sábado, 18 de setembro de 2021

Eleição na Alemanha e eleição no Brasil

Democracia e barbárie Enquanto o mundo se prepara para receber o resultado das eleições que acontecem na Alemanha, particularmente com a despedida de Angela Merkel, o Brasil se envolve numa campanha eleitoral de loucos, corrompidos e degenerados de todo tipo. Os normais, mesmo sendo maioria da população, assiste de longe tão louco procedimento. Para os alemãs, é a primeira vez em 75 anos que o governante não sai candidato à reeleição. Angela Merkel, depois de 16 anos, deixará o cargo por livre e espontanea vontade. Com a despedida de Merkel, seu partido, de centro-direita, deve perder as eleições para os sociais democratas, de centro-esquerda. Morreu alguém na eleiçào alemã? Não, lá todos os grandes partidos participam do governo, por ser parlamentarismo e fazer unidade programática é a tradição. No Brasil, a cada dia que passa e a cada pesquisa que a Folha faz, mais Lula se consolida como provável presidente a ser eleito mais uma vez, no ano que vem. Será uma grande responsabilidade para Lula e para todos nós, que defendemos a democracia como princípiio e como aprendizado democrático e social para todos os brasileiros e brasileiras. Afinal, ganha-se em duas ou tres eleições e tambem se perde em duas ou tres eleições e todos colocam o país e o povo em primeiro lugar. A mesma Alemanha que espalhou o terror nazista no século passado, depois de perder duas grandes guerras, resolveu praticar para valer a democracia e a pluralidade. Todos ganhamos com isso. O Brasil só tem ma ganhar se incorporar os fatos positivos da Alemanha.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Aposentar-se ou ser demitido: a dura realidade dos que chegam aos 60

Do sonho da aposentadoria ao desespero Era comum as empresas e os bancos fazerem festa de despedida para os que estavam se aposentando... Com o passar do tempo, as empresas e os bancos passarm a ter como política "demitir os funcionários antes de eles chegarem ao tempo d aposentadoria"... Agora, nem funcionários existem mais, eles são demitidos e recontratados como prestadores de serviço. São "pêjotas". Da mesma forma, era possível encontrar aposentados vestidos de pijama sentados na frente da casa ou encontrá-los nos bares e barbearia jogando cartas oudamas. Pessoas de alto conhecimento profissional e ociosas, por terem se aposentados cedo. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, hoje, o que predomina são os demitidos que ficarão, sem renda, sem emprego e sem ambiente dentro de casa. Estas pessoas idosas ou maduras passam a perambular pelas ruas. O caso da categora bancária serve bem como exemplo. De um milhão de bancários registrados com carteira profissional, direitos especiais como jornada de seis horas e assistência médica melhor que a média nacional, os bancários foram saindo ou demitidos dos bancos e sendo substituidos por terceirizados. Além da informatização intensiva e do surgimento dos bancos virtuais. A data base, quando se corrige os salários é o 1o. de Setembro. Os bancários de todo Brasil começam a telefonar para seus sindicatos perguntando quanto vem de reposição, se vem produtividade e quando vem a PLR - Participação nos Lucros e Resultados - geralmente DOIS SALÁRIOS. O que faz com que a categoria tenha QUINZE SALÁRIOS POR ANO. Os bancários de todo Brasil também têm Ajuda Alimentação, Ticket Refeição, jornada de seis horas e outros benefícios... Durante o período de juventude e maturidade, quem consegue entrar e ficar na categoria bancária é motivo de satisfação pessoal e familiar. Mas, mesmo estes herois, os que se aposentam, com o tempo vão sentindo o peso da discriminação... Não tem mais PLR, não tem mais ajuda alimentação nem ticket refeição, que compoem a renda dos que estão "na ativa". E muitos não tem algo extremamente importante, O CONVÊNIO MÉDICO. Quando você mais precisa de assistência à saúde, o aposentado não tem mais este fator de diferenciação qualitativa de um bom emprego. Sem um bom cconvênio médico, as doenças vão se acumulando e estes avôs e av'ós que eram só alegria de repente vão se transformando em demandadores... Outro fato relevante é que, se antes os aposentados morriam aos 60 ou 70 anos, agora a média subiu para 85 a 90 anos. Sendo que, cada vez mais temos visto aposentados com mas de 100 anos de idade. A China tem mais de 300 milhões de pessoas com mais de 60 anos e o Brasil tem mais de 30 milhões... E o governo vem piorando os direitos dos aposentados, acabando com as proteções sociais e, como empregador, vem cortando salários e benefícios de milhões de brasileiros e brasileiras. Até PELÉ está sentindo o que é ficar velho no Brasil.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Quando privatização vira tragédia

As privatizações brasileiras são escandalosas... Se fosse um país sério, daria cadeia aos responsáveis. 1 - Os preços se multiplicam, mas são concessões do Estado, com monopólio ou oligopólio, sem risco. Isto mesmo, capitalismo sem risco. 2 - Os serviços oferecidos vivem falhando... mas continuam sendo cobrados, por serem monopólios. 3 - Eles infernizam nossas privacidades oferecendo maravilhas de produtos, e depois, nos ameaçam dizendo que devemos dez reais, 500 reais, etc. 4 - No caso da Vivo, que era vista como a melhor, na verdade é a menos ruim. Estou há um ano sofrendo as confusões de uma empresa, a Vivo, mas que para os clientes, são duas, a fixo e a móvel. Tenho umas dez páginas de reclamações e é mesmo que nada. Tive minha conta de mais de 15 anos apoderada por alguém que a transformou de pós pago em pre pago e invadiu minha vida, incluindo usando meu e-mail da UOL para tentar operar com bancos. De lá para cá, não consigo acertar os valores a serem pagos. Ontem recebi mais uma conta para pagar, pela UOL e original da VIVO. Mandei imprimir e percebi que não tinha nem meu nome nem meu endereço... Com cuidado tentei abrir como se fosse pagar. Como previsto, o beneficiário NÃO era a Vivo, e sim uma tal de DAXPAY, e o pagador era um tal de E. da Silva C. Isto é, se de cada cliente compulsório, o ladrão conseguir roubar os 248,55, não precisará nem jogar na megasena... E, para tentar salvar a gente do desespero, perdemos dias de trabalho, perdemos nossa paciência e nossos recursos... E os bancos ainda reclamam que, mesmo Bolsonaro, está privatizando pouco. E ainda temos que esperar até 2022 para tirar este governo criminoso? Oh Deus, tenha piedade de nós...

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Tres boas histórias...

Hoje tive um dia muito cansativo e resolvi registrar para vocês: 1 - Passei 12 horas seguidas tentando limpar o computador, limpar no sentido de tirar os programas velhos e os arquivos desnecesários. Para isto, foi fundamental o trabalho de nosso amigo especialista em informática LUIS GNEITING. Foi tanto trabalho que precisei deitar um pouco para recuperar as energias. 2 - Ainda sobre Dom Paulo Evaristo Arns - tinha imaginado que a Folha daria apenas uma nota sobre os 100 anos de Dom Paulo. No dia 14, dia do aniversário, saiu um bom artigo de Juca Kfouri. Mas esforço de Juca do que da Folha. Para minha surpresa, hoje saiu uma página interia falando sobre Dom Paulo. A Folha já foi grande amiga de Dom Paulo, ultimamente a Folha tem ficado mais conservadora, ou neoliberal... Mas quero registrar que fiquei alegre em ver a página da Folha dedicada a Dom Paulo. Uma prova inequívoca da existência de Deus. 3 - Por fim, quero voltar a recomendar que, quem tem Netflix em casa e ainda não viu, veja o seriado TOKYO TRIAL, o Julgamento de Tokio, logo após o final da segunda guerra mundial. Filosofia de qualidade, humor de juíjes e ironias à parte. O mundo precisa voltar a valorizar virtudes. Por fim, meu cansaço tem a ver com o Parkinson. Por mais que façamos exerdcícios e tomemos remédios, o corpo não obedece a mente, nem a mente obedece o corpo. É um aprendizado muito difícil. Além de conviver com incompreensões... Obrigado Luis Gneiting e obrigado Dom Paulo. Obrigado também para a Folha, os amigos de Dom Paulo também gostaram da matéria.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Dom Paulo e seu Centenário

Fatos históricos da Família Arns Imigrantes alemãs, quase todos falam alemão fluentemente. Os alemãs do Sul tinham duas tradições, uma era ter alguém na família que iria ser padre; a outra tradição é ter alguém nas Forças Armadas. Vivendo inicialmente da agricultura, a família Arns cresceu e passou a ter gente nos três estados. A familia Arns teve grande destaque na Igreja, e Dom Paulo já era uma liderança importante antes mesmo de ser bispo em São Paulo. Sua irmã, Zilda, decidiu que, em vez de ser professora, queria ser médica. O pai disse que preferia que ela fosse professora. Coube a Dom Paulo convencer seu pai de que Dona Zilda poderia ser uma grande médica. Dona Zilda foi aprovada para o curso de medicina, sendo a ÚNICA MULHER NA SALA DE AULA. Formada, escolheu Pediatria como especialização. Um sucesso de médica, pediu mais uma vez ajuda para Dom Paulo, para criar a Pastoral da Criança, onde ela poderia ajudar as crianças de todo Brasil. Do Paulo, além de se prontificar a ajudar, convenceu os demais bispos da ideia de se criar a nível nacional uma Pastoral para cuidar deas crianças. O primeiro grande sucesso nacional foi a criação do soro para combater a desidratação. Dom Paulo, grande estudioso, colecionava títulos e bons relacionamentos com todo tipo de gente. Comheci Dom Paulo quando eu estudava na Fundção Getúlio Vargas e Dom Paulo recebeu mais um título de Doutor Honoris Causa. Entusiasmado, pedi uma entrevista com ele para duvulgar entre os alunos e professores. Mais um sucesso. Com o crescimento da luta pela redemocratização do Brasil, Dom Paulo se multiplicava... Erasmo Dias, comandante da tropa de choque invadiu a PUC SP, cometendo dois crimes: Um que é invadir uma universidade, princípio internacional de que o espaço das universidades deve ser protegido da violência policial e, o outro crime foi invadir um espaço religioso... Dom Paulo liderou uma campanha internacional exigindo respeito às instituições... A partir de 1978, os trabalhadores, do campo e das cidades, começaram a fazer greves e manifestações contra a carestia, por melhores salários e por democracia. Dom Paulo cresceu de importância mundial. As greves passaram a ser o principal caminho para libertar o Brasil da ditadura militar... Concluindo o meu curso na FGV, participei da retomada do Sindicato dos Bancários de São Paulo, onde, entre tanta gente, conheci Waldemar Rossi, o líder da Pastoral Operária e frequentador assíduo da Cúria e da Comissão Justiça e Paz. Quando o Papa veio ao Brasil, Dom Paulo apoiou a iniciativa de se ler uma carta aberta sobre a repressão no Brasil. Waldemor Rossi a leu em pleno Estádio do Morumbi. Dom Paulo salvava vidas de adultos e Dona Zilda salvava vidas de pequenas crianças. Construindo um novo Brasil... Neste mundo de trabalho solidário, vim conhecer o filho de Dona Zilda, Rogério, que ajudava no Voluntariado. Numa das reuniões em São Paulo, em nosso sindicato, Rogério Arns conheceu Lycia, começando um namoro e formando uma nova família. Eu, como cupido, acabei virando padrinho de casamento. Dom Paulo faz aniversário hoje, 14 de setembro, Dona Zilda fez aniversário dia 25 de agosto, Rogério fez aniversário dia 17 de agosto e Lycia fez aniversário dia 12, neste domingo. O Brasil precisa ter orgulho e gratidão com as pessoas que contribuiram para fazer deste país uma Nação livre e soberana. Dom Paulo, Dona Zilda e toda a Família Arns merecem um museu em gratidão. Eu ajudei na campanha pelo prêmio Nobel da Paz para Dona Zilda Arns. Atualmente acho que, o mais correto é um Prêmio Especial para Dom Paulo e Dona Zilda, simbolizando a contribuição dos homens e das mulheres para um mundo de Paz e de Liberdade, com muita saúde e escolaridade. A imprensa brasileira deu pouco espaço ao centenário de Dom Paulo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Você é de direita ou de esquerda?

