sábado, 31 de julho de 2021

Frio intenso afeta humor das pessoas

Frio intenso afeta humor das pessoas Uma semana muito fria em todo o Brasil e sul do continente. Nevou no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. São Paulo viveu dias com temperatura negativa. A população reagiu com alegria ou tristeza? Pela primeira vez senti um mau humor muito grande. Subiu muito a conta de gás, subiu a conta de luz, subiram os preços nas feiras e supermercados. As pessoas atendem as outras também com mau humor. Levantar cedo ficou um inferno e a pandemia continua proibindo aglomerações. Nada de aconchego com muita gente, nada de ficar sem máscara e sem lavar as mãos. Agora vem o DELTA. Asa delta? Não, é o mais novo vírus. Fatal! Até as Olimpíadas, acontecem de madrugada, na hora do melhor sono. E você querendo assistir e torcer pelos meninos e pelas meninas e nada, o frio faz você dormir. E o quentão? Não bebi nada até agora. Se não tem visita, não tem quentão. Quando muito, temos comido umas feijoadas... E as pesquisas dizendo que o brasileiro está ficando cada vez mais pessimista. Mas vocês querem o quê? Que o brasileiro seja masoquista? Nem o brasileiro cordial não existe mais. Graças a Deus... E quem vai pagar nossas contas? Imaginem a classe média: cheia de dívidas, com os filhos dentro de casa, você pagando mais comida, mais papel, tinta e impressora, mais conta de tv, de doces e cafezinhos, e o mau-humor de todo mundo. E uma infinidade de senhas que você nunca acerta. Cuidado com as aproximações perigosas...

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Brasil: falta algo no futebol feminino

Brasil: falta algo no futebol feminino Animado com os últimos resultados do futebol feminino, acordei às 5:30h desta sexta-feira para, mesmo com muito frio, assistir ao jogo contra o Canadá. Quando liguei a TV o jogo já tinha começado e as meninas d Canadá mostravam melhor presença em campo. Lembrei-me das vezes que assisti jogos do Brasil contra os Estados Unidos e, apesar da imprensa dizer que as meninas podiam ganhar dos Estados Unidos era visível que faltava estrutura emocional no time brasileiro. No final, perdemos se não me engano por 2 a 1. No final do segundo tempo, o time brasileiro melhorou e levou o jogo para prorrogação. Nosso time melhorou, aumentou a pressão, mas ainda perdia muita bola, mostrando uma pressa para passar a bola em vez de investir em armação. Já nos minutos finais, a goleira canadense salvou a bola que decidiria o jogo. Uma defesa maravilhosa. Mais um 0 a 0 e fomos para os pênaltis. Começamos muito bem , com nossa goleira pegando o primeiro pênalti e, quando parecia que ganharíamos, batemos dois chutes que a goleira canadense pegou. Batemos mal. Pronto. Perdemos um jogo que poderíamos ter ganho, por méritos. O que faltou no time brasileiro? - Faltou perceber que “o todo é mais do que a soma das partes”. Individualmente podemos até ser melhor do que o Canadá, mas, no coletivo, elas são mais armadas, mais coletivas e mais seguras. Esta angústia nos esportes brasileiro, onde dependemos do heroísmo de algumas pessoas para ganhar jogo e ganhar medalhas, se dá também com a vida brasileira. Continuamos achando que “Deus provê”, isto é, se rezarmos muito e, se cada um fizer sua parte, Deus complementa nossa falta de treino, de estudo e de investimento. Da mesma forma que tem gente que não acredita em vacina, tem gente que não acredita em PLANEJAMENTO e DISCIPLINA. Considerando as condições destas Olimpíadas, o Brasil até que está se saindo bem. Mas não podemos continuar improvisando. A China não improvisa, a China investe, organiza, planeja, executa, avalia, reavalia e segue em frente. Por isso está no primeiro lugar nas medalhas de ouro. Competir é preciso. Digo até que é imprescindível. E, para competir melhor, devemos contar com todos, cada um contribuindo como pode. Parabéns para Marta e suas colegas maravilhosas. Parabéns para a técnica da seleção feminina de futebol. Parabéns para nós brasileiros, que estamos aprendendo empiricamente, mas estamos aprendendo. O tempo não espera por ninguém.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Novo virus faz o mundo andar de lado

Novo vírus faz o mundo andar de lado Nova variante do covid-19 está deixando os países mais ricos de cabelo em pé. Quando todo mundo achava que se vacinando duas vezes a paz voltaria a valer sobre a Terra, os cientistas ficam apavorados com nova variante que continua matando na Europa e nos Estados Unidos. E o Brasil? Tudo indica que o medo do vírus continuará até o ano que vem, prejudicando a ida para as escolas, a volta ao trabalho e às ferias. Três anos com desemprego, arrocho salarial e risco de morrer contaminado é uma tragédia em larga escala. Além de todas as dificuldades, a permanência das pessoas dentro de casa, ociosas e em espaços pequenos, aumentam os atritos familiares, dificultando ainda mais a vida das pessoas. Que fazer? Precisamos de paciência e tolerância, mas muita gente perde o controle da situação e quando vão em busca de atendimento emocional nos postos de saúde e nos convênios médicos não encontram. Já pensaram se este clima permanecer até o final do ano que vem?

quarta-feira, 28 de julho de 2021

A Folha descobriu as Olimpíadas

A Folha descobriu as Olimpíadas Com lindas fotos e edição primorosa, a Folha recupera o jornalismo. A Folha errou quando boicotou a Copa América. Poderia ter sido contra a realização no Brasil, mas, depois de aprovada, a imprensa, e a Folha em especial, deveria ter dado uma boa cobertura e ter feito boas análises. Errou a Folha e erraram os demais que acompanharam a Folha. A Folha ACERTOU quando decidiu investir nas Olimpíadas. Primeiro, porque as Olimpíadas, historicamente, representam uma das decisões mais nobres da humanidade. Jovens, crianças, especialistas e um mundo de pessoas, de todos os países e continentes, se mobilizam anos para superar suas limitações físicas e emocionais. A menina do Brasil que diz à imprensa que precisa cuidar do corpo e da mente, senão ela se quebra, ela fala a verdade e com franqueza incomum. A foto de capa, grande e colorida, com uma menina de apenas 13 anos, brincando com seu skate é lindíssima. Parecia o Jornal da Tarde, da época de preto e branco. A série de fotografias da mesma menina no caderno especial é emocionante. Não precisa de textos longos e arrogantes. Precisa apenas de legendas. Confesso que fiquei tão impressionado com as fotos da menina do skate que duvidei que a Folha fosse continuar a publicar belas capas com fotos destes heróis do Brasil. Para minha alegria, na capa da Folha de hoje, tem uma linda foto do brasileiro conquistando a medalha de ouro. A primeira medalha de ouro destas Olimpíadas. Apesar da tragédia que é o governo atual, o povo brasileiro não pode ser tão castigado por um erro eleitoral. O Brasil é muito maior do que Bolsonaro. Viva os atletas do Brasil! Parabéns à Folha nas Olimpíadas!

terça-feira, 27 de julho de 2021

Brasil agora tem seu “criminoso de guerra” A África tem muitos criminosos de guerra, que matam famílias com facões e com metralhadoras; Na guerra de Sérvia tinha vários criminosos de guerra; Na segunda guerra mundial os criminosos de guerra mataram milhões; No final da primeira guerra os armênios morreram aos milhares, vítimas da Turquia. Atualmente, O MUNDO ESTÁ EM GUERRA CONTRA O VIRUS O Brasil também participa desta guerra e está entre os três países que mais morreram gente. HOJE, O BRASIL PASSOU DE MAIS DE 550 mil MORTES. Porque está morrendo tanta gente no Brasil? Porque o Brasil tem um presidente da República que é contra a vacina e estimula a população a não se proteger. O Brasil tem seu GENOCIDA. Este criminoso de guerra, também conhecido como genocida, chama-se Jair Bolsonaro. Merece continuar presidente enquanto o povo morre? Não. Em qualquer país sério, as instituições já teriam tomado providência. Um médico incompetente pode governar um hospital? Não. Um banco pode ser administrado por um maluco? Não. Porque, o Brasil com mais de 550 mil mortes, pode continuar a ser governado por um maluco?

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Bolívia...todos na encruzilhada

Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Bolívia...todos na encruzilhada Democracia só com Economia e diálogo funcionando O que tem em comum os empresários destes países latinos? Os empresários, gostam de se dizer democratas, mas sempre colocam seus interesses econômicos acima da democracia. Como a Economia anda ruim para todos no mundo, salvando-se apenas a China, as democracias nos mais diversos países também anda em crise. O que também tem em comum as esquerdas destes países latinos? Por uma questão de tradição e de dominação secular, as esquerdas na América Latina são sempre oposição aos governos e aos aparelhos do Estado, como o Judiciário e Forças Armadas. Além da falta de apoio dos governos, as esquerdas também sofrem a oposição da Imprensa e das Igrejas. Onde as esquerdas têm apoio? Basicamente nas comadas populares. Porém, estas estão mais nas mãos dos religiosos conservadores do que dos progressistas. Os papas, a Igreja Católica e os pentecostais se alinharam com os governos neoliberais e manipuladores. Como democracia não enche barriga nem paga aluguel atrasado, as camadas populares ficam entre a cruz e a espada. Ou se alinham com os conservadores e passam apertos econômicos, mas sem brigar com a direita; ou, se se alinharem com as esquerdas, veem os investimentos desaparecerem ante o boicote da direita. Os países latinos que mantem uma grande população indígena têm tido mais facilidade em eleger candidatos progressistas ou de esquerda, no caso do Brasil, a grande parcela de pobres que são negros e brancos, até apoiam os progressistas mas não têm vínculos orgânicos, isto é, são voláteis, podendo votar num ano a favor e em outro ano votam nos conservadores. A situação do Peru está lembrando o Chile de Allende, antes do golpe militar. O povo tem pressa, a esquerda tem pressa, mas os empresários, o judiciário, a imprensa e as Forças Armadas têm medo do povo e da liberdade, e tendem a boicotar a democracia, a liberdade e a transparência. O Chefe das Forças Armadas do Peru já renunciou, dizendo que é para ajudar a transição. A imprensa já avisou que o Peru precisa ter um governo de coabitação com os fujimoristas e o judiciário está em silêncio obediente. Ao governo? Não, às elites derrotas por 50 mil votos. O governo é legal e legítimo? É apenas legal, mas com pouca legitimidade? Ou, é legal e tem muita legitimidade? O governo vem dialogando e convencendo? A oposição conservadora e golpista, vem aceitando dialogar ou vem boicotando? No Brasil, o candidato derrotado, Aécio Neves, boicotou o diálogo com o governo. Depois a Imprensa liderou a campanha pela deslegitimação do governo e finalmente, o judiciário e o legislativo aprovaram o golpe de Estado. Depois, o Brasil piorou em todos os sentidos. Os desafios são iguais em todos os países: Como manter a democracia e vencer a pandemia, o desemprego e o arrocho salarial, promovendo o crescimento econômico e a inclusão social? Como governar com todos, para todos e a participação de todos? Tudo isto, promovendo reformas que possibilitem o apoio das Forças Armadas, do Judiciário e do Legislativo. E muito diálogo com a sociedade.

