sábado, 26 de dezembro de 2020

Itaú como exemplo da realidade brasileira

Itaú investe muito no social, como investe também na política... Ser coerente no Brasil é muito difícil, mas deve ser feito um grande esforço para que tanto as pessoas físicas, como as pessoas jurídicas e, principalmente, os governantes – executivos, legislativos e judiciários, além da imprensa e das instituições pratiquem as leis e as demandas sociais fortalecendo a democracia. Quem conhece a história do Itaú, sabe que o banco sempre teve dificuldade de integrar sua política interna, com a imagem externa e com as políticas públicas. O Itaú foi um grande aliado da ditadura militar, inclusive fazendo parte de ministérios, prefeito e outros cargos... Com a redemocratização o Itaú contratou agência de propaganda para melhorar sua imagem, o que teve grande sucesso. Como defensor do neoliberalismo, o Itaú apoiou o movimento contra o governo Dilma e teve participação direta no governo pós-golpe do impeachment. Simultaneamente, o Itaú sempre teve um grande investimento na área cultural, principalmente pelo apoio de Milu Villela, uma das principais acionistas do banco. Milu Villela também teve importante atuação no Voluntariado. A irmãs de Roberto Setúbal também sempre atuaram na área da educação, com ótima participação no GIFE – Coordenação das Fundações Empresariais. O que é importante observar é o crescente esforço do Itaú em desenvolver uma política de compromissos com os clientes, os acionistas e a sociedade com a ação coerente e afinada em todas as áreas... Deus queira que consiga. Vejam esta matéria do jornal Valor sobre os investimentos sociais do Itaú. Itaú investe R$ 600 milhões em ações sociais Finanças | Valor Econômico 25/12/2020 https://valor.globo.com/financas/noticia/ Recursos vão para projetos de educação, arte, longevidade e mobilidade urbana em 2021 Por Daniela Chiaretti — De São Paulo 23/12/2020 05h00 · Atualizado Luciana Nicola, superintendente de sustentabilidade do Itaú: “Estudamos como influenciar políticas públicas” O Itaú Unibanco pretende investir cerca de R$ 600 milhões em 2021 em projetos que ampliem direitos e melhorem a qualidade de vida nas cidades. Isso significa que a instituição quer investir em ações que aumentem a qualidade da educação, promovam a arte, a mobilidade e a longevidade. Trata-se do nono compromisso de práticas sustentáveis que o banco lança agora. Em mobilidade, por exemplo, a ideia é investir mais na bicicleta como meio de transporte urbano. Atualmente são 11 mil bikes do Itaú em São Paulo, Rio, Salvador, Porto Alegre, Recife e Olinda, além de Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile. Só em São Paulo há 2.600 bicicletas distribuídas em 260 estações. Em longevidade, a intenção é promover segurança financeira e inclusão digital para melhorar a vida da população mais velha. Há ações concretas como a iniciada em julho de 2019, quando o banco colocou funcionários com mais de 50 anos em agências. A tentativa de empregar idosos teve eco em clientes da mesma geração. O número de clientes com mais de 50 anos que instalou o aplicativo do banco e aprendeu a usar o sistema digital cresceu 81% em um mês, com correntistas e funcionários falando a mesma língua. Promover a diversidade entre gerações é uma ação que continua em 2021 com vagas para consultores de mais de 50 anos trabalhando em home office diante da pandemia. Além disso, a intenção é entender como outros países incluíram idosos no trabalho. “Na Europa, a legislação permite à empresa que contrata idosos pagar menos impostos”, diz Luciana Nicola, superintendente de relações institucionais, sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco. “Não temos nada disso no Brasil, o que dificulta a contratação pelas empresas”, diz ela. “Estudamos como influenciar políticas públicas.” Em 2019 foram lançados os “Compromissos Itaú de Impacto Positivo”. São eixos que dão rumo à tomada de decisão do banco, buscando entender os riscos e as oportunidades dos negócios. Em 2020, o banco destinou R$ 38, 6 bilhões para setores de impacto positivo. A meta é alcançar R$ 100 bilhões até 2025 em projetos de saneamento básico, educação e energia limpa, por exemplo. Os oito compromissos com práticas sustentáveis têm 40 metas e indicadores em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis das Nações Unidas. “Em qualquer iniciativa do banco buscamos medir o impacto do que nos propusemos a fazer”, diz. Em “Inclusão e Empreendedorismo” o banco tem como meta, por exemplo, atingir R$ 9 bilhões de crédito até 2024 para pequenas e médias empresas lideradas por mulheres - já chegou a R$ 8,2 bilhões. Em “Cidadania Financeira” uma meta é aumentar em 35% a renegociação de clientes em atraso. “Já temos uma política de risco socioambiental e percebemos que não adianta colocar a régua lá em cima: se não estivermos ali para ajudar o cliente a fazer o processo de transição, ele deixa de ser cliente do Itaú e vai para outro banco, sem gerar mudança”, diz Luciana. O banco criou uma metodologia para distinguir dentro dos setores quais empresas já estão fazendo a transição para uma atuação mais sustentável e quais ainda não iniciaram. “A ação concreta é procurar oferecer produtos e serviços financeiros que ajudem o cliente a fazer a transição com taxas de juros diferenciadas, trazendo reconhecimento e ajuda. Além disso, puxar os outros para a transição.” Luciana diz que não se trata apenas de uma questão ambiental. “Tem a ver com negócios. Se ele não está pensando na transição, a probabilidade de ter impacto negativo e não ter capacidade de pagamento é uma realidade”. Com os compromissos, o banco responde à demanda de clientes e investidores. Mais de 45% dos investidores dizem escolher onde aplicar seguindo critérios ambientais, sociais e de governança

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