terça-feira, 31 de agosto de 2021

O Brasil precisa de todos. Vejam nota das Centrais Sindicais

Resgatar o Brasil para os brasileiros e brasileiras O Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história desde a declaração de independência, em 7 de setembro de 1822, há 199 anos. São quase 15 milhões de desempregados, 6 milhões de desalentados, outros 6 milhões de inativos que precisam de um emprego e mais 7 milhões ocupados de forma precária. Inflação alta, carestia e fuga de investimentos. Aumento da fome e da miséria, crescimento da violência, insegurança alimentar e social. Escalada autoritária e uma calamitosa gestão da pandemia do coronavírus. Sem falar nas crises ambiental, energética, entre tantas outras. Ao invés de agir para resolver os problemas, que são decorrentes ou agravados pelo caos político que se instalou em Brasília na atual gestão, o governo os alimenta e os utiliza para atacar os direitos trabalhistas, precarizando ainda mais o já combalido mercado de trabalho. O próprio presidente se encarrega de pessoalmente gerar confrontos diários, criando um clima de instabilidade e uma imagem de descrédito do Brasil. E ele ainda tem o desplante de culpar as medidas de contenção do vírus pelo fechamento de postos de trabalho, ignorando que a pandemia já matou precocemente quase 600 mil brasileiros! Ninguém aguenta mais. Vivemos no limiar de uma grave crise institucional. A aparente inabilidade política instalada no Planalto que acirra a desarmonia entre os poderes da República, esconde um comportamento que visa justificar saídas não constitucionais e golpistas. Quem mais sofre com esta situação dramática é o povo trabalhador, cada vez mais empobrecido e excluído, e cada vez mais dependente de programas sociais que, contraditoriamente, encolhem. O país não pode ficar à mercê das ideias insanas de uma pessoa que já demonstrou total incapacidade política e administrativa e total insensibilidade social. É preciso que o legislativo e o judiciário em todos os níveis, os governadores e prefeitos, tomem à frente de decisões importantes em nome do Estado Democrático de Direito, não apenas para conter os arroubos autoritários do presidente, mas também que disponham sobre questões urgentes como geração de empregos decentes, a necessidade de programas sociais e o enfretamento correto da crise sanitária. Esse movimento dever ser impulsionado pela sólida união dos trabalhadores e suas entidades representativas, bem como por todas as instituições democráticas, a sociedade civil organizada, enfim, todos os cidadãos e cidadãs que querem redirecionar nosso país para uma trajetória virtuosa em benefício do povo. Para isso precisamos, antes de tudo, lutar contra o desgoverno que ocupa a presidência da República! Que a Semana da Pátria consagre, pela via da luta firme e decidida de todo povo, um Brasil que quer seguir como uma nação, democrática, plural, terra de direitos, capaz de pavimentar um futuro de liberdade, soberania, justiça social e cidadania para todos! #ForaBolsonaro São Paulo, 30 de agosto de 2021 Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Miguel Torres, Presidente da Força Sindical Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) José Reginaldo Inácio, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros) Atnágoras Lopes, Secretário Executivo Nacional da CSPConlutas Edson Carneiro Índio, Secretário-geral da Intersindical (Central da Classe Trabalhadora) José Gozze, Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor Emanuel Melato, Intersindical instrumento de Luta

Confusão de Skaf prejudica Fiesp e Febraban e Agronegócio soltam notas

Skaf gera confusão e agronegócio deixa Fiesp e Febaban constrangidas Com um manifesto firme, na defesa do Estado de Direito e da Constituição, setor do agronegócio, tradicionalmente mais conservador, desta vez, foi mais afirmativo que Fiesp e Febraban. Leiam a íntegra do manifesto. Manifesto das entidades do agronegócio As entidades associativas abaixo assinadas tornam pública sua preocupação com os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social em nosso país. Somos responsáveis pela geração de milhões de empregos, por forte participação na balança comercial e como base arrecadatória expressiva de tributos públicos. Assim, em nome de nossos setores, cumprimos o dever de nos juntar a muitas outras vozes responsáveis, em chamamento a que nossas lideranças se mostrem à altura do Brasil e de sua História agora prestes a celebrar o bicentenário da independência. A Constituição de 1988 definiu o Estado Democrático de Direito no âmbito do qual escolhemos viver e construir o Brasil com que sonhamos. Mais de três décadas de trajetória democrática, não sem percalços ou frustrações, porém também repleta de conquistas e avanços dos quais podemos nos orgulhar. Mais de três décadas de liberdade e pluralismo, com alternância de poder em eleições legítimas e frequentes. O desenvolvimento econômico e social do Brasil, para ser efetivo e sustentável, requer paz e tranquilidade, condições indispensáveis para seguir avançando na caminhada civilizatória de uma nacionalidade fraterna e solidária, que reconhece a maioria sem ignorar as minorias, que acolhe e fomenta a diversidade, que viceja no confronto respeitoso entre ideias que se antepõem, sem qualquer tipo de violência entre pessoas ou grupos. Acima de tudo, uma sociedade que não mais tolere a miséria e a desigualdade que tanto nos envergonham. As amplas cadeias produtivas e setores econômicos que representamos precisam de estabilidade, de segurança jurídica, de harmonia, enfim, para poder trabalhar. Em uma palavra, é de liberdade que precisamos —para empreender, gerar e compartilhar riqueza, para contratar e comercializar, no Brasil e no exterior. É o Estado Democrático de Direito que nos assegura essa liberdade empreendedora essencial numa economia capitalista, o que é o inverso de aventuras radicais, greves e paralisações ilegais, de qualquer politização ou partidarização nociva que, longe de resolver nossos problemas, certamente os agravará. Somos uma das maiores economias do planeta, um dos países mais importantes do mundo, sob qualquer aspecto, e não nos podemos apresentar à comunidade das Nações como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais. O Brasil é muito maior e melhor do que a imagem que temos projetado ao mundo. Isto está nos custando caro e levará tempo para reverter. A moderna agroindústria brasileira tem história de sucesso reconhecida mundo afora, como resultado da inovação e da sustentabilidade que nos tornaram potência agroambiental global. Somos força do progresso, do avanço, da estabilidade indispensável e não de crises evitáveis. Seguiremos contribuindo para a construção de um futuro de prosperidade e dinamismo para o Brasil, como temos feito ao longo dos últimos anos. O Brasil pode contar com nosso trabalho sério e comprovadamente frutífero. Abag, Abiove, Abisolo, Abrapalma, CropLife Brasil, Ibá, Sindiveg

Brasil: Eleições, golpes de Estado e corrupção

Brasil: Eleições, golpes de Estado e corrupção Brasil: lugar de corruptos, corruptores e cúmplices? Sem medo de ser perguntado e sem medo de responder O sistema partidário e eleitoral no Brasil é estimulador de ilegalidades nas campanhas eleitorais e nos mandatos os políticos têm imagem de corruptos; os que vivem fazendo sonegação e pagando propinas, gostam de acusar o serviço público como se o serviço privado fosse 100% honesto. Enfim, predomina no Brasil atual que somos um país de corruptos, corruptores e cúmplices por saber e conhecer pessoas que praticam ilegalidades mas não tomam providências. O PT surgiu como uma grande esperança de política voltada para o social, e que não se lambuzaria na estrutura dos poderes públicos, nem iria se locupletar com o setor privado, como fez Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro. Depois de passar por grandes tempestades sobre o partido, com os processos chamados de “mensalão” e “lava jato”, onde “o que menos interessava era a verdade”, na iminência de reeleger Lula presidente e uma grande bancada nacional em 2022, temos muitos amigos e eleitores do PT que gostariam de ouvir e ler explicações mais consistentes sobre o grau de verdades e de mentiras que existe nisso tudo. Todos sabem que o fato de um corrupto denunciar outro corrupto, não isenta nem um nem outro. Sabemos que Jefferson é bandido e que a operação lava jato foi uma farsa para tirar Dilma e o PT do governo, mas gostaríamos de saber mais. Aos 5 anos do golpe contra Dilma, tem muita gente arrependida de ter dado carta branca a Bolsonaro e seus malucos e quer voltar a votar em Lula e no PT, mas gostaria que o partido explicasse melhor certas dúvidas. E estas pessoas se sentem no direito de perguntar, por exemplo: 1 - Por que a oposição ajudou a aprovar o Aras? 2 – Por que o PT defendeu Batisti, o italiano que matou gente na Itália e se fazia de esquerda no Brasil? 3 – Por que tanto apoio a Maduro? 4 – Nas manifestações de rua contra Dilma, além dos golpistas profissionais, tinha muita gente simpatizante da esquerda. A maioria não era de direita-golpista, era de jovens que queria que o partido avançasse mais na modernização do Brasil. O que o PT fala disto? 5 – Por que o PT não reconhece que foi um erro político a reeleição de Dilma? 6 – Mesmo que Lula ganhe todos os processos contra ele, há acusação do uso de “Caixa 2”, nas campanhas eleitorais, mesmo reconhecendo ser ilegal. Como o partido explica isto? Vou ouvir algumas lideranças sindicais e partidárias e depois vou responder todas as seis perguntas. O preço da liberdade, além da eterna vigilância, é preciso se garantir a transparência na gestão pública e privada.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Ministro da Fazenda se desmoralizou - o posto secou

