segunda-feira, 31 de maio de 2021

CUT, PT e Igreja - Pérsio - Um grande exemplo

CUT, PT e Igreja - Pérsio - Um grande exemplo Neste periodo tão hostil que passa o Brasil, para todos que têm compromisso com o povo, com a classe trabalhadora, e com a militância, é muito reconfortante ler o depoimento do nosso colega de formação da CUT nacional, Pérsio. Se para ser solidário, fraterno, respeitoso com as pessoas e, principalmente, com os militantes, for preciso ser chamado de socialista, comunista, de esquerda, assumiremos nossas posições. Se, para assumir opções de gênero, ainda corremos risco de agressões verbais e físicas, assumiremos o risco. A vida só é transformadora, quando assumida. Há luz entre as trevas. Um outro Brasil é possível. Leiam abaixo esta carta lindíssima de nosso militante e companheiro da Formação Nacional da CUT, Pérsio Plensack. CARTA DE ‘ATÉ LOGO’ Companheirada, Embora alguns de vocês já estejam sabendo, a partir do dia 1º de junho, deixarei de fazer parte do valoroso e comprometido quadro de assessoria da CUT Nacional. Trata-se de uma decisão de foro íntimo amparada por minha família e amigos mais próximos. Rosane Bertotti e Sueli Veiga, secretária nacional e adjunta de formação, acompanharam o processo e buscaram, de forma muito fraterna e acolhedora, alternativas para que eu pudesse rever minha decisão, mas tão logo tive a oportunidade de expor os motivos, elas muito sensivelmente compreenderam, respeitaram e encaminharam meu pedido. Me profissionalizei em formação sindical no ‘quintal’ da CUT. Ainda garoto em meados dos anos 80, em Santo André/SP. A combinação Igreja - Partido - Sindicato, alavancada pelo processo de redemocratização da América Latina, sob a orientação da teologia da libertação, semeou em mim o desejo por um mundo mais fraterno, justo e igualitário. (Re)Conheci na CUT muitos companheiros e companheiras dessa ‘safra’ da militância, o que demonstra a importância e amplitude deste processo país afora. Sindicalizado desde o 1º emprego de carteira assinada, aos 14 anos pelo SENAI, trabalhei como aprendiz de torneiro mecânico e auxiliar de laboratório nas empresas que compõem a base dos Químicos do ABC e foi de lá que o saudoso companheiro Agenor Narciso me convidou para trabalhar numa relação mais próxima da CUT SP ainda localizada na rua Tamandaré, no bairro da Liberdade. No processo de organização de Plenárias e Congressos, fui me formado e conhecendo vários companheiras e companheiras, dentre os quais, a diretoria do SINDSAÚDE-SP que após uma campanha de sindicalização implementada na categoria, conseguiram garantir as condições para que eu pudesse ser contratado, em 1995, como Assessor da Diretoria e logo em seguida Assessor de Formação e Organização Sindical. Em 1999 fui para a Escola Sindical São Paulo onde trabalhei como Educador no Programa Integrar de Formação de Dirigentes - estratégia da CNM em torno do debate sobre Sindicato Nacional - num processo de formação política com elevação de escolaridade no diálogo com a estratégia de formação da CUT, que naquela oportunidade, disputava pelo reconhecimento e certificação dos saberes. Ainda na Escola Sindical São Paulo tive a oportunidade de trabalhar como assessor de formação para entidades do Ramo Químico da CUT - Químicos do ABC e SP, Papeleiros e na própria CNQ - tendo o Programa Formaquim como uma das referências de formação para o Ramo. Em 2008 retorno ao SINDSAÚDE-SP trazendo na bagagem esse caminhar pela Rede de Formação da CUT. Construímos coletivamente no sindicato, estratégias de fortalecimento das bases através de um amplo processo de formação cuja ‘porta de entrada’ era a relação: vida, saúde e trabalho. Tal possibilidade garantiu a conexão do sindicato à outras redes de formação nacional e internacional como a Tie Global e a ISP-Brasil, oportunizando-nos contato com novas experiências e metodologias. Até aqui minha interação com a Rede Formação da CUT era de um agente da formação - vinculado a um sindicato de base - nos fóruns da formação e nas integrações com outras categorias como bancários, professores, municipais, construção civil e tantas outras articuladas pelo Coletivo Estadual de Formação da CUT/SP. Em 2013 fui para assessoria da CUT Nacional trabalhar na Secretaria Nacional de Formação. A acolhida foi facilitada pelo fato de já conhecer muitos dos companheiros e companheiras e por já ter auxiliado em processos formativos, de planejamentos e de cerimoniais de abertura em Plenárias e Congressos da CUT, sindicatos e ramos. Na SNF meus primeiros anos de trabalho se deram em torno do monitoramento e execução dos programas nacionais de formação, mas foi em 2016 como coordenador da secretaria que me deparei com o gigantesco desafio da gestão do Plano Nacional de Formação de modo a salvaguardar as diretrizes da Política Nacional de Formação e a integração dessa imensa e valorosa Rede formada pelas Escolas Sindicais, SEFs, Ramos e Equipe Nacional de Formadores (militantes e profissionalizados). Aqui trabalhamos juntos e não preciso relatar os momentos de glórias e tristezas que enfrentamos. Acertando mais, acertando menos, mas sempre mirando o enfrentamento aos desafios colocados e aprovados pelos Congressos e pela Direção da CUT. O diálogo nos processos formativos me permitiu aprender e ensinar. Nesta perspectiva da construção do fazer coletivo tive a oportunidade de interagir com a executiva, o secretariado, os trabalhadores da CUT, a rede de formação, estaduais e ramos. Agradeço por tudo que me propiciaram em sabedoria e experiência, e também peço desculpas a cada um se - por alguma razão - em algum desses processos tenhamos tido alguns descompassos em nossas compreensões. Deixo a assessoria da CUT Nacional, mas não deixo a CUT e tampouco a Rede Nacional de Formação! Volto para o SINDSAÚDE-SP que, de forma extremamente acolhedora, me permitirá como assessor de formação sindical contribuir para um dos maiores desafios da CUT neste momento. A formação, organização e representação sindical de trabalhadores e trabalhadores da saúde, em especial, àquelas cujas formas de contratação - precarizadas e pulverizadas - através das OSS se espalham pelo estado de São Paulo, além, obviamente, de lutar para sepultar a dobradinha Bolsodória. Continuarei na SNF num processo de transição e acompanhamento da gestão da rede nacional de formação e nas ações de coordenação pedagógica do Projeto Juventude CUT DGB até o final do contrato com este importante parceiro internacional. Com o SINDSAÚDE-SP, poderei contribuir para o fortalecimento das ações da Escola Sindical e da Secretaria Estadual de Formação da CUT SP. A expectativa nesta retomada é estabelecer um processo de escuta junto aos trabalhadores, militantes, delegados sindicais de base e direção do sindicato de modo a reorientar meu processo pessoal de aprendizagem e ao mesmo tempo construir coletivamente com essas pessoas, formas, metodologias e diálogos capazes de transformar realidades concretas. Nesta trajetória de vida, reconheci e assumi minha orientação sexual com apoio, respeito e proteção dos homens e mulheres que fazem da CUT, a Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras! Casei e incorporei essa causa em todas as frentes da vida, do trabalho e do movimento sindical. Não se trata de uma despedida, vamos chamar isso de ‘até logo’, afinal, estarei logo ali e certamente nos encontraremos em muitas e diversas oportunidades, na luta, nas atividades e nos processos de formação. Meu contatos e endereço continuam os mesmos assim como minha gratidão a cada um de vocês. Um abraço, Pérsio Plensack - Outono 2021

domingo, 30 de maio de 2021

O povo na rua. Lula está voltando...

Calendário da Redemocratização do Brasil Os trabalhadores vão conquistando seus espaços. Nunca na história deste país um imigrante nordestino, metalúrgico do ABC e maior orador já visto, se viu tanta capacidade de relacionamento positivo com os pobres e excluídos. A Democracia e a Liberdade são inegociáveis. O povo exige melhores condições de vida, consolidação das conquistas e o respeito à soberania nacional. Obs.: Os fatos e as datas relacionados abaixo não foram conferidos, podendo ter erros ou omissões. 1964 – Golpe de Estado civil e militar com apoio ostensivo dos Estados Unidos 1968 – A Ditadura decreta o AI-5 e vira Estado Terrorista com repressão feroz 1970 – Médici é maior símbolo do autoritarismo e da violência Milagre Econômico 1972 – Economia dá sinais de recuo e crítica aumenta 1973 – Prisões e mortes pela repressão da ditadura – Dilma presa Crise do Petróleo afeta economia mundial e o Brasil 1976 – Começam greves contra inflação e cresce o movimento estudantil 1977 – Mais greves contra a política econômica da ditadura 1978 – Movimento sindical se organiza em todo Brasil – Lula simboliza a resistência dos trabalhadores à política econômica. 1979 – Anistia abre portas para criação de partidos políticos e centrais sindicais Surge o PT – um partido nacional e de massa. Em todos os estados surgem lideranças como Olívio Dutra no Rio Grande do Sul e Chico Mendes no Acre. 1980 – Cresce o número de partidos políticos e de sindicatos combativos. A ditadura fraqueja. Já não governa... 1981 – Trabalhadores fazem primeira CONCLAT na Praia Grande. Embrião da CUT. 1982 – Eleições para governadores e parlamentares. Lula candidato a governador de São Paulo. O PT e os candidatos presos e exilados... assustou os eleitores... Congresso da CUT adiado para 1983. Começa vida parlamentar do PT com pequena, porém combativa bancada. Montoro eleito governador de São Paulo. Brizola é eleito apesar do boicote da Globo. Oposição ganha de ponta a ponta do Brasil. 1983 – Criação da CUT em São Bernardo do Campo-SP. Primeira central sindical na história do Brasil. Delegados de todo Brasil, congresso com mais de cinco mil pessoas e delegações internacionais. 1985 – DIRETAS JÁ mexe com o Brasil e sinaliza o fim da ditadura. Posse de Sarney, civil, apoiador da ditadura mas eleito pelo Congresso Nacional e era vice de Tancredo Neves. Lula brilha nos comícios, ofuscando os velhos políticos como Brizola e Ulisses. Osmar Santos, locutor esportivo faz sucesso, juntamente com a Democracias Corintiana de Sócrates e Casagrande. Inflação sobe e desestabiliza a economia. Greve nacional dos Bancários. Sucesso da greve assusta banqueiros e empresários. 1986 – Eleições para governadores e parlamentares – Quercia em São Paulo. Olívio no Rio Grande. Aumenta crise econômica e arrocho salarial. Gushiken eleito deputado federal e cresce a bancada do PT e da esquerda. Lula é o candidato mais votado para federal. 1987 – Assembleia Nacional Constituinte. Brilha Ulisses Guimarães. 1988 – O Brasil se prepara para a primeira eleição presidencial pós 1964. 1989 – Lula surpreende todo mundo e vai para o segundo turno contra Collor, o candidato dos empresários e dos conservadores em geral. Rede Globo manipula debate, facilitando vitória conservadora de Collor. 1990 – Collor eleito é um desastre em todos os sentidos. 1991 – Impeachment de Collor dá posse ao vice, Itamar Franco, que governa para o PSDB, que dá destaque para FHC na Fazenda. 1992 – Começam os preparativo para o Plano Real de FHC. 1993 – Plano Real é um sucesso. 1994 – FHC derrota Lula e os críticos do plano Real, no primeiro turno. Fim da hiperinflação e começo da crise industrial. Cresce influência do sistema financeiro na economia global. 1995 – FHC agiliza as privatizações, principalmente de empresas estaduais como os bancos. 1996 – FHC aprova no Congresso Nacional a reeleição em todos os níveis. 1997 – Economia mundial continua em crise. 1998 – FHC derrota Lula mais uma vez. Em novembro, logo após as eleições desvaloriza o Real em 30%, causando crise interna na economia e na política. 2002 – LULA DERROTA SERRA E É ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL. Lula brilha internacionalmente, viaja pelo mundo levando negócios e bons relacionamentos. Oposição conservadora fica incomodada. 2003 e 2004 – Pallocci brilha como ministro da Fazenda de Lula e controla o risco inflacionário. Economia dá sinais de melhora. 2005 – Oposição arma boicote ao governo principalmente através do Congresso Nacional. PSDB parte para a oposição ostensiva e apoia Severino, deputado inexpressivo para presidente do Congresso. Surge a denúncia do mensalão e a tentativa de derrubar o governo Lula. Oposição opta por desgastar o governo Lula como forma de impedir sua reeleição. 2006 – Lula reeleito. Economia melhora com a China e as commodities. Lula brilha internacionalmente. 2010 – Lula lança Dilma Rousseff para presidente. Primeira mulher candidata e eleita presidente do Brasil. 2011 – Economia piora e as crises pipocam pelo mundo. 2013 – Juventude vai às ruas contra o governo Dilma e PT. Oposição ao PT se alia aos manifestantes e Rede Globo e Folha lideram as estratégias de desgaste de Dilma. 2014 – Dilma é reeleita enfrentando forte oposição conservadora. 2015 – Oposição lança a operação Lava Jato, articulação que envolveu os Estados Unidos, e todos os setores conservadores do Brasil contra Dilma, o PT e toda esquerda. Em vez de ditadura militar, o recuso usado foi o judiciário, de um lado, mais o uso intensivo da imprensa e do legislativo. Vários empresários e muitos políticos foram presos por anos. 2016 – Dilma é destituída com golpe civil, jurídico, midiático e forte apoio popular. Assume Temer, seu vice, do PMDB. 2017 – Crise econômica cresce. Temer desacreditado. Lula é levado preso por um processo jurídico furado, com isso, Lula foi considerado inelegível e foi preso por mais de um ano. Haddad é lançado como candidato do PT. 2018 – Bolsonaro, como Collor, é eleito com amplo apoio dos conservadores. Candidato do PT, Haddad, surpreende e quase ganha no segundo turno. 2019 e 2020 – Bolsonaro consegue ser pior do que Collor. A PANDEMIA mata dezenas de milhares de brasileiros. PSDB tenta articular uma terceira via, em oposição a Bolsonaro e ao PT. Lula é considerado o melhor presidente que o Brasil já teve. 2021 – STF reconhece que a condenação de Lula foi um erro jurídico e politico e assim, restabelece os direitos políticos de Lula. A preferencia eleitoral por Lula é tão grande que ele pode ganhar já o primeiro turno. 2021 e 2022 – Serão de disputa eleitoral em todos os níveis. 2023 – Só Deus sabe, mas, se depender do povo, Lula ganhará no primeiro turno.