Como saber se a pessoa ou o partido politico é de esquerda ou de direita? O Brasil de alguns anos atrás não tinha racismo, não tinha preconceito com gêneros, e ensinava que os direitos e deveres eram iguais para todos. Com a redemocratização, as diferenças foram aparecendo, isto é, as pessoas passaram a explicitar estas diferenças, criando um mal-estar no primeiro momento e depois, até porque não dava para continuar negando, as pessoas e instituições tiveram que aceitar estas verdades. Vejam a relação abaixo onde apresento temas que, ao verificar a posição das pessoas ou dos partidos políticos em relação a cada tema, fica fácil de você saber se corresponde a conceitos de esquerda ou de direita. 1 - Democracia - todos se dizem democratas, mas quando dizemos que para ser democrata é preciso respeitar a vontade do povo - os eleitores - onde cada pessoa é um voto, como forma de diferenciar do dia a dia onde os ricos controlam as empresas e instituições, impondo suas posições, muitos vão querer dizer  que o judiciário pode por limite na democracia, ou mesmo o judiciário também pode  por limites. 2 - Em relação ao modelo econômico que deve ou pode ser aplicado no Brasil, raramente este tema é abordado nas campanhas eleitorais, facilitando assim que os politicos enganem ou mintam para os eleitores; 3 - Em relação ao Social, as pessoas e partidos defendem uma política de inclusão social onde as prioridades sejam acabar com a pobreza ou elas defendem que cabe ao mercado regulamentar isso. Quer dizer, que cada um estude e vá trabalhar para vencer na vida... 4 - Privatização - Ha pessoas que defendem que sejam vendidas todas as empresas e serviços púbicos, cabendo aos governos apenas a fiscalização, enquanto que há outras  pessoas que defendem que hajam empresas privadas e empresas públicas, como forma de garantir o serviço essencial para o povo e para o país. 5 - Você concorda que as Igrejas e a Imprensa façam campanhas para candidatos e partidos? Se sim, como respeitar os religiosos e leitores de jornais que apoiam outras pessoas e partidos, como ficam? 6 - Você concorda que empresas estrangeiras possam comprar todas as empresas brasileiras e possam controlar a educação, a saúde, o transporte e  a imprensa? 7 - Você concorda que ao definir Nossa Soberania Nacional, qualquer governo que quiser alterar tenha que consultar o povo em plebiscito, em vez de os parlamentares mudarem sozinhos? 8 - Você acha correto que o judiciário e o legislativo possam destituir prefeitos, governadores e presidentes, passando por cima dos eleitores que os eleitores que os elegeram? Sem fazer um plebiscito, por  exemplo? Se pode destituir e interromper o mandato, porque não se faz parlamentarismo de uma vez? 9 - É fato que existe atualmente uma crise de legitimidade dos partidos e dos políticos, você concorda em manter este sistema representativo ou concorda em se abrir um debate para implantar uma Democracia Participativa, envolvendo pessoas e instituições? 10 - Você concorda em participar e ajudar o Brasil a melhorar ou você acha que o Brasil não tem mais jeito e, se tiver oportunidade vai embora do Brasil?  

Democracia, divergências e respeito à verdade

Democracia, divergências e respeito à verdade. As manifestações de rua definem as eleições? Quem botar mais gente ganha? Mas, as eleições não são para todos os eleitores? Quanto por cento dos eleitores estão nas manifestações de rua? Usar da mentira, de agressões verbais e de golpes de Estado, ajuda ou atrapalha uma eleição? Usar a imprensa e as Igrejas para fazer campanha eleitoral, é normal? Xingar e desqualificar os candidatos, ajuda ou atrapalha? Na democracia, quem define as eleições são os votos nas urnas. As manifestações servem para motivar o eleitorado a escolher este ou aquele candidato. No Brasil, o fato de quase todos partidos fazerem os mesmos discursos ajuda o eleitorado a escolher o melhor candidato? Não. Este é um dos motivos de o povo não gostar de políticos. Fazer campanha eleitoral dizendo que tal partido é de direita e que o outro é de esquerda, ajuda ou atrapalha? O que define se um candidato ou partido é de direita ou de esquerda? Fazer coligações é legal e coerente? Como serão as regras para as próximas eleições?

domingo, 12 de setembro de 2021

Brasil: Acendeu-se a luz vermelha contra Bolsonaro

Excelente análise👇 O CONTRAGOLPE DA ELITE Eugênio Aragão Ex-ministro da justiça ACENDEU-SE A LUZ VERMELHA "A casa grande soube fazer valer sua autoridade", diz o jurista Eugênio Aragão sobre a perda de capital político de Jair Bolsonaro perante o mercado, o Congresso e o STF. "Decepcionou sua base e, aparentemente, não recebeu nada em troca. Seus supostos contraentes no STF não foram obrigados a ceder em nada e, no Congresso, pouca ou nenhuma credibilidade lhe restava". O mercado acordou hoje eufórico. A bolsa disparou e o dólar recuou. Céu de brigadeiro até perder de vista. O que há poucos dias parecia impossível tornou-se real: conseguiram colocar o gênio bagunceiro - o Amok brasileiro - de volta na sua garrafa. E de forma humilhante. De certo, para nós comuns dos mortais, só parte da história é cognoscível. A outra, muito provavelmente menos republicana, ficará para a especulação. O dia 7 de setembro era para ser uma data da virada. Apoiadores de todos os rincões do Brasil encheram boa parte da Esplanada dos Ministérios em Brasília e a Avenida Paulista em São Paulo para ouvirem seu líder, o capitão-presidente Bolsonaro. Vendo tamanha turba em júbilo, não se conteve e distribuiu rasteiras para seus supostos inimigos, ministros do STF. Falou grosso. Disse que não cumpriria mais decisões advindas do Ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha”. A massa foi a êxtase. E, para dar respaldo às ameaças do líder, empresários organizadores das manifestações bloquearam a Esplanada dos Ministérios em Brasília com seus caminhões e desafiaram a polícia a deixarem-nos passar à Praça dos Três Poderes, onde pretendiam invadir o STF. O jogo de empurra entre a irada turba e as forças de segurança causou calafrios aos democratas no País. Havia medo real de perda de controle e de sucumbir, a política, à violência em larga escala, com possível intervenção das Forças Armadas na chamada “garantia da lei e da ordem”. Tudo parecia calculado. Bolsonaro, acreditava-se, estava forçando, mais uma vez, os limites do estado de direito para instalar uma ditadura no país. E o movimento dos empresários do agronegócio a promoverem um lock-out da logística de transporte Brasil afora encaixava-se nessa tática. Pretendia-se paralisar o país para submeter as instituições à máxima pressão. Foi um jogo do tudo ou nada. Com essa intentona, Bolsonaro despejou à lixeira toda a política econômica de Paulo Guedes. O Congresso não parecia mais disposto a apoiar um governo tresloucado. O judiciário que vinha negociando o parcelamento dos precatórios com dívidas da União, abandonou o trato. A economia estava indo ladeira abaixo sem freios. O mercado reagia com extremo mau humor, ainda mais nervoso com os dados sobre a marcha da inflação em direção aos dois dígitos anuais. Acendeu-se a luz vermelha. Bolsonaro foi convencido a pedir a seus apoiadores que abandonassem o bloqueio de rodovias para permitir que suprimentos chegassem a seus destinos. O recuo causou mal estar e incredulidade. Muitos empresários não queriam ceder antes de atingir seu objetivo: forçar o STF a uma mudança de rumo no tratamento dos crimes praticados por gente do governo e da política indígena, com estabelecimento de um marco temporal para a ocupação territorial tradicional. Mas a pressão da economia sobre o governo era imensa. Esperava-se que Bolsonaro determinasse, se necessário, o uso da força, para controlar sua turba. Eis que, no meio do rebuliço, surge o salvador: o mestre em golpes políticos, Michel Temer. Um Bolsonaro desesperado com a perda de controle sobre a massa de seus apoiadores urgiu sua vinda a Brasília para negociar uma trégua com o legislativo e o judiciário. E, no final da tarde do dia 9 de setembro, no meio da disputa de espaço em rodovias e na Esplanada dos Ministérios, acontece o inusitado: Bolsonaro manda publicar no Diário Oficial da União uma “Mensagem à Nação” em que desdiz tudo que dissera do palanque perante as massas: não queria confronto com os outros poderes que devem ser harmônicos entre si, as palavras de agressão teriam sido proferidas no “calor dos acontecimentos”, etc. etc. A turba que marchara para Brasília e São Paulo ficou perdida. Afinal, não haveria mais ruptura? Seu líder fora cooptado “pelo sistema”? Ninguém parecia entender a abrupta mudança de rumos. Aliás, sequer os ministros agredidos queriam dar crédito às palavras de desculpas de Bolsonaro. Mas passadas as horas, vê-se com mais clareza o que aconteceu: Bolsonaro que foi útil para derrotar a esquerda em 2018 estava se tornando um estorvo não só na condução do país, mas sobretudo na perspectiva das eleições presidenciais de 2022. Quanto pior governasse, mais o campo da esquerda ia se robustecendo, não deixando espaço para um conservador liberal do mercado se tornar ungido nas urnas. Sabedores de que mais um mandato para Bolsonaro seria um desastre para o país que consideram só seu, os representantes do capital também não estariam dispostos a embarcar na canoa da oposição progressista. Ao mesmo tempo, as chances de uma “terceira via” pareciam muito remotas. Precisava-se, pois, neutralizar Bolsonaro para enfrentar a esquerda. Com sua mensagem à nação, o presidente-capitão perdeu enorme capital político. Decepcionou sua base e, aparentemente, não recebeu nada em troca. Seus supostos contraentes no STF não foram obrigados a ceder em nada e, no Congresso, pouca ou nenhuma credibilidade lhe restava. Talvez seja cedo para dizer que Bolsonaro se tornou um defunto político, mas que saiu muito desgastado desse episódio, disso não há dúvida. O que teria feito Bolsonaro desistir do confronto? Aqui entra a especulação, mas é fato noticiado que havia movimentação frenética de atores políticos em Brasília. Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados se reuniram com o decano do STF. Buscavam desesperadamente uma saída para a crise inaugurada com as agressões presidenciais ao STF. E foi aí que entrou Michel Temer. O ex-presidente da República que golpeara Dilma Rousseff passou o dia em Brasília, para cá e para lá. Queria apascentar. Afinal, é ele o padrinho de Alexandre de Moraes, o principal alvo dos desaforos indecorosos de Bolsonaro. Foi Temer quem nomeou o ministro para o STF. E conseguiu o improvável: fez Bolsonaro ligar para o magistrado, como se fosse para pedir desculpas. O cão doido voltava para a coleira. O mercado, a elite, a casa grande, a Avenida Faria Lima - seja como se queira denominar esse ser etéreo que mantém as rédeas do país desde tempos imemoriais - suspirava aliviada: tinha vencido a fúria do gênio imprevisível. Em troca de que? Essa é a pergunta que não quer calar. De certo, Bolsonaro sabia que tinha se metido numa enrascada. O que fizera do palanque era, como dizem os alemães, “starker Tobak” - tabaco forte. Não passaria incólume pela ira de seus poderosos adversários. Enquanto aumentavam as pressões por iminente abertura de processo de impeachment, circulavam notícias de reações no âmbito do TSE que pudessem tornar o presidente-capitão inelegível em 2022. Mas, o pior de tudo, o cerco aos fanáticos conselheiros de Bolsonaro ia se fechando, falando-se em possível prisão dos filhos presidenciais. Dizem que Bolsonaro ficou sem dormir por duas noites até jogar a toalha. A dúvida que remanesce é se o presidente-capitão obteve alguma garantia de que, deixando de acirrar o ambiente político, poderia contar com a leniência da justiça para consigo e seus filhos. Essa seria a parte pouco republicana do acordo “com Supremo e com tudo” com que Michel Temer se notabilizou. Se houve ou não, só pode ser objeto de conjectura. Os próximos dias dirão. Há que se ver se a CPI da COVID abrandará seu tom no relatório final; se o ministro Alexandre de Moraes refluirá em suas diligências contra os organizadores da turba antidemocrática; se o STF poupará Augusto Aras dos pedidos de investigação por prevaricação a si atribuída. Mas é compreensível a incredulidade sobre uma gratuita desistência de Bolsonaro à via do confronto. É compreensível também que não se queira dar fé à sustentabilidade do acordo - ou contragolpe - engendrado por Michel Temer. Por ora, o que se tem apenas é um Bolsonaro humilhado com um exército de apoiadores perdidos feito baratas tontas. E o estamento militar? Um curioso silêncio tomou conta dos eloquentes fardados de outros momentos. Sabem muito bem que a briga agora é de cachorro grande. Não estão mais antagonizando com a turma da esquerda civilizada. A casa grande soube fazer valer sua autoridade. Afinal, não se dá conta, neste país, de qualquer episódio de rebeldia de capitães do mato contra os senhores. Os militares sabem muito bem que a alternativa ao acordo - ou contragolpe - é a vitória das forças progressistas em 2022. Se querem evitá-la - e o querem muito mais até do que uma vitória de Bolsonaro - precisam deixar agora os profissionais trabalhar. E isso passa pela neutralização do capitão-presidente, para que a improvável “terceira via” se torne primeira e, quiçá, consiga derrotar, num confronto direto, o bicho de sete cabeças, o ex-presidente Lula. A segurança de que a esquerda não volta ao poder, para o estamento militar, vale até a perda de umas boquinhas. E ninguém sabe se, no trato, um jabá não tenha sido incluído. Mas uma coisa é certa: com o humilhante acordo - o contragolpe da elite - o panorama político mudou e a casa grande volta a ser um player respeitável no jogo eleitoral de 2022, concentrando seu poder de fogo contra os adversários de sempre: os trabalhadores e oprimidos do Brasil. Não haverá frente única contra Bolsonaro. Haverá frente única contra a esquerda. https://www.brasil247.com/blog/o-contragolpe-da-elite

