sábado, 22 de maio de 2021

BRF, uma das melhores empresas brasileira, está sendo vendida

BRF uma das melhores empresas brasileira está sendo vendida O jornal Valor, mais uma vez, sai na frente com ótima cobertura. É uma longa história... Começou com a Sadia, depois com a Perdigão, passou pelo BNDES, pelos Fundos de Pensão, e agora, é mais uma operação que passa pelas Forças Ocultas.Um dos símbolos desta história chama-se Luis Carlos Mendonça de Barros, um tucano que sabe fazer negócios... Pedro Parente, atual presidente da BRF, também de plumagem tucana, é um bom operador e sabe jogar o jogo de compras, fusões e incorporações de empresas. Leiam a ótima matéria de Luiz Henrique Mendes, do jornal Valor. Como Molina engendrou com o conselho sua entrada naBRF Com investimento da ordem de US$ 1 bi em ações, Marfrig terá mais de 20% da dona da Sadia - e a eleição do board da Vale tem alguma coisa a ver com isso Por Luiz Henrique Mendes – Valor - 21/05/202 Marcos Molina se posicionou como o guardião do Lequetreque. O icônico mascote da Sadia não será mais alvo da chuva de especulação que permeia a história recente da BRF — afinal, quem nunca ouviu que a Tyson estava à espreita ou que um chinês abocanharia a dona da Perdigão? A impressionante compra de ações feita pela Marfrig — que já chegou a mais de 20% do capital da BRF e, a preço de mercado, significa um investimento de cerca de US$ 1 bilhão —, dará à dona da Sadia um acionista de referência para chamar de seu, enterrando especulações e ensaios de que herdeiros de Attilio Fontana planevajam retomar o controle, mesmo com uma fatia acionária irrisória. Num primeiro momento, parecia que Molina estava avançando à revelia, mas não foi assim. A movimentação do empresário, que sempre acalentou o sonho de comandar a BRF, não é hostil e foi sendo amarrada com o conselho, apurou o Pipeline. Um dos principais acionistas, a Previ está entre os vendedores de ações à Marfrig. A ideia é que o empresário mantenha, inicialmente, uma postura passiva. Uma chamada de assembleia para destituir o conselho e a gestão da firma de alimentos está descartada, disseram duas fontes. O mandato do atual conselho da BRF vence em abril de 2022. "Vai ser muito bom ter um acionista de referência com visão de longo prazo", disse uma fonte ligada à BRF. Lequetreque, o mascote da Sadia, terá Marcos Molina como guardião . Para uma pessoa com visão privilegiada sobre os rumos da companhia, as turbulências enfrentadas pela mineradora Vale, na primeira eleição de conselho como uma full corporation, indicaram os riscos que a dona da Sadia vinha correndo. A crença é que, no Brasil, um acionista de referência se faz necessário para não virar bagunça. O alerta da Vale não é uma mera coincidência. Chairman da BRF desde 2018, Pedro Parente acompanhou de perto as desventuras da eleição para o conselho da mineradora. O executivo presidiu o comitê de nomeação para o board. Com um acionista do porte da Marfrig — uma gigante com mais de R$ 70 bilhões em faturamento e dona de um negócio lucrativo nos EUA —, a BRF se defenderá das ofensivas que vinham ocorrendo. Um dos maiores incômodos era um herdeiro da Sadia que articulou várias formas para destituir Pedro Parente. No início de maio, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que membros da família haviam acionado o senador Flávio Bolsonaro para tentar influenciar os fundos de pensão Petros e Previ. Uma fonte revelou ao Pipeline o temor de que os herdeiros da família Fontana articulassem para ficar apenas com o controle da Sadia, vendendo a Perdigão — nesse hipótese um tanto conspiratória, poderiam ver a marca nas mãos da rival JBS. À boca pequena, o nome de Nelson Tanure circulou como um dos investidores que poderia ajudar no movimento para derrubar Pedro Parente. A história não chegou a se confirmar, mas a boataria já foi o suficiente para arregimentar um movimento defensivo, trazendo a Marfrig para o jogo. Na firma de Molina, explicações ainda terão de ser prestadas ao mercado. Na bolsa, as ações da Marfrig caíram 5,2%, recuando a um market cap de R$ 12,8 bilhões. A demanda compradora, por outro lado, fez os papéis da BRF dispararem. As ações subiram 16,28%, com a companhia avaliada em R$ 21,8 bilhões. No futuro, a fusão de Marfrig e BRF até poderia voltar à baila, conjectura um analista. Com quase 50% do capital da Marfrig e 20% da dona da Sadia, Molina preservaria o controle que lhe é tão caro. Eventualmente, a National Beef, controlada da Marfrig nos EUA, poderia ser um veículo para um controle alavancado, listando ações com superpoder na bolsa americana. Por ora, as companhias ficam separadas. Cada um fazendo o que mais sabe. Na BRF, frango e carne de porco. Na Marfrig, carne bovina. Na memória, ninguém esquece que Molina teve sérias dificuldades quando era dono da Seara, um ativo que o criativo empresário nunca soube lidar. Manter separado talvez seja um bom negócio. O J.P. Morgan foi a corretora da Marfrig.

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