terça-feira, 18 de agosto de 2020

Rio de Janeiro e o mau exemplo empresarial na Firjan

Presidência da Firjan é vitalícia?

Os empresários brasileiros gostam de dar maus exemplos...

Com que autoridade os empresários do Rio de Janeiro, e do Brasil, falam em democracia, participação social e estímulos a participação da base nas instituições?

A Folha de hoje trás a notícia das eleições das Federações das Indústrias do Rio de Janeiro, onde o presidente atual foi eleito para o NONO (NOVE) mandato presidencial. Quer dizer que ele vai ficar 27 anos (9 x 3), 27 anos como presidente?

Já os trabalhadores brasileiros praticam outro tipo de democracia.

Na CUT, nos metalúrgicos do ABC e nos bancários de São Paulo e do Brasil, os dirigentes ficam no máximo dois mandatos no mesmo cargo. Isto é, os presidentes ficam dois mandatos e escolhem outra pessoa para ser presidente, estimulando o aprendizado, a diversidade de representação da base, etc.

Por exemplo: Os bancários de São Paulo, sempre com dois mandatos, foram eleitos Augusto Campos, do Banespa, Gushiken, do Banespa, Gilmar Carneiro, do Banerj, Ricardo Berzoini, do Banco do Brasil, João Vaccari, do Santander, Luiz Claudio Marcolino, do Itaú, Juvândia Moreira, do Bradesco e agora é Ivone, do Itaú.

O trabalho sindical melhorou, estimulamos a rotatividade e o aprendizado, tanto os bancários como os banqueiros, viveram novas experiências de negociações e a Democracia saiu fortalecida.

O Rio de Janeiro continua lindo, já cantava Gilberto Gil, mas empresários fazendo eleições vitalícias é muito feio...

Vejam a matéria da Folha de hoje:

Presidente da Firjan é reeleito para seu nono mandato consecutivo

Gouvêa Vieira derrota antiga aliada e segue à frente da federação que dirige há 25 anos

UOL – Folha - 17.ago.2020 às 20h12Atualizado: 17.ago.2020 às 20h31

Há 25 anos à frente da instituição, o presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, se reelegeu nesta segunda-feira (17) para seu nono mandato. Gouvêa Vieira comandará a entidade por mais quatro anos.

Por 58 votos a favor, 42 contra e 1 em branco, Gouvêa Vieira derrotou uma antiga aliada –a vice-presidente da federação e presidente licenciada da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Ângela Costa–, em uma disputa marcada por troca de acusações e debates acalorados nas redes sociais.

Os opositores de Gouvêa Vieira queixavam-se de falta de transparência na administração de um orçamento anual de cerca de R$ 1 bilhão e chegaram a recorrer à Justiça do Trabalho contra a contratação de uma empresa para a realização da votação por meio eletrônico. Prevaleceu, no entanto, o voto online.

Esse não foi o único percalço enfrentado por Gouvêa Vieira. Adversários acusaram o dirigente de desperdício dos recursos do Sistema S, como os mais de R$ 110 milhões gastos para a instalação da Casa Firjan –segundo eles, um “palacete” na Zona Sul do Rio– e os custos para mudança da marca da federação fluminense.

Em resposta, Gouvêa Vieira disse associar seus críticos “a uma verdadeira vanguarda do atraso, jurássica”.

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