sábado, 11 de setembro de 2021

Contra fera ferida, uma frente democrática e popular

Bolsonaro virou Neymar: O quê era para ter sido, mas não foi Em todo período de existência do Brasil, este é o periodo que usufruímos de mais liberdade e democracia.  O Brasil, que tinha tudo para dar certo, refugou e está andando para trás. E o povo brasileiro, tanto os ricos como os pobres, começaram a perguntar: Porque parou? Parou porque?  O Modelo econômico, financeiro, social e partidário parou de funcionar, e as pessoas que achavam que a vida funcionava sozinha estão percebendo que algo deu errado e que precisa ser consertado... O Brasil rural, com 100 milhões de habitantes foi substituído por um Brasil de 213 milhões de habitantes, 90% morando nas cidades, sendo que, aquele tempo que as pessoas procuravam emprego e logo aparecia,  também desapareceu... Até ter filhos, enquanto era comum as pessoas terem 8 a 11 filhos, atualmente a regra é ter 1 a 3 filhos. Se antes, as políticas públicas possibilitavam o acesso à infra-estrututa, com  Estado (governo) oferecendo os serviços básicos. Com a redemocratização do Brasil, a inflação foi crescendo até chegar em números escandalosos, como 5 mil por cento ao ano. A partir do Plano Real a inflação vinha funcionando em média de 4 a 5% ao ano. Se por um lado, Fernando Henrique Cardoso conseguiu esta proeza, por outro lado, FHC, usou todo poder de sedução para convencer os brasileiros de que substituir o modelo de Estado de Bem Estar Social, onde a prioridade fosse a garantia de infraestrutura, FHC preferiu privatizar tudo que encontrasse pela frente, gerando desemprego e reduzindo as políticas públicas oferecidas pelo governo. Como o governo federal, os governos estaduais e os municípios gastavam mais do que arrecadavam, estes deficits serviam de argumento para sair privatizando tudo. E o Brasil foi piorando, aumentando o desemprego e o custo de vida ficando caríssimo. A crise econômica interna foi ainda mais difícil para o povo quando os outros países passaram a ter crises iguais ou piores que a brasileira. A mentira passou a ser a base das campanhas eleitorais, onde os candidatos prometiam tudo mas não faziam nada do prometido. Depois dos oito anos de FHC, tivemos também oito aos de governo do PT e Lula, que foram "anos dourados" com recordes de exportações para a China, e, na medida que a China passou a abastecer o mundo com produtos bem mais baratos que antes, o Brasil viveu um período de euforia total.  Em 2008 o mundo voltou a viver uma crise financeira profunda, retraindo as exportações e aumentando o desemprego. A extensão desta crise levou o mundo a um desgaste muito grande dos governos, provocando guerras e golpes de Estado. O Brasil também foi atingido e teve sua primeira mulher eleita presidente e destituída por um golpe de Estado. A crise econômica gerou uma crise social e política, tendo sido eleito para presidente uma pessoa totalmente desqualificada. A eleição de Bolsonaro para presidente do Brasil  fez o Brasil retroceder em todos os sentidos, sendo inclusive desacreditado internacionalmente. Voltamos ao mesmo dilema de sempre: Destitui o presidente ou restringe seu poder de ação, nomeando um novo ministério para tocar o governo até dezembro de 2022. Os conservadores, que sempre mandaram e desmandaram no Brasil vivem uma crise profunda em função de todas as pesquisas eleitoras indicarem vitória de Lula no segundo turno e caminhando para ganhar no primeiro turno. Que fazer? Perguntam os conservadores. Damos mais um golpe de Estado e não deixamos Lula ganhar, ou, aceitamos a vitória de Lula, desde que ele aceite governar dentro de parâmetros definidos pelos conservadores. Esta é a tal da Democracia Consentida, isto é, entre atender as demandas do povo, como Lula já fez,Lula terá que dar prioridade às demandas apresentadas pela Bolsa de Valores e pelos bancos internacionais, mantendo a política entreguista atual e a perda da soberania nacional. Este dilema pode e deve ser resolvido pelo voto direto com eleições gerais a serem realizadas em 2022. Caso o Brasil viva um novo golpe de Estado com nova ditadura civil, a tendência é haver um esgarçamento das relações políticas e sociais e o Basil caminar para uma violência tipo Colômbia... O economista Armínio Fraga, deu uma boa entrevista ao jornal Folha de hoje. Armínio é tucano (PSDB), e representante de investidores internacionais. Armínio abre o jogo e declara que os conservadores precisam construir uma terceira via, nem Lula nem Bolsonaro. Mas, tenho certeza que Armínio se dará bem num governo Lula. Mesmo Armínio declarando que Bolsonaro virou fera ferida depois de 7 de setembro, eu acho que Bolsonaro virou cavalo manco que não ganha mais corrida. O jogo mudou as regras de novo, isto é, em vez de se juntar os conservadores com os liberais e com os progressistas para dar mais um golpe de Estado, é mais decente e socialmente correto, unir os progressistas, com os setores populares e os empresários modernos e garantirem uma disputa democrática com compromisso de governar o Brasil para todos, com todos e para assim o Brasil finalmente passar a ser de todos.     Sem ódio e sem rancor. Sem medo de ser feliz. O Brasil em primeiro lugar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Bolsonaro blefou e perdeu a rodada

Presidente do Brasil blefou e perdeu a rodada. Dar golpe de Estado no Brasil não é fácil. Isto é que para profissionais. No dia 08 de setembro apareceu uma foto de Temer dando um livro de presente para Bolsonaro, sendo que o título do livro era Manual para se dar Golpe de Estado no Brasil. Ainda na fotografia, Temer diz para Bolsonaro, para o golpe dar certo precisa do apoio da Fiesp, do judiciário, da imprensa, etc... Realmente, o dia 7 de setembro de 2021 vai ser o dia que Bolsonaro gostaria que não tivesse acontecido. Ele acelerou tudo e forçou o cavalo de pau e deu tudo errado. Isto significa que Bolsonaro está liquidado? Não. Mas está ficando evidente que ele não será reeleito, por não contar com o apoio da maior parte das lideranças de entidades fundamentais da sociedade civil. O Brasil, além de ter partidos políticos demais (35), tem uma infinidade de palpiteiros. Por exemplo, todo mundo entende de futebol, de política e de religião. Agora todo mundo também entende de economia e de doenças. Esta confusão, fica ainda pior, porque o brasileiro pegou a mania da polarização, onde tudo virou um Fla-Flu, um Grenal, um Palmeiras e São Paulo e até um pentecostal contra um católico. Tudo virou um céu e inferno e até o narcotráfico resolveu se meter na política, nos governos e nas comunidades. Resultado: É PRECISO BOTAR ORDEM NA ZONA. Bolsonaro jogou todas as fichas e perdeu, perdendo assim a credibilidade, perdendo também o respeito. E o que fazer com Bolsonaro? Demiti-lo por justa causa é exagerado. Demti-lo sem justa causa e fazer um acordo amigável? Temer passou esta imagem. Afinal, uma das principais atribuições dos advogados é exatamente esta. Costurador de acordos. Com essas varáveis abertas, Bolsonaro sai á ou empurra com a barriga e ele sai em dezembro de 2022? Quem assumiria no lugar de Bolsoarose ele sair por agora? Esta é uma pergunta que não tem resposta boa. Se a economia está um caos e o ministro não foi eleito, e sim foi nomeado por Bolsonaro, esta pode ser uma solução. DEMITE O POSTO IPIRANGA - DEMITE O GUEDES O que não falta é economista melhor do que Guedes. Se o pessoal acha que são os banqueiros que mandam no governo Bolsonaro, é só a Febraban se reunir com o agronegócio, escolhem o nome e apresenta-o a Bolsonaro. Este não sai candidato à reeleição, procura-se também um candidato conservador e manso para tentar derrotar Lula e assi o Brasil volta a ser calmo. O Judiciário contribui fazendo acordo para diminuir a pressão sobre os bolsonaros, o narcotráfico voltam para o submndo, a imprensa volta a dizer que as coisas estão melhorando, as empresas aumentam as publicidades, não precisarão baixar os preços abusivos das ,ercadorias. O novo miistdro da Fazenda manda baixar o preço da gasolina e Brasília vira uma festa. Tão simples e eu não sei porque não se resolve logo. Se demorar o povo vai perder a paciêcia e aí vai ficar bem mais caro para todo mundo. Vamos abrir ova rodada de cartas?

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Carta de Amor e Gratidão ao Brasil

Carta de Amor e gratidão ao Brasil Amanhã, 10 de setembro, nosso irmão mais velho faz aniversário. Nasceu em Miguel Calmon, na Bahia, cidadezinha perto de Jacobina... Como era a regra na época, depois dele nasceram em Miguel Calmon mais dois irmãos e uma irmã. Como o Brasil estava crescendo, nosso pai conseguiu emprego formal no DNERu – Departamento Nacional de Endemias Rurais, em Inhambupe, onde nasceram mais dois irmãos e uma irmã. Depois de alguns anos morando em Inhambupe, nosso pai foi transferido para Serrinha, onde estabelecemos nossa vida. Ser filho mais velho sempre foi difícil, desafiador e sacrificante... Givaldo, o aniversariante, sempre foi dinâmico e bom no que fazia. O tempo foi passando, todo mundo estudando e foi surgindo o desafio para Givaldo como primogênito. Que fazer da vida? Ficar em Serrinha ou cair na vida em busca de um futuro? Givaldo já trabalhava na Ancarba em Serrinha e conseguiu transferência para Feira de Santana, maior cidade do interior da Bahia. Morando em pensão, conheceu uns rapazes que trabalhavam de dia e à noite estudavam para concurso do Banco do Brasil. Jovem, magrelo, inteligente, gostou da ideia de estudar para prestar concurso e começou a estudar firme. Enquanto ele estudava, nossa mãe que era muito crente em Deus e em Nossa Senhora, fazia novena para Givaldo conseguir passar no Concurso. Todo os dias de novena, os seis irmãos rezavam juntos com a mãe para que Givaldo passasse. O Senhor escutou as nossas preces e Givaldo foi aprovado no concurso para o Banco do Brasil onde tomou posse no município de Rui Barbosa. Já trabalhando no banco, descobriu que, para fazer carreira, precisa fazer outro concurso interno. Estudou, estudou e estudou todos os dias e assim conseguiu mais uma vitória. Casou-se em Rui Barbosa, com a filha de um fazendeiro, e depois foi morar em Brasília e trabalhar na matriz do banco. Graças a esta liderança extraordinária de Givaldo, e ao fato de os governos acreditarem na importância do serviço público criando empresas para fomentar progresso e riqueza para o povo brasileiro, o segundo filho também pegou a estrada e veio estudar e trabalhar em São Paulo e todos fizeram este ritual de passagem. Givaldo é o maior orgulho da família, tanto por ter estudado, trabalhado e ter sido fundamental na ajuda a família na aquisição dos primeiros eletro-domésticos. Foi graças a ele que saímos do fogão a lenha para fogão a gás. Vocês sabem o que é isto? Milhões de famílias brasileiras tiveram o mesmo tipo de História de Givaldo e da nossa família. Se conseguimos ter bons empregos, conseguimos ter estudado em boas faculdades, sendo médica, físico, administrador, artista plástica, arteterapeuta e professora de Artes, economista, matemático e arquiteto e contador, tudo isto foi por ter uma família unida, solidária e que contava com boas políticas públicas. Esta é uma História do Brasil que deu certo. Ultimamente, conhecemos mais histórias do Brasil que NÃO DÁ CERTO, do que histórias de sucesso e de alegria. Precisamos voltar a construir o Brasil que nos orgulha, que nos acolhe e que nos protege. Queremos chamar todos os aniversariantes que deram certo, como Givaldo, Dom Paulo Evaristo Arns e tantos outros que tem lindas histórias para contar, queremos dizer nosso obrigado a vocês. Queremos dizer que o esforço da cada um de nós, mais o apoio das políticas públicas e o amor pelo Brasil tudo isto faz da nossa vida um grande sucesso. Nestes dias de ódio e rancor, quando as pessoas reclamam dos governos, da imprensa, e da vida, temos certeza que se houver humildade, respeito e solidariedade nós voltaremos a ser feliz. Não podemos, nem devemos ter medo de ser feliz. Parabéns, Givaldo. Aquele abraço!

