sexta-feira, 30 de abril de 2021

Um primeiro de maio para todos que estão contra Bolsonaro

Um primeiro de maio diferente Um ato para todos que estão contra Bolsonaro Eu sou daqueles que acham que o primeiro de maio, por ser o dia dos trabalhadores em oposição aos patrões, deve ser comemorado enquanto classe trabalhadora. Um dia para lembrar nossas vitórias, nossas lutas, nossas conquistas e nossas derrotas. O dia 1o. de maio é como a Páscoa judaica, algo que lembre a história de um povo. O 1o. de maio é uma dia para mostrar o combate ao racismo, ao preconceito e ao abandono. Mas temos situações e épocas que podemos abrir exceções, e isto não é crime. É opção. Um primeiro de maio que unisse todos que foram contra o nazismo, naquele período, era mais importante do que um primeiro de maio somente dos trabalhadores? Não tenho dúvida que a luta contra o nazismo era mais importante. Vivemos um momento em que a unificação de todos que sejam contra este governo genocida num primeiro de maio, é mais relevante que um primeiro de maio puro sangue? Não tenho dúvida que sim. Afinal, ainda ontem o Brasil chegou a 400 mil mortes. Combater os responsáveis pelas 400 mil mortes é um gesto patriótico e de defesa de um povo, unificando todos que concordam em superar este governo genocida e ultraneoliberal. Um governo de mercenários e reacionários, não diria um governo fascista, porque os fascistas eram mais organizados do que este governo. Podemos, então, ter dois primeiros de maio numa mesma cidade? Não vejo problema. Há gente para todo tipo de primeiro de maio. As bandeiras podem ser as mesmas: - Unidos no combate à pandemia; - Unidos por mais empregos; - Unidos por um Abono de Emergência para os necessitados; e – Unidos pela Democracia e a Liberdade. Concordo que ouvir declarações de políticos conservadores que fizeram campanha para este governo genocida – mesmo que aleguem que não sabiam que Bolsonaro chegaria a ser tão genocida – revira o estômago. Mas, concordo também que ninguém sozinho tenha maioria hoje para impor este ou aquele tipo de governo. Concordo em fazer unidade, frente ou aliança com quem assine um Programa Mínimo e se comprometa a cumprir o programa, caso eleito. No Brasil, nem a direita nem a esquerda tem tradição de respeitar programas e promessas eleitorais. Sou contra o neoliberalismo e suas privatizações irresponsáveis e levianas, que enganaram e enganam o povo. Sou contra o Brasil ter 35 partidos políticos, e não ter obrigatoriedade de se cumprir programas. Vivemos numa estrutura de Estado e de Sociedade que estimulam o conformismo, a passividade, a mentira e a enganação. Precisamos dar um basta a este país de mentira. Precisamos mostrar que é possível ser transparente, comprometido e respeitoso com o povo brasileiro e com os parceiros internacionais. Por isso, neste primeiro de maio, pode vestir sua camisa vermelha, ou sua camisa listrada e sair por aí. Tenha muito cuidado com os vírus, estes são tão nocivos quanto os políticos oportunistas e enganadores. Fora Bolsonaro. Democracia, com Constituinte e uma Frente Ampla para salvar o Brasil, seus trabalhadores, sejam empregados ou patrões, e desde que respeitem a democracia e o Estado de direito. Os 400 mil que morreram, não podem ter morrido em vão. Viva o 1o. de Maio de 2021.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

China incomoda os Estados Unidos?

Compromisso de Governo com o Povo O governo e o Estado, com o apoio da sociedade, devem ser agentes do bem estar social, do crescimento econômico, e do fortalecimento da classe média. Afinal, governo que não defende seu povo e seu país, não merece ser chamado de governo. Temos que provar que a democracia ainda funciona e que é a melhor forma de governo. Seja no Brasil, seja nos Estados Unidos ou na Argentina, quem está governando está governando países em crises... Da mesma forma que na guerra a primeira vitima é a verdade, as crises são estimuladoras de guerras e de ameaças à democracia. Precisamos estimular investimentos que vale à pena, focados em reformas na infraestrutura e auxílio aos mais vulneráveis, estes investimentos servirão para criar empregos e aumentar a competitividade internacional, com ética e com respeito ao meio ambiente. Qualquer governo de qualquer país sabe que o combate à pandemia deve ser prioridade para todos. Quanto mais se vacina, menos gente morre, mais empregos são criados e todos voltam a crescer. Estas belas palavras acima, fazem parte do discurso do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentado ontem no Congresso americano. China já é primeira economia do mundo. Ao mesmo tempo que o presidente americano fala em recuperar a importância dos Estados Unidos no mundo, o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulga dados econômicos de 2019, 2020 e 2021, onde a China passa a economia americana já em 2019, aumenta a diferença em 2020 e aumenta mais ainda em 2021. O indicador usado foi a Paridade de poder de compra, índice que reflete as diferenças de custo de vida entre os países. Fonte: FGV Ibre com base em dados e projeções do FMI de abril/2021 e artigo publicado na Folha desta quinta-feira, 29 de abril de 2021. Em trilhões, temos: China 23,3; 24,1 e 26,7. Estados Unidos 21,4; 20,9 e 22,7. Alguma coisa está fora da ordem, Fora da ordem mundial. Já cantava Caetano Veloso...

Brasil constrange o mundo: Vergonha internacional

Brasil chegou a 400 mil mortes Um número para não ser esquecido E o presidente não quer ser chamado de genocida? Se tivesse seriedade no Brasil, Bolsonaro jamais teria sido eleito presidente e, se governasse como governa, seria destituído imediatamente. Como cantava Caetano: “minha mãe chorava em ai, minha irmã chorava em ui, e eu nem olhava para trás”. Minha cunhada chora porque, mais uma vez entubaram sua irmã e minha cunhada, como toda a família e os amigos ficam com medo de ela não resistir e morrer. Morrer é a palavra mais temida hoje em dia no Brasil e na Índia. Os Estados Unidos tremiam com medo da pandemia, elegeram Biden presidente, este tomou providências para vacinar imediatamente todo cidadão americano, e assim acabou com o medo. O tio do funcionário do prédio onde estamos morando também acabou de morrer, com apenas 43 anos de idade. Não é de chorar? Deixando mulher e filhos pequenos? Além da morte por toda parte, temos também o custo de vida que está outro assombro, Não tem dinheiro que chegue. E quem não tem dinheiro nenhum? Não seu porque os saques ainda não começaram? Ai, ai, ai, ai, está chegando a hora...

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Brasil e o 1o. de Maio para todos

O Brasil em primeiro lugar ou o salve-se quem puder? Nas epidemias, como nas guerras, o salve-se quem puder não serve. O Brasil tem pouca tradição coletiva. Vivemos uma longa experiência de ter espaço para todo mundo crescer e melhorar de vida. Nos últimos anos, as crises internacionais, como a de 2008, vêm criando dificuldades para o Brasil voltar a crescer como antigamente. O Brasil cansou, perdeu a criatividade, ou, na verdade, nos outros países, todo mundo aprendeu a jogar futebol, a entender de economia e de competitividade, e o Brasil não acompanhou? Macroeconomicamente, há um conjunto de variáveis interferindo nos resultados, fazendo com que o Brasil apresente mau desempenho. O Brasil errou quando manteve sua moeda – o real – supervalorizada, fazendo com que houvesse mais importações que exportações. O Brasil errou quando deixou de investir em alta tecnologia e deixou destruírem seu parque industrial. O Brasil acertou quando investiu muito no agronegócio. Mas, poderia ter combinado a alta produção com agregação de valor tecnológico, exportando carne beneficiada em vez de exportar gado vivo ou frango congelado. O Brasil voltou a errar quando deixou de investir pesado na modernização da economia do Nordeste e do Norte do Brasil. Afinal, são mais de 75 milhões de pessoas somente nestas duas regiões do Brasil. Quantos países do mundo têm 75 milhões de habitantes? Para salvar o Brasil, salvar as pessoas, salvar nosso meio ambiente, salvar nossa indústria e nossa agricultura, os brasileiros precisam aprender a combinar suas necessidades individuais com as necessidades coletivas. As nossas estruturas ainda não estão preparadas para esta mudança de prioridade. Mas as leis não protegem os que dormem. Precisamos ir à luta. O governo e o Congresso Nacional estão destruindo os direitos trabalhistas e as entidades dos trabalhadores. Ao enfraquecer os trabalhadores, o governo e os empresários enfraquecem o Brasil. O Brasil sente o peso desta destruição neoliberal. É preciso construir um novo Brasil. Para que o Brasil esteja em primeiro lugar, o povo precisa ser respeitado e valorizado. Os governantes precisam estimular o Planejamento Estratégico, combinado com o trabalho coletivo e o compromisso com as metas e os objetivos definidos. Os parlamentares precisam aprender a ajudar na elaboração do Planejamento Estratégico e na sua execução. O judiciário tem se esforçado, mas ainda está refém das prioridades individuais em detrimento das prioridades coletivas. A imprensa pode ser um grande diferencial a favor do Brasil coletivamente, em vez de priorizar o varejo e a baixa política. O setor do comércio foi profundamente prejudicado com o fechamento preventivo e a falta de apoio governamental. Os patrões perderam muito dinheiro e os empregados perderam emprego e ganharam doenças... O primeiro de maio pode ser um bom momento de reflexão para todos os setores do Brasil. As bandeiras deste primeiro de maio são: mais empregos, mais vacinas, mais democracia. O Brasil está dividido entre os que são contra os abusos cometidos por este governo irresponsável e genocida, e os que são a favor de um governo mais participativo, mais respeitoso e mais cuidadoso com o povo brasileiro. Em todo o Brasil, artistas, sindicalistas, políticos, trabalhadores do campo e das cidades estarão participando das atividades. Serão atos somente dos trabalhadores e dos que não votaram neste governo maluco; ou serão atos abertos a todos que, neste momento, estão contra este governo incompetente e irresponsável? A maioria das entidades que estão convocando o primeiro de maio se posiciona por atos abertos a todos que estão contra este governo irresponsável, no entanto, temos também várias entidades defendendo manifestações diferenciadas, onde participam somente os que foram contra Bolsonaro desde o início, e os que foram contra o golpe de 2016. Estamos vivendo um processo de aprendizagem coletiva, um processo sofrido, com muitas mortes e muita tristeza. Estamos sofrendo juntos... Que viva o 1o. de Maio! Que viva a democracia! Que viva o Brasil e seus trabalhadores! Que tenhamos um Brasil com todos, para todos e de todos.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Que passa com o Brasil?

Aprendendo no sofrimento geral. Democracia, Estado, Justiça e Verdade. Normalmente as pessoas confundem o Estado com o Governo. Tendem a achar que a Justiça seja justa e que a Imprensa e os professores falam a Verdade. Aprender com a democracia, com a diversidade e com a tolerância faz parte da aprendizagem. O Brasil tem o pior desempenho da sua história no combate ao vírus Covid-19. Enquanto a maioria dos países consegue avançar na economia , o Brasil anda para trás. A população vai sentindo a crise, o desemprego e as consequências de um governo irresponsável. Consultando os economistas, a ampla maioria afirma que a economia brasileira vai piorar, isto é, vai continuar o desemprego, o arrocho salarial e o desmonte da nossa indústria. Multinacionais deixam o Brasil e as empresas de brasileiros são vendidas aos estrangeiros. Triste é ver os jovens estudando, se formando e não encontrando empregos depois de formados. A morte dos amigos, o desemprego principalmente dos mais pobres e a tragédia do governo afetam nossa vida. Não temos esperança de dias melhores enquanto Bolsonaro estiver no governo. É interessante notar que, o povo está se mobilizando para Lula voltar na próxima eleição. E, para nós de São Paulo, aos poucos vai crescendo a candidatura de Haddad para governador. Será uma grande campanha, ajudar São Paulo a voltar a ter alegria, ter mais emprego, mais renda e mais dignidade. Com humildade, vamos conversando com as pessoas e recuperando a motivação. Para frente é que se anda. Sozinhos somos fracos, juntos, construímos uma grande Nação!

