segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Faltam 64 dias para Trump perder as eleições. Trump estimula violência.

Portland protests: Trump and Biden clash over street violence

BBC - 31 August 2020

One dead in Portland shooting

US President Donald Trump and his Democratic rival Joe Biden have clashed over the violence that has erupted at protests in Portland, Oregon.

Mr Trump blamed the Democrat mayor of Portland, Ted Wheeler, for allowing the "death and destruction of his city".

But Mr Biden said the president was "recklessly encouraging violence".

A man was shot dead in Portland on Saturday as elsewhere in the city a pro-Trump rally clashed with Black Lives Matter protesters.
Portland has become a flashpoint for demonstrations against police brutality and racism since the police killing of African-American George Floyd in Minneapolis on 25 May triggered a wave of national and international outrage.

Mayor Wheeler warned against people coming to the city to seek revenge amid a flurry of social media posts.
"For those of you saying on Twitter this morning that you plan to come to Portland to seek retribution, I'm calling on you to stay away," he said.
He also hit back at Mr Trump's criticism, saying it was the US president who had "created the hate and the division".

"I'd appreciate it if the president would support us or stay the hell out of the way," he said. Some activists have called for the mayor's resignation, saying he was not capable of resolving the protests.

'This is Trump's America'
In a series of tweets on Sunday, Mr Trump said that "Portland will never recover with a fool for a mayor", and suggested sending federal forces to the city.
He also accused Mr Biden of being "unwilling to lead".

In a statement, Mr Biden said: "[Trump] may believe tweeting about law and order makes him strong - but his failure to call on his supporters to stop seeking conflict shows just how weak he is."

Law and order is a major theme of President Trump's bid for re-election, painting the Democrats and their candidate Joe Biden as soft on crime.
Earlier, acting US Homeland Security Secretary Chad Wolf said Democrats officials in Portland had allowed "lawlessness and chaos" to develop, saying "all options" were on the table to resolve the situation.

Democrats have responded by saying the violence is happening under Mr Trump's presidency, and accuse the US leader of worsening the situation with his rhetoric.

Victim 'supported far-right group'

Police are investigating the shooting in the city, which has seen months of demonstrations.
"Portland Police officers heard sounds of gunfire from the area of Southeast 3rd Avenue and Southwest Alder Street. They responded and located a victim with a gunshot wound to the chest," Portland police said in a statement.

Íntegra do artigo da Folha: Uma escolha infeliz

Folha: Uma escolha infeliz

Título do editorial mereceu críticas, para as quais a Folha deu espaço

Folha - 30.ago.2020 às 23h15 - Sérgio Dávila - Diretor de Redação

No dia 21 de agosto, a Folha publicou editorial no qual defendia que, se seguir adiante na proposta econômica dos desenvolvimentistas de seu governo, de elevar déficit e desrespeitar teto de gastos, Jair Bolsonaro corre o risco de ter resultado parecido ao obtido por sua antecessora Dilma Rousseff: popularidade momentânea e país quebrado no médio prazo.

O texto era intitulado “Jair Rousseff”, uma escolha infeliz que tentava resumir a pertinente comparação econômica sem levar em conta que colocava na mesma expressão o sobrenome de uma democrata que foi torturada pela ditadura militar e o prenome de um político apologista da tortura, que defende não só aquele regime como suas práticas vis e sanguinolentas.

Desde então, centenas de leitores e vários colunistas tiveram seus comentários com críticas ao texto publicados no próprio jornal, em prática que é pilar do Projeto Folha tal como imaginado por Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e seus filhos Otavio Frias Filho (1957-2018) e Luiz Frias: liberdade de expressão, pluralidade de opiniões e abrigo do contraditório.

A ex-presidente teve a íntegra de seu protesto publicada no jornal. Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda de Dilma, escreveu fora de sua coluna o texto “A Folha da Faria Lima”. Cristina Serra chamou a fusão dos dois nomes de “ultraje”. Outros colunistas se manifestaram veementemente, o que valeu definição de Juca Kfouri, intitulada “A Folha é Assim”:
“Capaz do pecado de um título insultuoso à ex-presidente Dilma Rousseff [...], esta Folha é capaz, também, de publicar muito mais críticas que elogios de seus leitores ao deslize.

Melhor: mantém espaço para seus colunistas manifestarem a discordância. E isso tem nome num país pouco habituado ao contraponto civilizado: liberdade de expressão”.

Janio de Freitas, por sua vez, em sua coluna mais recente, não apenas discorda do publicado com argumentos, mas aproveita para fazer acusações infundadas que merecem resposta, algumas delas a pessoas que infelizmente já não estão mais aqui para se defenderem.

Num texto por vezes labiríntico, o colunista reclama tanto da preocupação (que chama de “ilusória”) com audiência por parte do jornal, hoje com leitura recorde em seus quase cem anos, como do pouco espaço que segundo ele sua coluna tem merecido na Primeira Página.

Mas é ao “romper um tabu”, como escreve, que comete injustiça: ao dizer que a Folha teria emprestado veículos à repressão na ditadura, no que chama de “tinta pegajosa e indelével”. A seguir afirma que nunca houve explicação satisfatória para o suposto episódio.

Não é verdade.
Em 2018, meses antes de morrer, Otavio Frias Filho, então diretor de Redação da Folha, enviou o seguinte texto para o blog de Fernando Morais:

“Em nota recente que envolvia meu nome, seu blog fez menção às acusações de que veículos da então Folha da Tarde, pertencente ao Grupo Folha, teriam sido usados pela repressão à guerrilha no começo dos anos 70.
Em 2011, solicitei que uma pesquisa exaustiva fosse realizada para esclarecer o episódio. Seus resultados constam do livro ‘Folha Explica a Folha’ (2012; págs. 49 a 61), da jornalista Ana Estela de Sousa Pinto.

Não foram encontrados registros que comprovem essa utilização nem nos arquivos da ditadura, nem nos jornais clandestinos mantidos pela luta armada na época. A acusação se baseia no depoimento de dois militantes presos que afirmaram ter visto veículos do jornal no prédio do DOI-Codi (Vila Mariana, SP). Os atentados terroristas contra veículos da Folha, praticados pelo grupo ALN, ocorreram quatro dias depois da morte pela repressão do guerrilheiro Carlos Lamarca no interior da Bahia, sugerindo que o motivo do ataque foi a cobertura, bastante hostil, que a Folha da Tarde fez daquele fato.

A Folha sempre afirmou que, se a cessão de veículos ocorreu, foi de forma episódica e sem conhecimento nem autorização de sua direção”.

