domingo, 16 de maio de 2021

Economistas, empresários, e os impasses do Brasil

Bresser Pereira continua bem intencionado. O Brasil também. Vejam suas sugestões para melhorar a economia e o desemprego... Bresser Pereira , os cinco preços macroeconômicos, mais exportações e redução das desigualdades. 15/05/2021 Para fazer uma mudança não basta ser a favor de uma política industrial. Essa é uma política muito necessária, mas não suficiente. É preciso também colocar os CINCO PREÇOS MACROECONÔMICOS no lugar certo para dar condições para que haja investimento e exportação. 1 – TAXA DE CAMBIO - É preciso manter a taxa de cambio em um nível competitivo, em torno de 4,80 por dólar, e que este nível ou faixa seja confiável para os investidores. 2 – TAXA DE JUROS – Para que esse compromisso seja confiável o governo deverá manter BAIXO o nível da TAXA DE JUROS, rejeitar a política de endividamento externo. 3 – CONTA CORRENTE – Manter a conta corrente do país equilibrada. 4 – EQUILIBRIO FISCAL – Assegurar o equilíbrio fiscal. 5 – DOENÇA HOLANDESA – Para neutralizar a doença holandesa, além de se reestudar as TARIFAS existentes, será preciso estabelecer uma TARIFA ADICIONAL LINEAR, igual para todos os bens, variável de acordo com o preço médio das commodities exportadas pelo Brasil. 6 – EXPORTAÇÃO DE MANUFATURADOS – Criar um subsídio para exportação de manufaturados igualmente variável de acordo com o preço internacional das commodities. 7 – REDUÇÃO DA DESIGUALDADE – Para reduzir a desigualdade, o novo governo, deverá se concentrar em uma ou mais reformas tributárias que tornem progressivo o sistema de impostos, enquanto continua a dar como deu anteriormente apoio ao SUS e a educação pública. Adoro o professor Bresser Pereira, mas, tanto o professor Bresser como muitos outros professores universitários, banqueiros e estudiosos nos Estados Unidos, tentaram resolver os problemas estruturais do Brasil, e o resultado foi que saíram desgastados dos governos. Na teoria é fácil, na prática, geralmente não dão certos Geralmente, os teóricos pregam pacotes econômicos, com variáveis que o governo não tem governabilidade, como inflação, câmbio, motivação de investimentos, confiabilidade, e aceitação por parte do povo. Aí apelam para o messianismo, como se cada pacote econômico fosse tudo ou nada. O resultado é que os planos econômicos se transformam em grandes mentiras e enganações eleitorais. E depois querem que o povo acredite nos políticos... O acordo que o Brasil precisa é mais amplo e mais complexo, mas é possível e exequível, como dizia uma professora nossa na FGV-SP. Para começar, não acredito que deva começar com ameaça ou pressão para tomar dinheiro de quem ganha muito. Temos que estimular todos a trabalhar e ganhar dinheiro, combinando política de pleno emprego com uma curva de crescimento de renda onde a correção daqui para a frente seja de os de baixo crescerem mais do que os de cima. Outro debate que precisa ser explicitado são as políticas públicas imprescindíveis para toda população e para todas as regiões do Brasil. 1 - Todos deverão trabalhar. Com jornada flexível e renda flexível; 2 – Todas as famílias terão direito a ter moradia decente, mesmo que seja com custo subsidiado, porém, terminantemente proibido deixar o imóvel ser tomado por traficantes ou bancos; 3 – Todas as crianças e adolescentes obrigatoriamente deverão frequentar escolas públicas ou privadas; 4 – O SUS será a principal bandeira da Saúde e a medicina privada, com seus Fundos de Investimentos, serão estimulados mas não terão orçamentos que prejudiquem a Saúde Pública Básica e Fundamental; 5 – Todos os brasileiros terão acesso à comida básica; 6 – O transporte terá como prioridade atender às demandas da população, priorizando-se o transporte coletivo de massa, como metrôs e ferrovias, contando com sistema de integração; 7 – Democratização do acesso à cultura, à leitura, ao esporte e ao conhecimento com suas diversidades gerais; 8 – Faz parte deste compromisso social, econômico e político que as cidades deverão acolher seus moradores, oferecendo-lhes as condições acima e, na medida que as pessoas tenham acesso e acompanhamento, não deverá deixar que pessoas morem nas ruas e crianças fiquem fora das escolas. O Brasil deve ser de todos, com todos e para todos. Ou os governos praticam seus mandatos explicitando como estão administrando os requisitos acima, ou a população, juntamente com representantes de Conselhos Sociais e Populares, deverão exigir a execução, ou os que estiverem desobedecendo deverão ser substituídos. Quem acha que o Brasil deve ser um país apenas para 20 ou 30% da população, ou explicita como pretende fazer isso antes das eleições, ou, se fizer o contrário do que foi prometido, será submetido a processo por mentir e enganar o povo brasileiro. Nunca o Brasil esteve tão ruim como está agora. Todos têm parte de responsabilidade... não tem bonzinhos e inocentes contra os demônios e enganadores. Temos muita gente ociosa, muita gente mentirosa e sem fé. Um outro Brasil é possível e necessário. E os acadêmicos precisam ouvir todos os setores da sociedade, da mesma forma que cada pessoa precisa trabalhar mais, compartilhar mais a construção do Brasil como uma nação livre e soberana tanto internamente como internacionalmente. E vamos agilizar vacina para todos os brasileiros. Já passamos de 430 mil mortes... Unir para vencer o vírus. Unir para vencer o desemprego e a fome. Unir para garantir vida digna para todos. Unir para garantir saúde, educação e qualidade de vida. Resolver estas pendências pela Democracia é a melhor garantia de paz e progresso com inclusão e respeito. Fora da Democracia será a barbárie...

Nenhum comentário:

Postar um comentário