domingo, 15 de novembro de 2020

Clovis, o Metalurgico, morreu

Clovis morreu. Quem foi Clovis? Militante histórico morre no dia das eleições Clovis de Castro, companheiro militante modelar, sempre presente nas lutas dos trabalhadores, na história da CUT e do PT. Sempre esteve nas atividades do Sindicato dos Bancários de São Paulo, onde gostava de montar sua banca de livros sobre a esquerda brasileira, latino-americana e mundial. Clovis de Castro, entre muitas coisas, viveu na época pesada da ditadura militar, foi quadro do Partido Comunista e foi preso pelos ditadores. Em liberdade, atuou na Oposição Metalúrgica de São Paulo. Mesmo com toda atuação política, teve família, filhos e netos. Sempre que eu o encontrava repetia a mesma pergunta: Quem foi Clóvis? Nosso Clovis já sabia, porque eu contara a história do Clóvis mais antigo que eu conhecia. No início dos anos setenta, nós estudávamos no Colégio Presidente Roosevelt, na Liberdade. Tinha um professor de História muito metódico que passava uma lista de perguntas para a classe responder e depois alertava os alunos que daquelas perguntas, quatro cairiam na prova. Quando terminava a aula, íamos da Rua São Joaquim até o Bixiga, onde morávamos, um grupo de colegas comentando sobre as perguntas. Uma delas era: “Quem foi Clovis?” E nós respondíamos: “Neto de Miroveu, fundador da Dinastia Mirovingia”. A Dinastia Mironvindia dos francos, que pega a França, Bélgica e outras partes da Europa. Conviver com os dois Clovis sempre foi muito agradável. Clóvis de Castro, nosso metalúrgico que gostava de vender livros de esquerda e Clóvis, neto de Miroveu, que criou um grande império no coração do mundo. Abraços, Gilmar Carneiro

Um comentário:

  1. Cloves foi um guerreiro. Aprendi muito com ele, especialmente como dar outra utilidade às nossas bengalas contra os fascistas.

    ResponderExcluir