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Brasil, escutai a nossa prece

Brasil, escutai a nossa prece O ódio e o rancor não podem destruir o Brasil Se devemos colocar o Brasil em primeiro lugar, temos a obrigação de prestar atenção nestes números que representam muito bem o Brasil de hoje. 1 – Mais mulheres (52%) do que homens (48%); 2 – Região onde vive: - Sudeste: 43%; - Nordeste: 27%; - Sul: 15%; - Norte: 8% e Centro Oeste: 7%. 3 – Idade: 18 a 34 anos 36%; 35 a 54 anos: 35%; 55 anos ou mais: 29%. 4 – Nível Educacional: Até 8a. Série: 39%; Ensino Médio: 42% e superior: 19%. 5 – Renda Familiar: até um salário mínimo: 11%; de um a dois SM 37%; de dois a cinco SM 35%; de cinco a dez SM 11% e acima de dez SM 5%. Temos a responsabilidade de ajudar a melhor a renda das famílias, as condições de trabalho e de estudo do povo brasileiro. Pregar o ódio e a vingança não melhora nada, só piora. É mais do que necessário ajudar a melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, das crianças e dos velhos... Vamos ouvir o clamor do povo. Vamos eleger o quanto antes um novo governo e vamos enfrentar os desafios, as mortes e os sofrimentos. O povo brasileiro merece ser respeitado.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

O ódio e o rancor não podem turvar o povo brasileiro

O ódio e o rancor não podem turvar o povo brasileiro Sem democracia, sem justiça, sem liberdade, não há vida humana A democracia serve para ELEGER pessoas para respeitar as outras pessoas, se comprometerem a trabalhar juntos, defendendo os interesses legítimos das comunidades. Sem democracia, as pessoas são nomeadas por poucas pessoas para perseguir e reprimir muitas pessoas. E por que no decorrer do tempo, temos mais anos de guerras e ditaduras do que de paz e liberdade? Esta pergunta também vale para os religiosos: Se somos feitos a imagem e semelhança de Deus, porque há tanta doença e tanta morte? Porque o ser humano ainda tem muito de animal mais para o irracional do que o racional. Somos predadores e somos uma das únicas espécies que mata para se distrair, em vez de só matar para alimentar-se ou defender-se... Da mesma forma, embora tenhamos dito que fomos feito a imagem e semelhança de Deus, estamos a muitos anos-luz para chegar à bondade, quanto mais à divindade. Para superar estes desafios diários, precisamos conviver, desde pequenos, com as pessoas, estudando juntos, trabalhando juntos e divertindo-se juntos. Aprendendo a ganhar e a perder. Perdoar para ser perdoado... Os jovens geralmente são mais sectários do que os velhos. Os jovens falam e escrevem grosserias que, com o tempo, vamos percebendo que magoam e travam certas situações. Por isso que precisamos o tempo todo valorizar o aprendizado com as crianças e adolescentes, como valorizar as experiências vividas pelos mais velhos. Com medo e com ódio de uma mulher que foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil, as “forças ocultas” se juntaram com os traidores e os traiçoeiros e deram um golpe de Estado contra Dilma, as esquerdas e contra o povo. Preferiram nomear presidentes, aventureiros e pessoas de imagens comprometidas, a deixar a mulher acabar seu mandato. Dilma era e é difícil. Mas tem uma história de vida também difícil. O mandato não era só dela. Era de dez partidos políticos que formaram a coligação para elege-la. Muitos erraram... O Brasil travou, passou a andar para trás, teve a pandemia, estamos chegando a 600 mil mortes, temos o desemprego, a inflação, o dólar abusivo e a insegurança generalizada... Lula, que indicou Dilma, deixando de ser candidato na época, agora é convocado pelo povo brasileiro e por muitos que organizaram o golpe de Estado contra Dilma, Lula está sendo convocado para restabelecer a paz, o crescimento econômico, a inclusão social e o reconhecimento internacional. Com certeza, Lula é a melhor pessoa para acalmar o Brasil e acabar com o nosso sofrimento. Basta comparar a fala de Lula antes do dia 07 e o ódio destilado de Bolsonaro neste 7 de setembro. É preciso ter amor no coração, é preciso ter humildade para se governar juntos, é preciso respeitar a história de vida de cada um. Lula é a garantia da paz e do trabalho decente. Precisamos proteger os juízes, precisamos proteger as pessoas nas ruas e nos meios de transportes, precisamos ajudar as pessoas necessitadas. Precisamos lembrar de pessoas como Dom Paulo Evaristo Arns que, no próximo dia 14, completará 100 anos do seu nascimento. Mesmo que tenhamos que ir para guerra, que seja para defender a paz, a liberdade, a democracia com eleições livres e soberanas. Que cada um faça sua parte.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Aprendendo com a tragédia chamada de Bolsonaro

Aprendendo com a tragédia chamada de Bolsonaro Quanto mais avançamos na tecnologia mais rápido mudamos o mundo As pessoas estão assustadas com o poder de destruição que o governo Bolsonaro está impondo ao Brasil. Os índios, a Amazônia, o Pantanal, as armas de fogo, a degeneração humana, que inclui acobertar o narcotráfico e a pilantragem... As pessoas perguntam se será possível recuperar o Brasil e nós dizemos que dará trabalho e terá custos elevados mas será possível. Vamos pegar alguns exemplos de transformações que a humanidade provocou na Natureza... Em 1800, a Terra tinha UM BILHÃO de pessoas. Em 1927, a população da Terra já tinha dobrado em apenas 127 anos... Em 1959, com mais 32 anos, a Terra chegou a 3 BILHÕES de pessoas... Com mais 15 anos, isto é, em 1974, a Terra chegava a 4 BILHÕES de pessoas. Em 2021, a Terra chegou a 7,8 BILHÕES de pessoas. Em 200 anos, a Terra pulou de UM BILHÃO para quase OITO BILHÕES de pessoas. Para garantir casa, comida, escolas, transporte, saúde, cultura, trabalho, emprego, e qualidade de vida para todos, o mundo precisou de muitas mudanças. As famílias não precisam mais ter dez doze filhos e os velhos não precisam mais ser abandonados nas montanhas... Acabaram as monarquias absolutistas, acabou boa parte das ditaduras, as democracias estão evoluído de representativas paras participativas, e assim, com idas e vindas, acertos e erros, a gente vai levando... Como passaram os nazistas e os ditadores, os bolsonaros também passarão. E construiremos um Brasil de todos, com todos e para todos.

domingo, 5 de setembro de 2021

Neste 7 de setembro, o Brasil precisa de dignidade.

Neste 7 de setembro, o Brasil precisa de dignidade. Nossa independência sempre foi dependente Estamos chegando no dia 07 de setembro, uma data importante da nossa história mas pouco importante para nossa memória. Nas escolas, sempre secundarizamos a importância do dia 7. Não foi visto como uma conquista, mas como uma concessão... Na verdade, este 7 de setembro, marcará o pior momento da História do Brasil em relação à sua autonomia, independência e liberdade. O Brasil não precisava ser inimigo de Portugal nem da Inglaterra. O Brasil não precisava nem precisa ser inimigo dos Estados Unidos. O Brasil precisa ser amigo de si próprio. Precisa ter um projeto para este país, ter vontade de ser uma Nação livre, libertária, solidária e fraterna. Sem violência, mas com dignidade e autoestima. A Terra, embora seja a mesma a milhões de anos, continua sendo o mesmo planeta Terra, como nós a chamamos. O Brasil, mesmo mantendo seu tamanho territorial, está menor porque cedeu uma parte do Maranhão, onde está nossa Base de Alcântara, ao uso exclusivo dos Estados Unidos. O Brasil acelerou a destruição da Amazônia e do Pantanal. O Brasil vem acelerando o fechamento de nossas fábricas, de nossas indústrias e de nossas empresas. O Brasil, antes não tinha diplomas, mas tinha trabalho e emprego para todos. Agora, o Brasil tem muita gente com diploma universitário, mas que não encontram nem emprego nem trabalho. Privatizaram a educação, privatizaram a saúde, privatizaram o transporte aéreo, terrestre e aquático, privatizaram as empresas que transportam nossos produtos exportados e os importados. Além de privatizar tudo, diminuindo a capacidade de os governos cuidarem das necessidades básicas do povo, agora estão vendendo tudo aos estrangeiros. Até os chineses estão comprando nossas terrs, nossas fábricas e nosso mercado consumidor. Estamos nos transformando em mercenários, pessoas sem autoestima e sem personalidade. O Brasil precisa de humildade, precisa valorizar o trabalho coletivo e a solidariedade. O Brasil pode ser o celeiro do mundo, pode ter os minérios do mundo, pode ter as praias do mundo, pode ter as músicas e o futebol do mundo, mas, se não tiver dignidade e autoestima não terá nada. Humildade, dignidade e autoestima. Vamos lembrar disto neste 7 de setembro. Sem ódio e sem rancor. Unidos pelo bem do Brasil e de todos nós.

sábado, 4 de setembro de 2021

O terror ou os sonhos e esperanças

Brasil de sonhos e esperanças está voltando. Brasil, com Bolsonaro, está virando país de quinta categoria Quanto tempo será necessário para recuperar a autoestima dos brasileiros? O que impede a constituição de mecanismos de defesa da democracia e da liberdade? Por falar em Liberdade, por que criar um clima de guerra na comemoração do 7 de setembro? Este clima de guerra e de ameaças tenciona tanto que a nossa vontade de escrever e de fazer as coisas diminui. Em 1789 o mundo teve um momento de ruptura, abrindo-se um mundo mais acessível onde o povo teve muito mais liberdade do que tinha antes. A mudança da monarquia para a República mudou o mundo. Um século depois as pessoas queriam mais do que a simples República dos ricos, as pessoas passaram a querer o socialismo democrático, com mais participação e mais liberdade do que na monarquia e na República. Esta passagem ficou bloqueada por duas grandes guerras, que acabaram com as monarquias autoritárias mas adiou a vinda do socialismo democrático. Foi um século de guerras e ditaduras. Mesmo assim as democracias mais populares e participativas foram florescendo no século XX. Chegamos ao século XXI. Estamos mais perto do terror ou da esperança? Como podemos ajudar? Não sabemos. Muitas vezes pensamos que fizemos o certo, mas o tempo mostra que poderia ter feito melhor. E neste vai e vem, assim construímos ou somos consumidos pelos desejos de liberdade e de democracia. E nosso Brasil?

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Inflação dispara, constrange o mercado e afeta as eleições

Brasil: Esperar as eleições ou não esperar até 2023? Qual resultado você pode esperar de um país que tem um presidente da República louco, e tem um ministro da Economia burro, incompetente? O resultado mais provável é que, tanto o país quanto a economia entrem em crise profunda. O problema é que, num mundo competitivo como está o mundo atual, o Brasil vai ficando para trás, perdendo competitividade, tornando a recuperação do país muito mais difícil. O grande dilema brasileiro é exatamente este: - Esperamos até as eleições do ano que vem para trocar o presidente maluco e também trocar o economista incompetente, ou, - Negociamos um acordo de transição, antecipamos as eleições presidenciais e botamos ordem na casa? Pelos fatos desta semana, os banqueiros desistiram do governo, Skaf, presidente da Fiesp em final de mandato fez caca, deu vexame, tudo isso para tentar ser apoiado por Bolsonaro para deputado federal. Vejam as manchetes do Valor deste final de semana: - Itaú Unibanco eleva projeção de inflação para 7,7% em 2021. - Bradesco diz que nível da inflação atual no Brasil é CONSTRANGEDOR. O constrangimento não está apenas na inflação, constrangedor está mesmo ser brasileiro. PS.: - Para ficar ainda mais triste, perdemos também o grande ator, diretor de teatro e grande brasileiro. Mamberti vai alegrar o Céu.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Brasil: - Vou voltar, sei que ainda vou voltar

Brasil: - Vou voltar, sei que ainda vou voltar... Música de Chico Buarque e Tom Jobim - 1968 Composta em 1968, esta música virou símbolo de beleza e resistência. Vamos voltar, sei que ainda vamos voltar, juntos com Lula, Chico e o povo brasileiro. Vejam que letra linda, escrita pelo jovem Chico e com a música do grande Tom. Quando me ensinaram a usar o facebook e o blog, em 2010, eu ouvi esta música no radio, a caminho do trabalho. Seja com Tom, com o Quarteto em Si, com Chico ou com Elis… Hoje, chegando perto do milhão de acessos ao blog, ao falalr de poesia, de músicas de Chico e Caetano, é difícil não falar de Sabiá. As sabiás estão em todas as ruas do bairro cantando e anunciando uma nova primavera. Vamos voltar e estamos voltando…. Sabiá Chico Buarque e Vinícius de Moraes Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá Cantar uma sabiá Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra De uma palmeira Que já não há Colher a flor Que já não dá E algum amor Talvez possa espantar As noites que eu não queria E anunciar o dia Vou voltar Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão Que fiz tantos planos De me enganar Como fiz enganos De me encontrar Como fiz estradas De me perder Fiz de tudo e nada De te esquecer Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá Cantar uma sabiá

