sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Pesquisas contraditórias para este domingo

Eleições e a falsa representatividade Quem representa quem na cidade de São Paulo? A dificuldade de dialogar com as pessoas, O quê as pessoas falam, pensam mas não falam, e coisas que sentem mas não sabem como lidar com elas. Vendo o desespero da imprensa em querer entender o que vai acontecer no domingo e também vendo o quanto a imprensa atua tendo lado, tomando partido, fui pesquisar algumas informações para tentar ajudar na reflexão sobre as eleições deste domingo, para prefeitos e vereadores... 1 – O que as pessoas mais gostariam que “os prefeitos” fizessem, mas não fazem: cuidar da segurança e da limpeza dos espaços públicos; cuidar da saúde, da educação e do transporte coletivo; atuar em conjunto com os governadores e o governo federal; prestar conta para a população nas comunidades; 2 – Quem influencia o povo na hora de decidir em quem votar? atualmente as Igrejas influenciam mais que os partidos políticos; a imprensa sempre esteve à serviço dos candidatos apoiados pelos mais ricos, mas também ajuda alguns outros candidatos sociais; os partidos são um mal necessário, as pessoas votam em pessoas, não em partidos; o judiciário, tem grande influência no processo eleitoral e tenta ter mais poder do que os governantes. O povo ainda acha que o judiciário é neutro; os movimentos sociais atuam em unidade com as Igrejas, os partidos e, aos poucos, a imprensa e o judiciário estão virando “aparelhos” das Igrejas. Isto é, só melhora se houver o apoio das Igrejas... 3 – Qual é a renda da família que mora em São Paulo? Existe a renda formal, que consta da declaração do Imposto de Renda, e a renda informal, que possibilita as pessoas a ter um padrão de vida melhor do que a renda formal lhe possibilitaria; Porém, a renda formal serve como indicador comparativo entre as famílias, as pessoas e as comunidades... Pegando os dados de uma pesquisa realizada na última semana de outubro, verificamos que: 51% das famílias têm até 2 salários mínimos(SM); 33% das famílias têm entre 2 e 5 SM; 84% das famílias têm até 5 SM; 10% das famílias têm entre 5 e 10 SM; 43% das famílias têm entre 2 e 10 SM; 3% das famílias têm entre 10 e 20 SM; 1% das famílias têm mais de 20 SM; 2% das famílias não sabiam ou não responderam. 4 – O quê os moradores da cidade mais rica do Brasil acham da sua Qualidade de Vida? 54% das pessoas estavam SATISFEITAS; 10% das pessoas estavam MUITO satisfeitas 26% das pessoas estavam INSATISFEITAS 10% das pessoas estavam MUITO insatisfeitas Podemos dizer que 54% das pessoas satisfeitas, MAIS os 10% das pessoas MUITO SATISFEITAS, totalizando 64% das pessoas, correspondem as pessoas pró manter as coisas como estão... Da mesma forma, podemos dizer que, 26% das INSATISFEITAS, mais 10% MUITO insatisfeitas, podem representar as pessoas mais receptivas a serem contra o governo. Quando comparamos as declarações das pessoas satisfeitas (54%), mais as muito satisfeitas (10%), com a renda declarada, percebemos que 49% das pessoas ganham mais de 2 salários mínimos. O que levaria as pessoas que ganham menos de 2 mil reais por mês a se declararem satisfeitas ou muito satisfeitas com a vida? Somos um país de conformistas? Ou a economia informal é bem maior do que imaginamos, quando comparada com a economia formal, ou a é mais social do que econômica. Talvez este otimismo todo tenha a ver com a cultura religiosa e cordial dos brasileiros e brasileiras... Vamos ver se as eleições municipais nos ajudam a entender este dilema.

Nenhum comentário:

Postar um comentário