Mais adiante, Janio ressuscita o episódio “ditabranda”, outro termo infeliz utilizado pelo jornal em editorial de 2009 para dizer que o regime de exceção brasileiro foi menos mortal que o dos vizinhos argentino e chileno. Aqui, de novo o colunista defende patrões e culpa colegas, sugerindo que Otavio Frias Filho guardou silêncio e assumiu responsabilidade alheia.
No entanto, o próprio Otavio escreveu naquele mesmo ano nas páginas do jornal:

“O uso da expressão [...] foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis”.

Otavio então reforçava o contexto histórico da comparação e reprovava a reação de alguns intelectuais, que pediam que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, “de joelhos”, a uma autocrítica em praça pública.

“Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos de ditaduras de esquerda com as quais simpatizam.” As palavras seguem atuais.

Janio de Freitas é um ícone do jornalismo brasileiro. Suas reportagens do passado e suas colunas sempre foram referência na cobertura política, mas nem ele está a salvo de cometer injustiças e incorrer em erros facilmente evitáveis com um mínimo de apuração prévia.

Editor da Folha reconhece "escolha infeliz" no título do editorial

Better late then never... Antes tarde do que nunca

Um jornal a serviço da DEMOCRACIA

Nesta segunda-feira, a tarja do cabeçalho da Folha não está em amarelo, está em vermelho.
O jornal faz a campanha do USE O AMARELO PELA DEMOCRACIA. Confesso que não gosto da ideia de se vincular a campanha pela democracia ao amarelo. Está fora do contexto.

Sou favorável a deixar livre para as pessoas e instituições usarem as cores que quiserem, desde que mantenha a DEMOCRACIA como princípio.

Praticar democracia não é fácil. É tão difícil quanto criar filhos...
O mundo está cheio de especialistas em crianças e adolescentes, mas, muitos destes especialistas não conseguem ser bons pais. Porém, isto não diminui a qualidade do especialista...

Augusto Campos, nosso grande pensador e estrategista do Sindicato dos Bancários de São Paulo, costuma dizer que "tem muita gente que defende a democracia somente quando está na oposição, porém, quando vira maioria atropela a minoria".

A Folha tem uma história como jornal de vanguarda e, ao mesmo tempo, de atraso. Este conflito é saudável, o que é ruim na Folha, e que ainda não foi superado, é uma certa prepotência, é achar-se dona da verdade. Sou leitor da Folha há 50 anos e assinante por algumas décadas. Mantenho minha relação de amor e ódio com a Folha.

Por exemplo, quando vi o editorial infeliz no dia 21 passado, fiquei tão indignado que publiquei na íntegra a resposta da ex-presidente Dilma Roussef. A Carta Aberta. E lamentei profundamente tal infelicidade. Foram dez dias de reclamações de assinantes, articulistas, personalidades e até da onbusdmen/women.

Enquanto a Folha era criticada, a Folha cometeu um outro erro irritante de editorial que foi mostrar uma série de fotografias com os governadores do Rio de Janeiro que foram presos ou destituídos, sempre com algum presidente. Qual presidente não aparece? Qualquer criança sabe a resposta: O único presidente que não aparece é Fernando Henrique Cardoso. A impressão que fica é que os editores estão com raiva por causa do editorial infeliz e então resolveu pirraçar seus desafetos, e proteger o PSDB, é claro. Precisava disto? É claro que não. Este tipo de comportamento chama-se REPETIÇÃO...

Finalmente, depois de dez dias e depois do artigo de Jânio de Freitas, a Folha resolveu se posicionar publicamente. Um bom texto, respeitoso e esclarecedor.

Eu, por exemplo não me lembro de ter visto antes a explicação da Folha sobre o uso dos caminhões pela repressão, para mim, tanto na época como agora, pior do que usar os caminhões foi USAR A FOLHA DA TARDE como órgão oficial do TERRORISMO DE ESTADO. Nunca entendi esta esquizofrenia da empresa. Um jornal pregava a democracia e o outro fazia parte direta da ditadura e da repressão...

Dou-me por satisfeito com os
esclarecimentos sobre os caminhões e sobre a ditabranda. É claro que não significa que eu concorde com o jornal. Eu também fui preso várias vezes e fui cassado pela ditadura. E nunca deixei de ler a Folha.

A Folha tomou uma decisão que muda sua história. A Folha posicionou-se pela Democracia. A Folha cada vez mais consolida-se como "um jornal a serviço da democracia".

Adorei ver a forma carinhosa e respeitosa do jornal com Jânio de Freitas. Eu, se eu fosse a Folha, enviava uma carta à Dilma pedindo desculpas pelo título infeliz. A Folha ganharia mais do que Dilma.

Não vou reproduzir junto com este texto o artigo do editor da Folha por ser longo. Mas vou fazer uma nova publicação complementar a esta. Da mesma forma que a Carta Aberta de Dilma virou um documento histórico, este artigo da Folha também tem sua importância histórica.

A Democracia venceu.
A Democracia Venceu o ressentimento,
A Democracia venceu a birra,
A Democracia venceu a prepotência,
A Democracia venceu o bloqueio pessoal.
A Democracia Venceu nossas "repetições freudianas".

Ainda precisa vencer o "instinto golpista", mas o tempo vai mostrar que "é preferível perder com dignidade, que ganhar roubando ou dando golpe de Estado".

A coisa mais linda da Democracia é reconhecer que o erro faz parte do acerto, isto é, para existir um é preciso que exista o outro.

A Folha venceu a si mesma. Todos nós ganhamos com isto.

domingo, 30 de agosto de 2020

Brasil e Estados Unidos, onde vai morrer mais?

Passamos de 120 mil mortes no Brasil e de mais de 180 mil mortes nos Estados Unidos

Mesmo aumentando diariamente, a impressão que temos é que a imprensa está se cansando de falar de mortes e não ter notícias de soluções. Nem aqui no Brasil, nem nos estados Unidos, o país mais importante do mundo.

Será que os mortos não interessam aos governantes? Será que interessam só aos parentes?

Temos 160 registros de tentativas de descobrir a vacina que salve, mas apenas quatro ou cinco estão mais perto de chegar ao objetivo. Mesmo assim não temos garantia nenhuma a vacina apareça antes das eleições americanas e do Brasil.

Esta segunda-feira, é o último dia de agosto do ano. Dia 31. Depois, teremos os meses de setembro e outubro, para em seguida chegar às eleições presidenciais dos Estados Unidos e às eleições para prefeitos e vereadores no Brasil.

