quarta-feira, 30 de junho de 2021

Governo genocida, cobra em dolar e briga com todo mundo

Bolsonaro e sua turma desmoralizam o Brasil Mais de 500 mil mortes, grosseras diárias e agora confissões de corrupção. Que tristeza! É inimaginável que o Brasil tenha que passar tanta vergonha. Destroem a Amazônia, não cuida dos doentes, inventa projetos de leis fajutos e grosseriso. É muito sofrimento. Para que sofrer até outubro de 2022 e janeiro de 2023? Porque não tiramos este presidente o quanto antes? Não precisa esperar tanto tempo. Já está provado que ele não serve para o Brasil. Chega de trambiqueiros, embusteiros e violentos.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Para que esconder nosso sofrimento com o virus?

Tem gente que não gosta de mostrar sofrimento. Eu sempre fui emotivo e sofro quando vejo algum amigo, colega ou parente sofrendo... Sou um coração mole. É claro que todos ficamos infinitamente felizes com a volta de Afonso para casa, e, aos poucos vê-los voltando à vida normal. Mas, a cada dia ficamos sabendo de mais gente morrendo, sendo que alguns são da nossa intimidade. O virus continua matando. As vacinas, lentamente, estão chegando e alguns segmentos estão se salvando. Mas ainda tem muita gente morrendo. Muita gente mesmo! Agora foi mais um primo aqui de São Paulo. A ironia é que ele mora perto de aeroporto de viracopos, onde todo dia passam componentes e vacinas. E a cidade não deu vacinas para os moradores. E estes estão morrendo. Talvez alguns até trabalhem no aeroporto e carregue caixas de vacinas... Eu não gosto de esconder minha revolta com tudo que está acontecendo. Eu estou profundamente indignado. Mas, ainda não me sinto seguro para ir para as praças participar dos protestos. Ainda mais que sou velho e doente. Isca fácil do virus... Dia 06 eu vou tomar a segunda dose. Fico tranquilo, um pouco, mas já teve vacinado que morreu. E eu não quero morrer sem ver a nova posse de Lula lá. Lula continua sendo a maior alegria que o Brasil teve nos últimos 50 anos. O tempo passa, ficamos mais velhos e precisamos aparessar a volta de Lula. Não sei porque esperar até outubro de 2022 e a pose em 2023. O Brasil não aguenta mais esta praga que está no governo fedral e fala tanta bobagem. Fora Bolsonaro! O Brasil precisa de paz e trabalho. O povo brasileiro já não quer mais voce. Faça quantas pesquisas quiserem...

Eu queria falar da seleção brasileira de Tite

Além do boicote da Copa América, nós que somos fanáticos por futebol e resolvemos assistir aos jogos, acabamos ficando irritados com Tite e seus meninos. Emparam levando canseira da Colômbia. Não explicaram o porque da canseira... Levaram outro sustdo do Equador, e a desculpa foi que jogaram com os reservas. Mas desde quando seleção do Equador assustou seleção brasileira, seja ela titular ou reserva? A impressão que há é que há erros de ritmo, erros de marcação e erros de finalização. Mas o Brasil está em primeiro lugar na Copa. Esta copinha? É mais do que obrigação ir muito bem e seria melhor se os bons também estivessem disputando cabeças. Vamos esperar os próximos resultados. Na Eurocopa, a França já caiu, a Alemanha também... e vai caindo o rei de espada... todos estes bem melhores que nossa seleçãozinha. Ser retranqueiro é bom. Dominar e controlar a bola é muito importante, mas ganhar o jogo, de preferência com mais de um gol de diferença, isto é que impressiona, ganha torcia e alegria. Chega de lero-lero. Vamos jogar direito, dominar a bola, armar bem e rapido e não mevenham comparar com o Corinthians ou o Flamengo....

domingo, 27 de junho de 2021

Um governo dos patrões ou do POVO?

Um governo com programa e compromisso com o povo Ou um governo subserviente ao “mercado”? Democracia com cidadania e qualidade de vida, ou democracia consentida e de obediência? Na medida que vai se consolidando a vantagem de Lula sobre os demais candidatos à presidência, os arautos do conservadorismo vão mostrando as unhas... Lula já fez um governo “paz e amor”, mantendo a economia como neoliberal, o que pressupõe o governo subserviente ao “mercado”, e, mesmo facilitando horrores para banqueiros, latifundiários, imprensa e empresários ganharem muito dinheiro, estes setores organizaram e deram o golpe de Estado contra Dilma e o PT. Democracia pressupõe o respeito à maioria e às minorias. Os governos e a infraestrutura do Estado devem estar à serviço do povo, como prioridade, em vez de estar à serviço de empresários ou corporações deixando o povo em segundo lugar . As prioridades econômicas, políticas e sociais do governo Lula devem ser: 1 – garantir vacinas para todas as idades e para todas as regiões do Brasil; 2 – intensificar políticas preventivas contra vírus; 3 – monitorar o retorno às aulas, protegendo os alunos, os professores e os profissionais de retaguarda; 4 – monitorar a volta aos locais de trabalho, e o uso dos espaços; 5 – estimular a retomada do crescimento econômico, com geração de trabalho e renda; 6 – estimular as exportações, como forma de conseguir superávit na balança comercial; 7 – investir em infraestrutura para integrar as redes de produção e comercialização; 8 – além de apoiar o agronegócio, ampliar a agricultura familiar e a economia solidária; 9 – garantir o acesso ao sistema financeiro em todos os municípios brasileiros; 10 – apoiar, treinar e fiscalizar os projetos ambientais, principalmente na Amazônia; 11 – estimular e incentivar a inclusão de pessoas negras e de mulheres; 12- estimular e incentivar a cultura, o esporte e o lazer; 13 – estimular o trabalho em redes, com planejamento e metas em todos os níveis. 14 – Todas as prioridades acima serão executadas sob a teoria econômica de mercado e na concepção desenvolvimentista e voltadas para todos os estados, municípios e segmentos sociais. 15 – Nesta visão de Estado de bem estar social, inclui a responsabilidade do judiciário, da mídia, das escolas e instituições religiosas e sociais. Todos devem ajudar a implementar a vontade do povo, expressa nas urnas.

sábado, 26 de junho de 2021

Fora Bolsonaro - Para que esperar até 2023?

Fora Bolsonaro - Não dá mais para segurar Há um sofrimento no Brasil que não deixa a gente em paz. Sofremos com as mortes diárias, de amigos, colegas e parentes. Sofremos com as internações de milhares de pessoas. O virus continua matando e internando. O governo Bolsonaro continua lerdo, incompetente e briguento. O custo de vida continua subindo. Na feira, aqui ao lado do cemitério da Consolação, além dos preços subirem, alguns feirantes morreram com o virus... O desemprego continua aumentando o sofrimento. O salário fica menor a cada dia que aumenta o preço de alguma coisa. O desmatamento continua matando a Amazônia e as matas brasileiras. O governo desmancha-se numa CPI do fim do mundo. Como parlamentarista, sempre imagino que seria bem mais fácil de tirar Bolsonaro, bastava uma votação no Congresso... Mas no Brasil o sistema eleitoral é presidencialista. Elegeu, tem que aguentar quatro anos. Ou impeachá-lo. Mas impeachment nem sempre é transparente. Como calar o presidente maluco? Como acabar com tantas mortes se o presidente continuar sendo Bolsonaro? Como controlar a inflação e melhorar os salários? Como voltar a ter cultura e lazer? POR QUE ESPERAR ATÉ 2023? Quantas pessoas ainda deverão morrer até o Brasil e o povo brasileiro ficarem livres deste maluco? Já que Bolsonaro não tem a lucidez de renunciar, o geito é forçar sua saída. No amor ou na dor. Chamem o STF! Chamem o Congresso Nacional! Chamem o povo brasileiro. Façam um plebiscito!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Lula com 49% e Bolsonaro com 24%, pesquisa de hoje

Eleição só está garantida, quando o juiz oficializa Está escrito nas estrelas Hoje, tanto o Estadão quanto O Globo, deram manchetes com a última pesquisa do Ibope, que agora tem outro nome, dando vitória de Lula no primeiro turno, se a eleição fosse agora. Os petistas comemoraram, riram, se abraçaram e passaram o dia trocando mensagens. Nas eleições antes de Lula ter sido eleito e ter feito um bom governo e ter fortalecido a democracia, o jornal Folha, quando queria fazer terrorismo eleitoral, para facilitar a eleição de tucanos, a Folha entrevistava alguém do PC-B e da Convergência Socialista ou da Libelu. Os entrevistados diziam que iam reestatizar a Vale e que iam ocupar terras, etc. O povo entrava em pânico e, em seguida a Folha entrevistava alguém do PSDB, que explica o perigo das declarações... Com a vitória e o bom governo de Lula estes argumentos perderam o efeito. Tiveram que esperar acabar o mandato de Lula para dar o golpe contra Dilma. Quando eu vejo as pesquisas com Lula lá na frente, eu me lembro da época que Lula tinha 35% e FHC 8%. Por isso, todo cuidado é pouco. Lula precisa ser o candidato da paz, da estabilidade, da segurança e do crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda. Governar, depois da destruição causada por Bolsonaro e seus malucos, não será fácil. É como quando você compra uma casa e tem que gastar com a compra, depois gastar com as reformas e ainda pagar as prestações no banco. O Brasil vai precisar fazer um compromisso com a necessidade de se restabelecer o crescimento econômico, produzir vacinas para todo mundo, fazer uma campanha por reposição escolar, talvez reduzindo os dias de férias e feriado para que os alunos recuperem o currículo. O bom disto tudo é ver que Lula anda sereno, calmo e conversando com todo mundo. Outro dia Lula almoçou com um Bispo Protestante no Rio de Janeiro, resultado, nesta pesquisa de hoje, Lula está ganhando mesmo entre os evangélicos. Muito bom. Portanto, vamos todos trabalhar, ajudar a vencer o vírus da morte, voltar a produzir, gerar empregos e voltar a ser feliz. Sem ódio e sem rancor.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Colômbia deu um sufoco na seleção de Tite

