terça-feira, 22 de setembro de 2020

Prestadoras de Serviços, a internet e o subcapitalismo

Você já foi roubado hoje? Estão nos fazendo de otários... O subcapitalismo brasileiro Com a quarentena, as empresas passaram a usar cada vez mais as vendas por internet. No início foi difícil, mas, aos pouco foi-se comprovando que este caminho era uma mina de ouro. Mais barato, mais rápido, porém, de vez em quando, você compra um aspirador e a empresa entrega um outro produto com o valor bem menor do que você pagou. Além dos riscos de comprar gato por lebre, tem também o ritual de contato ou tentativa de contato com “o serviço on-line do vendedor e a necessidade de você passar um monte de informações, número de cartão de crédito, endereço, etc.” No caso de você querer comprar roupas, sapatos, livros ou mesmo eletrodomésticos, vocês tem muitas alternativas de fornecedores ou de vendedores, mas, quando você precisa usar o sistema das empresas de serviços básicos – que foram todos privatizados – aí o diabo pega. Água, luz, telefones, TVs, internet, gás, e mais alguns... todos estes serviços ou são monopólios ou são oligopólios com duas ou três empresas. Por exemplo: Águcompa é monopólio, em São Paulo, é SABESP; luz, era uma empresa americana que não deu certo e agora é uma empresa italiana, também monopólio; telefones são basicamente três – Vivo, Claro/Net e Tim – TVs a cabo e internet, basicamente continuam com as mesmas três concessionárias de; telefonia; o gás também continua monopolizado. Se era para privatizar e deixar nas mãos de monopólios ou oligopólios privados, qual seria a diferença? Na prática, a única diferença relevante é que, a corrupção nas empresas estatais é feita pelos políticos, enquanto que a corrupção nas empresas privadas é feita pelos empresários. No caso do Brasil, os preços continuam altos, o atendimento continua ruim e o cliente fica refém do prestador de serviço. Os preços no Brasil são maiores que na América Latina e na Europa. Para complicar ainda mais, os preços dos produtos oferecidos por estas empresas estão dolarizados, isto é, enquanto a inflação medida pelo IPCA está em 2 ou 3% ao ano, a inflação da desvalorização do real – nossa moeda – em relação ao dólar está entre 20 e 30%. Dez vezes acima! Como pode a economia ter duas ou mais inflações paralelas? Porque o governo protege as empresas em detrimento de seus funcionários e de seus clientes? E quem são estes funcionários e clientes? Estes ilustres prejudicados, enganados e roubados, é, simplesmente o povo brasileiro. Simplificando: - Você paga caro, é mal atendido, perde horas e dias tentando resolver pequenos problemas fáceis de resolver, e, muitas vezes tem que entrar na justiça para reaver o que estas empresas cobram a mais. - Você pode chamar isto de capitalismo de mercado? Jamais, isto é na verdade um SUBCAPITALISMO. Uma farsa, uma grande enganação. Como resolver? - Temos que exigir que, nos casos comprovados de má fé ou de incompetência grosseira, as empresas paguem pesadas multas; - Estas agências reguladoras se transformaram em verdadeiros micos, na prática são empresas estatais que protegem para as empresas do que os clientes; - Temos que avançar nas Comissões de Conciliação de Pequenas Causas, ágeis e sem recursos protelatórios; - Temos que garantir o sistema único de custos financeiros, nada de um ser em dólar e outro em reais; - Temos que ampliar o número de empresas prestadoras de serviços. Uns criticam o governo dizendo que o governo quer ser “capitalismo de Estado”, outros ficam sem o serviço ou com serviços bem precários, sem atender nem os clientes nem a sociedade como um todo. Servindo para desmoralizar a economia, os governos e a própria democracia com livre concorrência. Como está não dá para continuar...

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