quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

O neoliberalismo não se sustenta eleitoralmente

Fracasso do neoliberalismo ajuda esquerda a ganhar eleições Quem promete o que não faz, não se reelege Temos nossas diferenças com Rafael Correa, ex-presidente do Equador, mas ele dá boa entrevista hoje na Folha, onde ele dimensiona a importância da economia nas disputas eleitorais. O dilema eleitoral nos países pobres, atrasados, subdesenvolvidos ou retardatários na economia internacional, é que “quando a esquerda ganha, ela não responde à grande expectativa de mudanças estruturais quantitativas que consolide as melhorias de qualidade de vida realizadas pelos governos de esquerda”. Por mais que a esquerda faça, sempre será menos do que o povo quer, facilitando o oportunismo da direita reacionária. Só que o mesmo acontece quando a direita ganha eleições contra a esquerda, prometendo que vai fazer mais do que a esquerda fez. O que, na maioria das vezes não acontece. Os fatores internacionais e a integração das economias locais com o comércio internacional são mais determinantes nos resultados eleitorais do que as hostilidades entre as esquerdas e as direitas dos países pobres de dinheiro e de clareza política. Neste jogo de demagogias e oportunismos dos dois lados, o povo tem cada vez mais votado de forma independente de ideologias e nomes partidários. “Quem faz passa a ter mais importância do que quem promete e não faz”. E este FAZER significa melhorar as condições de vida do povo em geral e particularmente a parcela do povo que necessita de saúde, educação, habitação e transporte de qualidade. Tem que ter números para mostrar ao povo. Se tiver resultado numérico e tiver também melhoria cultural e participativa, podemos dizer que é um governo progressista e democrático. Mas, se tiver os resultados positivos e o governante for autoritário, muitas vezes o povo também elege e reelege. Mas se não tiver melhorias para mostra, o povo fica contra, não interessa se é neoliberal, entreguista ou mercenário. Os argumentos da direita neoliberal e golpista para tentar se manter estão acabando, tendo como consequências as vitórias das esquerdas ou novos golpes de Estado para impedir que as esquerdas voltem. Aí quem desempata ou é o povo ou são as “forças ocultas””: judiciário, imprensa e congresso nacional”. Esta evolução tende a fortalecer a importância de candidatos moderados e que promovam a conciliação nacional e a efetiva melhora de qualidade de vida do povo. Ou fortalecemos a democracia, respeitando o direito de o povo escolher seus governantes, ou levaremos estes países à bancarrota. Todos somos responsáveis pelos caminhos a serem escolhidos.

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