quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Rússia deixa todos na expectativa: Tem ou não tem vacina?

A vacina russa virou um debate técnico e um debate político

Porque colocar a política acima do técnico?


Na história da humanidade, sempre houve mistura entre o técnico, o político e o religioso.

O ocidente cristão estava atrasado em comparação com a medicina árabe na idade média. Como na astrologia havia os “cientistas” que defendiam que a Terra era plana e os “cientistas” que defendiam que a Terra era redonda? A Rússia já viveu algo parecido na época de Stalin. ..

Atualmente há dois debates relevantes:

1 – Porque a Rússia, mesmo tendo tecnologia moderna, não está seguindo todas as regras reconhecidas pela OMS – Organização Mundial da Saúde para fazer a VACINA?

2 – Se a questão passou a ser mais política do que técnica, quais motivos políticos são estes?

Vejam esta matéria que saiu no Valor de hoje:

Rússia defende vacina e diz que primeiro lote sai em duas semanas


Especialistas de todo mundo receberam o anúncio da Sputnik V, na terça, com desconfiança

Por Valor — São Paulo 12/08/2020 10h30

O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, saiu em defesa da vacina contra a covid-19 registrada pelo país na terça-feira e prometeu que os primeiros lotes serão aplicados, de forma voluntária, em médicos russos daqui duas semanas.

Muraskho afirmou que as críticas de especialistas de todo o mundo sobre a rapidez no desenvolvimento da vacina se devem à competição entre os países e empresas farmacêuticas na corrida pela busca por uma substância capaz de imunizar a população mundial contra a doença.

“Colegas ocidentais, que podem sentir a vantagem competitiva do medicamento russo, estão tentando expressar opiniões que, do nosso ponto de vista, são completamente injustificadas”, disse Murashko nesta quarta-feira.

Para defender a vacina russa, o ministro afirmou que outros países também estão adotando programas acelerado de desenvolvimento de suas candidatas mais promissoras.

Segundo Murashko, os primeiros lotes da vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamalaya, de Moscou, estarão disponíveis dentro de duas semanas. Médicos voluntários serão os primeiros a receber as doses, que só devem ser distribuídas ao restante do país em outubro.

Especialistas de todo o mundo receberam o anúncio da aprovação da vacina, batizada como Sputnik V, com desconfiança. Em parte, eles questionam a falta de transparência no processo de desenvolvimento e o fato de a substância não ter sido testada em um grande número de pessoas.

A Sputnik V ainda se encontra em testes com humanos. A etapa, chamada de fase 3, visa certificar se a vacina pode evitar uma infecção, quão efetiva ela é e detectar efeitos adversos mais sutis que nas fases anteriores.

A vacina russa é baseada numa plataforma de vetores de adenovírus, usada com sucesso na vacina contra o ebola em 2015. “Essa vacina é uma plataforma que já é conhecida e bem estudada”, disse o ministro ao defender a Sputnik V.

Apesar da desconfiança global em relação à vacina, a Rússia diz que muitos países já demonstraram interesse em produzi-la. Um deles é o Brasil.

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