Bolsonaro e Guedes desacreditam o Brasil Vejam que bela entrevista de Giannetti no Estadão. ‘Guedes se desmoralizou por completo’, diz Eduardo Giannetti Ministro não tem ‘firmeza’ para resistir ao ‘impulso populista’ do presidente Jair Bolsonaro, diz Giannetti Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo - 29/agosto/2021 “Paulo Guedes já se desmoralizou por completo e vai se desmoralizar ainda mais se continuar (atuando do modo atual)”, avalia Eduardo Giannetti. Segundo o economista, a presença de Guedes no governo não garante mais uma condução parcimoniosa da política fiscal. “Parece que o apego dele ao cargo é bem maior do que se imaginava e ele não teria grande restrição ou mesmo firmeza para resistir aos impulsos populistas do presidente.” Giannetti destaca que não há “nenhuma perspectiva” de um crescimento econômico robusto no ano que vem, dado que as reformas prometidas por Guedes não foram feitas e o clima de incerteza política promovido pelo presidente Jair Bolsonaro afasta o investidor. A seguir, os principais trechos da entrevista. Houve uma mudança no humor do mercado neste mês. Isso se deve a fatores internos ou o cenário global também dificulta? Predominantemente à deterioração da situação doméstica. Já está bastante claro que o governo não tem proposta sequer para as reformas tributária e administrativa. Quase não há mais perspectiva de que alguma coisa relevante aconteça. Estamos com um cenário de inflação preocupante, que tem obrigado o Banco Central a conduzir um aperto da política monetária. Isso vai frear o nível de atividade no ano que vem. Por fim, há uma ameaça cada vez mais concreta de uma guinada populista fiscal por parte do governo Jair Bolsonaro, à medida que ele fica acuado e que os hormônios eleitorais começam a funcionar de maneira mais exacerbada. Como avalia a atuação do ministro Paulo Guedes diante desse cenário? A presença do Paulo Guedes no Ministério da Economia, que até pouco tempo atrás parecia uma salvaguarda em relação a uma aventura fiscal, já não dá mais essa confiança. Parece que o apego dele ao cargo é bem maior do que se imaginava e ele não teria grande restrição ou mesmo firmeza para resistir – como aliás não tem resistido – aos impulsos populistas do presidente. As atitudes do presidente, aliás, não são novidade nenhuma, porque ele está mostrando o que sempre foi. Só quem acreditou nele foi o ministro quando aceitou entrar nessa aventura. Na época da campanha, eu dizia que os economistas podem ser mais ingênuos sobre a política do que os políticos são ingênuos sobre a economia. E isso o tempo está confirmando. O ministro deveria deixar o governo ou ele ainda pode fazer alguma coisa? O último resquício que talvez justificasse a presença dele no governo seria manter o mínimo de responsabilidade na política fiscal. Se ele continuar cedendo – como vem cedendo até aqui – a todas as pressões e exigências, que são crescentes, do governo e do Centrão em relação à política econômica, não vejo mais nenhum sentido. Aliás, já não vejo nenhum sentido na continuidade dele há um bom tempo. Ele já se desmoralizou por completo e vai se desmoralizar ainda mais se continuar. Em algum momento o sr. viu comprometimento do ministro com a agenda liberal que ele propagou? Ele dizia que ia zerar o déficit primário no primeiro ano do mandato, que ia privatizar R$ 1 trilhão, que ia fazer reforma tributária e reforma administrativa. Não fez nada disso. Foi quase tudo ao contrário. A privatização praticamente não andou. A aprovação da reforma da Previdência ocorreu muito mais por causa do protagonismo do Congresso. O que se montou no Brasil foi quase um estelionato eleitoral, e pode se chamar assim sem exagero. É lamentável que boa parte do empresariado, em nome de evitar Lula a qualquer preço, mais uma vez tenha embarcado em uma aventura que está custando muito caro para o Brasil e que põe em risco a nossa democracia. Não é a primeira vez que vejo esse enredo de que, contra Lula, vale qualquer coisa. Vimos isso na eleição do Collor também. Recentemente, houve manifestações de empresários contra posicionamentos do presidente. Acha que o empresariado está desembarcando do governo? Aí tem havido uma certa injustiça, porque os empresários minimamente lúcidos e informados nunca acreditaram nesse engodo chamado Jair Bolsonaro. Outra parte do empresariado que sempre foi chapa branca e oportunista, agora, muito tardiamente, está começando a se dar conta de que nós estamos indo por um caminho muito ruim e que estamos vivendo um enorme retrocesso nas mais diferentes dimensões, que vão da fiscal à ambiental, passando pelo crescimento econômico, pelo ambiente de negócios e praticamente por qualquer outro tema. O presidente vem perdendo popularidade e querendo ampliar gastos para reverter essa tendência... Esse ponto talvez valha a pena analisar um pouco. Você tem de um lado a questão da sobrevivência política de curto prazo, que levou Bolsonaro a ficar de joelhos em relação ao Centrão. De outro, tem os hormônios eleitorais e a questão de viabilizar uma campanha de reeleição em 2022. Essas duas forças convergem para uma guinada populista fiscal - a política já aconteceu há um bom tempo. O próximo capítulo é a tradução disso em ações de política econômica: gastos, cargos, preferências, favores que atendam às demandas crescentes desse grupo (o Centrão) que desde sempre faz o jogo da chantagem em relação ao Executivo. Tenho usado um modelo de biologia política: você tem na estrutura do governo federal brasileiro uma relação entre hospedeiro e parasita. O Executivo federal é o hospedeiro, e o Congresso fisiológico é o parasita. Quando o Executivo é eleito e está com seu capital político intocado, o parasita fica adormecido. Quando há uma crise política e o Executivo começa a perder capital político, o parasita começa a mostrar vida e apresentar suas demandas. Quando o Executivo está acuado, o parasita manda. Ao fim do mandato, se inverteu aquela relação entre hospedeiro e parasita. Agora, um dos requisitos disso é que o parasita não pode matar o hospedeiro. Então, ele vai aumentando as demandas. Estamos vendo essa dinâmica se repetir no Brasil desde o início da redemocratização. A pergunta para todos nós brasileiros que queremos aprimorar nossa democracia é como é que nós saímos disso para que não se repita novamente esse enredo que é terrível, porque a partir da segunda metade do mandato o Executivo passa a governar com o que há de mais fisiológico e sinistro na política brasileira. Qual é a saída? Tem de haver uma reforma política. Não dá para governar com um Congresso tão fragmentado. Nenhum sistema político vai funcionar se nós não tivermos uma estrutura partidária mais enxuta que permita ao Executivo federal governar com base em negociação, porque isso é parte da democracia, mas negociação de programa, e não negociação de troca de favores. Se a gente não tiver apenas quatro ou cinco partidos apenas no Congresso, com posições razoavelmente definidas em relação aos grandes temas da nação e isso não constituir uma base de sustentação programática, vamos ter um sistema político que já estava em xeque antes do descalabro representado pelo desafio institucional do Bolsonaro. Com o governo com a popularidade em baixa e em meio a uma pandemia, a campanha eleitoral foi antecipada? Qual o risco para a economia? Esse panorama antecipa a campanha eleitoral e ameaça a ordem institucional da democracia brasileira por dois canais. Um é o enfrentamento entre Poderes. Se você tiver uma situação em que uma decisão de um poder soberano, o Judiciário ou o Legislativo, não for acatada pelo Executivo, você estará no meio de uma crise institucional gravíssima. E nós já caminhamos para a vizinhança de situações desse tipo. O outro canal é o desespero de um poder que está derretendo a olhos vistos levar o presidente a uma tentativa de excitar a opinião pública de modo a provocar uma situação muito anárquica e conflituosa, que lhe dê meios e legitimidade para algum tipo de Estado de emergência, para algum tipo de demanda de poderes extraordinários para estabelecer a ordem. É muito perigoso excitar uma população que está claramente polarizada, porque ela pode descambar para algum tipo de enfrentamento e descontrole da ordem pública, que cairia como uma luva para alguém que tem um impulso autoritário, que nem o esconde. Qual cenário o sr. está vendo para a economia em 2022? Não há nenhuma perspectiva de o País ter um crescimento satisfatório no ano que vem. O nível de investimento continua no piso histórico. A capacidade de investimento do setor público está comprometida. Não criamos um ambiente de negócios institucional para infraestrutura. Com essa incerteza política e econômica, nenhum empresário vai querer comprometer recursos em investimento de longo prazo. Então, a gente está caminhando para, depois de uma pequena recuperação cíclica (em 2021), um ano de crescimento baixo, que talvez mal alcance 2%. E no panorama político? O presidente já declarou que não aceita outro resultado que não seja sua vitória eleitoral. Ele questiona a legitimidade do sistema eleitoral de antemão, sem nenhuma evidência e não muito diferente do que Trump tentou fazer nos EUA quando, ao ser derrotado, entrou com aquele discurso de que a eleição tinha sido fraudada, sem nenhuma base ou evidência. Isso levou à invasão do Capitólio, e o que se desenha por aqui é um enredo não muito diferente. Espero que tenha o mesmo desfecho de lá.

Araçatuba em pânico na madrugada - Brasil ou Afeganistão?

Violência e pânico chegam à Araçatuba – SP Brasil desgovernado facilita a impunidade Araçatuba é uma das cidades mais ricas do Brasil. É também sede de uma mais importantes Regional Administrativa do Estado de São Paulo. Araçatuba foi acordado como se estivesse no Afeganistão... Tiros para todo lado no Centro da cidade. Bancos sendo explodidos. Pessoas sendo amarradas nos carros para impedir a polícia de atirar nos bandidos. E pânico geral... Quem são estes ousados bandidos que fazem assaltos com armas modernas, que nem a Polícia Militar possui? São do PCC? São traficantes? E os profissionais em segurança preventiva não perceberam nada? Todo mundo sabe que não são ladrões comuns. É gente que conhece o esquema. Se não tem segurança numa cidade como Araçatuba, o que dirá de pequenas cidades por este Brasil inteiro? Se não tem segurança, os bancos são os primeiros a serem fechados, deixando a cidade e o povo sem agência bancária para pagar contas e receber salários. Qual é a solução? Acabar com o dinheiro em papel moeda? Mesmo assim os sequestros continuarão como estão acontecendo com o PIX e estas contas modernas, porém inseguras... Se não tem segurança, a resposta do povo PODE ser o que o presidente maluquinho disse neste final de semana: - Cada um comprar seu fuzil, como nos Estados Unidos. Pode um negócio desse? A resposta não pode ser o SALVE-SE QUEM PUDER. A resposta tem que ser articulada entre o Poder Público e o povo. Chega de nhém, nhém, nhém. Segurança, vacina, emprego, salário, escolas e empresas funcionando, o Brasil não pode parar. São Paulo não pode parar. Araçatuba não pode parar. Que se apure tudo que aconteceu, se identifique os responsáveis e que a paz e a ordem voltem à vida de Araçatuba, de São Paulo e do Brasil.

domingo, 29 de agosto de 2021

Golpes e contragolpes no Brasil

Brasil: Golpes, contragolpes e democracia O quê comemoramos no 7 de Setembro? Tradicionalmente, comemoramos a Independência do Brasil. E que país o Brasil se transformou? Um país continental, controlado por brancos, conservador nos seus valores e fazendo parte do bloco ocidental controlado pela Inglaterra, enquanto esta era o principal império na Terra, e depois, naturalmente passou a fazer parte do bloco controlado pelos Estados Unidos. Neste contexto, o golpe de Estado consagrado em 2016, contra o PT e as esquerdas, deve ser visto como parte da normalidade e da regra do jogo nacional. No Brasil, toda vez que os conservadores se desentendem, há um golpe de Estado, com o objetivo de “dar uma parada para arrumar a casa e depois voltar à normalidade. Normalidade que significa, voltar a ter uma democracia consentida, isto é, pode haver vários partidos, pode haver eleições, mas não pode haver “quebra das regras”. Não pode haver rupturas estruturais. Por exemplo: A proclamação da República e a Revolução de 1930. Modernizações conservadoras, mas superaram às estruturas esclerosadas. Golpes e Contragolpes de Estados, mais recentes. Em 1964, sobre o pretexto de que os Estados Unidos não podiam aceitar o Brasil se transformar numa “grande Cuba”, os conservadores deram o golpe de Estado contra AS REFORMAS DE BASE modernizadoras de Jango. Foi a união do útil ao agradável. A elite golpista nacional achou que, dado o golpe de Estado, tudo continuaria como dantes, eles mandando normalmente... Lacerda, Juscelino, Magalhães. Como os golpes de Estado se espalharam pela América Latina, quintal americano, os militares brasileiros, articulados com os militares americanos e com a elite empresarial, resolveram consolidar seu projeto de guerra fria com ditaduras. 1968 foi o golpe dentro do golpe. E acabou a brincadeira para uma parcela expressiva dos que participavam das benesses do Estado. Consolidado o projeto econômico, político e militar, as ditaduras foram substituídas por democracias. De 1970 em diante o mundo viu o povo, liderado pelos jovens, buscarem por mais liberdade, novas culturas e mais internacionalização. Até a América Latina e a África começaram a ter democracias mais participativas... Com a implosão da União Soviética e a queda do muro de Berlim, o comunismo deixou de ser pretexto para novos golpes de Estado. O mundo começou a viver Novas Primaveras Algo parecido com Reformas de Base, chamada agora de Reformas Estruturantes e Políticas Públicas passaram a ser reivindicadas pelo povo. Estas reformas demandam reorientações orçamentárias e compartilhamento dos espaços públicos, gerando tenções e clamores por novos golpes de Estado. No Brasil de Lula, além da economia viver um boom superavitário, facilitando a inclusão econômica e social de todos os segmentos da população, serviu de modelo político para o mundo todo. A nova esperança por uma democracia que realmente significasse “de todos, com todos e para todos”, respeitando-se as diferenças. As elites ainda não estavam prontas para as primaveras e organizaram novos golpes de Estado no Brasil e em vários outros países. Estes golpes foram realizados não com as tropas nas ruas, mas com “as togas” nas ruas. Isto e, usaram o Poder Judiciário e a imprensa como principais bases de sustentação dos golpistas. O golpe no Brasil aconteceu em 2016. Da mesma forma que 1964 gerou 1968, estamos vivendo um grave impasse entre o clamor de parte dos golpistas de 2016 que querem acabar com as leis que possibilitam que candidatos progressistas que defendem governar com o povo e fazendo reformas de base com políticas públicas, tornando-os inelegíveis, e outra parte dos golpistas que aceitam o restabelecimento de democracia para ampla e participativa. O dilema brasileiro atual é que, o maior beneficiário do golpe de Estado, que foi Bolsonaro e seus mercenários, buscou criar uma base reacionária com apelo social e em função desta novidade disputar a maioria do eleitorado contra Lula e seu carisma, o segmento que organizou o golpe mas não se sente representado por Bolsonaro está propenso a aliar-se com Lula para definir um mandato e um governo de transição. Se o filho da ditadura militar foi uma transição conservadora, a novidade é que o Brasil pode passar por uma transição em que se recupere o governo com o Estado de Bem Estar Social moderno. Na verdade, a grande crise que o Brasil passa é a crise do Brasil urbano, informatizado, com 213 milhões de pessoas reivindicando seus direitos e seus deveres como CIDADÃOS. O restabelecimento dos direitos políticos de Lula foi um grande gesto do Judiciário. Porém, ainda falta a imprensa, liderada pela Folha e pela Rede Globo, fazerem seu gesto de respeito ao povo brasileiro e à democracia com participação efetiva do povo. Quanto aos militares, por mais que Bolsonaro fale suas agressões verbais, os militares são o reflexo dos civis, quanto estes se entendem, os quartéis se calam e respeitam á ordem e á Constituição. Que todos os setores da sociedade, incluindo os empresários e os trabalhadores, cumpram com suas responsabilidades sociais, políticas e econômicas. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Democracia não se ganha, conquista-se. Viva o 7 de Setembro.Viva o Brasil.

