segunda-feira, 15 de março de 2021

A singularidade brasileira é a sua diversidade

XP faz milagres com dinheiro e Lula faz milagres com pessoas Quem lê os jornais sobre “a forma de ganhar dinheiro da XP fica entusiasmado. Quem ouve os discursos de Lula também fica contagiado. O Brasil precisa de gente como Benchmol, da XP, e de Lula, do PT e do Brasil. Já pensaram os dois trabalhando juntos por um Brasil de todos, para todos e com todos? Teríamos os 50 anos em 5, da época de Juscelino. Leiam a reportagem sobre as inovações da XP, que saiu no Valor de hoje. E depois, leia o discurso de Lula na semana passada. Se quiser tomar um banho de motivações, reveja em video o discurso de Lula. Deixe o preconceito de lado e imagine a gente formando um time de craques como estes, juntando gente como Fernanda Montenegro, Roberto Setúbal, os milhares de ótimos medicos que o Brasil têm, a turma do Magazine Luiza, Caetano Veloso, agronegócio, os pequenos produtores rurais, Chico Buarque e os milhares de anônimos que constroem o Brasil? A singularidade brasileira é a sua diversidade. Vamos combater a pandemia, dar agilidade na assistência aos doentes, e gerar mais trabalho e renda. Vamos ganhar dineiro e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Vejam o bom trabalho da XP: XP mira ‘big techs’ com promoção de CTO a CEO Maffra assume comando e acelera agenda de tecnologia; mudança do tipo é inédita no setor no país Valor - Por Maria Luíza Filgueiras e Talita Moreira — De São Paulo 15/03/202 No dia 12 de maio, o diretor de tecnologia da XP, Thiago Maffra, assumirá o posto de CEO, na primeira mudança desde que a companhia foi fundada, há 20 anos. O anúncio na sexta-feira à noite surpreendeu - é a primeira vez que uma instituição financeira brasileira faz uma promoção do tipo - e atiçou a curiosidade do mercado no fim de semana sobre o perfil do executivo. Mineiro de Araxá que cresceu no interior de São Paulo, Maffra, de 36 anos, já queria seguir carreira no mercado financeiro quando se formou em administração no Insper, em 2006. Fez um MBA na Universidade de Columbia. A formação se deu em instituições estreladas, mas quem o conhece diz que foi suado. No Insper tinha bolsa parcial, o notebook obrigatório e o aluguel na república de sete vieram da venda do carro da mãe - o carro foi reposto quando ganhou o primeiro bônus no mercado financeiro. Inglês aprendeu na internet e no dicionário, traduzindo os livros também obrigatórios da faculdade paulista. Tirou CFA, a certificação de analista, e começou a carreira como “trader” nas corretoras na Bulltick e na Souza Barros - quando a corretora estava fechando as portas, o fundador Carlos Souza Barros foi quem fez a indicação para que Guilherme Benchimol desse uma oportunidade ao garoto. Sua entrevista de emprego quem fez foi Carlão Ferreira Filho, “head” da mesa institucional, e ele foi alocado na equipe de Bernardo Amaral - ambos sócios da XP desde os primórdios, caminho que já colocou Maffra sob os olhos vigilantes da “partnership”. Sua primeira missão na XP foi montar a mesa de algotrading e ele foi um dos sócios, em 2017, da corretora de criptomoeda XDEX. O projeto, estruturado pela XP Controle e fundo General Atlantic, acabou sendo encerrado em menos de dois anos - um stop curto típico da XP para negócios que não engrenam. Maffra passou dois anos e meio como gerente de equity no varejo. Nessa fase, sua personalidade ajudou a ganhar espaço na companhia. “O Maffra é um cara humilde, com trânsito na companhia, unânime na diretoria. Tem muita serenidade e muito bom senso”, afirma Benchimol, fundador da XP e único CEO da empresa até agora. Em dez anos, a XP teve cinco CTOs (principal executivo de tecnologia). Quando entregou a diretoria de tecnologia a Maffra, há três anos, Benchimol disse: “Cara, vou te dar um desafio que é o pior da sua vida. Os últimos cinco que entraram, rodaram”. Pelo reconhecimento atual, deu conta do recado. “Ele já era head de 40% dos funcionários e os outros 60% dependiam da área dele”, diz o fundador. Em uma das poucas entrevistas já dadas pelo executivo, há um mês, Maffra disse que a XP quer ser reconhecida “como a melhor companhia de tecnologia brasileira” e ser disruptiva em outros segmentos, “como fez em investimentos”. A estimativa da XP é contratar cerca de 180 funcionários da área de tecnologia no trimestre, voltados a