sábado, 29 de maio de 2021

2021 lembra 2013

Povo volta às ruas - 2013 chegou em 2021 Mesmo com tanta gente na rua, isto é o começo de algo que, como aconteceu em 2013, pode acontecer em 2021. Mas estamos parecendo mais o Chile da Constituinte do que o Brasil de 2013. O povo exige respeito: - Aos 460 mil mortos ` Aos 15 milhões de desempregados Aos milhões que estão fora da escola Aos que precisam do auxílio de 600,00 Aos que, mesmo empregados, não conseguem comprar nada Aos pequenos e médios empreendedores que estão falidos e sem ajuda Aos artistas em geral Aos profissionais da SAUDE Às instituições democráticas À nossa Constituição. O povo não vai dar carta branca a ninguém.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Xp está com o Itaú, ou o Itaú está com o Xp?

Fusão ou confusão na relação entre XP, Itaú e clientes? Com a criação do Banco Xp, o Itaú será sócio deste novo banco? Ou a participação da holding do Itaú na Xp, será apenas um investimento, mas sem a parceria operacional? Tanto o Itaú como o Xp precisam agilizar todos os esclarecimentos, não podem esperar até o final do ano. Leiam a matéria do Valor e tentem entender... XP diz que chegou a acordo definitive com Itaú sobre fusão com a XPart A XPart é a nova holding formada após a segregação da participação do Itaú na XP Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo 28/05/2021 A XP informou que chegou a um acordo definitivo com Itaú Unibanco e Itaúsa para a fusão da companhia com a XPart. A XPart é a nova holding formada após a segregação da participação do Itaú na XP. A expectativa é que a fusão ocorra no fim do terceiro trimestre, sendo que ela depende da aprovação das assembleias de acionistas da XP e da XPart. Se a fusão for aprovada, os acionistas controladores de Itaú, Itaúsa e Itaú Unibanco Participações (Iupar), que são acionistas da XPart, vão receber ações classe A da XP. Outros acionistas dessas três companhias receberão BDRs patrocinados nível 1 da XP. A XP lembra que, com a fusão, seu acordo de acionistas será alterado, o que a companhia acredita que reforçará sua estrutura de governança corporativa, além de contribuir para melhorar sua estrutura de capital e capacidade de alavancagem. Com a mudança, o poder de voto dos controladores da XP passará de 55,4% para 68,3%. A Itaúsa lembra que a segregação da participação do Itaú na XP ainda está condicionada à obtenção de manifestação favorável do Federal Reserve e que também aguarda uma homologação pelo Banco Central do Brasil. “Uma vez implementada, fará com que os acionistas do Itaú Unibanco tenham direito à participação acionária na XPart na mesma quantidade, espécie e proporção das ações por eles detidas no próprio Itaú Unibanco, quando haverá a separação jurídica e contábil do Itaú Unibanco e da XPart”. “Os demais desdobramentos da incorporação da XPart pela XP serão informados ao mercado e aos investidores oportunamente”. Guilherme Benchimol, da XP: O poder de voto dos controladores passará de 55,4% para 68,3% .

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Democracia contra o ódio e a violência

Democracia digital, transparente e participativa contra o ódio e a violência Três gerações em profundas mudanças Mesmo sendo um dos países que tem mais informações registradas, o brasileiro ainda conhece pouco o Brasil real. Da mesma forma que sempre escondeu seu passado escravocrata, injusto socialmente e com grande concentração de renda, o Brasil sabe que tem uma parcela, de mais ou menos 20% da população que vive num alto padrão de vida bastante e distante dos 80% do povo brasileiro. Como inverter estes números? Como fazer do Brasil um país com 80% de classe média? Em primeiro lugar precisamos definir se o governo, o Estado com suas instituições vai trabalhar para: a) toda a sociedade; b) priorizar os recursos disponíveis para melhorar a vida dos 80% dos brasileiros mais pobres; ou, c) parte da premissa que para o Brasil ter competitividade, deve dar prioridade aos mais competitivos. Saímos de um período onde a população era rural, com baixa escolaridade, mas com a economia crescendo, gerando empregos, infraestrutura e industrializando-se, a partir dos anos 80 do século passado, o Brasil, e o mundo, passaram a conviver com as décadas perdidas na economia, na politica e no social... O jornalista e escritor , Sergio Rodrigues, chama atenção na Folha de hoje que “o Brasil está em guerra com o Brasil”. Tratando-se de uma disputa pela alma do país. “Há todos os sinais de que estamos entrando num períodos mais perigosos da combalida democracia brasileira: o caminho das eleições do ano que vem.” Um dos principais desafios é a falta de transparência e participação na vida brasileira. Mesmo nos Estados Unidos, a democracia sofre seus solavancos. No governo Obama, por exemplo, o jornalista James Risen, revelou em livro UM PLANO SECRETO DA CIA CONTRA O PROGRAMA NUCLEAR DOS IRANIANOS, Risen passou sete anos sob ameaça de cadeia... Já o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Bide, tentando criar dificuldades para a China, pediu aos “serviços de inteligência”, diga-se espionagem e estudos secretos, redobrem os esforços para saber AS ORIGENS DO CORONAVIRUS, e, se o vírus vazou acidentalmente de um laboratório ou se foi transmitido por um animal para os seres humanos. Porque os Estados Unidos não priorizam parcerias com a ONU como forma de ajudar mais efetivamente na distribuição de vacinas para todos os países, na integração econômica e na consolidação de uma democracia com transparência e participação do povo? Precisamos superar a teoria do ódio, e trabalhar juntos pela democracia com padrões de Qualidade de Vida, com políticas públicas e privadas que estimulem a melhoria da educação, da saúde, da moradia e da integração internacional. Se o mundo foi capaz de se unificar para combater o nazismo, o mundo também pode se unificar para combater o vírus, os malucos tipo Bolsonaro e avançar na democracia, na liberdade e a qualidade de vida.

terça-feira, 25 de maio de 2021

BRF e imprensa estão escondendo o ouro

BRF e imprensa estão escondendo o ouro Uma das maiores empresas do Brasil faz um negócio com ações que muda a composição dos controladores e a Folha não dá nada sobre o assunto. Em nota tímida e na defensiva, nesta terça-feira, é anunciada a saída do presidente da Previ, um dos principais acionistas da BRF. A imprensa apenas diz que a saída do presidente da Previ já estava prevista. Quanto a imprensa está recebendo para não noticiar e detalhar o que está em jogo? E a CVM – Comissão de Valores Mobiliários da Bolsa de Valores, não tem nada a dizer? Quem protege os pequenos investidores? Tudo indica que, mais uma vez, os mais fracos estão entrando no buraco do navio...

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Mais uma vítima da pandemia e da nossa estupidez

Mais uma vítima da pandemia e da nossa estupidez Com muita tristeza comunicamos o falecimento da Companheira Mônica, às 8h15 de hoje, decorrente de complicações da COVID-19, Ela foi Filiada e militante do PT/SE, Coordenadora estadual da Articulação Sindical, Secretária Geral da CUT, diretora do Sinergia e Vice presidente do Sindipema, além de Conselheira Fiscal da Escola da CUT do Nordeste. Mônica presente! Mais um motivo que defendo um monumento aos mortos pela pandemia, em todas as cidades que perderam alguém. Mais de 450 mil pessoas mortas por um inimigo invisível, além de nossa estupidez, é claro.

BRF e as eleições do ano que vem

BRF e eleições do ano que vem Jogar para a torcida e perder o jogo ou... O Brasil vai convivendo com um período de turbulência e acomodações econômicas, políticas e sociais. O Palmeiras tinha tudo para ganhar o título paulista e perdeu para o São Paulo, neste domingo. Dizem os analistas de futebol que o decisivo foi a marcação homem-a-homem, orientação do argentino técnico do São Paulo. Jogou melhor neste segundo jogo e levou o título. Talvez o português e técnico do Palmeiras, por saber que seu time tem mais volume que o adversário, demorou para reagir à estratégia montada pelo portenho. A pandemia continua matando parentes, amigos e colegas. Neste sábado foi a irmã de nossa cunhada. Passou mais de um mês internada no Hospital da USP e faleceu no sábado. Muitos colegas continuam perdendo parentes e amigos. E todos esperando as vacinas... Enquanto o Brasil continua encalhado como um navio à deriva, empresas vão comprando empresas. A BRF continua sendo noticias. Os fundos de pensão de empresas do governo venderam partes expressivas das ações. Tem gente que comemora o pouco ganho, quando os especialistas sabem que a tendência da BRF é ter mais lucratividade... Os bancos também andam atentos ao mercado e enxugando estruturas para ganhar na moeda virtual. Parece que jogamos um quebra-cabeça de mais de mil peças. É preciso paciência e atenção. Não devemos ter paciência com o jogo de conveniência dos políticos brasileiros. Com as eleições gerais do ano que vem, os mais de trinta partidos serão objetos de compra e venda de apoios, tempos de TV e dobradas esotéricas. O DEM e o PP estão compondo com democratas e socialistas todos de maneira heterodoxa, isto é, o importante é fazer composição para ganhar eleições e/ou crescer bancadas. Se a imprensa não fosse partidária, bem que podia abrir uma página educativa, mostrando o que é ser de direita, de esquerda, de centro ou de extrema direita. Mostrando o porque no Brasil tanto faz ser de direita como de esquerda. Será? A verdade é que, no Brasil sempre predominou a conveniência, o fazer de conta e o fingimento. Aqui não tinha escravidão nem preconceito; aqui não tinha machismo, como não tinha ladrões... nem caixa dois. Com o crescimento do Brasil urbano, com grandes cidades e tudo ligado por internet, todo mundo tem acesso às redes sociais, às fofocas e ao lazer internético... O mundo anda mais acessível e mais plural. O Brasil precisa aprender com o Chile, que elegeu a maioria de mulheres para a Constituinte. Que tal eleger mais mulheres que homens nas eleições do ano que vem? Quem será o vice ou a vice de Lula? Quem será o vice ou a vice de Freixo, no Rio? Quem será o vice ou a vice de Haddad, em São Paulo? Benedita vai ser candidata a vice ou a senadora do Rio? Enquanto tentamos parar de morrer por falta de vacinas, podemos brincar de quebra-cabeça e quem acerta mais. Já que nem sempre somos sérios, vamos nos divertir e praticar a ludoterapia: brincar, aprender e ensinar a praticar a democracia participativa e solidária. O Brasil ainda tem muito espaço para as pessoas.