domingo, 25 de julho de 2021

Brasil continua um caos

Brasil continua um caos É preciso ouvir o clamor do povo O povo anda insatisfeito, desconfiado e sem dinheiro. O povo tinha dado um voto de confiança ao PT, mas a imprensa e o judiciário vieram com a história de que o PT era igual aos outros partidos. Sinalizaram que viria um presidente honesto, militar e trabalhador. O povo acreditou mais uma vez e votou em Bolsonaro e nos seus candidatos aos governos estaduais, como votou também para deputados e senadores... Corrupção correndo solta, violência correndo solta, desemprego aumentando a cada dia e o povo ficando sem dinheiro, gastando o que tinha de poupança e agora não tem dinheiro nem para comprar remédio. Para piorar ainda mais a situação, temos dois anos até a mudança do presidente e dos governadores. Será que o povo aguentará até janeiro de 2023? O ideal é uma saída negociada do presidente. A Argentina já fez isso quando o país travou. A Colômbia está paralisada, com gente morrendo nas ruas. A Venezuela continua um caos e até Cuba balançou. Com ninguém está representando a maioria, devemos construir um CONSERTAÇO – um grande conserto – no sentido de consertar a situação, e ouvir os representantes das entidades representativas da sociedade. Faz-se um acordo de antecipação das eleições de outubro de 2022 para novembro de 2021. Os burocratas vão dizer que não dá tempo. Dá tempo sim. É só ter boa vontade e querer fazer. Vamos começar a conversar com as pessoas? Ouvir os movimentos sociais. Ouvir personalidades jurídicas. Ouvir os especialistas e professores internacionais. Ouvir as donas de casa e os desempregados... Quem não ouve conselho, escuta coitado. Borba Gato, em São Paulo, por mais que seja uma brincadeira de mau gosto, pode ser um alerta. Se a moda pega, isto vai acabar em pancadaria e ninguém sabe como acaba. O momento está mais para incendiários do que para pacificadores. Quem está doente, desempregado e sem renda não pode esperar. O povo tem pressa e está sem paciência.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Annez Andraus e o Dieese uma boa lembrança

Annez Andraus e o Dieese, uma boa lembrança No período de campanhas nas ruas contra a ditadura militar e contra a política econômica conservadora do FMI, onde íamos encontrávamos Barelli e Annez, representando o Dieese e, o que era mais importante, ajudando os dirigentes sindicais a entenderem a economia. Tanto Barelli como Annez faziam parte da geração dos anos 60 e 70, portanto viveram e sentiram na pele o golpe de Estado de 1964, depois o AI-5, com a ditadura prendendo e matando e, finalmente, tiveram a alegria de ver o povo voltar às ruas, a anistia ser conquistada, os amigos voltarem do exilio e o Dieese voltar a ficar cheio de gente. Reconquistamos a democracia, derrubamos a inflação, reconquistamos os sindicatos, legalizamos os partidos políticos e criamos as centrais sindicais. Até conquistamos vários governos estaduais, prefeituras e conquistamos a presidência da República com o maior lider operário que o Brasil já teve. O tempo passou, tivemos nossas alegrias, mas o tempo também levou Barelli e nossa Annez está aposentada, mas não está tão feliz como tinha imaginado que estaria. Até o Dieese está minguando, com pouco dinheiro e com poucos profissionais daquela época. Hoje eu vi a foto de Annez Andraus e me lembrei de tudo isso. Talvez Annez já não tenha tanta energia para ir às manifestações pelo Fora Bolsonaro, mas, com certeza, Annez ainda vai ter a alegria de ver Lula voltar à presidência e o povo voltar a sorrir. Afinal, um dos desafios dos intelectuais é mostrar ao povo que nada cai do céu, que tuo precisa ser conquistado, principalmente a Democracia e os Direitos da Classe Trabalhadora. Amanhã, vai ser outro dia..

George Soros também é contra Bolsonaro

O Brasil e o mundo contra Bolsonaro Leiam a resenha sobre o novo livro do megainvestidor... George Soros expõe seus temores Megainvestidor vê mundo na direção oposta de seus ideias Por Diego Viana — Para o Valor, de São Paulo 23/07/2021 Para quem conhece o pensamento do megainvestidor e filantropo húngaro George Soros por meio do clássico “A alquimia da finança” (1988), talvez o maior interesse da leitura de “Em defesa da sociedade aberta” esteja em encontrar um perfil mais amplo e menos sólido de seu autor. Neste apanhado de textos em que expõe sua maneira de pensar, sobretudo o que denomina sua “estrutura conceitual”, Soros não esconde a apreensão de quem vê o mundo se encaminhando na direção oposta de seus ideais, com a ascensão de lideranças políticas com viés antidemocrático, a mudança climática, a falta de cooperação internacional, o excesso de poder das plataformas digitais. Nos capítulos de teor mais teórico, adota um tom ligeiramente lamentoso por ser mais conhecido como “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra” do que como pensador. Tudo somado, os escritos de alguém cuja atuação alcança escala global revelam algo de essencialmente humano. Ao ler os comentários do megainvestidor, convém ter em mente que, na última década, seu nome foi repetidamente martelado por extremistas políticos, alguns bastante poderosos. Ultranacionalistas, neonazistas e teóricos da conspiração fizeram de Soros um emblema do que denominam “globalismo” e denunciavam como um ataque a valores nacionais e tradicionais. Viktor Orbán, presidente da Hungria e candidato a autocrata, tomou todas as atitudes que pôde para limitar a influência de Soros em seu país natal. O alvo favorito de Orbán foi a Universidade Centro-Europeia (CEU), fundada por Soros. Seu principal campus estava localizado em Budapeste até 2018, mas o governo húngaro introduziu mudanças na lei da educação superior que, na prática, expulsaram a universidade do país. A maior parte dos cursos foi realocada para Viena, capital da Áustria. Atacado com veemência, Soros se tornou um símbolo. A bem dizer, a figura do megainvestidor húngaro já carregava um forte simbolismo antes mesmo de sua apropriação pela extrema direita conspiracionista. Ao longo da década de 1990, Soros era evocado sempre que uma crise financeira assomava no horizonte, depois de lucrar US$ 1 bilhão em 1992 graças a uma crise cambial no Reino Unido. A crise de 2008 reforçou a imagem de mago das finanças do investidor húngaro. Este é, em todo caso, um livro que contém as ideias de um símbolo, traduzidas para o público amplo. É no confronto entre o lado simbólico do magnata nonagenário e suas confessadas frustrações (o termo é do próprio autor) que transparece a humanidade do personagem. As passagens que relatam detalhadamente a criação das fundações Sociedade Aberta e da CEU têm um indisfarçado tom autocelebratório que, à luz dos retrocessos da última década, acaba mitigado. Com sua filosofia luminosa e discretamente ingênua, a voz de Soros parece ser a portadora de um otimismo histórico que logo reconhecemos como pertencente aos últimos 20 anos do século XX, quando a economia de mercado rapidamente se expandia para áreas que até então lhe resistiam energicamente e dezenas de países se converteram à democracia liberal. Como diz o próprio Soros, o projeto inicial de sua atividade filantrópica era manter a “sociedade aberta” a salvo de inimigos que a ameaçavam, ou queriam ameaçar. No mundo de Donald Trump, Orbán e seus êmulos, o objetivo passou a ser o resgate da própria ideia de uma sociedade aberta. Como o próprio autor relata, este conceito é herdado diretamente do epistemólogo austríaco Karl Popper, que publicou seu livro “A sociedade aberta e seus inimigos” em 1945, quando o triunfo sobre o nazismo e a ameaça stalinista justificavam distinções bem talhadas e evidentes. Assim, uma “sociedade aberta” é aquela que comporta a diversidade dos pontos de vista e os confrontos de ideias. Seus inimigos são aqueles que pretendem organizar a vida em comum a partir de uma única ideia. Por melhor que ela seja, só pode ser amplamente adotada sob coerção, o que conduz a sociedades repressivas. Ao descrever sua concepção da sociedade aberta, Soros aponta uma pequena particularidade em relação à de Popper, que foi seu supervisor no início da década de 1950, na London School of Economics. Onde este último se refere à imposição coercitiva de uma verdade última, ampliando e atualizando a ideia original de Henri Bergson, o filantropo acrescenta a figura de um indivíduo que realiza essa coerção, um líder político que encarna o fechamento da sociedade. Soros não entra em detalhes sobre o motivo dessa adição, que, se aplicada literalmente, excluiria da definição muitos regimes da Cortina de Ferro, que ele combateu. No entanto, a pequena diferença ajuda a entender a recorrente menção ao nome de Vladimir Putin, presidente da Rússia. Os capítulos biográficos, que narram a história das fundações Sociedade Aberta e da CEU, pontuam em diversas passagens os momentos em que os planos do líder russo se chocaram com os projetos do filantropo, a tal ponto que parece emergir uma rivalidade entre dois indivíduos. Ou seja, não se trataria simplesmente de Putin querendo expandir seu poder, mas haveria também um elemento de retaliação contra o próprio Soros, individualmente. O conflito ucraniano e a anexação russa da Crimeia, em 2014, são denunciados por Soros como alguns dos maiores perigos enfrentados pela União Europeia. Ele exorta o continente a tomar medidas mais duras contra a potência a Leste e confessa estranhamento pelas respostas prudentes das autoridades supranacionais, chegando a compará-las à fracassada estratégia de conciliação com Hitler do primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain em 1938. Talvez este seja o ponto em que as limitações da filosofia de Soros apareçam com maior clareza: na rivalidade entre o filantropo e o presidente russo, só um dos lados pode dispor de bombas atômicas, tanques e caças, sem falar na chantagem com o fornecimento de gás. Este é um dado com o qual os líderes europeus têm de contar, diferentemente do megainvestidor. Comentando os perigos da economia de plataformas, com uma crença possivelmente excessiva na oposição clara e distinta entre regimes políticos de liberdade e de opressão, Soros antevê o perigo de uma aliança entre governos antidemocráticos e as corporações digitais que controlam a atenção de bilhões de usuários mundo afora, minando sua liberdade de pensamento e sua capacitação para a cidadania. Essa conjunção de interesses geraria, alerta o filantropo, um poder de vigilância totalitário para além dos sonhos de George Orwell. Soros chama atenção em particular para uma iniciativa com potencial catastrófico: o projeto chinês do “sistema de crédito social”, que consolida formas “peer-to-peer” de controle social com base nos sistemas de “curtidas” e avaliações das redes sociais. No entanto, apesar do escopo chamativo do projeto chinês, as tecnologias que deixam Soros ressabiado já têm feito seus estragos em outros cantos do mundo há alguns anos. A fusão da capacidade de vigilância privada com a estatal já ocorreu nos Estados Unidos e no Reino Unido, conforme revelado por Edward Snowden em 2013, muito antes de Soros apontar China e Rússia como os países onde essa fusão aconteceria em primeiro lugar, na palestra diante dos participantes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em fevereiro de 2018. Em paralelo, Soros deixa de lado o fato de que tecnologias de reconhecimento facial já vêm sendo usadas por forças policiais de dezenas de países no mundo, incluindo a China, o Japão, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e várias democracias europeias. Na pandemia, essas ferramentas adquiriram uma legitimidade inesperada, com o controle sobre pessoas que furavam a quarentena. Recentemente, o Brasil também tentou a compra de um programa israelense de espionagem digital. Os problemas ligados a essas tecnologias se acumulam, para além das já assustadoras vigilância constante e quebra de privacidade: os algoritmos tendem a reproduzir padrões racistas clássicos no mundo analógico, incluindo a dificuldade de distinguir entre dois rostos negros apenas ligeiramente semelhantes. O fato de que tudo isso esteja acontecendo em sociedades que consideramos abertas poderia constituir um sintoma dos perigos que Soros busca denunciar. Os seis capítulos de “Em defesa da sociedade aberta” compõem uma pequena colcha de retalhos das ideias do megainvestidor. O primeiro contém a transcrição de duas palestras em Davos, em 2018 e 2019. O segundo, que trata do histórico das fundações Sociedade Aberta, foi escrito especificamente para este volume, assim como o terceiro, que conta a trajetória da CEU. Os dois capítulos seguintes trazem pouca luz nova a quem está interessado em conhecer as entranhas do pensamento de Soros. O quarto é um trecho do livro “O novo paradigma dos mercados financeiros”, publicado em 2009, em que o investidor critica a resposta do governo americano à crise financeira de 2008. O quinto tem por base ensaios, palestras e outras intervenções ao longo do amplo período que vai de 2014 a 2019, para tratar das múltiplas crises europeias. É sobretudo no último capítulo que Soros apresenta sua estrutura conceitual, explicando os conceitos de falseabilidade e reflexividade que empregou na vitoriosa carreira nos mercados financeiros. Em defesa da sociedade aberta George Soros Trad.: Cássio de Arantes Leite Intrínseca, 192 págs. R$ 49,90

