segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Nizan Guanaes, a N.Ideias e o Brasil

Nizan Guanaes, a N.Ideias e o Brasil Quanto custa um anúncio de duas páginas inteiras, primeiro caderno da Folha, no centro do caderno, páginas 8 e 9, espaço nobre do jornal? Nizan comunica no anúncio que “vendeu o Grupo ABC, completamente, começo uma carreira solo aos 62 anos... Montou uma empresa de ESTRATÉGIA. Com poucos clientes, para que ele trabalhe com profundidade, foco e total disponibilidade para eles (os clientes). Estes poucos clientes, são inspiradores que transformam, em suas áreas de atividades, a sociedade brasileira, como o Itaú, Magalu, Suzano, Marfrig, JHSF e Febraban... Uma empresa nova, que precisa ter sua MARCA CONSTRUIDA. A N.Ideias é uma empresa de estratégia. Ela NÃO trabalha com publicidade. Nizan ouve, esta e compreende a necessidade e os objetivos do cliente. A partir daí, ele desenha com o cliente uma estratégia de comunicação e marketing. Nizan também se propõe a participar da implementação desta NOVA ESTRATÉGIA. Em um pequeno escritório com apenas 57 m2, Nizan vai trabalhar com especialistas por projetos, onde as pessoas trabalham com Nizan, em vez de serem empregados de Nizan. Nizan conclui o anúncio dizendo que “além de cuidar profissionalmente de MARCAS, a N.Ideias cuida também de CAUSAS (???) (só que pro bono (sic). Causas como UNESCO, Casa Santa Teresinha, Gerando Falcões e a preservação do Quadrado de Trancoso. “Cuidar de todos é a melhor maneira de pensar em si.” Neste anúncio gigante, publicado na Folha em 14/12/20, com certeza a Folha também é parceira de Nizan. Uma live com CAETANO VELOSO é realmente um bom começo. Dia 19, às 21h, no canal de Caetano no YouTube. PS.: Vocês já ouviram falar em “intelectuais orgânicos”? Nizan tem tido esta função para uma parcela do empresariado brasileiro. Não acredito que Nizan seja “entreguista”, que ele concorde com a desnacionalização do empresariado nacional. Ele vendeu seu Grupo ABC, mas não vendeu a alma nem a dignidade. Ele está sentindo na carne e no bolso os efeitos da desnacionalização da nossa economia e da nossa soberania. Mas, algo ainda me faz acreditar em Nizan Guanaes... Talvez isto tenha a ver com o fato de sermos baianos. Na Bahia, até os extremos se entendem na hora de comemorar suas festas e suas belezas. O Brasil precisa voltar a ser o pais da Bossa Nova, do futebol, da beleza natural, da cordialidade que não se confunde com a imbecilidade. Enfim, ainda é possível contribuir para o Brasil voltar a ser plural, colorido, alegre e muito solidário. Com Caetano Veloso, qualquer Natal é mais feliz e menos triste. Um outro Brasil é possível. Sem medo de ser feliz. Abraços, Gilmar Carneiro

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