sábado, 28 de agosto de 2021

28 de Agosto - Dia Nacional dos Bancários e Aniversário da CUT

28 de Agosto – Dia Nacional dos Bancários e aniversário da CUT Aprendendo com a vida O sindicato dos bancários de São Paulo fez 98 anos de vida. Um século de lutas, conquistas e derrotas. Neste século de existência, tudo que aconteceu de relevante na história do Brasil, teve a contribuição dos bancários e, evidentemente, dos banqueiros. O Banco do Brasil, com seus mais de 200 anos de vida, vive o momento mais crítico de sua história. Os neoliberais querem acabar com o banco, parte da população confunde má administração com necessidade de privatização. E parte dos funcionários atuam com indiferença. A privatização do Baco do Brasil seria tão nefasta para a economia brasileira como foram as privatizações dos bancos estaduais, especialmente do BANESPA. Os bancos estrangeiros foram importantes nos financiamentos das exportações de café entre os séculos XIX e XX. Os bancos públicos foram imprescindíveis na industrialização, urbanização, financiamento público de infraestrutura, e, na agricultura para consumo interno e externo. Com a redemocratização do Brasil nos anos 80, o Brasil veio de um processo de pulverização do sistema financeira, quando o Brasil tinha mais de 500 bancos nos anos 60, e com a reforma do sistema financeiro e a criação do Banco Central do Brasil, viu a quantidade de bancos reduzir-se para aproximadamente 150 bancos de varejo e médios bancos. O processo de redução da quantidade de bancos continuou, com a incorporação ou liquidação de grandes bancos, como Comind, Sulbrasileiro, Nacional e tantos outros. FHC criou o PROER para financiar ainda mais o enxugamento do sistema financeiro e o PT, nos seus 10 anos de governo, manteve a política de concentração bancária. Atualmente o Brasil tem, praticamente, QUATRO BANCOS, são eles: Itaú, Bradesco, Santander, e os bancos do governo. Os demais bancos, são bancos de investimentos e alguns bancos sobreviventes como o Safra... Nestes 100 anos de história do Brasil, dos Bancos e dos Bancários, constatamos que o ramo financeiro contribuiu muito, tivemos governadores, prefeitos, senadores, deputados, ajudamos a construir o Dieese, a CUT, as Cooperativas de Crédito e tantas outras coisas... Neste processo de abrir e fechar bancos, também houve o aumento e a diminuição da quantidade dos bancários e seu perfil profissional. Na década de 80, chegamos a ter UM MILHÃO DE BANCÁRIOS, e 500 mil prestadores de serviços aos bancos, mas que não eram considerados bancários, nem gozavam dos mesmos direitos, como, jornada de seis horas, anuênio – adicional por tempo de serviço, convênios médicos de boa qualidade, etc. Este milhão de bancários foi imprescindível na luta pela democracia e pelo progresso econômico e social. No entanto, por ironia, atualmente existem apenas quatro bancos e 400 mil bancários. Ao mesmo tempo, o lucro dos bancos cresceu centenas de vezes, chegando a média de 20 bilhões de reais por ano, ou 2 bilhões de reais por mês. É uma verdadeira drenagem da riqueza de toda a economia para os cofres dos bancos sobreviventes. Já a quantidade de prestadores de serviço ao bancos, pulou de 400 mil para 2 MILHÕES de terceirizados. Qual o reflexo disto para o Brasil e para a classe trabalhadora brasileira, além da pergunta valer também para a categoria bancária e seus sindicatos? Tem gente que fala em “imperialismo financeiro, sem bancos tradicionais”, onde os governos, os Estados e suas forças armadas, ficam à serviço do sistema financeiro internacional. Da mesma forma que também tem gente afirmando que, mais importante do que a Democracia, é a estabilidade do sistema financeiro internacional. Este foi o argumento decisivo para os governos ocidentais atuarem no combate às Primaveras Árabes, que lutavam pela democracia e pela liberdade, mas foram derrotadas por ditaduras e governos populistas de direita, como o Egito e a Hungria. Sabemos que estamos navegando, embora ainda não saibamos onde chegaremos... Enfim, navegar é preciso, Viver?

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Aprendendo a superar crises

Aprendendo a superar crises Todos estão percebendo que o Brasil vive um impasse. Como superaremos este momento tão difícil? O desemprego aumenta, os produtos e serviços sobem de preço, os pobres sofrem muito mas a classe média também está abrido o bico... As pessoas fazem reuniões, estudam, avaliam os fatos e tentam encontrar alternativas. A solidariedade musical ameniza o sofrimento. Quando puder, ouça a música abaixo. Eu a tenho escutado nos últimos dias... Eliades Uchoa, músico cubano, canta em AfroCubism, sua música “Al vaiven de mi caretta”. Uma melodia maravilhosa e uma letra cheia de dor pela precariedade das condições de trabalho e vida. A crise não é apenas moral, é também uma crise real e mensurável. Como equilibrar o orçamento? Cortar despesas é fundamental, mas tem hora que não podemos continuar cortando. E, nas crises, o que é mais desagradável é a perda do poder aquisitivo, é o empobrecimento. E ninguém gosta de ficar pobre. Ou voltar a ser pobre. A superação deste empobrecimento pode se dar por imigrações para países mais ricos e com mais oportunidades. Em época de crescimento, fica mais fácil de melhorar de vida. A solidariedade praticada com inovações nas relações também pode ajudar. Por exemplo: fazer compras coletivas, juntando várias famílias para conseguir ter mais descontos; levar filhos para a escola em sistema de carona; fazer saraus culturas com música e poesia, leitura coletiva, etc. Geralmente as crises econômicas são apresentadas como algo que os governantes não tiveram responsabilidade. E aí eles fazem promessas para os eleitores, dizendo que vão acabar com o desemprego e a fome. Se os políticos dizem que podem acabar com as crises, é porque eles também são responsáveis por elas... Portanto, além de praticar experiências coletivas para ajudar a superar as crises econômicas, políticas e sociais, é importante se exigir dos candidatos que eles apresentem por escrito seu Programa Eleitoral para ele acompanhado diariamente pelo povo. Independente de qual partido for o candidato. Deus é bom e nos ajuda muito, mas esta ficando cada vez mais claro para as pessoas, que todos temos que fazer nossa parte, dar nossa contribuição, respeitando as diferenças econômicas, políticas e sociais.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Dom Paulo Evaristo Arns - CENTENÁRIO - 14/09/1921 - 2021

Centenário de Dom Paulo Evaristo Arns – 14/09/2021 Setembro vem aí, tem safra de algodão, cantava Luiz Gonzaga; Setembro também tem muita gente boa fazendo aniversário; Este Setembro é muito especial. Dia 14 de setembro Dom Paulo estará ou estaria completando 100 anos de vida e de nascimento entre nós. Entre tantas coisas boas que Dom Paulo fez, destacam-se algumas como: - Ter ajudado a salvar vidas e salvar pessoas das torturas na ditadura militar; - Dom Paulo convenceu o pai a deixar a irmã Zilda estudar medicina; - O Brasil, além de ganhar um bispo maravilhoso, ganhou uma médica também maravilhosa; Neste ano, os trabalhadores, os estudiosos e os sindicalistas, estão comemorando 40 anos da realização da CONCLAT e 38 anos da fundação da CUT. Tanto a CONCLAT, como a CUT, talvez não existiriam se não tivessem recebidos o “De acordo” de Dom Paulo Evaristo Arns. Quando íamos pedir ajuda a Dom Paulo, eles sempre falava: - este movimento precisa ser pacífico e defender a democracia e a liberdade. Deve também respeitar as diferenças. Os brasileiros lamentam que não têm nenhum Prêmio Nobel. Eu não sei as regras da premiação, mas eu acho que eles deveriam dar um Prêmio Nobel da Paz para Dom Paulo, IN MEMORIUM, no seu centenário. O que Dom Paulo fez pelo povo brasileiro não tem comparação; O que Dom Paulo fez pela América Latina também foi muito importante; E mesmo pelo mundo? Todos conheciam algo sobre a defesa de Dom Paulo pela Paz no mundo e a importância dos Direitos Humanos. Num momento em que os brasileiros tem vergonha do presidente que temos, fazer uma homenagem especial para Dom Paulo será um gesto de agradecimento pelo que ele fez por nós. Dia 14 de Setembro de 2021 – Centenário de Dom Paulo Evaristo Arns.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Elias, locutor e agitador, morreu. Morreu um pedaço de nós

Elias morreu! Morreu também um pedaço da nossa vida política e sindical. Todos que participaram da vida política brasileira conheceram Elias.... Suas histórias dão um bom livro. Vejam como estes três casos representam bem o que era o Brasil dos anos 90. 1 - Elias foi o coordenador da minha candidatura a deputado federal, em 1994, juntos percorremos de carro todo o Estado. Numa destas paradas, chegamos em Ribeirão Preto, e, ao ser perguntado onde íamos almoçar Elias respodeu todo orgulhoso: Já marquei com o prefeito e será no restaurante tal. Fomos para o restaurante e logo em seguida chegaram Palllocci e o Dr. Sócrates. Isto mesmo, formamos uma mesa com Pallocci, o prefeito de Ribeirão, o Dr. Sócrates, Elias e eu. Pena que naquela época não existia celulares e ficamos sem fotos para registrar a façanha de Elias. 2 - Numa outra viagem para o interior de São Paulo, fomos parar em Lins, cidade histórica. Coincidiu que isto aconteceu logo depois que Collor tinha renunciado por corrupção e os moradores de Lins estavam fazendo o maior barulho na cidade para ver se destituiam o prefeito de Lins. A festa estava animada, e em determinado momento chegou um senhor e reclamou que era errado querer tirar o prefeito. Afinal, ele fazia o que todo mundo faz no Brasil? Elias mandou parar tudo, para fazer silêncio para todo mundo ouvir. Com o microfone na mão foi perguntando ao cidadão: - O senhor acha que o prefeito pode comprar voto, dando para as pessoas coisas compradas por corrupção? O cidadão respondeu. - Veja bem, está vendo este sapato velho que estou usando? Eu ganhei do prefeito na eleição passada. E se ele me der outro par de sapato, eu garanto meu voto e de toda família lá de casa. Elias olhou para o público e perguntou: - Voces concordam com este senhor sobre os sapatos? Todo mundo respondeu: Não!!! 3 - O preconceito racial e social no Brasil aparecem nas pequenas coisas. A campanha de Lula para presidente crescia e muitos empresários ficaram preocupados como ficariam seus ivestimentos. Um dia determinado banco estrangeiro convidou-me para eu falar para os diretores do banco o quê era a CUT, o PT e se Lula era perigoso ou não. Chegamos cedo no banco e eu tinha ido com Elias. Quem conviveu com Elias sabe o quanto ele era desinibido. Começamos a conversar com as pessoas e Elias sempre trazia uns recadinhos com pendências para resolver. Curioso, o diretor do banco estrangeiro aproximu-se de mim e falou baixinho: - Seu segurança é muito prestativo... E eu respondi: Elias é nosso assessor especial no Sidicato e na CUT. E eu fiquei com aquela imagem do lugar do preto no Brasil: Antes era escravo, depois passou a ser motorista, segurança, domésticas... Pois é, o tempo passou, Eloy Pietá foi eleito prefeito de Guarulhos e Elias foi morar e trabcalhar lá. Hoje, 25 de agosto, às seis horas da manhã, quando levantei-me e peguei o celular, a primeira mensagem foi esta: ELIAS MORREU! Uma grande perda para todos nós. Todos estamos chocados. Uma AVC fulminante levou Elias. Vamos registrar muitas histórias de Elias. Tivemos belas histórias das eleições dos bancários de RECIFE, onde Elias foi fundamental. Como também foi imprescindível na eleicão dos bancários do Rio de Janeiro. A história das pessoas e dos países é a história de pessoas como Elias. Com Elias, morreu também um importante pedaço de nós.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Lembrando o aniversário de Dona Zilda Arns