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Brasil - Desmonte do Estado, do Serviço Público e da Vida

Brasil – Desmonte do Estado, do Serviço Público e da Vida “Eu era feliz e não sabia”. Esta frase era usada pelo pessoal que apoiava Delfim Neto para Deputado Federal. Tinha um duplo sentido muito forte e perigoso. 1 – O primeiro significado é que Delfim foi o ministro da Fazenda, a frase significaria que com Delfim o povo era feliz e agora a economia estava ruim porque não era Delfim que dirigia a economia; 2 – O segundo significado é que, como a economia na época de Delfim estava melhor que a atual, e que o motivo da economia ser gerida por Delfim era porque era uma gestão dos militares. Isto é, a ditadura militar era melhor que a democracia... Não é por acaso que vemos pessoas, em pleno 2021, irem para a rua pedirem a ditadura militar de volta. Se na ditadura militar a economia teve o Milagre Brasileiro, positivamente, com a redemocratização, o Brasil passou a ter inflação galopante, mais corrupção e mais violência. Logo: a democracia não serve para o Brasil. Ainda bem que tivemos os governos de FHC que baixaram a inflação rue os governos Lula e Dilma, que mantiveram a inflação baixa, melhoraram os salários, principalmente o salario mínimo, e tivemos até pleno emprego. Com o golpe de Estado de 2016, os governos Temer e Bolsonaro, se aliaram com os banqueiros, com as multinacionais, com as milícias e com a imprensa, para acabar com o pouco que resta da economia pertencente ao Estado, como o BB e a Caixa, a Petrobras e algumas outras estatais, para privatizar tudo e deixar o Brasil mais pobre e nas mãos das multinacionais e do governo americano. Desemprego, recessão, corrupção e violência, mais a pandemia, levaram o Brasil a sua maior crise da história. Isto provoca a precarização da vida e o desmonte das políticas públicas. Com o Brasil nesta miséria toda, como se explica surgirem tantos candidatos a Presidente da República e a governadores? Os funcionários públicos são as primeiras vítimas do desmonte dos Estados. Já o povo, quando mais precisam de assistência médica, são mal atendidos nos serviços públicos e não tem dinheiro para pagar tratamento privado. O povo tende a votar contra os políticos tradicionais e conservadores. O povo tende a votar em candidatos novos e que governem com transparência. Os governantes eleitos no ano que vem, sejam eles de direita ou de esquerda, comerão o pão que o diabo amassou para poder garantir uma qualidade de vida digna para seus eleitores. Bolsonaro subestimou a pandemia e com isso morreram mais de 530 mil brasileiros, e continuam morrendo. Dória subestimou a importância das políticas públicas, arrochou salários e cortou funcionários e, como resultado desta política hostil com os funcionários públicos, Dória não se elegerá nem como presidente, nem como governador. Com tanta incompetência na gestão pública, a qualidade de vida do povo só piora, levando o povo a não querer votar ou a votar em pessoas sem responsabilidade nenhuma. O povo brasileiro merece respeito. Fora Bolsonaro.

terça-feira, 20 de julho de 2021

E o Haiti, continua aqui?

E o Haiti, continua aqui? Pobreza, abandono e violêcia. O Haiti é aqui. Mas, o mundo precisa ajudar mais o Haiti. Para que serve a ONU? Deve ser, principalmente, para ajudar os países mais pobres. O Haiti não pode esperar. Olha as Forças Ocultas agindo no Haiti... Joseph, o primeiro-ministro, teve apoio da ONU e dos ESTADOS UNIDOS, para assumir a presidência, mas houve resistência nacional e internacional para que Joseph não continue no cargo. Ele inclusive está sob suspeisão. Que a Paz possa um dia ajudar a iluminar os governantes e todos aqueles que possam contribuir para ter uma economia produtiva e ativa internacionalmente, possibilitando dar sustentabilidade ao país e às pessoas. God save Haiti.

Peru - Direita reconhece derrota

Peru: Direita reconhece derrota O presidente eleito no Peru, Pedro Castillo, jogou respeitando as regras do jogo definidas pela Comissão Eleitoral. Contou tambem com vários observadores internacionais, os quais tiveram papel importante no reconhecimento da vitória de Castillo. Populista de esquerda economicamente e conservador nos costumes e valores religiosos, o candidato de origem pobre teve sua eleição reconhecida pelos conservadores. Castillo, tanto no final da campanha, como nas apurações, fez a campanha CASTILLO PAZ E AMOR. Ao estilo de Lula, no Brasil. Castillo disse que governará para todos e com todos, sendo um governo do Povo Peruano - brancos, índios, negros e japoneses.... Keiko Fumijori representou todos os setores da direita, dos neoliberais e dos vinculados aos Estados Unidos, todos eles reconeceram o resultado eleitoral. Castillo será o primeiro presidente na história do Peru, sem vínculos com as elites políticas, econômicas e culturais.... Que a democracia ilumine o governo e o povo peruano, possibilitando uma nova experiência de Unidade Nacional e Popular, garantindo que as riquezas naturais do Peru sejam exploradas para todo o povo do Peru. Que a saúde esteja em primeiro lugar, buscando apoio internacional para conseguir vacinas para todos e que as crianças possam voltar para a escola. Felicidade e respeito não se ganha, se conquista. Viva o governo popular e democrático de Castillo.

domingo, 18 de julho de 2021

Brasil - Terceira via eleitoral ou múltipla escolha?

Brasil: Terceira via eleitoral ou múltipla escolha? O que tem em comum o pessoal que defende a terceira via? R – São pessoas que gostariam de ter UMA ÚNICA TERCEIRA VIA, como forma de facilitar a campanha contra às opções à direita e à esquerda. Elas são de centro-direita, direita e, minoritariamente, direita braba que aceita respeitar a democracia se o governo for de centro-direita ou de direita. Mas, entre elas, tem muita gente boa. O problema é que no Brasil não temos o hábito de identificar ideologicamente as pessoas, mas gostamos de dizer o que achamos que as pessoas são e não dizemos o que somos. Para facilitar a identificação, recomendo que o TSE defina que nestas eleições, além da obrigatoriedade dos programas eleitorais serem registrados no TSE, estes sejam também identificadas suas ideologias. É educativo como simples. Todos sabem nosso time de futebol, nossa religião, nossa cor, e poderão também nossa simpatia ideológica. O mundo não é bipolar, o mundo é multipolar. Viva a diversidade, a pluralidade e a equidade. Sem medo de ser feliz, com todos, para todos e de todos.

sábado, 17 de julho de 2021

Cuba: uma mensagem de amor e solidariedade

Cuba: Uma mensagem de amor e solidariedade Precisamos construer um novo mundo O virus está matando muita gente. O desemprego, a economia parade, Tudo isto aumenta o sofrimento humano É PRECISO AMAR E AJUDAR A TODOS QUE SOFREM Vejam este apelo dramatico por ajuda: Julho em Havana… Pessoal, trata-se de um relato longo, em espanhol, mas vale a pena ler: Ricardo Pereira: Del compañero Javier Carles : DESDE LA HABANA... Los cubanos hablan mucho. Y además dan muchas vueltas para decir las cosas. La televisión cubana refleja muy bien la cubanidad. Allí hablan y hablan de la mañana a la noche. Por esa razón, yo no la miro. Pero lo cierto, es que todos los anuncios políticos y económicos importantes son dados a través de la televisión. Entonces, cuando algo importante pasa, al día siguiente leo Granma, Cuba debate o Juventud Rebelde, para enterarme de los anuncios oficiales. El lenguaje escrito es siempre más estructurado, conciso y escueto que la oralidad. El pasado 1 de enero el gobierno cubano anunció un paquete muy importante de medidas económicas. El sábado 2 esas medidas se fueron aclarando y precisando. El domingo 3, leyendo la prensa y tomando el café de la mañana con mi compañera, le dije: "Amor, el gobierno enloqueció". Ella levantó la vista con sorpresa, abrió muy grande sus ojos y me preguntó por qué decía eso. "Porque no se pueden subir los precios de la comida, la electricidad, el transporte y todo lo demás 5 veces, aunque aumentes los salarios 5 veces, si tienes un país donde sólo 3 millones de personas cobran un salario, 500.000 son cuentapropistas y pueden trasladar a sus precios el aumento del costo de vida, pero hay 3,5 millones son trabajadores informales o desempleados que no podrán hacer nada frente al aumento de precios, y pensar que el país no va a volar por los aires en 6 meses". Más tarde le escribí preocupado a los compañeros del Partido más cercanos que tengo y en un lenguaje más politico les dije: "¿Tienen claro que de aquí a 6 meses habrá un estallido social fruto de estas medidas, porque además de padecer una escasez de alimentos y medicinas como no se veía desde el Periodo Especial de los 90s - por causas de larga data, la pandemia y la desaparición del turismo, el recrudecimiento del bloqueo, la enorme dependencia alimentaria y de materias primas- habrán 3,5 millones de cubanos que viven en la informalidad y el desempleo, que no tendrán para comer, porque habrán gastado todas sus reservas, habrán vendido todo lo que tenían para vender, habrán pedido prestado lo que podían y nada ya podrán hacer?" Los más desafiantes entre estos compañeros, me dijeron que yo no entendía a Cuba, que eso nunca pasaría aquí, que el gobierno implementaría ayudas para quienes estén en situación más desfavorecida, que la gente seguía confiando en la Revolución y que la Contrarrevolución no lograría ganar apoyo. De la forma lisa y llana que mi pensamiento ha adquirido con los años y la experiencia, les respondí que este no era un asunto de Revolución y Contrarrevolución. Que cuando la gente se va a la calle en el capitalismo, casi nunca lo hace por razones revolucionarias. Lo hace porque la está pasando muy mal. Y que en el socialismo o lo que sea que haya en Cuba, o había en la Unión Soviética y en Europa Oriental, es igual. Y ahora, una parte de los cubanos la pasaría muy mal. Los más precavidos entre mis compañeros del Partido, tuvieron otra respuesta: "Ojalá eso no pase". Hoy miro el calendario y me asusto. Lo hago porque acerté. 6 meses y 11 días después, la gente se fue a la calle. Durante este período yo vi cómo el estado de ánimo a mi alrededor cambiaba. La primer semana de enero mis vecinos seguían con gran expectación los anuncios del gobierno. Las familias se reunían frente al televisor a mirar el Informativo Estelar o los programas especiales donde ministros y especialistas explicaban las medidas económicas a la población. De balcón a balcón, en los portales, en las colas, la gente se contaba qué habían escuchado, debatían, pensaban. El 8 de enero dejé la isla con mucha tristeza. Dayana estaba ingresada en el Pediátrico de Marianao con una infección urinaria que arrastraba hacía ya tres meses. Al despedirme de ella lloré p… este parágrafo diz tudo: Deseo con todo mi corazón que la Revolución no se venga abajo. Si esto ocurre, Cuba se convertirá en Haití en cuestión de semanas o meses. No en Miami, como promete la gusanera. Y para mi tristeza personal, mi barrio de Santa Fé se convertirá en un lugar insufríblemente pobre y violento. Como todas las periferias de las ciudades Latinoamericanas hoy en día...

