sábado, 28 de agosto de 2021

28 de Agosto - Dia Nacional dos Bancários e Aniversário da CUT

28 de Agosto – Dia Nacional dos Bancários e aniversário da CUT Aprendendo com a vida O sindicato dos bancários de São Paulo fez 98 anos de vida. Um século de lutas, conquistas e derrotas. Neste século de existência, tudo que aconteceu de relevante na história do Brasil, teve a contribuição dos bancários e, evidentemente, dos banqueiros. O Banco do Brasil, com seus mais de 200 anos de vida, vive o momento mais crítico de sua história. Os neoliberais querem acabar com o banco, parte da população confunde má administração com necessidade de privatização. E parte dos funcionários atuam com indiferença. A privatização do Baco do Brasil seria tão nefasta para a economia brasileira como foram as privatizações dos bancos estaduais, especialmente do BANESPA. Os bancos estrangeiros foram importantes nos financiamentos das exportações de café entre os séculos XIX e XX. Os bancos públicos foram imprescindíveis na industrialização, urbanização, financiamento público de infraestrutura, e, na agricultura para consumo interno e externo. Com a redemocratização do Brasil nos anos 80, o Brasil veio de um processo de pulverização do sistema financeira, quando o Brasil tinha mais de 500 bancos nos anos 60, e com a reforma do sistema financeiro e a criação do Banco Central do Brasil, viu a quantidade de bancos reduzir-se para aproximadamente 150 bancos de varejo e médios bancos. O processo de redução da quantidade de bancos continuou, com a incorporação ou liquidação de grandes bancos, como Comind, Sulbrasileiro, Nacional e tantos outros. FHC criou o PROER para financiar ainda mais o enxugamento do sistema financeiro e o PT, nos seus 10 anos de governo, manteve a política de concentração bancária. Atualmente o Brasil tem, praticamente, QUATRO BANCOS, são eles: Itaú, Bradesco, Santander, e os bancos do governo. Os demais bancos, são bancos de investimentos e alguns bancos sobreviventes como o Safra... Nestes 100 anos de história do Brasil, dos Bancos e dos Bancários, constatamos que o ramo financeiro contribuiu muito, tivemos governadores, prefeitos, senadores, deputados, ajudamos a construir o Dieese, a CUT, as Cooperativas de Crédito e tantas outras coisas... Neste processo de abrir e fechar bancos, também houve o aumento e a diminuição da quantidade dos bancários e seu perfil profissional. Na década de 80, chegamos a ter UM MILHÃO DE BANCÁRIOS, e 500 mil prestadores de serviços aos bancos, mas que não eram considerados bancários, nem gozavam dos mesmos direitos, como, jornada de seis horas, anuênio – adicional por tempo de serviço, convênios médicos de boa qualidade, etc. Este milhão de bancários foi imprescindível na luta pela democracia e pelo progresso econômico e social. No entanto, por ironia, atualmente existem apenas quatro bancos e 400 mil bancários. Ao mesmo tempo, o lucro dos bancos cresceu centenas de vezes, chegando a média de 20 bilhões de reais por ano, ou 2 bilhões de reais por mês. É uma verdadeira drenagem da riqueza de toda a economia para os cofres dos bancos sobreviventes. Já a quantidade de prestadores de serviço ao bancos, pulou de 400 mil para 2 MILHÕES de terceirizados. Qual o reflexo disto para o Brasil e para a classe trabalhadora brasileira, além da pergunta valer também para a categoria bancária e seus sindicatos? Tem gente que fala em “imperialismo financeiro, sem bancos tradicionais”, onde os governos, os Estados e suas forças armadas, ficam à serviço do sistema financeiro internacional. Da mesma forma que também tem gente afirmando que, mais importante do que a Democracia, é a estabilidade do sistema financeiro internacional. Este foi o argumento decisivo para os governos ocidentais atuarem no combate às Primaveras Árabes, que lutavam pela democracia e pela liberdade, mas foram derrotadas por ditaduras e governos populistas de direita, como o Egito e a Hungria. Sabemos que estamos navegando, embora ainda não saibamos onde chegaremos... Enfim, navegar é preciso, Viver?

Nenhum comentário:

Postar um comentário