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Os três grandes desafios do Brasil

Vencer a pandemia, acabar com o desemprego e ficar livre de Bolsonaro Os americanos quando querem fazer pose em palestras, falam: "E por último, mas não menos importante". Os brasileiros precisam ter claro que, "Antes de qualquer coisa, o Brasil precisa vacinar todo mundo". Nada é mais importante do que a vida do povo brasileiro, que está morrendo aos milhares por dia. Se o virus mata, o desemprego destroi o moral das pessoas, faz as pessoas passarem fome, perder moradias, deixar as escolas e deixar de cuidar-se. O povo não gosta de governos, nem de polícia, nem de processos judiciais. Para o povo, estas instituições são um mal necessário. Isto é, o povo paga os impostos e suporta manter tanta gente para que, quando precisar delas, seja bem atendido. E, na maioria das vezes, não é o que acontece. O pior de tudo é quando o povo, elege um candidato que é o anticandidato, e depois tem de aguentar quatro anos de governo incompetente e memtiroso. Bolsonaro foi o pior engano que o Brasil já teve que engolir. E assim estamos convivendo com três tragédias ao mesmo tempo: 1 - a tragédia da pandemia, que já matou quase 400 mil pessoas; 2 - uma recessão violenta, que destroi toda a economia e empregos; e, 3 - um governo genocida e irresponsável. Temos que achar uma solução para estas tragédias. Uma alternativa vai ser conclamar o povo brasileiro a votar contra Bolsonaro e seus aliados. Mas esta alternativa está relativamente longe, já que as eleições serão no final do ano que vem. Será que aguetaremos tanto sofrimento?

domingo, 25 de abril de 2021

Brasil sofre com pragas, mortes, desemprego e governo incompetente

Brasil em números e em tragédias Duas grandes pragas caíram sobre o Brasil: 1 – a primeira é a praga da pandemia, conhecida também coo Covid-19, que está matando milhares de pessoas de todas as regiões do Brasil; 2 – a segunda é a praga do governo genocida de Bolsonaro. Além de sofrer com as mortes, sofremos também com o desemprego e o arrocho salarial. Alice Nakao e a história do Sol Nascente em São Luiz do Paraitinga. Neste domingo, ao ler o jornal Folha, descobri uma bonita matéria sobre a morte de Alice Nakao, publicada na pagina B6, com o título: “ Agregou sabor à cultura e amor a São Luiz do Paraitinga”. A autora é Patricia Pasquini. Alice é uma das 390 mil que morreram na Pandemia. E a falta de vacina e de governo continua matando por este Brasil todo. Na semana passada, entre tantos mortos, tivemos uma colega do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, depois a morte da secretaria geral da CUT Rio de Janeiro, tivemos também a morte do presidente do Sindicato dos Bancários de Rondônia... Dutra e Dalva, morreram no Maranhão. No final de semana fomos comunicado da morte de Dutra, um dos fundadores da CUT, foi também presidente da CUT Maranhão. Difícil foi saber que numa semana morreu sua companheira, Dalva, professora e militante sindical e partidária, depois foi a vez de Dutra. A morte, a fome, o desemprego e a falta de salário, tudo isto no Maranhão pesa mais... Quando se pega as estatísticas sobre a pobreza no Brasil, o último nome que aparece é do Maranhão. O mais pobre do Brasil, mesmo tendo Sarney como seu filho ilustre e ex-presidente do Brasil, além de escritor... Enquanto no governo Lula e Dilma, do PT, o mundo comemorava a diminuição da pobreza no Brasil, com a inclusão de 20 milhões de pessoas, o governo genocida de Bolsonaro só aumenta a pobreza extrema no Brasil. A famosa classe C, que a imprensa chamava de Nova Classe Média, agora está ficando longe para mais de 30 MILHÕES. Segundo a Folha de hoje, pesquisas de diferentes órgãos revelam não só que dezenas de milhões de brasileiros retrocedem a situações mais precárias desde o ano passado, mas que suas vidas podem continuar piorando em 2021. Milhões de brasileiros estão despencando diretamente da Classe C para a miséria. Agora já são mas de 35 milhões na POBREZA EXTREMA. Mesmo na capital de São Paulo temos casos de famílias com renda domiciliar de quase R$ 4.000,00 e que agora ninguém trabalha nem recebe ajuda financeira. Nem camelôs estão conseguindo ganhar dinheiro. Já o IBGE, avisa que a Renda Domiciliar per capita CAIU em 2020, para R$ 1.380. Brasília, onde está a nata dos políticos, tem a maior renda nacional per capita R$ 2.475. Já o MENOR RENDIMENTO foi no... MARANHÃO, onde foi de APENAS R$ 676 reais. O Piauí está melhor que o Maranhão, e o Ceará está melhor do que o Piauí. Sendo 676 para Maranhão; 859 para o Piauí e 1.028 para o Ceará... Alagoas só ganha do Piauí, ficando em segunda posição com 796 reais. Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é o resultado da soma da renda recebida porcada morador, dividido pelo total de moradores do domicilio. O cálculo inclui pensionistas, domésticos e seus familiares. Não sei se choro de tristeza pelos mortos, ou se choro de ver tanta miséria econômica, política e social. Ainda bem que Lula vem aí. E, para retomar as esperanças, é sempre bom lembrar que hoje é 25 de abril, dia da derrubada da ditadura de Portugal. No ano que vem, ficaremos livres da praga que está destruindo o Brasil.

sábado, 24 de abril de 2021

Você é de direita, de esquerda ou de centro?

Brasil - Democracia e preconceito Tem vergonha de que? A direita tem vergonha de ser direita e quer ser chamada de Centro. A esquerda tem vergonha de tornar público que precisa da direita para ganhar eleições e para governar. O centro não existe, em função de a direita se chamar de centro e a esquerda, na prática ser de centro. Na imprensa é a mesma coisa... a mídia está cheia de preconceito, de gente que fala e escreve o que o patrão quer e manda, e, no entanto, este pessoal quer se dizer “neutro”. Isto em política chama-se oportunismo e oportunistas... Na sala de aula não é muito diferente. Seja na escola pública ou na escola privada. Há uma preocupação em ser aceito pela classe dominante. E no Judiciário? Tem gente que diz que não tem racismo no judiciário. Dá para acreditar? Mas está melhorando... Mas eu não suporto estas pesquisas encomendadas para que o povo diga que este ou aquele conservador é de centro. Além da confusão ideológica, temos a ausência de programas sérios. Isto é, no Brasil os programas eleitorais são quase todos iguais... todo mundo promete o Céu e a Terra. E depois de eleitos nem lembram onde guardaram os programas. Chega de enganação! Que registrem os programas e saiam candidatos os de direita, de centro e de esquerda. Mas, quem não cumprir o programa deve ser destituído imediatamente. A começar nestas eleições do ano que vem.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Agora foi a vez do presidente do Sindicato dos Bancários de Rondônia MORRER

Você já foi em Rondônia? O virus já foi e está matando pessoas Rondônia faz parte da Amazônia brasileira, e tem um sindicalismo ativo há um bom tempo. Em Rondônia também tem um bom Sindicato dos Bancários de Rondônia, e seu presidente – Zé Pinheiro – faleceu hoje. Sindicalista jovem, com apenas 54 anos e deixa mulher e filhos. Não é de cortar o coração? Provavelmente ainda não tinha tomado a vacina. Isto é uma tragédia. Até quando aceitaremos este governo genocida? Vejam a nota enviada pelo Levante: É com enorme pesar que comunicamos o falecimento de nosso grande companheiro e amigo José Pinheiro de Oliveira, Presidente do Sindicato dos Bancários de Rondônia e membro do Comando Nacional dos Bancários. Pinheiro é mais uma vítima da tragédia que se abateu sobre o povo brasileiro, que enfrenta simultaneamente um vírus mortal e um governo genocida. Tinha 54 anos e deixa esposa e dois filhos. Pinheiro nos deixa como legado sua capacidade de luta, seu poder de organização e sua competência em agregar pessoas. Que ele descanse em paz, na certeza de que saberemos honrar sua memória e continuaremos sua luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, em especial, da categoria bancária. Companheiro Pinheiro, presente!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Alípio Freire, Lígia Deslandes... gente é para brilhar, não para morrer

Alípio Freire, Lígia Deslandes... gente é para brilhar, não para morrer Porque nossos amigos estão morrendo? Como acabar com tantas mortes? Numa semana que começamos com parentes e amigos morrendo vítimas do covid-19, mas, que também tivemos a alegria de ver jovens cheios de entusiasmos com a perspectiva de Lula voltar a ser candidato e voltar a trazer alegria para os brasileiros... De repente somos informados que dois companheiros exemplares morreram em consequência do vírus. Alípio Freire, militante desde adolescente, grande figura, amado por todos que conviveram com ele, não resistiu a esta tragédia mundial. Acompanhamos diariamente os relatórios médicos enviados pela família e rezávamos, torcíamos e pedíamos mais detalhes sobre a resistência de Alípio. Alípio partiu. Alípio morreu. De toda parte recebemos pêsames e mensagens com casos e causos de Alípio. Alípio morava em São Paulo, tinha bons médicos e estava em bom hospital. Mesmo assim Alípio morreu. Porque? Porque São Paulo com tanta riqueza não salvou Alípio? Como não salvou o senador Major Olímpio, como não salvou minha prima Tereza, nem salvou Alice Nagao? LÍGIA DESLANDES, secretária geral da CUT Rio de Janeiro. Jovem mulher, guerreira, culta, com nível universitário, com mestrado e com bom tratamento médico e apoio da família e dos amigos, mesmo assim Lígia morreu. Todos os dias morrem sindicalistas neste Brasil. Desde Amapá até o Rio Grande do Sul. Todos os dias morrem militantes sindicais, militantes partidários, religiosos, materialistas e pecadores. Temos que nos defender da morte e da estupidez deste governo genocida. Temos que garantir vacina para todos. Temos que ser mais ágeis e mais ativos. Vamos ter que esperar janeiro de 2023, quando tomará posse o novo presidente, ou podemos destituir ou impedir que este presidente genocida o quanto antes. Deus, oh Deus, se é para matar tanta gente, porque não matar os nocivos que fazem mal ao Brasil? Este governo incompetente e irresponsável está destruindo o Brasil e matando os brasileiros. Quantos amigos, parentes e companheiros ainda vamos ter que perder até o Brasil ficar livre desta praga?

quarta-feira, 21 de abril de 2021

A boiada, a riqueza do Brasil e os números

Ásia: O momento é agora! O Brasil tem capacidade de atender qualquer região do mundo. A China continua sendo essencial para o agronegócio brasileiro. A China é nossa grande parceira No mês passado, a China elevou em 40% as importações do agronegócio. O Brasil fornece carnes para a Ásia, Europa, Estados Unidos, Oriente Médio, África e um pouco para a América Latina. Leiam a íntegra do artigo de Mauro Zafalon, publicado na Folha de ontem. Retomada chinesa cria oportunidade para avanço do agro brasileiro na Ásia OLHA – AGROFOLHA – 20/04/2021 ECONOMI Folha - 20/04/21 – Mauro Zafalon A retomada intensa do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste ano na China e a estimativa de um crescimento de 9% no ano vão impulsionar ainda mais as exportações do agronegócio brasileiro para os países asiáticos. Motor da economia da região, a China permitirá que um número maior da população dos países asiáticos ascenda à classe média, elevando a demanda por alimentos, principalmente proteínas. “A Ásia é o parceiro inevitável. Não cabe mais a discussão de alguns setores sobre o Brasil dever ou não buscar os países daquela região”, diz Lígia Dutra, superintendente de relações internacionais da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Essa é uma discussão superada e desnecessária, acrescenta ela. Dutra tem razão. A China continua sendo essencial para o agronegócio brasileiro, mas os demais países da região aumentam cada vez mais as compras de produtos brasileiros. No mês passado, a China elevou em 40% as importações do agronegócio brasileiro, em relação a março de 2020. No mesmo período, Vietnã e Paquistão dobraram os negócios com esse setor. E essa não é uma conta isolada. Se for considerado o primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras aumentaram 62% para a Indonésia, 50% para Vietnã, 30% para Tailândia e 9% para a China. São quantidades e valores menores do que os dos chineses, mas a soma da região ganha cada vez mais importância. Em 2000, as exportações do setor para a Ásia somaram US$ 1,94 bilhão em alimentos. Dez anos depois, atingiram US$ 19,48 bilhões, terminando 2020 com US$ 42,3 bilhões. A China, inicialmente com importações de soja, foi sempre o carro-chefe na região. Saindo da exclusividade da soja, foi ganhando importância nas carnes, nos produtos florestais e, mais recentemente, no açúcar no mercado brasileiro. A presença dos demais países da região também tem sido de relevância nos anos recentes nas compras de produtos brasileiros. Dutra diz acreditar, no entanto, que é hora de o país avançar ainda mais. A evolução econômica no Sudeste Asiático tem forte correlação com o aumento da classe média, que muda os hábitos de consumo. Ela tem, cada vez mais, necessidade de produtos de origem no Ocidente. O agronegócio brasileiro está atrelado ao mercado chinês, mas há grandes oportunidades em todo o Sudeste Asiático, diz a coordenadora de relações internacionais da CNA. O Brasil tem de investir na região para suprir parte dos produtos que estão sendo incorporados, cada vez mais, à dieta alimentar dos consumidores desses países, como proteínas, lácteos, café e outros. O momento é agora, diz a superintendente. Ela cita o exemplo da China. Conforme dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela CNA, 90% das exportações para esse país asiático estiveram ancoradas em apenas quatro produtos: soja, celulose e carnes bovina e suína. Mas a coordenadora diz que é preciso olhar para a Ásia sem descuidar dos parceiros com alta renda, como Europa e Estados Unidos. Eles ficam com os produtos de maior valor agregado. Nem sempre, porém, se consegue manter os mesmos padrões de exportações. As vendas de alimentos para a União Europeia, que subiram 158% de 2000 para 2010, recuaram 13% na última década. As exportações para o Oriente Médio também, após intenso crescimento na primeira década deste século, caíram 21% na segunda. Entre os cinco principais blocos comerciais do país, a África surpreende, registrando o maior percentual de evolução nos últimos 12 meses. Os africanos adquiriram US$ 6,4 bilhões de abril de 2020 a março de 2021, 20% mais do que em igual período anterior. Na avaliação de Dutra, pela diversificação da pauta de exportação, o Brasil tem capacidade de atender qualquer região do mundo. O aumento do apetite chinês e o ganho de importância de itens como os do complexo sucroalcooleiro na balança comercial devem levar as exportações brasileiras do agronegócio a novo recorde. Nos últimos 12 meses, as receitas já ultrapassam US$ 100 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura. Fonte: Folha SP