Lembrando de Dona Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança Dia 25 de agosto é seu aniversário... Dez maneiras de ser mais ativo na vida: 1 – Trabalhar é mais amplo do que espero ter emprego; 2 – Aprender é tão importante quanto estudar; 3 – Comer é condição indispensável para se viver; 4 – Conhecer é mais importante do que ignorar; 5 – Participar é melhor do que omitir-se; 6 – Planejar é uma forma de se prever resultados; 7 – Praticar é condição para reconhecer sua capacidade; 8 – Fazer em grupo rende mais do que fazer sozinho; 9 – Respeitar é melhor do agredir; 10 – Elogiar é melhor do que ter inveja. O Brasil anda tão desorganizado e tão hostil que fiquei pensando em pequenas ações que ajudariam a melhorar o clima. Tem gente que usa qualquer pretexto para não fazer as tarefas ou ajudar alguém. Por acaso, é possível resolver os desafios do Brasil só usando da agressividade ou da reclamação? Ouvindo algumas pessoas durante uma reunião, fiquei impressionado com o esforço de cada um em ajudar a sair da crise. Como todos já estavam em idade razoável, talvez não tenham se dado conta do quanto a reunião foi estimuladora. Nesta quarta-feira, dia 25 de agosto, é aniversário de Dona Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, que faleceu no Haiti, quando houve um dos terremotos. Dra. Zilda estudou medicina no Paraná, sendo a única mulher na sala de aula. Depois usou sua capacidade de liderança para criar a Pastoral da Criança, uma das coisas mais bonitas que o Brasil já teve.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Brasil vive seu inferno astral

Um por todos e todos por um Na crise, o melhor amigo é aquele que você pode contar com ele, mas também sabe colocar-se à dispoição dle. Quanto mais passa o tempo, mas ficamos sabendo de colegas e amigos que pegaram o virus ou que morreram. As cranças e os adolescentes, se por um lado sofrem muito com a claustrofobia, por outro, têm mais criatividade... São dias difíceis, são meses e logo serão anos convivendo com o virus e seus desdobramentos. Ou aprendemos juntos a enfentar estes novos desafios ou teremos a barbárie diária. Resistir é preciso, Viver também é preciso. Mas sem perder a dignidade. Quanto mais? Quanto mais? O que for necessário. Que são dois anos perto de 300 anos? Venceremos!

domingo, 22 de agosto de 2021

Brasil - 40 anos de sindicalismo - Da Conclat à CUT.

Brasil: Da CONCLAT, em 1981, à CUT, em 2021 40 anos de novo sindicalismo Da luta pela redemocratização do Brasil à luta pela sobrevivência da Classe Trabalhadora e do seu principal instrumento de luta: o sindicalismo. Por ter participação ativa no movimento sindical brasileiro e internacional, não podia deixar de fazer uma breve avaliação deste período. Nunca, na história deste país, se teve tanta liberdade para os setores da sociedade se organizarem e construir ou aperfeiçoar suas instituições. São 35 partidos políticos, 15 centrais sindicais e milhares de Igrejas pentecostais funcionando como centros comunitários de militância política, religiosa e social. A imprensa tem podido falar e escrever o que quiser, pode até organizar e dirigir golpes de Estado. Já a esquerda, além de constituírem seus partidos, também multiplicaram suas centrais sindicais. Ironicamente, nos sentimos como na “Lei Áurea”, da libertação da escravidão. Temos liberdade mas não temos empregos, não temos salários, nem temos mais a “burguesia nacional” para gerar renda e progresso. Tivemos muitas vitórias e muitas derrotas. Nestes 40 anos, podemos destacar alguns desafios: 1 – Getúlio Vargas e o populismo dos anos 50 trouxeram a organização urbana do Brasil, criando também a Estrutura Sindical patronal e dos trabalhadores, sempre priorizando a conciliação e subordinação dos trabalhadores aos patrões e ao Estado. Para manter esta “modernidade pós revolução de 30, criou-se o Imposto Sindical, remunerando os sindicatos, as federações e confederações e dando-lhes representação plena por categoria profissional, tornando assim a filiação como algo secundário. A principal receita sindical era do imposto. A CUT teve como uma das suas principais bandeiras “o fim do imposto sindical”. Porém, quando teve oportunidade de acabar com o imposto no governo Lula, os sindicalistas combativos e não combativos se uniram para mantê-lo.. Um grande erro histórico. Já que os governos das esquerdas não acabaram com o imposto, precisou que fosse eleito um presidente neoliberal e mercenário para acabar totalmente com o imposto sindical, extinguindo para os trabalhadores mas mantendo o “Sistema S” como garantia de renda para os patrões. Peleguismo patronal.... 2 – Com a Anistia e a Constituinte, a esquerda passou a registrar os mais diversos partidos políticos, criando condições para eleger vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente. Muitos sindicalistas começaram a se eleger, provocando uma migração do movimento sindical para o partidário. A maior revelação de todas foi o papel de Lula neste processo. Lula mudou a história do Brasil. 3 – Com o aprendizado como políticos eleitos em todo território nacional, começamos a ter prefeitos, governadores e, finalmente, um presidente da República operário metalúrgico, imigrante nordestino e com pouca escolaridade. Lula em dois mandatos, conseguiu ser o melhor presidente que o Brasil já teve. Mudando a imagem nacional e internacionalmente fazendo o Brasil brilhar no mundo. O movimento sindical brasileiro expandiu-se internacionalmente, elegendo representantes em todas organizações e em todos os continentes. 4 – A direita brasileira, por inveja e por incompetência, ao ver Lula brilhar e conseguir eleger como sucessora, pela primeira vez na história, uma mulher, ex-presa política e petista, Dilma Russeff. Com quatro mandatos consecutivos, a direita sempre perdendo nas urnas, resolveu partir para o golpe. Para isto contou com o poder judiciário, a imprensa, os empresários, os militares e os Estados Unidos. Derrotaram o PT mas destruíram o Brasil. 5 – Alguns erros no governo facilitaram o golpe de Estado e os empresários partiram para privatizar, vender a preço de bananas o que restava do Estado brasileiro. O neoliberalismo teve e tem um papel internacional de acabar com o Bem Estar Social e colocar o capitalismo financeiro como instrumento de dominação internacional. A elite brasileira se vendeu barato. Muito barato. 6 – O neoliberalismo contou com um aliado estratégico para destruir o Bem Estar Social e implantar a flexibilização dos direitos dos trabalhadores. Todo o processo produtivo industrial a nível mundial passou a ser realizado na China e no seu entorno asiático, acabando com regiões industriais competitivas. A China cobrou caro pela opção neoliberal. Hoje é o maior produtor industrial do mundo e está ganhando a competição contra os Estados Unidos. 7 – O Brasil, ao ficar sob controle dos Estados Unidos, perdeu competitividade, perdeu empregos, salários e, principalmente, perdeu a soberania nacional. Com a destruição do parque industrial brasileiro, as Comissões de Fábricas foram fechadas, já que não existia mas fábricas, deixando a Organização por Local de Trabalho – Comissão de Empresa – de ser o principal espaço de formação de quadros para ser prioridade as organizações de bairros. Com o enfraquecimento do movimento sindical, as centrais sindicais passaram a ter as mesmas funções das ONGs. E voltou à cena a “CUT movimento”, em detrimento da CUT sindical. 8 – A CUT sindical, estruturada a partir das categorias profissionais, nacional e internacionalmente, como a CNM – Confederação Nacional dos Metalúrgicos e a Contraf’-CUT , dos bancários, representando 18 ramos de trabalhadores e trabalhadoras, viu-se fragilizada, enquanto as lutas transversais como gênero, raça, religião e cultura passaram a ter mais atividades no quotidiano das centrais do que as negociações trabalhistas e salariais. Reforçando a imagem de CUT ONG e de movimentos. 9 – Internacionalmente, as grandes organizações sindicais passaram a priorizar campanhas em defesa dos trabalhadores imigrantes, que não têm direitos nem proteção previdenciária, perdendo seu papel de destaque conquistado no fim das guerras mundiais. O sindicalismo internacional procura seu novo papel... 10 – Enquanto o movimento sindical tenta sobreviver, buscando novas atividades e novos segmentos sociais, no Brasil, Lula continua sendo seu maior protagonista. LULA é o Princípio, o Fim e o Meio. O PT e a CUT só começaram quando Lula jogou pesado para isto, para eleger pela primeira vez um operário e ter sucesso, precisou ser o Lula e, para recuperar a dignidade nacional e a autoestima internacional, o povo brasileiro já decidiu que quer Lula novamente! Em 1982, quando candidato a governador de São Paulo, Lula foi perguntado se ele era de direita ou de esquerda, Lula pensou um pouco, deu risada e, timidamente disse: “Eu sou metalúrgico”. Este é o Lula que o Brasil precisa. O Lula, acima de tudo, brasileiro, que gosta do povo, gosta de viajar por este Brasil e ajudar o povo a melhorar de vida. Sem ódio e sem rancor... Nestes 40 anos, mudamos o Brasil, mudamos nossas vidas e de nossos familiares. Mas o mundo também mudou. E precisamos de muita unidade, muito respeito e muita humildade para reconstruir o Brasil. E, para isto, além de gostar de Lula, nós precisamos organizar nossas comunidade, construir projetos de gestão participativa, inclusão social, respeito às diferenças e gratidão aos parceiros internacionais. Lula, mais do que “a mosca na sopa”, Lula é o nosso símbolo de sucesso e prova viva de que é possível ter um Brasil do povo, com o povo e para o povo. Isto Lula sabe que se chama DEMOCRACIA. E para os sindicalistas, democracia, sem participação não é democracia. Liberdade e direitos não se ganham, CONQUISTAM-SE! Com orgulho de nosso passado. Consciente do nosso presente e, SEM MEDO DE SER FELIZ.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Papai 97 - Um pedaço interessante da História do Brasil

