terça-feira, 25 de agosto de 2020

Skaf: Sai da Fiesp e fica com Bolsonaro?

FIESP - Empresários brasileiros e os podres poderes

Skaf: Finalmente deixa a presidência.

Peleguismo patronal mostra o atraso brasileiro

O Brasil vem num processo contínuo de desindustrialização, além das políticas econômicas equivocadas dos governantes, muitos empresários não conseguindo manter investimentos e lucros competitivos como a especulação financeira, chamada de rentismo, preferem vender suas empresas ou vender o controle e ficar minoritários.

Com o enfraquecimento das empresas nacionais, as estruturas sindicais empresariais também vão ficando “ao Deus dará”, perdendo credibilidade nas negociações com os governos e perante à sociedade.

Para complicar ainda mais, os loucos dos bolsonaristas, acabaram com a contribuição sindical tanto para os empregados como para os patrões, deixando às entidades patronais os recursos do Senai e Sesi, do Sistema “S”, e deixando as entidades sindicais dos trabalhadores sem praticamente nada, vivendo apenas das mensalidades dos sócios. Houve dois pesos e duas medidas. Para os patrões, o Sistema S, e para os empregados nada...

Isto é conhecido como peleguismo, quando os dirigentes sindicais se aliam aos governos em busca de proteção e de facilidades...

Os empresários deveriam fazer um acordo com os trabalhadores e propor ao Congresso Nacional um reforma ampla, geral e irrestrita da estrutura sindical brasileira... Mas, cadê a coragem.

Paulo Skaf, presidente da poderosa Federação das Indústrias de São Paulo, a maior e mais importante do Brasil, comunicou que não será mais candidato a presidente, talvez ele vá se aliar a Bolsonaro e sair candidato a governador de São Paulo. Gerando mais confusão...

O Brasil precisa ser modernizado, o povo precisa ser respeitado e ouvido.

Vamos fazer uma democracia de verdade no Brasil.
Chega de peleguismo!

Vejam a matéria do Valor de hoje sobre as eleições na Fiesp:

Paulo Skaf desiste de tentar reeleição na Fiesp

Para se manter presidente por mais um mandato, entidade teria de alterar seu estatuto

Por Fabio Graner — Valor - De Brasília 25/08/2020 · Atualizado

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que não vai disputar mais uma reeleição.

A informação foi confirmada por fontes que acompanharam a reunião virtual na manhã de ontem. Os relatos apontam que o titular da entidade disse que a decisão já estava tomada desde o fim do ano passado, embora nos últimos meses tenha havido um movimento para mudar o estatuto da entidade e permitir mais uma recondução ao posto.

Segundo os relatos, Skaf disse que trabalhará até o último dia no cargo, 31 de dezembro de 2022, e que não caberia em seus planos a perspectiva de ficar mais cinco anos e meio - ele ocupa a função há 16 anos. Ele já havia sinalizado isso na semana passada, em reuniões do Ciesp, mas agora a manifestação ocorre no fórum mais importante da entidade e, portanto, é visto como um compromisso mais firme.

Articulações de bastidores ao longo deste ano apontavam para mais uma tentativa de reeleição, mas tiveram uma reação muito forte de outros grupos dentro da entidade paulista. Cartas abertas e entrevistas de ex-comandantes da instituição, como Horácio Lafer Piva, e pessoas da própria diretoria da Fiesp, como o vice-presidente José Ricardo Roriz Coelho, criticaram publicamente as articulações de bastidores que impediriam uma renovação da entidade.

Fontes apontam que Skaf disse nunca ter pedido nova alteração de estatuto e que isso partiu de pessoas que concordavam com seu trabalho e que, apesar de se sentir honrado, não pretendia dar curso à ideia. Por isso, em seu entendimento, não caberia falar em “desistência” e sim de uma reafirmação de decisão que já havia sido tomada anteriormente.

O próximo passo da Fiesp deve ser abrir uma comissão eleitoral e marcar data e hora para o próximo pleito, que terá que ser realizado no segundo semestre do ano que vem. Na reunião, Skaf não determinou quem vai apoiar. Fontes especulam com nomes como Rafael Cervone, um de seus principais aliados, e Josué Gomes da Silva, do setor têxtil como Skaf. Mas Gomes da Silva tem como elementos contrários sua proximidade com o PT - Skaf tem se aproximado de Bolsonaro - além de não estar muito presente no cotidiano da Fiesp.

No bloco que se posicionou contrariamente às articulações pela reeleição de Skaf e defende a renovação da entidade, um dos nomes possíveis para disputar o cargo é de Roriz Coelho, que há cerca de dois meses disse que toparia se candidatar se os debates sobre a sucessão e os apoios fossem abertos e não de bastidores.

A decisão de Skaf ocorre pouco tempo depois de o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, ter dito que também não disputaria mais um mandato. Como mostrou o Valor há um mês, existe um debate sobre a renovação de lideranças na indústria brasileira.

O apoio para essa discussão não está apenas nas disputas na Fiesp e na manifestação de Andrade na CNI, mas também nos movimentos em outras federações. São os casos de Espírito Santo (Findes), que acaba de eleger Christine Samorini, a primeira mulher a presidir essa entidade, e do Mato Grosso, que eliminou a possibilidade de reeleição e tem no comando Gustavo de Oliveira, que está no cargo há um ano e meio.

Além disso, na semana passada a federação do Rio de Janeiro (Firjan) reelegeu Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, mas, diferentemente de outros momentos, ele enfrentou uma candidatura de oposição mais competitiva.

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