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Brasil vive dilema entre pobreza e riqueza

Brasil vive dilema entre pobreza e riqueza Para as eleições presidenciais a disputa já está radicalizada: 1 - a grande maioria quer a volta de Lula, que defende os trabalhadores; 2 - e a minoria da população, ainda insiste em querer votar em Bolsonaro, que defende os patrões e é maluco, maluco. Acontece que, com a pandemia, o desemprego e o arrocho salarial, os pobres ficaram mais pobres, e os 1% dos que tem renda, ficaram ainda mais ricos. Para este pessoal, pouca importa a quantidade de mortos e feridos... mais a Um estudo recente do banco Credit Suisse, aponta que o 1% da pirâmide brasileira já concentra metade da renda. E tende a piorar. Há no Brasil atual mais de 20 milhões de adultos desempregados, procurando ou não por empregos cada vez mais difíceis. Mas a Universidade de Oxford, no Reino Unido, não produz só vacinas contra o covit-19, lá tem um Departamento de Desenvolvimento Internacional pesquisando alternativas econômicas para ajudar a diminuir o sofrimento da população da Terra. O chefe deste Departamento é o espanhol, Diego Sanchez-Ancochea, escreveu um livro sobre o tema: “The Costs of Inequality in Latin America”: Lessons and Warnings for the Resto f the World. Todos os países podem buscar mais espaço para desenvolver políticas redistributivas mais ambiciosas. É um momento de pensar em como aumentar a arrecadação tributária a longo prazo, como dar continuidade às políticas de transferências que foram adotadas e também buscar caminhos para impulsionar o mercado de trabalho. Precisamos desenvolver UM NOVO MODELO ECONÔMICO focado na proteção da classe média e na redução da pobreza. É preciso apoiar o setor de informais e tentar aumentar o emprego de carteira assinada. Curiosamente isto é exatamente o contrário do que o governo Bolsonaro vem fazendo. No que cabe a cada país, tudo depende da capacidade das sociedades de gerar novos consensos sociais e e novas alianças pró-redistributivas. Formado em Oxford e dirigente no banco Credit Suisse. Logo, um outro Brasil é possível. ( Baseado na reportagem da Folha de hoje).

Brasil: Democracia, honestidade, transparência e objetivos

Brasil: Democracia, honestidade, transparência e objetivos Um país de gente séria ou um país de oportunistas e mercenários? O povo não gosta dos políticos nem da política. Mas, quase todo mundo vota, participa de eleições, aceita e até estimula o “vale tudo” para seu candidato vencer e depois bota a culpa nos políticos, como se se acabasse com a política, e tivéssemos uma ditadura administrativa – gerida por executivos ou militares – o Brasil estivesse em melhores condições. Em primeiro lugar: Tudo que não é cuidado, protegido, se degenera e se corrompe. É da natureza humana... Portanto, botar executivos ou militares para administrar o país, além de não garantir nada, pode sair pior do que chegou. Exemplos, Cavalo, economista na Argentina, e a montadora Nissan, ou os fundos americanos que provocaram a crise de 2008. Então, podemos dizer que não temos saída? Que o Brasil já se transformou num grande Rio de Janeiro? O fato de o Brasil ter se tornado num grande Rio de Janeiro é um fato e todos contribuíram para isso. Desde a transferência da capital do Brasil para Brasília, deixando a economia do Estado do Rio em permanente déficit e quanto maior ficava o déficit mais fácil ficava de aumentar a corrupção e o narcotráfico... Para derrubar o governo Dilma e impedir que o candidato do PT fosse eleito presidente, representantes de todos os setores econômicos e sociais aliaram-se a uma grande quadrilha articulada com Bolsonaro... Venderam ilusões, facilidades e que não haveria custo... Para uma parcela da população, eles não tinham consciência da armação e de seus custos; mas, para os dirigentes institucionais, todos tinham consciência: empresários, políticos, judiciário, imprensa, militares, sindicalistas, religiosos, artistas, esportistas e tudo mais. Por isto, viraram criminosos? Não, mas também não eram e não viraram “virgens enganadas”. Foi a busca do “mais fácil e menos custoso”. Tornou tudo mais difícil e mais custoso. Vejam que artigo interessante Vinicius Torres Freire escreve na Folha de hoje: “Piratas arrobam porteira no Congresso” Podemos acrescentar: No Congresso, nos ministérios, na presidência, etc. “A “nova política” está por toda parte. Chegou ao poder federal com Bolsonaro, e ao governo de vários estados, como Rio de Janeiro... Os “homens novos” assumiram de vez o comando da Câmara, com Arthur Lira, CÚMPLICE MAIOR DO PRESIDENTE BOLSONARO. A multiplicação dos partidos negocistas (todos de direita), que contaram com o apoio do STF e com a DEGRADAÇÃO decisiva da presidência da República. Um dos resultados foi o aumento do FUNDO ELEITORAL de R$ 1,8 bilhão para R$ 5,7 BILHÕES em 2022. Os próprios parlamentares, legislando em causa própria, já preparam uma REFORMA ELEITORAL E POLÍTICA, que pode perverter ainda mais o sistema partidário, mesmo que isso signifique a ruína final do Brasil. Da mesma forma que os políticos negociam entre si, também negociam com banqueiros e estrangeiros, para privatizar tudo que ainda resta, vendendo à preço de bananas como fizeram com os bancos estaduais, com a Vale e tantas outras. A joia da coroa continua sendo a Petrobras e sua destruição tem a ver com o pré sal e com sua atuação internacional, concorrendo com as sete irmãs petroleiras. Então, fazendo uma retrospectiva: 1 – os políticos participam de um verdadeiro acharque nacional e internacional, destruindo o Brasil: 2 – o judiciário, com belas redações e belos discursos, locupletam-se com os políticos e com a imprensa; 3 – a imprensa, para defender suas posições políticas e econômicas, camufla suas verdadeiras intenções que são de defender o neoliberalismo e a subordinação aos interesses internacionais; 4 – os empresários, quando defendiam o “capitalismo brasileiro”, ainda falavam pelo Brasil, agora, falam como prepostos das multinacionais e de governos como os Estados Unidos com sua política de “faça o que digo, mas não faça o qu eu faço”. 5 – os militares, que foram formados aprendendo a defender o Brasil contra o comunismo, mesmo que tivesse que abrir mão da nossa soberania nacional, agora, com o fim do comunismo, silenciaram também com o fim da soberania. Estão se desgastando com buscas de empregos comprometedores... 6 – os movimentos sociais, reclamam da situação, mas não conseguem apresentar uma governabilidade que estimule o crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda. O único que tem conseguido fazer isso é Lula. Mas é preciso que esta capacidade de Lula se transforme num grande pacto social pela transparência, honestidade e projetos para estimular a competitividade do Brasil e suas regiões mais carentes como o Norte e o Nordeste. 7 – a imprensa, como o conjunto de comunicação e formação, precisam ter um projeto de capacitação para a Cidadania e a Competitividade Internacional, como a China fez e continua fazendo. 8 – Não precisamos ser chamados de “Novo Brasil”, basta que cada um assuma sua parte e seu compromisso com a combinação entre o individual e o coletivo, ajudando o Brasil a ter um Projeto de Nação para todos, de todos e com todos. 9 - Aparentemente é difícil, mas é como criar filhos, se não tiver amor, sentimento, instinto e vontade de ceder um pouco para ganhar no coletivo. Vários países já viveram esta experiência e deu certo. 10 – Em vez de ficar na discussão de ser uma via, duas vias, ou três vias, vamos mostrar que devemos construir este país com todas as vias e todas as visões, com honestidade, transparência e participação. Sem medo de ser feliz. De verdade.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Terceira Via e golpe de Estado ferem a Democracia

Terceira Via e Golpe de Estado ferem a Democracia De onde vem a imposição da Terceira Via, como alternativa a Lula e Bolsonaro? - A mesma visão autoritária de imposição de um candidato, contrário ao nome apoiado pela maioria dos eleitores, isto é, o povo. Numa Democracia plural, isto é, democracia de verdade e não democracia de fachada, há vários partidos e vários candidatos aos cargos executivos. Prefeitos, governadores e presidente. Além da existência de vários candidatos, pode acontecer eleição em turno único ou em dois turnos. Eleição com um turno, é eleição com maioria simples: Quem for o mais votado, leva. Mesmo que tenha tido somente 20% dos votos. A regra eleitoral pode estipular um quorum minimo. A eleição em dos turnos é uma forma de se garantir que o eleito tenha maioria absoluta dos votantes. Os candidatos devem negociar e lançarem chapas com vários partidos ou podem lançar com apenas um partido. Os eleitores vão decidir em quem vão votar. Tudo isto é democracia. Porém, quando um banqueiro, um general ou um dono de jornal ou TV afirma que tem que indicar um terceiro nome, este TEM QUE TER, evidenciar UM PODER DE VETO que VIOLENTA a soberania do povo. Da mesma forma, quando um conjunto de militares fecha o Congresso Nacional, suspende as eleições livres e fazem uma eleição proibindo certos candidatos, torna-se uma ditadura militar. A imprensa - que aglutina a elite conservadora nacional - tem insistido na terceira via. Mas faz isto de forma desrespeitosa com a Democracia. O que é lamentável. FHC, Montoro, Mario Covas e outros quadros políticos brasileiros fizeram mandatos eleitos sem golpismo e sem imposições de nomes. Democracia se aprende praticando. Os conservadores já erraram feio quando bancaram a candidatura de Bolsonaro contra Haddad. Foi a disputa entre um louco violento e irresponsável contra um professor de direito, um gentleman que o único defeito era candidatar-se pelo PT. O erro saiu caro demais. Todos pagaram pelo terrível erro. Errar é humano, repetir o erro, é burrice. Já diz o ditado popular. Que saiam quantos candidatos quiserem. Mas, vamos deixar o povo decidir soberanamente. Chega de preconceito. Chega de democracia de fachada. A voz do povo é a voz de Deus.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Economia, pandemia, democracia e legitimidade

