quarta-feira, 21 de julho de 2021

Brasil - Desmonte do Estado, do Serviço Público e da Vida

Brasil – Desmonte do Estado, do Serviço Público e da Vida “Eu era feliz e não sabia”. Esta frase era usada pelo pessoal que apoiava Delfim Neto para Deputado Federal. Tinha um duplo sentido muito forte e perigoso. 1 – O primeiro significado é que Delfim foi o ministro da Fazenda, a frase significaria que com Delfim o povo era feliz e agora a economia estava ruim porque não era Delfim que dirigia a economia; 2 – O segundo significado é que, como a economia na época de Delfim estava melhor que a atual, e que o motivo da economia ser gerida por Delfim era porque era uma gestão dos militares. Isto é, a ditadura militar era melhor que a democracia... Não é por acaso que vemos pessoas, em pleno 2021, irem para a rua pedirem a ditadura militar de volta. Se na ditadura militar a economia teve o Milagre Brasileiro, positivamente, com a redemocratização, o Brasil passou a ter inflação galopante, mais corrupção e mais violência. Logo: a democracia não serve para o Brasil. Ainda bem que tivemos os governos de FHC que baixaram a inflação rue os governos Lula e Dilma, que mantiveram a inflação baixa, melhoraram os salários, principalmente o salario mínimo, e tivemos até pleno emprego. Com o golpe de Estado de 2016, os governos Temer e Bolsonaro, se aliaram com os banqueiros, com as multinacionais, com as milícias e com a imprensa, para acabar com o pouco que resta da economia pertencente ao Estado, como o BB e a Caixa, a Petrobras e algumas outras estatais, para privatizar tudo e deixar o Brasil mais pobre e nas mãos das multinacionais e do governo americano. Desemprego, recessão, corrupção e violência, mais a pandemia, levaram o Brasil a sua maior crise da história. Isto provoca a precarização da vida e o desmonte das políticas públicas. Com o Brasil nesta miséria toda, como se explica surgirem tantos candidatos a Presidente da República e a governadores? Os funcionários públicos são as primeiras vítimas do desmonte dos Estados. Já o povo, quando mais precisam de assistência médica, são mal atendidos nos serviços públicos e não tem dinheiro para pagar tratamento privado. O povo tende a votar contra os políticos tradicionais e conservadores. O povo tende a votar em candidatos novos e que governem com transparência. Os governantes eleitos no ano que vem, sejam eles de direita ou de esquerda, comerão o pão que o diabo amassou para poder garantir uma qualidade de vida digna para seus eleitores. Bolsonaro subestimou a pandemia e com isso morreram mais de 530 mil brasileiros, e continuam morrendo. Dória subestimou a importância das políticas públicas, arrochou salários e cortou funcionários e, como resultado desta política hostil com os funcionários públicos, Dória não se elegerá nem como presidente, nem como governador. Com tanta incompetência na gestão pública, a qualidade de vida do povo só piora, levando o povo a não querer votar ou a votar em pessoas sem responsabilidade nenhuma. O povo brasileiro merece respeito. Fora Bolsonaro.

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