A imprensa não deu destque, os torcedores não tiveram tempo de comentar ou não quseram. Passar sufoco com a Argentina ou Uruguai é compreensível, mas o sufoco que o Brasil passou ontem à noite foi terrível. Tomou um golaço aos dez minutos, ficou nervoso, não soube se impor no campo e só conseguiu virar o jogo aos 55 minutos do segundo tempo. Gol aos 55 minutos do segundo tempo? Mas o tempo normal não é de 45 minutos? Pois é, agora com este negócio de parar o jogo para olhar o computador, faz com que o tempo seja flexivel. Antes tarde do que nunca. Tudo bem que merecemos ganhar e temos craques para isso. Mas, a impressão que fica é que temos jogadores individualmente bons, mas o time, enquanto conjunto, é inseguro. Só é bom quando está ganhando. Quando fica perdendo se desespera e sofre mais do que o necessário. Como no Brasil atual tudo virou sofrimento morte, até no futebol caímos no sofrimento. É o Flamengo que perde para o Bragantino. O São Pulo que perde para vários times. É o Palmeiras que, quando todo mundo pensa que vai, ele fica. E o Corinthians que ainda não voltou das férias... Andaram falando que iam demitir o Tite... Mas ele está ganhando de quase todo mundo. O problema é que ele perde alguns jogos que não podemos perder. E aí voltamos para casa mais cedo. Nesta Copa América, o bom é que,por ser no Brasil, não precisamos voltar mais cedo... O resultado de 2 a 1 para o Brasil, ficou barato. Baratíssimo!

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Economia, revoluções e democracia

Economia, revoluções e democracia A Economia serve para mostrar, através de gráficos e números, a qualidade de vida dos países e seu posicionamento comparativo. Quando os países estão bem, o povo vive bem e serve de bom exemplo para os demais países. Quando a situação econômica dos países está ruim, ou os governos são ditaduras que impedem o povo de se manifestar, ou a tendência é o povo votar contra os governos, trocando-os, ou, tendo que derrubá-los através de grandes mobilizações, revoluções ou golpes de Estado. Quando os governos são substituídos, sejam através de eleições democráticas, através de revoluções ou golpes de Estado, os novos governantes têm o desafio de apresentar resultados econômicos melhores do que o governo que foi substituído ou derrubado. Quando a situação econômica melhora e o povo reconhece a melhoria da qualidade de vida, o povo legitima o novo governo, independente do sistema de governo praticado. Isto é, a situação econômica é mais importante do que a situação política. Quando um país, ou vários países, entram em guerra contra seus governantes, mesmo vitoriosos, nem sempre conseguem melhorar a qualidade de vida, quando comparados com os governos anteriores. E isso possibilita ou estimula que os derrotados tentem retomar o governo, gerando novas guerras. A história da humanidade é a história das guerras. Desde três mil anos antes de Cristo, até hoje, as mudanças foram realizadas através de guerras. Mesmo considerando o período recente, de 1945, com o fim da segunda guerra mundial para cá, vivemos sob as guerras. Mesmo o Brasil, com sua tradição pacífica, teve vários levantes armados e golpes de Estado. Tivemos a revolução de 1930, a derrubada de Getúlio Vargas em 1945, depois a morte de Vargas em 1953, e mais um golpe de Estado em 1964, o golpe dentro do golpe em 1968, e a redemocratização em 1985. Podemos dizer que o período de 1985 até hoje é o período mais longo de tolerância democrática que o Brasil teve. Em 520 anos de nossa história, tivemos apenas 35 anos de democracia efetiva, mas, mesmo assim tivemos dois impeachments, isto é, dois presidentes foram destituídos do governo. Um por corrupção – Collor – e outro divergências políticas que levaram a um golpe de Estado que não precisou usar os militares como pretexto. O instrumento usado para derrubar o governo Dilma do PT, foi a combinação ostensiva da imprensa, do judiciário, do legislativo e de segmentos importantes da sociedade, como empresários, classe média e instituições. Este golpe de Estado civil não precisou nem alterar o calendário eleitoral... Tanto o Brasil, como todos os países em geral vêm passando por pressões a favor e contra o sistema democrático baseado em eleições diretas e parlamento. Se, por um lado, a implosão da União Soviética, por colapso econômico ajudou a defender a democracia direta, por outro lado, a maior participação do povo na vida dos governos, com ampla inclusão dos mais pobres na sociedade de consumo, tem levado a um questionamento sobre as formas de democracia a serem praticadas. Presidencialismo, parlamentarismo, governos plebiscitários e ditaduras populistas mas não democráticas. Este dilema entre democracia e qualidade de vida faz com que volte a crescer o risco de guerras. O mundo sabe como as guerras começam, mas só sabem como as guerras acabam depois que elas acabaram. E cada guerra é mais violenta e desumana que a outra... A melhor forma de evitar novas guerras é através do conhecimento e da prática de governos democráticos com ampla melhoria de qualidade de vida, garantia de participação do povo na gestão e no acompanhamento das instituições e das empresas. Economia mais democracia tem significado menos guerras, menos ditaduras e melhor qualidade de vida. Como materializar isto? Fazendo amplo debate com todos os setores da sociedade, sem sectarismo e sem exclusão. Infelizmente as instituições brasileiras ainda estão impregnadas de conservadorismo, de preconceitos e de tentativas de preservarem seus privilégios passando por cima das necessidades básicas do povo. Dialogar, dialogar e dialogar. Respeitar, respeitar e respeitar. Este é o melhor caminho. Para somar, não precisa dividir. Se Lula está defendendo fazer um governo de unidade nacional, com todos os partidos que eleger seus parlamentares e respeitem a democracia, porque estimular o sectarismo dizendo que não aceitam previamente nem Lula nem Bolsonaro? Quem deve decidir é o povo através do voto democrático. A voz do povo é a voz de Deus. O Brasil tem jeito.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Economia, qualidade de vida e eleições

Economia, qualidade de vida e eleições O brasileiro sempre acreditou que Deus protegia o Brasil e os brasileiros. Esta crença era reforçada com a beleza natural do país, com as riquezas em no campo e nas cidades. Um outro fator que reforçava a crença de que “Deus era brasileiro” era a índole pacífica e acolhedora dos brasileiros. O quê aconteceu que fez o brasileiro mudar? 1 – O Brasil deixou de ser um país rural para ser urbano; 2 – Até os anos noventa, o Brasil era um país imenso e com baixa densidade populacional. Somente neste período a população chegou aos 150 milhões de habitantes; 3 – Até os anos noventa, o Brasil crescia economicamente em patamares que o projetava entre as dez melhores economias; 4 – Coincidentemente, em todo o mundo, a economia entrou em crise, o poder aquisitivo caiu vertiginosamente, houve um forte crescimento da violência, do desemprego e de grandes concentrações urbanas. Varias cidades do mundo passa a ter mais de cinco milhões de habitantes, com crises sanitárias, caos no transporte e perda de qualidade de vida; 5 – Nos anos noventa o mundo viveu grandes transformações políticas com a queda do muro de Berlim e a implosão da União Soviética. Até a Igreja católica passou por profundas transformações. 6 – E aí os brasileiros descobriram que “Deus não era mais brasileiro” e que, parecia que Deus tinha mudado para a China. O país onde tudo passou a dar certo. Chegamos a 200 milhões de habitantes, na economia, tudo passou a dar errado, os governos eleitos passaram a acabar com as aposentadorias, quando muita gente passou a ter direito a uma aposentadoria com dignidade, nossas escolas foram perdendo a qualidade, nossos hospitais entraram em crise, a violência cresceu assustadoramente e os governantes já não se preocupavam mais com a verdade – falavam uma coisa nas campanhas eleitorais e depois faziam tudo diferente do prometido. 7 – A maior prova de que “Deus deixou de ser brasileiro”, é que Deus “deixou” que o vírus matasse mais de 500 mil brasileiros. Mais de 500 mil mortes!!! 8 – Deus expulsou os brasileiros do paraíso e determinou que “nossa felicidade será fruto do nosso trabalho, do nosso estudo, da nossa humildade e da nossa determinação em fazer deste país uma grande nação.” 9 – Deus também já mandou avisar que a culpa da crise brasileira não é somente desta ou daquela pessoa, desta ou daquela empresa, deste ou daquele fazendeiro, a culpa é de todo mundo. No Brasil, a imprensa pode mentir que não acontece nada; a justiça pode lenta que não acontece nada; os policiais pobres e negros podem continuar batendo e matando moradores das periferias, todos pobres e negros, que também não acontece nada; os políticos podem continuar mentindo e se corrompendo que também não acontece nada... 10 – Cada brasileiro, seja religioso ou não, têm que fazer sua parte daqui para frente. Até o ano que vem, o Brasil precisa ser passado a limpo, identificados os erros e os acertos, e, o quanto antes, fazer um projeto de viabilidade econômica, política e social. E, só depois de aprovado o projeto que restabeleça a dignidade dos brasileiros, Deus voltará a frequentar as nossas casas e nossas instituições.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Democracia de verdade ou de mentira?