O povo deve exigir mais respeito aos seus mortos e doentes. Se os governantes não priorizam defender a vida das pessoas, os eleitores também não devem manter estas pessoas nos governos. Seja aqui no Brasil ou nos Estados Unidos.

Amanhã, pela contagem regressiva das eleições americanas, faltarão apenas 64 dias para Trump perder as eleições.

É fora Trump lá e fora Bolsonaro aqui!

O mundo precisa de saúde, de paz, de segurança, de empregos, de trabalho e de economia viva e competitiva no mundo todo. O mundo precisa ajudar a salvar as florestas. O mundo precisa dar um basta no governo brasileiro que está deixando seus amigos botarem fogo na Amazônia.

Trump chegou a dizer que o Brasil pode passar os Estados Unidos o número de mortes...

Saúde é coisa séria em qualquer lugar do mundo.

Vida importa, seja no Brasil, seja nos Estados Unidos, seja na África, na Europa ou na Ásia.

Que se pare de morrer em função do virus em todos os lugares.

Faltam 65 dias para Trump perder as eleições

Quanto mais perto da derrota, mais louco Trump fica

Mesmo aparecendo marqueteiros e "especialistas" fazendo campanha para Trump, é muito difícil imaginar que o povo americano vote num maluco.

Vejamos:

Com Trump no governo, os Estados Unidos já tiveram mais de 180 mil mortes por Covid-19. É mole?

Com a crise, cerca de 58 milhões de americanos entraram com PEDIDO DE SEGURO-DESEMPREGO. Já pensou?

E a economia, que poderia ajudar Trump, não deslancha, mantendo o desemprego alto. Sem emprego não tem dinheiro.


Em vez de explicar porque durante os quatro anos de mandato não resolveu os problemas dos Estados Unidos, Trump fica fazendo terrorismo e ameaçando de caos.. É mau governante e mau perdedor...

Vejam a afirmação de Trump e compare com as baixarias eleitorais brasileiras... Lembra alguma coisa?

Disse Trump: - "O seu voto vai decidir se nós vamos proteger americanos que respeitam a lei ou se daremos passe livre para anarquistas violentes, agitadores e criminosos que ameaçam nossos cidadãos." - Não é louco?

Resta saber se os americanos vão comprar o discurso do medo.
O país mais rico e mais armado no mundo
não pode ter medo de chineses ou de muçulmanos.

Este é um dos motivos para você acompanhar a contagem regressiva até o dia 03 de novembro, quando Trump vai perder as eleições. Faltam apenas 65 dias...

O mundo precisa de paz, trabalho, saúde e solidariedade. O mundo precisa da vacina contra o virus e pela Vida.

sábado, 29 de agosto de 2020

Marqueteiro diz que Trump vence no Colégio Eleitoral. Será?

XP diz que eleições americanas estão quase definidas

A imprensa anda insegurança com as pesquisas das eleições americanas. Tem muitos comentaristas que escreve mais com o desejo do que com a realidade. Eu, por exemplo, torço abertamente para os democratas. Assim, meus textos tendem a fazer campanha para os democratas.

Hoje, vendo o artigo do XP sobre as eleições, no primeiro momento fiquei com a impressão que o comentarista do XP pende para Trump. Olhando com mais cuidado, ele apresenta os dados de pesquisas que mostram os democratas como favoritos no voto direto, e os republicanos como favoritos no colégio eleitoral.

Considerando a volatilidade da conjuntura, principalmente por causa da pandemia e das mais de 170 mil mortes nos Estados Unidos, vamos ver se o marqueteiro, com sua frieza no trato com os números, vai acertar ou não.

Vejam abaixo a mensagem da XP

Trump x Biden:

No agregado das pesquisas nacionais de opinião, Biden tem 7 pontos de vantagem sobre Trump e supera, em média, Clinton de 2016 em 3 pontos. No voto popular, o democrata vence o republicano em 188 das 195 pesquisas (96%) enquanto Hillary vencia em 219 das 259 pesquisas (84%) no dia das eleições. Portanto, democratas estariam em melhor situação hoje do que em 2016 e o mercado de apostas reflete vitória do Old Joe, com 53,7% de chance.


Será mesmo?

Modelo puramente matemático de Norpoth, que previu corretamente 25 das últimas 27 eleições americanas desde 1912, dá 91% de chances para reeleição de Trump.

O modelo é relativamente simples e considera principalmente que:

1) O presidente incumbente é favorito, e

2) Candidatos com melhor desempenho nas primárias do partido têm mais chances de vencer.

Quando viu Trump recebendo 85% de apoio nas primárias de New Hampshire enquanto Biden recebia apenas 8,5%, Norpoth já sabia qual seria a predição do modelo, que resulta em Trump vencendo em 362 dos 538 colégios eleitorais americanos.


Posicionamento?

Agora saiba os ativos que devem se beneficiar (+) ou ser prejudicados (-) em cada cenário. Vitória de Trump: + S&P 500, + Bancos EUA, + Tech EUA, + Saúde EUA, + Aéreas, + Petróleo, + Dólar. Vitória de Biden: + ESG, + Tech China, + Europa, + Cannabis, – S&P 500, – Bancos EUA, – Saúde.

Faltam apenas 66 dias para Trump perder as eleições

Vai ter que respeitar o resultado...

Lendo e vendo videos sobre eleições e democracias pelo mundo, é comum encontrarmos situações em que os Estados Unidos não gostam dos resultados das urnas, isto é, o povo elege um candidato que não é o de preferência dos Estados Unidos, e ai o governo americano vai lá e derruba o governo eleito ou não deixa tomar posse.

Na guerra fria era até aceitável a ameaça de o candidato eleito querer passar para o outro lado. Mas, agora que os Estados Unidos estão sozinhos como xerifes internacionais, interromper eleições para não perder é falta de honestidade.

Tivemos o caso do Egito depois da primeira eleição democrática no Egito e num país muçulmano...

Tivemos o caso de Honduras, depois do Uruguai...

Na época da guerra fria, o caso mais escandaloso de intervenção americana foi o Chile de Salvador Allende em 1973. O caso do Brasil foi em 1964. E, a partir do Brasil, foi um golpe atrás do outro, não sobrando praticamente ninguém.

Mas, nos Estados Unidos, há o hábito de se respeitar o resultado. Embora tenha também seus casos cabeludos... O assassinato de Kennedy, presidente. E, mais tarde, o assassinato de outro Kennedy, candidato.

