domingo, 21 de março de 2021

Sem saúde, sem segurança e sem comida, não há democracia

Sem saúde, sem segurança e sem comida, não existe democracia Equívoco mortal para a imprensa é querer se colocar como “a dona da verdade”. Que a TV seja mais à direita, vá lá, mas os jornais quererem posar de “centro”, quando na verdade são de direita, é brincadeira. O Estadão antigo era uma direita civilizada. Não negava que era conservador. O diabo é a Folha ter vergonha de assumir-se como “de direita”, e, ao mesmo tempo querer ser porta-voz da direita e não querer ser questionada. Folha quer um candidato de direita, com discurso de centro Folha continua procurando candidatos que possam derrotar Lula e Bolsonaro... E não está achando. Logo, continua apelando para o judiciário impedir, mais uma vez, que Lula seja candidato. Mesmo que o vencedor seja Bolsonaro, O fracasso dos governos civis, depois de logos anos de ditadura militar, está deixando o Brasil no caos. O Brasil sonhou que, com a campanha das Diretas Já, o país passaria a ser uma democracia, com seus defeitos, seria uma democracia que, aos poucos, iria solucionar as grandes contradições vividas como distribuição de renda, incorporação do Norte e Nordeste na economia moderna, tipo São Paulo, a melhoria do conteúdo das nossas escolas, melhoria da infraestrutura nacional e, Para que o povo visse tudo isto como conquista efetiva do regime democrático, os resultados dos governos civis deveriam ser igual ou melhor do que na época dos militares no governo. O resultado das diretas já foram eleições indiretas, que deu pose a Sarney com seu governo híbrido, que parecia um governo civil, mas, na verdade, era um governo tutelado pelos militares e grandes empresários. Depois de Sarney, o povo radicalizou no voto, sinalizando que não estar satisfeito com os partidos políticos existentes, elegeu Collor, o caçador de Marajás. Foi uma tragédia que levou seu governo a ser impedido, destituído e substituido por um vice conciliador. Depois de Itamar, veio Fernando Henrique, que mostrou-se como o melhor quadro nacional para fortalecer o Brasil no cenário internacional, sempre de forma subserviente ao neoliberalismo de Clinton, o presidente dos Estados Unidos na época. De alta relevância, FHC, só fez o Plano Real, que teve papel determinante no combate à hiperinflação. Em gratidão pelo enorme sucesso, o povo deu “carta branca ao príncipe”. Da mesma forma que Sarney e o PMDB se lambuzaram com o Plano Cruzado, FHC e o PSDB, se lambuzaram com o Plano Real, mentiu para o povo para ser reeleito, ganhou a reeleição e fez uma desvalorização cambial que quebrou a indústria nacional e o povo viu seu salário mínimo valer apenas 85 dólares. O povo deu o troco em 2002, elegendo Lula presidente. Para surpresa geral, Lula, mesmo não tendo diploma de faculdade, nem ter morado nem em Paris nem nos Estados Unidos, Lula fez o melhor governo da História do Brasil. Foi reeleito e concluiu o segundo mandato de forma brilhante, elegendo pela primeira vez uma mulher para presidente da República. Dilma fez um mandato “manco”, cheio de dificuldades internas e externas, e, mesmo assim foi indicada pelo PT e mais dez partidos, para concorrer a reeleição. Ganhou de Aécio Neves, o bibelô de luxo do PSDB, que declarou que não aceitaria a derrota e faria tudo para inviabilizar o segundo mandato de Dilma. O PT e Dilma subestimaram as ameaças de Aécio. Junto com a ira da direita nacional, veio a piora na economia nacional e internacional. Veio também a criação do BRIC e mais uma crise com o Irã. Os Estados Unidos elegeram um louco para presidente. Tudo isto ajudou a direita a organizar mais um Golpe de Estado no Brasil... A direita nacional e internacional resolveu “demonizar” Lula, o PT, Dilma e todos e tudo que impedisse retorno da direita ao poder nacional. Mais uma vez a democracia foi ignorada, o povo enganado e, economicamente o Brasil vai se desmanchando... Sem economia não tem emprego, salario e renda, sem isto, também não tem segurança e, sem segurança o povo vota e apoia qualquer militar ou arrivista que pregue a “ordem” como pré-requisito para se restabelecer o crescimento econômico e o bem estar de todos. A Folha e toda direita nacional e internacional apoiaram o golpe e depois do golpe, apoiaram Bolsonaro, um militar, contra o PT, de Lula, de Haddad e de Dilma... Agora, ante a tragédia generalizada do governo Bolsonaro, e a proximidade de novas eleições presidenciais, os golpistas, com pesquisas nas mãos voltam a procurar alguém que possa derrotar nas urnas, tanto Bolsonaro, o louco, como Lula, o melhor presidente que o Brasil já teve, mas que não aceita ser subordinado à uma casta de conservadores, elitistas e incapazes de governar combinando melhoria econômica com inclusão social, liberdade e qualidade de vida. A Folha, diariamente, vem repetindo: arranjem uma saída jurídica para impedir a volta de Lula e vamos arranjar um candidato que, no voto popular, possa derrotar tanto Bolsonaro, o louco, quanto Haddad e o PT, que seguirão Lula. Para quem lê a Folha há mais de 50 anos, ver a Folha fazer este papel golpista, é constrangedor. Poderia deixar de ler a Folha? Poderia. Mas não é fácil. Afinal, no Brasil quase que não há imprensa de centro e de esquerda. Ainda bem que resta um pouco de liberdade, temos as redes sociais e ainda temos eleições diretas, apesar da pandemia, do genocida e da nossa direita incompetente. Que Deus mande vacinas para todos. E que, nas próximas eleições, o povo dê o troco. Poderia até antecipar as eleições...

2 comentários:

  1. A precisão e concisão desse texto atesta a sua pertinência e potencial para ser compartilhado ao extremo.
    Ter passado por tudo isso e elaborado essa síntese sem afetação, me garante que o autor é de boa cepa.Nosso momento pede muito essa firmeza de caráter que brota das reflexões do autor. A nossa situação polarisou-se: ou emergimos da loucura para a sanidade ou nos afundamos no imponderável e quase inescapável ainda, colapso.

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  2. WILSON PEREIRA DE JESUS21 de março de 2021 14:18

    A precisão e concisão desse texto atesta a sua pertinência e potencial para ser compartilhado ao extremo.
    Ter passado por tudo isso e elaborado essa síntese sem afetação, me garante que o autor é de boa cepa.Nosso momento pede muito essa firmeza de caráter que brota das reflexões do autor. A nossa situação polarisou-se: ou emergimos da loucura para a sanidade ou nos afundamos no imponderável e quase inescapável ainda, colapso.

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