sábado, 15 de agosto de 2020

Brasil: Os medos reais e os medos imaginários

Vivemos sob o signo dos medos

O medo da morte atualmente é o mais forte. A morte tem chegado perto da gente ou pelo virus ou pela violência...

O medo da fome também é um medo real. Dezenas de milhões de brasileiros estão passando fome, em função da pandemia, da economia parada e da recessão...

O medo do desemprego é outro terror que afeta dezenas de milhões de pessoas em todo o Brasil e em todos os níveis sociais...

Estes três medos juntos fazem com que apareçam muitos outros medos.
Por exemplo, medo de não ter dinheiro para pagar as escolas dos filhos, medo de perder o convênio médico da família, medo de não conseguir outro emprego ou ainda medo de o filho adolescente não conseguir o seu primeiro emprego.

E tantos outros medos...


Com tantos medos, as pessoas voltam a perguntar:

- Para que servem os governos?

- Para que serve o judiciário?

- Para que serve a polícia?

- Para que servem os políticos?


São todas instituições caras, dispendiosas e que estão apresentando poucos resultados.

- Os governos NÃO estão conseguindo combater a pandemia. Mais de mil brasileiros continuam morrendo por dia...

- O judiciário não se entende. Cada hora um juiz julga diferente do outro, ignorando o clamor social...

- Quando a gente ler que um policial matou um jovem de apenas 19 anos no dia do seu aniversário. Não é de chorar?

- Quando os políticos brincam de trocar de partidos políticos, ignorando o que seus eleitores acham disto, estimulam mais a desconfiança do que a confiança...


Portanto, as pesquisas da Folha sobre o governo Bolsonaro não surpreendem.
Elas sinalizam que o povo está pensando e agindo independente do que "os políticos, os governantes, os juízes, a polícia e a imprensa" estão pensando ou fazendo...

Faltam apenas 90 dias para as eleições de prefeitos e vereadores.
Ninguém tem bola de cristal para prever os resultados nas urnas "eletrônicas". Noventa dias passam muito rápido e as campanhas eleitorais serão com pouco material de campanha e muita incerteza.


A imprensa trabalha com a ideia de se criar no Brasil dois blocos:

A - Os que são contra Bolsonaro e

B - os que são a favor de Bolsonaro.


O ideal seria se a sociedade organizasse as eleições com quatro blocos que servissem de referência nacional:

1 - O bloco dos bolsonaristas - mais conservadores e autoritários.

2 - O bloco dos conservadores democráticos - que acham que precisamos investir mais na economia e na paz social, mas são neoliberais e querem fazer reformas e mais reformas.

3 - O bloco dos que querem juntar todo mundo contra Bolsonaro - incluindo aqui o MDB e este monte de partidos com nomes esquisitos. Estes priorizam manter seus mandatos políticos, independente do nome do partido.

4 - O bloco dos que querem pacificar o Brasil, mudando a política econômica, priorizando o emprego, o trabalho, as políticas públicas e a recuperação da imagem internacional do Brasil.

Com eleições em dois turnos, temos condições de os eleitores decidirem com mais alternativas para votar e ajudar o Brasil.

A crise é muito grande, os medos são imensos... Precisamos fazer alguma coisa de concreto, um gesto que mude esta triste realidade.

Que tal fazer uma trégua, renegociar as dívidas, recuperar empregos e renda, ajudar as empresas a voltar a produzir e vender, e, principalmente combater o virus e colocar a vida das pessoas acima de tudo?

A palavra final deve ser do povo e não do judiciário.

E o povo precisa de dinheiro para comprar comida, pagar dívidas, manter as escolas, os convênios médicos, o trabalho e o lazer.

A gente também quer ser feliz... Ou a nossa felicidade põe medo em alguém?

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