O normal nos Estados Unidos é o candidato ou presidente
submeter-se a "questão de Estado".


Havia uma curiosidade muito grande sobre se Obama obedeceria à política internacional dos Estados Unidos ou se tentaria influenciar para mudanças. Obama fez um bom governo nos dois mandatos, mas submeteu-se à questão militar internacional.

Trump fez muito barulho, ameaçou, xingou um monte de gente e países, mas manteve a política internacional.

Nestas eleições de 3 de novembro, a grande sinalização de mudança com a eleição de um democrata para presidente será a mudança de comportamento da repressão policial contra os negros americanos. Os mártires dos anos 60, 70, grande lideranças negras, somadas à resistência nos dias atuais, levarão à mudança tão significativa quanto foi a evolução do voto feminino.

O mundo sinaliza que é hora de mudanças qualitativas como a igualdade para as mulheres, o respeito aos direitos dos negros, a valorização das parcerias internacionais, incluindo o respeito à ONU e suas instituições.

O mundo vai mudar para melhor. Ficaremos livres de Trump, depois ficaremos livres de Bolsonaro e, aos poucos, teremos um período cuidando da Natureza e do planeta Terra.

Já pensaram?

Só em pensar nisso, vale a pena fazer a contagem regressiva.

Faltam APENAS 66 dias para Trump perder as eleições e começar uma nova primavera.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Para onde vai o Brasil?

Modelo Econômico, Social e Político

As eleições servem para legalizar quem está no poder. Seja o modelo presidencialista ou seja o parlamentarista.

Quem está no poder tem um projeto na cabeça ou no papel. Na medida que vai governando, explicitado ou não,o governante está fazendo aquilo que entende ser o melhor para o povo.

Trinta e cinco anos depois da redemocratização, o Brasil parece está mais confuso e pior do que estava. Esta insegurança estimula aventuras golpistas e autoritárias...

Para o povo, se houver emprego, saúde, boas escolas e segurança contra os assaltos e assassinatos, a questão política em relação aos governantes fica em segundo plano.

Mas, quando não há boa situação econômica, social e segurança contra os assaltos e assassinatos, como mudar?

No caso do Brasil, caminhamos para várias alternativas, predominando propostas conservadoras, autoritárias e de concentração de renda e de poder.

O modelo econômico praticado pelo governo Bolsonaro é o pior possível para o país a longo prazo. Privatização de tudo, perda da soberania nacional e perda de competitividade internacional.

Mesmo que seja mantida e respeitada a democracia, o Brasil vai precisar de muitos anos para recuperar sua capacidade e autonomia econômica. Dez a vinte anos pode ser pouco em relação a séculos ou milênios, mas, dependendo o estrago feito pelos governantes, a recuperação pode até não acontecer.

Somos 211 milhões de habitantes, morando em um país profundamente desigual geograficamente, e esta desigualdade refletindo na economia, no social e no politico.

1 - O Norte com 45% do território nacional e apenas 19 milhões de habitantes convive com a Floresta Amazônica sendo destruída e o padrão de vida dos mais baixos do Brasil.

2 - O Centro Oeste, com o pantanal e a maior produção de soja do Brasil, é a segunda região em território, 19%, e a menor população, apenas 17 milhões de habitantes.

3 - A região Sul, com apenas 8% do território nacional e 29 milhões de habitantes, é a região com a qualidade de vida média melhor do país.

4 - O Nordeste, com 58 milhões de pessoas, em 19% do território nacional, é onde a pobreza é mais presente...

5 - Já a região Sudeste, com seus 88 milhões de habitantes e 10% do território nacional, conta com a presença do estado de São Paulo, o mais rico e com maior população.

Como melhorar a qualidade de vida dos 211 milhões de pessoas, manter o equilíbrio econômico com geração de trabalho, renda e economia produtiva?

Como fazer tudo isto mantida a democracia e o respeito ao Estado de Direito?

Como recuperar a boa imagem internacional? Como respeitar as diferenças sem partir para a violência?

Um outro Brasil é possível e necessário.

CUT e Brasil - 28 de agosto de 1983 - 2020: 37 anos depois

O que mudou no Brasil e na CUT?

O Brasil mudou muito nestes últimos 37 anos.
O mundo também mudou muito nestes últimos 37 anos.
A CUT e os movimentos populares também mudaram muito nestes últimos 37 anos...

O que mudou mais foi que, enquanto em 1983 havia uma frente ampla pró redemocratização do Brasil, muitos dos setores e uma parcela significativa de pessoas formadoras de opinião que antes tiveram papel decisivo no tipo de democracia que alcançamos, muitos destes setores e destas pessoas apoiaram o golpe de Estado contra Dilma e o governo do PT. Como explicar isto? Erraram só os golpistas, ou os petistas também erraram, mesmo sendo erros diferentes? Como restabelecer a democracia como prioridade?


Vejam estes atores sociais e temas abaixo, como estavam em 1983 e como estão hoje.

