quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A Folha apoia Bruno Covas e Boulos

A vida como ela é A Folha, como a Rede Globo, sofre de uma doença chamada hegemonismo, isto é, por ter ampla maioria no mercado nacional, acham que devemfazer de tudo para quesuas posições sejam vistas como as mais corretas e as melhores para a população, o povo e o país. A Folha sempre foi tucana - PSDB - o que poderíamos dizer que é centro-direita, enquanto a Rede Globo, semlpre foi conservadora, mais para PSDB-PFL-DEM-MDB. Assim, a soma dos dois, Folha e Rede Globo acaba abrangendo a grande maioria dos conservadores. Com a redemocratização do pais, a direita nacional viu crescer dois tipos de lideranças políticas que, na maioria das vezes, aceitam fazer parcerias com a Folha e com a Rede Globo, mas não aceitam ser subordinados. Um foi o segmento da esquerda, liderado pelo PT, mas com peso também do PDT, PSB, PC-B, PSOL. O outro são os evangélicos pentecostais que, se por um lado conviviam com as esquerdas mesmo sendo conservadores, por outro lado semlpre viveram em guerra com a Folha e com a Rede Globo. Nos governos petistas, os evangélicos se aliaram com estes porém sem se diluirem, já os conservadores da imprensa mantiveram-se em oposição aos governos de centro-esquerda. Um medo desnecessário já que o PT nunca ameaçou em a Folha nem a Globo. Muito pelo contrário, sempre quis ser parceiro. Se não estão juntos é porque a Folha e a Globo se recusaram... Apesar da imprensa conservadora, o PT ganhou centenas de prefeituras, vários governos estaduais e quatro vezes a presidência da República. A imprensa conservadora não deixou por menos, como não conseguia derotar o PT no voto, derrotou com mais um Golpe de Estado. Depois do golpe, ficou mais fácil combater pesadamente o PT e sua liderança maior que é Lula. Para manter Lula e o PT fora da presidência, a imprensa conservadora aceitou e aceita fazer aliança até com o satanás, personificado em Jair Bolsonaro, ex-militar, louco, evangélico e amigo das milícias, além de aliado da direita americana publicamente. Como a Folha e a Globo ainda não conseguiram forjar lideranças conservadoras capazes de derrotar Lula e Bolsonaro, elas mantém a aliança tácita com Bolsonaro e com todos que podem impedir o crescimento do PT. Este apoio contra o PT vale inclusive apoiar candidatos de esquerda que silenciosamente se beneficiam de tão grande apoio. A Folha, que é menos sutil que a Globo, escancara nas suas folhas do jornal, o apoio a Bruno Covas e, por tabela, publica amplas reportagens sobre as dificuldades do PT e a concorrência que o partido tem enfrentado com o PSOL que é fruto do PT mas é mais moderado que o PT. Além de ter suas lideranças mais intelectualizadas e menos competitivas em eleições para governadores e presidente. E tudo isto é percebido e acompanhado silenciosamente. Faz parte do jogo? Faz, mas ninguém venha dizer que não sabia o que estava acontecendo. A classe média continua sentida com o PT? Continua. Os evangélicos já não precisam do PT. Estes são o próprio governo atual, conservador, hostil e preconceituoso. O candidato do PT em São Paulo poderia ser um intelectual, de fala mansa e não hostil à Folha? Poderia, mas não é, e não foi porque os candidatos seriam os mesmos de sempre. Marta Suplicy, como prefeita filiada ao PT, foi a melhor prefeita que São Paulo teve nos últimos 50 anos. Depois perdeu-se no mundo das vaidades... Erundina, como prefieta filiada ao PT, foi a prefeita mais à esquerda e mantém até hoje ampla base de apoio no PT. Apesar disto tudo, o PT em São Paulo pode surpreender e crescer até 16 ou 20%? Pode. Principalmente se LULA tomar para si a campanha e buscar o apoio efetivo dos paulistas. Outro apoio fundcamental para a campanha crescer é o ex-prefeito Fernando Haddad. Quanto ao apoio dos intelectuais e artistas a Boulos? Isto é maravilhoso, mas não suficiente para ganhar eleições. Enfim, devemos fazer um primeiro turno respeitoso para estar todos juntos no segundo.

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