quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

As mulheres nos bancos atraem mais mulheres e mais qualidade

As mulheres conquistas espaço e poder nos bancos e na socieade Leiam uma ótima matéria no jornal Valor. As mulheres nos bancos mostram como os negros devem ser estimulados e se qualificados, disputando por méritos vagas estratégicas no mundo do trabalho. As mulheres já são maioria em quantidade e logo serão maioria em qualidade em todos os segmentos da vida. Bancos se unem para formar mais mulheres Valor | Carreira | Valor Econômico https://valor.globo.com/carreira/noticia/2021/01/14/bancos-se-unem-para-formar-mais-mulheres.ghtml 1/9 Bancos se unem para formar mais mulheres Programa quer desmistificar o trabalho no mercado financeiro Por Naiara Bertão — De São Paulo 14/01/2021 Atualizado há 6 dias Carreira 20/01/2021 2/9 Maite Leite, presidente do Deutsche Bank, diz que objetivo é aumentar a representatividade feminina no mercado financeiro As jovens brasileiras estão querendo ocupar mais espaços no mercado financeiro, mas falta ainda aproximação com as empresas do setor, conhecimento sobre as áreas que podem atuar e oportunidades de emprego. Mudar esse cenário motivou a união de quatro bancos internacionais no país - Goldman Sachs, Deutsche Bank, UBS e BNP Paribas - a criar o programa de mentoria e formação Dn'A Women. Mesmo com todas as limitações que a pandemia trouxe, a segunda edição do programa atraiu 3.997 candidatas para as 60 vagas, três vezes mais do que sua primeira edição, em 2019, quando 1.318 universitárias se candidataram. A média de candidatas por vaga foi de 66,6, ante 22 no ano anterior). Maria Cristina Sampaulo, líder de diversidade e inclusão para a América Latina do Goldman Sachs conta que a ideia surgiu a partir de uma apresentação que ela fez sobre outro programa do banco, o LIFT, de inclusão de jovens negros(as) de baixa renda, às quatro presidentes dos bancos internacionais em meados de 2018. Na época, Maitê Leite já estava à frente do banco alemão Deutsche Bank no Brasil, Sylvia Coutinho também liderava o suíço UBS no país, o francês BNP Paribas local era comandado por Sandrine Ferdane e Maria Silvia Bastos Marques estava presidindo a unidade brasileira do americano Goldman Sachs. 3/9 “Desde que colocamos metas de diversidade no Goldman eu comecei a pesquisar sobre porque poucas mulheres se interessam pela área de finanças, porque temos dificuldade para atrair esses talentos. As presidentes se solidarizaram com o tema e me pediram para apresentar um esboço de projeto, baseada na experiência com o LIFT, em outubro [2018]. Chamei, então, estagiárias de diversas áreas de negócio do banco para conversar e entender os obstáculos para esboçar o programa”, conta Maria Cristina. Todas aprovaram a ideia e as respectivas áreas de recursos humanos dos bancos coordenaram sua implementação. Assim nasceu o Dn’A Women, com o objetivo de incentivar a diversidade, equidade de gênero no mercado financeiro e a feminina nas empresas do setor. “Nosso objetivo é desmistificar a ideia de que o mercado financeiro não é um lugar de potencial desenvolvimento de carreira para jovens mulheres. Queremos não apenas diminuir essa percepção, como também aumentar a representatividade feminina”, diz Maite Leite, presidente e diretora do banco alemão Deutsche Bank no Brasil e a primeira mulher na diretoria da Câmara BrasilAlemanha. “O que mais me chamou a atenção do programa foi a aproximação com as lideranças das empresas, o networking que fiz com as meninas que participaram e os mentores que me acompanharam. Quando passei no processo seletivo do programa, um mundo novo de oportunidades e pessoas se abriu para mim”, comenta Milena La Rubia, universitária que participou da primeira turma. Estudante de economia da Universidade de São Paulo, Milena nunca tinha tido contato com o mercado financeiro antes e gostou de conhecer as diferentes áreas de um banco, os produtos que oferecem e de saber como é a dinâmica do dia a dia de trabalho em uma instituição financeira. Milena não apenas conseguiu, este ano, uma vaga na área de corporate banking no Deutsche Bank, como também está propagando o que aprendeu nas redes sociais: criou um canal do YouTube com seu nome onde publica vídeos sobre carreira no mercado financeiro. “Com o canal eu quero traduzir o que é o mercado financeiro para estudantes do ensino