terça-feira, 20 de abril de 2021

Depois de 20 anos de guerra de ocupação, USA desiste do Afeganistão

Biden se rendeu e assume derrota dos USA Na Vacinação do povo americano, Biden, o presidente dos USA, tem sido brilhante. Na questão internacional, Biden está enfrentando desafios assustadores. É um passivo acumulado desde a segunda guerra mundial. A economia implodiu o império soviético. Reagan, presidente dos USA na época, 1989, achou que foram suas grosserias que tinham derrotados os russos. Ledo engano... A economia também está implodindo o império americano. Milhares de vidas e trilhões de dólares foram necessários para derrotar os nazistas, na segunda-guerra. Milhares de vida e trilhões de dólares foram necessários para enfrentar a guerra fria, sustentar os golpes militares e civis, sustentar a presença militar em todos os rincões da Terra e mais trilhões de dólares para chegar primeiro em Marte e outros planetas... Querer ser o “dono da bola” sozinho não é fácil para ninguém. A Europa está sofrendo muito mas está construindo seu modo de funcionar de forma integrada, respeitosa e compartilhada. O editorial da Folha de hoje retrata um lamento por constatar que perdemos – americanos e não americanos – mais uma guerra insana... Biden, o presidente americano, depois de 20 anos de guerra de ocupação no Afeganistão, determina a retirada dos soldados e a entrega do poder local ao Taleban. Putin, perto dos talebans é um democrata radical . Depois dos ingleses, dos russos, agora chegou a vez dos americanos também terem que sair derrotados do Afeganistão. Morreram 2,5 mil americanos e gastaram US$ 2,26 trilhões, mataram milhares e milhares de pessoas no Afeganistão e o resultado é que, além de perder a guerra, ajudou a criar monstros ditatoriais... Talvez, diminuir a quantidade de militares americanos no mundo seja bom, tanto para economizar, como para tentar criar relações de corresponsabilidade e cogestão. É como casar e ter filhos. Dá mais trabalho, mas o resultado é melhor. Que Deus salve a América! Que Deus ajude Joe Biden a manter a lucidez e a sensibilidade!

sábado, 17 de abril de 2021

Chine cresce 18,3% e assusta o mundo

Economia chinesa avança 18,3% no 1o. trimestre. China trabalha abastecendo o mundo Foi a maior expansão do PIB chinês desde 1992. Tendo que abastecer e alimentar mais de um bilhão de pessoas, a China não tem muitas escolhas. Ou trabalha muito, ou trabalha muito ou trabalha muito. Há um ano a China fechava cidades inteiras e parava tudo que fosse necessário para conter o vírus assassino. Hoje, o país já está em condições de trabalhar com segurança, tem vacinas e tem demanda por produtos. Até quando Biden distribui dinheiro para os americanos comprarem, o que eles compram, boa parte, é produzida na China. Gerando emprego, renda e felicidade... Para trabalhar abastecendo o mercado internacional, a China precisa de infraestrutura, que significa mais empregos, mais renda e mais alegria... Saúde do povo chinês é prioridade, e o governo chinês é rápido: Quando ocorrem novos surtos, as autoridades são rápidas em colocar novos bloqueios, mesmo que prejudiquem algumas empresas. Em vez de distribuir dinheiro, a China distribuiu empregos que geram renda permanente... Uma outra forma de recuperar a economia foi ORDENAR que os bancos estatais emprestassem dinheiro para as empresas, e para ajudar, ofereceu REDUÇÃO DE IMPOSTOS. Estas informações interessantes fazem parte do artigo de Alexandra Stevenson e Cao Li, publicado na Folha deste sábado, 17 de abril de 2021. Quem traduziu foi Emanuel Gonçalves e teve a colaboração de Eduardo Cucolo. Já no Brasil, o governo maluco conseguiu por o país em ESTAGFLAÇÃO, mesmo o mundo estando em uma crise DEFLACIONÁRIA. No Brasil, o custo do CRÉDITO é altíssimo e ainda temos contratos INDEXADOS ao IPCA e ao IGP-M. Aqui é um outro artigo na Folha de hoje. Seu autor é o professor Rodrigo Zeidan.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Família com nome limpo é fundamental para Lula

Lula chorou? Nós também choramos juntos. Família com nome limpo é fundamental para Lula Filho de pobre precisa estudar e ser honesto, diziam nossos pais Vindos das roças, sejam eles do Nordeste ou do Sul, todos sempre foram firmes em afirmar para seus filhos: Filho de pobre tem que estudar e ser honesto. Lula reafirma estes ensinamentos, ao afirmar que limpar o nome dele é importante, mas limpar o nome de toda a família é fundamental. Lula se emociona ao falar dos familiares, e chora. Nós também choramows... O tempo passou e viemos morar na grande cidade para trabalhar e estudar. Crescemos, formamos novas famílias e pensávamos que teríamos paz quando chegasse à aposentadoria. Os neoliberais, enganadores, acobertados pelos políticos oportunistas, pela imprensa e mesmo pelo judiciário, os neoliberais foram destruindo os direitos dos trabaladores, comendo a correção da aposentadoria, inventando mais tempo de trabalho e menos valor de salário. Os neoliberias foram privatizando tudo que encontrava pela frente, como saúvas que destroem o Brasil. Mesmo convivendo com o poder, Lula não se seduziu pela política fácil. Lula nunca esqueceu os pobres, os metalúrgicos, nem seus familiares, especialmente sua mãe. Lula é um brasileiro igualziho a você. Lembram? Lula, na época não se elegeu, e muita gente pensou que foi porque a classe média não queria ser igual a ele... Lula, foi eleito presidente do Brasil, e, ao contrário do que muita gente rica, que achava que seu governo ia ser uma tragédia, Lula foi o melhor presidente que Brasil já teve. Quando precisava tomar decisão sobre petróleo, ouvia a Petrobras e os especialistas em energia e petróleo; Quando precisava tomar decisão sobre aumento de salário, chamava o ministro do Trabalho, os sindicalistas e os patrões e pedia para chegarem a um acordo. E assim ia governando com todos, para todos e melhorando a imagem do Brasil e melhorando o padrão de vida dos pobres e de todos, inclusive dos ricos. Lula valorizou, prestigiou e participou de mais de 30 conferências por ano sobre os mais diversos temas. Lula deu tão certo que, para a direita voltar a ser governo, teve que dar um golpe de Estado e prender Lula e impedir que ele fosse eleito. Nunca se viu tanta raiva contra os pobres e contra um homem tão sábio e competente. Não foi apenas Lula que chorou ontem, quando o STF confirmou que Lula estava certo e que Lula poderá ser candidato, a maioria da militância chorou. Eu vi a Gleisy chorando, eu vi muita gente chorando de emoção e de alegria. Lula vai voltar, Lula vai ter paz e alegria. Lula vai voltar a sorrir e a defender os pobres. Quantas vezes a gente fala para os parentes e amigos: Eu queria que minha mãe e meu pai estivessem aqui para compartilhar desta alegria? Já choramos de tristeza, quando prenderam Lula, agora, estamos chorando de alegria por ele está voltando. Rasga coração! Já cantava Gonzaguinha...

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Brasil - Renascem as Esperanças

Brasil dividido. Famílias, amigos, colegas. Primeiro ficou dividido em contra ou a favor do golpe, do impeachment, do fora Dilma, fora PT, fora a Igreja e tudo que simboliza à esquerda. De repente, descobriu-se que os brasileiros eram de direita, fascistas e violentos? O que será que fez com que este ódio partisse de dentro das pessoas e se transformasse em violência? De repente, qualquer motivo era pretexto para uns xingarem os outros e até brigarem ou pararem de falar uns com os outros. Os pobres estavam virando classe média, andando de avião calçando sandálias havaianas e com barrigas de fora. Houve um mal estar na sociedade: Estará a classe média ficando pobre? Ou é a presença do pobre ao seu lado que o incomoda? A Dilma caiu, o PT e a esquerda levaram um banho nas eleições, e o Brasil elegeu alguém que dizia que ia acabar com a bandalheira. Mas, qual bandalheira? O Brasil entrou em recessão, o eleito passou a agredir a Globo e a Folha, seus principais apoiadores, a recessão aumentando e, de repente, vem a pandemia. Sem pedir autorização para ninguém, a pandemia virou a maior tragédia que o Brasil já teve. O presidente delirante sempre negou a tragédia que só aumentava... As mortes aumentaram, as vacinas não chegaram, a economia parou, o desemprego aumentou, e os pobres voltaram a ficar pobres. Antes que a classe média comemorasse que não teria mais que conviver com pobres, a morte também chegou na classe média, o desemprego chegou na classe média e o custo de vida roubou a poupança dos pobres e da classe média. Lula, que tinha sido impedido de concorrer à presidência, que comeu o pão que o diabo amassou em função da ira da classe média, da pregação infernal dos pentecostais e da pressão internacional, tudo inventado para não deixar Lula ser candidato. De repente as forças ocultas, os empresários, os juízes, os políticos, a classe média e os pobres que tinha comemorado a prisão de Lula, de repente todos começam a achar que era melhor com Lula do que está sendo agora, com este presidente maluco e genocida. E Lula começou a aumentar nas pesquisas... E quanto mais Lula cresce mais continua crescendo e, se não acontecer nova tragédia, tudo indica que Lula será eleito presidente em 2022 para ter um mandato de transição, um mandato para o Brasil recuperar a dignidade nacional e o respeito internacional. Os petistas e simpatizantes de Lula, a esquerda e todos que foram agredidos pela ira conservadora e violenta, de repente ouve gente falando em vingança, em jogar na cara, etc. Nós já tivemos uma experiência de Paz e Amor e vencemos. Praticar a Paz e o Amor é muito mais do que apenas fazer marketing ou propaganda enganosa. Nós temos a obrigação de sermos humildes, compreensivos e propor a unidade nacional e um governo de transição. A transição do ódio para o respeito às pessoas, às instituições e a Soberania Nacional. Parece que o STF, a instância máxima do judiciário, deliberou nesta quinta-feira que Lula tem a elegibilidade readquirida ou reconquistada. Que Lula poderá ser candidato. O Brasil precisa do esforço de todos para derrotar a pandemia, derrotar a recessão e o desemprego. Vamos voltar a ter alegria, esperança e solidariedade. Nada de briga, nada de vingança. O Brasil é o país de todos, com todos e para todos. Isto é Democracia e Liberdade. Lula lá, nasce a esperança, Lula lá,um Brasil criança.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Maior PIB per capita do Brasil foi em 2013 com o PT

