quarta-feira, 23 de junho de 2021

Economia, revoluções e democracia

Economia, revoluções e democracia A Economia serve para mostrar, através de gráficos e números, a qualidade de vida dos países e seu posicionamento comparativo. Quando os países estão bem, o povo vive bem e serve de bom exemplo para os demais países. Quando a situação econômica dos países está ruim, ou os governos são ditaduras que impedem o povo de se manifestar, ou a tendência é o povo votar contra os governos, trocando-os, ou, tendo que derrubá-los através de grandes mobilizações, revoluções ou golpes de Estado. Quando os governos são substituídos, sejam através de eleições democráticas, através de revoluções ou golpes de Estado, os novos governantes têm o desafio de apresentar resultados econômicos melhores do que o governo que foi substituído ou derrubado. Quando a situação econômica melhora e o povo reconhece a melhoria da qualidade de vida, o povo legitima o novo governo, independente do sistema de governo praticado. Isto é, a situação econômica é mais importante do que a situação política. Quando um país, ou vários países, entram em guerra contra seus governantes, mesmo vitoriosos, nem sempre conseguem melhorar a qualidade de vida, quando comparados com os governos anteriores. E isso possibilita ou estimula que os derrotados tentem retomar o governo, gerando novas guerras. A história da humanidade é a história das guerras. Desde três mil anos antes de Cristo, até hoje, as mudanças foram realizadas através de guerras. Mesmo considerando o período recente, de 1945, com o fim da segunda guerra mundial para cá, vivemos sob as guerras. Mesmo o Brasil, com sua tradição pacífica, teve vários levantes armados e golpes de Estado. Tivemos a revolução de 1930, a derrubada de Getúlio Vargas em 1945, depois a morte de Vargas em 1953, e mais um golpe de Estado em 1964, o golpe dentro do golpe em 1968, e a redemocratização em 1985. Podemos dizer que o período de 1985 até hoje é o período mais longo de tolerância democrática que o Brasil teve. Em 520 anos de nossa história, tivemos apenas 35 anos de democracia efetiva, mas, mesmo assim tivemos dois impeachments, isto é, dois presidentes foram destituídos do governo. Um por corrupção – Collor – e outro divergências políticas que levaram a um golpe de Estado que não precisou usar os militares como pretexto. O instrumento usado para derrubar o governo Dilma do PT, foi a combinação ostensiva da imprensa, do judiciário, do legislativo e de segmentos importantes da sociedade, como empresários, classe média e instituições. Este golpe de Estado civil não precisou nem alterar o calendário eleitoral... Tanto o Brasil, como todos os países em geral vêm passando por pressões a favor e contra o sistema democrático baseado em eleições diretas e parlamento. Se, por um lado, a implosão da União Soviética, por colapso econômico ajudou a defender a democracia direta, por outro lado, a maior participação do povo na vida dos governos, com ampla inclusão dos mais pobres na sociedade de consumo, tem levado a um questionamento sobre as formas de democracia a serem praticadas. Presidencialismo, parlamentarismo, governos plebiscitários e ditaduras populistas mas não democráticas. Este dilema entre democracia e qualidade de vida faz com que volte a crescer o risco de guerras. O mundo sabe como as guerras começam, mas só sabem como as guerras acabam depois que elas acabaram. E cada guerra é mais violenta e desumana que a outra... A melhor forma de evitar novas guerras é através do conhecimento e da prática de governos democráticos com ampla melhoria de qualidade de vida, garantia de participação do povo na gestão e no acompanhamento das instituições e das empresas. Economia mais democracia tem significado menos guerras, menos ditaduras e melhor qualidade de vida. Como materializar isto? Fazendo amplo debate com todos os setores da sociedade, sem sectarismo e sem exclusão. Infelizmente as instituições brasileiras ainda estão impregnadas de conservadorismo, de preconceitos e de tentativas de preservarem seus privilégios passando por cima das necessidades básicas do povo. Dialogar, dialogar e dialogar. Respeitar, respeitar e respeitar. Este é o melhor caminho. Para somar, não precisa dividir. Se Lula está defendendo fazer um governo de unidade nacional, com todos os partidos que eleger seus parlamentares e respeitem a democracia, porque estimular o sectarismo dizendo que não aceitam previamente nem Lula nem Bolsonaro? Quem deve decidir é o povo através do voto democrático. A voz do povo é a voz de Deus. O Brasil tem jeito.

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