Economia, pandemia, democracia e liberdade Eleições, democracia, legalidade e legitimidade Leão de barriga cheia - não ataca Leão de barriga vazia - ataca A economia interfere no tipo de democracia e de liberdade de cada país. A pandemia, com o covit-19, interfere mais que a economia. A combinação CRISE ECONÔMICA e COVIT-19, interfere muito mais, facilitando que os conservadores restrinjam a democracia e a liberdade. A ameaça à democracia atual se dá em função das derrotas eleitorais da direita. Os conservadores brasileiros, presentes em mais de 30 partidos políticos, ao não conseguirem ganhar pelo voto, apelaram para o golpe. E vão tentar aprovar leis que dificultem o crescimento da esquerda. O Brasil passa por um período de sofrimento muito grande. Além da economia estar parada, somos um verdadeiro desastre no combate ao covit-19, temos um governo que é a soma de tudo que há de ruim na sociedade. Precisamos priorizar a defesa das prioridades nacionais acima. Precisamos respeitar a vontade do povo brasileiro. A melhor pessoa para unificar todas os setores do Brasil e acabar com a paralisia é Lula na presidência. Testado nas urnas e na administração do Brasil. Quanto mais rápido tirar Bolsonaro e eleger o Lula presidente, mais rápido voltaremos a ter saúde, emprego, trabalho e reconhecimento internacional. Quem tem fome, quer comer. Quem tem medo do vírus, quer vacina. Quem está desempregado, quer trabalhar. Quem está em casa, quer ir para a escola. Queremos o Brasil para todos, com todos e de todos. Fora Bolsonaro!

terça-feira, 13 de julho de 2021

Brasil esperando as eleições

Um país doente Para não ter que começar o dia mal humorado, todos os dias começo a ler o jornal de trás para frente. Ilustrada, cultura, caderno 2, esportes, principalmente se for sobre jogos fora do Brasil. Agora tem Olimpíadas em Tokio. Saúde, economia e por último política estrangeira e politica nacional. Ai já não tem mais tempo, nem vontade, e deixa o jornal para embrulhar lixo. O que fizeram com o Brasil? Cadê nossa literatura? Nossa música? Nosso Teatro? Cadê nossa alegria? Hoje foi dia de comprar os remédios do mês. Você não sabe se fica com raiva da doença ou dos remédios.... ou da indústria farmacêutica. Tudo importado, e o dólar tão caro... O mau-humor contamina a pandemia, que contamina o virus, que contamina o noticiário. Já pensaram uma guerra de 100 anos? Ou mesmo de 40 anos? Ou uma guerra como a do Vitnan? E os filhos dos amigos e parentes, já não conseguem ver no casamento o paraíso como sempre sonnaram? E os empregos, os investimentos, os negócios??? Toda esta angústica passa a ter um único nome: Bolsonaro, o monstro. O genocida. O genocida ameaça ficar, com os votos ou com os militares. O povo não quer nem ouvir falar. Foi a maior furada que o Brasil já passou. Mas, sem ódio e sem rancor, vamos resolver pelo voto do povo. Ainda é a melhor solução.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Precisamos falar da fome de comida e da fome de amor

Fome no Brasil da fartura O Brasil é o maior produtor de carne do mundo, no entanto, temos milhões de pessoas passando fome. Muita fome… “O acesso à alimentação é um direito humano básico, fundamental. Está previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e é assegurado pela Constituição. Sem uma nutrição adequada, uma criança não terá condições de se desenvolver e não aprenderá o mínimo necessário para ser tornar um adulto saudável, produtivo e capaz de ter uma vida feliz. Não adianta falarmos em melhorar a educação ou a produtividade sem resolvermos o problema da desigualdade, da pobreza e da fome em nosso país. Precisamos pensar em soluções sistêmicas e simultâneas, pois uma coisa é consequência da outra. “ As Diniz, Setúbal e tantas outras mulheres, ricas, ativas e solidárias, estão fazendo um belo trabalho solidário. Temos também milhões de outras mulheres que ajudam os carentes, cada uma com suas possibilidades. Da mesma forma, temos os milhões de jovens atuando e querendo construir o Brasil de todos, com todos e para todos … Quando eu era secretário-geral da CUT, nós trouxemos Betinho para falar sobre a “Campanha contra a fome”, liderada por ele. Os sindicatos de todo Brasil participaram. Os funcionários dos bancos, públicos e privados, participaram. Os banespianos criaram o Comitê Betinho contra a fome, que teve e continua tendo grande atuação. Com Milu Vilela, organizamos um belo trabalho de Voluntariado no Brasil. Somos milhões de voluntários, mas ainda estamos dispersos. Juntos, seremos muito mais solidários e eficases. Precisamos falar de Políticas Públicas, de prioridades nacionais, aprender a trabalhar juntos, respeitando as diferenças e as histórias de vida das pessoas e instituições. Vejam o belo artigo de Ana Maria Diniz, publicado no jornal Valor. Eu assino em baixo, dando meu apoio a esta inciativa. Precisamos falar sobre a fome de comida, a fome da educação e a fome por um Brasil justo, solidário, transparente e soberano. Afinal, democracia só se aprende praticando. Precisamos falar sobre a fome Por Ana Maria Diniz, criadora do Instituto Península, que atua na formação de professores, e uma das fundadoras do Todos Pela Educação. Trabalhou por 17 anos no Grupo Pão de Açúcar. Jornal Valor – 09/07/2021 “Precisamos falar sobre a fome A insegurança alimentar no país hoje só não é pior porque emergiu da sociedade civil uma poderosa onda de solidariedade Muitos sabem que a educação é a causa da minha vida, pois acredito que só uma educação de qualidade e para todos vai mudar esse país para valer. Sabem também o quanto tenho me empenhado, nos últimos vinte anos, para melhorar o ensino no Brasil. Certamente, falarei muito sobre educação nesta coluna que começo a escrever aqui no Valor, quinzenalmente, a partir de hoje, e pela qual sou muito feliz. Neste primeiro texto, porém, resolvi abordar um outro tema, urgente, no qual tenho trabalhado muito junto com a minha família nesta pandemia: a fome. A fome é um daqueles assuntos desconfortáveis, que beiram o tabu e para o qual muitas vezes fechamos os olhos a fim de não ver e não experimentar a enorme tristeza de quem não tem o que comer. Mas não podemos fugir: precisamos falar sobre isso. Não há nada mais degradante ou que promova dor física e moral tão intensa do que passar fome – não por um dia ou dois, mas por vários e, muitas vezes, sem enxergar um fim. Só quem viveu a realidade de acordar e dormir de barriga vazia ou de não ter como alimentar o seu filho sabe o que é esse sofrimento. Nos últimos 15 meses, eu tive a chance de estar cara a cara com mulheres e homens do Brasil que têm a fome na sua rotina, seja nas favelas de São Paulo ou no sertão nordestino. São pessoas como a Marinalva, da Favela do Rodoanel, ou a Rita, do Mangue do Perequê, no Guarujá, que vivem sem a mínima perspectiva de sair da pobreza e sem saber como será o dia de amanhã. Apesar disso, eu vi sorrisos, vi esperança e enxerguei vontade de se agarrar a qualquer oportunidade que possa surgir para mudar seus destinos. Vi crianças de estômago vazio, mas felizes, pulando de cá para lá, num exercício inconsciente de driblar a vida. Há uma multidão vivendo nessas condições em todo o país. Só não os vê quem não quer enxergar. No final de 2020, 117 milhões de brasileiros – mais do que um em cada dois habitantes desse país – sofriam algum grau de insegurança alimentar. Desses, 19,1 milhões não tinham nada para comer – em 2018, havia 10,8 milhões nessa situação. O fantasma da fome acordou e não dá sinais de que vai voltar a dormir tão cedo. A calamidade aumenta mês a mês. Neste ritmo, ainda este ano o Brasil voltará ao vergonhoso Mapa da Fome, que inclui nações com 5% ou mais da população subalimentada, do qual saiu em 2014. Muito desse flagelo tem a ver com a covid-19, mas ela não é a única culpada. O aumento do desemprego e a alta da inflação decorrentes da pandemia fez desabar a tempestade perfeita que estava formada desde o último ciclo recessivo, arrastando para o fundo do poço os mais vulneráveis. Em um ano, o total de pessoas na extrema pobreza triplicou. Hoje, elas somam 27 milhões de brasileiros. De cada dez lares, três não têm renda atualmente, segundo o Ipea. A desigualdade abominável que virou a cara do Brasil está na raiz do problema. E, o pior, não há remédio para extirpá-la no curto prazo, pois esse é um problema estrutural, resultante de políticas públicas erradas, que principalmente não priorizaram a educação de qualidade e deram ênfase a programas assistencialistas em vez de criar um ambiente propício para o Brasil crescer. Com a fome batendo à porta, a sociedade civil precisava entrar em campo de forma preponderante e agir. Foi o que aconteceu. Quando a crise se instalou, pessoas, empresas e organizações decidiram olhar para além de suas bolhas e começaram a encarar o problema da desigualdade do Brasil de frente, somando forças para tentar frear a escalada da insegurança alimentar. A situação hoje só não é pior porque emergiu da sociedade civil essa poderosa onda de solidariedade. Desde março do ano passado, foram arrecadados cerca de R$7 bilhões em doações, o dobro do total comprometido normalmente com filantropia no Brasil em situações de crise. Logo que a luz vermelha da fome acendeu, criamos o União SP, que reuniu diferentes grupos a fim de viabilizar a captação de recursos e a entrega de alimentos no Estado. A iniciativa já levou 770 mil cestas básicas para 3,5 milhões de pessoas. Incentivamos também a união de instituições como a Cufa, Gerando Falcões e a Frente Nacional Antirracista a se juntarem para criar uma onda ainda maior, o Movimento Panela Cheia, no qual se engajaram diversos artistas e que já reverteu em mais de R$150 milhões em itens de primeira necessidade para os mais vulneráveis. Muitos outros esforços conjuntos alcançaram resultados incríveis, como o Mães da Favela, que atendeu 1,4 milhões de famílias em 5 mil favelas em 2020 e está na sua segunda edição. O acesso à alimentação é um direito humano básico, fundamental. Está previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e é assegurado pela Constituição. Sem uma nutrição adequada, uma criança não terá condições de se desenvolver e não aprenderá o mínimo necessário para ser tornar um adulto saudável, produtivo e capaz de ter uma vida feliz. Não adianta falarmos em melhorar a educação ou a produtividade sem resolvermos o problema da desigualdade, da pobreza e da fome em nosso país. Precisamos pensar em soluções sistêmicas e simultâneas, pois uma coisa é consequência da outra.