sábado, 22 de maio de 2021

O melhor artigo sobre a guerra Israel e Palestinos

Sensação de derrota em Israel Mesmo com o cessarfogo, Israel enfrentará uma nova realidade Leiam o excelente artigo do The New Yorker. Even with a Ceasefire, Israel Must Face a Changed Reality There is a growing sense that Israel cannot come out of this crisis the same country it was when it went into it. By Bernard Avishai May 21, 2021 Palestinians crowd the streets carrying flags. Palestinians in Gaza City take to the streets to celebrate a ceasefire agreement between Israel and Hamas that went into effect early Friday morning. The ceasefire between Hamas and Israel went into effect at 2 a.m. local time on Friday, and seems to be holding. Israelis woke up to their military claiming to have “achieved all our operational goals.” Many Gazans, in turn, celebrated in the streets through the night—among them Khalil al-Hayya, a leader of Hamas’s slate in the now essentially cancelled Palestinian parliamentary elections, whose home in Gaza City was bombed. “This is the euphoria of victory,” he said. The violence lasted eleven days, long enough for the Israeli military to give its operation a name, Guardian of the Walls, though its briefings to the media have mainly been about tunnels. Hamas has built a web of them, many dozens of miles long, under Gaza’s cities; the defense establishment commonly refers to them, with perverse respect, as the Metro. Israel has mapped them, owing to “very high-quality intelligence”—so the leader of the Southern Command, Eliezer Toledano, told television reporters, last Sunday evening. By Tuesday morning, a military spokesman had claimed that the Air Force had bombed nine launch sites, including some in the tunnels, destroying sixty-five weapons launchers. It even bombed parts not immediately involved in the current action, Toledano added, just to send a message to the Hamas military leaders Yahya Sinwar and Mohammad Deif—themselves now targets—that the tunnels are a “death trap.” Before the ceasefire, the Israeli military claimed to have destroyed more than a hundred kilometres—sixty-two miles—of the tunnels, which is, notionally, the main goal “achieved.” Some buildings above the tunnels also became death traps. The Jerusalem Post reports that the military claims to have destroyed buildings containing “10 government offices, 11 internal security targets, and five banks that manage terror funds.” The Gaza Health Ministry reports that at least two hundred and forty Palestinians, including sixty-six children, have been killed; the United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs reports that seventy-five thousand people have been displaced or made homeless. Israeli government spokesmen, in contrast, say that two hundred and twenty-five militants have been killed, including twenty-five senior commanders—numbers that, for obvious reasons, do not quite match up. By midweek, Israel’s strategic logic seemed to have been reduced to destroying more tunnels and, collaterally, what was around them, including vital infrastructure such as the water and power supply; and destroying alleged command centers in multistory buildings—including, now famously, the Gaza headquarters of the Associated Press and Al Jazeera. By Friday morning, more than four thousand rockets had been launched toward Israeli cities, especially Ashkelon, on the coast; many of the rockets got through the Iron Dome anti-missile shield. Thirteen people were killed in Israel, including two Thai workers; among the Israeli victims were an Arab father and his sixteen-year-old daughter, in the city of Lod. The mayhem is Hamas’s fault, Israeli officials say, as they often do, because Hamas attacks Israeli civilians and hides behind civilians in Gaza. (The Netanyahu government is clearly more comfortable briefing diplomats and reporters about rockets and tunnels than about settlers enforcing evictions in Sheikh Jarrah and Israeli police officers harassing Palestinians during Ramadan—actions which sparked disturbances the previous week.) The point of Israel’s operation seems to have been new entries in a grotesque ledger, shared with Hamas, whose bottom line is “deterrence,” a more strategic-sounding word than “intimidation.” “No question,” Channel 12’s military correspondent, Roni Daniel, said, “the longer this fighting lasts, the more direct hits—this will push the next round further off into the future.” By Thursday, talk of deterrence was superseded by President Joe Biden’s demand for de-escalation, and the imminence of a ceasefire. So military analysts began speaking instead of an anticipated final flurry of Hamas rockets, and final Israeli bombing runs, expecting each side to try for, as Haaretz put it, an “image of victory.” In the end, thankfully, both sides satisfied themselves with the images that they already had. It is an indication of how stale such tit-for-that rhetoric has become that a segment by the comedian John Oliver, mocking the phrase, has gone viral, even in Israel. The Israeli military’s claims fall especially flat, he said, because Israel has an enormous power advantage—which has yielded the disproportionate number of deaths. (That’s true, though of course it does not exonerate Hamas.) Oliver further argued that the Gazan civilians who are paying that price have no collective power over what Hamas does. He might have added that, as many Israelis have suggested, if Gazans did have such power, the Israeli government might have prompted them to exert it by, say, distributing covid-19 vaccines, or offering to rehabilitate the power station, rather than conducting air strikes. But the military’s rhetoric has grown stale in Israel for a quite different reason. This latest escalation has given Israel a glimpse of a widening potential threat that Benjamin Netanyahu and his military, whatever their specific contingency plans, have not prepared the public for: emboldened defiance, from the West Bank to the Lebanon front, and from the streets of Lod to Washington, D.C. Palestinian euphoria derives from justified Israeli anxiety. A potential sequence of resulting events seems all too obvious now. The suffering in Gaza might spark protests in the occupied territories including East Jerusalem, or vice versa; Israeli responses to such protests could provoke accelerating violence, much like what happened with the al-Aqsa intifada, which Ariel Sharon provoked, in 2000, and which led to the deaths of three thousand Palestinians and a thousand Israelis. (On Friday afternoon, just hours after the ceasefire, tens of thousands of Palestinians took part in afternoon prayers at al-Aqsa, some waving Palestinian flags; by the end of the afternoon, there were fresh confrontations with Israeli police.) Such violence could cause further unrest in Israel, which, during the past week, has experienced street fighting between its Arab and Jewish citizens. That, in turn, could well incite Palestinians in Jordan, who are ambivalent about the Hashemite monarchy’s legitimacy and impatient with its peace treaty with Israel. The chaos would almost certainly mobilize Iranian-backed Hezbollah cadres in Lebanon, who have seen the damage that volleys of rockets can do. Netanyahu, or any right-wing successor, would be hard-pressed to counter such a changed landscape, on multiple fronts, without America’s backing. But a growing number of Palestinian supporters in the United States (and particularly in the progressive wing of the Democratic Party) would argue that the Prime Minister and his decade-long Likud dominance in the Knesset brought the catastrophe on themselves. And they would not be wrong. Hamas drove the Fatah leaders of the Palestinian Authority from Gaza, in 2007. When Netanyahu took office for the second time, two years later, he dissociated himself from the progress that his predecessor Ehud Olmert had made with the Palestinian President, Mahmoud Abbas, within the scope of the Oslo peace process. Netanyahu redoubled the government’s commitment to settlements and an exclusive claim to Jerusalem, implying that Palestinian sovereignty could be endlessly deferred, and Greater Israel persistently built, as long as the Palestinian leadership was riven. It served Netanyahu’s interests to keep Palestine divided; indeed, he instigated the last round of attacks on Hamas in Gaza, in July, 2014, in part to foil the unity agreement that Abbas and Hamas’s Ismail Haniyeh had implemented that June. In 2015, the Knesset member Bezalel Smotrich, a settler zealot and Netanyahu ally, put it bluntly: “In the international arena, in the game of delegitimization,” he said, “the Palestinian Authority is a liability, and Hamas is an asset.” The challenge was to keep Hamas both solvent and in check: the former by allowing Qatar to subsidize the organization, the latter by periodically attacking it—like “mowing the lawn,” as some in the military grimly put it.

BRF, uma das melhores empresas brasileira, está sendo vendida

BRF uma das melhores empresas brasileira está sendo vendida O jornal Valor, mais uma vez, sai na frente com ótima cobertura. É uma longa história... Começou com a Sadia, depois com a Perdigão, passou pelo BNDES, pelos Fundos de Pensão, e agora, é mais uma operação que passa pelas Forças Ocultas.Um dos símbolos desta história chama-se Luis Carlos Mendonça de Barros, um tucano que sabe fazer negócios... Pedro Parente, atual presidente da BRF, também de plumagem tucana, é um bom operador e sabe jogar o jogo de compras, fusões e incorporações de empresas. Leiam a ótima matéria de Luiz Henrique Mendes, do jornal Valor. Como Molina engendrou com o conselho sua entrada naBRF Com investimento da ordem de US$ 1 bi em ações, Marfrig terá mais de 20% da dona da Sadia - e a eleição do board da Vale tem alguma coisa a ver com isso Por Luiz Henrique Mendes – Valor - 21/05/202 Marcos Molina se posicionou como o guardião do Lequetreque. O icônico mascote da Sadia não será mais alvo da chuva de especulação que permeia a história recente da BRF — afinal, quem nunca ouviu que a Tyson estava à espreita ou que um chinês abocanharia a dona da Perdigão? A impressionante compra de ações feita pela Marfrig — que já chegou a mais de 20% do capital da BRF e, a preço de mercado, significa um investimento de cerca de US$ 1 bilhão —, dará à dona da Sadia um acionista de referência para chamar de seu, enterrando especulações e ensaios de que herdeiros de Attilio Fontana planevajam retomar o controle, mesmo com uma fatia acionária irrisória. Num primeiro momento, parecia que Molina estava avançando à revelia, mas não foi assim. A movimentação do empresário, que sempre acalentou o sonho de comandar a BRF, não é hostil e foi sendo amarrada com o conselho, apurou o Pipeline. Um dos principais acionistas, a Previ está entre os vendedores de ações à Marfrig. A ideia é que o empresário mantenha, inicialmente, uma postura passiva. Uma chamada de assembleia para destituir o conselho e a gestão da firma de alimentos está descartada, disseram duas fontes. O mandato do atual conselho da BRF vence em abril de 2022. "Vai ser muito bom ter um acionista de referência com visão de longo prazo", disse uma fonte ligada à BRF. Lequetreque, o mascote da Sadia, terá Marcos Molina como guardião . Para uma pessoa com visão privilegiada sobre os rumos da companhia, as turbulências enfrentadas pela mineradora Vale, na primeira eleição de conselho como uma full corporation, indicaram os riscos que a dona da Sadia vinha correndo. A crença é que, no Brasil, um acionista de referência se faz necessário para não virar bagunça. O alerta da Vale não é uma mera coincidência. Chairman da BRF desde 2018, Pedro Parente acompanhou de perto as desventuras da eleição para o conselho da mineradora. O executivo presidiu o comitê de nomeação para o board. Com um acionista do porte da Marfrig — uma gigante com mais de R$ 70 bilhões em faturamento e dona de um negócio lucrativo nos EUA —, a BRF se defenderá das ofensivas que vinham ocorrendo. Um dos maiores incômodos era um herdeiro da Sadia que articulou várias formas para destituir Pedro Parente. No início de maio, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que membros da família haviam acionado o senador Flávio Bolsonaro para tentar influenciar os fundos de pensão Petros e Previ. Uma fonte revelou ao Pipeline o temor de que os herdeiros da família Fontana articulassem para ficar apenas com o controle da Sadia, vendendo a Perdigão — nesse hipótese um tanto conspiratória, poderiam ver a marca nas mãos da rival JBS. À boca pequena, o nome de Nelson Tanure circulou como um dos investidores que poderia ajudar no movimento para derrubar Pedro Parente. A história não chegou a se confirmar, mas a boataria já foi o suficiente para arregimentar um movimento defensivo, trazendo a Marfrig para o jogo. Na firma de Molina, explicações ainda terão de ser prestadas ao mercado. Na bolsa, as ações da Marfrig caíram 5,2%, recuando a um market cap de R$ 12,8 bilhões. A demanda compradora, por outro lado, fez os papéis da BRF dispararem. As ações subiram 16,28%, com a companhia avaliada em R$ 21,8 bilhões. No futuro, a fusão de Marfrig e BRF até poderia voltar à baila, conjectura um analista. Com quase 50% do capital da Marfrig e 20% da dona da Sadia, Molina preservaria o controle que lhe é tão caro. Eventualmente, a National Beef, controlada da Marfrig nos EUA, poderia ser um veículo para um controle alavancado, listando ações com superpoder na bolsa americana. Por ora, as companhias ficam separadas. Cada um fazendo o que mais sabe. Na BRF, frango e carne de porco. Na Marfrig, carne bovina. Na memória, ninguém esquece que Molina teve sérias dificuldades quando era dono da Seara, um ativo que o criativo empresário nunca soube lidar. Manter separado talvez seja um bom negócio. O J.P. Morgan foi a corretora da Marfrig.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