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1 – Governos
- Federal - Era uma ditadura militar já sem credibilidade. Hoje, temos um ex-militar, louco e eleito presidente.
- Estaduais - Em 1982 tivemos a primeira eleição para governadores com certa liberdade. A oposição ganhou de lavada. Hoje, temos a maioria dos governadores alinhados com o presidente louco, neoliberais e desgastados. Os estados estão falidos.
- Municipais - Mais de cinco mil municípios, sobrevivendo precariamente e com prefeitos sem saber como superar a escassez.
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2 – Legislativos - Eram apenas 2 partidos, hoje são mais de 30. Parlamentares desacreditados e mais preocupados com a reeleição.
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3 – Judiciários - Se antes tinham que obedecer aos militares, agora obedecem ao capital, à grana...
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4 – Imprensa - Se antes faziam campanha pelas Diretas Já, hoje apoiam o governo neoliberal e entreguista. Tiveram papel importante no golpe de Estado.Está à serviço do neoliberalismo.
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5 – Forças Armadas - Deram o golpe em 1964 sob orientação dos Estados Unidos, e, no novo golpe de Estado de 2016 não precisaram se expor. Atualmente é o setor da sociedade que ainda goza de prestígio junto à população.
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6 – Igrejas - A Igreja Católica foi decisiva na redemocratização do Brasil; atualmente perdeu o papel de vanguarda para os pentecostais, que estão servindo de sustentação para o governo neoliberal e entreguista de Bolsonaro.
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7 – Movimentos Populares - Tiveram importante papel na redemocratização, atualmente convivem com a oposição dos pentecostais nas suas bases.
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8 – Movimento Sindical - Foi muito importante na luta pela redemocratização, nas conquistas econômicas e políticas dos trabalhadores, mas, está sob forte perseguição dos conservadores em geral, a direita tenta acabar com as centrais sindicais.
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9 – Emprego e Renda - dois fatores fundamentais de "amor e ódio". Com desemprego e arrocho salarial não tem governo que sobreviva. Como o governo atual não consegue recuperar o nível de emprego e de renda da época petista, a direita usa a imprensa e o judiciário para tirar conquistas do povo.
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10 – Políticas Públicas - Aqui está o debate mais importante sobre os governos e os governantes... Os neoliberais continuam destruindo os serviços públicos e privatizando todas as áreas, provocando uma melhoria no primeiro momento e um aumento generalizado do custo de manutenção, excluindo a classe média e os pobres do acesso à rede privatizada.
- Saúde - O SUS está sendo a salvação do Brasil, se não existisse seria uma tragédia ainda maior.
- Educação - Antes predominava ensino público, os militares começaram a privatizar e agora predomina o ensino privatizado que é caríssimo e de baixa qualidade.
- Transporte - Com o crescimento da população e a densidade nas grandes cidades, o transporte ficou caótico, mesmo tendo metrôs e acesso com carro próprio.
- Moradia - Foi onde houve maior progresso, principalmente com o projeto "minha casa minha vida". Mas ainda falta muito.
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11 – Custo de Vida - Aqui está a maior incógnita para todos. O custo de vida no Brasil é caríssimo. Como reverter?
– Inflação - Se antes tivemos hiperinflação, destruindo o poder de compra dos salários, agora a inflação nominal é baixa, mas existe uma inflação invisível, isto é, que o governo não mostra, mas todos sabem que ela existe...
– Câmbio - O câmbio sempre foi uma dor de cabeça. Agora virou um pesadelo. Já destruiu a indústria nacional, agora está destruindo o que sobrou da economia. O único setor que está se beneficiando do câmbio é o exportador - agroindústria e minérios.
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12 – Lazer e Cultura - Antes ainda tínhamos o futebol e o carnaval. Agora, não temos nem futebol nem carnaval. Temos a pandemia...
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13 – Variáveis Transversais - também convivemos com atividades que interferem no humor do povo e dos governantes...
- Eleições - toda vez que tem eleições, a direita promete o céu e a terra, depois, só entrega o inferno...
- Pandemias - já convivíamos com a volta das epidemias administradas, agora convivemos com o mais fatal virus dos últimos séculos. Isto vai fazer com que as eleições deste ano sejam "virtuais". Isto é, sem mobilizações, sem comícios e sem o povo conhecer os candidatos.
- Festas e esportividades - Se antes tínhamos as grandes festas como Natal, Ano Novo, São João e Carnaval, tínhamos também a copa do mundo e as olimpíadas. Agora o virus está impedindo tudo, tornando a vida mais desagradável e as pessoas mais tensas.
- Casamentos - até os casamentos estão suspensos em função do virus, provocando problemas familiares...
- Viagens - Aqui está a ironia da história, se antes todo mundo estava viajando para o exterior e de avião para todo o Brasil, agora, nem os países estão aceitando brasileiros, por causa do virus, nem o povo tem dinheiro para viajar por causa do dólar que está caríssimo e porque não tem emprego nem reais...
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Como vocês podem ver, o Brasil mudou muito.

A CUT, que foi a primeira central sindical estruturada em todo território nacional e teve fundamental importância no processo democrático nacional e na conquista e defesa dos direitos da Classe Trabalhadora, hoje, além da hostilidade dos neoliberais, tem de enfrentar o virus e fazer sindicalismo virtual, tudo on line... Resistir é preciso. Ser solidário é fundamental. Juntos podemos construir um Brasil para todos e um Brasil respeitado internacionalmente.

Precisamos aprofundar a transição que o Brasil e o mundo vêm passando. Um novo mundo está sendo construído e nós ainda não sabemos quais são as regras. A China, a Alemanha, a Rússia e os Estados Unidos continuam tendo papel predominante, mas não conseguirão definir as novas regras sozinhos.

Se precisamos fazer o Brasil para todos, o mesmo podemos afirmar m relação ao mundo.

A Terra é nossa Pátria.

Faltam 67 dias para Trump perder as eleições nos Estados Unidos

Convenção de despedida de Trump

Nesta semana tivemos a convenção nacional do Partido Republicano, partido de Trump. Por mais que eles tentassem esconder, havia um clima de "já perdeu". Para manter a disputa, Trump fez o que sempre fez, desmereceu Biden, o candidato democrata, e desmereceu também o partido Democrata.

O mais ridículo é ver Trump chamar os democratas de comunistas, socialistas e que irão acabar com o poderio dos Estados Unidos.

O mundo precisa de governantes que aglutinem e unifiquem as pessoas.

O mundo precisa sentir-se mais seguro, enquanto que Trump estimula a insegurança.

O mundo quer e precisa da Paz, enquanto Trump prega a guerra permanente.

Agora é tarde, o governo de Trump está acabando e, para nossa felicidade, Bolsonaro vai perder seu protetor.

A voz do povo é a voz de Deus.

O povo já escolheu: Fora Trump lá, e fora Bolsonaro, aqui.

Faltam apenas 67 dias para 03 de novembro de 2020.

O dia em que Trump vai perder as eleições.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Brasil vende tudo: - Petrobras vende a BR Distribuidora

Crime contra a soberania nacional

No mesmo dia que sai a lista das maiores empresas do mundo, onde aumenta a presença de empresas chinesas e diminui a presença de empresas brasileiras e americanas, a imprensa divulga nota de Petrobras comunicando que vai se desfazer de 37,5% que detém sobre a BR Distribuidora.

O Brasil detém controle no mercado interno apenas em duas áreas: bancos e comunicações. Todos os demais setores estão sob controle de estrangeiras.

No Brasil cinco bancos controlam mais de 80% das operações, sendo privados nacionais o Itaú e o Bradesco, há o Santader, que é privado espanhol, e o BB e a CEF, estatais de varejo.

O setor de comunicações, rádios, jornais e TV, é controlado por famílias, muitas delas ligadas a políticos. A hegemonia política está com a Rede Globo e o Grupo Folha.

O que faz, um país tão grande e tão rico como o Brasil, vender tudo e abrir mão de sua soberania econômica, o que leva a perda também da soberania política e territorial?