Papai 97 – Um pedaço da História do Brasil de 1924 a 2021 Um pedaço da História do Brasil de 1924 a 2021. Antes, não era fácil, mas era possível. Atualmente, é bem mais fácil, No entanto, está ficando impossível. As pessoas, as famílias... o Brasil. Para onde estamos indo? Onde queremos chegar? Conhecemos pouco nossa história. Podemos fazer muito por ela. Papai 97 Aproveitei o textão abaixo onde Gildemar (Dema), conta um pouco do nosso olhar, enquanto crianças e adolescentes, sobre o que ouvimos e vimos das histórias e estórias do nosso pai e, por tabela, da evolução do Brasil. Dema – o nome dele é Gildemar... Mais um textão, pra passar tempo durante a pandemia: Hoje é o aniversário de papai! PAPAI FAZ 97 ANOS HOJE! Papai nasceu em Nossa Senhora das Dores, em Sergipe. Com 12 anos a mãe dele, Vitória, faleceu. Dizem que Vitória tinha todos os traços de índia, que herdou da mãe, pega no mato com cachorro. A família então se mudou para Miguel Calmon, terra de mamãe. Papai foi trabalhar como ajudante, construindo selas na oficina do pai de mamãe. Mamãe ficou toda assanhada com a presença do que ela chamava de viuvinho bonito, por causa da roupa preta do luto. O pai de mamãe não queria o casamento, porque papai era pobre, mas casaram mesmo assim. Mamãe dizia que os pais dela nem foram pra cerimônia. Os cavalos foram caindo de moda, e fazer selas não dava mais sustento. Então papai fez concurso e foi aprovado pra trabalhar no Departamento Nacional de Endemias Rurais, o DNRu, em Inhambupe, onde eu nasci. Trabalhava o dia inteiro indo pras roças jogar remédio nas casas sem reboco, pra matar o barbeiro, transmissor da doença de Chagas. Foi aí que ele contraiu a doença. Mas tá vivo até hoje. Só ia comer quando chegava em casa de noite, a gente já tudo dormindo. Inhambupe era muito pequena, e ele mexeu os pauzinhos e conseguiu ser transferido para Serrinha, onde vive desde 1958. Chegou na estação com a mulher e os sete filhos pequenos, mas o amigo que tinha ficado de alugar uma casa pra ele não cumpriu o prometido. Em Serrinha ele conseguiu mudar a ocupação para vigia noturno. Dormia uma noite no trabalho, lá perto da Estação, e outra noite em casa. Era bem mais tranquilo. Aproveitou o tempo livre e a habilidade com couro para fazer sapatos e melhorar a renda para sustentar todos os nove. Todo mundo gostava dos sapatos que ele fazia. O pessoal rico da praça ia lá, levando foto de sapatos pra ele fazer igual, e como ele sempre foi muito bom de papo, ficavam horas conversando. Construiu a casa própria pela Caixa, pagando em vinte anos. O pedreiro que ele contratou não sabia trabalhar direito, e ele despachou o cara e resolveu fazer ele mesmo, junto com outros. Acho que era o mais inteligente da família, mas parou de estudar no segundo ano primário, por questões financeiras. Daí que sei na pele a importância do ensino gratuito de qualidade. Ele lia os jornais todos os dias, escutava as notícias no rádio, no Repórter Esso. Quando o rádio quebrava, ele desmontava e consertava. Até hoje lembro das válvulas usadas como diodo, e do dial do rádio desmontado! Era fascinante. Sempre foi ele quem aplicou injeção na gente. E em quem precisasse. Quando o dedo de seu Basílio inflamou, mordido pela onça do circo, foi ele quem foi lá prescrever remédio! A fiação elétrica da casa, foi toda botada por ele! Falava pra gente estudar, senão não seríamos nada na vida, e graças a esse forte estímulo por parte dos dois, todos os sete filhos terminaram a faculdade. Lembro que uma vez eu, já ensinando na universidade, estava gastando mais do que ganhava e precisei cortar os iogurtes. Ele ficou decepcionado, me perguntando se gente com doutorado ganhava tão mal assim... Quando eu era pequeno, ele me viu estudando e me aconselhou a repetir em voz alta várias vezes até decorar: Honduras – Tegucigalpa, Libéria – Monróvia... Foi passear em São Paulo, quando a gente morava lá, e foi fazer compras na 25 de março. A soma dele não batia com a soma da menina da loja. “Olhe, bem, aqui a gente faz tudo no automático! Digita aqui na máquina de calcular e já sai o resultado”. Certamente ela notou o sotaque sergipano dele. “Mas pra mim é tudo no lápis e papel”, ele respondeu, e provou que ela estava errada! Mamãe não gostava quando dizíamos que ele era sapateiro e guarda-noturno. Ela reclamava que ele era funcionário público federal, com muito orgulho. Embora nossa família não tenha importância política em Serrinha, papai e mamãe sempre foram muito queridos por todos. Honestos, incrivelmente interessantes e simpáticos! Quando eu já morava em Salvador, ele teve um infarto, e a partir daí a saúde foi se deteriorando. Muito depois teve isquemia cerebral, e com isso a comunicação foi ficando complicada. Em 2018 mamãe e Gildenor, o único filho que morava em Serrinha, se foram, e ele ficou em companhia das cuidadoras. Os irmãos biológicos também partiram antes, mas ele permanece lá, a três anos de virar centenário. Meus parabéns, papai. Nós todos temos muito a lhe agradecer. Quem quiser ver fotos, pode olhar no facebook. Complemento da minha introdu'ção: A nossa mãe é de 1923. O ano que foi constituído o Sindicato dos Bancários de São Paulo. Assim, eu sempre sei quantos anos ambos têm. Já papai, minha referência é o fato de ele ser apenas 30 anos mais velho do que eu. Quando ele fez 40 anos, eu pensei: Papai já está ficando velho... Agora, o fato de ele estar vivo aos 97 anos, me estimula a acreditar que tenho mais uns 30 anos pela frente para conseguir ajudar o Brasil a voltar a ter autoestima e para voltar a ter dignidade. Em todos os sentidos, nós temos feito nossa parte...

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

O pessoal do Xp bem que podia arrendar o futebol brasileiro

O Palmeira humilha o São Paulo e quase ninguém sabia que teria jogo. Eu sabia que teria o jogo mas não achei nem o canal de TV nem o horário. Resultado: Já que isto virou uma zona, fui assistir filme no Netflix. A privatização do futebol simplesmente desmoralizou o pouco que existe de bonito no Brasil. O futebol sempre acobertou trambiqueiros, comercializadores de jovens pobres e favelaldos... O Xp poderia contratar Guardiola para dar uma consultoria em como transoformar um país falido num grande empreendimento futebolístico, com direito a praias maravilhosas.

E o mundo conheceu o Afeganistão

De uma comunidade pré-capitalista à um grande vendedor de petróleo... Os caminhos da humanidade gostam de passar pela Eurásia como ponto de encontro entre Ocidente e Ásia. Algumas regiões da Terra estão atrasadas na integração com às sociedades de consumo... A China é o resultado mais recente e mais eficaz de incorporação de 800 milhões de pobres e abixo da pobreza à sociedade moderna. Mas a China é um caso à parte. O normal para o Ocidente, é conviver com a miséria na Índia. Com as mortes na África e os atrasos na Ásia e na América Latina. Nada será como antes, depois de mais esta derrota dos Estados Unidos. O grande perdedor deste "vexame histórico" tem sido Joe Biden... Vamos prestar atenção. A China vai fazer em tres anos o que os Estados Unidos não fizeram em vinte. Quem viver verá...

Invasão de Privacidade - O Brasil desmanchando-se

Na semana passada os bandidos saqueadores de contas bancárias via internet tentaram durante vários dias roubarei meu diheiro no banco. De dentro da Vivo conseguiram transformar minha linha pós-paga há vinte anos em pré=paga. E sairam semeando o medo e o desespero. Até na UOL, os bandidos cnseguiram enviar mensagem aos bancos como se fosse eu. No desespero, doente, sem poder tomar remédios e comer nas horas certas, meus nervos travaram e me levaram a passar noites sem dormir. Parecia que os bandidos tinham tomado cnonta de nossas vidas. E você sai que nem doido pedindo ajuda a quem pode ajudar. Aí a filha foi fundamental. a mãe foi importante para fazer companhia e ser porta-vox. Os colegas e amigos foram fundamentais. O aparelho do Estado? A única coisa que ajudou foi poder fazer um Boletim de Ocorrência via eletrônica. Hoje, consegui priorizar meu tratamento. Mais uma vez a familia é básica. Aos poucos vou relatando para vocês e propondo que todos registrem suas experiências para que possamos articular uma resistência. Quando o Estado não funciona, ou se muda o Estado ou se caça os bandiddos....

terça-feira, 17 de agosto de 2021

USA: VEXAME HISTÓRICO

USA: VEXAME HISTÓRICO* A vertiginosa tomada do Afeganistão pelo Taleban, grupo extremista islâmico, enxotado do poder pelos americanos na esteira do atentado de 2001, Abre um novo e didático capítulo nessa história. A decisão do presidente Joe Biden de deixar o país à própria sorte, de resto já tomada por Trump, tinha tantas justificativas quanto a invasão de 20 anos atrás. Por que ficar? O objetivo primário, desalojar a rede terrorista Al Qaeda, sob guarida do Taleban, fora conquistado. A morte do arquiteto do 11 de setembro, Osama bin Laden, conta dez anos. Cinco gestões de três presidentes lidaram com o dilema, QUE CUSTOU MAIS DE US 2 TRILHÕES e 170 mil vidas, quase todas afegãs. A questão é que havia um ideal a sustentar, o da reconstrução nacional. Sempre criticado por sua atitude ao mesmo tempo imperialista e anticolonial, os EUA adotaram em 2001 a ideia de que levariam a democracia liberal aos afegãos. Dois anos depois fariam um experimento ainda mais radical, no Iraque, onde os EFEITOS CATASTRÓFICOS se veem até hoje. Ainda havia petróleo para justificar em termos de “realpolitik” o discurso civilizatório, porém tudo se resumia a considerações de estabilidade regional no caso afegão. Biden resolveu desfazer a fantasia e colocar sua visão de forma objetivo: Os EUA deveriam ter saído de lá há anos, e os afegãos que se entendam om o Taleban agora. Isso foi reforçado numa manifestação, nesta segunda (16), em que o democrata mostrou empatia nula ante as cenas dantescas de civis se agarrando ao trem de pouso de aviões americanos. Eles só queriam deixar a capital afegã, temendo seu destino nas mãos talebans após aceitarem os termos da presença ocidental e, as vezes, colaborar com ela. Biden aposta que os radicais irão se moderar para encontrar um lugar ao sol no mundo, impedindo a volta do emirado brutal e santuário de terroristas, ainda que o preço a pagar sejam as cenas imorais em Cabul e talvez mais um país na esfera econômica da China. Foi corajoso no plano, umprudente na execução e insensível ao comentar o estrago. O resultado político é incerto, mas ele conseguiu uma SAIGON para chamar de sua, na repetida analogia com a retirada do Vietnã, há 46 anos. * - o verdadeiro título é: FANTASIA DESFETA. Titulo do Editorial da Folha de hoje. O título escolhido por mim corresponde muito mais ao conteúdo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Querem humilhar os Estados Unidos

Querem humilhar os Estados Unidos Afeganistão foi Herança Maldita de Bush. 20 anos tentando consertar um erro “Guerra de ocupação” sem legitimação sempre pode levar invasor à derrota. A reação está maior do que os fatos. Há ressentimentos por trás de tanto barulho. Fox News: Americanos encurralados em Cabul. NYT – “Fim ignóbil” Washington Post: Da arrogância à humilhação. Por que Joe Biden é o responsável pela derrota? China pode participar da reconstrução pós-guerra, diz o jornal Global Times da China. Até o Irã tira sua casquinha: Relação com o Afeganistão buscará ä paz sustentável.” Agora quem dá as cartas é a China, diz Igor Gielow na Folha. Até a Rede Globo comenta que os Estados Unidos gastaram mais de 83 bilhões de dólares, em 20 anos, para desistir de tudo e perder a guerra em duas semanas. Biden não pode ser o bode expiatório de uma política exterior herdada da colonização inglesa, que passou pela conquista de metade do México, intervenções militares em dezenas de países. Os tempos mudaram... Mesmo mantendo um amplo poder de fogo e de bombas atômicas, falta legitimidade aos governos belicosos. O mundo exige uma solução global para o vírus e a pandemia. Esta sim podemos chamar de missão nobre. O que impede os governos de conseguirem isto? O mundo exige medidas para a retomada do crescimento econômico com distribuição de renda. Cadê o pessoal que vai para Davos? O mundo exige garantias de defesa do meio ambiente, o mundo exige limites à irresponsabilidades do governo brasileiro. Humildade, falta muita humildade. Nós, simples mortais, queremos viver em paz, trabalhando e ajudando às comunidades.

domingo, 15 de agosto de 2021

Brasil – A maioria está com medo e perdendo a paciência

Brasil – A maioria está com medo e perdendo a paciência Da maldade, do ódio e da violência generalizada. Os brasileiros que defendem a democracia, a paz e a justiça social são muito mais numerosos e corajosos do que os golpistas covardes que vomitam ódio e violência. Palavras de Miram Goldenberg, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, publicadas na Folha deste domingo, 15/08/2021. Assaltos à mão armada, assassinatos sem reação a furtos e roubos, assaltos nas saidinhas de agências bancarias com dinheiro, roubos com aumentos abusivos em tudo que precisamos. Desemprego, arrocho salarial, confisco de salários e renda dos aposentados, aumento dos valores das mensalidades escolares, aumentos nas gasolinas e nos alimentos... Tudo isso combinado com a falta de proteção efetiva para as famílias, à falta de perspectiva e com a ameaça diário de novo golpe Estado. Roubar telefones, invadir nossos computadores, invadir nossas contas bancárias e violentar nossa vida privada, isso tudo desestabiliza o dia a dia das pessoas e estimula reações violentas. Ou vai se resolver esta insegurança generalizada no voto, portanto, garantindo-se a realização de eleições livres e respeitadas, ou, se tentarem melar ainda mais a nossa frágil democracia, o pau vai comer. A democracia, o estado de direitos, a liberdade de imprensa, a redefinição das responsabilidades dos poderes e das instituições NÃO SÃO mais importantes do que a garantia de um nível mínimo de qualidade de vida que inclua moradia, escolas e hospitais acessíveis, empregos, trabalhos, alimentação e o direito ao lazer e à cultura. Vivemos uma profunda crise de legitimidade. Quem fala por quem? Para que ter eleições se não impedir os abusos, a violência e a corrupção?

