domingo, 13 de setembro de 2020

Passado e futuro. O eu, o nós e o nosso...

Vale a pena conviver com as sequelas das guerras? Os países que passaram por guerras, sabem o que é o sofrimento e as sequelas que as guerras deixam, principalmente para quem foi derrotado. Países, como o Brasil que, além de não participar das batalhas principais, se beneficiou vendendo produtos para as guerras, as pessoas não mensuram os impactos nas pessoas, nas famílias, nos negócios e naprópria história. No entanto, o Brasil convive com três geracões de ações políticas coletivas. 1 - a geração mais velha que sofreu o impacto direto do golpe de Estado de 1964, depois o AI-5, com a ditadura matando e prendendo aleatoriamente, e, finalmente, o processo de redemocratização; 2 - temos a seguir a geração que viveu a partir da redemocratização e da Constituinte em 1988, Esta geração conviveu com a esperança da liberdade nunca convivida no Brasil, mas, também teve que conviver com um processo hiperinflacionário desmoralizador que afetava a vida de todos; 3 - a geração de 2013 para cá, que além de conviver com a liberdade, conviveu também com um país sem inflação. Mas, foi estimulada a não acreditar nas instituições públicas em geral. Se é público, não presta e é corrupto, parafraseando a propaganda da Volks que dizia: Se é Volks, é bom. Junto com o descrédito das instituições, conseguiram também desacreditar o PT e seus governos, que, ao sofrer dois períodos de pressão jurídica e policial, foi abandonado por amplo setor do eleitorado, facilitando o acesso de uma direita neoliberal, entreguista e cínica, que desde 1964 não tinha sido presenciada no Brasil. Para a direita não importava o como tirar o PT do poder. Porém, mesmo tendo dado mais um golpe de Estado, usado todos os recursos para eleger um louco neoliberal, entreguista e mercenário como presidente, a direita ainda não se sente segura com o PT. Para as eleições municipais, a direita vem com dois blocos táticos. Fortalece Bolsonaro pela extrema-direita tendo como principal base os evangélicos, o agronegócio e os policiais militares. Tenta recuperar o controle do governo formando a coligação tradicional conservadora formada pelo PSDB, o MDB e o DEM. Usando o poder judiciário, a imprensa e os evangélicos como formadores de opinião e cabos eleitorais... Esgotada a fase megalomaníaca brasileira, onde se afirmava que Deus era brasileiro e que o pais continental e rico não teria escassez. Vencida também a euforia com o "milagre brasileiro", depois com uma Constituição CIDADÃ, e, principalmente a inclusão de 40 milhões de pobres no mercado de consumo, aí veio o período de excassez. Principalmente excassez de lideranças éticas, e de fato comprometidas com o povo e com a democracia. Crise econômica com desemprego e arrocho salarial, custo de vida subindo, pandemia com mais de 130 mil mortes, judiciário e legislativo legalizando a direita e o entreguismo e a imprensa dando sustentação tudo isto forma a base para a campanha eleitoral para este mês de novembro. A nosa sorte é que em novembro tem também as eleições americanas. Se os democratas vencerem, derotando Trump, o mundo tende a melhorar. Enquanto a primavera não chega, todos que viveram uma luta permanente pela democracia, pela liberdade, pelo emprego, trabalho e qualidade de vida para todos, todo este pessoal vive mais das lembranças do passado do que da esperança do presente. Viver e até sobreviver nos dias atuais está muito difícil. Mas a fé na luta por um mundo melhor alimenta a vida. Vivemos um período de vacas magras. Mas o período de excassez passou no Egito, passou pelo mundo, passou nas guerras e nas ditaduras e passará também agora quando a vacina contra o virus der tempo para as pessoas reorganizarem suas vidas. Mesmo assim, ficamos assustados quando vemos governantes evangélicos e mlralistas tentarem impedir que cantemos músicas dos Beatles e dos Rolling Stones... E quando as pessoas querem ter o direito de viver com suas opções e realidades. Navegar é preciso Sonhar e ter desejos também é preciso Comer, trabalhar e descansar é imprescindível. Vida longa aos que lutaram e continua lutando por um mundo melhor, solidário e cidadão.

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