A fraude das privatizações

Herança maldita das privatizações Monopólio privado e privada de serviços Quanto mais eu vejo os neoliberais defenderem as privatizações mais fico indignado com a fraude da eficiência tanto propagada. As privatizações no Brasil, geralmente geraram mais benefícios para os compradores privados do que para os usuários. Ao privatizar, os neoliberais conseguem privilégios como: 1 – indexação de preços para os compradores; 2 – monopólio ou oligopólio do mercado, como as telefônicas e as elétricas entre outras; 3 – tolerância, cumplicidade do governo, com a incompetência e o mau atendimento aos clientes. Todas as compradoras depois conseguem grandes lucros. É só lembrar da Vale do Rio Doce e do Banespa, entre centenas de outros exemplos. Milhares de pessoas reclamam que estas empresas privadas de prestação de serviços, com certa frequência, cobram valores muito maiores do que a média dos meses anteriores, quando você liga ou tenta ligar para descobrir o que aconteceu, você passa por uma maratona infernal, demorando horas e dias para resolver ou tentar resolver. E, como é monopólio, estas empresas, através de call center, ficam infernizando a gente ameaçando CORTAR a prestação de serviços. Algumas contas cobradas não chegam a cem reais e eles ficam ameaçando e depois que a gente prova que eles estão errados, nem agradecem... Passei um período infernal com as empresas telefônicas, descobrir que com a energia era a mesma coisa e, até a Comgás, que funcionava bem, hoje, fiquei duas horas, falei com vários funcionários e não consegui falar com o tal “Setor Financeiro”. Se as privatizações não podem ser canceladas, pelo menos, as punições contra incompetência e erros deveriam ser severas e grandes. O pior é que não dá para contar com as tais “Agências Reguladoras”... O consumidor, este vira apenas número de estatísticas.

Israel e Brasil - Violência nunca mais

A trégua na Palestina e a esperança no Brasil Vivendo e aprendendo O mundo agradece aos palestinos e ao governo militarista de Israel terem chegado a um acordo e suspenderem as agressões. É sempre bom lembrar que a criação do Estado de Israel teve o apoio de quase todos países do mundo e foi aprovada pela ONU. Esperamos que, tanto a ONU, como os países do mundo recuperem a decisão da Assembleia Geral da ONU quando aprovou a criação de dois países: O Estado de Israel e o Estado Palestino. Já passou da hora da oficialização do Estado Palestino. O mundo também agradece ao gesto simbólico mas de grande valor para a democracia, a divulgação da reunião entre Fernando Henrique Cardoso e Lula. Se os dois conversassem mais, provavelmente não estaríamos passando por este período tão vergonhoso e sofrido para o povo brasileiro. Bolsonaro, nunca mais!

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Brasil e Israel sofrem da mesma doença

Brasil e Israel – A omissão dos bons os torna cúmplices O jeitinho golpista brasileiro gestou o pior presidente que o Brasil já teve. Isto já custou mais de 440 mil mortes, o descrédito internacional, grande recessão, grande desemprego, o descrédito ainda maior das instituições e da democracia. A violência exacerbada do governo de Israel contra os palestinos está abrindo as portas dos infernos e expondo os cidadãos judeus presentes no mundo todo a ficarem sob risco de violência, de agressões e do preconceito que foram obrigados a carregar por milênios. O mundo tinha orgulho das contribuições históricas do povo hebreu, nos últimos anos, Israel, está fazendo mais estrago que os séculos de diásporas. O silêncio e a omissão das instituições judaicas e dos seus intelectuais, artistas e empresários durante a violência contra os palestinos da Faixa de Gaza, pode simbolizar: cumplicidade, covardia ou medo. Historicamente o povo hebreu nunca foi covarde, não temeram o medo nem foram cúmplices de ditaduras nem de genocídios. A imprensa internacional informa que em Israel começa a surgir grupos agressores de palestinos, como os brancos radicais americanos com a Ku Klux Kan – KKK. Sofrendo muito e fazendo autocrítica, os brasileiros estão caminhando para pacificar o Brasil e recuperar sua dignidade. Esperamos que o Povo de Israel que ainda mora pelo mundo posicione-se em defesa da Paz, da Democracia, da Liberdade e da Autodeterminação. A ONU, mesmo apequenada, ainda é o melhor espaço para negociar a Paz e os compromissos históricos.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Oh Israel, porque esqueceste teu passado?

Israel – De coitadinho a genocida Ante o ódio irracional dos nazistas contra os judeus, o mundo todo foi favorável à criação do Estado de Israel. Seus governantes, durante muitos anos, trouxeram simpatias e solidariedade à paz mundial. Nos últimos anos, os governos de Israel têm se preocupado em ajudar os colonos a ocuparem as terras dos palestinos e a causar violências contra países que ajudam os palestinos. Israel está abusando da tolerância internacional O governo de Netanyahu, que é candidato mais uma vez à reeleição, armou este mal estar para justificar mais um capítulo de destruição da Faixa de Gaza, expulsão dos palestinos e apropriação da faixa que dá acesso ao MAR. Estes quinze dias de destruição foram planejados e começaram a partir de uma provocação de Israel, articulada entre Netanyahu, o judiciário e as forças armadas. Aproveitando-se do período de rezas na mesquita de Jerusalém, Israel sabia que, ao tentar expulsar as famílias de suas residências no período de rezas, haveria forte reação dos palestinos, justificando assim forte reação de Israel. E a partir daí o mundo veria mais um capitulo de destruição da Faixa de Gaza. E não adianta botar a culpa nos palestinos. Eles estão submetidos a conviverem com uma relação totalmente desigual, entre um Estado militar e belicista, que quer tomar suas terras, e alguns milhares de resistentes, algumas vezes abusados, mas que dificultam a ação criminosa de Israel de destruir a Faixa de Gaza e toma-la dos palestinos. Vejam alguns números e detalhes escabrosos... Informações da REUTERS e da AFP, publicadas na Folha de hoje. 1 - A Faixa de Gaza está imersa em uma crise humanitária desde o início da escalada de violência entre Israel e o Hamas. 2 – Faltam alimentos, ÁGUA POTAÁVEL e remédios. 3 – Mais de 52 MIL palestinos tiveram que deixar suas casas devido à violência, informou a ONU e a OMS. 4 – Israel já matou 215 pessoas, incluindo 61 CRIANÇAS e 36 mulheres, além de deixar l.400 feridos. 5 – Israel também já destruiu 132 prédios e 316 ficaram danificados, INCLUINDO 6 hospitais e nove centros de saúde primária, além de destruir plantas de dessalinização da água do mar. 6 – Na segunda-feira, os bombardeios de Israel destruíram a UNICA CLINICA que fazia testes de Covid-19 em Gaza. 7 – Apesar da pressão internacional, os USA, continuam se opondo a uma declaração pedindo o fim da violência. O presidente americano, Joe Biden, acusado por seu próprio partido de FALTA DE FIRMEZA COM ISRAEL, expressou na segunda seu apoio a um cessar fogo . 8 – Provando que a intenção real do governo de Israel é TIRAR OS PALESTINOS DA FAIXA DE GAZA e se apropriar do território, deixando apenas a Cisjordânia como opção para a criação do Estado Palestino. Assim, Israel ficaria com 90% do território definido pela ONU quando da criação do Estado de Israel, vejam as declarações do primeiro ministro de Israel: “Nossa linha é CONTINUAR ATACANDO ALVOS TERRORISTAS, disse Netanyahu.” Um dos países mais militarizados e melhor equipado do mundo, luta contra crianças e adolescestes que se defendem com pedras, estilingues e foguetes de fabricação caseira. Nem a Resistência Francesa, na segunda guerra mundial tinha uma relação tão desigual... Isto é ou não é genocídio?

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Brasil e Israel: o dilema da verdade e das mentiras

Brasil e Israel dois estilos de guerras O dilema da verdade ou das verdades Mentir faz parte da guerra? 1 - BBC News apresenta um debate sobre a violência na Faixa de Gaza, na agressão de Israel contra os palestinos e a reação destes. Pergunta a BBC: Why is the region blurry on Google Maps? A BBC faz um boa comparação com outros mapas de outras regiões e contata-se , que há dois pesos e duas medidas. Fica claro que a Google está submetida as leis americanas e, portanto, segue as leis americanas. Como os Estados Unidos protegem Israel, ao manchar os espaços em litígios, disponibilizando-os para Israel e negando-os para os palestinos. Já tivemos situação semelhante nas Guerras das Malvinas, entre Argentina e Inglaterra, quando os americanos disponibilizaram informações para a Inglaterra e estas foram fundamentais para desequilibrar a disputa. 2 – O Brasil vive um outro tipo de guerra: a guerra das informações, a guerra de manipular fatos e versões, buscando ganhar a simpatia do povo aos candidatos a presidente para o ano que vem. Já mentiram ostensivamente no Brasil? Tivemos o caso do sequestro de Abilio Diniz, nas eleições de 1989, quando obrigaram os sequestradores a aparecerem vestidos com camisetas da esquerda e do PT. Outro exemplo bem gritante foi a operação Lava Jato como instrumento de manipulação de informações, de processos e da própria imprensa. Passado o objetivo principal, que era derrubar o governo de Dilma e impedir que o PT ganhasse as eleições presidenciais com Haddad, os processos estão sendo arquivados. 3 – O Brasil também continua sua guerra de comunicação. Com o sucesso do golpe de Estado em 2016, que destituiu Dilma e criou as condições para Bolsonaro ser eleito, criou-se uma situação traumática: a) Lula voltou a ser elegível e aparece como imbatível; b) O Brasil, pela primeira vez, elegeu um louco, descomprometido com as instituições e com as pessoas, porém que quer se candidatar à reeleição do ano que vem e que aglutina a extrema direita; c) Os conservadores, que se aliaram com a extrema direita contra o PT, em 2018, ante a tragédia realizada, tentam se recompor em algo chamado por eles de “terceira via”, também chamada de centro-direita, ou direita. d) Há ainda, num país com 35 partidos políticos, aqueles que se dizem de centro-esquerda e os que estão à esquerda do PT e, portanto, não tem chance de ganhar. Estes pescadores de águas turvas, espalhados entre os dois candidatos preferidos nas pesquisas, Lula e Bolsonaro, fazem reuniões, palestras e dão entrevistas aos jornais e mídia em geral oferecendo-se para se aliarem de forma esquizofrênica, heterodoxa, mas sinalizando o desejo de fazerem uma frente ampla, tipo Ciro Gomes, DEM, PSDB, etc. A imprensa conservadora, da mesma forma que foi ativa nos golpes de Estado anteriores, estimula a manipulação do processo eleitoral, ignorando o que o povo deseja efetivamente. Aí entram os marqueteiros... 4 – Diz a teoria que, na guerra, a primeira vítima é sempre a verdade. Seja na guerra desigual entre Israel e os palestinos, ou na guerra desigual entre o uso e abuso do aparelho do Estado brasileiro, do abuso da imprensa e do judiciário contra Lula, constatamos que a verdade continua valendo pouco ou valendo algo apenas quando beneficia o lado de quem a critica. O mundo moderno é um mundo midiática, com redes mundiais de livre acesso por parte dos assinantes e usuários. Nunca, na história da humanidade, informação passou a ser tão acessível e ser tão importante. Hoje é mais difícil manter ditaduras em qualquer parte do mundo. Mesmo no Leste Europeu ou no Oriente Médio. Não adianta os ditadores terem legalidade, mas não terem legitimidade. Os ditadores, os usurpadores dos cargos públicos, podem se manter no poder por alguns meses ou anos, mas, mesmo no caso da Ucrânia, vai ficando difícil de eles permanecerem no poder. No Brasil, a cada eleição o povo aprende mais e mais a discernir, a distinguir os oportunistas e desonestos, dos sérios e honestos. Ora votando em quem não fez a promessa de campanha, ora votando em quem já provou seriedade, mesmo com pequenos erros. Democracia se aprende praticando. Acertando e errando. O voto não pode ser substituído pelas armas ou por se esconder a verdade. Viva a Democracia!

