segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

A Ford vai fechar todas as fábricas no Brasil. Gostou?

Brasil: Suicídio consciente x suicídio inconsciente A diferença entre o pastor e o economista Guedes O Brasil está sendo governado por um bando de loucos, inconsequentes e entreguistas... Mas eles não são iguais. São bem diferentes. Os pastores evangélicos, adoram dízimos, adoram contribuições financeiras e materiais para suas igrejas e seus “rebanhos”. Eles, os pastores e seus seguidores estão felizes, progredindo socialmente e acham que foram escolhidos por Deus, que reconheceu o mérito do trabalho deles e assim eles estão superando a pobreza, graças ao trabalho individual e coletivo, ao trabalho unido da Igreja, liderado pelo pastor ambicioso e reconhecido por Deus. O Deus dos protestantes e dos evangélicos, isto é, o Deus que ajudou a conquistar países que mudaram o mundo; que criaram o capitalismo e a força da Bíblia, como a palavra do Senhor. Pessoas como Guedes, o ministro da fazenda – ou da economia – sequer acreditam em Deus. O deus deles é o ganho fácil, inescrupuloso, possível de ser levado ou recebido no exterior, reduzindo o impacto do imposto de renda e a publicidade sobre sua forma de enriquecer. Jovens que, muitos deles, também foram hippies, também defenderam o socialismo e o amor ao próximo, mas, com o passar do tempo, foram descobrindo que, ao se aliarem aos ricos, seriam felizes mais rapidamente do que se ficarem sonhando com o “amor ao próximo”. Estes rebeldes se transformaram em grandes ministros dos governos conservadores, dos governos que defendem a concentração de renda e a “seleção natural onde o mais forte devora o mais fraco”. A tragédia em que o Brasil se encontra não é obra só de Bolsonaro e Guedes, esta tragédia começou quando interromperam o crescimento quantitativo e qualitativo que o Brasil teve durante todo o pós II guerra mundial através do golpe militar de 1964, e gradativamente foi enquadrando o Brasil como braço complementar dos Estados Unidos e Europa. O Brasil tinha grandes grupos econômicos, tinha mais de cem bancos, tinha inteligência, cientistas, cultura e um continente para crescer e ser útil ao mundo... FHC pregava que tinha que acabar com o varguismo, acabar com o nacionalismo e com o sonho de que o Brasil poderia competir econômica, politica e militarmente com os Estados Unidos. FHC e Clinton eram como irmãos... onde cada um sabia sua função. A destruição do parque industrial brasileiro, onde a principal arma foi a competição desigual entre os lucros da indústria e os lucros da especulação financeira. O Plano Real, embora tenha sido importante para combater a hiperinflação, foi usado também como instrumento de consolidação de poder contra outros poderes... Enquanto a indústria foi destruída pelas taxas de juros e pela importação sem restrições e como forma de estrangular os empresários brasileiros impedindo-os de aumentar preços ao mesmo tempo que os produtos chineses eram vendidos no mercado interno nas lojas com os preços menores que os custos de produção nacionais. A imprensa teve importante papel na inibição de qualquer resistência e os empresários, com medo de serem chamados de monstros do passado, preferiram viver de renda... ou de rentismo. Quando parecia que o escravo libertaria os seus donos, quando a China passou a ser o maior consumidor e minérios, de aves e de carne do Brasil, quando a China aliou-se aos grandes produtores rurais brasileiros, tornando-os mais ricos do que já eram, apareceu um operário que começou a tirar o povo da miséria, da ignorância e da baixo-estima... Perplexos, todos os setores do Brasil e do mundo procuravam entender o que fazia um não estudado ser mais capaz do que os doutores do Brasil e do mundo. Só Jesus tinha conseguido isto. E, talvez por isto tenha morrido na cruz. Nos tempos modernos e ante a moderação deste operário brasileiro, em vez de crucificar, organizam-se os fariseus, togados, comunicadores, professores e invejosos, todos tentando mostrar que o operário não pode ser melhor do que o patrão. Como o negro não pode ser melhor que o branco, nem a mulher, melhor que o homem... Criaram tanto ódio, que abriram oportunidade para se acabar com as montadoras no Brasil, onde trabalhavam dezenas de milhares de operários... Onde existia mais de cem bancos, agora existem somente três ou quatro, e seus donos tomam conta do Banco Central, em nome do povo e do governo. Venderam as faculdades, venderam os laboratórios, venderam as usinas de canas, venderam os hospitais, venderam as terras e os minérios, venderam as empresas aéreas, venderam o espaço aéreo e entregaram a base de Alcântara aos estrangeiros, venderam nossas praias e nossa alegria... O Brasil chegou a produzir dez milhões de carros num ano. O Brasil que tem tantos cientistas na saúde, passa a vergonha de ser o segundo pior país do mundo em mortes em função do vírus – mais de 200 mil mortes – e vai ter que comprar vacinas da Índia e da China – países que na década de 70 eram o símbolo da pobreza enquanto o Brasil era o símbolo da esperança... Hoje a Ford informou que vai fechar TODAS as fábricas no Brasil e na Argentina. Como as indústrias farmacêuticas também estão fechando seus laboratórios no Brasil... O desemprego vai aumentar ainda mais. A violência vai aumentar ainda mais. E não adianta botar a culpa no operário do ABC e do Brasil... Tudo isto que está acontecendo foi previsto e alertado. As reuniões de Davos foram para isto. Outras reuniões também foram para isto. Os pastores evangélicos não sabiam, mas os economistas sabiam. E entre responsabilizar os que sabiam dos crimes e dos erros que estavam cometendo ou responsabilizar os leigos, os que acreditam que a Fé sozinha remove montanhas, a imprensa e o judiciário tenderão a botar a culpa nos pobres, nos leigos e nos que não tiveram acesso às faculdades internacionais. O pior é que, nesta disputa entre os crentes gananciosos e os economistas inescrupulosos, o povo todo está perdendo. O Brasil é o grande derrotado. Este é mais um 7 a 1 contra o Brasil. Como nas grandes guerras, quando se começa, apenas alguns morrem, mas quando a guerra ganha vulto, todos morrem, todos perdem a dignidade e a capacidade de resistir. E nestes momentos surgem os salvadores da Pátria. Mesmo que também tenham que pagar com tortura e com a própria vida. Deles nascem as esperanças e os exemplos de resistência e de solidariedade. A Ford pode ir embora, mas surgirão outras empresas montadoras de automóveis e caminhões... Os ching-ling já estão presentes no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo. Um dia também poderá surgir os brasileirinhos, talvez até alguns com cabeça chata, outros moreninhos e tendo mulheres como dirigentes, como está acontecendo com o Magazine Luiza. Passarão o Céu e a Terra, mas as palavras não passarão. E os ricos só falam em 2022, quando teremos novas eleições, enquanto o povo pergunta pela Vacina e pelo compromisso com o povo.

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