sexta-feira, 30 de julho de 2021

Brasil: falta algo no futebol feminino

Brasil: falta algo no futebol feminino Animado com os últimos resultados do futebol feminino, acordei às 5:30h desta sexta-feira para, mesmo com muito frio, assistir ao jogo contra o Canadá. Quando liguei a TV o jogo já tinha começado e as meninas d Canadá mostravam melhor presença em campo. Lembrei-me das vezes que assisti jogos do Brasil contra os Estados Unidos e, apesar da imprensa dizer que as meninas podiam ganhar dos Estados Unidos era visível que faltava estrutura emocional no time brasileiro. No final, perdemos se não me engano por 2 a 1. No final do segundo tempo, o time brasileiro melhorou e levou o jogo para prorrogação. Nosso time melhorou, aumentou a pressão, mas ainda perdia muita bola, mostrando uma pressa para passar a bola em vez de investir em armação. Já nos minutos finais, a goleira canadense salvou a bola que decidiria o jogo. Uma defesa maravilhosa. Mais um 0 a 0 e fomos para os pênaltis. Começamos muito bem , com nossa goleira pegando o primeiro pênalti e, quando parecia que ganharíamos, batemos dois chutes que a goleira canadense pegou. Batemos mal. Pronto. Perdemos um jogo que poderíamos ter ganho, por méritos. O que faltou no time brasileiro? - Faltou perceber que “o todo é mais do que a soma das partes”. Individualmente podemos até ser melhor do que o Canadá, mas, no coletivo, elas são mais armadas, mais coletivas e mais seguras. Esta angústia nos esportes brasileiro, onde dependemos do heroísmo de algumas pessoas para ganhar jogo e ganhar medalhas, se dá também com a vida brasileira. Continuamos achando que “Deus provê”, isto é, se rezarmos muito e, se cada um fizer sua parte, Deus complementa nossa falta de treino, de estudo e de investimento. Da mesma forma que tem gente que não acredita em vacina, tem gente que não acredita em PLANEJAMENTO e DISCIPLINA. Considerando as condições destas Olimpíadas, o Brasil até que está se saindo bem. Mas não podemos continuar improvisando. A China não improvisa, a China investe, organiza, planeja, executa, avalia, reavalia e segue em frente. Por isso está no primeiro lugar nas medalhas de ouro. Competir é preciso. Digo até que é imprescindível. E, para competir melhor, devemos contar com todos, cada um contribuindo como pode. Parabéns para Marta e suas colegas maravilhosas. Parabéns para a técnica da seleção feminina de futebol. Parabéns para nós brasileiros, que estamos aprendendo empiricamente, mas estamos aprendendo. O tempo não espera por ninguém.

Um comentário:

  1. Muito bom, Gilmar. Minha mulher tbem está virando fã das suas crônicas.

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