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Lula continua crescendo nas pesquisas

Lula continua crescendo nas pesquisas Distúrbios causados por Bolsonaro desorganizam o Brasil Vejam a nova pesquisa desta semana e entendam o porque de tanto barulho entre os empresários. O povo já decidiu: quer votar em Lula para presidente. Preocupação com pandemia cai, mas vantagem de Lula sobre Bolsonaro aumenta, mostra pesquisa Dados também apontam dificuldade de se firmar uma terceira via, o que está consolidando a polarização entre Lula e Bolsonaro para 2022 Por Ricardo Mendonça, Valor — São Paulo 01/09/2021 A ideia segundo a qual a esperada queda de preocupação dos brasileiros com a pandemia tenderia a favorecer eleitoralmente Jair Bolsonaro está em xeque. Uma pesquisa divulgada hoje sugere o oposto disso. O presidente perde conforme as pessoas passam a dar maior atenção à economia e à inflação. Os dados são da Quaest, consultoria que divulga hoje sua terceira rodada de pesquisa de intenção de voto por encomenda da corretora Genial Investimentos. Em julho, a pandemia era líder absoluta na lista das principais preocupações dos brasileiros. Era citada por 41% como o principal problema do país, taxa muito acima dos 12% que mencionavam economia ou inflação. Agora, com o avanço da vacinação, as citações à pandemia caíram para 28% enquanto as menções à economia ou inflação saltaram para 27%. No mesmo período, a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Bolsonaro cresceu tanto nas simulações de primeiro turno como na de segundo turno. Um mês atrás, em teste de primeiro turno, o petista aparecia 15 pontos à frente de Bolsonaro num cenário enxuto de candidatados (44% a 29%). Agora, a dianteira de Lula foi ampliada para 21 pontos (47% a 26%). Nessa sondagem, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece com 9%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), marca 6%. Na simulação de segundo turno Lula versus Bolsonaro, a dianteira do petista cresceu quatro pontos em um mês. O placar de 54% a 33% do início de agosto passou para 55% a 30% na pesquisa mais recente. Para chegar a essas conclusões a Quaest ouviu 2.000 eleitores entre os dias 26 e 29 de agosto, o que resulta numa margem de erro de dois pontos. A metodologia de coleta foi de entrevistas face a face feitas em domicílios. “A queda das citações à pandemia como principal problema mostra mudança relevante na perspectiva da população. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com economia, inflação e desemprego. Alguns achavam que esse cenário favoreceria Bolsonaro, já que ele apostou no discurso contra o isolamento, contra as restrições ao comércio. Mas o que parece é que uma maior atenção à economia abre espaço para uma nova frente de críticas ao presidente”, afirma o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest. A consultoria também testou cenários de primeiro turno com uma quantidade ampliada de candidatos. As taxas de Lula e Bolsonaro, porém, mudam pouco. Num desses cenários amplos, o petista marca 44%, o atual presidente fica com 25%. O apresentador de TV José Luiz Datena (PSL) marca 7%; Ciro, 6%; Doria, 3%; o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), 2%; e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), 1%. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não pontua. A aparente solidificação das intenções de voto em Lula e Bolsonaro não é o único sinal negativo para quem aposta no crescimento de uma terceira via na disputa presidencial. Em outro trecho da pesquisa, a Quaest apurou que caiu de 31% para 25% o contingente de eleitores que citam “nem Lula nem Bolsonaro” como preferência para 2022. “A incapacidade política de articulação de uma terceira via está consolidando a polarização”, diz Nunes. “Ninguém tira voto de Lula nem de Bolsonaro”, completa. O exame das taxas de rejeição aponta para o mesmo sentido. Bolsonaro lidera isolado esse ranking: 62% dizem que conhecem o presidente e não votariam nele. Mas quatro nomes que poderiam, em tese, quebrar a polarização têm mais rejeição que Lula. Enquanto 40% dizem que conhecem e não voltam no petista, Doria tem 57% de rejeição; Ciro, 53%; Datena, 46%; e Mandetta, 41%. Pacheco, Tebet e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), têm taxas menores que as de Lula nesse quesito. Mas todos são desconhecidos por 60% do eleitorado ou mais.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

O Brasil precisa de todos. Vejam nota das Centrais Sindicais

Resgatar o Brasil para os brasileiros e brasileiras O Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história desde a declaração de independência, em 7 de setembro de 1822, há 199 anos. São quase 15 milhões de desempregados, 6 milhões de desalentados, outros 6 milhões de inativos que precisam de um emprego e mais 7 milhões ocupados de forma precária. Inflação alta, carestia e fuga de investimentos. Aumento da fome e da miséria, crescimento da violência, insegurança alimentar e social. Escalada autoritária e uma calamitosa gestão da pandemia do coronavírus. Sem falar nas crises ambiental, energética, entre tantas outras. Ao invés de agir para resolver os problemas, que são decorrentes ou agravados pelo caos político que se instalou em Brasília na atual gestão, o governo os alimenta e os utiliza para atacar os direitos trabalhistas, precarizando ainda mais o já combalido mercado de trabalho. O próprio presidente se encarrega de pessoalmente gerar confrontos diários, criando um clima de instabilidade e uma imagem de descrédito do Brasil. E ele ainda tem o desplante de culpar as medidas de contenção do vírus pelo fechamento de postos de trabalho, ignorando que a pandemia já matou precocemente quase 600 mil brasileiros! Ninguém aguenta mais. Vivemos no limiar de uma grave crise institucional. A aparente inabilidade política instalada no Planalto que acirra a desarmonia entre os poderes da República, esconde um comportamento que visa justificar saídas não constitucionais e golpistas. Quem mais sofre com esta situação dramática é o povo trabalhador, cada vez mais empobrecido e excluído, e cada vez mais dependente de programas sociais que, contraditoriamente, encolhem. O país não pode ficar à mercê das ideias insanas de uma pessoa que já demonstrou total incapacidade política e administrativa e total insensibilidade social. É preciso que o legislativo e o judiciário em todos os níveis, os governadores e prefeitos, tomem à frente de decisões importantes em nome do Estado Democrático de Direito, não apenas para conter os arroubos autoritários do presidente, mas também que disponham sobre questões urgentes como geração de empregos decentes, a necessidade de programas sociais e o enfretamento correto da crise sanitária. Esse movimento dever ser impulsionado pela sólida união dos trabalhadores e suas entidades representativas, bem como por todas as instituições democráticas, a sociedade civil organizada, enfim, todos os cidadãos e cidadãs que querem redirecionar nosso país para uma trajetória virtuosa em benefício do povo. Para isso precisamos, antes de tudo, lutar contra o desgoverno que ocupa a presidência da República! Que a Semana da Pátria consagre, pela via da luta firme e decidida de todo povo, um Brasil que quer seguir como uma nação, democrática, plural, terra de direitos, capaz de pavimentar um futuro de liberdade, soberania, justiça social e cidadania para todos! #ForaBolsonaro São Paulo, 30 de agosto de 2021 Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Miguel Torres, Presidente da Força Sindical Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) José Reginaldo Inácio, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros) Atnágoras Lopes, Secretário Executivo Nacional da CSPConlutas Edson Carneiro Índio, Secretário-geral da Intersindical (Central da Classe Trabalhadora) José Gozze, Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor Emanuel Melato, Intersindical instrumento de Luta

Confusão de Skaf prejudica Fiesp e Febraban e Agronegócio soltam notas

Skaf gera confusão e agronegócio deixa Fiesp e Febaban constrangidas Com um manifesto firme, na defesa do Estado de Direito e da Constituição, setor do agronegócio, tradicionalmente mais conservador, desta vez, foi mais afirmativo que Fiesp e Febraban. Leiam a íntegra do manifesto. Manifesto das entidades do agronegócio As entidades associativas abaixo assinadas tornam pública sua preocupação com os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social em nosso país. Somos responsáveis pela geração de milhões de empregos, por forte participação na balança comercial e como base arrecadatória expressiva de tributos públicos. Assim, em nome de nossos setores, cumprimos o dever de nos juntar a muitas outras vozes responsáveis, em chamamento a que nossas lideranças se mostrem à altura do Brasil e de sua História agora prestes a celebrar o bicentenário da independência. A Constituição de 1988 definiu o Estado Democrático de Direito no âmbito do qual escolhemos viver e construir o Brasil com que sonhamos. Mais de três décadas de trajetória democrática, não sem percalços ou frustrações, porém também repleta de conquistas e avanços dos quais podemos nos orgulhar. Mais de três décadas de liberdade e pluralismo, com alternância de poder em eleições legítimas e frequentes. O desenvolvimento econômico e social do Brasil, para ser efetivo e sustentável, requer paz e tranquilidade, condições indispensáveis para seguir avançando na caminhada civilizatória de uma nacionalidade fraterna e solidária, que reconhece a maioria sem ignorar as minorias, que acolhe e fomenta a diversidade, que viceja no confronto respeitoso entre ideias que se antepõem, sem qualquer tipo de violência entre pessoas ou grupos. Acima de tudo, uma sociedade que não mais tolere a miséria e a desigualdade que tanto nos envergonham. As amplas cadeias produtivas e setores econômicos que representamos precisam de estabilidade, de segurança jurídica, de harmonia, enfim, para poder trabalhar. Em uma palavra, é de liberdade que precisamos —para empreender, gerar e compartilhar riqueza, para contratar e comercializar, no Brasil e no exterior. É o Estado Democrático de Direito que nos assegura essa liberdade empreendedora essencial numa economia capitalista, o que é o inverso de aventuras radicais, greves e paralisações ilegais, de qualquer politização ou partidarização nociva que, longe de resolver nossos problemas, certamente os agravará. Somos uma das maiores economias do planeta, um dos países mais importantes do mundo, sob qualquer aspecto, e não nos podemos apresentar à comunidade das Nações como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais. O Brasil é muito maior e melhor do que a imagem que temos projetado ao mundo. Isto está nos custando caro e levará tempo para reverter. A moderna agroindústria brasileira tem história de sucesso reconhecida mundo afora, como resultado da inovação e da sustentabilidade que nos tornaram potência agroambiental global. Somos força do progresso, do avanço, da estabilidade indispensável e não de crises evitáveis. Seguiremos contribuindo para a construção de um futuro de prosperidade e dinamismo para o Brasil, como temos feito ao longo dos últimos anos. O Brasil pode contar com nosso trabalho sério e comprovadamente frutífero. Abag, Abiove, Abisolo, Abrapalma, CropLife Brasil, Ibá, Sindiveg

Brasil: Eleições, golpes de Estado e corrupção

Brasil: Eleições, golpes de Estado e corrupção Brasil: lugar de corruptos, corruptores e cúmplices? Sem medo de ser perguntado e sem medo de responder O sistema partidário e eleitoral no Brasil é estimulador de ilegalidades nas campanhas eleitorais e nos mandatos os políticos têm imagem de corruptos; os que vivem fazendo sonegação e pagando propinas, gostam de acusar o serviço público como se o serviço privado fosse 100% honesto. Enfim, predomina no Brasil atual que somos um país de corruptos, corruptores e cúmplices por saber e conhecer pessoas que praticam ilegalidades mas não tomam providências. O PT surgiu como uma grande esperança de política voltada para o social, e que não se lambuzaria na estrutura dos poderes públicos, nem iria se locupletar com o setor privado, como fez Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro. Depois de passar por grandes tempestades sobre o partido, com os processos chamados de “mensalão” e “lava jato”, onde “o que menos interessava era a verdade”, na iminência de reeleger Lula presidente e uma grande bancada nacional em 2022, temos muitos amigos e eleitores do PT que gostariam de ouvir e ler explicações mais consistentes sobre o grau de verdades e de mentiras que existe nisso tudo. Todos sabem que o fato de um corrupto denunciar outro corrupto, não isenta nem um nem outro. Sabemos que Jefferson é bandido e que a operação lava jato foi uma farsa para tirar Dilma e o PT do governo, mas gostaríamos de saber mais. Aos 5 anos do golpe contra Dilma, tem muita gente arrependida de ter dado carta branca a Bolsonaro e seus malucos e quer voltar a votar em Lula e no PT, mas gostaria que o partido explicasse melhor certas dúvidas. E estas pessoas se sentem no direito de perguntar, por exemplo: 1 - Por que a oposição ajudou a aprovar o Aras? 2 – Por que o PT defendeu Batisti, o italiano que matou gente na Itália e se fazia de esquerda no Brasil? 3 – Por que tanto apoio a Maduro? 4 – Nas manifestações de rua contra Dilma, além dos golpistas profissionais, tinha muita gente simpatizante da esquerda. A maioria não era de direita-golpista, era de jovens que queria que o partido avançasse mais na modernização do Brasil. O que o PT fala disto? 5 – Por que o PT não reconhece que foi um erro político a reeleição de Dilma? 6 – Mesmo que Lula ganhe todos os processos contra ele, há acusação do uso de “Caixa 2”, nas campanhas eleitorais, mesmo reconhecendo ser ilegal. Como o partido explica isto? Vou ouvir algumas lideranças sindicais e partidárias e depois vou responder todas as seis perguntas. O preço da liberdade, além da eterna vigilância, é preciso se garantir a transparência na gestão pública e privada.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Ministro da Fazenda se desmoralizou - o posto secou