Democracia com legalidade e sem legitimidade. Com o crescimento econômico depois de 1945, houve grande evolução da qualidade de vida em todas as regiões. Seja em função da migração da população rural para as grandes cidades, criando grandes concentrações urbanas, também conhecidas como regiões metropolitas. Seja em função do avanço tecnológico. Mesmo trabalhando “sem carteira profissional assinada”, desempregados e sem qualificação, a melhoria na qualidade de vida é sempre significativa, quando comparada com o passado. Algumas destas conquistas são inimagináveis: a aviação substitui o cavalo e a navegação. Os automóveis passaram a ser o maior símbolo de demonstração de qualidade de vida. Países como a China e a índia, cada um com seus mais de um bilhão de habitantes, conseguiram intensificar o crescimento econômico e passaram a ter acesso ao mundo moderno. Junto com toda esta qualidade de vida material, cresce o debate sobre as regras de relacionamento entre as pessoas, entre cidades, estados e países. Os vitoriosos da segunda guerra mundial, como os Estados Unidos e a União Soviética, não conseguiram dar um ritmo produção para abastecer este mundo de mais de 8 bilhões da habitantes. Assim, ficou clara a fragilidade da regulamentação de como deve funcionar cada sistema, como sistema nacional de saúde, sistema nacional de educação, sistema nacional de transporte e circulação entre regiões distintas. A economia sofreu um grande choque de produção, obrigando os países a restabelecer formas de convivência urbana. Criou-se a ONU –organização das nações unidas, para contribuir na solução dos problemas. Os países passaram a ser governados pelos órgãos chamados de poderes da república. O executivo, o legislativo e o judiciário. Compondo assim as bases da democracia. O povo passa a ser o árbitro dos conflitos existentes, regido por uma constituição e com eleições regulares e representativas. Chegamos então ao debate sobre o grau de liberdade e de participação efetiva do povo no processo eleitoral. Podemos ter países com eleições onde somente 40% dos povo comparece para votar. Sendo que, por vários motivos, povo não vai votar. Porque não se sente representado pelos candidatos que se apresentam. Daí haver uma democracia formal, com legalidade mas sem legitimidade. Nos países onde a pessoa não é obrigada a ir votar, porque o voto não é obrigatório, há vários exemplos disto.

domingo, 20 de junho de 2021

Economia, religião e eleições

1 - Netanyahu perde a maioria em Israel e perde o poder. Cansaço de guerra permanente; 2 - Economia estagnada no Irã, somada a estupidez na relação dos Estados Unidos com Irã, fortalece os setores conservadores; 3 - Grosserias de Trump em relação a pandemia e as milhares de mortes, levaram-no à derrota eleitoral; 4 - No Peru, população elege alguém novo e mais ousado na defesa das necessidades do povo, principalmente o combate ao virus e a pandemia; 5 - Países conservadores do Leste Europeu, já não conseguem manter o poder somente com o voto do povo; 6 - Nem Putin está seguro da sua vitória na Rússia... O que está acontecendo no mundo, além da pandemia? O sintoma mais forte é de exaustão do modelo neoliberal da economia. A destrução do Estado como protetor da maioria da população, também conhecido como Estado do Bem Estar Social, com a privatização de tudo, levou os países e o povo em geral a perder poder de compra, perder qualidade de vida e, principalmente, perder a fé no futuro. Na ausência da confiança nos partidos políticos, o povo tem procurado as igrejas e as religiões. Se a ciência não resolve, busca-se Deus como provedor... Na Rússia são os cristãos ortodoxos, em Israel são os judeus ortodoxos, no Irã, que teve agora o menor índice de comparecimento para votar, cresceu o conservadorismo religioso, nos Estados Unidos, a direita voltou a crescer e a ameaçar a democracia, No Peru, a maioria é de índios e estes têm suas religiões... No Brasil, a direita, que sempre utilizou-se de golpes de Estados para presevar-se no poder, vive mais uma vez o mesmo dilema: aceita a vitória de Lula ou dá outro golpe de Estado para não deixar Lula vencer as eleições? A direita vem usando os religiosos pentecostais, com seus valores conservadores e sua militância em todo território nacional, como forma de se tentar impedir a vitória de Lula. Este, que não é besta, já vem fazendo reuniões com líderes pentecostais, mostrando que no seu governo anterior, os religiosos tinham muito mais dinheiro, salário, benefícios diretos e indiretos, melhorando substancialmente a qualidade de vida do povo mais pobre e, consequentemente, dos pentecostais, aumentando o dízimo e o dinheiro para as Igrejas. Política sem melhoria da qualidade de vida não enxe a barriga de ninguém. Não á voto onde não há trabalho, emprego, saúde e educação. O governo Bolsonaro, que é o governo onde os pentecostais tiveram mais acesso aos cargos públicos, já não consegue manter o poder de compra dos crentes. A inflação está subindo e perdendo o controle, o desemprego leva a população à fome e ao desespero, inclusive a não pagar dízimos, o dólar continua no patamar de 5,00 reais, inviabilizando a economia, faltam componentes para a índústria produzir e falta mercadoria nas lojas. E os juros bancários estão subindo novamente. Élio Gaspari, jornalista da Folha, diz que foi Lula que possibilitou o surgimento do governo Bolsonaro e que vai ser Bolsonaro que vai viabilizar o retorno de Lula ao governo. Uma provocação jornalística que esconde a responsabilidade que é de todo mundo. Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Lula errou quando apoiou a reeleição de Dilma. Mas, tanto o PT como os dez partidos que apoiaram a decisão do PT em manter Dilma no segundo mandato, também erraram. E quem mais errou foi a direita, quando organizou o golpe de Estado contra Dilma, o PT e o próprio Lula. Nos dois mandatos de Lula a econmia cresceu, todo mundo ganhou dinheiro e o Brasil ganhou prestígio internacinal. Lula dialoga com todo mundo, respeita todas as religiões e partidos políticos. Lua é o melhor símbolo de unidade com responsabilidade que o Brasil já teve. Com Lula, a economia vai voltar a crescer e beneficiar todos os setores da sociedade. Com Lula, os crentes vão voltar a ter dinheiro para pagar dízimos e erguerem novas igrejas. Com Lula, vamos voltar a ter empregos e melhores salários. Com fé, esperança e amor, além do combate ao virus assassino, teremos vacina para todo o povo brasileiro, teremos mais paz e mais solidariedade. Com Lula, vamos voltar a proteger os povos indígenas e proteger a Amazônia. Sem medo de ser feliz. Chega de terrorismo e de chantagem da direita. Lula nunca foi comunista, terrorista de direita é quem acusa Lula de radical. Lula é paz e amaor, com respeito e compreensão. E, para comemorar as manifestações deste sábado, vai um grande abraço para nosso querido CHICO BUARQUE.

sábado, 19 de junho de 2021

500 mil nas ruas do Brasil, que passa de 500 mil mortes

Aumentam as manifestações em todo Brasil, aumentam as manifestações nos mais diversos países, o povo vai perdendo o medo do virus e vai enfrentando esta vergonha nacional que é o governo Bolsonaro. O que será o destaque nas manchetes dos jornais? Os 500 mil nas ruas do Brasil ou as 500 mil mortes acumuladas no Brasil? Sem falar em quase 50 milhões de desempregrados, subemlpregados e desalentados.... É um país onde tudo em grande, seja na alegria ou na tristeza.... E as vacinas, onde estão? O povo quer agilidade nas vacinas. Chega de mortes e UTIs. E o impeachment, vem ou não vem? Há gente falando também em golpe militar. Só se for o golpe dentro do golpe, como 1968 foi para 1964. Só se a direita estiver pensando em roubar as eleições ou suspender as eleições. Porque se tiver eleição, Lula ganha no primeiro turno. O importante é aumentar o trabalho de convencimento com a população. A palavra final deve ser do povo.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Jacy Afonso, de volta para casa

Jacy Afonso, de volta para casa A pandemia abalou o mundo. A pandemia fez “a Terra parar”. Apandemia está matando 600 mil pessoas nos Estados Unidos e 500 mil pessoas no Brasil. A pandemia fez Jacy Afonso parar. E, ao ser internado para se defender do virus, Afonso fez com que militantes de todo Brasil parassem para buscar notícias de Afonso. Foram dias de ansiedade e de muitas rezas e vibrações. Afonso não pode morrer! E Afonso foi internado, depois foi para a UTI, onde ficou vários dias, depois voltou para o quarto do Hospital e, finalmente, foi liberado para ir para casa. Vejam que singela mensagem nossos compaheiros de Brasília mandaram: Jacy Afonso recebeu alta hospitalar* Nesta sexta feira, 18/06/21, às 9h:30 nosso companheiro presidente Jacy Afonso recebeu alta no Hospital Brasília no Lago Sul. Deixou o hospital minutos depois. Continuará sua recuperação com o uso de medicamentos e fisioterapia na residência de um familiar. Portanto não estará em sua residência no Plano Piloto. Por recomendação médica ele não poderá receber visitas e não retomará, nos próximos dias, suas atividades políticas mesmo pelo celular, whatsapp e redes sociais. Familiares, amigos e companheiros do PT e de diversos partidos e entidades do DF e de todo o Brasil manifestaram-se nos últimos dias desejando-lhe recuperação e restabelecimento da saúde. A mensagem que ele manda a todos é de “profunda gratidão pelas manifestações de carinho, energia e fé pela minha saúde”. Continuaremos todos e todas confiantes e irmanados pela recuperação do nosso dedicado militante e presidente Jacy Afonso de Melo.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Explica esta professor Delfim Neto