médio e que estão na universidade. É um mundo muito diferente e a ideia do projeto é tentar - 4/9 - simplificar o que é a carreira no mercado financeiro”, conta. Ela também criou um grupo no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram que conta com cerca de 1 mil pessoas onde divulga vagas no setor financeiro. A vontade de desmistificar o mundo das finanças para outras jovens mulheres também levou a estudante de engenharia da Poli-USP Mariane Frigerio a criar o grupo “Elas no Mercado Financeiro” com outras duas amigas que conheceu na Liga do Mercado Financeiro da sua faculdade no segundo semestre de 2019. “Até então eu não tinha tido contato com o mercado financeiro, não conhecia as oportunidades, mas sabia que não queria construir a carreira na área de engenharia”, conta. Quando o fundo de investimento Advent pediu à Liga contatos de mais estudantes mulheres para aumentar o número de candidatas em seu processo seletivo de estágio, Mariane percebeu como era difícil encontrar pessoas para indicar. “A Liga tem pouco mais de 20 pessoas e éramos em apenas três. Quando uma empresa ligou pedindo currículo de mulheres que estavam interessadas no mercado financeiro, ficamos em choque. Não estávamos inseridas nesse setor e começamos a pensar em como tentar mudar isso, fazer com que outras mulheres se interessassem pela área”, diz. O “Elas no Mercado Financeiro” tem também o objetivo de divulgar informações sobre carreira no mercado financeiro para mulheres via redes sociais e eventos junto a faculdades. Ele começou a ser desenhado no primeiro semestre de 2020, mesma época em que Mariane ficou sabendo do Dn’A Women e se inscreveu. 5/9 “Achei que estava alinhado com o que estávamos pensando para o grupo e diretamente relacionado com os assuntos que discutíamos no momento. Tive certeza que queria participar. As aulas não ofereciam apenas a parte técnica, mas também soft skills e achei interessante. O programa de mentoria também me chamou muito a atenção”, diz a estudante. Para serem chamadas no Dn’A Women, as candidatas precisam passar por um teste de inglês (a exigência é nível intermediário) e de perfil, além do preenchimento de outros detalhes pessoais. Na segunda etapa, cerca de 200 meninas são selecionadas para participar de um dia de seleção com organizadores. Na primeira edição foi presencial e na de 2020, on-line. Neste momento, elas são divididas em grupos de 15 pessoas, participam de dinâmicas e precisam fazer uma rápida apresentação pessoal e individual em inglês. Por fim, quem se destaca é chamada para uma conversa particular. O processo de seleção é feito pela Cia de Talentos. “O mercado financeiro não é só para homens. Ele está mudando, ainda mais no banco de atacado, de investimento. Com produtos cada vez mais sofisticados, precisamos de talentos e diversidade”, comenta Renato Rovina, diretor de RH do Banco BNP Paribas Brasil. Estudos apontam uma correlação entre diversidade étnica e de gênero com a lucratividade das empresas, mas mesmo assim, as minorias e mulheres continuam sub-representadas. Um estudo conhecido e muito citado é o da McKinsey que, em 2018, apresentou dados convincentes sobre essa relação: quanto maior a diversidade, maior o resultado da empresa. Em todo o mundo, empresas com maior diversidade de gênero nas equipes executivas tinham uma probabilidade 21% maior de ter margem EBIT (geração de caixa) superior à de seus pares que tinham menor - 6/9 - diversidade. Além disso, tinham uma probabilidade 27% maior de criar valor no longo prazo, considerando a margem de lucro econômico. Com duração de cinco meses, o programa é dividido em aulas durante 3 horas todos os sábados e um processo de mentoria que dura, ao total, quatro meses. No caso das aulas, que podem ser palestras ou workshops, há temas mais técnicos, como indústria bancária, introdução ao mercado financeiro e finanças pessoais, mas também mais teóricos e ligados às chamadas soft skills, como comunicação, liderança e autoconhecimento. Para ministrar as aulas, o projeto contrata consultorias especializadas como Impulso Beta, The School of Life e Denise Damiani Consultoria. Apoiam ainda o projeto o escritório jurídico Cescon Barrieu, Grupo Cia de Talentos e WILL - Women in Leadership in Latin America. Leia a reportagem completa no site Valor Investe valorinveste.globo.com

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