Bolsonaro e Guedes desacreditam o Brasil Vejam que bela entrevista de Giannetti no Estadão. ‘Guedes se desmoralizou por completo’, diz Eduardo Giannetti Ministro não tem ‘firmeza’ para resistir ao ‘impulso populista’ do presidente Jair Bolsonaro, diz Giannetti Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo - 29/agosto/2021 “Paulo Guedes já se desmoralizou por completo e vai se desmoralizar ainda mais se continuar (atuando do modo atual)”, avalia Eduardo Giannetti. Segundo o economista, a presença de Guedes no governo não garante mais uma condução parcimoniosa da política fiscal. “Parece que o apego dele ao cargo é bem maior do que se imaginava e ele não teria grande restrição ou mesmo firmeza para resistir aos impulsos populistas do presidente.” Giannetti destaca que não há “nenhuma perspectiva” de um crescimento econômico robusto no ano que vem, dado que as reformas prometidas por Guedes não foram feitas e o clima de incerteza política promovido pelo presidente Jair Bolsonaro afasta o investidor. A seguir, os principais trechos da entrevista. Houve uma mudança no humor do mercado neste mês. Isso se deve a fatores internos ou o cenário global também dificulta? Predominantemente à deterioração da situação doméstica. Já está bastante claro que o governo não tem proposta sequer para as reformas tributária e administrativa. Quase não há mais perspectiva de que alguma coisa relevante aconteça. Estamos com um cenário de inflação preocupante, que tem obrigado o Banco Central a conduzir um aperto da política monetária. Isso vai frear o nível de atividade no ano que vem. Por fim, há uma ameaça cada vez mais concreta de uma guinada populista fiscal por parte do governo Jair Bolsonaro, à medida que ele fica acuado e que os hormônios eleitorais começam a funcionar de maneira mais exacerbada. Como avalia a atuação do ministro Paulo Guedes diante desse cenário? A presença do Paulo Guedes no Ministério da Economia, que até pouco tempo atrás parecia uma salvaguarda em relação a uma aventura fiscal, já não dá mais essa confiança. Parece que o apego dele ao cargo é bem maior do que se imaginava e ele não teria grande restrição ou mesmo firmeza para resistir – como aliás não tem resistido – aos impulsos populistas do presidente. As atitudes do presidente, aliás, não são novidade nenhuma, porque ele está mostrando o que sempre foi. Só quem acreditou nele foi o ministro quando aceitou entrar nessa aventura. Na época da campanha, eu dizia que os economistas podem ser mais ingênuos sobre a política do que os políticos são ingênuos sobre a economia. E isso o tempo está confirmando. O ministro deveria deixar o governo ou ele ainda pode fazer alguma coisa? O último resquício que talvez justificasse a presença dele no governo seria manter o mínimo de responsabilidade na política fiscal. Se ele continuar cedendo – como vem cedendo até aqui – a todas as pressões e exigências, que são crescentes, do governo e do Centrão em relação à política econômica, não vejo mais nenhum sentido. Aliás, já não vejo nenhum sentido na continuidade dele há um bom tempo. Ele já se desmoralizou por completo e vai se desmoralizar ainda mais se continuar. Em algum momento o sr. viu comprometimento do ministro com a agenda liberal que ele propagou? Ele dizia que ia zerar o déficit primário no primeiro ano do mandato, que ia privatizar R$ 1 trilhão, que ia fazer reforma tributária e reforma administrativa. Não fez nada disso. Foi quase tudo ao contrário. A privatização praticamente não andou. A aprovação da reforma da Previdência ocorreu muito mais por causa do protagonismo do Congresso. O que se montou no Brasil foi quase um estelionato eleitoral, e pode se chamar assim sem exagero. É lamentável que boa parte do empresariado, em nome de evitar Lula a qualquer preço, mais uma vez tenha embarcado em uma aventura que está custando muito caro para o Brasil e que põe em risco a nossa democracia. Não é a primeira vez que vejo esse enredo de que, contra Lula, vale qualquer coisa. Vimos isso na eleição do Collor também. Recentemente, houve manifestações de empresários contra posicionamentos do presidente. Acha que o empresariado está desembarcando do governo? Aí tem havido uma certa injustiça, porque os empresários minimamente lúcidos e informados nunca acreditaram nesse engodo chamado Jair Bolsonaro. Outra parte do empresariado que sempre foi chapa branca e oportunista, agora, muito tardiamente, está começando a se dar conta de que nós estamos indo por um caminho muito ruim e que estamos vivendo um enorme retrocesso nas mais diferentes dimensões, que vão da fiscal à ambiental, passando pelo crescimento econômico, pelo ambiente de negócios e praticamente por qualquer outro tema. O presidente vem perdendo popularidade e querendo ampliar gastos para reverter essa tendência... Esse ponto talvez valha a pena analisar um pouco. Você tem de um lado a questão da sobrevivência política de curto prazo, que levou Bolsonaro a ficar de joelhos em relação ao Centrão. De outro, tem os hormônios eleitorais e a questão de viabilizar uma campanha de reeleição em 2022. Essas duas forças convergem para uma guinada populista fiscal - a política já aconteceu há um bom tempo. O próximo capítulo é a tradução disso em ações de política econômica: gastos, cargos, preferências, favores que atendam às demandas crescentes desse grupo (o Centrão) que desde sempre faz o jogo da chantagem em relação ao Executivo. Tenho usado um modelo de biologia política: você tem na estrutura do governo federal brasileiro uma relação entre hospedeiro e parasita. O Executivo federal é o hospedeiro, e o Congresso fisiológico é o parasita. Quando o Executivo é eleito e está com seu capital político intocado, o parasita fica adormecido. Quando há uma crise política e o Executivo começa a perder capital político, o parasita começa a mostrar vida e apresentar suas demandas. Quando o Executivo está acuado, o parasita manda. Ao fim do mandato, se inverteu aquela relação entre hospedeiro e parasita. Agora, um dos requisitos disso é que o parasita não pode matar o hospedeiro. Então, ele vai aumentando as demandas. Estamos vendo essa dinâmica se repetir no Brasil desde o início da redemocratização. A pergunta para todos nós brasileiros que queremos aprimorar nossa democracia é como é que nós saímos disso para que não se repita novamente esse enredo que é terrível, porque a partir da segunda metade do mandato o Executivo passa a governar com o que há de mais fisiológico e sinistro na política brasileira. Qual é a saída? Tem de haver uma reforma política. Não dá para governar com um Congresso tão fragmentado. Nenhum sistema político vai funcionar se nós não tivermos uma estrutura partidária mais enxuta que permita ao Executivo federal governar com base em negociação, porque isso é parte da democracia, mas negociação de programa, e não negociação de troca de favores. Se a gente não tiver apenas quatro ou cinco partidos apenas no Congresso, com posições razoavelmente definidas em relação aos grandes temas da nação e isso não constituir uma base de sustentação programática, vamos ter um sistema político que já estava em xeque antes do descalabro representado pelo desafio institucional do Bolsonaro. Com o governo com a popularidade em baixa e em meio a uma pandemia, a campanha eleitoral foi antecipada? Qual o risco para a economia? Esse panorama antecipa a campanha eleitoral e ameaça a ordem institucional da democracia brasileira por dois canais. Um é o enfrentamento entre Poderes. Se você tiver uma situação em que uma decisão de um poder soberano, o Judiciário ou o Legislativo, não for acatada pelo Executivo, você estará no meio de uma crise institucional gravíssima. E nós já caminhamos para a vizinhança de situações desse tipo. O outro canal é o desespero de um poder que está derretendo a olhos vistos levar o presidente a uma tentativa de excitar a opinião pública de modo a provocar uma situação muito anárquica e conflituosa, que lhe dê meios e legitimidade para algum tipo de Estado de emergência, para algum tipo de demanda de poderes extraordinários para estabelecer a ordem. É muito perigoso excitar uma população que está claramente polarizada, porque ela pode descambar para algum tipo de enfrentamento e descontrole da ordem pública, que cairia como uma luva para alguém que tem um impulso autoritário, que nem o esconde. Qual cenário o sr. está vendo para a economia em 2022? Não há nenhuma perspectiva de o País ter um crescimento satisfatório no ano que vem. O nível de investimento continua no piso histórico. A capacidade de investimento do setor público está comprometida. Não criamos um ambiente de negócios institucional para infraestrutura. Com essa incerteza política e econômica, nenhum empresário vai querer comprometer recursos em investimento de longo prazo. Então, a gente está caminhando para, depois de uma pequena recuperação cíclica (em 2021), um ano de crescimento baixo, que talvez mal alcance 2%. E no panorama político? O presidente já declarou que não aceita outro resultado que não seja sua vitória eleitoral. Ele questiona a legitimidade do sistema eleitoral de antemão, sem nenhuma evidência e não muito diferente do que Trump tentou fazer nos EUA quando, ao ser derrotado, entrou com aquele discurso de que a eleição tinha sido fraudada, sem nenhuma base ou evidência. Isso levou à invasão do Capitólio, e o que se desenha por aqui é um enredo não muito diferente. Espero que tenha o mesmo desfecho de lá.

Araçatuba em pânico na madrugada - Brasil ou Afeganistão?

Violência e pânico chegam à Araçatuba – SP Brasil desgovernado facilita a impunidade Araçatuba é uma das cidades mais ricas do Brasil. É também sede de uma mais importantes Regional Administrativa do Estado de São Paulo. Araçatuba foi acordado como se estivesse no Afeganistão... Tiros para todo lado no Centro da cidade. Bancos sendo explodidos. Pessoas sendo amarradas nos carros para impedir a polícia de atirar nos bandidos. E pânico geral... Quem são estes ousados bandidos que fazem assaltos com armas modernas, que nem a Polícia Militar possui? São do PCC? São traficantes? E os profissionais em segurança preventiva não perceberam nada? Todo mundo sabe que não são ladrões comuns. É gente que conhece o esquema. Se não tem segurança numa cidade como Araçatuba, o que dirá de pequenas cidades por este Brasil inteiro? Se não tem segurança, os bancos são os primeiros a serem fechados, deixando a cidade e o povo sem agência bancária para pagar contas e receber salários. Qual é a solução? Acabar com o dinheiro em papel moeda? Mesmo assim os sequestros continuarão como estão acontecendo com o PIX e estas contas modernas, porém inseguras... Se não tem segurança, a resposta do povo PODE ser o que o presidente maluquinho disse neste final de semana: - Cada um comprar seu fuzil, como nos Estados Unidos. Pode um negócio desse? A resposta não pode ser o SALVE-SE QUEM PUDER. A resposta tem que ser articulada entre o Poder Público e o povo. Chega de nhém, nhém, nhém. Segurança, vacina, emprego, salário, escolas e empresas funcionando, o Brasil não pode parar. São Paulo não pode parar. Araçatuba não pode parar. Que se apure tudo que aconteceu, se identifique os responsáveis e que a paz e a ordem voltem à vida de Araçatuba, de São Paulo e do Brasil.

