segunda-feira, 17 de maio de 2021

Brasil e Israel: o dilema da verdade e das mentiras

Brasil e Israel dois estilos de guerras O dilema da verdade ou das verdades Mentir faz parte da guerra? 1 - BBC News apresenta um debate sobre a violência na Faixa de Gaza, na agressão de Israel contra os palestinos e a reação destes. Pergunta a BBC: Why is the region blurry on Google Maps? A BBC faz um boa comparação com outros mapas de outras regiões e contata-se , que há dois pesos e duas medidas. Fica claro que a Google está submetida as leis americanas e, portanto, segue as leis americanas. Como os Estados Unidos protegem Israel, ao manchar os espaços em litígios, disponibilizando-os para Israel e negando-os para os palestinos. Já tivemos situação semelhante nas Guerras das Malvinas, entre Argentina e Inglaterra, quando os americanos disponibilizaram informações para a Inglaterra e estas foram fundamentais para desequilibrar a disputa. 2 – O Brasil vive um outro tipo de guerra: a guerra das informações, a guerra de manipular fatos e versões, buscando ganhar a simpatia do povo aos candidatos a presidente para o ano que vem. Já mentiram ostensivamente no Brasil? Tivemos o caso do sequestro de Abilio Diniz, nas eleições de 1989, quando obrigaram os sequestradores a aparecerem vestidos com camisetas da esquerda e do PT. Outro exemplo bem gritante foi a operação Lava Jato como instrumento de manipulação de informações, de processos e da própria imprensa. Passado o objetivo principal, que era derrubar o governo de Dilma e impedir que o PT ganhasse as eleições presidenciais com Haddad, os processos estão sendo arquivados. 3 – O Brasil também continua sua guerra de comunicação. Com o sucesso do golpe de Estado em 2016, que destituiu Dilma e criou as condições para Bolsonaro ser eleito, criou-se uma situação traumática: a) Lula voltou a ser elegível e aparece como imbatível; b) O Brasil, pela primeira vez, elegeu um louco, descomprometido com as instituições e com as pessoas, porém que quer se candidatar à reeleição do ano que vem e que aglutina a extrema direita; c) Os conservadores, que se aliaram com a extrema direita contra o PT, em 2018, ante a tragédia realizada, tentam se recompor em algo chamado por eles de “terceira via”, também chamada de centro-direita, ou direita. d) Há ainda, num país com 35 partidos políticos, aqueles que se dizem de centro-esquerda e os que estão à esquerda do PT e, portanto, não tem chance de ganhar. Estes pescadores de águas turvas, espalhados entre os dois candidatos preferidos nas pesquisas, Lula e Bolsonaro, fazem reuniões, palestras e dão entrevistas aos jornais e mídia em geral oferecendo-se para se aliarem de forma esquizofrênica, heterodoxa, mas sinalizando o desejo de fazerem uma frente ampla, tipo Ciro Gomes, DEM, PSDB, etc. A imprensa conservadora, da mesma forma que foi ativa nos golpes de Estado anteriores, estimula a manipulação do processo eleitoral, ignorando o que o povo deseja efetivamente. Aí entram os marqueteiros... 4 – Diz a teoria que, na guerra, a primeira vítima é sempre a verdade. Seja na guerra desigual entre Israel e os palestinos, ou na guerra desigual entre o uso e abuso do aparelho do Estado brasileiro, do abuso da imprensa e do judiciário contra Lula, constatamos que a verdade continua valendo pouco ou valendo algo apenas quando beneficia o lado de quem a critica. O mundo moderno é um mundo midiática, com redes mundiais de livre acesso por parte dos assinantes e usuários. Nunca, na história da humanidade, informação passou a ser tão acessível e ser tão importante. Hoje é mais difícil manter ditaduras em qualquer parte do mundo. Mesmo no Leste Europeu ou no Oriente Médio. Não adianta os ditadores terem legalidade, mas não terem legitimidade. Os ditadores, os usurpadores dos cargos públicos, podem se manter no poder por alguns meses ou anos, mas, mesmo no caso da Ucrânia, vai ficando difícil de eles permanecerem no poder. No Brasil, a cada eleição o povo aprende mais e mais a discernir, a distinguir os oportunistas e desonestos, dos sérios e honestos. Ora votando em quem não fez a promessa de campanha, ora votando em quem já provou seriedade, mesmo com pequenos erros. Democracia se aprende praticando. Acertando e errando. O voto não pode ser substituído pelas armas ou por se esconder a verdade. Viva a Democracia!

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