solidariedade nós voltaremos a ser feliz. Não podemos, nem devemos ter medo de ser feliz. Parabéns, Givaldo. Aquele abraço!

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Brasil, escutai a nossa prece

Brasil, escutai a nossa prece O ódio e o rancor não podem destruir o Brasil Se devemos colocar o Brasil em primeiro lugar, temos a obrigação de prestar atenção nestes números que representam muito bem o Brasil de hoje. 1 – Mais mulheres (52%) do que homens (48%); 2 – Região onde vive: - Sudeste: 43%; - Nordeste: 27%; - Sul: 15%; - Norte: 8% e Centro Oeste: 7%. 3 – Idade: 18 a 34 anos 36%; 35 a 54 anos: 35%; 55 anos ou mais: 29%. 4 – Nível Educacional: Até 8a. Série: 39%; Ensino Médio: 42% e superior: 19%. 5 – Renda Familiar: até um salário mínimo: 11%; de um a dois SM 37%; de dois a cinco SM 35%; de cinco a dez SM 11% e acima de dez SM 5%. Temos a responsabilidade de ajudar a melhor a renda das famílias, as condições de trabalho e de estudo do povo brasileiro. Pregar o ódio e a vingança não melhora nada, só piora. É mais do que necessário ajudar a melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, das crianças e dos velhos... Vamos ouvir o clamor do povo. Vamos eleger o quanto antes um novo governo e vamos enfrentar os desafios, as mortes e os sofrimentos. O povo brasileiro merece ser respeitado.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

O ódio e o rancor não podem turvar o povo brasileiro

O ódio e o rancor não podem turvar o povo brasileiro Sem democracia, sem justiça, sem liberdade, não há vida humana A democracia serve para ELEGER pessoas para respeitar as outras pessoas, se comprometerem a trabalhar juntos, defendendo os interesses legítimos das comunidades. Sem democracia, as pessoas são nomeadas por poucas pessoas para perseguir e reprimir muitas pessoas. E por que no decorrer do tempo, temos mais anos de guerras e ditaduras do que de paz e liberdade? Esta pergunta também vale para os religiosos: Se somos feitos a imagem e semelhança de Deus, porque há tanta doença e tanta morte? Porque o ser humano ainda tem muito de animal mais para o irracional do que o racional. Somos predadores e somos uma das únicas espécies que mata para se distrair, em vez de só matar para alimentar-se ou defender-se... Da mesma forma, embora tenhamos dito que fomos feito a imagem e semelhança de Deus, estamos a muitos anos-luz para chegar à bondade, quanto mais à divindade. Para superar estes desafios diários, precisamos conviver, desde pequenos, com as pessoas, estudando juntos, trabalhando juntos e divertindo-se juntos. Aprendendo a ganhar e a perder. Perdoar para ser perdoado... Os jovens geralmente são mais sectários do que os velhos. Os jovens falam e escrevem grosserias que, com o tempo, vamos percebendo que magoam e travam certas situações. Por isso que precisamos o tempo todo valorizar o aprendizado com as crianças e adolescentes, como valorizar as experiências vividas pelos mais velhos. Com medo e com ódio de uma mulher que foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil, as “forças ocultas” se juntaram com os traidores e os traiçoeiros e deram um golpe de Estado contra Dilma, as esquerdas e contra o povo. Preferiram nomear presidentes, aventureiros e pessoas de imagens comprometidas, a deixar a mulher acabar seu mandato. Dilma era e é difícil. Mas tem uma história de vida também difícil. O mandato não era só dela. Era de dez partidos políticos que formaram a coligação para elege-la. Muitos erraram... O Brasil travou, passou a andar para trás, teve a pandemia, estamos chegando a 600 mil mortes, temos o desemprego, a inflação, o dólar abusivo e a insegurança generalizada... Lula, que indicou Dilma, deixando de ser candidato na época, agora é convocado pelo povo brasileiro e por muitos que organizaram o golpe de Estado contra Dilma, Lula está sendo convocado para restabelecer a paz, o crescimento econômico, a inclusão social e o reconhecimento internacional. Com certeza, Lula é a melhor pessoa para acalmar o Brasil e acabar com o nosso sofrimento. Basta comparar a fala de Lula antes do dia 07 e o ódio destilado de Bolsonaro neste 7 de setembro. É preciso ter amor no coração, é preciso ter humildade para se governar juntos, é preciso respeitar a história de vida de cada um. Lula é a garantia da paz e do trabalho decente. Precisamos proteger os juízes, precisamos proteger as pessoas nas ruas e nos meios de transportes, precisamos ajudar as pessoas necessitadas. Precisamos lembrar de pessoas como Dom Paulo Evaristo Arns que, no próximo dia 14, completará 100 anos do seu nascimento. Mesmo que tenhamos que ir para guerra, que seja para defender a paz, a liberdade, a democracia com eleições livres e soberanas. Que cada um faça sua parte.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Aprendendo com a tragédia chamada de Bolsonaro