FMI afirma: Maior PIB per capita do Brasil foi em 2013 Vejam que notícia interessante: Maior PIB per capita já atingido no BRASIL foi em 2013, quando o valor foi de R$.39.580 reais por pessoa. De quem era o governo? Era de Dilma Roussef, do PT. Mera coincidência? Não, isto tem a ver com teoria econômica, distribuição de renda e geração de mais empregos. O que veio depois de 2013 que fez a economia piorar tanto? Os goernos dos golpistas e dos neoliberais entreguistas. O jornal Valor deu destaque, e depois a imprensa publicou numeros apresentados pelo FMI – Fundo Monietário Internacional que provam o quanto a política econômica no Brasil tem sido desastrosa nos últimos anos. Será que o FMI virou comunista? Estes dados são do CNN Brasil Business. No ritmo atual, renda no Brasil só deve voltar ao pico de 2013 daqui a 18 anos. Maior PIB per capita já atingido no Brasil foi em 2013 de R$ 39.580 por pessoa. Em 2020, foi de R$ 35.172, menor valor desde 2009 Juliana Elias, do CNN Brasil Business, em São Paulo 04/03/2021 Marcelo Camargo/Agência Brasil - 05/08/2020 O Brasil dificilmente conseguirá recuperar, antes da década de 2030, o seu nível de renda mais alto, atingido em 2013. A estimativa é da economista Silvia Matos, pesquisadora sênior da área de economia aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2020, afetado pela pandemia de coronavírus, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 4,1%, conforme divulgou nesta quarta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geograa e Estatística (IBGE). Como a população seguiu crescendo, o PIB per capita caiu ainda mais: a queda foi de 4,8%, para R$ 35.172. É o menor valor desde 2009. Leia mais Brasil cai posições e vira ª maior economia global, pior lugar desde PIB: Brasil termina com segunda década perdida — e a pior desde PIB: Economia brasileira encolhe ,% em , maior queda desde O PIB per capita é a conta que divide o total da riqueza do país pelo total da população, e serve como uma referência do nível de renda da população. O maior valor já atingido no Brasil foi em 2013, de R$ 39.580 por pessoa. Dali para frente, uma sucessão de recessões (em 2015, 2016 e 2020), entremeadas por três anos de crescimento muito baixo (entre 2017 e 2019), faria o Brasil ficar cada vez mais distante do nível máximo de renda perdido. O PIB per capita terminou 2020 em um nível 11% menor do que o de 2013, já com os valores corrigidos pela inação. “Se o PIB per capita crescer 1% ao ano , só em 10 anos, em 2031 ou 2032, vamos recuperar as perdas desde 2013”, diz Matos. O problema é que o Brasil não cresce a esse ritmo faz tempo. A média de crescimento do PIB per capita desde 1980 é de apenas 0,6% ao ano. Neste ritmo, de acordo com a economista da FGV, o Brasil só retomará o pico de PIB per capita perdido em 2013 daqui a 18 anos, em 2039. “Conseguiríamos recuperar as perdas em cinco anos se o crescimento [do PIB per capita] fosse de 2% ao ano”, disse Matos. A única vez em que isso aconteceu depois do “milagre econômico” dos anos de 1970 foi no começo dos anos Evolução do PIB per capita Elaboração: Ibre/FGV São os piores resultados desde 1900, data a que remontam as estimativas mais antigas disponíveis para o país. Isso faz com que os anos de 2010 tenham sido ainda piores do que a “década perdida” de 1980, a única, até agora, em que o país tinha andado para trás em termos de renda. Em todas as demais, o país saiu mais rico do que entrou. Entre 1981 e 1990, marcados por hiperinação doméstica e recessões globais, o PIB cresceu a uma média de 1,6% ao ano. O PIB per capita caiu, em média, 0,4% ao ano, também de acordo com dados da FGV.

Alice Nakao - A morte que dói na alma

Sem vacina, os amigos, colegas e parentes vão morrendo. Segunda-feira foi a morte de nossa prima, Tereza. Nascida em Miguel Calmon, no interior da Bahia, veio cedo para São Paulo e aqui viveu suas alegrias e tristezas. A pandemia levou Tereza, minha prima, como levou Miúdo, nosso amigo metalúrgico. Ontem fui tomar vacina. Aos 67 anos de idade, passei a ter direito à vacina. Não tirei fotografias... Não quis comemorar por algo que acho que seja direito de todos. Ver os amigos e companheiros de todo o Brasil morrerem “bestamente” me enlouquece. Enquanto me preparava para tomar a vacina nesta terça-feira, recebo o recado e o apelo do zap: ALICE DA GRAFICA FOI INTERNADA COM O VIRUS! Para o pessoal do Sindicato, era a Alice da Gráfica, para mim, era uma amiga desde 1972. Uma amiga há 49 anos. Tomei a vacina Astrazenica no posto de saúde da Vila Madalena e fiquei duplamente doente. Febre, tremendeira e muito frio. Era o reflexo da vacina e o medo de Alice morrer... Hoje, dia 14 de abril de 2021, depois da seção de fisioterapia, recebo uma mensagem: Gilmar, parece que Alice morreu... Era uma mensagem vinda de o CABO VERDE! Era nosso amigo Alexandre Perozzini. Não consegui fazer mais nada... Mais tarde, Alexandre liga de CABO VERDE. Gilmar, confirmei que Alice morreu. O pessoal do Sindicato também conhece Alice porque ela tinha um trabalho social em São Luiz de Paraitinga, entre São José dos Campos e Taubaté. Reiko Miura, nossa jornalista deu um bom relato. Como já disse, conheci Alice em 1972, quando trabalhávamos no City Bank. Ela no prédio da Ipiranga com a São João, e eu na praça Antonio Prado. Eu trabalha na área de valores e ela na retaguarda. Fomos ficando amigos, viajando e convivendo com as famílias até que chegamos em 1979 e as eleições do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Por coincidência, o Comitê Eleitoral da nossa Chapa 2 era na praça do Metrô Santana, em cima de uma pastelaria, a um quarteirão do apartamento da família de Alice. Como fiquei 32 dias no Comitê, inclusive dormindo nos colchões espalhados pelo chão, pedi para Alice para eu tomar banho lá. Durante o mês inteiro de campanha, ouvíamos tocar a loja de discos na praça: Sonho meu, sonho meu, vai buscar quem mora longe, sonho meu... Era um dueto de Bethânia com Gal Costa. Ganhamos as eleições do Sindicato, o pessoal foi reorganizando a vida, e na festa de inauguração do apartamento de Luizinho, Alice – a nossa Alice do Safra e depois do Sindicato e da CNB – Edson Campos, Beth – de Gushi e do BB, e Lúcio do Chase, conheci Tica, que veio a ser minha esposa. No nosso casamento, Alice Nakao foi minha madrinha e deu-nos um lindo faqueiro, que faz parte do nosso quotidiano até hoje. Quando criamos a gráfica dos bancários, Alice veio trabalhar lá, com a retaguarda de Alexandre. Em 1994, com o fim do mandato de presidente e minha não eleição para federal, nosso grupo dispersou-se e Alice foi morar na Paraíba. QUARENTA E NOVE ANOS DEPOIS, Alice Nakao morreu vítima da pandemia e de um governo genocida. Além de perder vários amigos e colegas maravilhosos, temos que conviver com este governo criminoso. Sobrevivendo com a idade avançada, 67 anos, e vítima do Parkinson, espero usar o tempo que me resta para escrever nossas histórias e estórias. Nossas vidas foram e são importantes, portanto, não podem ser esquecidas... Construímos um novo e libertário sindicalismo, construímos um novo e libertário Partido dos Trabalhadores e amamos o que fizemos, amamos as pessoas com quem convivemos e sofremos juntos, sacrificando tempos para os familiares, as esposas, os filhos e as amizades. Hoje os familiares já não reclamam... A dor da gente não está nos jornais. Juntos somos fortes. Alice Nakao, presente!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

O Brasil derrete, a economia travou e ninguém acredita no governo

Um país continental desacreditado mundialmente PIB per capita DERRETE o Brasil na comparação global A economia, desde 2008, vem desandando internacionalmente. Mas a maioria dos países melhorou suas posições.. Depois do governo Lula, parece que jogaram praga nos que deram o golpe de Estado... Os números apresentados em novo relatório internacional são de chorar: Mais uma década perdida na economia; Até para forjar a Operação Lava Jato, foram incompetentes... Mais um impeachment, que só fez piorar a situação; Mais um período de recessão; Somados a uma avassaladora PANDEMIA e a um governo vergonhoso tanto interna como externamente. Que fazer? Como vamos nos redimir? Perguntam os economistas, os políticos, os juristas, os jornalistas e todo mundo que queria entender o que aconteceu com o Brasil. A resposta é: Em primeiro lugar, vão ter que conseguir vacinas para todo o povo, criando as condições para o comércio, as escolas, os escritórios, as fábricas voltem a funcionar plenamente; Em segundo lugar, mas simultaneamente, criar Comitês de Gestores, compostos por todos os segmentos da sociedade, com a missão de se restabelecer a CREDIBILIDADE nas instituições e nas pessoas; Em terceiro lugar, estes Comitês de Gestores, criados em níveis Federal, Estaduais e Municipais terão o desafio de fazer com que o processo eleitoral seja o mais limpo, transparente e democrático que o Brasil já teve.