domingo, 16 de maio de 2021

Economistas, empresários, e os impasses do Brasil

Bresser Pereira continua bem intencionado. O Brasil também. Vejam suas sugestões para melhorar a economia e o desemprego... Bresser Pereira , os cinco preços macroeconômicos, mais exportações e redução das desigualdades. 15/05/2021 Para fazer uma mudança não basta ser a favor de uma política industrial. Essa é uma política muito necessária, mas não suficiente. É preciso também colocar os CINCO PREÇOS MACROECONÔMICOS no lugar certo para dar condições para que haja investimento e exportação. 1 – TAXA DE CAMBIO - É preciso manter a taxa de cambio em um nível competitivo, em torno de 4,80 por dólar, e que este nível ou faixa seja confiável para os investidores. 2 – TAXA DE JUROS – Para que esse compromisso seja confiável o governo deverá manter BAIXO o nível da TAXA DE JUROS, rejeitar a política de endividamento externo. 3 – CONTA CORRENTE – Manter a conta corrente do país equilibrada. 4 – EQUILIBRIO FISCAL – Assegurar o equilíbrio fiscal. 5 – DOENÇA HOLANDESA – Para neutralizar a doença holandesa, além de se reestudar as TARIFAS existentes, será preciso estabelecer uma TARIFA ADICIONAL LINEAR, igual para todos os bens, variável de acordo com o preço médio das commodities exportadas pelo Brasil. 6 – EXPORTAÇÃO DE MANUFATURADOS – Criar um subsídio para exportação de manufaturados igualmente variável de acordo com o preço internacional das commodities. 7 – REDUÇÃO DA DESIGUALDADE – Para reduzir a desigualdade, o novo governo, deverá se concentrar em uma ou mais reformas tributárias que tornem progressivo o sistema de impostos, enquanto continua a dar como deu anteriormente apoio ao SUS e a educação pública. Adoro o professor Bresser Pereira, mas, tanto o professor Bresser como muitos outros professores universitários, banqueiros e estudiosos nos Estados Unidos, tentaram resolver os problemas estruturais do Brasil, e o resultado foi que saíram desgastados dos governos. Na teoria é fácil, na prática, geralmente não dão certos Geralmente, os teóricos pregam pacotes econômicos, com variáveis que o governo não tem governabilidade, como inflação, câmbio, motivação de investimentos, confiabilidade, e aceitação por parte do povo. Aí apelam para o messianismo, como se cada pacote econômico fosse tudo ou nada. O resultado é que os planos econômicos se transformam em grandes mentiras e enganações eleitorais. E depois querem que o povo acredite nos políticos... O acordo que o Brasil precisa é mais amplo e mais complexo, mas é possível e exequível, como dizia uma professora nossa na FGV-SP. Para começar, não acredito que deva começar com ameaça ou pressão para tomar dinheiro de quem ganha muito. Temos que estimular todos a trabalhar e ganhar dinheiro, combinando política de pleno emprego com uma curva de crescimento de renda onde a correção daqui para a frente seja de os de baixo crescerem mais do que os de cima. Outro debate que precisa ser explicitado são as políticas públicas imprescindíveis para toda população e para todas as regiões do Brasil. 1 - Todos deverão trabalhar. Com jornada flexível e renda flexível; 2 – Todas as famílias terão direito a ter moradia decente, mesmo que seja com custo subsidiado, porém, terminantemente proibido deixar o imóvel ser tomado por traficantes ou bancos; 3 – Todas as crianças e adolescentes obrigatoriamente deverão frequentar escolas públicas ou privadas; 4 – O SUS será a principal bandeira da Saúde e a medicina privada, com seus Fundos de Investimentos, serão estimulados mas não terão orçamentos que prejudiquem a Saúde Pública Básica e Fundamental; 5 – Todos os brasileiros terão acesso à comida básica; 6 – O transporte terá como prioridade atender às demandas da população, priorizando-se o transporte coletivo de massa, como metrôs e ferrovias, contando com sistema de integração; 7 – Democratização do acesso à cultura, à leitura, ao esporte e ao conhecimento com suas diversidades gerais; 8 – Faz parte deste compromisso social, econômico e político que as cidades deverão acolher seus moradores, oferecendo-lhes as condições acima e, na medida que as pessoas tenham acesso e acompanhamento, não deverá deixar que pessoas morem nas ruas e crianças fiquem fora das escolas. O Brasil deve ser de todos, com todos e para todos. Ou os governos praticam seus mandatos explicitando como estão administrando os requisitos acima, ou a população, juntamente com representantes de Conselhos Sociais e Populares, deverão exigir a execução, ou os que estiverem desobedecendo deverão ser substituídos. Quem acha que o Brasil deve ser um país apenas para 20 ou 30% da população, ou explicita como pretende fazer isso antes das eleições, ou, se fizer o contrário do que foi prometido, será submetido a processo por mentir e enganar o povo brasileiro. Nunca o Brasil esteve tão ruim como está agora. Todos têm parte de responsabilidade... não tem bonzinhos e inocentes contra os demônios e enganadores. Temos muita gente ociosa, muita gente mentirosa e sem fé. Um outro Brasil é possível e necessário. E os acadêmicos precisam ouvir todos os setores da sociedade, da mesma forma que cada pessoa precisa trabalhar mais, compartilhar mais a construção do Brasil como uma nação livre e soberana tanto internamente como internacionalmente. E vamos agilizar vacina para todos os brasileiros. Já passamos de 430 mil mortes... Unir para vencer o vírus. Unir para vencer o desemprego e a fome. Unir para garantir vida digna para todos. Unir para garantir saúde, educação e qualidade de vida. Resolver estas pendências pela Democracia é a melhor garantia de paz e progresso com inclusão e respeito. Fora da Democracia será a barbárie...

sábado, 15 de maio de 2021

A destruição da economia brasileira - Guedes é pior que a saúva

Chile e Guedes no Brasil. Algo estranho está acontecendo Foi a pior ditadura da América Latina, mato tanto, bateu tanto e reprimiu tanto, que até hoje o povo chileno ainda não se sente seguro para superar o trauma. A privatização no Chile foi destruidora e visível. Inclusive propagandeada como forma de fazer o povo ficar servil e obediente. A imprensa brasileira até hoje faz propaganda do capitalismo chileno. Mas a imprensa brasileira não mostra os dois lados da história... O ministro da Economia atual foi um dos Chicago-boys e continua até hoje pregando a destruição da economia social e pública. Guedes quer vender à preço de banana o pouco que resta sob controle dos governos. O Chile herdou da ditadura uma estrutura tributária voltada para proteger as empresas. Da mesma forma, os Fundos de Investimentos no Chile, são muito mais flexíveis e benéficos para os empresários que no Brasil. No Chile, como no Brasil, já não existe “burguesia nacional”. Hoje, o que prepondera são “nativos“ que exercem altos cargos como prepostos de empresa estrangeiras. Mas, tanto no Chile como o Brasil, há um resíduo de empresários nativos que têm boas empresas, mas que também aceitam ser vendidas aos estrangeiros. Enquanto o neoliberalismo vai destruindo a economia brasileira, vejam o que empresários “chilenos”, ou empresas chilenas de capital estrangeiro estão fazendo no Brasil. Na primeira vez, eles compraram redes de supermercados, na segunda vez, compraram a TAM, e agora estão comprando as escolinhas... Em São Paulo já compraram 12 escolas de educação infantil. Enquanto países como Alemanha, Holanda e Japão, continuam garantindo educação pública e gratuita, o Brasil vai entregando tudo que possa ser transformado em dinheiro. Desde o berçário até a faculdade, tudo está vindo para o setor privado. E aí, as crianças e os alunos passam a ser vistos como custo/benefício, se são rentáveis ou não. A Saúde também está privatizada desde a gravidez até o enterro, quando morre. Este pessoal não fala mais “no paciente, na família...” Para eles, ou se dá lucro, ou não pode entrar no hospital. Nos bancos, a linha é a mesma: Banco não é lugar de pobre. Banco é lugar de quem tem dinheiro. Portanto, se 80% da população brasileira são pobres, temos 160 milhões de brasileiros pobres e não terão acesso aos bancos. Não foi por acaso que o Brasil passou a ser um caso de sucesso com o Programa Minha Casa Minha Vida, lançado no governo do PT. Hoje, o Brasil é o maior produtor de alimentos no mundo. Carnes bovinas, caprinas. Aves, além da produção de grãos, como soja e milho. Mesmo com tanta riqueza, o Brasil tem mais de 20 milhões de pessoas passando fome, temos mais de 15 milhões de analfabetos e mais de 14 milhões de desempregados. Sem contar as mais de 430 mil mortes. Quanta coisa ainda temos para fazer pelo Brasil

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Lula nas pesquisas caminha para a vitória

Porque Lula cresceu tanto nas pesquisas Mensagem relevante do diretor-geral do Datafolha Além de tudo que Bolsonaro tem feito de errado, no artigo assinado pelo diretor-geral, Mauro Paulino, e pelo diretor de pesquisa, na edição da Folha de hoje, apresentam considerações no final do artigo que merecem ser estudadas por todos os interessados. 1 – Entre os Evangélicos, grupo que majoritariamente apoia Bolsonaro desde sua eleição em 2018, verifica-se um empate técnico em eventual confronto entre os dois candidatos; 2 – Influência do STF – As recentes decisões do STF, que devolveram os direitos políticos ao ex-presidente Lula, chegam à opinião pública em momento agudo de crise social e garantem legitimidade ao pragmatismo eleitoral da população. 3 – O que o povo aceita – Como mostram pesquisas anteriores do Datafolha, diante do quadro de desalento, na esperança de soluções práticas e urgentes, O BRASILEIRO tolera mais as suspeitas sobre a conduta de políticos experientes já testados DO QUE OS ABUSOS E A PARCIALIDADE DA JUSTIÇA para investigá-los. 4 – Prova disso é o fraco desempenho não só de Sergio Moro, como de outros “antipolíticos” nas intenções de voto. 5 – Por enquanto, O PROCESSO ELEITORAL DE 2022, se desenha como A ANTÍTESE DO DE 2018. Palavras da salvação!

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Israel: a quem serve tanta violência e arrogância?

Israel - O dominante de hoje repete a violência sofrida quando dominado Quem duvida que, na violência desta semana, Israel não tenha programado tudo? Quem duvida que Netanyahu, o primeiro ministro militarista, que vive em processo eleitoral, usar uma sentença não neutra, durante os dias de orações muçulmanas para forçar uma reação palestina e assim ampliar a violência e tomar mais territórios dos palestinos? As entrevistas de governantes israelenses à imprensa internacional são puras provocações. Vamos prender, vamos matar, e aumentaremos nossa violência se os palestinos não pararem. O que diferencia um militar israelense de outros militares de outros países e de outros tempos traumáticos? O fato de existir erros abundantes no lado palestino não credencia Israel a fazer uma guerra genocida e de limpeza da Faixa de Gaza. A comunidade internacional não pode ficar calada. Queremos que haja paz e respeito às comunidades. Se a ONU teve a decência de apoiar a criação do Estado de Israel, a ONU atual tem a obrigação de por limites à Israel.

