quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Autoafirmação desagradável na Folha

Mirem-se no exemplo...

A Folha cresceu, tornou-se o maior jornal do Brasil, mas ainda não superou certas manias de autoafirmação de adolescente.

Uma das manias da Folha é o tempo todo repetir que é o maior jornal do país. Isto eu não acho ruim, porque acompanho o jornal há 50 anos e valorizo o esforço empresarial que foi feito para chegar a esta posição confortável.

Mas, a mania de querer posar de guia política da liberdade, da democracia e do respeito às divergências, e, sentir-se com autoridade para chamar os governantes que a Folha não gosta ou não concorda politicamente de ditadores e autocratas, ou outros adjetivos também desagradáveis.

Fazer a crítica em artigos de análises, eu concordo. Mas, toda vez que falar da pessoa ou do país, explicitar ao lado "o ditador" ou "o autocrata". Raramente a gente vê "o golpista". Por que será?

A Folha e a imprensa brasileira apoiaram os golpes, sendo o civil-militar de 1964, e o golpe civil-jurídico de 2016. Portanto, a Folha e a imprensa nacional são reincidentes em apoiar golpes. Poderíamos escrever ao lado da palavra Folha, a golpista". Mas eu me recuso a fazer isto.

Ontem eu percebi que toda vez que estou lendo uma matéria e aparece a adjetivação desagradável colocada pelo jornalista da Folha, o que reforça que deve ser DETERMINAÇÃO EDITORIAL, eu para de ler e vou fazer outra coisa.

Eu não sei de onde a Folha copiou esta mania desagradável. Eu quero contribuir para a Folha mudar de postura, melhorar, abrir os corações e as mentes para a paz e a liberdade.

Eu contribuo como assinante e como crítico permanente da Folha. Quero que ela seja um jornal de padrão internacional e que esteja na vanguarda como esteve nas diretas Já!

A Folha vêm melhorando muito. Voltou a usar o amarelo pela democracia e a liberdade. Falta dar mais liberdade para o leitor, colocar mais informações e análises, deixando o leitor "descobrir" as contradições e os melhores caminhos para a verdadeira liberdade.

Eu tenho esta mania de gostar da Folha e de querer dar palpite no jornal.

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