Lava Jato - mais uma desmoralização do Brasil

Lava Jato: mais uma história que desmoraliza os brasileiros Vergonha, Vergonha e Vergonha A tragédia brasileira - Capachos dos Estados Unidos. 'Le Monde' mostra como os EUA usaram a lava jato para seus próprios fins 'Consultor Jurídico' revela dados impressionantes A força-tarefa da lava jato no Paraná: combate à corrupção ou peões dos EUA? Por CONSULTOR JURÍDICO - Sábado, 10 de Abril de 2021 Diretor-presidente: Omar PeresPublicado 10, Apr, 2021,16:00 Lava Jato se degenerou no "maior escândalo judicial do planeta" na verdade não passou de uma estratégia bem-sucedida dos Estados Unidos para minar a autonomia geopolítica brasileira e acabar com a ameaça representada pelo crescimento de empresas que colocariam em risco seus próprios interesses. A história foi resgatada em uma reportagem do jornal francês "Le Monde Diplomatique" deste sábado (11), assinada por Nicolas Bourcier e Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da universidade Sciences Po de Paris. Tudo começou em 2007, durante o governo de George W. Bush. As autoridades norte-americanas estavam incomodadas pela falta de cooperação dos diplomatas brasileiros com seu programa de combate ao terrorismo. O Itamaraty, na época, não estava disposto a embarcar na histeria dos EUA com o assunto. Para contornar o desinteresse oficial, a embaixada dos EUA no Brasil passou a investir na tentativa de criar um grupo de experts locais, simpáticos aos seus interesses e dispostos a aprender seus métodos, "sem parecer peões" num jogo, segundo constava em um telegrama do embaixador Clifford Sobel a que o Le Monde teve acesso. Assim, naquele ano, Sergio Moro foi convidado a participar de um encontro, financiado pelo departamento de estado dos EUA, seu órgão de relações exteriores. O convite foi aceito. Na ocasião, fez contato com diversos representantes do FBI, do Departament of Justice (DOJ) e do próprio Departamento de Estado dos EUA (equivalente ao Itamaraty). Para aproveitar a dianteira obtida, os EUA foram além e criaram um posto de "conselheiro jurídico" na embaixada brasileira, que ficou a cargo de Karine Moreno-Taxman, especialista em combate à lavagem de dinheiro e ao terrorismo. Por meio do "projeto Pontes", os EUA garantiram a disseminação de seus métodos, que consistem na criação de grupos de trabalho anticorrupção, aplicação de sua doutrina jurídica (principalmente o sistema de recompensa para as delações), e o compartilhamento "informal" de informações sobre os processos, ou seja, fora dos canais oficiais. Qualquer semelhança com a "lava jato" não é mera coincidência. Em 2009, dois anos depois, Moreno-Taxman foi convidada a falar na conferência anual dos agentes da Polícia Federal brasileira, em Fortaleza. Diante de mais de 500 profissionais, a norte-americana ensinou os brasileiros a fazer o que os EUA queriam: "Em casos de corrupção, é preciso ir atrás do 'rei' de maneira sistemática e constante, para derrubá-lo." "Para que o Judiciário possa condenar alguém por corrupção, é preciso que o povo odeie essa pessoa", afirmou depois, sendo mais explícita. "A sociedade deve sentir que ele realmente abusou de seu cargo e exigir sua condenação", completou, para não deixar dúvidas. O nome do então presidente Lula não foi citado nenhuma vez, mas, segundo os autores da reportagem, estava na cabeça de todos os presentes: na época, o escândalo do "Mensalão" ocupava os noticiários do país. Semente plantada O PT não viu o monstro que estava sendo criado, prosseguem os autores. As autoridades estrangeiras, com destaque para um grupo anticorrupção da OCDE, amplamente influenciado pelos EUA, começaram a pressionar o país por leis mais duras de combate à corrupção. Nesse contexto, Moro foi nomeado, em 2012, para integrar o gabinete de Rosa Weber, recém indicada para o Supremo Tribunal Federal. Oriunda da Justiça do Trabalho, a ministra precisava de auxiliares com expertise criminal para auxiliá-la no julgamento. Moro, então, foi um dos responsáveis pelo polêmico voto defendendo "flexibilizar" a necessidade de provas em casos de corrupção. "Nos delitos de poder, quanto maior o poder ostentado pelo criminoso, maior a facilidade de esconder o ilícito. Esquemas velados, distribuição de documentos, aliciamento de testemunhas. Disso decorre a maior elasticidade na admissão da prova de acusação", afirmou a ministra em seu voto. O precedente foi levado ao pé da letra pelo juiz e pelos procuradores da "lava jato" anos depois, para acusar e condenar o ex-presidente Lula no caso do tríplex. Em 2013, a pressão internacional fez efeito, e o Congresso brasileiro começou a votar a lei anticorrupção. Para não fazer feio diante da comunidade internacional, os parlamentares acabaram incorporando mecanismos previstos no Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), uma lei que permite que os EUA investiguem e punam fatos ocorridos em outros países. Para especialistas, ela é instrumento de exercício de poder econômico e político dos norte-americanos no mundo. Em novembro daquele mesmo ano, o procurador geral adjunto do DOJ norte-americano, James Cole, anunciou que o chefe da unidade do FCPA viria imediatamente para o Brasil, com o intuito de "instruir procuradores brasileiros" sobre as aplicações do FCPA. A nova norma preocupou juristas já na época. O Le Monde cita uma nota de Jones Day prevendo que a lei anticorrupção traria efeitos deletérios para a Justiça brasileira. Ele destacou o caráter "imprevisível e contraditório" da lei e a ausência de procedimentos de controle. Segundo o documento, "qualquer membro do Ministério Público pode abrir uma investigação em função de suas próprias convicções, com reduzidas possibilidades de ser impedido por uma autoridade superior". Dilma Rousseff, já presidente à época, preferiu não dar razões para mais críticas ao seu governo, que só aumentavam, e sancionou a lei, apesar dos alertas. Em 29 de janeiro de 2014, a lei entrou em vigor. Em 17 de março, o procurador-geral da República da época, Rodrigo Janot, chancelou a criação da "força-tarefa" da "lava jato". Desde seu surgimento, o grupo atraiu a atenção da imprensa, narra o jornal. "A orquestração das prisões e o ritmo da atuação do Ministério Público e de Moro transformaram a operação em uma verdadeira novela político-judicial sem precedentes", afirmam Bourcier e Estrada. Lição aprendida No mesmo momento, a administração de Barack Obama nos EUA dava mostras de seu trabalho para ampliar a aplicação do FCPA e aumentar a jurisdição dos EUA no mundo. Leslie Caldwell, procuradora-adjunta do DOJ, afirmou em uma palestra em novembro de 2014: "A luta contra a corrupção estrangeira não é um serviço que nós prestamos à comunidade internacional, mas sim uma medida de fiscalização necessária para proteger nossos próprios interesses em questões de segurança nacional e o das nossas empresas, para que sejam competitivas globalmente." O que mais preocupava os EUA era a autonomia da política externa brasileira e a ascensão do país como uma potência econômica e geopolítica regional na América do Sul e na África, para onde as empreiteiras brasileiras Odebrecht, Camargo Corrêa e OAS começavam a expandir seus negócios (impulsionadas pelo plano de criação dos "campeões nacionais" patrocinado pelo BNDES, banco estatal de fomento empresarial). "Se acrescentarmos a isso as relações entre Obama e Lula, que se deterioravam, e um aparelho do PT que desconfiava do vizinho norte-americano, podemos dizer que tivemos muito trabalho para endireitar os rumos", afirmou ao Le Monde um ex-membro do DOJ encarregado da relação com os latino-americanos. A tarefa ficou ainda mais difícil depois que Edward Snowden mostrou que a NSA (agência de segurança dos EUA) espionava a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras, o que esfriou ainda mais a relação entre Brasília e Washington. Vários dispositivos de influência foram então ativados. Em 2015, os procuradores brasileiros, para dar mostras de boa vontade para com os norte-americanos, organizaram uma reunião secreta para colocá-los a par das investigações da "lava jato" no país. Eles entregaram tudo o que os americanos precisavam para detonar os planos de autonomia geopolítica brasileiros, cobrando um preço vergonhoso: que parte do dinheiro recuperado pela aplicação do FCPA voltasse para o Brasil, especificamente para um fundo gerido pela própria "lava jato". Os americanos, obviamente, aceitaram a proposta. A crise perfeita Vendo seu apoio parlamentar derreter, em 2015 Dilma decidiu chamar Lula para compor seu governo, uma manobra derradeira para tentar salvar sua coalizão de governo, conforme classificou o jornal. Foi quando o escândalo explodiu: Moro autorizou a divulgação ilegal da interceptação ilegal de um telefonema entre Lula e Dilma, informando a Globo, no que veio a cimentar o clima político para a posterior deposição da presidente em um processo de impeachment. Moro, depois, pediu escusas pela série de ilegalidades, e o caso ficou por isso mesmo. Os EUA estavam de olho nas turbulências. Leslie Backshies, chefe da unidade internacional do FBI e encarregada, a partir de 2014, de ajudar a "lava jato" no país, afirmou que "os agentes devem estar cientes de todas as ramificações políticas potenciais desses casos, de como casos de corrupção internacional podem ter efeitos importantes e influenciar as eleições e cenário econômico". "Além de conversas regulares de negócios, os supervisores do FBI se reúnem trimestralmente com os advogados do DoJ para revisar possíveis processos judiciais e as possíveis consequências." Assim, foi com conhecimento de causa que as autoridades norte-americanas celebraram acordo de "colaboração" com a Odebrecht, em 2016. O documento previa o reconhecimento de atos de corrupção não apenas no Brasil, mas em outros países nos quais a empresa tivesse negócios. Caso recusasse, a Odebrecht teria suas contas sequestradas, situação que excluiria o conglomerado do sistema financeiro internacional e poderia levar à falência. A Odebrecht aceitou a "colaboração". A "lava jato" estava confiante de sua vantagem, apesar de ter ascendido sem a menor consideração pelas normas do Direito. "Quando Lula foi condenado por 'corrupção passiva e lavagem de dinheiro', em 12 de julho de 2017, poucos relatos jornalísticos explicaram que a condeação teve base em 'fatos indeterminados'", destacou o jornal. Depois de condenar Lula e tirá-lo de jogo nas eleições de 2018, Sergio Moro colheu os louros de seu trabalho ao aceitar ser ministro da Justiça do novo presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso, os norte-americanos puderam se gabar de pôr fim aos esquemas de corrupção da Petrobras e da Odebrecht, junto com a capacidade de influência e projeção político-econômica brasileiras na América Latina e na África. Os procuradores da "lava jato" ficaram com o prêmio de administrar parte da multa imposta pelos EUA à Petrobras e à Odebrecht, na forma de fundações de Direito privado dirigida por eles próprios em parceria com a Transparência Internacional. Conversão lucrative A recompensa que Sergio Moro escolheu para si também foi o início do fim de seu processo de canonização. Depois da eleição de Bolsonaro, veio à tona o escândalo da criação do fundo da Petrobras. O ministro Alexandre de Moraes frustrou os planos dos procuradores ao determinar a dissolução do fundo e direcionar o dinheiro para outras finalidades. Em maio de 2019, o The Intercept Brasil começou a divulgar conversas de Telegram entre procuradores e Moro, hackeadas por Walter Delgatti e apreendidas pela Polícia Federal sob o comando do próprio Moro, enquanto ministro da Justiça. Elas mostram, entre outros escândalos, como Moro orientou os procuradores, e como estes últimos informaram os EUA e a Suíça sobre as investigações e combinaram a divisão do dinheiro. Depois de pedir demissão do Ministério, Moro seguiu o mesmo caminho lucrativo de outros ex-agentes do DOJ e passou a trabalhar para o setor privado, valendo-se de seu conhecimento privilegiado sobre o sistema judiciário brasileiro em casos célebres para emitir consultorias, um posto normalmente bastante lucrativo. A Alvarez e Marsal, que o contratou, é administradora da recuperação judicial da Odebrecht. CIA mostra Brasil cúmplice dos EUA na derrubada de Allende: 'Foram grandes aliados', diz pesquisador

domingo, 11 de abril de 2021

Aprendendo com a História, com nossa vida e a vida dos amigos

Caminhos com e sem respostas Quem imaginou que apareceria um vírus ou várias nuvens de vírus que obrigaria a Terra a parar? Estamos parados há mais de um ano e o estrago é imenso. Incomensurável, como gostava de dizer o pastor... Por mais que os cientistas e analistas tenham planejado, o impacto foi muito maior do que qualquer pessoa normal pudesse imaginar. Depois de assistir vários pedaços do filme sobre a crise de 2008, das hipotecas e das precatórias, onde grandes bancos americanos quebraram, fiquei assustadíssimo. Voltamos a 1500 com as grandes descobertas? O mundo teve uma das grandes mudanças da sua existência. O estranho é que, com o fim da guerra fria, imaginávamos que teríamos um período de paz e progresso. Não tivemos nem paz, nem progresso para todos. Por estranho que pareça, o país que mais se beneficiou do fim da União Soviética, e, por tabela, do fim oficial do comunismo, foi um país que mantêm a palavra comunista no seu nome e no seu quotidiano, mesmo não sendo mais comunista. Este país é a China. Nenhum país sozinho tem força para controlar a Terra. Pode ter hegemonia, como foi com o Império Inglês nos séculos 15 até o início do século 20. Talvez a Inglaterra tenha tido mais poder do que o império americano. Ninguém fazia sombra à Inglaterra, enquanto que há várias sombras ao império americano. Daí a importância das alianças, do somar esforços e compartilhar benefícios. No mundo há espaço para muitos caminhos e encruzilhadas. Estamos perdidos nos caminhos e nas encruzilhadas, usando máscaras, rezas, bengalas e armas atômicas. Mas não sabemos onde vamos chegar ainda neste século 21... Mesmo quando paramos e olhamos para nosso passado, quando analisamos os anos 60, 70, 80, 90... o terceiro milênio e seus mistérios... Em vez de guerras entre pessoas, a grande guerra do início deste século são os vírus e seus desdobramentos. Se, de 1960 até agora em 2021, representando sessenta anos, tivemos altos e baixos na vida das pessoas, das famílias, das empresas, das cidades e dos países, mesmo pensando egoisticamente só em nós, é tão difícil chegar a uma conclusão, imaginem quando abrangemos o mundo e suas diferenças? Tanta gente, tantas empresas e tantos países poderosos, e tão incapazes de garantir vacinas para todos, incapazes de descobrir uma forma mais rápida de combater o vírus. Nem sei falar sobre os caminhos nem sobre as encruzilhadas. Sei que minha vida que foi sempre planejada, teve que readequar-se a algo poderoso que me obriga a gastar muito dinheiro com remédios, tratamentos e médicos. Uma doença incurável como várias que existem, mas a nossa não mata, nem atrofia o cérebro, ela ataca nosso sistema nervoso e a nossa autonomia. O Parkinson, por ironia, me faz lembrar que o inglês foi a l[íngua do século 20 e pode ser a língua mais usada mundialmente no século 21. Não foi nem Lavoisier, nem Copérnico, nem Beethoven. Talvez, por estar obrigado a prestar mais atenção às coisas do que ser ator direto, praticando esporte ou correndo para ganhar dinheiro ou para ganhar uma eleição, talvez esta nova realidade observadora nos ajude a descobrir os vários fatores que podem levar à cura deste vírus e de tantos outros. Se as pessoas escutassem mais o que as outras pessoas falam ou fazem, talvez teríamos evitado grandes tragédias... Vamos aprender com as pequenas coisas, vamos seguindo os caminhos e parando nas encruzilhadas. Comecemos vendo as flores e ouvindo o cantar dos pássaros. Será como o pequeno passo na Lula e o grande passo para a Eternidade...