Aprendendo com a tragédia chamada de Bolsonaro Quanto mais avançamos na tecnologia mais rápido mudamos o mundo As pessoas estão assustadas com o poder de destruição que o governo Bolsonaro está impondo ao Brasil. Os índios, a Amazônia, o Pantanal, as armas de fogo, a degeneração humana, que inclui acobertar o narcotráfico e a pilantragem... As pessoas perguntam se será possível recuperar o Brasil e nós dizemos que dará trabalho e terá custos elevados mas será possível. Vamos pegar alguns exemplos de transformações que a humanidade provocou na Natureza... Em 1800, a Terra tinha UM BILHÃO de pessoas. Em 1927, a população da Terra já tinha dobrado em apenas 127 anos... Em 1959, com mais 32 anos, a Terra chegou a 3 BILHÕES de pessoas... Com mais 15 anos, isto é, em 1974, a Terra chegava a 4 BILHÕES de pessoas. Em 2021, a Terra chegou a 7,8 BILHÕES de pessoas. Em 200 anos, a Terra pulou de UM BILHÃO para quase OITO BILHÕES de pessoas. Para garantir casa, comida, escolas, transporte, saúde, cultura, trabalho, emprego, e qualidade de vida para todos, o mundo precisou de muitas mudanças. As famílias não precisam mais ter dez doze filhos e os velhos não precisam mais ser abandonados nas montanhas... Acabaram as monarquias absolutistas, acabou boa parte das ditaduras, as democracias estão evoluído de representativas paras participativas, e assim, com idas e vindas, acertos e erros, a gente vai levando... Como passaram os nazistas e os ditadores, os bolsonaros também passarão. E construiremos um Brasil de todos, com todos e para todos.

domingo, 5 de setembro de 2021

Neste 7 de setembro, o Brasil precisa de dignidade.

Neste 7 de setembro, o Brasil precisa de dignidade. Nossa independência sempre foi dependente Estamos chegando no dia 07 de setembro, uma data importante da nossa história mas pouco importante para nossa memória. Nas escolas, sempre secundarizamos a importância do dia 7. Não foi visto como uma conquista, mas como uma concessão... Na verdade, este 7 de setembro, marcará o pior momento da História do Brasil em relação à sua autonomia, independência e liberdade. O Brasil não precisava ser inimigo de Portugal nem da Inglaterra. O Brasil não precisava nem precisa ser inimigo dos Estados Unidos. O Brasil precisa ser amigo de si próprio. Precisa ter um projeto para este país, ter vontade de ser uma Nação livre, libertária, solidária e fraterna. Sem violência, mas com dignidade e autoestima. A Terra, embora seja a mesma a milhões de anos, continua sendo o mesmo planeta Terra, como nós a chamamos. O Brasil, mesmo mantendo seu tamanho territorial, está menor porque cedeu uma parte do Maranhão, onde está nossa Base de Alcântara, ao uso exclusivo dos Estados Unidos. O Brasil acelerou a destruição da Amazônia e do Pantanal. O Brasil vem acelerando o fechamento de nossas fábricas, de nossas indústrias e de nossas empresas. O Brasil, antes não tinha diplomas, mas tinha trabalho e emprego para todos. Agora, o Brasil tem muita gente com diploma universitário, mas que não encontram nem emprego nem trabalho. Privatizaram a educação, privatizaram a saúde, privatizaram o transporte aéreo, terrestre e aquático, privatizaram as empresas que transportam nossos produtos exportados e os importados. Além de privatizar tudo, diminuindo a capacidade de os governos cuidarem das necessidades básicas do povo, agora estão vendendo tudo aos estrangeiros. Até os chineses estão comprando nossas terrs, nossas fábricas e nosso mercado consumidor. Estamos nos transformando em mercenários, pessoas sem autoestima e sem personalidade. O Brasil precisa de humildade, precisa valorizar o trabalho coletivo e a solidariedade. O Brasil pode ser o celeiro do mundo, pode ter os minérios do mundo, pode ter as praias do mundo, pode ter as músicas e o futebol do mundo, mas, se não tiver dignidade e autoestima não terá nada. Humildade, dignidade e autoestima. Vamos lembrar disto neste 7 de setembro. Sem ódio e sem rancor. Unidos pelo bem do Brasil e de todos nós.