Lula está voltando e vai ganhar no primeiro turno

Lula vai ganhar no primeiro turno. DataFolha mostrou que o jogo será pesado. A existência da Pandemia criou tantos problemas que nos faz repensar a vida, repensar seus conceitos e como viver daqui para frente Vejam o que será preciso resolver: 1 – VACINA - O desafio mais importante a ser resolvido é vacinar todo mundo, garantir vacina e remédios para todos. 2 – VOLTAR AS AULAS – garantida a segurança de todas crianças e adolescentes, o passo seguinte é voltar às aulas nas escolas, garantindo reposição escolar para equilibrar a idade com o aprendizado. 3 – Emprego/Trabalho – Ao controlar a mortandade decorrente da pandemia, os trabalhadores poderão voltar aos seus locais de trabalho para retomar o grau de produtividade que ficou parada com o vírus. 4 – Salário e Renda – Com o retorno ao trabalho, teremos amplas reuniões sobre como melhorar o poder de compra e os investimento. 5 – Ajudar nas negociações de dívidas das empresas e dos trabalhadores. 6 – Abrir oficialmente o período eleitoral e ver como os 35 partidos políticos constroem seus programas eleitorais e o compromisso com o povo. 7 – Debater a importância do processo eleitoral na consolidação da democracia e na reconstrução nacional. 8 – Estes desafios são exemplos que podemos trabalhar juntos e respeitando as diferenças, e respeitando principalmente a Democracia. Por falar em Democracia, é importante lembrar que, desde a redemocratização do Brasil em 1985, a prática democrática não tem sido fácil. Ora era a hiperinflação, ora eram crises econômicas chamadas de Décadas Perdidas e os impeachments, com derrubadas de governos, manipulações jurídicas, da imprensa e dos políticos. Se Lula tivesse saído candidato a presidente em 2014, provavelmente não teria havido o Golpe de Estado de 2016. Se por um lado Lula acatou os encaminhamentos dos partidos políticos que apoiaram a reeleição de Dilma, por outro lado, os derrotados nos votos do povo brasileiro, não só violentaram nossa Constituição, como abriram as portas para a eleição de alguém que explicitamente não tinha e não te nenhum compromisso com a Democracia. Além de ter que sofrer as consequências por ter como presidente um louco descomprometido com o povo e com a democracia, tivemos a PANDEMIA, que já matou mais de 420 mil pessoas. A maior vergonha de nossa história. Podemos dizer que faz parte do aprendizado democrático. Mas a democracia não precisa sair tão caro e tão sofrida como vem saindo. Lula merece voltar a ser o nosso presidente. Os desafios que Lula, ou qualquer outra pessoa que venha a ser presidente do Brasil terá que enfrentar, requer uma grande capacidade de liderança e de solução de problemas. Tudo isso Lula já mostrou que é capaz Já erramos demais, já estamos pagando por nossos erros. Desta vez, não temos o direito de errar e de sacrificar o povo brasileiro. Unidos vamos reconstruir o Brasil e recuperar a sua dignidade. Nós estamos e estaremos com Lula. Este a gente conhece, este a gente confia.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Inflação dispara, preços sobem e o povão paga à conta

Disparada nos preços leva famílias ao desespero A pressão inflacionaria aumenta em todas as economias. Os alimentos têm boa participação nessa escalada. Estados Unidos e Brasil estão com intensas altas internas de preço. Os países compradores, mesmo com o aumento nos preços, estão comprando. A alta dos preços começa no campo Em alguns produtos, como o milho, o aumento chegou a 208%, no período de maio de 2019 a maio de 2021. A alta dos alimentos ajudou a inflação a atingir as maiores variações mensais. No Brasil, os produtos agropecuários acumulam alta de 52% no atacado em 12 meses. Mesmo que os preços das commodties agropecuárias se estabilizem, os patamares já atingidos retiraram parte da população de baixa renda do mercado. A soja, apesar da safra recorde de 137 milhões de toneladas, mantém preços recordes e acumula aumento de 137% nos últimos dois anos. O segundo produto mais importante da pauta do Brasil, o milho, também está com preço recorde, e sem sinais de queda. As carnes suínas e de frango já acumulam alta de 165% e 137% nas grandes, respectivamente, desde maio de 2018. RUIM para os consumidores, os preços das commodities engordam os lucros dos produtores. Essa evolução externa de preços ganha dimensão ainda maior para o produtor nacional devido ao dólar. A pressão de custos na produção será mais um fator para a manutenção de preços internos elevados para o consumidor, embora o espaço para repasse seja pequeno, devido à perda de renda interna provocada pelo DESEMPREGO. ( Este texto é uma síntese do artigo de Mauro Zafalon, publicado na Folha de ontem, 11/05/2021, página A18). Quatro tragédias estão trazendo sofrimento para o povo: 1 – A pandemia que já matou mais de 410 mil pessoas em todo Brasil; 2 – O desemprego que já atinge mais de 14 milhões de pessoas; 3 – O aumento geral dos preços que, junto com a pandemia, torna o brasileiro mais pobre do que era há alguns anos atrás; 4 – A incapacidade do governo Bolsonaro em saber combinar o combate à pandemia, com o combate ao desemprego e a retomada do crescimento econômico. Resultado: É o povão que está pagando a conta...

terça-feira, 11 de maio de 2021

O Brasil que nos entristece...

Preços reais e inflação de mentira Aumento do salário 2,5%. Aumento do milho 208%. Não está bom? Disparada nos preços de alimentos aumenta a inflação no Brasil e no mundo Arroz, feijão, saúde e educação! Desde minha adolescência que ouço o povo cantar o refrão acima: Arroz, feijão, saúde e educação! Faltou incluir moradia e trabalho/emprego. O sonho de toda pessoa que fica adulta e pensa em casar é ter condições de oferecer à família: Comida, saúde, educação para os filhos, moradia para todos e um trabalho decente, com direito ao lazer e ao descanso. O tempo vai passando e a vida vai ficando mais difícil. - Quando pensávamos que a democracia conquistada fosse ficar para valer, aparecem os golpistas, os mentirosos e os violentos e ameaçam acabar com a democracia; - Quando pensávamos que a aposentadoria seria um direito pétreo, aparecem os neoliberais mercenários e acabam com a aposentadoria; - Quando pensávamos que o SUS e os convênios médicos garantiriam nossa velhice, aparecem os neoliberais e precarizam o SUS e aumentam os preços dos convênios médicos; - Quando pensávamos que comer picanha com cerveja no fim de semana fosse direito adquirido, aparecem os neoliberais e aumentam o dólar, aumentam os preços de tudo e congelam os salários; - Quando pensávamos que haveria moradia digna para toda família brasileira, até o programa minha casa minha vida sofre restrição do governo neoliberal e entreguista de Bolsonaro; - Quando pensávamos que haveria trabalho e emprego, para quem quisesse trabalhar, vem este governo neoliberal e mercenário e provoca o maior desemprego dos últimos tempos no Brasil. Junto com tudo isto, vivemos a maior mortandade da nossa história. São mais de 410 mil mortes, somente no Brasil. Este é o governo genocida do governo que foi eleito contando com o apoio dos golpistas. Os jornais dizem que não dá para antecipar as eleições presidenciais. Dizem também que não compensa fazer mais um impeachment. Que devemos esperar as eleições do ano que vem. Até as eleições do ano que vem, quantos brasileiros precisarão morrer, além dos 410 mil que já morreram? Além dos que morrem por causa do vírus, há os que morrem por falta de comida, há os que morrem de tristeza por falta de dinheiro e de trabalho. Há os que morrem matados por tiros nas favelas e nas ruas da periferia. Não sei se chegaremos em outubro do ano que vem, mantendo um mínimo de harmonia e de respeito às pessoas e às instituições. Mas os preços das coisas bem que podiam parar de subir. Ou então, que voltemos a ter inflação e reposição salarial corrigidos pelo mesmo critério. Ninguém aguenta mais...

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Brasil: o pior já ficou para trás?

Brassil: O pior ficou para trás, diz presidente do Bradesco Há um lado bom e outro lado ruim, ou depende de quem olha? 10/05/21 - Valor - Por Talita Moreira e Álvaro Campos O pior ficou para trás, diz president do Bradesco Para executivo, velocidade de reformas está aquém do desejável. Hoje, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr, deu uma longa entrevista, ao jornal Valor, que vai entrar para a história. 10/05/21 - Valor - Por Talita Moreira e Álvaro Campos Cuidadoso, apresentando números e tentando mostrar domínio do assunto, o presidente do Bradesco também mostrou algo novo para um presidente do Bradesco, ele gosta de citar termos em inglês, como Marketplace, turn aroud e flight to quality. Talvez seja uma forma de mostrar que o Bradesco agora é um banco moderno... O Bradesco vai ser um novo banco, ou será que será o mesmo banco pioneiro de sempre, porém se adequando aos novos tempos. Para os jovens que não conhecem a História do Bradesco, no Brasil, os dois bancos mais simbólicos são o Banco do Brasil e o Bradesco. O Banco do Brasil, como banco do governo federal, esteve sempre à serviço das políticas econômicas nacionais. Já o Bradesco, nascido em Marília, cidade que também deu origem a TAM. Era o Brasil crescendo do interior para a capital. Enquanto o BB era mais lento, o Bradesco de Amador Aguiar era um banco de vanguarda, oferendo crédito para os pequenos comerciantes, para os agricultores e para as pequenas indústrias. Onde tinha Bradesco, tinha Casas Pernambucanas e cinema, tinha modernidade. Amador Aguiar, além de mostrar que tinha fé em Deus e acreditava no Brasil, chegava na sede do banco para trabalhar, sempre às 7:30 h. E os demais diretores chegavam juntos. Voltando à entrevista do presidente atual do Bradesco, esta iniciativa também é uma novidade no Bradesco, já que, Amador Aguiar dificilmente dava entrevista. Como o lucro do Bradesco cresceu 73,6%, totalizando R$. 6,515 bi, deve ter estimulado a dar a entrevista. Dizer que o banco está se agilizando ainda mais é muito bom. Mas, comemorar que fechou 1.000 (mil) agências, é assustador! E as cidades e bairros que tinham agências e deixaram de ter? E os bancários e terceirizados demitidos foram para onde? Comemorar que o governo Bolsonaro continua executando a Agenda (neo)liberal, pelo fato de o governo não estar estatizando nada, e, ao contrário, privatizou a CEDAE, no Rio, e o BNDES vem vendendo suas ações nas empresas, é expor o Bradesco a um alinhamento politico que está em decadência no mundo. Da mesma forma, afirmar que a pandemia que já matou mais de 410 mil pessoas, inclusive funcionários do Bradesco, dizer que a pandemia é página virada e que “o pior já ficou para trás”, é extremamente polêmico. Deus queira que realmente a vida esteja voltando ao normal, mas esta afirmação pode também servir como estratégia mercadológica para melhorar a imagem do governo genocida de Bolsonaro, preparando o Brasil para as eleições do ano que vem. Tenho defendido que sejam instalados monumentos em todas as cidades brasileiras que tiveram mortes por causa da Pandemia. O Brasil, em respeito aos parentes, amigos e colegas, não pode esquecer esta que é a maior tragédia da História do Brasil. O Bradesco está em todo território nacional, os mortos vítimas da pandemia, também. O lucro é importante, mas a vida dos funcionários, dos clientes e parentes é imprescindível. Vacina para todos, já! Emprego para todos, já! Agências Bancárias em todo Brasil.