sábado, 10 de abril de 2021

Lula, a Folha e a Ilustrada enfrentam a pandemia

A pandemia, a Ilustrada, Lula e a Folha O que fez o Estadão um grande jornal no passado foi a importância e autonomia de cada caderno do jornal. Mesmo o jornal atual ser decadente, com uma direção indigna do nome do jornal, o Caderno 2 se mantêm livre e o melhor caderno do jornal. A Folha, talvez mais em função da crise política do seu dono do que por lucidez cultural e empresarial, resolveu dar mais liberdade de forma e de conteúdo para o caderno Ilustrada. Ultimamente o Ilustrada tem sido o caderno que eu mais leio, e tem sido o caderno que mais se parece com a velha e boa Folha... Outro dia teve um artigo ótimo de Walter Salles falando de Callegari, depois um edição brilhante falando da produção acadêmica do Prof. Alfredo Bosi. O professor morreu aos 84 anos, vítima da pandemia. Não consegui saber como o professor foi infectado com o vírus. Hoje, sábado, o ilustrada continua noticiando a morte do dançarino Ismael Ivo. Pensei em escrever sobre ele ontem, mas não consegui. Hoje, fomos premiados com um foto e um texto de Iara Biderman, que emocionam. Uma grande edição. Talvez como uma forma de enganar a censura, o Ilustrada tem publicado artigos de pessoas como Fernandinha Torres, Walter Salles e Mario Sergio Conti. Conti tem sido mais um filósofo do que um ex-militante político. Fala da vida, fala das pessoas comuns e das pessoas importantes. Hoje Conti fala de um genocida que, apoiado pelos ricos, pela intelectualidade e pelos pobres magoados com a política, um genocida que é mais do que um simples genocida. Talvez esteja mais para um psicopata do que para somente genocida. A nação inteira capitulou? Entender o porquê pessoas cultas e ricas puderam votar desta forma requer um outro artigo, vamos voltar ao principal do artigo de Conti: - A pandemia fez com que a sociedade brasileira ficasse incapaz de impedir que Bolsonaro continuasse a matar, pelo pouco caso que ele trata a pandemia. O que faz com que, tanto a direita como a esquerda, não consigam nem impedir a loucura do presidente genocida, nem se mobilizar para demonstrarem o descontentamento? A inação de sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil, a paralisia de trabalhadores, funcionários e estudantes, nas periferias e campos, é perpetuada pelo MEDO DA PESTE. Não há greves, protestos, saques. Até as panelas andam quietas... O Brasil parece EXASPERADO com o espantoso n’mero de cadáveres, com a risada bárbara e triunfante do louco Bolsonaro, todo santo dia. Um dos poucos alentos nessa exasperação foi o discurso de Lula, quando o Supremo, misteriosamente, permitiu que voltasse à política. O que Lula fez seria pouco em tempos normais. Mas não estamos em tempos normais. Lula, o maior orador de um século, ressurge quase que messiânico... há um clamor para se restabelecer a grandeza nacional, restabelecer a capacidade de enfrentar a pandemia, retomar o crescimento econômico, os empregos e a fé na vida... Lula prega o diálogo de todas as forças políticas, o que é positivo, dado o sectarismo do atual presidente. Mas, fazer isso sem agir para tentar destronar o exasperante Bolsonaro, seria coonestar com o genocídio – seria se entregar aos usos e costumes da ratatuia que o enredou. Conclui brilhante artigo de Mário Sérgio Conti. Para enfrentar o dragão da maldade, Bolsonaro, Lula também tem que enfrentar os demônios existentes na Folha, na Globo, no Judiciário e nas Igrejas Pentecostais... Uns alimentam os outros, sustentando a tragédia geral que tomou conta do Brasil. Nada será como antes... mas precisamos superar os erros e valorizar os acertos, na busca de uma democracia que inclua de fato os milhões de brasileiros das pequenas cidades, do campo e das grandes cidades. O povo não pode ser substituído por pesquisas tendenciosas... Joe Biden, o presidente americano, tem mostrado um caminho que tem como principal prioridade salvar o povo americano da pandemia e do desemprego. Saúde em primeiro lugar. Mas, não só de saúde vive a humanidade.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Cartas de Celso Furtado aos pensadores e governantes

Cartas de Celso Furtado Cartas de Celso Furtado relembram um Brasil onde a ditadura expulsoua a inteligência. Livro faz seleção da correspondência do economista com outros grandes pensadores de sua época. Por Helena Celestino — Para o Valor, do Rio 09/04/2021 Celso Furtado trocou 15 mil cartas com a elite da intelectualidade do século passado. Sua viúva, Rosa, destacou a troca de ideias entre eles Nelson Perez Tão longe, tão perto. A história do exílio de parte de uma geração de brasileiros, expulsa do país pela ditadura militar, está contada por meio da correspondência de Celso Furtado. Foram 15 mil cartas trocadas entre o mais celebrado economista latinoamericano e a elite da intelectualidade do século XX. Retrata uma época em que a inteligência brasileira foi obrigada a partir para o exterior, punida pelos militares, por ousar pensar o país. Eram tempos em que internet e redes sociais estavam a décadas de distância, o telefone internacional era imbancável para expatriados e a etiqueta recomendava cartas escritas a mão. Com o olhar treinado de jornalista e tradutora, Rosa Freire d’Aguiar, viúva de Celso Furtado (1920-2004), leu todas as milhares de cartas e, em 15 meses, selecionou a “Correspondência Intelectual: 1949-2004” (Companhia das Letras, 440 págs., R$ 99,90) do autor do clássico “Formação Econômica do Brasil” (1959) com cerca de 50 brasileiros e 30 estrangeiros. São economistas, ativistas, amigos de infância, cientistas sociais e escritores que ajudaram a mudar e pensar o mundo a partir dos anos 1960. Entre os documentos, havia inúmeros convites a Celso para debates com ícones da intelectualidade como Theodor Adorno e Herbert Marcuse ou para participar do Tribunal Internacional sobre crimes da Guerra do Vietnã, presidido por Bertrand Russell, a autoridade moral da época, e Jean-Paul Sartre, filósofo e ativista. Poucos estão publicados no livro, mas foi impossível não registrar o pedido do então ministro americano da Justiça Robert Kennedy a Celso para enviar uma entrevista gravada a ser incorporada ao memorial do irmão John Kennedy. Ou o convite para uma estadia em Cuba, assinado pelo comandante em chefe Fidel Castro. A maioria era recusada, por falta de tempo ou por impedimentos devido à sua condição de exilado. A escolha de Rosa foi dar destaque a cartas com troca de ideias, em que um dá opinião no projeto do outro, sem meias palavras e com a falta de cerimônia permitida entre os expatriados, todos igualmente “estrangeiros” no novo país. Numa delas, Fernando Henrique Cardoso reconhece que precisa repensar a sua teoria da dependência, depois de receber as observações de Celso. Também está lá a rica colaboração intelectual mantida por mais de 30 anos entre o criador da Sudene e Raúl Prebisch, o primeiro diretor da Cepal. Interessante é a correspondência entre os colegas do Clube Bianchi’s, um antecessor dos grupos de WhatsApp com nome tirado de uma pizzaria londrina, onde Celso, FHC, Helio Jaguaribe, o chileno Jacques Chonchol e outros latino-americanos com os mesmos interesses preparam-se para influir sobre o futuro do continente. “Somos o embrião de uma escola de pensamento”, escreve Celso. Toda a intelectualidade brasileira da época desfila pelo livro: dos sociólogos Octavio Ianni, Florestan Fernandes, ao cientista José Leite Lopes, o poeta Thiago de Mello, o historiador da cultura Otto Maria Carpeaux, o escritor Ernesto Sabato e vários outros intelectuais. É instrutivo e doloroso. Para Rosa, ler as cartas dos 20 anos de exílio dessa geração foi a parte mais sofrida do seu trabalho de editora. Alguns textos são pungentes, com relatos de problemas familiares e financeiros, falta de trabalho e perseguições ou mesquinharias da ditadura. Do Brasil, chegam notícias de prisão, livros censurados, queimados ao estilo dos nazistas e atirados em caçambas de lixo. Todas expressam nas entrelinhas uma tristeza acumulada por arbitrariedades, violências e injustiças sofridas. expulsou-a-inteligencia. “Essa é uma contribuição deste livro, falta ainda uma visão mais profunda desse movimento de muitos brasileiros saindo do país, primeiro em 1964, depois em 1968 e 1973. É impensável que isso se repita, nunca é demais falar neste momento em que estamos, numa democracia longe de ser sólida”, diz Rosa. Um dos missivistas constantes é Darcy Ribeiro. Com humor, conta que está fazendo “um remendão das universidades” em seus múltiplos exílios em Uruguai, Peru, Venezuela e Chile. Recorre ao amigo - os dois se conheceram nos anos 1950, Darcy criando a Universidade de Brasilia, Celso, a Sudene - para sondar a possibilidade de um contrato “com a urgência necessária”, caso tenha de sair da Venezuela. A mais dramática é a carta de Frei Tito, que se apresenta e solicita um encontro com Celso, que não ocorre porque o religioso se enforca numa árvore nas proximidades de Lyon - o dominicano fora preso e torturado no Brasil, sob acusação de proteger “comunistas”. O exílio de Celso Furtado começou com certo estardalhaço. Seu nome estava no primeiro listão do AI-1, que privou de direitos civis e políticos uma centena de brasileiros, entre eles os do então ministro do Planejamento do governo João Goulart. O ato de arbítrio foi noticiado em 11 de maio de 1964, pelo “New York Times”: “Expulso como esquerdista e convidado por três universidades, Celso Furtado está inclinado por Yale”. O brasileiro tornara-se um ícone, ainda nos anos de 1949 a 1953, ao atuar na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), entidade sediada no Chile e ligada à ONU, cujo pensamento voltado para o desenvolvimento na América Latina ajudou a formular. Antes de chegar a Yale, foi na Cepal que Celso começou seu périplo como exilado: voltou a Santiago para dirigir um seminário - assistido por Fernando Henrique Cardoso e Francisco Weffort. Emendou como “visiting fellow” em Yale, posto que durou apenas um ano por pressão do governo brasileiro para o contrato não ser renovado. “Começaram aí os apuros constantes, durante o exílio, para a regularização de seu passaporte e concessão de vistos”, escreve Rosa no prefácio. Partiu para a França, onde já o esperava o posto de professor na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas da Universidade de Paris, a mesma em que se formara em 1948. A contratação de Celso fora defendida pelo fundador do “Le Monde”, o mítico Hubert Beuve-Méry, que assinara durante três dias, na primeira página, reportagem sobre a teoria do desenvolvimento elaborada pelo economista brasileiro e seu trabalho no Nordeste como diretor e fundador da Sudene. Celso jamais deu aulas no Brasil, mas, por quase 20 anos, foi professor na Sorbonne, num anfiteatro com 140 lugares, lotado de alunos vindos do mundo todo, entre eles inúmeros brasileiros e latino-americanos, depois eleitos presidente - como o peruano Alan García - ou nomeados ministros de Estado nos países de origem. O “professor cassado”, como o chamavam, era severo, mais ainda com os brasileiros. Em carta a Antonio Candido, escreve: “Me preocupa aqui o nível tão baixo do pessoal que nos vem do Brasil”. O longo exílio termina com a redemocratização no país, Celso se ligando à ala autêntica do MDB e assumindo o Ministério da Cultura do governo Sarney. Antes da partida da França, assina um convite com Violeta Arraes - a grande anfitriã dos brasileiros em Paris - para uma despedida em janeiro de 1985, na Maison de l’Amérique Latine. A carta foi enviada a 125 pessoas, entre elas a escritora Simone de Beauvoir e os políticos Jacques Delors, Jack Lang e Lionel Jospin. Festejaram juntos o fim do regime autoritário no Brasil.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Professor Alfredo Bosi e o Brasil estão morrendo...