sábado, 4 de setembro de 2021

O terror ou os sonhos e esperanças

Brasil de sonhos e esperanças está voltando. Brasil, com Bolsonaro, está virando país de quinta categoria Quanto tempo será necessário para recuperar a autoestima dos brasileiros? O que impede a constituição de mecanismos de defesa da democracia e da liberdade? Por falar em Liberdade, por que criar um clima de guerra na comemoração do 7 de setembro? Este clima de guerra e de ameaças tenciona tanto que a nossa vontade de escrever e de fazer as coisas diminui. Em 1789 o mundo teve um momento de ruptura, abrindo-se um mundo mais acessível onde o povo teve muito mais liberdade do que tinha antes. A mudança da monarquia para a República mudou o mundo. Um século depois as pessoas queriam mais do que a simples República dos ricos, as pessoas passaram a querer o socialismo democrático, com mais participação e mais liberdade do que na monarquia e na República. Esta passagem ficou bloqueada por duas grandes guerras, que acabaram com as monarquias autoritárias mas adiou a vinda do socialismo democrático. Foi um século de guerras e ditaduras. Mesmo assim as democracias mais populares e participativas foram florescendo no século XX. Chegamos ao século XXI. Estamos mais perto do terror ou da esperança? Como podemos ajudar? Não sabemos. Muitas vezes pensamos que fizemos o certo, mas o tempo mostra que poderia ter feito melhor. E neste vai e vem, assim construímos ou somos consumidos pelos desejos de liberdade e de democracia. E nosso Brasil?

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Inflação dispara, constrange o mercado e afeta as eleições

Brasil: Esperar as eleições ou não esperar até 2023? Qual resultado você pode esperar de um país que tem um presidente da República louco, e tem um ministro da Economia burro, incompetente? O resultado mais provável é que, tanto o país quanto a economia entrem em crise profunda. O problema é que, num mundo competitivo como está o mundo atual, o Brasil vai ficando para trás, perdendo competitividade, tornando a recuperação do país muito mais difícil. O grande dilema brasileiro é exatamente este: - Esperamos até as eleições do ano que vem para trocar o presidente maluco e também trocar o economista incompetente, ou, - Negociamos um acordo de transição, antecipamos as eleições presidenciais e botamos ordem na casa? Pelos fatos desta semana, os banqueiros desistiram do governo, Skaf, presidente da Fiesp em final de mandato fez caca, deu vexame, tudo isso para tentar ser apoiado por Bolsonaro para deputado federal. Vejam as manchetes do Valor deste final de semana: - Itaú Unibanco eleva projeção de inflação para 7,7% em 2021. - Bradesco diz que nível da inflação atual no Brasil é CONSTRANGEDOR. O constrangimento não está apenas na inflação, constrangedor está mesmo ser brasileiro. PS.: - Para ficar ainda mais triste, perdemos também o grande ator, diretor de teatro e grande brasileiro. Mamberti vai alegrar o Céu.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Brasil: - Vou voltar, sei que ainda vou voltar

Brasil: - Vou voltar, sei que ainda vou voltar... Música de Chico Buarque e Tom Jobim - 1968 Composta em 1968, esta música virou símbolo de beleza e resistência. Vamos voltar, sei que ainda vamos voltar, juntos com Lula, Chico e o povo brasileiro. Vejam que letra linda, escrita pelo jovem Chico e com a música do grande Tom. Quando me ensinaram a usar o facebook e o blog, em 2010, eu ouvi esta música no radio, a caminho do trabalho. Seja com Tom, com o Quarteto em Si, com Chico ou com Elis… Hoje, chegando perto do milhão de acessos ao blog, ao falalr de poesia, de músicas de Chico e Caetano, é difícil não falar de Sabiá. As sabiás estão em todas as ruas do bairro cantando e anunciando uma nova primavera. Vamos voltar e estamos voltando…. Sabiá Chico Buarque e Vinícius de Moraes Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá Cantar uma sabiá Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra De uma palmeira Que já não há Colher a flor Que já não dá E algum amor Talvez possa espantar As noites que eu não queria E anunciar o dia Vou voltar Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão Que fiz tantos planos De me enganar Como fiz enganos De me encontrar Como fiz estradas De me perder Fiz de tudo e nada De te esquecer Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá Cantar uma sabiá

