segunda-feira, 3 de maio de 2021

Cursos de Medicina a R$.8.500, por mês priorizam o lucro

Saúde e Educação são fundamentais para se ter um país forte e competitivo É possivel combinar o público e privado nas áreas estratégicas? Com cursos de medicina com mensalidades de 8 mil por mês, Redes Hospitalares que a diária de internação custa R$.10 mil por dia e remedies que custam dois mil reais por mês, com estes custos, é possível garantir qualidade e acesso à saúde para todo povo brasileiro? Com a privatização da Educação desde o berçário e a diminuição da oferta de escolas públicas, é possível garantir qualidade na formação escolar para todo povo brasileiro? O Brasil vem de um processo histórico de privatização e de internacionalização de todas as áreas da vida e da economia nacional, inclusive abrindo mão da sua soberania nacional. Quanto mais o neoliberalismo cresce no Brasil, mais aumenta a pobreza e a concentração de renda. Vejam esta matéria divulgada no jornal Valor de hoje – 03/04/2021. Cursos de Medicina como empresas privadas que priorizam o lucro Yduqs reúne cursos de medicina em uma nova área de negócios - Valor 1/7 Yduqs reúne cursos de medicina em uma nova area de negócios Área que abriga 14 cursos faturou R$ 497 milhões em 2020 e tem seis mil alunos Por Juliana Schincariol —Valor - Do Rio 03/05/2021 Marina Fontoura, executiva à frente do Idomed: 2/7 A Yduqs (ex-Estácio), um dos maiores grupos de ensino privado do país, decidiu separar as operações de medicina dos demais cursos de sua grade e criar uma nova marca. Batizada de Idomed, a nova área de negócios reunirá as 14 escolas de medicina do grupo. O movimento era necessário, segundo a Yduqs, para o mercado enxergar o tamanho do negócio e compreender sua importância para o grupo como um todo. O aluno de medicina na Yduqs paga mensalidade de R$ 8,7 mil, em média. No setor de ensino, os índices de renovação de matrículas em cursos de medicina costumam ser altos e a evasão, baixa. “Entendemos que a Yduqs é composta por várias partes. O mercado não reconhece o valor individual de tudo que temos. Crescemos acima de 30% seguidamente. O movimento visa dar transparência ao mercado, dos números isoladamente”, diz Marina Fontoura, vice-presidente de operações premium da Yduqs e executiva à frente do Idomed. Futuramente, uma oferta pública inicial (IPO) de ações da Idomed não está descartada e acontecerá se a Yduqs entender que uma emissão é fundamental. “Estaremos preparados”. Nos últimos dois anos, essa divisão da Yduqs absorveu investimentos de mais de R$ 150 milhões. Do ponto de vista acadêmico, a partir de agora, será possível abrir novos programas de formação e incorporar produtos digitais. 3/7 Até agora, os cursos de medicina e as faculdades do Ibmec faziam parte da divisão premium da Yduqs, mas o grupo viu que havia necessidade de se criar uma identidade própria para consolidar o ensino médico e abraçar novas iniciativas. Em 2020, a área que agora passa a se chamar Idomed faturou R$ 497 milhões, correspondente a 14% da receita ajustada da Yduqs. A receita do Ibmec equivale a um terço do faturado pela Idomed. Hoje, são seis mil alunos matriculados nos cursos de medicina. Mas apenas quatro dos 14 cursos já completaram o processo de maturação, ou seja, possuem estudantes matriculados do primeiro ao último ano. Quando todos estiverem maduros, em 2024, a expectativa é chegar a 16,3 mil estudantes, considerando apenas o crescimento orgânico. Para 2021, o plano é criar até 450 vagas. Três escolas iniciaram a captação de alunos no primeiro semestre de 2021 - Castanhal (PA), Açailândia (MA) e Quixadá (CE). Outras duas, no Ceará e em Roraima, aguardam autorização para o segundo semestre. Como cada curso é iniciado com 50 cadeiras, já estão reservadas mais 250 vagas. A Yduqs espera que o Ministério de Educação (MEC) libere a abertura de até 200 novas vagas, para expansão de cursos já existentes. Três cursos de formação médica da Yduqs foram resultados de aquisições. E novas compras estão no radar. “Essa via é fundamental e faz parte da estratégia corporativa da Yduqs. Sem dúvida nenhuma, os cursos de medicina são um plus nessa história”, diz a executiva. O Brasil tem hoje 270 cursos voltados para a formação de médicos - cerca de 60% do total são privados. O mercado ainda é pulverizado e há oportunidade para ocupar esse espaço. A companhia tem menos 3% do total de cursos de medicina hoje. “O Idomed tem um DNA só. Temos uma visão clara do médico que queremos formar. Mesmo quando após uma aquisição o currículo possa ser diferente, a espinha dorsal do modelo pedagógico busca um resultado próximo”, afirma o diretor executivo de medicina do grupo, Silvio Pessanha.

Um comentário:

  1. GRANDE GILMAR O GOVERNO PRECISA SOCIALIZAR O CURSO DE MEDICINA O ALUNO POBRE TEM SEUS ESTUDOS BANCADO PELA UNIÃO ,DEPOISDE FORMADO TEMUM CONTRATOASSINADO QUE DEVERA PRESTAR PARTE DA SUA CARGA HORARIA MENSAL PARA ATENDIMENTO NO SUS, PARA PAGAR SUA DIVIDA COM A UNIÃO,QUEM SABE NOSSO AMIGO LULA SE INTERESA POR ISSO

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