domingo, 11 de julho de 2021

Uma Copa América para Messi

Uma Copa América para Messi Parece que foi tudo combinado. Messi ainda não tinha sido campeão da Copa América com a camisa da Argentina. Messi merece? Não tem dúvida que merece. A seleção argentina merece? Não, não mereceu. A seleção que merecia ser campeã foi a da Colômbia. Jogo rápido, 90 minutos em busca de gols, com dribles desconcertantes. O melhor jogo desta copinha foi Colômbia e Peru. Vitória da Colômbia, por 3 a 2. O Peru saiu na frente, a Colômbia empatou, Em seguida a Colômbia fez 2 a 1, com um golaço. O Peru não se intimidou, foi para cima e empatou o jogo. Quanto tudo indicava que teria prorrogação, No último lance do ataque colombiano, Mais um lindo gol. Do mesmo jovem do golaço. Já os jogos do Brasil, goleava mas não convencia. Nesta Copa, o Brasil foi um time sem líderes e Com jogadores que eu nunca tinha ouvido falar. O jogador que DEVERIA estar marcando Di Maria, mas estava adiantado e ficou para trás na corrida para o gol. Como se chama, aquele jovem? Não lembro e não vou procurar saber. O importante é que o gol de Di Maria É o mesmo tipo de gol já tomado pelo Brasil. Zidani fez gol assim. A Bélgica fez gol assim. Di Maria fez e agradeceu. Mais do que erro dos jogadores, É erro técnico. Quem tem experiência, Como Tite, não pode tomar gol besta. Depois, não adianta chorar. A Folha comemorou a derrota da seleção Com linda foto de Messi comemorando. Da mesma forma que a direita comemorou a derrota Na Copa do Mundo, com o 7 a 1 contra Dilma, Agora foi a vez de a esquerda comemorar A derrota do Brasil. Eu botaria DUAS fotos na capa do jornal. A de Messi comemorando sua conquista, E a de Neymar chorando... Ainda não li os jornais, mas quero ver O QUE TITE está dizendo deste “combinado Argentina e Brasil”.

sábado, 10 de julho de 2021

China bota o mundo nos trilhos

China bota o mundo nos trilhos O futuro chegou. No governo Lula a gente aprendeu a dizer que, para o Brasil, “o futuro é agora”. Aquilo que se falava que “ o Brasil e o pais do futuro” , “ que o Brasileiro é cordial” e que “ Deus é brasileiro” , tudo isto estava sendo substituído por “ Brasil: o futuro é agora”. Acabou os mandatos de Lula e veio o governo Dilma que, apesar de um monte de erros, tinha seus acertos... Mas, a direita golpista aproveitou-se dos defeitos e das oportunidades para dar mais um golpe de Estado e tentar destruir o PT e sua boa imagem como governante. Com o golpe de Estado, duas tragédias aconteceram simultaneamente: Temer assumiu a presidência, sucateando tudo e destruindo a motivação do povo brasileiro. Como miséria pouca é bobagem, depois de Temmer veio Bolsonaro e suas quadrilhas de saqueadores e mercenários. De brinde, como castigo divino, veio a pandemia e a morte de mais de 500 mil pessoas. E continua morrendo gente... Enquanto as tragédias continuam acontecendo no Brasil, a China vem colhendo os frutos de uma jornada de 50 anos de muito trabalho, muita humildade e muita perseverança. Para a China, o futuro chegou. Enquanto muitos reclamam, a China trabalha. A China passou a produzir tudo que se consome na Terra e até no Universo. Chegou à Lua, colocou robôs no solo de Marte, adquiriu conhecimento e passou a produzir de tudo. A acabou com a miséria, está acabando com a pobreza e seus UM BILHÃO E 400 MILHÕES DE HABITANTES são os mais orgulhosos do mundo. Na economia já está passando os Estados Unidos. Não existe mais a China da Revolução Cultural ou dos Tigres de Papel, agora só tem a CHINA DA PAZ E AMOR. - Alguém quer comprar um carro, vai comprar um carro produzido na China. - Um governo precisa comprar vacinas contra o vírus? A China foi o primeiro país a disponibilizar milhões e doses vacinas. - Os lojistas querem vender vestidos finos e camisas esportivas por preços bem mais acessíveis? É só falar com os chineses... Querem ver alguns números assustadores? Aprenderam com o Brasil que “quem não integra se desintegra”. Isto é, o país que não tiver sua rede de transporte de carga, de gente e de energia, não tem competitividade e está fadado ao atraso e à pobreza. Por serem mais experientes, os chineses aprovaram para este ano, o CICLO NACIONAL DE VIAGENS 1-2-3, e estabeleceram três metas até 2035: - até uma hora de deslocamento em áreas urbanas, duas para viagens entre municípios interligados e três para ir de uma grande metrópole a outra. Assim, cresceram ao mesmo tempo, as redes de metrô, os serviços de média distância e os trens-bala. O metrô de Xangai, começou a ser construído em 1990, já tem 743 km... Lembra o metrô de São Paulo, que começou a ser construído em 1970? Continua lerdinho... Só no primeiro semestre de 2020, a China entregou 181 km de novas redes de metrô e trens urbanos. Em 20 anos, foram feitos 37.500 km de linhas de trens que trafegam a mais de 200 km/h. Trens chineses agora trafegam em Chicago, nos Estados Unidos, três-balas chineses estão na Áustria, no Paquistão e até no Rio de Janeiro... Enquanto com Lula o Brasil produzia, trabalhava, comprava e investia, com Bolsonaro, as linhas de montagem brasileiras de vagões de cargas estão 80% ociosas, e as de passageiros estão quase 100% paradas. Enquanto o mundo enlouquece com Bolsonaro, os brasileiros morrem e os americanos reclamam, aparece um tal de XI JINGING pedindo que os partidos políticos no mundo, assumam responsabilidade pela busca do BEM-ESTAR DAS PESSOAS E O PROGRESSO DA HUMANIDADE... E dizem que este tal de Xi Jinping é o presidente da China. E é o maior comprador de minérios, de frangos, de galinhas, de soja que o Brasil produz.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Falsa democracia, falsa neutralidade e o povo reagindo

Delúbio Soares inocentado mais uma vez O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo inocentou o ex-tesoureiro do PT Delubio Soares, acusado sem provas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, quando Sérgio Moro, condenado pelo STF, julgava os processos em primeira instância 9 de julho de 2021, 11:02 h 247 - O juiz Emilio Migliano Neto, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), declarou extinta a punibilidade contra o ex-tesoureiro do PT Delubio Soares no âmbito da Operação Carbono por supostos crimes de corrupção. Em março de 2016, o então juiz Sérgio Moro fez busca e apreensão no apartamento dele em São Paulo, e condução coercitiva para depoimento na sede da superintendência da PF no estado. "Declara-se extinta a punibilidade dos réus Armando Peralta Barbosa, Delubio Soares de Castro, Giovane Favieri, Helio de Oliveira Santos, Natalino Bertin e Sandro Tordin, com respaldo no artigo 107, inciso IV, do Código Penal", escreveu o magistrado na decisão. De acordo com a ação, os processos teriam de ser julgados pela Justiça Eleitoral e, mesmo assim, houve prescrição dos supostos crimes. "Há de ser declarada a extinção da punibilidade de todos réus em decorrência da prescrição em abstrato da pretensão punitiva, sem qualquer análise do mérito, em razão da falta de condição da ação superveniente, qual seja, interesse de agir do Estado, pois não haverá a produção de qualquer resultado útil ao processo". O ex-tesoureiro foi acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro para distribuir verbas em campanhas eleitorais e a outros membros do partido. Moro condenado pelo STF Neste ano, Moro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por causa de sua parcialidade contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em julgamento no dia 22 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão anteriormente proferida pela Segunda Turma da Corte no sentido de declarar a suspeição de Moro nos processos contra Lula. O Supremo também decidiu que os processos contra o ex-presidente devem tramitar no Judiciário de Brasília (DF) e não no de Curitiba (PR). A Corte já havia anulado, no dia 15 deste mês, as condenações de Lula, que teve seus direitos políticos devolvidos e está apto para, eventualmente, disputar a eleição presidencial de 2022.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Brasil virou casa de "mãe Joana "

Militares brigam com parlamentares. Quem está certo? Ninguém! Nem os parlamentares devem provocar os militares, nem os militares devem soltar notinhas toda hora. Um desacredita o Congresso e outros desqualificam as Forças Armadas. Para que as instituições sejam respeitadas pela sociedade, seus representantes devem honrar seus mandatos. O STF - Supremo Tribunal Federal precisa paraR de legislar e de dar entrevista toda hora. A imprensa precisa ter mais clareza da sua importância E DE SUAS RESPONSABILIDADES. Não adianta vir com discurso de que impeachment quem faz é o povo, que todo mundo sabe que não é bem assim. O povo é muito importante, mas não governa sozinho. Os empresários precisam ajudar a fazer uma transição tranquila, exigindo-se respeito à Constituição e à Democracia. As entidades da sociedade civil precisam dar demonstração de maturidade. Aqui não é nem Colômbia, nem Venezuela, nem Equador nem Haiti. Aqui é muito mais complexo. O governo dos Estados Unidos também precisam não atrapalhar. O governo brasileiro já está uma zona, e ainda aparece a visita do direor da CIA, instituição golpista por natureza. No momento errado e de forma errada. Respeito, respeito e mais respeito. Vamos ouvir as instituições, as personalidades e também as Forças Ocultas. Vamos construir o Consenso Progressivo, tendo como ponto de partida a paz, a segurança, a saúde e a Democracia.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