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Lula continua crescendo nas pesquisas

Lula continua crescendo nas pesquisas Distúrbios causados por Bolsonaro desorganizam o Brasil Vejam a nova pesquisa desta semana e entendam o porque de tanto barulho entre os empresários. O povo já decidiu: quer votar em Lula para presidente. Preocupação com pandemia cai, mas vantagem de Lula sobre Bolsonaro aumenta, mostra pesquisa Dados também apontam dificuldade de se firmar uma terceira via, o que está consolidando a polarização entre Lula e Bolsonaro para 2022 Por Ricardo Mendonça, Valor — São Paulo 01/09/2021 A ideia segundo a qual a esperada queda de preocupação dos brasileiros com a pandemia tenderia a favorecer eleitoralmente Jair Bolsonaro está em xeque. Uma pesquisa divulgada hoje sugere o oposto disso. O presidente perde conforme as pessoas passam a dar maior atenção à economia e à inflação. Os dados são da Quaest, consultoria que divulga hoje sua terceira rodada de pesquisa de intenção de voto por encomenda da corretora Genial Investimentos. Em julho, a pandemia era líder absoluta na lista das principais preocupações dos brasileiros. Era citada por 41% como o principal problema do país, taxa muito acima dos 12% que mencionavam economia ou inflação. Agora, com o avanço da vacinação, as citações à pandemia caíram para 28% enquanto as menções à economia ou inflação saltaram para 27%. No mesmo período, a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Bolsonaro cresceu tanto nas simulações de primeiro turno como na de segundo turno. Um mês atrás, em teste de primeiro turno, o petista aparecia 15 pontos à frente de Bolsonaro num cenário enxuto de candidatados (44% a 29%). Agora, a dianteira de Lula foi ampliada para 21 pontos (47% a 26%). Nessa sondagem, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece com 9%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), marca 6%. Na simulação de segundo turno Lula versus Bolsonaro, a dianteira do petista cresceu quatro pontos em um mês. O placar de 54% a 33% do início de agosto passou para 55% a 30% na pesquisa mais recente. Para chegar a essas conclusões a Quaest ouviu 2.000 eleitores entre os dias 26 e 29 de agosto, o que resulta numa margem de erro de dois pontos. A metodologia de coleta foi de entrevistas face a face feitas em domicílios. “A queda das citações à pandemia como principal problema mostra mudança relevante na perspectiva da população. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com economia, inflação e desemprego. Alguns achavam que esse cenário favoreceria Bolsonaro, já que ele apostou no discurso contra o isolamento, contra as restrições ao comércio. Mas o que parece é que uma maior atenção à economia abre espaço para uma nova frente de críticas ao presidente”, afirma o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest. A consultoria também testou cenários de primeiro turno com uma quantidade ampliada de candidatos. As taxas de Lula e Bolsonaro, porém, mudam pouco. Num desses cenários amplos, o petista marca 44%, o atual presidente fica com 25%. O apresentador de TV José Luiz Datena (PSL) marca 7%; Ciro, 6%; Doria, 3%; o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), 2%; e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), 1%. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não pontua. A aparente solidificação das intenções de voto em Lula e Bolsonaro não é o único sinal negativo para quem aposta no crescimento de uma terceira via na disputa presidencial. Em outro trecho da pesquisa, a Quaest apurou que caiu de 31% para 25% o contingente de eleitores que citam “nem Lula nem Bolsonaro” como preferência para 2022. “A incapacidade política de articulação de uma terceira via está consolidando a polarização”, diz Nunes. “Ninguém tira voto de Lula nem de Bolsonaro”, completa. O exame das taxas de rejeição aponta para o mesmo sentido. Bolsonaro lidera isolado esse ranking: 62% dizem que conhecem o presidente e não votariam nele. Mas quatro nomes que poderiam, em tese, quebrar a polarização têm mais rejeição que Lula. Enquanto 40% dizem que conhecem e não voltam no petista, Doria tem 57% de rejeição; Ciro, 53%; Datena, 46%; e Mandetta, 41%. Pacheco, Tebet e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), têm taxas menores que as de Lula nesse quesito. Mas todos são desconhecidos por 60% do eleitorado ou mais.