segunda-feira, 10 de agosto de 2020

O drama do PT: Qual voto vale mais?

Abaixo assinado: O feitiço contra o feiticeiro...

Na política de desqualificação do PT, a Folha transformará, cada assinatura em apoio a candidatos que NÃO sejam do PT, num grande fato político. O mesmo acontecerá quando o PT apoiar candidatos a prefeito por outro partido como em Porto Alegre.

“Delenda Carthago est”, já dizia o imperador de Roma. A Folha diz a mesma coisa do PT: Ou concorda com minha política ou o destruirei... Os americanos chamam isto de "Democracia do Big Stick".

O PT sempre usou o apoio dos artistas, dos intelectuais e de personalidades nas campanhas eleitorais. Isto ajudou o partido a crescer e ganhar eleições. Isto tem a ver com a diferença entre partido de quadros e partido de massa. A estrutura eleitoral brasileira desqualifica os partidos e supervaloriza os candidatos, como forma de facilitar o domínio conservador.

Com o veto conservador ao retorno de Lula como presidente, o partido vive o dilema imposto pelos conservadores e golpistas:

(1) – Ou aceitam ser um partido que aceita os limites impostos pelos conservadores, sendo um partido “consentido”; ou

(2) - tenta se legitimar no eleitorado, porém enfrentando a guerra total por parte de seus adversários conservadores.

No Brasil, a questão racial e a questão de ser de esquerda sempre foram “caso de polícia”. Isto é, os negros não podem se organizar enquanto maioria do povo brasileiro; e os trabalhadores não podem se organizar enquanto classe trabalhadora e maioria do povo. Lembram de mulher, pobre, negro e desempregado?

Democracia é um grande desafio. Basta lembrar de Mandela na África do Sul e Luther King nos Estados Unidos. Cadeia e bala para quem não obedece aos brancos...

Defendo o “Lulinha paz e amor”. Sem precisar ser subserviente. Lula continua sendo o melhor exemplo de liderança popular e social que o Brasil já teve. A direita nacional tem uma relação de inveja com Lula. E esta inveja levou à eleição de Bolsonaro.

Tanto o PT como a imprensa e as instituições precisam ter o povo em primeiro lugar. O voto soberano e universal deve ser o instrumento de eleição desta ou daquela pessoa ou partido.

Este ano, 2020, o PT tem enfrentado um debate sobre “o que é frente ampla” e onde o partido deve lançar candidatos a prefeitos ou apoiar candidatos de outros partidos.

O curioso é que a mesma imprensa que apoiou o golpe de Estado contra Dilma em 2016, agora lidera a campanha pela desqualificação dos candidatos petistas.

É a síndrome de 2022, quando teremos eleições presidenciais e para governadores.

Enquanto o PT apanha, os partidos de oposição ao PSDB e a Bolsonaro se fazem de moucos. Pretendendo ganhar mais votos no primeiro turno e, onde o PT for para o segundo turno, apoia-lo barganhando cargos.

A campanha eleitoral de Jilmar Tato está ficando cada vez mais cara ao partido, particularmente vendo declarações que sangram sua militância.

Faz parte do aprendizado democrático. Mas pode sair caro demais...

Veja a notinha singela da Folha...

Celso Amorim, ex-chanceler de Lula,
apoia Boulos para prefeito em SP

Filiado ao PT, que lançou Jilmar Tatto como candidato, ex-ministro diz que campanha precisa ser nacionalizada

Folha, Monica Bergamo - 10.ago.2020 às 9h17

O ex-chanceler Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores de Lula e da Defesa no governo de Dilma Rousseff, decidiu aderir à campanha de Guilherme Boulos, do PSOL, que concorre à Prefeitura de São Paulo numa chapa com Luiza Erundina como vice.

A notícia deve causar impacto: Amorim é filiado ao PT, que lançou Jilmar Tatto para concorrer a prefeito na capital. E, mesmo fora do governo, se manteve muito próximo de Lula.

“As próximas eleições terão significado nacional. Em São Paulo, a chapa Boulos-Erundina é a que melhor encarna as duas lutas essenciais do momento: a defesa da democracia e o resgate da soberania”, afirma o ex-chanceler.

Ele diz que sua decisão foi pessoal, sem consultas a outras lideranças do PT.

A candidatura de Boulos tem atraído antigos e simbólicos apoiadores do PT, como Chico Buarque, Wagner Moura, Camila Pitanga, Luis Fernando Verissimo, Vladimir Safatle e André Singer, que assinaram manifesto de apoio ou expressaram suas opiniões em textos individuais.


Nenhum comentário:

Postar um comentário