Esta visão entreguista, que começou com Collor e se consolidou a partir de Fernando Henrique Cardoso, com o neoliberalismo e a subordinação aos Estados Unidos está levando o Brasil ao desprestígio e ao empobrecimento.

Reverter esta degeneração política e econômica não vai ser fácil e, pior ainda, não será barato.

Será que poderíamos chamar isto de “crime de guerra”, por acabar com a soberania nacional? Ou seria “crime de lesa pátria”, por acabar com nosso patrimônio e nossas riquezas?

Ainda bem que no dia 03 de novembro vai ter eleições nos Estados Unidos e Trump vai perder as eleições...

Deixar Bolsonaro até 2022, não seria uma temeridade?

A propósito, quem serão os controladores da BR Distribuirdora? Dizem que vai ser a Shell, com um sócio brasileiro...

Vejam uma parte da nota de Petrobras:

Conselho aprova e Petrobras venderá participação restante na BR
Distribuidora

Petrobras ainda detinha 37,5% da subsidiária, privatizada em julho do ano passado

UOL - 27/08/2020 08h57

O conselho de administração da Petrobras aprovou hoje a proposta para venda da participação remanescente de 37,5% detida pela estatal na BR Distribuidora, indicou fato relevante publicado pela companhia.

Segundo o comunicado da Petrobras, a transação ocorrerá por meio de uma oferta pública secundária de ações (follow on), cujo lançamento será definido posteriormente e está sujeito a condições de mercado.

Faltam 68 dias para 03 de novembro - Fora Trump

É preciso que o povo americano vá votar...

Como nos Estados Unidos o voto não é obrigatório, pode acontecer que nas pesquisas, os Democratas apareçam com mais de dez pontos percentuais na frente dos republicanos, mas na urna a diferença fique bem menor, o que pode comprometer o resultado e a vontade do povo.

Nas últimas duas eleições, os democratas tiveram mais votos que os republicanos. No entanto, como a decisão final lá é a contagem dos delegados ao colégio eleitoral, o resultado pode ser alterado.

A cada dia vemos mais gente apoiando os democratas contra Trump. Comemorar mesmo só depois de conclamado o vencedor.

Os Estados Unidos estão mudando e precisa voltar a se integrar com todos os países, de forma respeitosa e parceira.

A Terra é nossa Pátria.

68 dias passam rápido. São praticamente dois meses...

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

E se fecharem os sindicatos, os partidos e as religiões?

A Folha e a UOL vão adorar...
mas isto é ditadura, não é democracia.

Porque estou dizendo isto? Porque depois do editorial contra Dilma, esta matéria da UOL comemorando com destaque a queda na sindicalização no Brasil, só falta propor fechar tudo, fica mais barato e da menos trabalho...

O Brasil tem seu lado Holanda e seu lado Índia.

Notícias ruins e notícias boas, quais você prefere?

Quer priorizar falar mal do Brasil?

1 – Já passamos de 115 mil mortes e o governo Bolsonaro continua não fazendo nada pelo povo.

2 – O Brasil tem metade da população procurando emprego e não acha.

3 – O salário no Brasil é um dos mais baixos do mundo e continua baixando com o governo Bolsonaro e Guedes.

4 – A qualidade do ensino no Brasil é tão ruim que muita gente está desistindo de ir para a escola. Temos 15 milhões de analfabetos, sem contar os funcionais...

5 – Os brasileiros, conforme pesquisa do IBGE, da Folha e da FGV, não confiam nos partidos, nos sindicatos e nas Igrejas. Ainda confiam nas Forças Armadas.

Agora voltemos a queda na sindicalização no Brasil

A UOL da Folha deu chamada, comemorando. E, no entanto, nunca foi fácil sindicalizar no Brasil, como nunca foi fácil fazer sindicalismo combativo.

Nos anos 80 e 90, a rotatividade na categoria bancaria chegava a 30% ao ano. Um absurdo que continua...

Para sindicalizar um bancário a mais por ano, o Sindicato dos Bancários tinha que filiar 15.001 bancários. Eram 1.250 novos sócios por mês! Já pensaram?

E, mesmo assim, a sindicalização na categoria bancária sempre foi uma das maiores do Brasil.

Antes nós tínhamos os bancos federais, mais os bancos estaduais e centenas de bancos privados. Hoje, praticamente não existem mais os bancos estaduais, os bancos federais ainda resistem e os privados praticamente acabaram, restando apenas o Bradesco, o Itaú e o Santander...

E os bancários de todo Brasil continuam combativos, atuantes e preservando seus direitos, apesar da pressão dos banqueiros...

Da mesma forma, podemos fazer uma longa lista das qualidades que o Brasil tem, mostrar qualidades dos brasileiros e brasileiras no Brasil e no mundo.

Em vez de priorizar o lado negativo,
porque não fazemos uma frente ampla
pelo Brasil e pelo povo brasileiro?

Devemos fazer um amplo debate sobre quais instituições precisamos e como podemos garantir a transparência, a ética e a legitimidade... Chega de maniqueísmos, queremos o Brasil para todos...

Vejam o início da matéria da UOL

Em 7 anos, sindicatos perdem 3,8 milhões de filiados, diz IBGE

Thâmara Kaoru Do UOL, em São Paulo 26/08/2020 10h00

De 2012 para 2019, os sindicatos perderam 3,8 milhões de filiados no Brasil, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quarta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2019, das 94,6 milhões de pessoas ocupadas no país, 11,2% ou 10,6 milhões de profissionais eram associados a sindicatos.

É a menor taxa de sindicalização desde o início da série histórica, em 2012. Naquele ano, 16,1% da população ocupada era sindicalizada ou 14,4 milhões de profissionais.


Faltam 69 dias para Trump perder as eleições americanas

Cada dia, Trump sente a derrota chegando

Trump vai voltar a cuidar de seus negócios e os democratas vão cuidar da pandemia, de proteger o povo americano, de ajudar os países a acharem a vacina.

A vida é assim. Tem gente que gosta mais de ser "mau", e tem gente que prefere ser "bom" ou "boa".

A democracia respeita a opção de cada um, mas a vontade da maioria deve preponderar.

Dia 03 de novembro de 2020, guarde esta data com muito carinho.

Vai ser o dia que os americanos vão dizer não a Trump.

Participe da CONTAGEM REGRESSIVA.

Faltam apenas 69 dias.

God save America!

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Skaf: Sai da Fiesp e fica com Bolsonaro?

FIESP - Empresários brasileiros e os podres poderes

Skaf: Finalmente deixa a presidência.

