segunda-feira, 2 de agosto de 2021

China: Negócios, Forças Armadas, Democracia

China: Negócios, Forças Armadas, Democracia A campanha midiática dos Estados Unidos contra a China está fazendo efeito. O mundo submeteu-se à política de damping e isenções que a China, com o apoio dos Estados Unidos, promoveu, levando os produtos a custarem 1/3 do que custava nos países que produziam produtos similares. Podemos afirmar que, a dobradinha China-Estados Unidos, obrigou os trabalhadores a aceitarem redução de salários e empregos, como forma de tentar se contrapor aos produtos chineses. Que de chineses só tinham o “made in China”, mas tudo mais mantinha as características dos produtos. Roupas, calçados, componentes eletrônicos, tudo que você possa imaginar, a China entregava por 1/3 do preço nacional. Os compradores finais, os consumidores, os importadores ganharam muito e a classe trabalhadora ficou mais pobre. Isto chama-se neoliberalismo. Que é a antítese do Socialismo Democrático e da Social-Democracia europeia. Então a China, além de ser neoliberal é comunista? Nem uma coisa nem outra... Da mesma forma que a china vende qualquer produto – aviões, trens, carros, eletrodomésticos e roupas, a China também vende “discurso”, isto é, o importante é garantir a venda e a produção, mantendo a máquina funcionando. A China é como uma usina. Se parar e desligar os fornos, o país implode. A China implantou o “modo de produção asiático” e, aliada aos grandes capitalistas, implodiu o mundo produtivo, criando um novo padrão de consumo e levando “os consumidores ao paraíso”. Isto quer dizer que, a “democracia chinesa” é pior do que a “democracia americana”? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 1 - A democracia americana é do big stick, o grande porrete. Mas, há uma liberdade individual e coletiva nos Estados Unidos que, DESDE QUE VOCÊ NÃO AMEACE O STABILISHMENT AMERICANO, você tem ampla liberdade garantida. O cinema, a arte, a literatura e os esportes como se manifestam nos Estados Unidos, JAMAIS terão a mesma liberdade na China. Isto porque ambos vivem tempos distintos. A revolução capitalista nos Estados Unidos se deu na guerra civil em 1861. A China está vivendo sua revolução libertadora da dominação estrangeira e está implantando o capitalismo agora. George Soros, o megainvestidor húngaro, que viveu na União Soviética, depois foi morar em Londres e finalmente foi para os Estados Unidos BATE PESADO NA CHINA atual. Os multiplicadores do pensamento neoliberal, e mesmo os progressistas, usam o material de propaganda feitos na China, contra os próprios chineses. Lembram da Revolução dos Bichos, livro de Orwell? A China está conquistando autonomia e querendo ser tratada de igual para igual, ou já está se sentindo SUPERIOR. Esta mesma doença tiveram os ingleses, os americanos, os japoneses, os alemães e agora os chineses. E todos se justificam como “acolhidos por Deus e por Confúcio”. Voltando ao “uma coisa é uma coisa” e “ outra coisa é outra coisa “, ou a China separa a economia do militarismo propagandístico, ou a China perderá a guerra da legitimidade, do social e do libertário. E, lembrando o exemplo da Revolução Francesa de 1789, nem sempre o que está em melhores condições econômicas significa mais estabilidade social... Cheio a hora de dar uma arrumada geral no marketing institucional.

Um comentário:

  1. Acho que o que acontece na China (e no Vietnã) merece mais reflexão. A China vem apresentando um alto crescimento do PIB ininterruptamente durante os últimos 35 anos e a renda per capitã nesse período saiu de 200 dólares para mais de 9 mil dólares. Se por um lado milhares de empresas privadas foram criadas, por outro o estado parece que deixou as pequenas e médias empresas nas mãos do capital privado e investiu em gigantescas empresas que atuam em todas as áreas e faz com que as demais gravitem no seu entorno. E o mais interessante, o sistema financeiro e totalmente estatal, logo não existe o domínio da burguesia financeira que é quem determina os rumos do capitalismo atualmente.

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