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Brasil o país dos SEM

Brasil: o pais dos SEM... Sem advogado não há justiça, sem imprensa não há democracia, sem economistas não se governa, sem médicos não há saúde, sem professores não há Educação... Hoje, vi uma propaganda dos advogados: Sem advogados não há justiça. Lembrei-me da propaganda da Folha: Sem imprensa não há democracia... E fui lembrando de tantas profissões e profissionais que são importantíssimos. Um amigo nosso foi morar na Inglaterra, e a primeira coisa que ele quis ver ser era verdade foi a pontualidade dos carteiros. Ele perguntou aos vizinhos que hora passava o carteiro. Foi avisado que era às onze horas. No horário ele ficou na porta esperando e, para surpresa dele, as onze o carteiro chegou com o pacote de correspondência. Os carteiros, os taxis ingleses são marcas históricas... No Brasil, temos infinitas histórias dos médicos da cidade, dos professores, dos padres, dos motoristas, do leiteiro e tantas outras profissões. Para nós, sempre imprescindíveis... Atualmente, não só no Brasil, mas no mundo, as pessoas estão discutindo se os partidos políticos e os Congressos ainda são necessários e, se forem, como devem se adequar ao mundo atual. Há um consenso de que como está não pode continuar. O mesmo vale para os cargos executivos: Qual a melhor forma de elegê-los? Como evitar que eles digam uma coisa e façam outra? Como impedir a corrupção? E tantas outras perguntas. Vejam a situação de ontem. Quem está falando a verdade? Bolsonaro? Os congressistas? A imprensa? O Fux? Os empresários que se dizem a voz do mercado? Os pastores que se dizem os porta-vozes de Deus ? Os jornalistas que trabalham nas TVs das Igrejas pentecostais? Os tribunais e os banqueiros? Como construir um “consenso progressivo” sobre estes assuntos sem preisar recorrer às armas, aos tanques e às mentiras? Talvez se cada um tentar ceder um pouco, diminuindo a arrogância de se achar que é dono da verdade, facilite as coisas. Ultimamente, só temos paz nas mortes e nas doenças. Assim não vale. Nós temos direito a ser feliz e a gostar das pessoas que são diferentes de nós.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Wagner Gomes, um sindicalista acima de seu tempo, morreu

Wagnwe Gomes, um sindicalista acima de seu tempo, morreu A Central Única dos Trabalhadores manifesta profundo pesar pelo falecimento, nesta terça-feira (10), do companheiro Wagner Gomes, secretário-Geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O movimento sindical brasileiro perdeu um grande lutador das causas e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Ao longo de sua trajetória, Wagner Gomes pautou-se pela defesa intransigente da organização sindical, das condições de vida, de trabalho e da democracia, valores que considerava fundamentais para avançar nas lutas e conquistas. Natural de Araçatuba, o companheiro Wagner Gomes, destacou-se como presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo nas gestões de 1989/1995 e 2009/2011. Tivemos a honra de tê-lo como integrante da executiva nacional da CUT no período de 1991 à 2003, onde ocupou os cargos de diretor executivo, 1º Tesoureiro e vice-presidente da gestão de 2003 a 2006, quando saiu para criar e presidir a CTB. Além de um bravo e destacado militante, Wagner Gomes também será lembrado pelo peculiar senso de humor frente as dificuldades e às adversidades, não se abatia e ainda animava os companheiros com suas frases e tiradas singulares. A CUT, neste momento de tristeza, junta-se aos militantes e dirigentes da CTB para celebrar a vida de luta do companheiro Wagner Gomes, na certeza de que seu legado será referência para as futuras gerações. Nossas condolências aos familiares e amigos. Executiva Nacional da CUT Nota official da CUT. Um reconhecimento merecido.

As Olimpíadas trouxeram alegria, solidariedade e coragem

As Olimpíadas trouxeram alegria, solidariedade e coragem O mundo, por sua vez, continua em guerra, com fome e desemprego Muito do sucesso destas Olimpíadas tem a ver com o Japão. Seu estilo de vida, sua perseverança e sua coragem em enfrentar desafios. O mundo mudou seu horário de dormir, de acordar, de trabalhar e de comer. Tudo isso em função das Olimpíadas em Tokyo. Se foi possível unir os governos, as empresas e os trabalhadores para estimular o respeito e o direito de compartilhar saberes e desejos, também é possível unificar o mundo no combate à pandemia, ao desemprego e à fome. As Olimpíadas provaram que um outro muito é possível. Seja no continente africano, seja nos campos de refugiados no Oriente Médio, ou mesmo na América ou na Ásia. Se somos capazes de nos unir na cultura, da família, do Esporte, também podemos nos unir pela paz, pela segurança, pelo direito de estudar e viajar pelo mundo... Em vez de violência e mortes, vamos fazer como os japoneses, vamos correr riscos mas vamos construir um mundo melhor. Que venha Paris!

Brasil em 2002, em 2013. E em 2021??

Brasil em 2002, em 2013. E em 2021? Bom debate. Confiram todos ou partes destes resultados sobre a Economia brasileira , como foi encontrada e como foi deixada em 2013 – ano do golpe de Estado. Gostaria de saber quais são os numerous em 2021… Quem tem? 1. Produto Interno Bruto: 2002 – R$ 1,48 trilhões 2013 – R$ 4,84 trilhões 2. PIB per capita: 2002 – R$ 7,6 mil 2013 – R$ 24,1 mil 3. Dívida líquida do setor público: 2002 – 60% do PIB 2013 – 34% do PIB 4. Lucro do BNDES: 2002 – R$ 550 milhões 2013 – R$ 8,15 bilhões 5. Lucro do Banco do Brasil: 2002 – R$ 2 bilhões 2013 – R$ 15,8 bilhões 6. Lucro da Caixa Econômica Federal: 2002 – R$ 1,1 bilhões 2013 – R$ 6,7 bilhões 7. Produção de veículos: 2002 – 1,8 milhões 2013 – 3,7 milhões 8. Safra Agrícola: 2002 – 97 milhões de toneladas 2013 – 188 milhões de toneladas 9. Investimento Estrangeiro Direto: 2002 – 16,6 bilhões de dólares 2013 – 64 bilhões de dólares 10. Reservas Internacionais: 2002 – 37 bilhões de dólares 2013 – 375,8 bilhões de dólares 11. Índice Bovespa: 2002 – 11.268 pontos 2013 – 51.507 pontos 12. Empregos Gerados: Governo FHC – 627 mil/ano Governo Lula – 1,79 milhões/ano 13. Taxa de Desemprego: 2002 – 12,2% 2013 – 5,4% 14. Valor de Mercado da Petrobras: 2002 – R$ 15,5 bilhões 2014 – R$ 104,9 bilhões 15. Lucro médio da Petrobras: Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano Governo Lula – R$ 25,6 bilhões/ano 16. Falências Requeridas em Média/ano: Governo FHC – 25.587 Governo Lula – 5.795 17. Salário Mínimo: 2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas) 2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas) 18. Dívida Externa em Relação às Reservas: 2002 – 557% 2014 – 81% 19. Posição entre as Economias do Mundo: 2002 - 13ª 2014 - 7ª 20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas 21. Salário Mínimo Convertido em Dólares: 2002 – 86,21 2014 – 305,00 22. Passagens Aéreas Vendidas: 2002 – 33 milhões 2013 – 100 milhões 23. Exportações: 2002 – 60,3 bilhões de dólares 2013 – 242 bilhões de dólares 24. Inflação Anual Média: Governo FHC – 9,1% Governo Lula – 5,8% 25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas 26. Taxa Selic: 2002 – 18,9% 2012 – 8,5% 27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário 28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas 29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas 30. Capacidade Energética: 2001 - 74.800 MW 2013 - 122.900 MW 31. Criação de 6.427 creches 32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados 33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados 34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza 35. Criação de Universidades Federais: Governo Lula - 18 Governo FHC - ZERO!!! 36. Criação de Escolas Técnicas: Governo Lula- 214 Governo FHC - 11 De 1500 até 1994 - 140 37. Desigualdade Social: Governo FHC - Queda de 2,2% Governo Lula - Queda de 11,4% 38. Produtividade: Governo FHC - Aumento de 0,3% Governo Lula - Aumento de 13,2% 39. Taxa de Pobreza: 2002 - 34% 2012 - 15% 40. Taxa de Extrema Pobreza: 2003 - 15% 2012 - 5,2% 41. Índice de Desenvolvimento Humano: 2000 - 0,669 2005 - 0,699 2012 - 0,730 42. Mortalidade Infantil: 2002 - 25,3 em 1000 nascidos vivos 2012 - 12,9 em 1000 nascidos vivos 43. Gastos Públicos em Saúde: 2002 - R$ 28 bilhões 2013 - R$ 106 bilhões 44. Gastos Públicos em Educação: 2002 - R$ 17 bilhões 2013 - R$ 94 bilhões 45. Estudantes no Ensino Superior: 2003 - 583.800 2012 - 1.087.400 46. Risco Brasil (IPEA): 2002 - 1.446 2013 - 224 47. Operações da Polícia Federal: Governo FHC - 48 Governo Lula- 1.273 (15 mil presos) 48. Varas da Justiça Federal: 2003 - 100 2010 - 513 49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C) 50. 42 milhões de pessoas saíram da MISÉRIA! FONTES: 47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas 39/40 - http://www.washingtonpost.com 42 - OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU 37 - índice de GINI: www.ipeadata.gov.br 45 - Ministério da Educação 13 - IBGE 26 - Banco Mundial

domingo, 8 de agosto de 2021

Olimpíadas: O Brasil entre os grandes

Olimpíadas: Brasil entre os grandes Apesar do governo Bolsonaro, o Brasil cresceu muito nestas Olimpíadas. Mais mulheres, muito mais, ganharam medalhas. O Nordeste viu crescer seu desempenho, conquistando várias medalhas. O Brasil conquistou: 7 de ouro; 6 medalhas de prata e 8 medalhas de bronze. Sendo o melhor desempenho. Com estes números, ficou no 12o : 1o. – Estados Unidos; 2o. – China; 3o. - JAPÃO; 4O. – Grã-Bretanha; 5o. Rússia; 6o. - Austrália; 7o. – Holanda; 8o. França; 9o. Alemanha; 10o. – Itália; 11o. Canadá; e, 12o. Brasil. E a América Latina, como ficou? 12o. – Brasil; 14O. – CUBA;38o. - EQUADOR; 46o. – VENEZUELA; 63O. Porto Rico; 66o. – COLOMBA; 72o. – ARGENTINA; 84o. – MÉXICO. Vocês viram que CUBA, apesar da crise econômica destruidora de tudo, CUBA ainda teve grandes vitórias e ficando logo atrás do Brasil. As disputas estimularam as pessoas a acordarem antes do sol nascer e formar uma corrente de alegria. Estes brasileiros são totalmente loucos, foram capazes de eleger um maluco para presidente da República, e, quando, você pensa que está tudo perdido, o povo acorda e vai para as ruas exigir mudanças. “Quem tem fé em Deus, não teme assombração, e eu vivo com Jesus Cristo no meu coração. Como dizia Gonzaguinha: ‘Rasga coração!”

