sábado, 29 de agosto de 2020

Faltam apenas 66 dias para Trump perder as eleições

Vai ter que respeitar o resultado...

Lendo e vendo videos sobre eleições e democracias pelo mundo, é comum encontrarmos situações em que os Estados Unidos não gostam dos resultados das urnas, isto é, o povo elege um candidato que não é o de preferência dos Estados Unidos, e ai o governo americano vai lá e derruba o governo eleito ou não deixa tomar posse.

Na guerra fria era até aceitável a ameaça de o candidato eleito querer passar para o outro lado. Mas, agora que os Estados Unidos estão sozinhos como xerifes internacionais, interromper eleições para não perder é falta de honestidade.

Tivemos o caso do Egito depois da primeira eleição democrática no Egito e num país muçulmano...

Tivemos o caso de Honduras, depois do Uruguai...

Na época da guerra fria, o caso mais escandaloso de intervenção americana foi o Chile de Salvador Allende em 1973. O caso do Brasil foi em 1964. E, a partir do Brasil, foi um golpe atrás do outro, não sobrando praticamente ninguém.

Mas, nos Estados Unidos, há o hábito de se respeitar o resultado. Embora tenha também seus casos cabeludos... O assassinato de Kennedy, presidente. E, mais tarde, o assassinato de outro Kennedy, candidato.

O normal nos Estados Unidos é o candidato ou presidente
submeter-se a "questão de Estado".


Havia uma curiosidade muito grande sobre se Obama obedeceria à política internacional dos Estados Unidos ou se tentaria influenciar para mudanças. Obama fez um bom governo nos dois mandatos, mas submeteu-se à questão militar internacional.

Trump fez muito barulho, ameaçou, xingou um monte de gente e países, mas manteve a política internacional.

Nestas eleições de 3 de novembro, a grande sinalização de mudança com a eleição de um democrata para presidente será a mudança de comportamento da repressão policial contra os negros americanos. Os mártires dos anos 60, 70, grande lideranças negras, somadas à resistência nos dias atuais, levarão à mudança tão significativa quanto foi a evolução do voto feminino.

O mundo sinaliza que é hora de mudanças qualitativas como a igualdade para as mulheres, o respeito aos direitos dos negros, a valorização das parcerias internacionais, incluindo o respeito à ONU e suas instituições.

O mundo vai mudar para melhor. Ficaremos livres de Trump, depois ficaremos livres de Bolsonaro e, aos poucos, teremos um período cuidando da Natureza e do planeta Terra.

Já pensaram?

Só em pensar nisso, vale a pena fazer a contagem regressiva.

Faltam APENAS 66 dias para Trump perder as eleições e começar uma nova primavera.

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