Peleguismo patronal mostra o atraso brasileiro

O Brasil vem num processo contínuo de desindustrialização, além das políticas econômicas equivocadas dos governantes, muitos empresários não conseguindo manter investimentos e lucros competitivos como a especulação financeira, chamada de rentismo, preferem vender suas empresas ou vender o controle e ficar minoritários.

Com o enfraquecimento das empresas nacionais, as estruturas sindicais empresariais também vão ficando “ao Deus dará”, perdendo credibilidade nas negociações com os governos e perante à sociedade.

Para complicar ainda mais, os loucos dos bolsonaristas, acabaram com a contribuição sindical tanto para os empregados como para os patrões, deixando às entidades patronais os recursos do Senai e Sesi, do Sistema “S”, e deixando as entidades sindicais dos trabalhadores sem praticamente nada, vivendo apenas das mensalidades dos sócios. Houve dois pesos e duas medidas. Para os patrões, o Sistema S, e para os empregados nada...

Isto é conhecido como peleguismo, quando os dirigentes sindicais se aliam aos governos em busca de proteção e de facilidades...

Os empresários deveriam fazer um acordo com os trabalhadores e propor ao Congresso Nacional um reforma ampla, geral e irrestrita da estrutura sindical brasileira... Mas, cadê a coragem.

Paulo Skaf, presidente da poderosa Federação das Indústrias de São Paulo, a maior e mais importante do Brasil, comunicou que não será mais candidato a presidente, talvez ele vá se aliar a Bolsonaro e sair candidato a governador de São Paulo. Gerando mais confusão...

O Brasil precisa ser modernizado, o povo precisa ser respeitado e ouvido.

Vamos fazer uma democracia de verdade no Brasil.
Chega de peleguismo!

Vejam a matéria do Valor de hoje sobre as eleições na Fiesp:

Paulo Skaf desiste de tentar reeleição na Fiesp

Para se manter presidente por mais um mandato, entidade teria de alterar seu estatuto

Por Fabio Graner — Valor - De Brasília 25/08/2020 · Atualizado

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que não vai disputar mais uma reeleição.

A informação foi confirmada por fontes que acompanharam a reunião virtual na manhã de ontem. Os relatos apontam que o titular da entidade disse que a decisão já estava tomada desde o fim do ano passado, embora nos últimos meses tenha havido um movimento para mudar o estatuto da entidade e permitir mais uma recondução ao posto.

Segundo os relatos, Skaf disse que trabalhará até o último dia no cargo, 31 de dezembro de 2022, e que não caberia em seus planos a perspectiva de ficar mais cinco anos e meio - ele ocupa a função há 16 anos. Ele já havia sinalizado isso na semana passada, em reuniões do Ciesp, mas agora a manifestação ocorre no fórum mais importante da entidade e, portanto, é visto como um compromisso mais firme.

Articulações de bastidores ao longo deste ano apontavam para mais uma tentativa de reeleição, mas tiveram uma reação muito forte de outros grupos dentro da entidade paulista. Cartas abertas e entrevistas de ex-comandantes da instituição, como Horácio Lafer Piva, e pessoas da própria diretoria da Fiesp, como o vice-presidente José Ricardo Roriz Coelho, criticaram publicamente as articulações de bastidores que impediriam uma renovação da entidade.

Fontes apontam que Skaf disse nunca ter pedido nova alteração de estatuto e que isso partiu de pessoas que concordavam com seu trabalho e que, apesar de se sentir honrado, não pretendia dar curso à ideia. Por isso, em seu entendimento, não caberia falar em “desistência” e sim de uma reafirmação de decisão que já havia sido tomada anteriormente.

O próximo passo da Fiesp deve ser abrir uma comissão eleitoral e marcar data e hora para o próximo pleito, que terá que ser realizado no segundo semestre do ano que vem. Na reunião, Skaf não determinou quem vai apoiar. Fontes especulam com nomes como Rafael Cervone, um de seus principais aliados, e Josué Gomes da Silva, do setor têxtil como Skaf. Mas Gomes da Silva tem como elementos contrários sua proximidade com o PT - Skaf tem se aproximado de Bolsonaro - além de não estar muito presente no cotidiano da Fiesp.

No bloco que se posicionou contrariamente às articulações pela reeleição de Skaf e defende a renovação da entidade, um dos nomes possíveis para disputar o cargo é de Roriz Coelho, que há cerca de dois meses disse que toparia se candidatar se os debates sobre a sucessão e os apoios fossem abertos e não de bastidores.

A decisão de Skaf ocorre pouco tempo depois de o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, ter dito que também não disputaria mais um mandato. Como mostrou o Valor há um mês, existe um debate sobre a renovação de lideranças na indústria brasileira.

O apoio para essa discussão não está apenas nas disputas na Fiesp e na manifestação de Andrade na CNI, mas também nos movimentos em outras federações. São os casos de Espírito Santo (Findes), que acaba de eleger Christine Samorini, a primeira mulher a presidir essa entidade, e do Mato Grosso, que eliminou a possibilidade de reeleição e tem no comando Gustavo de Oliveira, que está no cargo há um ano e meio.

Além disso, na semana passada a federação do Rio de Janeiro (Firjan) reelegeu Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, mas, diferentemente de outros momentos, ele enfrentou uma candidatura de oposição mais competitiva.

Presidente da China prevê período de "vacas magras"

Valorizar o mercado interno e procurar manter as exportações

Não vai ser fácil...

Aprendendo com Confúcio, com a Bíblia e com o mercado internacional,
a China está se preparando para a retração na economia mundial.

Provavelmente o presidente da China, Xi Jinping, deve estar levando em consideração que, mesmo mudando o presidente dos Estados Unidos, a tendência é aumentar o protecionismo americano na tentativa de gerar mais empregos internos.

O mesmo deve acontecer com a Europa.
A época das “vacas gordas” na Europa acabou. Ou os europeus estimulam o mercado interno, tanto para consumir como para produzir, ou haverá o retorno de partidos e governos de direita, provocando fechamento de fronteiras, tanto para imigrantes como para produtos...

Acontece que “somente o mercado interno” não é condição suficiente para autossustentabilidade econômica nem nos grandes nem nos pequenos países.

As três economias mais fortes – Estados Unidos, China e Alemanha – abastecem o mundo com seus produtos e suas tecnologias... Só que, o mundo também vai precisar de superávits comerciais e também irão proteger seus mercados.