Explica esta, professor Delfim Neto O Brasil vive o drama do desemprego, do arrocho salarial, da imprensa que dia mostra dia não mostra, da Justiça injusta e de um governo que é a maior desmoralização de todos os tempos. Ontem abordamos o bom artigo do professor Delfim Neto sobre inflação, desemprego, seca e dólar nas altruras.... Hoje, tivemos oportunidade de ver uma das contradições do capitalismo neoliberal e irresponsável que se aplica no Brasil. Como o frio este ano está pior do que nos anos anteriores, fui comprar umas camisetas de mangas compridas já que só tenho camisetas de mangas curtas. Fui nas lojas Hering, que tem feito roupa boa, com qualidade, bom preço e muitas lojas de rua e de shopping. Apesar da propaganda, não tinha o produto na loja. A vendedora telefonou para ver se tinha em outras lojas, também não tinha, ligou para a fábrica e também não tinha... Procurando por produto equivalente, camisetas de mangas longas, achei uma camiseta bem mais cara, mas era um produto melhor. Comprei duas e quando cheguei em casa fui olhar as etiquetas para ver o bom produto da Hering... A etiqueta dizia: Feito em Bangladesh, Hecho en Bangladesh e Made in Bangladesh. No verso da etiqueta estava escrito: Cia Hering... Uruguay.... Venezuela....PERU.... FIQUEI SEM ENTENDER NADA. O Brasil tem desemprego, todos os países da América Latina têm desemprego. Então porque, em vez de se produzir aqui, se manda para Bangladesh? Será que é por solidariedade, já ue Bangladesh é um dos países mais pobres do mundo? Não acredito... Talvez seja porque há uma liberação de importações com dumping contra as empresas brasileiras e do mundo. Para quem não sabe, Bangladesh faz parte da Grande China Asiática, isto é, como a China já virou classe média e rica, agora a mão de obra mais barata está no Sudeste Asiático e na Índia... Tudo sublocado pela China. E nós, cara pálida? Ficamos com o que? Estão parando de prudizir aqui os automóveis, os remédios, as roupas, os livros e material escolar, as bolas de futebol, as camisetas de campanhas eleitorais e de verão, o Brasil está ficando sem fábricas. E ningué,m explica nada? Ninguém defende o povo brasileiro? Que vergonha, que vergonha! Só chamando o professor Delfim Neto para explicar isto tudo e quando Lula for eleito no ano que vem o professor vai ajudar o povo a entender de economia. Nada de ser ministro, o professor já não tem idade para reanimar este Brasil tão destruido. E vamos parar por aqui que logo logo teremos jogo do Brasil contra o Peru.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Delfim fala de inflação, do dólar e da seca

O economês, o virus e o professor Todo mundo sabe que Delfim Neto é um grande conhecedor da economia e da política, mas, mesmo Delfim, quando fala da inflação, ele fala melhor para os conhecedores do tema do que para o cidadão comum. Além da crise com as 500 mil mortes no Brasil, temos uma profunda crise política, além da inflação ou custo de vida que está matando muita gente. O diagnóstico parece que não é difícil, com as importações chinesas comprando muito do Brasil, os preços internos tendem a subir, provocando inflação; o dolar está fazendo o seu estrago e estamos tendo falta de chuva – culpa de Deus e não da falta de planejamento. Se os especialistas conhecem o diagnostico, porque os preços não baixam, os empregos não aparecem e os salarios ficam cada vez menores? Vejam o resumo de Delfim: A difícil inflação de Delfim Neto A situação é desconfortável e acentua a perda de renda dos mais pobres em um momento de elevado desemprego 15.jun.2021 – Coluna de Delfim Neto na Folha. A inflação preocupa. Atingiu 8,1% nos 12 meses terminados em maio, acima da meta de 3,75% para 2021 (e do limite de tolerância, 5,25%). Ainda que sobre a base deprimida do ano passado, a situação é desconfortável e acentua a perda de renda dos mais pobres em um momento de elevado desemprego Alguns fatores explicam a dinâmica da inflação desde o 2º semestre de 2020. O primeiro é o comportamento dos preços internacionais das commodities, impulsionados pela forte demanda internacional, notadamente da China. O segundo se deve à monumental desvalorização cambial, ocorrida primordialmente pela protelação do desfecho do Orçamento e do flerte com o rompimento do regime fiscal. Com a resolução deste impasse —e com o início da elevação da taxa de juros pelo Banco Central, o câmbio já aprecia e começa a amortecer parte da pressão das commodities em vez de reforçá-la. Por fim, há o impacto do encarecimento da energia elétrica pela falta de chuvas. Mesmo que a chance de racionamento ainda seja baixa, o choque sobre preços será salgado. É preciso compreender, entretanto, que nem todos os elementos são idiossincrasias nossas. A força e a rapidez do movimento de “reflação” global têm surpreendido a todos. Países emergentes têm registrado inflação de 5%-6% e a inflação ao consumidor americano atingiu seu pior resultado dos últimos 13 anos: 5% em 12 meses. Os preços dos bens duráveis nos EUA subiram mais de 10% no período, e os de energia 28,5%. Por trás desse padrão, está a recuperação global em ritmo mais acelerado que o previsto. Esperava-se que o corte de demanda produzisse queda generalizada dos preços na pandemia. O que se viu, entretanto, foi a canalização de boa parte da demanda de serviços para bens, sem que houvesse ajuste na oferta. Setores não foram capazes de antecipar a demanda (e sua intensidade) e houve uma completa disrupção dos processos produtivos. A indústria de semicondutores sofre com a falta de insumos, e no setor de logística faltam embarcações para o transporte. Os EUA chegaram a ter um déficit de 500 mil containers na China para realizar importações. O mercado que operava com uma taxa de média de rolagem de embarque próxima a 8% no pré pandemia, trabalha hoje acima de 37%. Mesmo setores que não paralisaram suas atividades preveem normalização apenas em 2022. Assim, a inflação corre acima do esperado em diversos países, emergentes ou não. O segundo semestre deve trazer algum alívio à inflação brasileira, que encerrará o ano em ainda elevados 5,5%-6%.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Centro de São Paulo, abandonado, vazio e violentado

Centro de São Paulo abandonado e vazio Hoje eu fui no Centro de São Paulo. Estranhamente vazio, abandonado, parecendo que a peste passou por ali como passou pelas ruas do Egito na época de Moisés... Ao olhar para os prédios abandonados, crescia uma tristeza por não entender o porque o povo de São Paulo não preserva os monumentos, os símbolos e as lembranças de tantas vidas tão gloriosas e tão importantes... A Praça da Sé, com sua catedral monumental, vazia, alguns moradores de rua dormindo ou deitados nas calçadas e olhando para o nada. As pessoas passavam perto delas como se não houvesse ninguém deitado ali. Passei pelo largo do São Francisco e lá estava a imponente Faculdade de Direito do largo São Francisco. Vazio, com alguns guardas e alguns moradores de rua. Nem a Igreja de São Francisco chamava atenção. Lá já não tem mais o Restaurante Itamarati, tão simbólico quanto a própria faculdade de direito. Peguei a Rua Líbero Badaró, a mesma rua, onde em 2 de julho de 1970, feriado na Bahia, em homenagem às lutas e batalhas para expulsar os últimos portugueses monarquistas do Brasil, num dia 02 de julho, entreguei minha carteira de trabalho de menor para ser registrado num grande escritório de advocacia. Moura, Teixeira, Gouveia e Silva – Advogados. Três andares do prédio da Cia. Paulista de Seguros, em frente ao Edifício Conde Francisco Matarazzo, ao lado do Othon Palace e perto de agências bancários como City Bank, Banco Holandês Unido, Chase Manhattan Bank, London Bank e tantos outros... Aqui passava a grana dos Barões do Café, aqui passam as madames que iam tomar chá das cinco ao lado do Teatro Municipal, aqui passava o bonde sobre os trilhos e para o caminho do Mercado Municipal. Por este centro da cidade, você necessariamente passava pelo Páteo do Colégio, ia até o Mosteiro São Bento e dava um pulo na Igreja dos Escravos no Largo Paissandu. Se tivesse tempo, parava num cinema e escolhia o filme da vez. Com o tempo veio a Galeria Metrópoles e a Biblioteca Mario de Andrade, ao lado do Estadão e da Avenida São Luiz com suas lojas de empresas aéreas para Paris, Londres e New York... Porque abandonaram o Centro de São Paulo? Para onde foi sua riqueza, que não aparece nem na Avenida Paulista, nem na Faria Lima nem na Berrini? Para onde sua cultura, se o Teatro está fechado? As lojas estão fechadas, os bancos já desistiram do brasil e os patrocinadores já desistiram até da Seleção Brasileira de Futebol? Mas em 1970 o Brasil foi tricampeão mundial de futebol. E hoje? Em 1972 tinha Elis Regina cantando Falso Brilhante no centro de São Paulo! Mesmo em 1979, você ainda podia assistir à peça Pato com Laranja com Paulo Autran no papel principal. E encontra-lo andando pela Rua Boa Vista em plena tarde. Muitos vão dizer que o que esvaziou o Centro de São Paulo foi o vírus covit-19. Não é verdade. O Centro foi esvaziado muito antes do vírus e da pandemia... O Banespa acabou antes da pandemia do vírus... O Itaú deixou o centro da cidade antes do vírus... O Bradesco, que fez parte importante do centro, também migrou não sei para onde... O Votorantim, lorde edifício está vazio e a Votorantim com seu histórico Antonio Ermírio já não está no centro. Não se fala mais do Jockey Club, nem do restaurante espanhol nem do grego. Não posso deixar de falar dos viadutos do Chá e do Santa Ifigênia com seus ferros e seus desenhos trazidos da Inglaterra em 1895... Compramos os andares do Prédio Martinelli para ajudar a revigorar o Centro. O mesmo prédio Martinelli que fui na reinauguração quando Olavo Setúbal era prefeito. E a Avenida São João já não tem seu belvedere, nem sua belle epoc. E tivemos prefeitos de direita, como Maluf, prefeitos gente boa como Mario Covas, prefeitas de esquerda chic e de esquerda ideológica como Marta Suplicy e Erundina. Tivemos prefeitos professores de direito como Haddad e Claudio Lembro. Nem Jânio Quadros conseguiu impedir a destruição de São Paulo. O centro de Paris continua lindo. O centro de Londres continua sendo o centro do mundo. O centro de Barcelona continua uma beleza. O centro de Roma também continua bonito... Porque abandonar o Centro de São Paulo? Ao dialogar via zapp com uma amiga de muitos anos pelo centro, depois de andar pelas ruas do Centro, me vi emocionado escrevendo para ela: Não podemos perder a fé na vida. Como fazer para não perder a fé, já que a vida apaga-se com os amigos e parentes que morrem em função do vírus. Pior do que o vírus invisível é o vírus da incompetência em se ver na história do Centro de São Paulo, a incapacidade de perceber que já não temos direitos nem deveres, já não temos democracia, nem cultura nem dignidade. Só nos resta a vergonha e, como na época do “ame-o ou deixe-o”, pegar o avião e ir morar em Portugal ou como pedreiro nas quebradas dos Estados Unidos. Da mesma forma que os franceses comemoram a vitória da segunda guerra mundial, com suas lindas cores e seu hino libertário, nós também precisamos comemorar nossa história e nossas lembranças, mesmo que as casas, os edifícios e os monumentos já não existam mais... Não podemos perder a fé na vida. Maria, Maria...

