sábado, 10 de abril de 2021

Lula, a Folha e a Ilustrada enfrentam a pandemia

A pandemia, a Ilustrada, Lula e a Folha O que fez o Estadão um grande jornal no passado foi a importância e autonomia de cada caderno do jornal. Mesmo o jornal atual ser decadente, com uma direção indigna do nome do jornal, o Caderno 2 se mantêm livre e o melhor caderno do jornal. A Folha, talvez mais em função da crise política do seu dono do que por lucidez cultural e empresarial, resolveu dar mais liberdade de forma e de conteúdo para o caderno Ilustrada. Ultimamente o Ilustrada tem sido o caderno que eu mais leio, e tem sido o caderno que mais se parece com a velha e boa Folha... Outro dia teve um artigo ótimo de Walter Salles falando de Callegari, depois um edição brilhante falando da produção acadêmica do Prof. Alfredo Bosi. O professor morreu aos 84 anos, vítima da pandemia. Não consegui saber como o professor foi infectado com o vírus. Hoje, sábado, o ilustrada continua noticiando a morte do dançarino Ismael Ivo. Pensei em escrever sobre ele ontem, mas não consegui. Hoje, fomos premiados com um foto e um texto de Iara Biderman, que emocionam. Uma grande edição. Talvez como uma forma de enganar a censura, o Ilustrada tem publicado artigos de pessoas como Fernandinha Torres, Walter Salles e Mario Sergio Conti. Conti tem sido mais um filósofo do que um ex-militante político. Fala da vida, fala das pessoas comuns e das pessoas importantes. Hoje Conti fala de um genocida que, apoiado pelos ricos, pela intelectualidade e pelos pobres magoados com a política, um genocida que é mais do que um simples genocida. Talvez esteja mais para um psicopata do que para somente genocida. A nação inteira capitulou? Entender o porquê pessoas cultas e ricas puderam votar desta forma requer um outro artigo, vamos voltar ao principal do artigo de Conti: - A pandemia fez com que a sociedade brasileira ficasse incapaz de impedir que Bolsonaro continuasse a matar, pelo pouco caso que ele trata a pandemia. O que faz com que, tanto a direita como a esquerda, não consigam nem impedir a loucura do presidente genocida, nem se mobilizar para demonstrarem o descontentamento? A inação de sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil, a paralisia de trabalhadores, funcionários e estudantes, nas periferias e campos, é perpetuada pelo MEDO DA PESTE. Não há greves, protestos, saques. Até as panelas andam quietas... O Brasil parece EXASPERADO com o espantoso n’mero de cadáveres, com a risada bárbara e triunfante do louco Bolsonaro, todo santo dia. Um dos poucos alentos nessa exasperação foi o discurso de Lula, quando o Supremo, misteriosamente, permitiu que voltasse à política. O que Lula fez seria pouco em tempos normais. Mas não estamos em tempos normais. Lula, o maior orador de um século, ressurge quase que messiânico... há um clamor para se restabelecer a grandeza nacional, restabelecer a capacidade de enfrentar a pandemia, retomar o crescimento econômico, os empregos e a fé na vida... Lula prega o diálogo de todas as forças políticas, o que é positivo, dado o sectarismo do atual presidente. Mas, fazer isso sem agir para tentar destronar o exasperante Bolsonaro, seria coonestar com o genocídio – seria se entregar aos usos e costumes da ratatuia que o enredou. Conclui brilhante artigo de Mário Sérgio Conti. Para enfrentar o dragão da maldade, Bolsonaro, Lula também tem que enfrentar os demônios existentes na Folha, na Globo, no Judiciário e nas Igrejas Pentecostais... Uns alimentam os outros, sustentando a tragédia geral que tomou conta do Brasil. Nada será como antes... mas precisamos superar os erros e valorizar os acertos, na busca de uma democracia que inclua de fato os milhões de brasileiros das pequenas cidades, do campo e das grandes cidades. O povo não pode ser substituído por pesquisas tendenciosas... Joe Biden, o presidente americano, tem mostrado um caminho que tem como principal prioridade salvar o povo americano da pandemia e do desemprego. Saúde em primeiro lugar. Mas, não só de saúde vive a humanidade.

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