Estados Unidos nas Olimpíadas: Estamos velhos mas não estamos mortos

Estados Unidos nas Olimpíadas: Estão velhos mas não morreram Talvez por euforia, ou talvez pata testar a vaidade americana, os chineses denunciaram a tentativa dos americanos alterarem a forma de divulgação das medalhas. Até aqui os chineses estavam certos. Os americanos, assustados com os bons resultados dos chineses, procuraram uma desculpa – a pandemia – alegando que não tinham priorizados as Olímpiadas... Até então, a China chegou a botar 8 medalhas de vantagem. A China estava toda vaidosa... Mas as disputam foram acontecendo e, a China ficou parecendo peixe cansado pelo anzol... Os americanos foram chegando, chegando, e, no último dia conseguiram mostrar aos chineses e ao mundo, que ainda são os melhores. Ganharam nas medalhas de OURO por 39 a 38; ganharam nas pratas por 41 a 32 e ganharam no bronze por 33 a 18. No total das medalhas, os Estados Unidos ganharam por 113 a 88. Considerando que a China já está entre os três melhores do mundo em praticamente quase tudo, a China precisa lembrar que a Humildade, mesmo que fingida, seja melhor que a vaidade não realizada. Confúcio repetia sempre isso. Os brasileiros gostam de dizer que “ o jogo só termina quando o juiz apita”. Por falar em Olimpíadas, o Japão saiu vitorioso porque, além de conquistar muitas medalhas e ficar no terceiro lugar, tudo funcionou bem, nos moldes tradicionais do Japão.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Aplicar em ações não é para amadores

Aplicar em ações não é para amadores Vejam sugestões da XP – Valor. Veja 20 ações que pagam dividendos acima da taxa Selic Valor Investe - Levantamento da XP Investimentos mostrou quais papéis pagam proventos acima dos juros brasileiros Por Nathália Larghi, Valor Investe — São Paulo 05/08/2021 O Banco Central subiu a taxa Selic em um ponto percentual na última quarta-feira (4). Agora, a taxa básica de juros é de 5,25% ao ano. Isso significa que investimentos de renda fixa que acompanham o CDI ou o próprio Tesouro Selic rendem em torno disso ao no. Mas existem ações que pagam mais do que isso em proventos. As 10 ações mais recomendadas para comprar em agosto há um dia Gilmar o que você procura? 06/08/2021 A XP Investimentos mapeou 20 ações na bolsa que dão um retorno para o investidor na forma de dividendos (métrica chamada de "dividend yield") acima da taxa de juros. Dessas, 12 têm recomendação de "compra" para os papéis por parte da corretora. Já sete são "neutras" e apenas uma tem classificação para "venda". Replay Menu Buscar Renda Variável Gilmar o que você procura? 06/08/2021 Veja 20 ações que pagam dividendos acima da taxa Selic | Renda Variável | Valor Investe https://valorinveste.globo.com/mercados/renda-variavel Fonte: XP Investimentos Empresa Recomendação da XP Preço-Alvo Div. Yield 2022* Banco do Brasil Compra 52 13,70% Engie Brasil Neutro 48 11,70% Bradesco Neutro 26 9,30% Taesa Neutro 37 9,20% Copel Compra 7,5 9,20% BB Seguridade Compra 35 8,60% Plano & Plano Compra 10 8,50% AES Brasil Compra 17 8,20% Santander Venda 36 8,10% Cesp Compra 34 7,90% Itaú Unibanco Neutro 28 7,50% CTEEP Neutro 26 7,50% Cyrela Compra 33 6,90% Sul America Compra 58 6,80% EDP Compra 21 6,80% Vale Compra 122 6,20% Cury Compra 15 6,00% Banrisul Compra 19 6,00% Cemig Neutro 12 5,50% Sanepar Neutro 24,5 5,40%. Segundo Jennie Li, estrategista de ações, e Fernando Ferreira, estrategista chefe da companhia, responsáveis pelo levantamento, a visão da XP para a bolsa continua sendo otimista. "O rendimento de dividendos das empresas do Ibovespa, que foi bem abaixo da taxa Selic ao longo dos últimos dez anos, continua em níveis bem competitivos com a taxa básica de juros, apesar de sua alta recente", afirma o relatório. Os especialistas ainda reforçam que, com a inflação alta, os investidores devem continuar tomando mais risco. "Levando em consideração que a nossa expectativa de inflação é em 6,70%, e da Selic em 6,75% para o final de 2021, as taxas reais continuarão baixas, prevendo ainda um baixo retorno real para investidores em renda fixa", dizem. Como investir em dividendos? Os dividendos nada mais são do que uma parcela do lucro da empresa que é distribuída aos acionistas. Eles são pagos por ação. Portanto, quanto mais papéis de uma companhia o investidor tem, mais ele ganha com dividendos. Não são todas as empresas, no entanto, que distribuem parte do lucro aos seus acionistas. A Lei das S/As, que trata de companhias listadas na bolsa de valores, afirma que elas devem fazer essa distribuição. Isso, porém, não é obrigatório. Existem companhias que optam por não fazer essa distribuição. Essa decisão, contudo, deve ser informada aos acionistas em uma assembleia. Quando uma empresa opta por não distribuir parte do seu lucro, normalmente é porque ela vai reinvestir aquele dinheiro em seu negócio para fazê-lo crescer e, assim, lucrar mais. Para receber dividendos, os acionistas precisam ter ações da companhia na chamada Data Ex-Dividendo (popularmente conhecido como Data-Ex). Esse dia é "agendado" pelo Conselho de Administração das empresas como o limite para que aqueles acionistas recebam os dividendos. A recorrência que os dividendos serão distribuídos fica a cargo da empresa. O lucro das companhias é apurado e divulgado a cada trimestre, mas a empresa decide se quer distribuir todo mês, a cada trimestre, a cada semestre ou mesmo só anualmente. Se o investidor tiver ações em sua carteira na Data-Ex ele estará apto a receber os dividendos. Esse dinheiro vai cair na conta da corretora pela qual ele comprou os papéis. A partir dali, o investidor pode transferir para o seu banco ou reinvestir aqueles valores, seja em ações da própria companhia ou em outros ativos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

05 de agosto de 1985 - várias histórias

Completamos 36 anos da maior greve nacional dos bancários Nesta data começavam as negociações entre banqueiros e bancários... Nesta campanha salarial fizemos a greve mais bonita e mais importante para os bancários do Brasil e contribuimos de forma importante na derrubada da ditadurta. Em 1979 tentamos fazer uma greve nacionalmas a ditadura militar desceu o cacete, reprimiu militarmente e a greve não deu certo. A categoria ficou ressabiada, mas o tempo foi passando, a inflação subindo, a ditadura esfraquecendo-se e os trabalhadores tomando coragem de tentar uma greve nacional novamente. O grande mote foi o reajuste trimestral dos salários. A existência pela primeira vez de uma Central Sindical Nacional, chamada de CUT - Central Única dos Trabalhadores foi fundamental na aliança entre os trabalhadores do campo e das cidades para ajudar a greve a ser vitoriosa. Os bancários também já tinham criado seu DNB - Departamento Nacional dos Bancários, hoje CONTRAFCUT. Fomos vitoriosos, a ditadura acabou e nós tivemos melhores condições de cuidar de nossos filhos e de nossas famílias. Sempre faço questão de lembrar estes acontecimentos porque, ao mesmo tempo, no dia 05 de agosto, numa segunda-feira, nascia nossa filha, em plena Avenida Paulista, no Hospital Santa Catarina. Duas alegrias que mudaram nossas vidas. O tempo não deve ser esquecido, deve servir de lição, na alegria e natristeza; na saúde e na doença. E a luta continua...

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Ações das empresas e capitalismo em movimento

Ações das empresas e capitalismo em movimento Para Dema e Gilton, o físico e o economista. Variações sobre o mesmo tema. 1 - Antigamente os negócios pertenciam às tribos, isto é, as caçadas, os plantios, as colheitas, enfim, tudo que fosse necessário para a sobrevivência da tribo era conquistado coletivamente. Mesmo que tivesse um chefe ou um rei. 2 - Com o passar do tempo, foram surgindo várias tribos e vários reinos que conviviam pacificamente ou de forma subjugadas – conquistadas. As os negócios foram se diversificando e precisando ser REGULAMENTADO, isto é, os negociantes precisaram ter papéis, de tecidos, de couros e mesmo de metais, onde eles escreviam ou desenhavam como estavam definidos os bens e seus usos. Incluindo aqui escravos de todas as espécies humanas. 3 – Com o uso da navegação, os percursos ficaram cada vez mais distantes, tornando necessário ter algo leve que registrasse os negócios, surgindo daí as MOEDAS e CERTIDÕES OU TÍTULOS. 4 – Tão importante quanto a invenção da moeda, foi a descoberta ou invenção dos NÚMEROS. Imaginem registrar dez mil soldados, com suas comidas, roupas, salários, etc? Depois da descoberta dos números surgiu o ZERO., facilitando muito a multiplicação e a divisão. Superando o somar e diminuir. 5 – Com o crescimento dos povos e do comércio, surgiu a necessidade da CONTABILIDADE PADRONIZADA. Convertia-se bens em valores e se fazia a contabilidade dos recursos e dos bens. Vacas, cavalos, armaduras, comida, cada produto tinha seu valor, que somados dava o um grande, com o tempo, além de chamarem de créditos e débitos, surgiu também os ATIVOS e PASSIVOS. Sendo Ativos os recursos de uso mais frequentes, os Passivos, os mais duradouros, como imóveis e o capital das empresas. 6 – Que diabo de CAPITAL é este? Lembram da parábola do filho pródigo? Aí já se fala em herança, distribuição do que tinha direito em dinheiro e em ganhos e perdas. Uns tinham e tem mais patrimônio do que outros e isto pode ser mensurado e transformado em CAPITAL. 7 – Na época dos descobrimentos, para se construir navios e contratar muita gente para atravessar os mares em viagens que demoravam anos, fossem os reis ou os capitalistas, fazendeiros, senhores feudais e moradores nos burgos, pequenas cidades e castelos, onde existiam novos ricos que chamavam de burgueses... 8 – Já viu falar de dinheiro, de capital, de burgueses, de contratados ou assalariados... 9 – No século XV, antes dos 1.500 quando se descobriu as Américas, os holandeses inventaram as COMPANHIAS DAS ÍNDIAS. Estas companhias, eram criadas por associações de várias famílias, cada uma participando com uma parcela do dinheiro que formava O CAPITAL DO NEGÓCIO chamado Companhia das Índias. 10 – Como cada Companhia era composta de muitas famílias, que colocavam os mais diversos recursos e nas datas mais distintas possíveis, os holandeses criaram uma espécie de dinheiro chamado de AÇÃO. Algo vivo e ágil. 11 – As ações ajudaram muito os negócios e os holandeses – chamados de Países Baixos, começaram a sentir que os outros países queriam copiar o seu sistema. Como a Inglaterra era próxima e mais forte, os holandeses fizeram alianças com eles para combater a pressão do reino da Espanha, que contava com a proteção do Papa. Todos católicos e era o protetor ou tutor dos holandeses. Daí surgiram guerras entre católicos (espanhóis) e protestantes (ingleses, alemães, suíços, holandeses, etc) contra a Espanha e os reis Habsburgos que contavam com o apoio do Papa e das armas dos católicos... 12 – Se, de um lado, os holandeses criaram as ações, os venezianos católicos ajudaram a criar a CONTABILIDADE e os Livros Contábeis. 13 – A Inglaterra, que não perdia tempo rezado missa, começou a fazer comércio marítimo e também a construir navios de guerra para proteger seu comércio e para tomar o comércio dos outros. Assim, a Inglaterra, quanto mais guerreava mais forte ficava. E foi conquistando mais terras, mais portos marítimos até derrotar a Holanda, depois derrotar a Espanha, derrotou a França, até chegar um dia que derrotou a Índia e a China. Tudo isto, conquistando também a América do Norte, a mais nova fronteira mundial e que iria mudar os tempos modernos. 14 – A Inglaterra, com seu espirito guerreiro e capitalista-feudal, criou máquinas industriais, criou bancos e o maior império da Terra. O Sol não se punha no Império britânico... 15 – Com tantas terras, tantos navios e tanta gente pra cuidar, a Inglaterra teve que criar um sistema mundial de padronização dos bens, serviços e guerras. Daí que, além de ter o Sistema Mundial de Bancos, a Inglaterra criou a Bolsa de Valores para negociar ações, títulos e dívidas... Surgia o capitalismo e a Revolução Industrial. 16 – O crescimento da Inglaterra propiciou também o crescimento de algo que ficaria maior do que a própria Inglaterra. Das entranhas da Inglaterra surgiu os Estados Unidos da América, com a Bolsa de Nova York, as Forças Armadas americanas e sua vocação para o imperialismo e a subordinação dos concorrentes. Por ironia do destino, a cidade de Nova York foi fundada pelos holandeses nos velhos tempos e depois foi “vendida” aos ingleses. 17 – Se a Inglaterra dirigiu a criação do capitalismo, o melhor resultado do capitalismo foi feito pelos americanos. 18 – Neste mundo unificado, as empresas pequenas passaram a ser chamadas de LTDA – Limitadas, como o nome diz, controladas por famílias e sendo pequenas. 19 – As empresas grandes, precisaram ter dinheiro para tocar seus negócios e, quando precisavam de novos investimentos, tomavam dinheiro emprestados dos governos, dos banqueiros e dos grandes empresários. 20 – Com o crescimento das cidades e dos países, surgiu a possibilidade de se ampliar o acesso de mais famílias que tivesse dinheiro e que quisesse investir nas Bolsas de Valores. - O capitalismo se popularizava. 21 – Outro momento importante da expansão das Bolsas foi a dimensão que as guerras tomaram. Longas, envolvendo vários países, muita gente e muito dinheiro. Muitas vezes, o país ganhava a guerra militar e perdia a guerra financeira. Isto ainda antes da Quebra da Bolsa de Nova York, 1929, antes da primeira guerra mundial. 22 – A indústria automobilística mudou a cara do mundo. A aviação e as ferrovias encurtaram os continentes e surgiu a Sociedade de Consumo. A orgia capitalista. 23 – As empresas passaram a ser LTDA – limitadas, com capital fechado, e surgiram empresas médias e grandes com Sociedades Anônimas – S.A. – com ações ordinárias – dos donos verdadeiros – e com ações preferenciais – de investidores, com garantias de lucros mas sem poder de dono. Mas tarde surgiram Debêntures – títulos com valor de dinheiro e conversíveis em ações. 24 – Como os bancos cresceram muito, ficando inclusive maiores que países, foi necessário criar os Bancos Centrais, cada país tendo seu Banco Central, para acompanhar e regulamentar o dinheiro, evitando ou diminuindo as falências e os calotes – existentes até hoje. Surgiram também a separação entre bancos comerciais grandes e pequenos, e os bancos de investimentos – que não têm agências bancárias. 25 – Com esta separação, o capitalismo e o mundo ficaram nas mãos dos banqueiros e estes passaram a ter mais poder que os governos e os países. Fez muito sucesso a historia do megainvestidor que especulou com o dinheiro e os títulos do Banco de Londres e quebrou o banco... George Soros e a Inglaterra. 26 – Estamos entrando em uma nova fase do capitalismo financeiro com os investidores estarem em toda parte do mundo, pressionando por mais ganhos, pressionando pela defesa de suas aposentadorias – muitos investem em Fundos de Investimentos de aposentados e pensionistas. E estes apoiam guerras e golpes de Estado como forma de proteger seus investimentos. 27 – Além das crises do sistema financeiro como a de 2008 e as posteriores, temos a presença da China continental, ou também conhecida como China Comunista. Esta está fazendo o papel que os Estados Unidos fizeram no século XX, só que a China está mais para Capitalismo de Estado do que os Estados Unidos, que perdeu velocidade e mostra-se como “um tigre cansado”, como dizia Mao Tsé Tung, antes da revolução capitalista na China. 28 – O mundo está em movimento, o protestantismo que foi o espírito do capitalismo, não está conseguindo impedir o crescimento chinês confuciano e assim estamos no meio da tempestade, sem saber onde a Arca de Noé vai ancorar quando as águas baixarem. Texto elaborado a pedido de meu irmão, físico, músico e pensador, professor Gildemar Carneiro dos Santos. Espero que tenha correspondido às expectativas dele.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