domingo, 9 de maio de 2021

Lula é a maior mãe do mundo

As mães e os problemas do Brasil e do mundo Falar de mãe é fácil, falar do custo de vida é difícil; falar do desemprego é sonhar com almoço de graça, não existe mais; e falar da do vírus e da pandemia é o mais preocupante até hoje. Morrem milhares de pessoas por dia. Tenham mãe ou não. Além das mães, uma outra coisa que unifica, é pensar que Lula pode ganhar as eleições do ano que vem. Mas não será fácil. 1 - Lula vai fazer acordo com Sarney e ficar contra o governador atual do Maranhão, que é de esquerda e é um dos melhores do Brasil? 2 - Lula vai fazer acordo com Renan, político tão complicado quanto Neymar? 3 - Lula vai ganhar e vai resolver todos os problemas criados por Bolsonaro e seus apoiadores malucos e perdulários? 4 - Quando Lula terá tempo para derrubar o preço do dólar? 5 - Quando Lula vai repor o poder de compra do salário mínimo? 6 - Como Lula vai diminuir a violência das milícias e dos traficantes? 7 - Em quanto tempo Lula vai vacinar todo mundo, como fez o presidente dos Estados Unidos? 8 - Como Lula vai ajudar o Macron a não deixar a Le Pen ganhar as eleições da França? 9 - Como Lula vai convencer os judeus de Israel a deixarem os palestinos rezarem em paz? 10 - Como Lula vai falar para o Putin libertar o chato do oposicionista? 11 - Como Lula vai falar para os chineses liberar vacinas de graça para o mundo todo, já que o mundo todo compra tudo da China e não produz mais nada? 12 - Quando Lula vai liberar dinheiro para os artistas, já que o Brasil sem artistas é o país mais triste do mundo? 13 - Como Lula vai fazer as fábricas pararem de ir embora do Brasil e voltar a crescer tanto como cresceu nos seus oito anos? 14 - Como Lula vai impedir que a violência continue nas favelas? 15 - Já que estamos falando de Lula, como vamos fazer para voltar a ter carteira de trabalho assinada, com férias e assistência médica? 16 - Já que estamos no dia das mães, como Lula vai fazer para igualar os salários dos homens e das mulheres? 17 - Já que falou de mulheres, tem que falar também dos negros e dos pobres, e queremos saber como Lula vai dar mais condições para as mulheres terem filhos e terem tempo para cuidar deles? E quando Lula vai criar cotas para negros nas empresas e nos cargos públicos? 18 – Como Lula vai fazer para o Corinthians pagar a dívida e voltar a ser campeão? 19 - Com os bancos lucrando 77% a mais, como Lula vai convencer os banqueiros a serem menos ambiciosos? 20 – Como Lula vai fazer para que nossas mães possam ir para as praças comemorar a sua vitória e nos organizar para fazer tudo isto que está nesta lista? Já sei, nós todos estamos pensando que Lula É A MAIOR MÃE DO MUNDO! Isto eu não tenho certeza, mas sei que Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve e, com nossa participação, nós podemos recuperar a alegria de viver no Brasil. Um Brasil onde todo mundo vai respeitar todo mundo, onde todos vão trabalhar para recuperar este tempo que o Brasil ficou parado. Como diz Chico Buarque: minha gente, era triste amargurada, inventou a batucada, para deixar de padecer, vamos aprender com Lula, vamos ver... Eu quero minha mãe! Vai passar!

sábado, 8 de maio de 2021

Até as mães andam silenciosas

Quarentena das ruas e a violência da conjuntura O mundo anda esquisito. A Colômbia que todos achavam que estava sob controle, pipocou em manifestações, violência e mortes; Na Europa, vários países tiveram manifestações contra os governos e contra os patrões; e na Argentina, que sempre teve uma liderança importante, voltou à calmaria peronista. O Brasil anda estarrecido. Como uma Brasilia velha descendo a ladeira, ou uma Kombi de feirante subindo os morros para comprar verduras, vivemos num aparente perde-perde, mas, os neoliberais, os banqueiros e os especuladores financeiros não estão perdendo. Alguns bancos e algumas empresas estão apresentando balanços trimestrais com aumento escandaloso dos lucros. Numa crise desta, um banco informar que seu lucro cresceu em 74%, outro em 66%, uma indústria em 90%, e até uma mineradora que causou um dos maiores acidentes ecológicos do Brasil, tem um lucro de deixar qualquer analista constrangido. Será que chegamos ao fim do poço e o país vai começar a retomar sua vida normal? Será que, com o crescimento do número de pessoas que estão tomando vacinas contra o vírus, as pessoas estão indo aos shoppings e aos bares e restaurantes? Ou o lucro escandaloso das empresas e dos bancos não depende da reabertura das lojas? Não sei, sou sei é que, em outros tempos, esta chacina em Jacaréznho, provocaria uma onda de protestos e violência que nem as polícias impediriam. Muito menos o judiciário impediria. Então, como se explica esta letargia, este cansaço ou este medo? Estou achando que algo mais forte que 2013 está vindo por aí. Não sabemos quem vai ser o primeiro, mais vai aparecer um movimento de desabafo que vai tremer as estruturas. Vai deixar mais gente em casa do que a pandemia tem deixado. A soma de Jacarezinho com a CPI do vírus e das eleições, mais o desemprego, o alto custo de vida, os preços alucinados, uma recessão onde os preços sobem mesmo a população comprando menos, tudo isto assusta. Ao olhar as redes sociais, os jornais e os noticiários, as únicas duas coisas agradáveis que vi foram o aniversário de Gushiken, hoje, dia 08 de maio e amanhã o Dia das Mães. Gushi com sua verve marcante, era o líder que estava sempre buscando soluções para os desafios, e as mães, ah, para as mães, os filhos sempre estão com a razão. Portanto, amanhã, todo mundo vai dar um jeitinho para falar com a mãe ou para querer abraçá-la. De 2013 para 2021 são oito anos. Depois de 2013, Aécio quis derrubar o governo eleito, ele não conseguiu em 2014 mas a frente ampla da direita conseguiu derrubar o governo em 2016. Libertaram os demônios brasileiros e o resultado está em toda parte: tragédias, tragédias e mais tragédias. Como vamos conseguir botar o gênio do mal de volta na lâmpada? O Brasil não tem experiência nestas coisas de soltar os demônios ou entregar sua soberania aos estrangeiros ou entregar suas florestas... Enquanto os demônios andam soltos fazendo a maior confusão, vamos nos recolher neste Dia das Mães e compartilhar boas lembranças, belas histórias em volta da mesa ou na varanda da casa. As mães ainda são necessárias... Benção Mãe!

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Uma grande campanha para recuperar o Rio de Janeiro

O narcotráfico e a morte anunciada Em 1991, depois que Lula quase chegou lá, a CUT foi convidada a visitar os Estados Unidos, afinal, o governo americano não tinha diálogo com esta nova esquerda que estava crescendo e poderia ser governo no futuro... Fomos, eu, Rossetto e Bargas, trocar experiências. Uma das informações interessantes que recebemos foi que o Brasil tinha deixado de ser consumidor de drogas, e já era traficante, importador e exportador de todo tipo de drogas. E a grande maioria já passava pelo Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, da capital chamada Guanabara? Não, já era o Rio de Janeiro, um balneário decadente... Isto em 1991! O que abriu o Rio para as drogas, além das lindas praias, lindas mulheres e lindas músicas, foi a transferência da capital do Brasil para Brasília. Daí para cá foi uma ladeira abaixo... Nas disputas politicas, econômicas e religiosas, todo mundo achou que poderia compor com o narcotráfico e que não se contaminaria. A esquerda achou que seria uma forma de ter acesso ao morro; A direita já detinha o controle do morro, das bocas de fumo e de festas... Os governos se respaldavam nos controladores dos votos e das comunidades. Na história recente, quem mais ajudou o morro foram Brizola e Lula. As condições de vida melhoraram muito, mas nenhum deles enfrentou o narcotráfico de frente. Nem mesmo a direita tentou. Todos quiseram compor. Com o crescimento dos governos progressistas na América Latina, a direita nacional e internacional, voltou a intensificar as relações com o narcotráfico, contando também com o apoio dos Pentecostais. De repente, para assustar o mundo, o Rio de Janeiro elegeu o Garotinho e depois a Garotinha para governo do Estado do Rio. De lá para cá todo mundo conhece a história. E as mortes se multiplicam. E os governos fazem de conta que enfrentam o problema das drogas e dos seus comerciantes, consumidores, produtores e distribuidores. O mais triste e ver a quantidade de crianças morrerem por causa do narcotráfico e da violência policial. Mas, todas as mortes nas favelas são importantes e nos faz ficar triste. Eu não sei a quem xingar mais, quando o assunto é o narcotráfico, o descaso dos governantes e a hipocrisia dos consumidores... Porque não se abre um grande debate que inclua a legalização e a fiscalização, além do tratamento dos dependentes crônicos? Devemos fazer uma mobilização nacional e internacional pela recuperação do Rio de Janeiro, a baía mais bonita do mundo?

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Para que servem os Sindicatos?

Para que servem os sindicatos, no mundo neoliberal? O pragmatismo responsável, pragmatismo conformista e a negação da realidade. De forma bem simplória, toda vez que alguém perguntava “para que servem os sindicatos”, a gente respondia, para representar os trabalhadores na defesa de seus direitos, na defesa de melhores salários e melhores condições de vida. Como nosso sindicato sempre foi muito ativo, os bancários ficavam e ficam sócios e uma parcela, além de ficar sócia, passa a frequentar e a participar das atividades. Aos poucos tende a ser um militante... Isto foi na época das vacas gordas, quando ainda não existia o neoliberalismo. Existiam no Brasil um milhão de bancários e 300 mil terceirizados, pessoas que prestavam serviço ao sistema financeiro mas não se beneficiavam diretamente dos acordos salariais. Com o neoliberalismo, a pirâmide foi invertida. Hoje temos 300 mil bancários e mais de um milhão de terceirizados que prestam serviços aos bancos. Com o neoliberalismo, a classe média foi espremida para baixo e os pobres voltaram a ficar mais pobres. E quando surgiu o neoliberalismo? Exatamente com o fim do comunismo e a implosão da União Soviética. Os patrões e os conservadores já não se sentiam mais ameaçados. Era hora da revanche, isto é, de tirar os direitos dos trabalhadores... E os desempregados, os subempregados, os precarizados e os pobres em geral perguntam: O que nós temos a ver com isto? Para os desesperados da vida, o nome do sistema político e econômica não importa, o que importa é ter comida, educação para os filhos, moradia para a família e emprego ou trabalho. Assistindo uma belíssima apresentação sobre o sindicalismo internacional, todos ficaram encantados com a quantidade e a qualidade dos trabalhos de renovação do trabalho de base, de forma como se está ouvindo efetivamente o clamor da base e do povo. A grande maioria das pessoas que estando prestando algum tipo de serviço não faz negociação com os patrões nem com os governos, ficando expostos à exploração e à precariedade. Onde estão as maiores oportunidades para os sindicatos prestarem serviço e terem respostas positivas? Nos trabalhadores de aplicativos, nos entregadores de comida e todo tipo de produto e nos imigrantes. Quando indagados sobre os estudos macroeconômicos e políticos, por exemplo, sobre a História do sindicalismo pré segunda guerra mundial, quando as relações de trabalho eram tão precarizadas quanto o neoliberalismo vem praticando. Sobre o sindicalismo na época da guerra fria, quando existiam três centrais sindicais mundiais – uma vinculadas aos comunistas, outra à social democracia e outra mais conservadora vinculada à Igreja, eles responderam que as demandas prioritárias com a base são tão grandes que optaram por deixar estes estudos para mais tarde. É claro que a missão dos sindicatos é defender e organizar os trabalhadores por melhores salários, melhores de condições de trabalho e de vida. Mas, estas “bondades” nunca caem do céu, elas sempre foram e continuam sendo conquistadas com muita luta, muitas greves e muitas demissões. Este processo histórico tem sido a garantia de melhores condições de vida para a classe trabalhadora e para os pobres. O pragmatismo responsável, pragmatismo conformista e a negação O pessoal que foi demitido nas privatizações, no arrocho salarial e na recessão criada artificialmente pelos neoliberais, será que não percebem que uma coisa tem a ver com a outra? Com a precarização da vida e com o cinismo dos neoliberais, os estudiosos de História e de Economia Social, como os estudiosos de Medicina para políticas públicas como o SUS e os professores das redes públicas, estão ficando cada vez mais fragilizados economicamente. Estão ficando pobres. Se o passado não volta, qual será o futuro? O sindicalismo que está renascendo no mundo todo, no Brasil, tem na história da CUT, como porta-voz do novo sindicalismo dos anos oitenta do século passado, também está precisando conhecer mais esta dinâmica chamada relações de trabalho. O modelo que preponderou por décadas acabou, não existe mais Imposto Sindical nem mesmo Negociação Coletiva anual entre todos os empregadores e os empregados. Roosevelt, Keynes, Marx e tantos outros tiveram importância fundamental na reorganização do mundo do trabalho contaminado com infinitas guerras, como foram as duas guerras mundiais. Com o Novo Modo de Produção Asiático, ou o mundo se articula para preservar as qualidades de vida básicas, ou presenciaremos novas guerras e talvez a última guerra com a explosão do Planeta Terra. E, se sobrar algum sobrevivente, este será chinês...