domingo, 29 de agosto de 2021

Golpes e contragolpes no Brasil

Brasil: Golpes, contragolpes e democracia O quê comemoramos no 7 de Setembro? Tradicionalmente, comemoramos a Independência do Brasil. E que país o Brasil se transformou? Um país continental, controlado por brancos, conservador nos seus valores e fazendo parte do bloco ocidental controlado pela Inglaterra, enquanto esta era o principal império na Terra, e depois, naturalmente passou a fazer parte do bloco controlado pelos Estados Unidos. Neste contexto, o golpe de Estado consagrado em 2016, contra o PT e as esquerdas, deve ser visto como parte da normalidade e da regra do jogo nacional. No Brasil, toda vez que os conservadores se desentendem, há um golpe de Estado, com o objetivo de “dar uma parada para arrumar a casa e depois voltar à normalidade. Normalidade que significa, voltar a ter uma democracia consentida, isto é, pode haver vários partidos, pode haver eleições, mas não pode haver “quebra das regras”. Não pode haver rupturas estruturais. Por exemplo: A proclamação da República e a Revolução de 1930. Modernizações conservadoras, mas superaram às estruturas esclerosadas. Golpes e Contragolpes de Estados, mais recentes. Em 1964, sobre o pretexto de que os Estados Unidos não podiam aceitar o Brasil se transformar numa “grande Cuba”, os conservadores deram o golpe de Estado contra AS REFORMAS DE BASE modernizadoras de Jango. Foi a união do útil ao agradável. A elite golpista nacional achou que, dado o golpe de Estado, tudo continuaria como dantes, eles mandando normalmente... Lacerda, Juscelino, Magalhães. Como os golpes de Estado se espalharam pela América Latina, quintal americano, os militares brasileiros, articulados com os militares americanos e com a elite empresarial, resolveram consolidar seu projeto de guerra fria com ditaduras. 1968 foi o golpe dentro do golpe. E acabou a brincadeira para uma parcela expressiva dos que participavam das benesses do Estado. Consolidado o projeto econômico, político e militar, as ditaduras foram substituídas por democracias. De 1970 em diante o mundo viu o povo, liderado pelos jovens, buscarem por mais liberdade, novas culturas e mais internacionalização. Até a América Latina e a África começaram a ter democracias mais participativas... Com a implosão da União Soviética e a queda do muro de Berlim, o comunismo deixou de ser pretexto para novos golpes de Estado. O mundo começou a viver Novas Primaveras Algo parecido com Reformas de Base, chamada agora de Reformas Estruturantes e Políticas Públicas passaram a ser reivindicadas pelo povo. Estas reformas demandam reorientações orçamentárias e compartilhamento dos espaços públicos, gerando tenções e clamores por novos golpes de Estado. No Brasil de Lula, além da economia viver um boom superavitário, facilitando a inclusão econômica e social de todos os segmentos da população, serviu de modelo político para o mundo todo. A nova esperança por uma democracia que realmente significasse “de todos, com todos e para todos”, respeitando-se as diferenças. As elites ainda não estavam prontas para as primaveras e organizaram novos golpes de Estado no Brasil e em vários outros países. Estes golpes foram realizados não com as tropas nas ruas, mas com “as togas” nas ruas. Isto e, usaram o Poder Judiciário e a imprensa como principais bases de sustentação dos golpistas. O golpe no Brasil aconteceu em 2016. Da mesma forma que 1964 gerou 1968, estamos vivendo um grave impasse entre o clamor de parte dos golpistas de 2016 que querem acabar com as leis que possibilitam que candidatos progressistas que defendem governar com o povo e fazendo reformas de base com políticas públicas, tornando-os inelegíveis, e outra parte dos golpistas que aceitam o restabelecimento de democracia para ampla e participativa. O dilema brasileiro atual é que, o maior beneficiário do golpe de Estado, que foi Bolsonaro e seus mercenários, buscou criar uma base reacionária com apelo social e em função desta novidade disputar a maioria do eleitorado contra Lula e seu carisma, o segmento que organizou o golpe mas não se sente representado por Bolsonaro está propenso a aliar-se com Lula para definir um mandato e um governo de transição. Se o filho da ditadura militar foi uma transição conservadora, a novidade é que o Brasil pode passar por uma transição em que se recupere o governo com o Estado de Bem Estar Social moderno. Na verdade, a grande crise que o Brasil passa é a crise do Brasil urbano, informatizado, com 213 milhões de pessoas reivindicando seus direitos e seus deveres como CIDADÃOS. O restabelecimento dos direitos políticos de Lula foi um grande gesto do Judiciário. Porém, ainda falta a imprensa, liderada pela Folha e pela Rede Globo, fazerem seu gesto de respeito ao povo brasileiro e à democracia com participação efetiva do povo. Quanto aos militares, por mais que Bolsonaro fale suas agressões verbais, os militares são o reflexo dos civis, quanto estes se entendem, os quartéis se calam e respeitam á ordem e á Constituição. Que todos os setores da sociedade, incluindo os empresários e os trabalhadores, cumpram com suas responsabilidades sociais, políticas e econômicas. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Democracia não se ganha, conquista-se. Viva o 7 de Setembro.Viva o Brasil.

sábado, 28 de agosto de 2021

28 de Agosto - Dia Nacional dos Bancários e Aniversário da CUT

28 de Agosto – Dia Nacional dos Bancários e aniversário da CUT Aprendendo com a vida O sindicato dos bancários de São Paulo fez 98 anos de vida. Um século de lutas, conquistas e derrotas. Neste século de existência, tudo que aconteceu de relevante na história do Brasil, teve a contribuição dos bancários e, evidentemente, dos banqueiros. O Banco do Brasil, com seus mais de 200 anos de vida, vive o momento mais crítico de sua história. Os neoliberais querem acabar com o banco, parte da população confunde má administração com necessidade de privatização. E parte dos funcionários atuam com indiferença. A privatização do Baco do Brasil seria tão nefasta para a economia brasileira como foram as privatizações dos bancos estaduais, especialmente do BANESPA. Os bancos estrangeiros foram importantes nos financiamentos das exportações de café entre os séculos XIX e XX. Os bancos públicos foram imprescindíveis na industrialização, urbanização, financiamento público de infraestrutura, e, na agricultura para consumo interno e externo. Com a redemocratização do Brasil nos anos 80, o Brasil veio de um processo de pulverização do sistema financeira, quando o Brasil tinha mais de 500 bancos nos anos 60, e com a reforma do sistema financeiro e a criação do Banco Central do Brasil, viu a quantidade de bancos reduzir-se para aproximadamente 150 bancos de varejo e médios bancos. O processo de redução da quantidade de bancos continuou, com a incorporação ou liquidação de grandes bancos, como Comind, Sulbrasileiro, Nacional e tantos outros. FHC criou o PROER para financiar ainda mais o enxugamento do sistema financeiro e o PT, nos seus 10 anos de governo, manteve a política de concentração bancária. Atualmente o Brasil tem, praticamente, QUATRO BANCOS, são eles: Itaú, Bradesco, Santander, e os bancos do governo. Os demais bancos, são bancos de investimentos e alguns bancos sobreviventes como o Safra... Nestes 100 anos de história do Brasil, dos Bancos e dos Bancários, constatamos que o ramo financeiro contribuiu muito, tivemos governadores, prefeitos, senadores, deputados, ajudamos a construir o Dieese, a CUT, as Cooperativas de Crédito e tantas outras coisas... Neste processo de abrir e fechar bancos, também houve o aumento e a diminuição da quantidade dos bancários e seu perfil profissional. Na década de 80, chegamos a ter UM MILHÃO DE BANCÁRIOS, e 500 mil prestadores de serviços aos bancos, mas que não eram considerados bancários, nem gozavam dos mesmos direitos, como, jornada de seis horas, anuênio – adicional por tempo de serviço, convênios médicos de boa qualidade, etc. Este milhão de bancários foi imprescindível na luta pela democracia e pelo progresso econômico e social. No entanto, por ironia, atualmente existem apenas quatro bancos e 400 mil bancários. Ao mesmo tempo, o lucro dos bancos cresceu centenas de vezes, chegando a média de 20 bilhões de reais por ano, ou 2 bilhões de reais por mês. É uma verdadeira drenagem da riqueza de toda a economia para os cofres dos bancos sobreviventes. Já a quantidade de prestadores de serviço ao bancos, pulou de 400 mil para 2 MILHÕES de terceirizados. Qual o reflexo disto para o Brasil e para a classe trabalhadora brasileira, além da pergunta valer também para a categoria bancária e seus sindicatos? Tem gente que fala em “imperialismo financeiro, sem bancos tradicionais”, onde os governos, os Estados e suas forças armadas, ficam à serviço do sistema financeiro internacional. Da mesma forma que também tem gente afirmando que, mais importante do que a Democracia, é a estabilidade do sistema financeiro internacional. Este foi o argumento decisivo para os governos ocidentais atuarem no combate às Primaveras Árabes, que lutavam pela democracia e pela liberdade, mas foram derrotadas por ditaduras e governos populistas de direita, como o Egito e a Hungria. Sabemos que estamos navegando, embora ainda não saibamos onde chegaremos... Enfim, navegar é preciso, Viver?

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Aprendendo a superar crises

Aprendendo a superar crises Todos estão percebendo que o Brasil vive um impasse. Como superaremos este momento tão difícil? O desemprego aumenta, os produtos e serviços sobem de preço, os pobres sofrem muito mas a classe média também está abrido o bico... As pessoas fazem reuniões, estudam, avaliam os fatos e tentam encontrar alternativas. A solidariedade musical ameniza o sofrimento. Quando puder, ouça a música abaixo. Eu a tenho escutado nos últimos dias... Eliades Uchoa, músico cubano, canta em AfroCubism, sua música “Al vaiven de mi caretta”. Uma melodia maravilhosa e uma letra cheia de dor pela precariedade das condições de trabalho e vida. A crise não é apenas moral, é também uma crise real e mensurável. Como equilibrar o orçamento? Cortar despesas é fundamental, mas tem hora que não podemos continuar cortando. E, nas crises, o que é mais desagradável é a perda do poder aquisitivo, é o empobrecimento. E ninguém gosta de ficar pobre. Ou voltar a ser pobre. A superação deste empobrecimento pode se dar por imigrações para países mais ricos e com mais oportunidades. Em época de crescimento, fica mais fácil de melhorar de vida. A solidariedade praticada com inovações nas relações também pode ajudar. Por exemplo: fazer compras coletivas, juntando várias famílias para conseguir ter mais descontos; levar filhos para a escola em sistema de carona; fazer saraus culturas com música e poesia, leitura coletiva, etc. Geralmente as crises econômicas são apresentadas como algo que os governantes não tiveram responsabilidade. E aí eles fazem promessas para os eleitores, dizendo que vão acabar com o desemprego e a fome. Se os políticos dizem que podem acabar com as crises, é porque eles também são responsáveis por elas... Portanto, além de praticar experiências coletivas para ajudar a superar as crises econômicas, políticas e sociais, é importante se exigir dos candidatos que eles apresentem por escrito seu Programa Eleitoral para ele acompanhado diariamente pelo povo. Independente de qual partido for o candidato. Deus é bom e nos ajuda muito, mas esta ficando cada vez mais claro para as pessoas, que todos temos que fazer nossa parte, dar nossa contribuição, respeitando as diferenças econômicas, políticas e sociais.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Dom Paulo Evaristo Arns - CENTENÁRIO - 14/09/1921 - 2021

Centenário de Dom Paulo Evaristo Arns – 14/09/2021 Setembro vem aí, tem safra de algodão, cantava Luiz Gonzaga; Setembro também tem muita gente boa fazendo aniversário; Este Setembro é muito especial. Dia 14 de setembro Dom Paulo estará ou estaria completando 100 anos de vida e de nascimento entre nós. Entre tantas coisas boas que Dom Paulo fez, destacam-se algumas como: - Ter ajudado a salvar vidas e salvar pessoas das torturas na ditadura militar; - Dom Paulo convenceu o pai a deixar a irmã Zilda estudar medicina; - O Brasil, além de ganhar um bispo maravilhoso, ganhou uma médica também maravilhosa; Neste ano, os trabalhadores, os estudiosos e os sindicalistas, estão comemorando 40 anos da realização da CONCLAT e 38 anos da fundação da CUT. Tanto a CONCLAT, como a CUT, talvez não existiriam se não tivessem recebidos o “De acordo” de Dom Paulo Evaristo Arns. Quando íamos pedir ajuda a Dom Paulo, eles sempre falava: - este movimento precisa ser pacífico e defender a democracia e a liberdade. Deve também respeitar as diferenças. Os brasileiros lamentam que não têm nenhum Prêmio Nobel. Eu não sei as regras da premiação, mas eu acho que eles deveriam dar um Prêmio Nobel da Paz para Dom Paulo, IN MEMORIUM, no seu centenário. O que Dom Paulo fez pelo povo brasileiro não tem comparação; O que Dom Paulo fez pela América Latina também foi muito importante; E mesmo pelo mundo? Todos conheciam algo sobre a defesa de Dom Paulo pela Paz no mundo e a importância dos Direitos Humanos. Num momento em que os brasileiros tem vergonha do presidente que temos, fazer uma homenagem especial para Dom Paulo será um gesto de agradecimento pelo que ele fez por nós. Dia 14 de Setembro de 2021 – Centenário de Dom Paulo Evaristo Arns.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Elias, locutor e agitador, morreu. Morreu um pedaço de nós

