segunda-feira, 24 de maio de 2021

BRF e as eleições do ano que vem

BRF e eleições do ano que vem Jogar para a torcida e perder o jogo ou... O Brasil vai convivendo com um período de turbulência e acomodações econômicas, políticas e sociais. O Palmeiras tinha tudo para ganhar o título paulista e perdeu para o São Paulo, neste domingo. Dizem os analistas de futebol que o decisivo foi a marcação homem-a-homem, orientação do argentino técnico do São Paulo. Jogou melhor neste segundo jogo e levou o título. Talvez o português e técnico do Palmeiras, por saber que seu time tem mais volume que o adversário, demorou para reagir à estratégia montada pelo portenho. A pandemia continua matando parentes, amigos e colegas. Neste sábado foi a irmã de nossa cunhada. Passou mais de um mês internada no Hospital da USP e faleceu no sábado. Muitos colegas continuam perdendo parentes e amigos. E todos esperando as vacinas... Enquanto o Brasil continua encalhado como um navio à deriva, empresas vão comprando empresas. A BRF continua sendo noticias. Os fundos de pensão de empresas do governo venderam partes expressivas das ações. Tem gente que comemora o pouco ganho, quando os especialistas sabem que a tendência da BRF é ter mais lucratividade... Os bancos também andam atentos ao mercado e enxugando estruturas para ganhar na moeda virtual. Parece que jogamos um quebra-cabeça de mais de mil peças. É preciso paciência e atenção. Não devemos ter paciência com o jogo de conveniência dos políticos brasileiros. Com as eleições gerais do ano que vem, os mais de trinta partidos serão objetos de compra e venda de apoios, tempos de TV e dobradas esotéricas. O DEM e o PP estão compondo com democratas e socialistas todos de maneira heterodoxa, isto é, o importante é fazer composição para ganhar eleições e/ou crescer bancadas. Se a imprensa não fosse partidária, bem que podia abrir uma página educativa, mostrando o que é ser de direita, de esquerda, de centro ou de extrema direita. Mostrando o porque no Brasil tanto faz ser de direita como de esquerda. Será? A verdade é que, no Brasil sempre predominou a conveniência, o fazer de conta e o fingimento. Aqui não tinha escravidão nem preconceito; aqui não tinha machismo, como não tinha ladrões... nem caixa dois. Com o crescimento do Brasil urbano, com grandes cidades e tudo ligado por internet, todo mundo tem acesso às redes sociais, às fofocas e ao lazer internético... O mundo anda mais acessível e mais plural. O Brasil precisa aprender com o Chile, que elegeu a maioria de mulheres para a Constituinte. Que tal eleger mais mulheres que homens nas eleições do ano que vem? Quem será o vice ou a vice de Lula? Quem será o vice ou a vice de Freixo, no Rio? Quem será o vice ou a vice de Haddad, em São Paulo? Benedita vai ser candidata a vice ou a senadora do Rio? Enquanto tentamos parar de morrer por falta de vacinas, podemos brincar de quebra-cabeça e quem acerta mais. Já que nem sempre somos sérios, vamos nos divertir e praticar a ludoterapia: brincar, aprender e ensinar a praticar a democracia participativa e solidária. O Brasil ainda tem muito espaço para as pessoas.

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