Professor Alfredo Bosi e mais 70 mil pessoas já morreram em São Paulo O Estado de São Paulo não está conseguindo salvar nem sua elite, quanto mais os pobres e os negros… Morreu Major Olimpio, morreu o professor e critico literário, Alfredo Bosi, morreram os sindicalistas, enfim, já morreram mais de 300 mil brasileiros. Como se explica isso? Assustado com as mortes causadas pelo virus, enviei para meu irmão, economista formado pela USP e estudioso brilhante, algumas perguntas sobre os numeros das mortes e do perfil do povo brasileiro. Vejam a resposta dele… “Questões bem interessantes. Cada uma delas requer uma pesquisa bastante trabalhosa e certamente as perguntas não seriam completamente esclarecidas. Mas apontariam o caminho para novos trabalhos e certamente teríamos mais conhecimentos. Está faltando isso: trabalhos com profundidade fugindo dessas análises de conjuntura.” Em, 6 de abr de 2021 18:19, Gilmar Carneiro escreveu: Números que assustam o Brasil Brasil, que país é este? Todo mundo acha que conhece o Brasil, mas, quando precisamos cruzar algumas informações, não é fácil de achar e toma muito tempo. Por exemplo, todo mês o pessoal da Xp faz uma pesquisa sobre o Brasil. Uma boa iniciativa, promovida por uma empresa privada, a Xp é a corretora mais importante do Brasil atual e está querendo se transformar num grande banco... Além de ler as pesquisas, toda vez eu procuro a página do Perfil da Amostra (% do total) e fico sempre com a sensação que eu não conheço, nem o Brasil que aparece na pesquisa, nem o Brasil que aparece no Perfil da Amostra. Quando morreu o senador e major Olimpio, fiquei muito assustado. Como deixaram o senador e major morrer? Depois vieram as mortes de sindicalistas, amigos e parentes, e a gente se sentindo impotentes... Agora morre, vítima do vírus, o ilustre professor da USP, Alfredo Bosi. Um dos melhores símbolos de São Paulo e do Brasil. Onde vamos parar?

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Vacinas para 65, 66 e 67 anos

Pessoas com 65, 66 e 67 anos – Vacinação em São Paulo SP abrirá vacinação para 67 anos a partir de 14 de abril, diz Doria |Valor Econômico - 2021/04/07 – Anais Fernandes No dia 21 de abril, 760 mil pessoas entre 65 e 66 anos poderão receber a primeira dose do imunizante; avanço da campanha, no entanto, depende da chegada das vacinas da Fiocruz O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (7) a ampliação da campanha de vacinação contra a covid-19 para idosos com idades entre 65 e 67 anos ainda em abril. O novo grupo soma 1,11 milhão de pessoas. O objetivo é iniciar a vacinação de pessoas de 67 anos (350 mil pessoas) no dia 14 de abril. Uma semana depois, no dia 21, outras 760 mil pessoas com 65 e 66 anos poderão receber a primeira dose. O avanço da campanha, no entanto, depende da chegada das vacinas da Fiocruz ainda nesta semana, de acordo com o governo estadual. Vacinômetro Às 12h45, o Vacinômetro do Estado marcava 7.026.192 vacinas aplicadas, sendo 5.157.980 de primeira dose e 1.868.212 da segunda, o que significa que mais de 1,8 milhão de pessoas já estão com o esquema vacinal completo, aponta o governo do Estado. "Estamos avançando bastante nesse momento [na aplicação da segunda dose], uma vez que, nesta semana, já estamos fazendo em pessoas de 75 e 76 anos", disse Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização (PEI). As pessoas que integram os públicos da campanha podem acessar o site Vacina Já para confirmar o pré-cadastro. O governo do Estado anunciou nesta quarta também que será possível realizar o pré-cadastro pelo WhatsApp, a partir de uma parceria com a empresa. Para acessar o serviço, basta adicionar o número +55 11 95220-2923 à lista de contatos do WhatsApp e enviar um “oi” ou clicar no link wa.me/5511952202923? text=oi . Na manhã desta quarta, o Instituto Butantan entregou mais 1 milhão de doses da Coronavac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), totalizando 38,2 milhões já fornecidas. Segundo a gestão tucana, a cada dez vacinas utilizadas no país, pelo menos oito são do Butantan. O montante já entregue representa 83% das 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde até o fim de abril. O Butantan trabalha para entregar outras 54 milhões de doses até o dia 30 de agosto, totalizando as 100 milhões de vacinas contratadas pelo governo federal. "Depois, a partir de setembro, já compramos 30 milhões de doses da vacina do Butantan para atender exclusivamente aos moradores do Estado de São Paulo", disse o governador João Doria (PSDB). Insumos Os seis mil litros de matéria-prima da China aguardados pelo Instituto Butantan para esta semana, capazes de destravar a produção de 10 milhões de doses da Coronavac, ficarão para a próxima, informou mais cedo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O instituto já produziu 41,4 milhões de doses do imunizante e entregou 38,2 milhões ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). "Aguardamos a chegada de mais matéria-prima da China nos próximos dias para iniciar a fase final desse contrato [pelo governo federal] de 46 milhões e iniciar o de 54 milhões", disse Covas, em referência ao contrato com prazo até 30 de agosto. Sobre os seis mil litros, Covas disse que "estava prevista para esta semana, houve um atraso e aguardamos chegar para a próxima semana". "Estamos fazendo todo um movimento junto à Sinovac", afirmou o diretor do instituto, citando, inclusive, a possibilidade de antecipar a entrega do segundo contrato com o PNI para julho. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que ligou na terça (6) para o embaixador da China em Brasília. “Ele garantiu que falaria hoje com a chancelaria em Pequim, mas que ele não via nenhuma perspectiva de atraso por determinação governamental, seja qual for a razão”, afirmou.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Números que assustam o Brasil

Brasil, que país é este? Todo mundo acha que conhece o Brasil, mas, quando precisamos cruzar algumas informações, não é fácil de achar e toma muito tempo. Por exemplo, todo mês o pessoal da Xp faz uma pesquisa sobre o Brasil. Uma boa iniciativa, promovida por uma empresa privada, a Xp é a corretora mais importante do Brasil atual e está querendo se transformar num grande banco... Além de ler as pesquisas, toda vez eu procuro a página do Perfil da Amostra (% do total) e fico sempre com a sensação que eu não conheço, nem o Brasil que aparece na pesquisa, nem o Brasil que aparece no Perfil da Amostra. Vamos verificar alguns números do Perfil da Amostra desta última pesquisa, apresentada ontem, 05 de abril de 2021... a) Sexo: 48% masculino e 52% feminino; b) REGIÃO: 7% no Norte; 27% no Nordeste; 44% no Sudeste; 15% no Sul; e 7% no Centro Oeste; c) 55% dos municípios têm até 200 mil habitantes; e 45% mais de 200 mil; d) 61% estão trabalhando e 39% não trabalham; e) escolaridade 37% até 8a. Série; 47% ensino médio e 21% superior; f) Idade: a pesquisa pegou apenas 1% de adolescentes entre 16 e 17 anos; 33% dos jovens entre 18 e 34 anos; 41% de adultos entre 35 e 54% e 25% de pessoas com mais de 54 anos de idade; g) Religião: 51% são católicos; 24% são evangélicos e 17% outros ou sem; h) RENDA – 19% ganham até UM salario mínimo (1.100,00); 28% ganham entre 1.100 e 2.200,00; 36% ganham entre 2,200 e 5.500,00; 13% ganham entre 5.500 e 22.000,00; e 3% ganham mais de 22.000,00 por mês. DÚVIDAS: 1 – todo mês eu fico tentando descobrir como a distribuição da renda está cruzada com a população, com a escolaridade e com o sexo. 2 – O Estado de São Paulo, com mais de 40 milhões de habitantes, com maior escolaridade e com maior renda depois de Brasilia, com certeza deve ficar com a maior parte dos melhores salários. 3 – Brasilia, por ser uma cidade-Estado, concentra a melhor distribuição de renda entre todos os 27 Estados e Distrito Federal. 4 – Que resultado temos quando cruzamos a população do Nordeste com a escolaridade e a renda? 5 – Que resultado encontraremos quando cruzarmos os números levantados mês a mês e ano a ano durante 40 anos? 6 – Privatizações - Uma das maiores curiosidades é como as privatizações feitas a partir de FHC impactaram na distribuição de renda nacional e por região. Presumo que seja escandaloso o estrago feito pelas privatizações. Há crimes nas formas de privatiza-las e no significado financeiro, politico e social de cada empresa privatizada. E o Brasil se cala e se omite ante tanta dilapidação da qualidade de vida dos brasileiros e da perda da Soberania nacional. 7 – Falar de Renda e de Cidadania, significa entender a distribuição de renda dos aposentados. Lembram que se aposentava com 5 salários mínimos e em poucos anos a aposentadoria recebida pelos velhinhos era pouco mais de UM salario mínimo? É capaz de, com a última reforma, a renda dos aposentados tenha piorado. E os velhos que não têm renda, quem cuida? 8 – Joe Biden, presidente dos Estados Unidos fala da grande classe média que construiu a América; no Japão, a classe média é de 75% da população; na Alemanha deve ser próxima ao Japão. Como é a nossa Classe Média e porque ela está empobrecendo acentuadamente? Porque o Rio Grande do Sul também está empobrecendo? Aos poucos vamos descobrindo as respostas para estas perguntas... e assim a gente vai descobrindo QUE PAÍS É ESTE?

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Joe Biden adverte...

Here's the deal: Wall Street ddn't build this country - the great American middle class did. It's time we rebuild the middle class and bring everyone along regardless of race, gender, religion, ethnicicity, sexual orientation, or disability... Viva o presidente Biden! Unidos, Venceremos!

Até quando aceitaremos estas mortes?

Até quando aceitaremos estas mortes? Pela manhã, recebemos o aviso da morte de um companheiro (Ely), ficamos transtornados. À tarde, recebemos o aviso da morte de um diretor do nosso Sindicato, funcionário do Itaú e ainda jovem. Uma tristeza imensa toma conta da gente. O presidente da República não gosta de ser chamado de GENOCIDA. Mas, o quê ele é, se não faz nada para vacinar todo mundo e para ajudar os que são contaminados? Em qualquer lugar, qualquer empresa e em qualquer governo, ante tanta incompetência e omissão, a primeira media é AFASTAR O RESPONSÁVEL. Até quando aceitaremos tantas mortes? Cadê a ira Paulista? Cadê a ira Nacional? Deus só ajuda a quem labuta. Ou fazemos algo já, ou morreremos todos. Intervenção da ONU/OMS e dos países que têm vergonha na cara.

