sexta-feira, 30 de abril de 2021

Um primeiro de maio para todos que estão contra Bolsonaro

Um primeiro de maio diferente Um ato para todos que estão contra Bolsonaro Eu sou daqueles que acham que o primeiro de maio, por ser o dia dos trabalhadores em oposição aos patrões, deve ser comemorado enquanto classe trabalhadora. Um dia para lembrar nossas vitórias, nossas lutas, nossas conquistas e nossas derrotas. O dia 1o. de maio é como a Páscoa judaica, algo que lembre a história de um povo. O 1o. de maio é uma dia para mostrar o combate ao racismo, ao preconceito e ao abandono. Mas temos situações e épocas que podemos abrir exceções, e isto não é crime. É opção. Um primeiro de maio que unisse todos que foram contra o nazismo, naquele período, era mais importante do que um primeiro de maio somente dos trabalhadores? Não tenho dúvida que a luta contra o nazismo era mais importante. Vivemos um momento em que a unificação de todos que sejam contra este governo genocida num primeiro de maio, é mais relevante que um primeiro de maio puro sangue? Não tenho dúvida que sim. Afinal, ainda ontem o Brasil chegou a 400 mil mortes. Combater os responsáveis pelas 400 mil mortes é um gesto patriótico e de defesa de um povo, unificando todos que concordam em superar este governo genocida e ultraneoliberal. Um governo de mercenários e reacionários, não diria um governo fascista, porque os fascistas eram mais organizados do que este governo. Podemos, então, ter dois primeiros de maio numa mesma cidade? Não vejo problema. Há gente para todo tipo de primeiro de maio. As bandeiras podem ser as mesmas: - Unidos no combate à pandemia; - Unidos por mais empregos; - Unidos por um Abono de Emergência para os necessitados; e – Unidos pela Democracia e a Liberdade. Concordo que ouvir declarações de políticos conservadores que fizeram campanha para este governo genocida – mesmo que aleguem que não sabiam que Bolsonaro chegaria a ser tão genocida – revira o estômago. Mas, concordo também que ninguém sozinho tenha maioria hoje para impor este ou aquele tipo de governo. Concordo em fazer unidade, frente ou aliança com quem assine um Programa Mínimo e se comprometa a cumprir o programa, caso eleito. No Brasil, nem a direita nem a esquerda tem tradição de respeitar programas e promessas eleitorais. Sou contra o neoliberalismo e suas privatizações irresponsáveis e levianas, que enganaram e enganam o povo. Sou contra o Brasil ter 35 partidos políticos, e não ter obrigatoriedade de se cumprir programas. Vivemos numa estrutura de Estado e de Sociedade que estimulam o conformismo, a passividade, a mentira e a enganação. Precisamos dar um basta a este país de mentira. Precisamos mostrar que é possível ser transparente, comprometido e respeitoso com o povo brasileiro e com os parceiros internacionais. Por isso, neste primeiro de maio, pode vestir sua camisa vermelha, ou sua camisa listrada e sair por aí. Tenha muito cuidado com os vírus, estes são tão nocivos quanto os políticos oportunistas e enganadores. Fora Bolsonaro. Democracia, com Constituinte e uma Frente Ampla para salvar o Brasil, seus trabalhadores, sejam empregados ou patrões, e desde que respeitem a democracia e o Estado de direito. Os 400 mil que morreram, não podem ter morrido em vão. Viva o 1o. de Maio de 2021.

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