segunda-feira, 26 de julho de 2021

Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Bolívia...todos na encruzilhada

Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Bolívia...todos na encruzilhada Democracia só com Economia e diálogo funcionando O que tem em comum os empresários destes países latinos? Os empresários, gostam de se dizer democratas, mas sempre colocam seus interesses econômicos acima da democracia. Como a Economia anda ruim para todos no mundo, salvando-se apenas a China, as democracias nos mais diversos países também anda em crise. O que também tem em comum as esquerdas destes países latinos? Por uma questão de tradição e de dominação secular, as esquerdas na América Latina são sempre oposição aos governos e aos aparelhos do Estado, como o Judiciário e Forças Armadas. Além da falta de apoio dos governos, as esquerdas também sofrem a oposição da Imprensa e das Igrejas. Onde as esquerdas têm apoio? Basicamente nas comadas populares. Porém, estas estão mais nas mãos dos religiosos conservadores do que dos progressistas. Os papas, a Igreja Católica e os pentecostais se alinharam com os governos neoliberais e manipuladores. Como democracia não enche barriga nem paga aluguel atrasado, as camadas populares ficam entre a cruz e a espada. Ou se alinham com os conservadores e passam apertos econômicos, mas sem brigar com a direita; ou, se se alinharem com as esquerdas, veem os investimentos desaparecerem ante o boicote da direita. Os países latinos que mantem uma grande população indígena têm tido mais facilidade em eleger candidatos progressistas ou de esquerda, no caso do Brasil, a grande parcela de pobres que são negros e brancos, até apoiam os progressistas mas não têm vínculos orgânicos, isto é, são voláteis, podendo votar num ano a favor e em outro ano votam nos conservadores. A situação do Peru está lembrando o Chile de Allende, antes do golpe militar. O povo tem pressa, a esquerda tem pressa, mas os empresários, o judiciário, a imprensa e as Forças Armadas têm medo do povo e da liberdade, e tendem a boicotar a democracia, a liberdade e a transparência. O Chefe das Forças Armadas do Peru já renunciou, dizendo que é para ajudar a transição. A imprensa já avisou que o Peru precisa ter um governo de coabitação com os fujimoristas e o judiciário está em silêncio obediente. Ao governo? Não, às elites derrotas por 50 mil votos. O governo é legal e legítimo? É apenas legal, mas com pouca legitimidade? Ou, é legal e tem muita legitimidade? O governo vem dialogando e convencendo? A oposição conservadora e golpista, vem aceitando dialogar ou vem boicotando? No Brasil, o candidato derrotado, Aécio Neves, boicotou o diálogo com o governo. Depois a Imprensa liderou a campanha pela deslegitimação do governo e finalmente, o judiciário e o legislativo aprovaram o golpe de Estado. Depois, o Brasil piorou em todos os sentidos. Os desafios são iguais em todos os países: Como manter a democracia e vencer a pandemia, o desemprego e o arrocho salarial, promovendo o crescimento econômico e a inclusão social? Como governar com todos, para todos e a participação de todos? Tudo isto, promovendo reformas que possibilitem o apoio das Forças Armadas, do Judiciário e do Legislativo. E muito diálogo com a sociedade.

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