China assusta o mundo com números

China assusta o mundo com números A professora e economista, Cecilia Machado, juntou uma série de números sobre a China que matam os demais países de inveja e de medo. Nem em jogos Olímpicos os Estados Unidos ganham mais da China. Virou coadjuvante do Xing Ling. Dizem que a China é uma ditadura, mas, tudo que a China ganhou com seu trabalho incansável foi distribuído à população e tem se convertido em melhorias de diversos indicadores de bem-estar dos chineses. O fim da pobreza extrema foi anunciado neste ano: a proporção de pessoas vivendo em extrema pobreza caiu de 96,2% em 1978 para 0,6% em 2019, o que representa a ascensão de 765 MILHÕES DE PESSOAS à condição mínima de subsistência. Isto não é ditadura, chama-se DIGNIDADE! O 14o. Plano Quinquenal estabelece diretrizes para o desempenho da China de 2021 a 2025 em quatro áreas - redução das desigualdades, crescimento, ambiente e consumo interno. Hoje, a China está em primeiro lugar nas exportações globais, com a participação de 13% em 2020. Já nas importações chinesas, o bloco asiático lidera com 15%, seguido pela União Europeia, 14%, Japão com 8%. A América Latina, cada vez mais faz menos e compra mais da China, representando 8%. E os Estados Unidos participam com APENAS 8% das importações. Do ponto de vista dos orientais, a estabilidade política que vem de um partido único comunista traz maiores chances para um planejamento econômico de longo prazo, com metas progressista e líderes pragmáticos, distante do comunismo praticado na Guerra Fria. Chegando ao tamanho que chegou, a China não precisa mais “nem do stalinismo”, nem da “ociosidade ocidental”. Contra fatos, não há argumentos. A China usa governo forte para combater a miséria, a pobreza e conquistar mercados econômicos e aliados políticos, enquanto o Ocidente quer viver como se todo mundo fosse “funcionário público”, fingindo que trabalha, enquanto os governos fingem que pagam. E o Brasil, que era muito mais rico que a China, agora bate palmas, timidamente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

China: Negócios, Forças Armadas, Democracia

China: Negócios, Forças Armadas, Democracia A campanha midiática dos Estados Unidos contra a China está fazendo efeito. O mundo submeteu-se à política de damping e isenções que a China, com o apoio dos Estados Unidos, promoveu, levando os produtos a custarem 1/3 do que custava nos países que produziam produtos similares. Podemos afirmar que, a dobradinha China-Estados Unidos, obrigou os trabalhadores a aceitarem redução de salários e empregos, como forma de tentar se contrapor aos produtos chineses. Que de chineses só tinham o “made in China”, mas tudo mais mantinha as características dos produtos. Roupas, calçados, componentes eletrônicos, tudo que você possa imaginar, a China entregava por 1/3 do preço nacional. Os compradores finais, os consumidores, os importadores ganharam muito e a classe trabalhadora ficou mais pobre. Isto chama-se neoliberalismo. Que é a antítese do Socialismo Democrático e da Social-Democracia europeia. Então a China, além de ser neoliberal é comunista? Nem uma coisa nem outra... Da mesma forma que a china vende qualquer produto – aviões, trens, carros, eletrodomésticos e roupas, a China também vende “discurso”, isto é, o importante é garantir a venda e a produção, mantendo a máquina funcionando. A China é como uma usina. Se parar e desligar os fornos, o país implode. A China implantou o “modo de produção asiático” e, aliada aos grandes capitalistas, implodiu o mundo produtivo, criando um novo padrão de consumo e levando “os consumidores ao paraíso”. Isto quer dizer que, a “democracia chinesa” é pior do que a “democracia americana”? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 1 - A democracia americana é do big stick, o grande porrete. Mas, há uma liberdade individual e coletiva nos Estados Unidos que, DESDE QUE VOCÊ NÃO AMEACE O STABILISHMENT AMERICANO, você tem ampla liberdade garantida. O cinema, a arte, a literatura e os esportes como se manifestam nos Estados Unidos, JAMAIS terão a mesma liberdade na China. Isto porque ambos vivem tempos distintos. A revolução capitalista nos Estados Unidos se deu na guerra civil em 1861. A China está vivendo sua revolução libertadora da dominação estrangeira e está implantando o capitalismo agora. George Soros, o megainvestidor húngaro, que viveu na União Soviética, depois foi morar em Londres e finalmente foi para os Estados Unidos BATE PESADO NA CHINA atual. Os multiplicadores do pensamento neoliberal, e mesmo os progressistas, usam o material de propaganda feitos na China, contra os próprios chineses. Lembram da Revolução dos Bichos, livro de Orwell? A China está conquistando autonomia e querendo ser tratada de igual para igual, ou já está se sentindo SUPERIOR. Esta mesma doença tiveram os ingleses, os americanos, os japoneses, os alemães e agora os chineses. E todos se justificam como “acolhidos por Deus e por Confúcio”. Voltando ao “uma coisa é uma coisa” e “ outra coisa é outra coisa “, ou a China separa a economia do militarismo propagandístico, ou a China perderá a guerra da legitimidade, do social e do libertário. E, lembrando o exemplo da Revolução Francesa de 1789, nem sempre o que está em melhores condições econômicas significa mais estabilidade social... Cheio a hora de dar uma arrumada geral no marketing institucional.

domingo, 1 de agosto de 2021

Brasil: resta uma esperança. Ainda temos Lula

Brasil, resta uma esperança. Ainda temos Lula Aprendendo com os erros e os acertos Quando queria escrever sobre o que pensa e faz cada segmento dos brasileiros, quando chegava nos empresários, não conseguia saber qual é a posição do empresariado brasileiro sobre o Brasil e a imensa crise gerada com a eleição de Bolsonaro para presidente, parece que “jogaram a toalha e desistiram de ter um projeto nacional e estão aceitando ser meros coadjuvantes da economia internacional, subordinando-se aos americanos”. Quando pesquisamos sobre quais os setores da economia que ainda permanecem nas mãos dos brasileiros, demorando para lembrar algum. Depois de pensar muito, lembramos do agronegócio, da imprensa e dos bancos. Não acredito que sejam o que são por serem nacionalistas. Estes também são aliados/subordinados dos Estados Unidos. De repente, dois representantes expressivos do maior banco brasileiro – o Itaú – aparecem na Folha falando sobre o Brasil e as eleições do ano que vem. O primeiro foi Bracher, ex-presidente do banco, sócio minoritário e representante do BBA, banco de investimento muito conceituado que foi incorporado pelo Itaú. Depois de aposentar-se do banco, Bracher começou a escrever um artigo mensal na Folha. Criada a expectativa, por ser uma pessoa de boa formação, estuou no exterior, fala várias línguas e atuou no setor financeiro – mais lucrativo do Brasil. Escreveu bonito, mas, quando foi falar das eleições do ano que vem, escorregou ao falar de Lula. Pegou mal e ele procurou minimizar o mal-estar. Neste domingo, a Folha publica uma página inteira de entrevista com Neca Setúbal. Uma das herdeiras do banco, de forma formação mas sem atuação direta na gestão do banco. Uma entrevista impecável. Mesmo quando fala de Lula, fala com muito cuidado e responsabilidade. Reforça-se a avaliação de que os empresários, aos poucos, vão se convencendo que Lula deve ganhar as eleições do ano que vem. Lula já provou ser um democrata, um bom gestor, foi o melhor presidente que o Brasil já teve e ajudou todos a ganharem dinheiro e qualidade de vida. Não há do que ter medo de Lula. Porque, então, os empresários preferem Bolsonaro, ou qualquer outra pessoa que possa ser chamado de “terceira via”, para se opor a Lula e ao PT? Preconceito social e de classe, além da .... é claro, como canta Chico Buarque. Lula só fez bem para o Brasil ate agora. Porque fazer com Lula como se ele fosse um demônio que vai destruir a economia brasileira? Lula tem tudo para fazer nova transição. Ajudar o Brasil a recuperar sua credibilidade nacional e internacional; recuperar o crescimento econômico com geração de trabalho e renda; reorganizar a Educação e as Políticas Públicas. Lula é a pessoa com mais disponibilidade para restabelecer um pacto social pelo Brasil, pelo combate à pobreza e à ignorância. Em vez de Lula botar um banqueiro no ministério da Fazenda, como dizem alguns representantes do “mercado”, talvez seja oportuno se pensar em Neca Setúbal para o ministério da Educação. E Haddad para governador de São Paulo. É possível sonhar? São Paulo precisa pensar mais no Brasil como parceiro, em vez de tratar o Brasil como um fardo. Sonhar, todo sonho impossível... Lula é um sonho possível. Juntos, o Brasil do futuro voltará a ser o Brasil do presente. Sem medo de ser feliz!