No Japão todos reconhecem o erro da NIssan

Na Nissan, foi bom enquanto durou o lucro intense Um ótimo relato sobre o que aconteceu na Nissan. Mas ficou faltando a outra parte. Isto é, tanto Ghosn, como as centenas de executivos nos Estados Unidos e em outros países ganharam muito dinheiro, mais até do que os acionistas das empresas porque as empresas nunca tinham ganhado tanto dinheiro fácil. Isto foi a base do neoliberalismo, a sua comemoração com o fim da União Soviética e o milagre da China, ao produzir para abastecer o mundo, substituindo a mão de obra local e mais cara, por uma mão de obra baratíssima e um país cheio de subsídio tributaries e outros custos. Mais importante se as decisões dependem de um ou de vários dirigentes, o mais importante é a transparência interna e externa. Mas isto não é fácil. É dificílimo! No momento em que o Brasil vive a maior vergonha em sua história, este depoimento japonês é de extrema importância. Mais uma vez o jornal VALOR está de parabéns. NISSAN - Carlos Ghosn tinha um ‘poder absoluto’, admite chefe da Nissan Makoto Uchida disse que o reinado de 20 anos de Ghosn levou a graves lapsos na governança e no ambiente de trabalho. Por Kana Inagaki, Financial Times — Tóquio 07/07/2021 O executivo-chefe da Nissan desculpou-se perante um tribunal em Tóquio e comprometeu-se a consertar os problemas que levaram Carlos Ghosn a acumular um “poder absoluto”, criticando o chefe anterior por ter se aferrado ao poder por demasiado tempo. Makoto Uchida, que assumiu o comando da montadora japonesa um ano depois de o ex-presidente do conselho de administração ter sido preso em novembro de 2018, disse que o reinado de 20 anos de Ghosn levou a graves lapsos na governança e no ambiente de trabalho, onde os funcionários “apenas queriam agradar o chefe”. “Tentávamos tocar apenas as melodias que soavam bem aos ouvidos de nosso chefe”, disse Uchida no tribunal federal de Tóquio, nesta quarta-feira (7). “A falta de transparência originou a causa da má conduta em questão. Colocou toda a autoridade nas mãos de uma pessoa. Esse poder absoluto se aplicou à remuneração e a assuntos pessoais.” Uchida depôs como testemunha da Nissan, que foi acusada, juntamente com Ghosn, de contabilizar no balanço uma remuneração menor do que a real para o ex-presidente do conselho, por meio de um programa de pagamento diferido. A empresa não contestou as acusações. “Sinto muito por todos os problemas que causamos, e por fazer com que vocês perdessem a confiança”, disse Uchida. “Reconhecemos que agimos de forma errada, nos desculpamos e consertamos isso.” Fuga Ghosn fugiu do Japão para o Líbano no fim de 2019, uma fuga orquestrada por um ex-boina verde americano, que, em junho, admitiu ser culpado no tribunal federal de Tóquio. Greg Kelly, ex-auxiliar de Ghosn, também é acusado de conspirar com Ghosn para divulgar que a remuneração de Ghosn era menor do que a real. Tanto Kelly quanto Ghosn negam as acusações. Ushida disse ter se sentido “envergonhado e péssimo” depois de tomar conhecimento das prisões de Ghosn e Kelly.“ A marca da Nissan foi prejudicada, a motivação dos funcionários da companhia foi lesada e a confiança deles no alto comando foi prejudicada”, disse. Em seu depoimento, Uchida também contestou diretamente as declarações de Kelly e da equipe legal dele, que retrataram Ghosn como um executivo do qual dependia completamente o futuro da Nissan. De acordo com Kelly e outros ex-executivos da Nissan, as preocupações sobre a retenção de Ghosn no cargo se intensificaram depois de sua remuneração ter sido reduzida para atender a mudanças nas regras japonesas sobre a divulgação dos salários, introduzidas em 2010. Ghosn, um dos executivos mais bem pagos do Japão, temia que a divulgação de sua remuneração total provocasse indignação pública e desmotivasse os funcionários da Nissan. “Acredito que ele esteve no cargo de executivo-chefe por tempo demais”, Disse Uchida, acrescentando que, em sua opinião, a Nissan não teria enfrentado dificuldades se Ghosn saísse da empresa. Desde a prisão de Ghosn, contudo, as ações da Nissan caíram 42%, enquanto a empresa se depara com o terceiro ano consecutivo de prejuízo líquido. Com a formação de uma nova equipe executiva e a criação de novas estruturas de governança, Uchida disse que a empresa não voltará a permitir que uma única pessoa tenha tanto poder. “Rumamos a uma cultura na qual as pessoas se sentem livres para falar”, disse. Want to read more from the FT? Sign up for a free corporate trial for you and your team at: www.ft.com/am730.

Brasil, os neoliberais e os entreguistas

Brasil tem um “capitalismo medíocre” Oligopólios e monopólios protegem os privados. Governo e estatais, além de mal administrados, não tem dinheiro. Discurso enganador, cumplicidade da imprensa e dos políticos, estamos falando dos neoliberais e o capitalismo medíocre do Brasil. 1 - Querem privatizar 100% dos Correios. Quem comprar terá concessões e subsídios que os Correios como estatal não tem; 2 – Privatizaram a distribuidora de gás e derivados do petróleo, e a Petrobrás passou a pagar aluguel para quem comprou. Em quatro anos, quem comprou recupera o investimento; 3 – Privatizaram a Comgás de São Paulo. O monopólio e o subsídio continuaram; 4 – Privatizaram os bancos estaduais, e, além de ganharem mercado, ganharam subsídios como o PROER e outras mamatas, como as contas dos governos... 5 – Privatizaram as universidades e deram subsídios com Pro UNI; 6 – Estão privatizando os hospitais e garantindo que metade dos custos sejam cobertos pelos governos; 7 – Vocês conhecem os subsídios rurais, para exportação? É inimaginável. 8 – Os ricos pagam bem menos impostos (proporcionais) do que os pobres e a classe média; 9 – Privatizaram as empresas de distribuição e consumo de energia elétrica. Resultado: as contas ficaram mais caras e ainda faltam no mercado; 10 – Privatizaram a Vale do Rio Doce e esta nunca ganhou tanto dinheiro na vida. 11 – Privatizaram os transportes coletivos e o povo paga mais e viaja menos; 12 – Privatizaram o espaço aéreo, acabaram as empresas brasileiras e sobraram as estrangeiras; 13 – As montadoras, mesmo com subsídios, estão indo embora do Brasil. Quem diria? 14 – Até o Pão de Açúcar quer ir embora do Brasil! 15 – As contas de telefone e TV a cabo, além de ser uma das caras da América Latina e Europa, não funcionam direito e são caríssimas, e ainda atendem mal à população. Ou os políticos vivem de “subsídios” das empresas que foram privatizadas, ou são ignorantes em economia. Ou o que seria pior, seria favoráveis a depredação do patrimônio público. A imprensa ser favoráveis a destruição da economia brasileira é até compreensível, ela vive dos anúncios das grandes empresas multinacionais e algumas nacionais. O Brasil está se transformando num escândalo tão grande que até a China está investindo pesado no Brasil, os árabes, através dos seus Fundos de Investimentos estão comprando o Brasil e agora até os Estados Unidos estão reclamando que estão tomando o seu mercado privilegiado. Até o diretor de cinema, Spike Lee, disse publicamente que o Brasil está sendo controlado por gangues de bandidos... E, para finalizar, ainda temos que ver o governo Bolsonaro cobrar propina dos vendedores de vacinas. E, enquanto isso, o povo continua morrendo aos milhares. É de cortar o coração. Ainda bem que Lula vem aí. Toda semana aparecem mais pesquisas e Lula está sempre crescendo. Vai ganhar no primeiro turno. Se Deus e o povo, quiserem. E a nossa soberania nacional, em Mourão? Será que Mourão sabe o que é Soberania Nacional?

Se a Argentina foi para os pênaltis com a Colômbia...

Podemos até ganhar na final No mano a mano, Argentina tem melhores jogadores. No conjunto, Argentina também forma melhor time do que nossa seleção. Isto vale também para a Colômbia, que deu sufoco na Argentina, jogou de igual para igual, e melhor do que vem jogando o Brasil. Duas cosas ajudam a entender o ataque argentino: É possível marcar o Messi, com dois bos marcadores; E preciso prestar atenção no ataque, porque Messi faz arrastão, atraido a defesa adversária, e depois passa a bola para um ou dois atacantes argentinos que se aproximam do gol adversário pelas costas, facilitando assim a chutar da grande área ou mesmo de fora da área. Como dizia Garrincha: Simples, só precisa combinar com os argentinos. O problema é que Tite, mesmo quando ganha, não convence. É lento no ataque, recua deixando o adversário crescer e não chuta muito em gol. Se deixarmos tudo isto de lado, e olharmos somente para os resultados, o Brasil merece ser campeão. Mas o jogo é de mata-mata. Tomou perdeu, fez, ganhou. Como Tite não é um líder, a responsabilidade maior fica para Neymar. Mas Neymar tende a ser uma má liderança, isto é, lidera mais para a malandragem do que para o sucesso positivo. Enfim, quem não tem cão, caça com gato. E vamos esperar o resultado.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Dono do Pão de Açúcar pensa ir embora do Brasil

Comprou na época de Lula e quer vender na época de Bolsonaro Montadoras foram embora, indústias farmacêuticas foram embora, e assim o Brasil vai afundando... Nem o fato do nome ser um dos maiores símbolos do Brasil - o Pão de Açúcar - motiva o Casino a ficar no Brasil. Se as empresas vão se concentrando em poucos nomes, significa que a tendencia é ter menos empregos. Com menos empregos o Brasil tende a continuar pobre ou mais pobre do que está. A Folha foi perguntar a Abílio Diniz se ele pensa em comprar, mas Abílio disse que não se posicionaria. A maior dor da vida de Abílio pode motivá-lo a recomprar, até por questões sentimentais. Ou para voltar a discutir a proposta de fusão entre as duas redes - Carrefour e Pão de Açucar no Brasil e na América Latina. Talvez seja sensato o pessoal esperar até a posse de Lula. Com certeza o Brasil voltará a produzir, a vender, a distribuir a renda e capacitar mais os jovens de todo o Brasil a disputar o mercado internacional. Tudo isto, ainda temos que conviver com a pandemia e o virus maldito, que continua matando; conviver com uma CPI que está parando o país e o custo de vida subindo e comendo a renda do povo. A vida continua. Sem medo de ser feliz!

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Chile da grande exemplo ao mundo

