segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Bradesco também quer mais agilidade

Bancos: As montanhas continuam se movendo Quem não tiver agilidade perde espaço. A concorrência está mais agressiva e tanto os bancos grandes como os pequenos precisam definir melhor o que pretendem fazer para garantir seu espaço. Talita Moreira, jornalista do Valor, continua garimpando informações importantes. Além de ouvir os banqueiros, convém que Talita também converse com Juvândia Moreira, presidente da Contraf-CUT, confederação dos bancários do Brasil. Bradesco faz ajustes na área de atacado As mudanças vão resultar no corte de 23 executivos da área de “corporate” Valor - Por Talita Moreira — De São Paulo 05/10/2020 O Bradesco anunciou internamente na sexta-feira uma reestruturação da área de atacado, com a eliminação de dois níveis hierárquicos. Em paralelo, o chefe da área de banco de investimento, Alessandro Farkuh, pediu seu desligamento da instituição. As mudanças vão resultar no corte de 23 executivos da área de “corporate”, disse o vice-presidente de atacado do Bradesco, Marcelo Noronha. De acordo com ele, foram eliminadas as funções de diretor e gerente regional, reduzindo de cinco para três os níveis entre os chefes de área e os gerentes. “Com isso, a gente aproxima o cliente do ‘head’. A tomada de decisão é mais rápida, e esse é o objetivo”, afirmou. O Bradesco ainda não definiu um substituto para Farkuh. De acordo com ele, o banco está em busca de nomes no mercado. As mudanças envolvem a promoção da diretora Claudia Bollina Mesquita, que assumirá o comando da área de mercado de capitais/renda variável. Ela substituirá Glenn Mallett, que está de saída. Também deixará a instituição Juan Briano, que era chefe da área de global markets e ficava em Nova York. O executivo será sucedido por Rui Marques, que cuidava da corretora institucional, e continuará baseado em São Paulo. Houve uma tentativa de manter Briano no banco, mas ele optou por continuar vivendo nos Estados Unidos. “São medidas que a gente vinha planejando no começo do ano, parou com a covid19 e agora voltou”, disse. Além da movimentação no corporate, o Bradesco também vai mexer no segmento de médias empresas. Nesse caso, o foco recai sobre a estrutura física. Segundo Noronha, serão devolvidos oito pontos de atendimento de um total de 70 voltados a esses clientes. Com a decisão de manter um home office parcial no póspandemia, serão liberados espaços nos prédios administrativos, que abrigarão equipes de agências. É o caso de três pontos de atendimento voltados ao segmento de “middle” que o Bradesco mantinha nas avenidas Faria Lima, Luís Carlos Berrini e Morumbi, em São Paulo. Os três imóveis, alugados, serão devolvidos e o atendimento passará a ser feito no edifício corporativo do banco na Faria Lima. “Estamos trazendo ganho de eficiência, produtividade e fazendo ajustes no modelo de gestão.” Todo mundo ligado... BTG terá ano recorde de contratações em plena pandemia Banco já recrutou 700 funcionários e deve atrair mais 300 até o fim do ano, um aumento de quase 40% do quadro voltado principalmente para o braço digital criado para o varejo. Investidores se mantêm cautelosos com a situação das contas públicas brasileiras e acompanham a situação nos EUA após o presidente americano contrair covid-19

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