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Netanyahu perde votação POR UMA CABEÇA

Israel – Netanyahu perde votação “por uma cabeça” O povo israelense foi para as ruas comemorar a queda de Netanyahu. Os governos também comemoraram e a comunidade internacional de judeus deve estar comemorando. Netanyahu transformou o governo de Israel num Estado militarista, provocador e hostil à convivência com o mundo árabe e hostil ao mundo. Israel não foi criado para ser controlado pelos judeus ortodoxos oriundos do leste europeu. O mundo deseja que a imagem do país seja a de um país democrático, moderno, integrado com os judeus do mundo, e sendo parceiro da comunidade internacional. O mundo não gosta e nem concorda com a “guerra permanente”. O mundo gosta e defende a Paz, a convivência democrática e respeitosa. Tem muitos “analistas e palpiteiros” torcendo para esta coligação implodir e assim facilitar a volta de Netanyahu. A regra do jogo parlamentarista e presidencialista é de que “quem ganhar, leva”. Seja em Israel ou no Peru. A vitória “por uma cabeça” aumenta a responsabilidade em dialogar mais com todos os setores das comunidades internas e externas dos países. O novo primeiro ministro já declarou que: “Iniciaria um governo razoável e responsável, pondo fim a um terrível período ódio entre o povo de Israel”. Não só Israel, mas todos os governos do mundo, precisam vencer os três grandes desafios atuais: 1 – combater incansavelmente o vírus covid-19 e vacinar todo mundo; 2 – retomar o crescimento econômico, gerando emprego e renda para todos; 3 – evitar guerras e terrorismo, priorizando a democracia e a prática da liberdade. Vida longa ao novo governo de Israel. Obrigado Bibi, pelo que fez de positivo nos 12 anos de governo. O sol nasceu para todos e o mundo precisa de paz e solidariedade. Vamos andar para frente, sem ódio e sem rancor.

sábado, 12 de junho de 2021

Um blog com um milhão de amigos

Um milhão de acessos, 126 países e muitas histórias Hoje passamos de 900 mil acessos e breve chegaremos a um milhão. Um blog pode servir para muitas coisas, pode ser amador ou profissional, pode ser mais voltado para um tema predominante ou pode ser aberto aos assuntos variados. O nosso blog, que começou como um pedido dos colegas de Formação Sindical, que pediram-me para eu escrever sobre minhas experiências na vida. Contar os casos e os causos... Passamos dez anos e hoje passamos de 900.000 acessos acumulados nestes dez anos. Não é fácil escrever todos os dias, mas, da mesma forma que fizemos a Folha Bancária diária, valorizamos o registro histórico e as experiências, Abordamos diariamente temas como democracia, políticas públicas, economia, empresas e negócios, guerras e crises internacionais, cultura, esporte, religião, famílias, e natureza, flores especialmente. O curioso é que temos mais leitores internacionais do que nacionais. Por exemplo, no período atual – porque varia conforme a época – na lista de países, o Brasil está em quarto lugar, atrás da Indonésia, da Suécia e dos Estados Unidos. Tem época que fica também atrás da China ou de Hong Kong. Dos 126 países, veja a sequência dos 22 primeiros: 1 – Indonésia, 2 – Suécia, 3 – USA, 4 – Brasil, 5 – Alemanha, 6 – França, 7 – Irlanda, 8 – Bélgica, 9 – Canadá, 10 – Estônia, 11 – Espanha, 12 – Itália, 13 – Rússia, 14 – China, 15 – Uruguai, 16 – Argentina, 17 – Japão, 18 – Hong Kong, 19 – Austrália, 20 - Emirados Árabes, 21 – Israel e 22 – Cazaquistão. Sempre abordamos os assuntos sob o prisma da democracia, da liberdade, da diversidade e das análises comparativas no tempo histórico. Da mesma forma que defendemos a liberdade partidária, defendemos também a liberdade religiosa e o direito de não se ter religião. Muitas vezes as guerras são feitas em nome de um Deus, como se o Deus de um fosse melhor do que o Deus do outro. Quando na verdade as guerras são coisas dos humanos, não deste ou daquele Deus. Tem algo mais contraditório do que a guerra entre Israel e os Árabes? A melhor guerra santa que eu conheço é de todos os países contra o vírus assassino e a necessidade de se vacinar todo mundo. A economia se esconde atrás da política, como o preconceito e a intolerância também se escondem atrás da política. Resultado: O povo odeia os políticos...

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Nova pesquisa da XP mostra LULA IMBATÍVEL

Brasil – Nova pesquisa da XP mostra Lula imbatível A pesquisa realizada neste mês de junho e divulgada hoje reforça o que as pessoas vêm dizendo, inclusive Delfim Neto. Lula ganhará no primeiro turno. Só a morte ou invalidez pode impedir de Lula ser o futuro presidente do Brasil. Lula é a maior liderança e foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Unir o Brasil para recuperar o crescimento econômico, derrotar o vírus assassino, vacinar todo mundo, gerar empregos e renda. Melhorar a saúde e a educação, tudo isso é o que o povo mais quer. E a pessoa mais credenciada para isso é o Lula. A pesquisa da XP desse mês, além de reforçar a liderança de Lula em todos os níveis, e mostrar a derrocada de Bolsonaro, mostra algumas curiosidades: Quando perguntado sobre confiança nas instituições, o resultado é o seguinte: Entre os que mais confia e os que menos confia. 1 – Forças Armadas 58% confiam 2 – ONU – Nações Unidas 55% 3 – Igreja Católica 55% 4 – Bancos 40% ( XP é banco de investimento e será banco) 5 – Empresários 39% 6 – Igrejas Evangélicas 37% 7 – IMPRENSA 37% 8 – Presidência República 32% 9 – Sindicatos 27% 10-Senado Federal 15% 11-Câmara de Deputados 10% 12-Partidos Políticos 9%. Quando apresenta a distribuição de renda no Brasil, aí percebemos o quanto o Brasil ainda é pobre e a renda é concentrada. a) 19% dos que estão trabalhando ganham ATÉ um salário mínimo (1.100,00). Estes são os considerados pobres ou muito pobres. b) 29% ganham entre 1.100 e 2.200,00 – entre um e dois salários mínimos. Estes são a base da economia nacional. c) Ao somar (a + b) teremos 48% dos trabalhadores com rendimentos, praticamente a metade. d) De 2.200 a 5.500,00 – de dois a cinco salários mínimos – temos 34%. É onde está um terço da renda dos trabalhadores mais qualificados e em qualificação. e) Ao somar as três faixas, temos (19% + 29 + 34%) = 82%. Aqui está o povo brasileiro. f) Na faixa de 5.500 a 22.000,00 – de 5 a 20 salários mínimos – temos 17%, representando a classe média tradicional. Aqui estão os principais formadores de opinião. g) Finalmente, com apenas 1%, temos os que ganham mais que 22.000,00 ou seja, mais de 20 salários mínimos no Brasil. Este são os ricos e controladores das instituições. Na história do Brasil, quem mais gerou empregos, renda e melhoria da qualidade de vida, foram Getúlio Vargas e Lula. Isto os trabalhadores não esquecem. Para melhorar a vida de todos os brasileiros, além de investir na recuperação da confiança nas pessoas e nas instituições, precisamos de alguém como Lula na presidência da República. Que cada um faça a sua parte. Sem medo de ser feliz!

Direita peruana quer melar eleições

Peru: O povo não aceitará golpe da direita contra eleições A própria imprensa mais conservadora reconhece: Fujimori não quer reconhecer a derrota e tenta melar as eleições. Historicamente, são situações como esta no Peru, que tenta melar o resultado da vontade do povo, que cria as condições para depredações, violências, descontroles e guerra civil. No caso das América Latina, a tradição é que os Estados Unidos sempre estejam por trás dos golpistas. Neste caso do Peru, aparentemente ainda não há intervenção dos Estados Unidos. Vejam a manchete de importante jornal empresarial brasileiro, o Valor, de hoje, 11 de junho de 2021.: Peru: Castillo vence nas urnas, mas pedidos de anulação PODEM MUDAR RESULTADO. O jornal também alerta que: O povo votou, mas, será na justiça eleitoral que se dará o rssultado final sobre quem vai tomar posse. Fujimori requereu que sejam ANULADAS 802 urnas. Já Castillo, entrou com pedidos de nulidade contra 209 urnas, a maioria da capital, Lima. Mesmo reconhecendo que a diferença foi muito pequena e se anularem urnas pode mudar o resultado, a missão de Observadores da União Interamericana de Órgãos Eleitorais aprsentea reltaório RECONHECENDO A VITÓRIA DE CASTILLO. O mesmo resultado chegou a Missão da OEA - Organização dos Estados Americanos. A palavra final deve ser do povo. Ficou evidente que a maioria do povo peruano quer mudar o governo e elegeu alguém de seu meio, ao votar em Castillo, professor das comunidades mais pobres. Se os países da América Latina deixarem a direita golpista mudar os resultados eleitorais quando perderem nos votos, a situação ficará insustentável. O momento requer muito bom senso e muita responsabilidade. Democracia é coisa séria e com a vontade do povo não se brinca. QUE SE RECONHEÇA IMEDIATAMNTE A VONTADE DO POVO DO PERU CASTILLO É O PRESIDENTE ELEITO

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Peru: Democracia ou guerra civil?

