sexta-feira, 5 de março de 2021

Um ano de pandemia, de virus e de tragédias...

Um ano de sofrimento e reclusão Desde o dia 05 de março de 2020, portanto há um ano estou recluso, saindo apenas para fazer coisas essenciais como supermercado, farmácia e padaria... Um ano de sofrimento, angústia e dificuldades. Sempre fica o medo do vírus. O vírus que parou o mundo e fez as pessoas diminuírem a arrogância e prepotência. A reclusão enlouquece as pessoas. Sem perceber, começamos a brigar com os parentes, a reclamar de tudo e a se transformar numa pessoa desagradável. Os pobres sentiram a falta de dinheiro desde o início, como também sentiram a precariedade dos hospitais públicos e o agito das crianças dentro de casa 24 horas por dia , todos os dias. A classe média começa a entrar em pânico... as reservas financeiras começam a desaparecer, o poder de compra está virando pó com o aumento generalizado dos preços, água, luz, telefones, gasolina, diesel, comida em geral, tudo, tudo, tudo está subindo, menos os salários e as aplicações. Os pobres estão ficando mais pobres e a classe média está ficando pobre e desamparada. O noticiário no rádio e na TV diariamente só tem tragédia. O presidente maluco diz que a culpa é do mimimi da imprensa. Não sei quem é mais louco, o presidente da República ou as autoridades que não deram um jeito nele. Será que vão reagir só quando houver quebra-quebra? Será que o povo vai esperar até as eleições de 2022? Também, o pouco que tinha de Justiça no Brasil, caiu em descrédito com as informações sobre a forma desonesta que foi a operação Lava Jato. Se o presidente é um louco varrido, o legislativo é um bando de loucos, tarados em dinheiro, o judiciário é um bando de fingidos – dizem uma coisa e fazem outra; a imprensa também se comprometeu na Lava Jato e só melhorou com a boa cobertura sobre a pandemia. E o povo, está se sentido agredido, enganado, violentado e sem perspectiva... O povo gosta de dar o troco nas urnas... o brasileiro não gosta de briga, nem de guerras. Parafraseando Euclides da Cunha, “o brasileiro é, antes de tudo, um forte”, ou um otário, ou um Mané, ou uma mãe Joana... Da mesma forma que sofro na minha reclusão, passando dias mal humorado, rabugento, ranzinza e reclamando, faço um esforço imenso para não brigar com a família. Estou aprendendo a conviver com as doenças coletivas – o vírus – e com as doenças individuais – o Parkinson. Não sei qual é pior. Conviver com as duas ao mesmo tempo não estava no meu planejamento de vida. Até as VACINAS, que deveriam ser obrigação dos governos, virou politica de favores e de disputas eleitorais entre o presidente e os governadores... Enquanto isso o povo morre aos milhares... Já são mais de 125.000! E faço tudo para não perder a fé e a confiança. Fé e confiança nas instituições, nas pessoas, na família e na vida. Os que sobreviveram à segunda guerra mundial, estão achando que a pandemia é fichinha, mas, para nós que fomos criados vendo o Brasil crescer e distribuir riqueza, hoje, só vemos tragédias, doenças e politicagem. O tempo vai ter um papel importante na recuperação da vida individual e coletiva. Nada será como antes.

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