segunda-feira, 21 de junho de 2021

Democracia de verdade ou de mentira?

Democracia com legalidade e sem legitimidade. Com o crescimento econômico depois de 1945, houve grande evolução da qualidade de vida em todas as regiões. Seja em função da migração da população rural para as grandes cidades, criando grandes concentrações urbanas, também conhecidas como regiões metropolitas. Seja em função do avanço tecnológico. Mesmo trabalhando “sem carteira profissional assinada”, desempregados e sem qualificação, a melhoria na qualidade de vida é sempre significativa, quando comparada com o passado. Algumas destas conquistas são inimagináveis: a aviação substitui o cavalo e a navegação. Os automóveis passaram a ser o maior símbolo de demonstração de qualidade de vida. Países como a China e a índia, cada um com seus mais de um bilhão de habitantes, conseguiram intensificar o crescimento econômico e passaram a ter acesso ao mundo moderno. Junto com toda esta qualidade de vida material, cresce o debate sobre as regras de relacionamento entre as pessoas, entre cidades, estados e países. Os vitoriosos da segunda guerra mundial, como os Estados Unidos e a União Soviética, não conseguiram dar um ritmo produção para abastecer este mundo de mais de 8 bilhões da habitantes. Assim, ficou clara a fragilidade da regulamentação de como deve funcionar cada sistema, como sistema nacional de saúde, sistema nacional de educação, sistema nacional de transporte e circulação entre regiões distintas. A economia sofreu um grande choque de produção, obrigando os países a restabelecer formas de convivência urbana. Criou-se a ONU –organização das nações unidas, para contribuir na solução dos problemas. Os países passaram a ser governados pelos órgãos chamados de poderes da república. O executivo, o legislativo e o judiciário. Compondo assim as bases da democracia. O povo passa a ser o árbitro dos conflitos existentes, regido por uma constituição e com eleições regulares e representativas. Chegamos então ao debate sobre o grau de liberdade e de participação efetiva do povo no processo eleitoral. Podemos ter países com eleições onde somente 40% dos povo comparece para votar. Sendo que, por vários motivos, povo não vai votar. Porque não se sente representado pelos candidatos que se apresentam. Daí haver uma democracia formal, com legalidade mas sem legitimidade. Nos países onde a pessoa não é obrigada a ir votar, porque o voto não é obrigatório, há vários exemplos disto.

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