Peru: Democracia ou guerra civil? A direita no Peru e nos outros países achava que a eleição estava ganha. Tanto pelos gráficos com dados de pesquisas realizadas entre a população urbana e os de classe média, achavam que os pobres acompanhariam seus patrões... Os pobres estavam em silêncio, aguardando o dia da votação. E, em silêncio, compareceram em massa para votar. Os velhos, os jovens, as crianças foram juntos para aprender o que é a força de um povo. Quando abriram as urnas, começaram a apurar pelos bairros ricos onde Keiko Fujimori ganhava de lavada. E os ricos iam para janelas de seus apartamentos comemorar mas uma vitória. Mas, quando começaram a abrir as urnas das pequenas cidades, das montanhas, os votos do povo foram aparecendo, e aparecendo, e aparecendo até empatar e depois passar na frente da candidata dos ricos. E o povo do Peru viu que podia dar uma grande lição de autoestima, uma grande lição de humildade. Com a vitória do povo do Peru, a candidata dos ricos voltou a perder a humildade e voltou em falar em fraude, e pedir judicialização das eleições. Os não índios e os ricos precisam aprender a respeitar a democracia e a respeitar o voto do povo. Depois de tão tenso processo eleitoral, não querer aceitar o resultado das urnas é uma grande violência. Os países democráticos, à ONU e a imprensa internacional precisam exigir o respeito do voto do povo peruano. Democracia só se aprende praticando-a. Ou se respeita à democracia e a vontade popular, Ou o Peru entrará no caos e na violência social, caminhando para uma guerra civil traumática em todos os sentidos. Sem medo de ser feliz. É tão bonito ver a alegria do povo.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Peru já tem novo presidente

Peru aguarda o resultado oficial Professor e jovem, novo presidente já foi escolhido pelo povo, falta apenas o resultado oficial para constituir o Comitê de Transição e preparar o pais para uma importante tarefa de ser um bom exemplo para o mundo. Cada país tem seu caminho. Cada povo tem sua história. O povo peruano tem mais do que uma bonita história, tem um exemplo de como era e é possível ter um país voltado para todo seu povo em vez de voltado para uma minoria de ricos e não indígenas. É o momento de colocar a história do povo peruano em primeiro lugar, recuperando a dignidade e o orgulho de ser inca ou peruano nativo. Mostrando que é esperto e habilidoso, o novo presidente, Castillo, declarou que “já teve uma conversa com o empresariado nacional que está mostrando seu respaldo ao povo. Faremos um governo respeitoso com a democracia e com a Constituição atual. Faremos um governo com estabilidade financeira e econômica.” Governar com democracia, com competência e com transparência é possível e necessário, como é necessário também que se governo para todo o povo e não apenas para os ricos. Viva o Peru, Viva o povo peruano.

terça-feira, 8 de junho de 2021

No Peru a eleição está cabeça a cabeça

Eleição no Peru agita o mundo Os ricos já comemoravam a vitória , mas o tempo foi passando e o candidato dos pobres foi resistindo, pegando voto aqui e acolá e os ricos comemorando. Na medida que foram apurando os votos das cidades pequenas, votos das comunidades indígenas, e dos camponeses moradores das montanhas, Castillo, o candidato do povo foi crescendo, crescendo, fazendo os ricos diminuírem as festas. De repente o povo aumentou a festa. Finalmente conseguiram passar na frente de Keiko Fujimoro, a candidata dos ricos e dos não índios... Apuradas 96,795% das urnas, o candidato do povo estava com 50,254% e a candidata dos ricos com 49,746%. E Castillo cegava a quase 100 mil votos de frente. O mundo acompanha ansioso quem ganhará e com qual diferença. Os votos dos moradores do Peru ja definiram que Castillo vai chegar na frente. No entanto, foram autorizados a votar 750 mil pessoas. Imaginem que, como a diferença é de apenas 100 mil votos, esta diferença pode ser revertida, estragando a festa do povo. Também pode acontecer de a disputa ser acirrada no exterior e Keiko Fujimori não conseguir virar o resultado. Se com 10% de votos de diferença já obriga a se dizer que o Peru estaria dividido, imaginem com apenas 0,25% de diferença! O mundo está realmente dividido. O mundo anda tenso, os países estão reagindo às imigrações, o desemprego está maior do que o aceitável e a pandemia continua matando gente em todos os lugares e de todas as etnias. O grande desafio é encontrar soluções para as crises ameaçadoras sem precisar acabar ou suspender a democracia. A saúde está em primeiro lugar, mas, com democracia podemos salvar mais gente; A economia está em segundo lugar, mas, com democracia podemos ser mais criativos e solidários; As imigrações são complicadoras, mas, com democracia podemos ter mais respeito às pessoas de etnias diferentes... Os ricos costumam ficar agressivos quando o povo contraria à vontade dos ricos e dos acomodados nas mordomias das instituições públicas. Respeitando e valorizando à democracia, devemos definir parâmetros de distribuição de renda, acesso às escolas e aos hospitais, além dos estímulos a mais cultura, mais esportes e mais liberdade para todos. A democracia pressupõe que quem ganha hoje pode perder amanhã e todos vamos aprendendo juntos. No Peru, que vença o ou a que tiver mais votos, sem fraude, sem violência e sem ressentimento. O Peru e o povo em primeiro lugar.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Quem ganhou no Peru? Quem vai ganhar no Brasil?

Eleição no Peru, Pandemia, desemprego. Tudo a ver. Algumas coisas geraram muita ansiedade e sofrimento, neste final de semana e hoje: 1 – Vários colegas e amigos tiveram o vírus confirmado e foram internados, correndo risco de vida; 2 – A polarização da eleição no Peru, é muito parecida com a nossa, e dos demais países da América do Sul. Ricos contra pobres, Sul contra o Nordeste, protestantes contra católicos; empregados contra desempregados, etc. 3 – O Peru é proporcionalmente o país onde mais gente morreu em relação ao tamanho de sua população. O Brasil deve ser o segundo ou terceiro onde mais morreu gente, quantitativamente falando. Estamos chegando a 500 mil mortes. 4 – O desemprego continua crescendo, a pobreza e a extrema pobreza aumentando e os ricos ficando cada vez mais ricos. Podemos chamar isto de uma bipolarização entre ricos e pobres? Creio que seja mais múltiplo do que binário. O que temos certeza é a polarização entre o neoliberalismo radical que aumenta a pobreza, aumenta a concentração econômica, empobrece os governos e os Estados, aumentando a violência e a falta de perspectiva de vida individual e coletiva. 5 - Quem ganhou no Peru? Só saberemos mais tarde. Talvez quarta-feira... 6 - E nossos doentes, contaminados? Alguns já voltaram para casa, Outros continuarão internados, E outros não voltarão... Culpa do genocida. 7 – E as eleições no Brasil? Sabemos que os dois candidatos daqui são mais experientes do que os do Peru. Mas não significa que será uma eleição mais fácil. Tende a ser uma eleição histórica, como dizem os peruanos. 8 – Enquanto não chegam as eleições brasileiras, Continuaremos a morrer por falta de vacinas, Continuaremos internando os nossos colegas e amigos, Continuaremos desempregados, abandonados e sem dinheiro. A nossa sorte, é que ainda temos as peladinhas do nosso futebol, que vive mais do passado do que do presente. A gente volta a ter saudade do João Saldanha.

sábado, 5 de junho de 2021

Caos político afeta tudo no Brasil

Brasil se perde na confusão Um governo desacreditado, um povo irritadíssimo, o Brasil desorganizado e um acusa acusa danado. Os banqueiros começam a fazer campanha para Bolsonaro. Por que não se calam? O futebol, que já vinha devagar e ruinzinho, agora virou confusão por causa da Copa América. Os militares só perdem quando se aliam a Bolsonaro. Perder a credibilidade é meio caminho para a baderna. A CPI continua jogando na confusão e piorando a situação do Brasil. Os empregos continuam acabando. O desemprego continua aumentando. E o povo se desesperando. E as vacinas? Finalmente a Anvisa liberou a vacina russa. Será que o mundo vai se acabar? E nossos amigos, colegas e parentes continuam morrendo, sendo internados e desesperados. Que Deus salve Afonso e todos que estão internados ou sem tomar vacinas. Que venha o jogo do Paraguai na terça-feira! Arriba!