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Quem inventou a China atual?

Guerra invisível como o vírus. Culpa da China? Quem inventou a China moderna foram Nixon e Kissinger. Lembram do vale tudo contra Moscou? Internacionalmente, estamos vendo o debate da disponibilização da vacina contra o vírus em todos os países. Mas trás também a disputa econômica entre os Estados Unidos e a China, refletindo sobre tudo e sobre todos. De repente, as pessoas começam a conviver com publicações que antigamente assustava muito, hoje, aparentemente significam mais transparência e mais democracia. O mundo moderno pressupõe mais transparência e mais acesso. Isto é tão importante quanto comer ou tomar vacina. A gente não quer só comida, lembram da música? Meu irmão, Gildemar Carneiro dos Santos, que é doutor em física, pela Universidade de Nagoya, no Japão, costuma dizer que “o mundo está aí, os humanos é que ainda não conhecem todas as informações contidas nele”. Lembram do “nada se cria, tudo se transforma”? Descobrir o Brasil? O continente brasileiro já existia, Portugal descobriu como chegar nele. Isto vale para energia atômica e tantas outras coisas... Depois da “descoberta da escrita, por impressora”, de Gutenberg, que avançou na democratização ao acesso à leitura, coisa que a Igreja quase que monopolizava, a maior descoberta depois desta foi a internet. A combinação da escrita com o acesso ao universo das informações muda o patamar da humanidade. Isto vale para quem mora em Nova York, Pequim, Toronto, ou na floresta amazônica ou no nordeste brasileiro, ou no deserto africano. O que são os Estados modernos? Como se dá a relação entre as grandes multinacionais e os governos? Quem manda em quem? Os Estados Unidos podem ter acesso a tudo e a todos, através da escuta telefônica, da leitura clandestina dos e-mails e de tudo que passa pelos computadores, e os outros países não podem? Isto é Democracia? Um Estado moderno como a Estônia, pode disponibilizar todo tipo de informação sobre seu país e sua população, e, outros países como Ucrânia, Brasil, Arábia Saudita, Vietnã, África do Sul ou Austrália não pode? Vejam as declarações da “democrata” americana, Hillary Clinton, publicadas na Folha de hoje, 05/05/2021. 1 – China implanta “1984” (fiscalização total de tudo), e o Ocidente precisa impedir. 2 – Milhões de chineses estão sendo constantemente controlados, advertidos, punidos. Diz Hillary, fazendo menção ao uso de câmaras de vigilância, reconhecimento facial e monitoramento de celulares e dados... 3 – Em debate sobre o Futuro das Democracias Liberais (sic), promovido pela Chatham House – instituto de análise independente sediado no Reino Unidos - Hillary inclui a Rússia e grandes companhias de tecnologia como ameaças contra as quais lideres democráticos devem combater. 4 – Hillary constata que a timidez do Ocidente em relação a China se deve à dependência econômica, que precisa ser desarticulada, mesmo que `a custa de subsídios – a fim de incentivar empresas a retomarem sua produção FORA DA CHINA. 5 – CHEGA DE DIZER QUE A CHINA É UMA ECONOMIA DE MERCADO! É impossível concorrer com a China nesses termos. 6 – Além de respostas mais duras dos governos ocidentais, Hillary cobrou RESPONSABILIDADE DA MÍDIA. Assuntos graves são facilmente esquecidos, e as mesmas figuras que mentiram nas eleições são entrevistadas agora sem que ninguém questione suas falsidades, diz Hillary. Salvar uma DEMOCRACIA que ela considera em crise vai exigir não só o conteúdo certo, mas também uma nova forma de se comprometer com o público.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Esta CPI é uma farsa!

Uma CPI do fim do mundo Um governo que é uma imoralidade; Um Congresso que é uma cumplicidade; Uma Impressa que é uma instabilidade; Um Judiciário que é um faz de conta’ Uma Oposição que se esforça mas não chega ao povo; Um movimento popular que tenta mas ainda não está sendo ouvido; Uma academia que pensa e age abstratamente, embora bem intencionado; Um povo que sente o peso da pandemia, da falta de vacinas e da falta de governo; No fundo, a sensação é que, ante a impotência humana, as pessoas estão esperando a pandemia passar por si mesma, o que não é provável; Enquanto tudo isto acontece, tanto os pobres quanto os ricos, continuam morrendo em função do vírus e da pandemia; E os Estados Unidos, a China e a Rússia, que têm mais vacinas, estão mais preocupados em ganhar dinheiro com a vacina do que salvar as pessoas. E a gente pensava que fosse possível a ONU ser eficaz numa conjuntura desta. Como dizem os pentecostais: “Estamos todos na mão de Deus”. E Deus está magoado com a incompetência e a falta de responsabilidade dos brasileiros. Nada acontece por acaso. E não vamos perder tempo com esta CPI.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Cursos de Medicina a R$.8.500, por mês priorizam o lucro

Saúde e Educação são fundamentais para se ter um país forte e competitivo É possivel combinar o público e privado nas áreas estratégicas? Com cursos de medicina com mensalidades de 8 mil por mês, Redes Hospitalares que a diária de internação custa R$.10 mil por dia e remedies que custam dois mil reais por mês, com estes custos, é possível garantir qualidade e acesso à saúde para todo povo brasileiro? Com a privatização da Educação desde o berçário e a diminuição da oferta de escolas públicas, é possível garantir qualidade na formação escolar para todo povo brasileiro? O Brasil vem de um processo histórico de privatização e de internacionalização de todas as áreas da vida e da economia nacional, inclusive abrindo mão da sua soberania nacional. Quanto mais o neoliberalismo cresce no Brasil, mais aumenta a pobreza e a concentração de renda. Vejam esta matéria divulgada no jornal Valor de hoje – 03/04/2021. Cursos de Medicina como empresas privadas que priorizam o lucro Yduqs reúne cursos de medicina em uma nova área de negócios - Valor 1/7 Yduqs reúne cursos de medicina em uma nova area de negócios Área que abriga 14 cursos faturou R$ 497 milhões em 2020 e tem seis mil alunos Por Juliana Schincariol —Valor - Do Rio 03/05/2021 Marina Fontoura, executiva à frente do Idomed: 2/7 A Yduqs (ex-Estácio), um dos maiores grupos de ensino privado do país, decidiu separar as operações de medicina dos demais cursos de sua grade e criar uma nova marca. Batizada de Idomed, a nova área de negócios reunirá as 14 escolas de medicina do grupo. O movimento era necessário, segundo a Yduqs, para o mercado enxergar o tamanho do negócio e compreender sua importância para o grupo como um todo. O aluno de medicina na Yduqs paga mensalidade de R$ 8,7 mil, em média. No setor de ensino, os índices de renovação de matrículas em cursos de medicina costumam ser altos e a evasão, baixa. “Entendemos que a Yduqs é composta por várias partes. O mercado não reconhece o valor individual de tudo que temos. Crescemos acima de 30% seguidamente. O movimento visa dar transparência ao mercado, dos números isoladamente”, diz Marina Fontoura, vice-presidente de operações premium da Yduqs e executiva à frente do Idomed. Futuramente, uma oferta pública inicial (IPO) de ações da Idomed não está descartada e acontecerá se a Yduqs entender que uma emissão é fundamental. “Estaremos preparados”. Nos últimos dois anos, essa divisão da Yduqs absorveu investimentos de mais de R$ 150 milhões. Do ponto de vista acadêmico, a partir de agora, será possível abrir novos programas de formação e incorporar produtos digitais. 3/7 Até agora, os cursos de medicina e as faculdades do Ibmec faziam parte da divisão premium da Yduqs, mas o grupo viu que havia necessidade de se criar uma identidade própria para consolidar o ensino médico e abraçar novas iniciativas. Em 2020, a área que agora passa a se chamar Idomed faturou R$ 497 milhões, correspondente a 14% da receita ajustada da Yduqs. A receita do Ibmec equivale a um terço do faturado pela Idomed. Hoje, são seis mil alunos matriculados nos cursos de medicina. Mas apenas quatro dos 14 cursos já completaram o processo de maturação, ou seja, possuem estudantes matriculados do primeiro ao último ano. Quando todos estiverem maduros, em 2024, a expectativa é chegar a 16,3 mil estudantes, considerando apenas o crescimento orgânico. Para 2021, o plano é criar até 450 vagas. Três escolas iniciaram a captação de alunos no primeiro semestre de 2021 - Castanhal (PA), Açailândia (MA) e Quixadá (CE). Outras duas, no Ceará e em Roraima, aguardam autorização para o segundo semestre. Como cada curso é iniciado com 50 cadeiras, já estão reservadas mais 250 vagas. A Yduqs espera que o Ministério de Educação (MEC) libere a abertura de até 200 novas vagas, para expansão de cursos já existentes. Três cursos de formação médica da Yduqs foram resultados de aquisições. E novas compras estão no radar. “Essa via é fundamental e faz parte da estratégia corporativa da Yduqs. Sem dúvida nenhuma, os cursos de medicina são um plus nessa história”, diz a executiva. O Brasil tem hoje 270 cursos voltados para a formação de médicos - cerca de 60% do total são privados. O mercado ainda é pulverizado e há oportunidade para ocupar esse espaço. A companhia tem menos 3% do total de cursos de medicina hoje. “O Idomed tem um DNA só. Temos uma visão clara do médico que queremos formar. Mesmo quando após uma aquisição o currículo possa ser diferente, a espinha dorsal do modelo pedagógico busca um resultado próximo”, afirma o diretor executivo de medicina do grupo, Silvio Pessanha.

domingo, 2 de maio de 2021

A vida não pode ser apenas on line

A vida não pode ser apenas on line Um primeiro de maio on lne... Um dia das mães on line... Um aniversário de um amigo on line... Reuniões somente on line... Até os enterros dos parentes e amigos, são on line... Tudo bem que precisamos tomar cuidado com o vírus. Mas, a vida on line está insuportável. Da janela do nosso apartamento vemos as pessoas passeando com suas máscaras e seus cachorros. Mesmo com o belo sol de outono, Por causa do on line, também fica chato. Até algumas flores estão morrendo. Tem coisas bonitas on line O nosso pai, com seus 97 anos em agosto, Com as cuidadoras que nos divertem, on line. A nossa sobrinha que mora em Paris E manda flores especiais, on line, para a mãe que mora em Lins-SP. As lives onde você encontra gente de todas partes do mundo; As histórias e filmes sobre tantas coisas tão bonitas, on line. Mas, sou do tempo em que Bethânia cantava: A tua presença, Entra pelos sete buracos da minha cabeça, a tua presença... Ultimamente eu tenho telefonado para alguns amigos Somente para ouvir a voz, Para mostrar que apenas ler uma mensagem Não é suficiente. É importante sentir as emoções e o brilho do olhar. No próximo dia 9 de maio, teremos um dia das mães on line. Nossa mãe completaria 98 anos de existência. Uma mãe, que mesmo não tendo escolaridade, Escreveu em seu diário, a vida de cada filho e, sem saber, Escrevia a História do Brasil. Quando a pandemia acabar, vamos fazer encontros ao vivo para sentir que estamos vivos e para homenagear os que se foram E aí o on line vai ser muito importante. Porque ficou tudo gravado, tudo on live. Esta modernidade é tão difícil de ser compreendida. Mas é bonita quando vemos os velhinhos ou as crianças Fazendo reuniões on line. E vamos fazer o almoço de domingo, Este não pode ser on line, nem com muita gente. Mas tem um sabor especial, Com a devida distância, por causa do vírus... E já são mais de 406 mil mortes, E estas não são on line... Estas pessoas, vítimas do vírus, Não podem ser esquecidas Elas já fazem parte da nossa história Como faz parte o governo genocida. Este não é on line.