Elias morreu! Morreu também um pedaço da nossa vida política e sindical. Todos que participaram da vida política brasileira conheceram Elias.... Suas histórias dão um bom livro. Vejam como estes três casos representam bem o que era o Brasil dos anos 90. 1 - Elias foi o coordenador da minha candidatura a deputado federal, em 1994, juntos percorremos de carro todo o Estado. Numa destas paradas, chegamos em Ribeirão Preto, e, ao ser perguntado onde íamos almoçar Elias respodeu todo orgulhoso: Já marquei com o prefeito e será no restaurante tal. Fomos para o restaurante e logo em seguida chegaram Palllocci e o Dr. Sócrates. Isto mesmo, formamos uma mesa com Pallocci, o prefeito de Ribeirão, o Dr. Sócrates, Elias e eu. Pena que naquela época não existia celulares e ficamos sem fotos para registrar a façanha de Elias. 2 - Numa outra viagem para o interior de São Paulo, fomos parar em Lins, cidade histórica. Coincidiu que isto aconteceu logo depois que Collor tinha renunciado por corrupção e os moradores de Lins estavam fazendo o maior barulho na cidade para ver se destituiam o prefeito de Lins. A festa estava animada, e em determinado momento chegou um senhor e reclamou que era errado querer tirar o prefeito. Afinal, ele fazia o que todo mundo faz no Brasil? Elias mandou parar tudo, para fazer silêncio para todo mundo ouvir. Com o microfone na mão foi perguntando ao cidadão: - O senhor acha que o prefeito pode comprar voto, dando para as pessoas coisas compradas por corrupção? O cidadão respondeu. - Veja bem, está vendo este sapato velho que estou usando? Eu ganhei do prefeito na eleição passada. E se ele me der outro par de sapato, eu garanto meu voto e de toda família lá de casa. Elias olhou para o público e perguntou: - Voces concordam com este senhor sobre os sapatos? Todo mundo respondeu: Não!!! 3 - O preconceito racial e social no Brasil aparecem nas pequenas coisas. A campanha de Lula para presidente crescia e muitos empresários ficaram preocupados como ficariam seus ivestimentos. Um dia determinado banco estrangeiro convidou-me para eu falar para os diretores do banco o quê era a CUT, o PT e se Lula era perigoso ou não. Chegamos cedo no banco e eu tinha ido com Elias. Quem conviveu com Elias sabe o quanto ele era desinibido. Começamos a conversar com as pessoas e Elias sempre trazia uns recadinhos com pendências para resolver. Curioso, o diretor do banco estrangeiro aproximu-se de mim e falou baixinho: - Seu segurança é muito prestativo... E eu respondi: Elias é nosso assessor especial no Sidicato e na CUT. E eu fiquei com aquela imagem do lugar do preto no Brasil: Antes era escravo, depois passou a ser motorista, segurança, domésticas... Pois é, o tempo passou, Eloy Pietá foi eleito prefeito de Guarulhos e Elias foi morar e trabcalhar lá. Hoje, 25 de agosto, às seis horas da manhã, quando levantei-me e peguei o celular, a primeira mensagem foi esta: ELIAS MORREU! Uma grande perda para todos nós. Todos estamos chocados. Uma AVC fulminante levou Elias. Vamos registrar muitas histórias de Elias. Tivemos belas histórias das eleições dos bancários de RECIFE, onde Elias foi fundamental. Como também foi imprescindível na eleicão dos bancários do Rio de Janeiro. A história das pessoas e dos países é a história de pessoas como Elias. Com Elias, morreu também um importante pedaço de nós.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Lembrando o aniversário de Dona Zilda Arns

Lembrando de Dona Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança Dia 25 de agosto é seu aniversário... Dez maneiras de ser mais ativo na vida: 1 – Trabalhar é mais amplo do que espero ter emprego; 2 – Aprender é tão importante quanto estudar; 3 – Comer é condição indispensável para se viver; 4 – Conhecer é mais importante do que ignorar; 5 – Participar é melhor do que omitir-se; 6 – Planejar é uma forma de se prever resultados; 7 – Praticar é condição para reconhecer sua capacidade; 8 – Fazer em grupo rende mais do que fazer sozinho; 9 – Respeitar é melhor do agredir; 10 – Elogiar é melhor do que ter inveja. O Brasil anda tão desorganizado e tão hostil que fiquei pensando em pequenas ações que ajudariam a melhorar o clima. Tem gente que usa qualquer pretexto para não fazer as tarefas ou ajudar alguém. Por acaso, é possível resolver os desafios do Brasil só usando da agressividade ou da reclamação? Ouvindo algumas pessoas durante uma reunião, fiquei impressionado com o esforço de cada um em ajudar a sair da crise. Como todos já estavam em idade razoável, talvez não tenham se dado conta do quanto a reunião foi estimuladora. Nesta quarta-feira, dia 25 de agosto, é aniversário de Dona Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, que faleceu no Haiti, quando houve um dos terremotos. Dra. Zilda estudou medicina no Paraná, sendo a única mulher na sala de aula. Depois usou sua capacidade de liderança para criar a Pastoral da Criança, uma das coisas mais bonitas que o Brasil já teve.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Brasil vive seu inferno astral

Um por todos e todos por um Na crise, o melhor amigo é aquele que você pode contar com ele, mas também sabe colocar-se à dispoição dle. Quanto mais passa o tempo, mas ficamos sabendo de colegas e amigos que pegaram o virus ou que morreram. As cranças e os adolescentes, se por um lado sofrem muito com a claustrofobia, por outro, têm mais criatividade... São dias difíceis, são meses e logo serão anos convivendo com o virus e seus desdobramentos. Ou aprendemos juntos a enfentar estes novos desafios ou teremos a barbárie diária. Resistir é preciso, Viver também é preciso. Mas sem perder a dignidade. Quanto mais? Quanto mais? O que for necessário. Que são dois anos perto de 300 anos? Venceremos!

domingo, 22 de agosto de 2021

Brasil - 40 anos de sindicalismo - Da Conclat à CUT.

Brasil: Da CONCLAT, em 1981, à CUT, em 2021 40 anos de novo sindicalismo Da luta pela redemocratização do Brasil à luta pela sobrevivência da Classe Trabalhadora e do seu principal instrumento de luta: o sindicalismo. Por ter participação ativa no movimento sindical brasileiro e internacional, não podia deixar de fazer uma breve avaliação deste período. Nunca, na história deste país, se teve tanta liberdade para os setores da sociedade se organizarem e construir ou aperfeiçoar suas instituições. São 35 partidos políticos, 15 centrais sindicais e milhares de Igrejas pentecostais funcionando como centros comunitários de militância política, religiosa e social. A imprensa tem podido falar e escrever o que quiser, pode até organizar e dirigir golpes de Estado. Já a esquerda, além de constituírem seus partidos, também multiplicaram suas centrais sindicais. Ironicamente, nos sentimos como na “Lei Áurea”, da libertação da escravidão. Temos liberdade mas não temos empregos, não temos salários, nem temos mais a “burguesia nacional” para gerar renda e progresso. Tivemos muitas vitórias e muitas derrotas. Nestes 40 anos, podemos destacar alguns desafios: 1 – Getúlio Vargas e o populismo dos anos 50 trouxeram a organização urbana do Brasil, criando também a Estrutura Sindical patronal e dos trabalhadores, sempre priorizando a conciliação e subordinação dos trabalhadores aos patrões e ao Estado. Para manter esta “modernidade pós revolução de 30, criou-se o Imposto Sindical, remunerando os sindicatos, as federações e confederações e dando-lhes representação plena por categoria profissional, tornando assim a filiação como algo secundário. A principal receita sindical era do imposto. A CUT teve como uma das suas principais bandeiras “o fim do imposto sindical”. Porém, quando teve oportunidade de acabar com o imposto no governo Lula, os sindicalistas combativos e não combativos se uniram para mantê-lo.. Um grande erro histórico. Já que os governos das esquerdas não acabaram com o imposto, precisou que fosse eleito um presidente neoliberal e mercenário para acabar totalmente com o imposto sindical, extinguindo para os trabalhadores mas mantendo o “Sistema S” como garantia de renda para os patrões. Peleguismo patronal.... 2 – Com a Anistia e a Constituinte, a esquerda passou a registrar os mais diversos partidos políticos, criando condições para eleger vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente. Muitos sindicalistas começaram a se eleger, provocando uma migração do movimento sindical para o partidário. A maior revelação de todas foi o papel de Lula neste processo. Lula mudou a história do Brasil. 3 – Com o aprendizado como políticos eleitos em todo território nacional, começamos a ter prefeitos, governadores e, finalmente, um presidente da República operário metalúrgico, imigrante nordestino e com pouca escolaridade. Lula em dois mandatos, conseguiu ser o melhor presidente que o Brasil já teve. Mudando a imagem nacional e internacionalmente fazendo o Brasil brilhar no mundo. O movimento sindical brasileiro expandiu-se internacionalmente, elegendo representantes em todas organizações e em todos os continentes. 4 – A direita brasileira, por inveja e por incompetência, ao ver Lula brilhar e conseguir eleger como sucessora, pela primeira vez na história, uma mulher, ex-presa política e petista, Dilma Russeff. Com quatro mandatos consecutivos, a direita sempre perdendo nas urnas, resolveu partir para o golpe. Para isto contou com o poder judiciário, a imprensa, os empresários, os militares e os Estados Unidos. Derrotaram o PT mas destruíram o Brasil. 5 – Alguns erros no governo facilitaram o golpe de Estado e os empresários partiram para privatizar, vender a preço de bananas o que restava do Estado brasileiro. O neoliberalismo teve e tem um papel internacional de acabar com o Bem Estar Social e colocar o capitalismo financeiro como instrumento de dominação internacional. A elite brasileira se vendeu barato. Muito barato. 6 – O neoliberalismo contou com um aliado estratégico para destruir o Bem Estar Social e implantar a flexibilização dos direitos dos trabalhadores. Todo o processo produtivo industrial a nível mundial passou a ser realizado na China e no seu entorno asiático, acabando com regiões industriais competitivas. A China cobrou caro pela opção neoliberal. Hoje é o maior produtor industrial do mundo e está ganhando a competição contra os Estados Unidos. 7 – O Brasil, ao ficar sob controle dos Estados Unidos, perdeu competitividade, perdeu empregos, salários e, principalmente, perdeu a soberania nacional. Com a destruição do parque industrial brasileiro, as Comissões de Fábricas foram fechadas, já que não existia mas fábricas, deixando a Organização por Local de Trabalho – Comissão de Empresa – de ser o principal espaço de formação de quadros para ser prioridade as organizações de bairros. Com o enfraquecimento do movimento sindical, as centrais sindicais passaram a ter as mesmas funções das ONGs. E voltou à cena a “CUT movimento”, em detrimento da CUT sindical. 8 – A CUT sindical, estruturada a partir das categorias profissionais, nacional e internacionalmente, como a CNM – Confederação Nacional dos Metalúrgicos e a Contraf’-CUT , dos bancários, representando 18 ramos de trabalhadores e trabalhadoras, viu-se fragilizada, enquanto as lutas transversais como gênero, raça, religião e cultura passaram a ter mais atividades no quotidiano das centrais do que as negociações trabalhistas e salariais. Reforçando a imagem de CUT ONG e de movimentos. 9 – Internacionalmente, as grandes organizações sindicais passaram a priorizar campanhas em defesa dos trabalhadores imigrantes, que não têm direitos nem proteção previdenciária, perdendo seu papel de destaque conquistado no fim das guerras mundiais. O sindicalismo internacional procura seu novo papel... 10 – Enquanto o movimento sindical tenta sobreviver, buscando novas atividades e novos segmentos sociais, no Brasil, Lula continua sendo seu maior protagonista. LULA é o Princípio, o Fim e o Meio. O PT e a CUT só começaram quando Lula jogou pesado para isto, para eleger pela primeira vez um operário e ter sucesso, precisou ser o Lula e, para recuperar a dignidade nacional e a autoestima internacional, o povo brasileiro já decidiu que quer Lula novamente! Em 1982, quando candidato a governador de São Paulo, Lula foi perguntado se ele era de direita ou de esquerda, Lula pensou um pouco, deu risada e, timidamente disse: “Eu sou metalúrgico”. Este é o Lula que o Brasil precisa. O Lula, acima de tudo, brasileiro, que gosta do povo, gosta de viajar por este Brasil e ajudar o povo a melhorar de vida. Sem ódio e sem rancor... Nestes 40 anos, mudamos o Brasil, mudamos nossas vidas e de nossos familiares. Mas o mundo também mudou. E precisamos de muita unidade, muito respeito e muita humildade para reconstruir o Brasil. E, para isto, além de gostar de Lula, nós precisamos organizar nossas comunidade, construir projetos de gestão participativa, inclusão social, respeito às diferenças e gratidão aos parceiros internacionais. Lula, mais do que “a mosca na sopa”, Lula é o nosso símbolo de sucesso e prova viva de que é possível ter um Brasil do povo, com o povo e para o povo. Isto Lula sabe que se chama DEMOCRACIA. E para os sindicalistas, democracia, sem participação não é democracia. Liberdade e direitos não se ganham, CONQUISTAM-SE! Com orgulho de nosso passado. Consciente do nosso presente e, SEM MEDO DE SER FELIZ.