sexta-feira, 7 de maio de 2021

Uma grande campanha para recuperar o Rio de Janeiro

O narcotráfico e a morte anunciada Em 1991, depois que Lula quase chegou lá, a CUT foi convidada a visitar os Estados Unidos, afinal, o governo americano não tinha diálogo com esta nova esquerda que estava crescendo e poderia ser governo no futuro... Fomos, eu, Rossetto e Bargas, trocar experiências. Uma das informações interessantes que recebemos foi que o Brasil tinha deixado de ser consumidor de drogas, e já era traficante, importador e exportador de todo tipo de drogas. E a grande maioria já passava pelo Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, da capital chamada Guanabara? Não, já era o Rio de Janeiro, um balneário decadente... Isto em 1991! O que abriu o Rio para as drogas, além das lindas praias, lindas mulheres e lindas músicas, foi a transferência da capital do Brasil para Brasília. Daí para cá foi uma ladeira abaixo... Nas disputas politicas, econômicas e religiosas, todo mundo achou que poderia compor com o narcotráfico e que não se contaminaria. A esquerda achou que seria uma forma de ter acesso ao morro; A direita já detinha o controle do morro, das bocas de fumo e de festas... Os governos se respaldavam nos controladores dos votos e das comunidades. Na história recente, quem mais ajudou o morro foram Brizola e Lula. As condições de vida melhoraram muito, mas nenhum deles enfrentou o narcotráfico de frente. Nem mesmo a direita tentou. Todos quiseram compor. Com o crescimento dos governos progressistas na América Latina, a direita nacional e internacional, voltou a intensificar as relações com o narcotráfico, contando também com o apoio dos Pentecostais. De repente, para assustar o mundo, o Rio de Janeiro elegeu o Garotinho e depois a Garotinha para governo do Estado do Rio. De lá para cá todo mundo conhece a história. E as mortes se multiplicam. E os governos fazem de conta que enfrentam o problema das drogas e dos seus comerciantes, consumidores, produtores e distribuidores. O mais triste e ver a quantidade de crianças morrerem por causa do narcotráfico e da violência policial. Mas, todas as mortes nas favelas são importantes e nos faz ficar triste. Eu não sei a quem xingar mais, quando o assunto é o narcotráfico, o descaso dos governantes e a hipocrisia dos consumidores... Porque não se abre um grande debate que inclua a legalização e a fiscalização, além do tratamento dos dependentes crônicos? Devemos fazer uma mobilização nacional e internacional pela recuperação do Rio de Janeiro, a baía mais bonita do mundo?

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