Aprendendo com as crianças e com a História

Aprendendo, juntos, a praticar a Democracia A criança, ao deixar o colo da mãe para ir para o berçário, começa a aprender a conviver coletivamente desde cedo. No berçario, pode acontecer de todos serem parecidos, todos brancos, com pais brancos e babás brancas… Mas há berçários que tem japoneses, árabes, coreanos e nordestinos. Sim, para quem mora em São Paulo, o nordestino é como se fosse um estrangeiro… A criança vai crescendo, sai do berçário e vai para o básico e tudo pode continuar igual ao berçário. Quanto mais a criança cresce, mais é possível aparecer etnias diferentes , e a criança vai sendo mais demandada na relação com a diversidade. O que mais chama atenção é quando aparecem várias crianças negras numa quase totalidade branca. Os pais ficam incomodados, mas não verbalizam na escola. As crianças ainda não aprenderam a disfarçar e falam diretamente que “não querem ou que querem esta ou aquela cor ou etnia…” Se for filho de negro que é músico ou ator famoso, o fato de ser famoso sobrepõe ao fato de ser negro. Mas, se for filho, por exemplo, de professor ou de funcionário administrative, que não viajam para o exterior nas férias, aí o preconceito aparece com a combinação de ser negro e pobre, convivendo com uma comunidade branca e rica. Mesmo quando chegamos na faculdade o funil social continua. Ir para USP é para os que podem mais, não precisam trabalhar até se formarem e conviver com línguas estrangeiras, além de ser fluente em ingles. Se todos frequentassem escolas públicas, a integração seria mais fácil. Isto é mais comum no interior dos Estados e nos Estados mais pobres que os do Sul e Sudeste. Brasilia é um caso a parte. Se educar os filhos inclui esta complexidade toda, imaginem aprender a conviver nas ruas, no trabalho e nas comunidades? Imaginem aprender a distinguir uma democracia de uma ditadura? Isto é difícil mesmo entre os iguais socialmente. O que é uma ditadura civil ou uma ditadura militar? Existe uma sem a outra? Isto é, existe ditadura só militar ou só civil? Quando as ditaduras prendem e torturam, fazem isto em nome de quem? Os ditadores sempre justificam a tortura por sentir-se em “tempo de Guerra” e, para eles, nas guerras as torturas são justificáveis… E podem ser escondidas, negadas. Em 1964 o Brasil deixou de ser uma democracia agitada para ser uma ditadudra militar e civil. Tinha militares e civis como ministros e, tanto os militares quanto os civis, participaram do golpe. Juízes, padres, jornalistas, jornais, comerciantes, industriais, agronecócio, governos estrangeiros como os Estados Unidos, participaram diretamente do golpe e dos governos que vieram com o golpe. Passados vários anos, tanto os militares como os civis passam a ter um certo constrangimento em ter apoiado e participado do golpe, da ditadura e ter apoiado também as torturas e as mortes… Afinal, com em 1968 apareceu a guerrilha… Mas a grande maioria não foi para a guerrilha. A maioria lutava contra a ditadura por não ter democracia nem liberdade. As instituições como judiciário, parlamento, imprensa, governos, igrejas, sindicatos, universidades, e mesmo as Forças Armadas e as Polícias Militares, tudo isto é fundamental para se consolidar a democracia como prática de liberdada, de respeito mútuo e de capacidade produtiva. Estas instituições podem e devem estudar a História, estudar os fatos, citar os pros e os contras. Não podem e não devem manipular os fatos, mentir sobre a História, nem inventor fatos que não aconteceram. Esta história relatada abaixo me deixou muito emocionado. Será que foi verdade, será que os militares e os torturadores reconhecem esta História? Os militares, em muitos casos, protegeram os torturadores, com receio de que a Justiça atual os condenem. Aos protegerem os torturadores, a História fica faltando uma parte importante para ser estudada. A ditadura de lá – os comunistas – não justifica as ditaduras de cá – as capitalistas. Hoje, elas não existem, mas tem muita gente querendo voltar a ter ditaduras. Por enquanto, a maioria ainda prefere a democracia e a libertdade. Leia o relato abaixo e imagine que poderia ter acontecido com sua irmã, sua mãe, tia, vizinha ou colega de trabalho… “ Sobe depressa, Miss Brasil’, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava “minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Na sala do delegado Fleury, num papelão, uma caveira desenhada e, embaixo, as letras EM, de Esquadrão da Morte. Todos deram risada quando entrei. ‘Olha aí a Miss Brasil. Pariu noutro dia e já está magra, mas tem um quadril de vaca’, disse ele. Um outro: ‘Só pode ser uma vaca terrorista’. Mostrou uma página de jornal com a matéria sobre o prêmio da vaca leiteira Miss Brasil numa exposição de gado. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Picou a página do jornal e atirou em mim. Segurei os seios, o leite escorreu. Ele ficou olhando um momento e fechou o vestido. Me virou de costas, me pegando pela cintura e começaram os beliscões nas nádegas, nas costas, com o vestido levantado. Um outro segurava meus braços, minha cabeça, me dobrando sobre a mesa. E u chorava, gritava, e eles riam muito, gritavam palavrões. Só pararam quando viram o sangue escorrer nas minhas pernas. Aí me deram muitas palmadas e um empurrão. Passaram-se alguns dias e ‘subi’ de novo. Lá estava ele, esfregando as mãos como se me esperasse. Tirou meu vestido e novamente escondi os seios. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. No meio desse terror, levaram-me para a carceragem, onde um enfermeiro preparava uma injeção. Lutei como podia, joguei a latinha da seringa no chão, mas um outro segurou-me e o enfermeiro aplicou a injeção na minha coxa. O torturador zombava: ‘Esse leitinho o nenê não vai ter mais’. ‘E se não melhorar, vai para o barranco, porque aqui ninguém fica doente.’ Esse foi o começo da pior parte. Passaram a ameaçar buscar meu fillho. ‘Vamos quebrar a perna’, dizia um. ‘Queimar com cigarro’, dizia outro. *ROSE NOGUEIRA, ex-militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), era jornalista quando foi presa em 4 de novembro de 1969, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, onde é jornalista e defensora dos direitos humanos.* Eu conheci Rose Nogueira e tenho certeza que ela não está mentindo nem inventando o sofrimento dela. Este sofrimento, mesmo com anos de terapia e de muito carinho dos amigos e familiares, este sofrimento nunca será apagado da sua memória, das suas lembranças. E nós também não devemos esquecê-los. Para não deixar que as torturas voltem a ser praticadas por instituições do governo e do Estado brasileiro. Aprender a “amar o próximo como a si mesmo” requer muita paciência, muita educação e nenhuma tolerância com a omissão e em se querer negar os fatos.

sábado, 3 de abril de 2021

A Páscoa da esperança para superar a tristeza

Nossos amigos e parentes estão morrendo Enquanto por um lado aumenta o número de brasileiros que tomaram vacina, por outro lado, também cresce o número de mortes, jovens, adultos, idosos, parentes e amigos. O governo continua empurrando com a barriga e o povo continua morrendo. Como parar de morrer gente? Lembram do incêndio em Goiás e Mato Grosso? Só houve intervenção séria do governo, quando o incêndio saiu do controle dos fazendeiros e prefeitos nas regiões... Nos sentimos como os hebreus no Egito na época de Moisés... Quando haverá a nossa Páscoa? A nossa libertação desta tragédia que caiu sobre o Brasil? Enquanto nossa Páscoa não vêm, o desemprego vai aumentando, o arrocho salarial vai aumentando e a fome vai aumentando... Quando FHC foi presidente, o salário mínimo era 80 dólares; Quando Lula foi presidente, o salário mínimo chegou a 300 dólares, e agora, com este governo maluco, está em 190 dólares... E a concentração de renda com o aumento da pobreza só aumentam.... 19% dos assalariados ganham até UM Salário Mínimo 48% dos assalariados ganham até DOIS salários mínimos 35% dos assalariados ganham entre dois e cinco salários mínimos e 83% dos assalariados ganham até CINCO salários mínimos. É uma tragédia atrás da outra.... Ainda bem que, entre os espinhos, sempre aparece uma ou outra entrevista de Lula dizendo que é possível voltar ao governo e ajudar o povo brasileiro a superar a doença, a fome e a semvergonhice que tomou conta do Brasil... Aleluia, aleluia, aleluia. Boa Páscoa

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Reforma revolucionária e democrática de Biden nos USA

Exemplo para o mundo Demanda de governo e do povo - 01/04/2021 - Nelson Barbosa - Folha - Nelson Barbosa (/colunas/nelson-barbosa/) Professor da FGV e da UnB, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento (2015-2016). É doutor em economia pela New School for Social Research. - A reforma revolucionária de Biden - Se a proposta tiver sucesso, acabará o festival de planejamento tributário nos EUA. - - O governo Biden mais uma vez mostrou o caminho para sair da crise, confirmando o que vários economistas heterodoxos vêm dizendo, há décadas, nos EUA e por aqui. Aos números. - - Depois de aprovar um “programa de resgate” de US$ 1,9 trilhão, focado em transferência de renda aos mais pobres e mais recursos para saúde e educação, Biden lançou um “programa de emprego” de US$ 2,3 trilhões nesta semana - - O valor da segunda iniciativa se divide em: US$ 621 bilhões em infraestrutura de transporte (incluindo rede de energia para veículos elétricos), US$ 689 bilhões em habitação e serviços públicos (como saúde, educação e creches), - - US$ 578 bilhões em inovação e geração de empregos (política industrial e tecnológica) e US$ 400 bilhões para expandir e melhorar o cuidado de idosos e pessoas portadoras de necessidade especiais. - - Somando os planos de resgate e emprego, o “Pacote Biden” está em US$ 4,2 trilhões. O valor parece alto, mas como o programa de emprego será distribuído em oito anos, seu impacto imediato na economia não é grande. Por esse motivo Biden já recebeu críticas da extrema-esquerda dos EUA, que desejava um valor maior. Biden foi “comedido” no programa de emprego porque foi ousado no programa de resgate. - - O US$ 1,9 trilhão já aprovados pelo Congresso terá impacto maior em 2021-22, ajudando os EUA a sair rapidamente da crise. O presidente americano, Joe Biden, em entrevista coletiva, no fim do mês passado. A ideia do plano de emprego é suceder as ações de resgate, de modo crescente a partir de 2022, gerando sustentação econômica, social e política para um novo ciclo de desenvolvimento dos EUA. - - Só por este motivo, o pacote Biden já seria revolucionário, mas tem mais. - - Para pagar o aumento do gasto, Biden também propõe ampla revisão tributária, cobrando mais do “andar de cima”. - - Rompendo a lógica de desoneração do capital que domina a política econômica desde 1980, Biden quer aumentar a tributação sobre o lucro das empresas e das famílias mais ricas, desfazendo parte da desoneração regressiva adotada por Trump. - - Mais importante, o novo governo dos EUA discute que, acima de um valor anual mínimo, toda renda pessoal do capital seja taxada pela mesma alíquota de imposto de renda aplicada à renda do trabalho. - - E como se isso não fosse suficientemente progressista, Biden também quer alíquota mínima de imposto de renda sobre empresas, tanto sobre lucros domésticos (de 15%) quanto sobre lucros no exterior (de 21%). - - Se a proposta tributária de Biden tiver sucesso (tomara que tenha), acabará o festival de planejamento tributário nos EUA, com efeito altamente positivo sobre todo o mundo ocidental. - - Há 40 anos, o movimento Thatcher-Reagan gerou grande desoneração do capital, com aumento da desigualdade e volatilidade econômica, culminando na crise financeira de 2008 e estagnação econômica da década seguinte. - - Agora, seja por demanda popular, seja por pressão da competição com a China, os EUA finalmente parecem se mover na direção contrária do neoliberalismo, adotando tributação mais progressiva e aumento do investimento público, com “pegada” ambiental e social. - - Não sei se Biden terá sucesso. - - O plano de resgate já foi aprovado pelo Congresso, mas haverá oposição ferrenha de Wall Street e do Vale do Silício às iniciativas tributárias anunciadas nesta semana. Torço e até rezo para que Biden prevaleça, pois isso melhorará a situação da maioria da população norte-americana e abrirá possibilidade de que outros países sigam o mesmo caminho.

O povo em primeiro lugar, ou, as pessoas em primeiro lugar?

Todo mundo quer falar em nome do povo Em qual posição você fala do povo? - O pessoal da esquerda acha que são a voz do povo por direito definido por Marx, e, como eles dizem que não acreditam em Deus, o direito de ser porta-voz do povo vem do fato de serem “classistas”, isto é , terem o compromisso de conhecer os desejos e as necessidades do povo; - A direita acha que são porta-voz do povo porque suas empresas garantem produtos que o povo compra. Afinal, o povo não quer lero-lero, o povo que comida, cultura e vida boa... E isto quem garante é a direita; - A imprensa acha que fala pela direita e pela esquerda, é mais pretenciosa ainda que a própria esquerda e a direita; - Os pastores e bispos acham que são o porta-vozes do povo de Deus, que sãos os bons e abençoados; - Os especialistas – acadêmicos ou não – acham que falam em nome do povo por conhecerem as pesquisas, lerem os livros onde todos se comparam com todos e todos concluem quase a mesma coisa, com uma condição: ninguém cientificamente entende de povo mais que eles – os especialistas; - Os movimentos sociais acham que falam pelo povo porque é da natureza dos movimentos sociais serem representantes do povo; - Os juízes, como sempre, acham que estão acima do povo, acima da direita e da esquerda e que a palavra final, abaixo de Deus, cabe a eles, os juízes. Quem tem lado no meio judiciário são os advogados, afinal eles ganham para isto: ter lado. Curiosamente, com tanta gente falando em seu nome, o povo continua sendo excluído, tanto pela direita, como pela esquerda; tanto pelos religiosos, como pelos materialistas; tanto pelos juízes, como pelos advogados; tanto pelos jornalistas e especialistas, como pelos leigos e sem escolas; tanto pelos movimentos sociais; como pelos políticos... Porque não deixam o povo falar? Porque não deixam o povo julgar? Porque não deixam o povo escolher? Porque não deixam o povo consertar? Mauricio Tratemberg, professor da FGV nos velhos tempos e auto-ditada, deu como trabalho escolar para os ilustres alunos da GV que devessem ler e fazer resenha do livro “Se me deixam falar... , de autoria de Domitila de Chungara ou Xungara, não me lembro o nome, isto foi em 1976, e imagino que Domitila era boliviana ou peruana... Um depoimento muito bonito de uma indígena que queria falar, contar a sua história e a história do seu povo. Todo este pessoal que gosta de falar pelo povo, se quiser ajudar mais efetivamente, pode seguir a recomendação de Domitila, abrir espaço para o povo falar, das seus depoimentos e participar das decisões... Na crise atual, tem mais gente falando do que escutando. Nota: O nome correto de Domitila é Domitila Brrios de Chungara e ela fez o depoimento no México, durante o Ano Internacional da Mulher, em 1975.