Democracia popular e indígena chega ao Chile Uma nova América se amplia. Com a abertura dos trabalhos constituintes no Chile, presidida por uma índia Mapuche e professor universitária, o Chile, além de se somar a países como Bolívia, Peru, Equador, onde as comunidades indígenas estão escolhendo líderes da própria comunidade para represent-los no parlamento e no governo, esta Constituinte vai enterrar a herança maldita da ditadura military mais violenta na América do Sul. Indígena mapuche é eleita presidente da Assembleia Constituinte do Chile 'Esta Constituinte transformará o Chile', disse Elisa Loncón. Para ela, processo será representativo da 'pluralidade do país' 4 DE JULHO DE 2021 - 18:39 A Assembleia Constituinte do Chile foi instalada neste domingo 4 na antiga sede do Congresso, em Santiago, após alguns incidentes entre policiais e pessoas que tentaram se aproximar do edifício. A indígena mapuche Elisa Loncón, professora da Universidade de La Frontera, foi eleita para o cargo de presidente da mesa diretora. O titular da vice-presidência ainda será definido. Atos indígenas e passeatas marcam instalação da Convenção Constituinte no Chile A mapuche Elisa Loncón foi eleita na segunda rodada do escrutínio, depois de receber 96 votos dos 155 membros da assembleia. “Esta Constituinte transformará o Chile”, disse ela, ao enfatizar que este “sonho” será “representativo da pluralidade do país”. A indígena, que compôs a lista de sete candidatos do povo nativo mapuche, afirmou que “trabalhará para garantir direitos sociais e para cuidar da Mãe Terra, entre eles o direito à água”. A solenidade de instalação da Constituinte, presidida pela relatora do Tribunal de Justiça Eleitoral, Carmen Gloria Valladares, teve de ser interrompida por mais de uma hora durante a tarde e só foi retomada depois dela garantir que “não havia repressão, nem detidos ou feridos” do lado de fora do recinto. Valladares suspendeu temporariamente a sessão depois que uma parcela dos membros eleitos para redigir a nova Carta deixaram a sala para exigir a retirada das forças especiais de segurança que patrulhavam o centro da cidade. Eles tinham sido informados da existência de incidentes entre policiais e civis que tentaram romper o cordão de segurança instalado nos jardins do antigo Congresso. Afirmando que todos queriam viver o momento de instalação da Constituinte como “uma festa democrática”, Valladares suspendeu os trabalhos. Com cerca de três horas de atraso, a relatora do Tribunal de Justiça Eleitoral deu posse aos 155 integrantes, eleitos em maio passado. Eles têm a missão de redigir uma nova Carta Magna que irá substituir a Constituição elaborada durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), em vigor desde 1981. As 77 mulheres e 78 homens que formam a assembleia, incluindo pela primeira vez na história do país 17 representantes indígenas, formam um plenário heterogêneo. Cerca de 40% dos integrantes são cidadãos independentes, sem filiação partidária, mas de orientação política de esquerda. A direita enfrentou unida a votação realizada em 15 e 16 de maio, mas só conseguiu 37 (24%) das 155 vagas, bem longe das 52 necessárias para influenciar no processo. As forças da esquerda tradicional conquistaram 53 cadeiras. O fato de que nenhum grupo conseguiu um terço dos votos necessários para exercer o poder de veto indica que os constituintes terão de dialogar e construir acordos. As deliberações devem ser aprovadas por maioria de dois terços. Os constituintes terão nove meses – prorrogáveis por mais três – para redigir o novo texto, que será submetido a um plebiscito com voto obrigatório. Constituinte espelha “Chile real” Para muitos analistas, esta Constituinte se assemelha ao Chile “real”, com militantes ecologistas, líderes comunitários, advogados, professores, jornalistas, economistas e também donas de casa. Cerca de 20 membros eleitos são chilenos que participaram da onda de protestos de outubro de 2019, exigindo maior igualdade de direitos e bem-estar social. Antes da instalação dos trabalhos, constituintes aimaras e mapuches realizaram cerimônias em Santiago. “Hoje viemos apoiar nosso povo mapuche e para que toda essa mudança termine bem para todo o Chile. Que nos deixem viver em paz e desmilitarizem nossas terras”, disse Daniel Antigual, um aposentado de 60 anos acompanhando um grupo mapuche, o maior povo indígena do Chile. Na Plaza Italia, epicentro das manifestações, cerca de 5.000 pessoas se reuniram, a maioria em apoio à “Lista do Povo”, um grupo heterogêneo de pessoas desconhecidas entre si, muitas delas participantes nos protestos durante a revolta social de 2019. A Constituição redigida durante a ditadura Pinochet, aprovada em 1980 em um processo polêmico, passou por várias reformas nos últimos 30 anos de democracia, mas manteve sua essência para sustentar um modelo econômico ultraliberal que trouxe progresso e também desigualdade, o que gerou os protestos massivos – alguns muito violentos – há 20 meses. *Com informações da AFP

domingo, 4 de julho de 2021

CHINA - De que o ocidente tem tanto medo?

Como enfrentar a China Democracia ocidental é o único modelo? Se Deus, que é a figura mais simbólica no mundo, não existe somente um, imaginem Democracias. O Japão é uma democracia parlamentar sob uma monarquia étnica e ninguém fica perturbando dizendo que não é democracia. Só é japonês cidadão com direito a votar e ser votado, se for japonês com DNA e tudo. Por que se diz que a melhor democracia é a americana? As democracias europeias são mais democráticas que a americana. A Folha publicou 16 páginas sobre o papel da China na atualidade, e aproveitou para fazer dezenas de críticas à China. Se se pautar pela democracia americana para se comparar com o modelo chinês, podemos fazer uma longa lista de defeitos das democracias, mas os Estados Unidos não servem como bom exemplo. Os Estados Unidos sempre foram um país belicoso, competitivo e dinâmico. Ao mesmo tempo também é um país racista, preconceituoso, militarista e imperialista. As dezenas de intervenções diretas e indiretas nos golpes de Estado, as intervenções militares e os assassinatos sempre serviram para fragilizar os Estados Unidos. A crise de hegemonia perante o mundo, que vivem os Estados Unidos e a Europa, particularmente quando se compara a capacidade de produzir, comercializar com todos os países e sem interferir na economia e a forma de democracia seja indicada para qual país mostra que precisamos ser mais cuidadosos e respeitosos com os países e com os seus governos e instituições. A Folha tenta desconstruir os méritos dos chineses, como também a Folha tenta desconsiderar a imensa capacidade de produção e comercialização para abastecer o mercado internacional. A fraqueza da China está mais na ausência da pluralidade política e cultural. Mas, quando comparado com os benefícios oferecidos pela China, faz com que muitos países, seja governo ou o mercado, prefiram a China com seus defeitos. A imprensa já começa a falar no IMPERIALISMO CHINÊS...

Globo e Folha mostram o Brasil contra Bolsonaro

Globo, Folha e a alegria dos manifestantes Só Freud explica... Depois de passar anos criticando a Rede Globo e a Folha por serem contra a esquerda e por liderarem o golpe de Estado de 2016, os manifestantes contra o governo genocida de Bolsonaro deletaram-se assistindo ao Jornal Nacional ontem à noite e a pegar o exemplar da Folha e ver tantas fotografias e reportagens. O que levou a Globo e a Folha a defenderem as manifestações? Imaginem o Brasil inteiro, na hora da janta, ver o povo assistindo ao jornal nacional e constatar que houve manifestações em todas as capitais dos Estados, ver sua cidade do interior também aparecer na reportagem? E a alegria dos brasileiros que estão morando no exterior e fizeram bonitas manifestações de Fora Bolsonaro? Até parecia que estávamos numa democracia, onde a imprensa era neutra ou progressista, os policiais conversavam com os manifestantes respeitosamente e o Brasil vai se dando conta de que a maioria da população já não apoia o governo Bolsonaro. A montanha começou a mover-se. Argumentos jurídicos para condenar o presidente vão se acumulando; Argumentos políticos estão presentes na CPI; Imoralidade de corromper-se cobrando UM DOLAR POR VACINA, é a estupidez mais mesquinha desta quadrilha que governa o Brasil. E as mortes continuam aumentando, mesmo com vacinas. Chegaremos a 600 mil mortes? Depende de você e de cada um de nós. Ou derrubamos o governo para acabar com a mortandade, ou podemos passar das 600 mil mortes. Mas, fazer tanto esforço para tirar Bolsonaro para botar Mourão no lugar, não é burrice? Os manifestantes responderam ontem nas ruas, fora Bolsonaro e Mourão. Já tem até banqueiros aceitando Lula na presidência, mas ponderam que é importante manter o teto nos gastos. Nós pensávamos que salvar o povo fosse mais importante do que salvar o teto... Ainda bem que a seleção de futebol não joga hoje. Assim, este domingo nós vamos só comemorar p apoio da Rede Globo e da Folha.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Futebol esquisito nesta pandemia

Argentina treina com a Bolívia A Copa América está ficando interessante. Ontem a Argentina treinou com a Bolivia e ganhou de 4 a 1. Hoje, a Eurocopa viu a Espanha passar o maior sufoco contra a Suíça. A Espanhou só ganhou nos pênaltes e porque a Suiça teve um jogador expulso por falta. O juiz deu o vermelho direto, quando na verdade poderia ter dado o amarelo. Enfrentar a Espanha com menos um jogador é sacanagem... Amanhã e domingo tem mais futebol de qualidade.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Brasil decadente e desacreditado

Como recuperar o Brasil? Outro dia, ao ouvir uma discussão sobre a existência ou não da "burguesia nacional", eu insisti que no Brasil não existe mais empresários nacionalistas, com projetos de proteção de nossas riquezas naturais e não naturais. Tudo ou quase tudo já está nas mãos dos estrangeiros, sendo que os brasileiros são prepostos, procuradores dos donos. O golpe de Estado de 2016 foi a parte final, com Bolsonaro sendo mais entreguista que os outros, do período que o Brasil sinalizava em ser uma Nação independente. Nem os militares priorizam mais a soberania nacional. Os entreguistas venceram! Vamos listar alguns setores que ainda existem algumas empresas brasileiras de destaque: 1 - Agronegócio - são brasileiros mas vinculados às grandes empresas estrangeiras de alimentos, e os brasileiros não controlam a cadeia produtiva; E a BRF e outras? Estão no Brasil mas aceitam ser vendidas ou associadas aos estrangeiros, inclusive já mudaram as sedes de algumas empresas para o exterior; 2 - Imprensa - as duas principais, Folha e Rede Globo, são associados ao esquema internacional dos Estados Unidos, devendo ter alguns acordos secretos... 3 - Indústria de calçados e roupas, já não pesam tanto, e os chineses estão tomando o lugar do Brasil no mercado internacional; mineração - a Vale ainda não foi internacionalizada por não haver necessidade, está subordinada aos grandes negócios internacionais; Ia esquecendo-me dos BANCOS. No Brasil restam dois bancos nacioanis privados - Itaú e Bradesco - o resto são bancos de investimentos e dependentes da interligação da Bolsa do Brasil com a dosoutros paises. E o Banco Itaú é aliado sanguineo dos americanos. Passo a noite listando todas as áreas e não vou achar nada... Se abriu mão da soberania nacional das empresas, abriu mão também da educação, da saúde, do espaço aéreo, do solo e subsolo nacional, do transporte, e tudo que existir e for relevante economicamente. Estamos nos transformando num Panamá, Costa Rica, Colômbia, entre outros.... Se tentar reagir, tentarão nos transformar numa Argentina. País extraordinário, povo maravilhoso, mas que travou desde a segunda guerra mundial e não conseguiu e nem consegue sair do impasse histórico: Como ser peronista e conseguir fazer da Argentina um país competitivo internacionalmente? Hoje, os jornais publicam artigos ainda mais esquizofrênicos... 1 - Petrobrás sai de vez da BR com mais de 11,3 bilhões...Quem serão os compradores? árabes, Shell, Itaús, Fundos americanos etc. 2 - a Petrobras já vendeu a gestora da gasodutos e o pessoal diz que o valor vago será devolvido aos compradores atraves de aluguel garantidos e que em 4 anos já terão recebidos o investimento. Igual como se deu com o Banespa na época de FHC... 3 - Seis páginas falando da CHINA e os 100 anos do Partido Comunista Chinês. A maior guerra civil da humanidade, que virou a maior revolução econômica em apenas 40 anos, deixando o Brasil no chinelo. A imprensa brasileira, que, como diz Caetano Veloso, acha feio o que não é espelho, procura menosprezar os méritos e só mostra os desméritos. 4 - Algo relevante para nossa história não econômica, foi a reportagem da Folha sobre o assédio sexual nos Foruns e Escritórios de Advocacia do Brasil. Assédio sexual e também racismo. Se com os advogados e juízes isto ainda é escandaloso, imaginem nas demais áreas... 5 - Parta finalizar, ainda temos a COPA AMÉRICA DE FUTEBOL. Preciso encerrar para assistir ao jogo da Argenitna... Mas Deus ainda gosta do Brasil, apesar dos pesares. E o impeachement está crescendo e pode acontecer o impossível: Fora Bolsonaro!