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Eleição no Peru é uma aula de pressão

Eleições no Peru – um exemplo como a imprensa interfere Talvez a jornalista que escreveu o artigo nem perceba, mas é evidente que há uma preferência pela candidata do “Mercado”. Há uma nítida tentative de dialogar com a classe média peruana e, como segundo as pesquisas estão empatados, a classe media é mais fácil de votar na camndidata do Mercado, isto é, da direita, dos conservadores… Leiam o artigo do jornal Valor: Eleição no Peru pode manter ciclo de instabilidade política Esquerdista Pedro Castillo e conservadora Keiko Fujimori disputam a Presidência no domingo. Quem quer que vença deverá ter dificuldade para governar Por Marsílea Gombata — De São Paulo 04/06/2021 Os peruanos vão às urnas no domingo escolher o próximo presidente do país em meio a grande incerteza. O esquerdista Pedro Castillo e a conservadora Keiko Fujimori aparecem empatados nas pesquisas de intenção de voto. Castillo propõe uma revisão do modelo econômico peruano e uma nova Constituição, o que vem assustando mercado e investidores. Já Fujimori tem alta rejeição por causa de seu pai e corre o risco de governar sob intensa agitação social. As últimas pesquisas mostram Castillo, do partido Peru Livre, com 51,1% das intenções de voto, e Fujimori, do Força Popular, com 48,9%. Como a margem de erro é de 2,5 pontos, eles estão empatados. Dentre as propostas de Castillo estão uma Assembleia Constituinte para escrever uma nova Constituição, taxar mais as empresas de mineração, criar um imposto sobre a riqueza e ampliar o papel do Estado como regulador e empreendedor, colocando em xeque o modelo econômico liberal atual. “Ele fala em rever os contratos de mineração, mais subsídios a serviços públicos e limitar importações. Do ponto de vista econômico, contudo, o maior risco é mudar a Constituição”, diz Débora Reyna, da consultoria Oxford Economics. “A Constituição de 1993 do Peru é bastante pró-investimento e tem o Estado como promotor das atividades, mas não como um regulador que intervém ativamente. Se a Carta mudar, poderíamos ver mudanças nas regras do jogo.” Já Fujimori indica continuidade do modelo econômico atual, reformas tributária e da Previdência, e medidas genéricas como geração de empregos formais, redução da pobreza, e consolidação fiscal, enxugando o gasto público. “Mas ela também está pendendo ao populismo. Nas últimas semanas lançou propostas como aumentar o salário mínimo, destinar parte dos royalties de mineração para as famílias e reduzir os impostos para empresas”, lembra Reyna. “São promessas pouco factíveis, especialmente depois de o Peru ter gastado o equivalente a 20% do PIB com medidas para mitigar os efeitos da pandemia.” Pesquisas mostram que a rejeição contra Castillo subiu de 36% para 41% desde o fim de abril. A de Fujimori caiu de 50% para 45%. A candidata do Força Popular foi presa em 2018, quando era congressista, por supostamente ter recebido propina da Odebrecht. Além disso, sua imagem é fortemente associada ao governo de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que cumpre pena de 25 anos por corrupção e envolvimento em assassinato. Na semana passada, a candidata teve de abandonar um evento de campanha em Cusco depois de opositores enfrentarem apoiadores, atirando pedras e garrafas de plástico. Na terça-feira, opositores saíram às ruas em Lima para protestar contra a sua candidatura, com cartazes que diziam #FujimoriNuncaMais. “Ela tem forte rejeição, e um governo seu pode gerar fricção com o Congresso e possivelmente alguma agitação social”, diz Alberto Ramos, do banco Goldman Sachs. Ele argumenta, contudo, que o mercado reagiria bem a uma vitória de Fujimori, e mal à de Castillo. Isso porque o candidato de esquerda tem “uma visão estatizante e intervencionista, com plataformas não amigáveis ao mercado”, diz. A chegada ao segundo turno de Castillo, um professor e sindicalista até então pouco conhecido, “foi um voto de protesto”, diz Fernando Rospigliosi, diretor da FRC Consultores, em Lima. “No último ano, milhares perderam o emprego por causa da pandemia, a pobreza aumentou e a classe média encolheu”, afirma. A plataforma de Castillo se aproxima das de Evo Morales na Bolívia (2006-2019) e de Rafael Correa no Equador (2007-2017), segundo economistas. Mas, ao longo da campanha, opositores o associaram aos governos de Cuba e Venezuela, o que levou temor nos mercado e ao meio empresarial. Seja qual for o vencedor no domingo, terá um governo difícil, em parte pela falta de maioria no Congresso, que está altamente fragmentado. O partido Peru Livre, de Castillo, terá a maior bancada, com 37 dos 120 assentos. O Força Popular, de Fujimori, vem em seguida com 24 cadeiras. “Por isso acredito que será difícil para Castillo cumprir tudo o que prometeu, se vencer. Ele não teria maioria, terá de ser muito pragmático e fazer acordos para que não o tirem do poder. Será um governo de mãos atadas”, diz Claudia Navas, da consultoria Control Risks. Dos últimos quatro presidentes do Peru desde 2016, três tiveram de deixar o cargo após pressão do Congresso. “Fujimori, por sua vez, é mais experiente e hábil politicamente, o que pode lhe render uma relação mais fluida com o Congresso. Mas terá como principal desafio as ruas. Desde o primeiro dia deve enfrentar manifestações contra corrupção. E o Congresso estará atento a esse termômetro”, diz Navas. O próximo presidente do Peru terá como principais desafios conseguir estabilidade política, controlar a pandemia e acelerar a vacinação contra a covid-19, além de impulsionar a economia, que ainda busca recuperar o terreno perdido por causa da pandemia. O Peru foi um dos países mais atingidos pela pandemia no mundo. Lidera o ranking de mais mortes por 1 milhão de habitantes e está na 17ª posição na lista de países com mais casos - com quase 2 milhões de infectados. Até agora, apenas 8,3% da população tomou ao menos uma dose da vacina contra a covid-19. No ano passado, um longo lockdown fez a economia mergulhar em recessão e jogou quase um terço dos peruanos na pobreza, uma alta de dez pontos percentuais desde o início da pandemia. Em 2020, o PIB peruano contraiu-se 11,1%. Neste ano, a previsão é de expansão de 11,2%. “Pode soar como uma recuperação forte, mas é basicamente um efeito estatístico”, diz Reyna.

Eleições no Peru e na América Latina

Eleições no Peru, Argentina, Colômbia, Equador, Brasil... O povo quer governo que priorize a solução de seus problemas, tenha compromisso com honestidade e transparência. E a economia tem que funcionar, gerando empregos, salários e qualidade de vida. O povo não quer governos que priorizem as empresas ou o “mercado”, em detrimento das necessidades básicas. Economia de mercado, sem políticas públicas sociais, só leva ao aumento da pobreza e da violência. A tradição de a imprensa conservadora fazer campanha para os candidatos da direita, dizendo que os candidatos mais comprometidos com as bandeiras sociais são comunistas, ou de esquerda, já não intimida tanto como antes. Já não existem governos comunistas, o debate real é se os governos estarão à serviço do povo ou se estarão à serviço do mercado financeiro e das grandes companhias multinacionais. O dilema é que, se por um lado a direita em vez de explicar porque não fez o que prometera para o povo, fica acusando a oposição de comer criancinhas; a oposição precisa combinar uma campanha eleitoral que dialogue com setores mais amplos da sociedade, ter um programa básico e mostrar como vai viabilizar suas propostas. Dois grandes obstáculos dificultam a materialização de políticas sociais, combate ao desemprego, viabilização de escolas de qualidade e rede pública de saúde. O primeiro grande obstáculo é o desequilíbrio orçamentário. Os governos não têm dinheiro e o custo de manutenção dos aparelhos dos governos é muito alto. O segundo grande osbstáculo é o poder de obstrução do poder judiciário e do legislativo, inviabilizando grandes transformações. Esta equação: (governo sem dinheiro) + (custo de manutenção dos órgãos públicos) + (boicote do judiciário e do legislativo) + (boicote da imprensa), torna a democracia como algo que se fala mas não se pratica. Quando a direita ganha, as instituições do Estado, sob controle da direita, facilita a governabilidade sem o povo; Quando a esquerda ganha, as instituições do Estado, por estarem sob controle da direita, boicotam a governabilidade com o povo. Daí que surge a necessidade de uma nova Constituinte como no Chile. A herança deixada nas instituições pelas ditaduras militares na América Latina é o pior obstáculo ao avanço da Democracia com participação popular. Este é um dos grandes desafios que Lula vai encontrar na campanha eleitoral do ano que vem. Novamente um país da América Latina será submetido ao debate público eleitoral se o povo vai votar no candidato que prioriza as demandas do povo, como saúde, educação e combate ao desemprego, ou se vai votar num candidato conservador, louco varrido, irresponsável, mas populista e aventureiro. A economia vem determinando o resultado das eleições presidenciais, com o surgimento da pandemia, com o vírus mortal que está destruindo o mundo, a saúde está em primeiro lugar, ficando a economia em segundo. E o povo, sabiamente, ora vota nos candidatos sociais, ora vota nos candidatos do “mercado”. O pior é que nem um nem outro tem “curado o paciente” – o povo. Na verdade, o sistema político e social dos três poderes, como são estruturados hoje, já não respondem mais às necessidades do povo, nem do mercado. O povo em primeiro lugar, com mecanismos de gestão mais ágeis, transparentes e participativos. Isto que é a Democracia moderna. Quem viver verá...

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Saiu Trump, está saindo Netanyahu e vai sair Bolsonaro

Sem Trump, sem Netanyahu, só falta tirar Bolsonaro O mundo ficou mais calmo com a derrota de Trump. 1 – Trump perdeu as eleições presidenciais nos Estados Unidos porque desprezou a pandemia, não cuidou de vacinar o povo americano e mereceu perder a disputa com Biden. 2 - O primeiro ministro de Israel, Netanyahu, conservador, militarista e grosseiro, depois de doze anos no governo vai sair no próximo dia 9. Netanyahu é um bom militar e um mau político. Usou e abusou da violência contra os palestinos, ampliou a ocupação do território palestino, desrespeitando as orientações da ONU, matou muitos palestinos, como também bombardeou os países vizinhos como forma de intimidação. Depois de 12 anos como primeiro ministro, tentou usar a violência contra os palestinos para tentar continuar no cargo, mas os políticos, ouviram o clamor do povo, não aceitaram e vão escolher um novo primeiro ministro. Desde a aprovação pela ONU, da criação dos Estados de Israel e da Palestina, Israel vem se beneficiando da guerra fria e do apoio incondicional dos Estados Unidos para ampliar as conquistas de mais territórios dos palestinos e ampliar as dificuldades dos palestinos constituírem seu Estado(país). Mesmo sendo um dos mais eficientes países militaristas do mundo, a cada ano vai ficando mais improvável que Israel consiga impedir a criação do país palestino. 3 – Trump, Netanyahu e Bolsonaro, faziam parte dos aliados militaristas e de direita que atuavam juntos contra a democracia e o bem estar social. Trump já perdeu sua reeleição. Netanyahu está perdendo seu mandato e Bolsonaro caminha para ser O PIOR PRSIDENTE que o Brasil já teve. Com eleições previstas para outubro de 2022, existe a possibilidade de Bolsonaro ser destituído antes do final do mandato em função do descontrole da pandemia, da vacinação e das mais de 500 mil mortes... O desgaste do neoliberalismo radical está ajudando a direita perder eleições. A displicência como a direita vem tratando o combate ao covit-19, facilitando a morte de milhões de pessoas, provocando desemprego, fome e recessão, também tem ajudado os candidatos mais à esquerda. O curioso e positivo é que, nas eleições, os ambientalistas, os independentes e as mulheres, têm tido mais sucesso que os políticos tradicionais.