desenvolvimento de software, ciência de dados e inteligência artificial. No ano passado, foram mais de 500 contratações de profissionais vindos de empresas como Facebook, Google, Amazon e Mercado Livre. A arquitetura das empresas está cada vez mais definida pela tecnologia - que deixa de ser uma “tiradora de pedidos” dos outros departamentos, como define Benchimol. Ainda assim, a chegada de Maffra à presidência da XP marca a inédita escalação de um executivo de TI para o comando de uma instituição financeira relevante. Tecnologia sempre foi uma área de apoio para os bancos, e os nomes fortes da área nunca assumiram os holofotes. Mesmo os bancos mais tradicionais começam a buscar formas de colocar a tecnologia no centro de seus negócios, dada a importância vital que ela assumiu na competição. Basta lembrar que um dos nomes que disputaram a presidência do Itaú Unibanco no fim do ano passado foi André Sapoznik, então vice-presidente de tecnologia. O cargo acabou ficando com Milton Maluhy Filho, mais experimentado em áreas de negócios. No rearranjo que se deu em seguida, Sapoznik assumiu a recém-criada estrutura de pagamentos do Itaú - onde tecnologia é vital - e ficou também com as áreas de operações, atendimento e marketing. O comando da TI passou para as mãos de Ricardo Guerra, que passou a compor o comitê executivo do banco. Outro exemplo é o do BTG Pactual, maior rival da XP entre as plataformas de investimentos. Roberto Sallouti, presidente da instituição, foi estudar programação alguns anos atrás enquanto o banco de investimentos preparava sua incursão no mercado de pessoas físicas. No Bradesco, a grande aposta é destacar estruturas mais baseadas em tecnologia para que elas não fiquem presas às amarras da estrutura tradicional. Com essa estratégia, o banco digital Next foi transformado numa empresa à parte e o Bradesco recentemente colocou um de seus principais executivos, Renato Ejnisman, à frente da operação com a missão dar mais escala ao negócio. Da porta para dentro, as equipes de TI também vêm ocupando mais espaços nos bancos. As principais instituições financeiras do país passaram a se organizar em “squads”, times multidisciplinares voltados ao desenvolvimento de produtos e à resolução de problemas de forma mais rápida. Foi um aprendizado trazido pela concorrência das fintechs, que já nasceram dessa forma. Se os bancos buscam inspiração nas fintechs, estas tentam fugir do rótulo de “bancos” à medida que ganham clientes e se tornam operações mais complexas. O Nubank, que tem mais de 30 milhões de clientes, costuma se definir como uma empresa de tecnologia que presta serviços financeiros. Na XP, Benchimol diz ter mirado nas “big techs” para propor o CTO para o cargo de CEO. “Estamos lutando para ganhar a guerra, não para ser mais um participante. E a guerra vai ser ganha com tecnologia, de cloud a inteligência artificial”, diz. “Nossa agenda de tecnologia vai para intensidade máxima.” Para Benchimol, muitos diretores de área nas empresas tratam “tech” como uma “software house” - “quero isso, preciso daquilo” - quando a tecnologia deveria estar na jornada do negócio. “Eu como CEO e Maffra como CTO estávamos o tempo todo falando dessa importância. Mas não tem forma mais clara de empoderar a tecnologia na empresa do que colocar o CTO de CEO.” No exterior, o movimento de promoção do CTO a CEO começou nas empresas de tecnologia, mas já tem sido visto em outros setores. Companhias como a telecom Verizon, as empresas de apostas Betfair e Willian Hill e a GE Digital colocaram os executivos de tecnologia no posto de presidente-executivo. Uma pesquisa da McKinsey mostra que, mesmo antes da covid-19, 92% das empresas já entendiam que a digitalização demandava mudança no modelo de negócio. Sinalização dessa rápida transformação no mundo dos negócios está na bolsa americana. As empresas que compõem o S&P 500 tem idade média de 22 anos - na década de 60, o índice era formado por empresas com 61 anos de existência, em média. Na XP, Benchimol assegura que não vai desacelerar no conselho, no cargo definido como chairman executivo. “No fundo, eu e Maffra estamos formando uma dupla. Ele é o CEO para dentro e eu sou o CEO da porta para fora”, diz. “Vou continuar na visão do negócio. E ele na visão do dia a dia, da execução, da tecnologia, da disrupção.”

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