domingo, 2 de agosto de 2020

A destruição do Japão foi muito maior que Hiroshima e Nagasaki

Erros individuais e punições coletivas

O Japão tem uma bela história.
Mesmo que tenha tido uma longa história de guerras e destruições, sua história cultural é especial. São 15 mil anos de história.

O Japão sempre foi um país belicoso. Talvez como autodefesa ou, talvez por acreditar que fosse divino...

Também teve seu lado esperto. Na era Meiji, da modernização, aliou-se a Inglaterra e depois aos Estados Unidos, importando armas de fogo, técnicas militares modernas, canhões e a estruturação do Estado Moderno para a época. Assim, adquiriu capacidade industrial e desenvolveu sua infraestrutura estratégica.

Aproveitou-se da fragilidade da China, que estava sob domínio inglês, e também pegou seu pedaço do continente chinês, além de controlar também a Coreia.

Tendo dois grandes aliados até a primeira guerra mundial, quando viu que o mundo se preparava para a segunda guerra, preventivamente começou a se aliar também com os nazistas. De olho na China e na Ásia... Melhorou sua marinha, sua aeronáutica e sua capacidade de luta em terra, treinando e equipando seu exército.

Se tivessem permanecidos como aliados da Inglaterra e Estados Unidos, com certeza sairia da guerra como o grande Império Asiático... Mas, escolheu o parceiro que no final perdeu a guerra. E com isto acabou a divindade nipônica...

Na segunda guerra morreram mais de DOIS MILHÕES DE MILITARES JAPONESES.

As duas bombas atômicas serviram para muitas coisas, onde, para os americanos, naquele momento o que menos importava era quantos japoneses iam morrer. Importava mais o efeito das bombas sobre os adversários dos Estados Unidos como um todo.

1 - VINGANÇA - Faz parte dos Estados Unidos ser um país belicoso e vingativo. E, para mostrar ao Japão que o ataque suicida contra Pearl Harbor, não seria perdoado pelos americanos e o castigo seria a OCUPAÇÃO MILITAR DO JAPÃO. Até hoje, existem no Japão mais de 50 mil militares americanos, além de suas bases com armas de todo tipo, inclusive atômicas.

Um país que nunca tinha sido invadido e ocupado, perdeu sua divindade e sua soberania por causa de alguns fanáticos militares e governantes...

Mas o Japão continua lindo e com grande capacidade industrial e cultural.

2 - DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA - As bombas atômicas também serviram para mostrar a Stalin, da Rússia, de que era mais barato um acordo geral com os Estados Unidos do que continuar a guerra indefinidamente.

A Folha de hoje, domingo, 02/08/20, trás uma bela reportagem sobre os sobreviventes de Hiroshima que moram em São Paulo. São depoimentos emocionantes de pessoas que estavam em Hiroshima na hora que a bomba explodiu. Uma monstruosidade...

Na guerra, não existe apenas uma monstruosidade, há milhares delas. Bombas atômicas, bambas incendiárias, toneladas de bombas sobre populações civis, rompimentos de barragens matando animais, pessoas e tudo que fica debaixo d'àgua, etc. Em todos os casos podemos pegar depoimentos para mostrar o sofrimento humano.

A coragem dos alemães em fazer Campos de Concentração com Câmeras de Gás, onde morreram centenas de milhares de pessoas foi pior do que a coragem de se soltar duas bombas atômicas. Porém, os que morrem têm a mesma importância perante a humanidade. Sejam eles brancos, negros, judeus ou ciganos.

O mundo atual caminha para novas guerras...

O centro do mundo já não é Londres, agora é Washington. Na Ásia, a maior presença já não é do Japão, e sim da CHINA.
Os alemães passaram a ser o principal país da Europa, sem precisar fazer nova guerra militar, ao contrário, pela paz foi reunificada e fortalecida como economia. Israel, com seu estoque de bombas atômicas, substituiu a influência da Inglaterra na região. E a África continua tentando desenvolver infraestruturas para que seus países e suas comunidades sejam chamados de países com Estados e instituições para seu povo. A América Latina entrou numa encruzilhada...

Voltando às bombas atômicas e suas maldades

Meu sogro veio do Japão antes da segunda guerra, o Brasil tem uma grande concentração de imigrantes japoneses, o que nos tem dado muita alegria e sucesso.

E devemos investir para que "Os sobreviventes da Paz" sirvam de exemplos para as gerações atuais de todos os países. Um mal acordo sem guerra, pode ser melhor do que milhões de mortos e um final sem acordo nenhum.

E quanto mais tivermos demonstrações de que o povo deve priorizar a paz em detrimento da guerra, melhor.

Banzai, Banzai, Banzai.

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