Xp e Itaú, casamento que não deu certo

Xp e Itaú, casamento que não deu certo Da mesma forma que vinha comprando tudo que era banco disponível no mercado nacional e na América Latina, os clientes e funcionários do Itaú estavam certos de que o Itaú tinha comprado a Xp. A impressão que temos é que “a Xp roeu a corda e decidiu não aceitar a venda para o Itaú, e, depois desta decisão, partiu para a hostilização e a recomposição do contrato de aquisição”. O mal estar ficou na praça e, depois de muito desgaste das partes, partiu-se para uma composição amigável. Amigável? Vocês se lembram da venda do Pão de Açúcar para a Casino, francesa? Quando Abílio Diniz caiu em si, o Casino estava municiado com tudo que era possível e apoderou-se de um dos símbolos brasileiros... No caso do Itau com a Xp, o acordo firmado em 2017, previa que em 2022, o Itaú assumiria o controle da corretora. Houve uma rebelião e o Itaú não comprará mais a Xp... Com o aumento da tensão entre os dois, o Itaú teve que sair da relação direta com a Xp, substituir suas ações na Xp, transformando-as em uma nova empresa de investimento, chamada de XPart, empresa criada para alocar os papeis. E a Xp acelerou a criação de seu “Banco Xp”. Resumindo: 1 – O Itaú continuará investindo na sua Plataforma de Investimentos; 2 – A Xp, independente do Itaú, está criando um banco para chamar de seu. Observação: Como cliente tanto do Itaú como da Xp, considerando que tanto o Itaú como a Xp são os melhores e maiores investidores em comunicação, considero um absurdo a falta de transparência desta operação mal resolvida e mal informada... Tanto a matéria divulgada pelo jornal Valor, quanto a matéria publicada na Folha de hoje, continuam truncadas. Por onde anda Nizan Guanaes?

terça-feira, 1 de junho de 2021

Belluzzo apresenta sua proposta para o Brasil

Brasil mudou no dia 29 de maio - Depoimento lindíssimo de Belluzzo Depois da primeira grande manifestação nacional contra o governo genocida de Bolsonaro, no dia 29 de maio, todos se perguntam quais serão os próximos passos que o Brasil se movimentará. Para contribuir, no dia 30, domingo, divulguei uma cronologia das principais atividades lembradas por mim sobre o processo de redemocratização do Brasil. Esta contribuição de Belluzzo, do professor de economia e figura respeitadíssima tanto pela esquerda como pela direita, além de apresentar informações históricas, também nos chama à responsabilidade na consolidação da democracia e na luta contra a pandemia e o convid-19. O jornal Valor de hoje está de parabéns com a publicação deste depoimeto de Belluzzo. Belluzzo e sua genialidade Por LuizGonzagaBelluzzo É professor da Unicamp e fundador da Facamp. Em 2001, foi um dos 100 maiores economistas heterodoxos no Biographical Dictionary of Dissenting Economists. Primeiro, o Um; depois, o Dois A crise econômica, social e política só vai recuar se as intolerâncias forem dissolvidas no compromisso Nelson Jobim foi escolhido por Ulysses para acompanhar a elaboração da Constituição nos idos de 1988. Lembro-me bem de sua faina em aperfeiçoar a redação de artigos, parágrafos e incisos que seriam debatidos nas plenária da Assembleia Constituinte. Jobim voltou a exercer a força democrática que habita seu espírito ao convidar Lula e Fernando Henrique para um jantar. Não sei como foi a degustação das iguarias, mas o noticiário sobre a ágape exalou uma brisa reconfortante nesse momento de maus odores na Terra Brasilis. A crise econômica, social e política só vai recuar se as intolerâncias forem dissolvidas no compromisso Na posteridade do evento não faltaram os narizes torcidos dos partidários do Um e do Outro. Torcer o nariz não é tão grave quanto tapar o nariz diante do Outro Semelhante. Uns e Outros certamente tiveram de conviver com repulsas explicitadas em gestos de tapar o nariz quando o Outro se atreve a frequentar os ambientes supostamente reservados para os “homens bons”. Pois foi o que aconteceu no elevador de um famoso e eficiente hospital de São Paulo. Carregada em uma cadeira de rodas, a senhora de cabedais tapou o nariz quando um enfermeiro negro ousou entrar no transportador. Falar em Ulysses Guimarães desperta imediatamente a lembrança de seu apego à multidão de Outros. Em um domingo paulistano, logo após a derrota das eleições diretas, Ulysses reuniu mais uma vez em sua casa os que estiveram com ele no combate persistente contra a ditadura. Vou invocar aqui o testemunho dos meus amigos João Manuel Cardoso de Mello, Luciano Coutinho e José Gregori. Também me recordo da presença de Fernando Henrique Cardoso. Ulysses levantou-se e respondeu aos que tentavam convencê-lo das conveniências da disputa no Colégio Eleitoral. Dentre tantas, guardei as frases que provocaram lágrimas em sua mulher, Dona Mora, sentada em um sofá mais distante da pequena aglomeração de companheiros de seu marido. “Para o Colégio Eleitoral eu não vou. Seria uma facada nas costas do povo que se mobilizou nas praças e nas ruas para participar dos comícios pelas Diretas Já. Digo a vocês, a conquista da democracia não será completa sem a manifestação da vontade popular”. Em artigo publicado muitos domingos depois da peroração do Senhor Diretas, no já distante 16 de março de 2016, o ex-presidente Fernando Henrique cuidou com sensatez dos riscos que então sacodiam o país à vésperas do impeachment de Dilma Rousseff. Meu professor de sociologia Fernando advogava um acordo nacional, conclamação que poderia dignificar uma liderança respeitadora da democracia naquele momento de angústia. Nos anos 70 e 80, testemunhei a intensa convivência entre Lula e Fernando Henrique. Cada um a seu modo exercitava a política como vocação e mediação. Mediação entre os dois sistemas de vida que regulam o equilíbrio das sociedades capitalistas: as necessidades e aspirações dos cidadãos e os interesses que se realizam através do mercado. Nesse jogo de mediação, crucial para a vida moderna e civilizada, deve-se reconhecer a legitimidade dos interesses contrapostos, um exercício permanente dos governos comprometidos com a soberania popular. A Constituição de 1988 aplainou o terreno para o reconhecimento dos direitos sociais e econômicos, já acolhidos na posteridade da Segunda Guerra Mundial por europeus e americanos. Roosevelt, Attlee, De Gaulle, De Gasperi e Adenauer sabiam que não era possível entregar o desamparo das massas ao desvario de soluções salvacionistas e demolidoras das liberdades. Por isso sacralizaram os princípios do liberalismo político para expurgar da vida social o arranjo econômico liberal dos anos 20, matriz dos coletivismos. Ao impor o reconhecimento dos direitos do cidadão, desde o nascimento até a morte, as lideranças democráticas subiram os impostos sobre os afortunados e, assim, ensejaram a prosperidade virtuosa, igualitária e garantidora das liberdade civis e políticas nos Trinta Anos Gloriosos. Na periferia do capitalismo, o desenvolvimentismo dos anos 50 e 60 imaginou que o crescimento econômico resolveria naturalmente os desequilíbrios sociais e econômicos herdados da sociedade agrário-exportadora e semicolonial. A despeito de suas façanhas, o desenvolvimentismo transportou as iniquidades do campo para as cidades, onde, até hoje, as mazelas da desigualdade e da violência sobrevivem expostas nas periferias e nos morros. Nas pegadas da Constituição Cidadã do doutor Ulysses Guimarães, as políticas sociais empreendidas por dona Ruth Cardoso e desenvolvidas com grande intensidade e acerto pelo PT fizeram avançar o projeto de redução das desigualdades. Não lograram, porém, extirpar as iniquidades instaladas no DNA de certa plutocracia nativa. A crise econômica, social e política em curso só vai recuar se as intolerâncias forem dissolvidas no compromisso, sem abdicar das convicções. Ela não vai ser resolvida com as truculências do personalismo exclusivista e muito menos com os exclusivismos das truculências individualistas. Sem a percepção das verdadeiras razões do retrocesso que nos aflige e da necessidade de juntar forças, haverá, sim, ressentimento, incerteza política, crise social e turbulência financeira. Retomo a sabedoria de Oswaldo Brandão, treinador que dirigiu os três grandes do futebol paulista, Palmeiras, Corinthians e São Paulo. Sua gentileza gaúcha permitiu que um torcedor palmeirense escutasse a palestra que proferiu nos vestiários antes da partida decisiva de 22 de dezembro de 1974. Ele dizia aos jogadores: “primeiro o Um, e depois o Dois. Um, a defesa: Dois, o ataque. Vou me abster de proclamar o resultado do prélio em respeito ao bravo e glorioso rival. Assim, ao incorporar esse espírito de saudável rivalidade, sugiro acatarmos as recomendações do grande comandante Brandão. Primeiro a defesa da civilização e dos princípios do liberalismo político e republicano; depois a disputa democrática em torno dos programas sociais e econômicos. Primeiro, o Um; Depois o Dois. Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é professor titular do Instituto de Economia da Unicamp e escreve mensalmente às terças-feiras.