O livre comércio, que NUNCA foi livre, muito menos nos Estados Unidos, tenderá a ficar ainda menos livre, aumentando o protecionismo, a tensão política e social. E aumentando também o surgimento de populistas perigosos como Trump e Bolsonaro.

Já que a China está, com sabedoria, preparando seu Plano Quinquenal, o Brasil, apesar de ter um presidente louco, também precisa se preparar para as “vacas magras”. Quem não pode contar com os governos, deve contar com os especialistas do mercado, da academia e da classe trabalhadora. Se o Brasil "dormir de toca" ficará ainda mais pobre e mais violento...

Vejam abaixo a matéria do Valor de hoje:


Presidente da China alerta para 'período de mudança turbulenta'


Segundo Xi Jinping, aumento do risco dos mercados externos exige que os formuladores de políticas dependam cada vez mais da demanda doméstica para estimular o crescimento

Por Valor, com agências internacionais — Pequim 25/08/2020 08h59

O presidente chinês, Xi Jinping, alertou que a segunda maior economia do mundo está enfrentando um período de "mudança turbulenta" e que o aumento do risco dos mercados externos exige que os formuladores de políticas dependam cada vez mais da demanda doméstica para estimular o crescimento.

Xi, que presidiu um seminário na segunda-feira com um grupo de assessores de políticas e economistas estatais, discutiu as tendências econômicas de médio a longo prazos do país em preparação para a elaboração do 14º plano quinquenal.

O plano econômico de cinco anos deve ser revelado na reunião anual do parlamento no próximo ano, e Xi disse que a China deve estar preparada para "um período de mudanças turbulentas", já que a pandemia de coronavírus acelerou o protecionismo, abalou a economia mundial e interrompeu as cadeias de abastecimento.

"No próximo período, enfrentaremos cada vez mais ventos contrários no ambiente externo e devemos estar preparados para lidar com uma série de novos riscos e desafios", disse ele, segundo comentários divulgados pela agência de notícias estatal Xinhua na noite de segunda-feira.

Xi disse que o mercado doméstico "dominará o ciclo econômico nacional" no futuro, mas prometeu abrir ainda mais a economia chinesa.

Embora Xi não tenha feito referências diretas à intensificação das tensões EUAChina, ele sinalizou a disposição da China de trabalhar em questões com os Estados Unidos.

"Devemos cooperar ativamente com todos os países, regiões e empresas que desejam cooperar conosco, incluindo Estados, localidades e empresas nos Estados Unidos", afirmou.

Os Estados Unidos e a China estão em uma disputa de quase dois anos de tarifas retaliatórias e retórica conflituosa, com tensões entre as duas superpotências econômicas se espalhando para outras áreas.

Os americanos sancionaram empresas e indivíduos vinculados a uma operação de segurança em Hong Kong e aos direitos humanos, baniram um aplicativo de vídeo de propriedade chinesa, penalizaram acadêmicos chineses e fecharam o consulado de Pequim em Houston nos últimos meses.

Xi também enfatizou a importância da inovação tecnológica, acrescentando, sem entrar em detalhes, que a China deve "fazer descobertas em tecnologias essenciais o mais rápido possível".

Trump sentiu o peso da contagem regressiva. Faltam 70 dias

Os republicanos já sentiram o clima de derrota

O mundo clama contra Trump.
O povo americano quer um novo presidente.

Trump bota a culpa na pandemia...

Acontece que Trump errou na forma e no conteúdo.

Errou quando subestimou o poder do virus em matar,

Errou em subestimar o empenho dos governos no combate ao virus,

e errou em não levar em consideração que eram pessoas, eram americanos,
cidadãos que têm direito à vida e à proteção.

Agora é tarde, o povo americano já decidiu que não vai arriscar de novo.

Os americanos vão votar nos democratas.

As pessoas em primeiro lugar.

Vidas importam!

Fora Trump lá e Fora Bolsonaro aqui.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Quando os preços dão sensação de roubo...

Ou reduzem salários pela inflação, ou pelo câmbio ou pelo desemprego

Qualquer que seja o caminho, a sensação de que você está sendo roubado é a mesma.

Vamos pegar alguns exemplos:

1 - Você vai na farmácia comprar remédios e gasta mais de mil reais. Mais de mil reais com remédios? A gente não sabe o quê mata mais, se são as doenças ou se são os preços dos remédios...

2 - Você vai recebendo as contas para pagar: a luz vem mais de 250,00, ou gás vem mais de 250,00, o telefone vem mais de 300,00, a internet vem mais de 300,00.

- Você fica sem entender, se são sempre três pessoas, como os valores variam tanto? A Sabesp trocou o hidrômetro. Onde foi trocado a conta veio maior, onde não foi trocado, a conta veio igual. O que a Sabesp está aprontando?

3 - Você ler nos jornais que o dólar está subindo e a inflação continua entre 2 e 3%. Mais o jornal diz que a desvalorização do real em relação ao dólar a chegou a 27,5%. Quem está pagando esta diferença?

4 - Os bancos não aceitam críticas, mas todos cobram TARIFAS BANCÁRIAS e Juros estrondosos... E chegam na campanha salarial dos bancários, os banqueiros querem baixar os salários em vez de dar aumento e segurança para seus funcionários...

5 - Com a quarentena você fica em casa, faz comida e compra alguns pratos para variar e não sobrecarregar a esposa nem o maridão. O preço das verduras, legumes e frutas são de chorar. Já os pre;cos das comidas prontas....

6 - E quando você vai reclamar, todo mundo diz que a culpa é do dólar. E quem controla o dólar? Alguém está nos tungando em nome do dólar. Será o Bolsonaro ou o Trump?

7 - E o ministro da economia ainda tem a coragem de ir para a imprensa comemorar que está arrochando salários, dizendo que tem dois anos que o funcionalismo público fica sem reposição da inflação, diz que reduziu as aposentadorias e diz que baixou o salário mínimo. Não é o satanás?

8 - Em nome da solidariedade, estamos trabalhando mais, para os patrões e para manter a casa limpa, com comida e roupa lavada. Este virus é realmente perverso...

9 - E nós ficamos esperando acabar a quarentena para poder receber os amigos e parentes, e nada... Queremos renegociar os preços de tudo que consumimos, e nada da quarentena acabar...

10 - E quem tem filhos pequenos? Pagam a escola e a meninada fica em casa sem deixar os pais trabalharem no home-office. Pode ser chique mas é o cão...

Finalmente, eu acho que, vai chegar um momento que o povão vai para rua exigir mudanças radicais. Ser enganado, roubado, ver ministro tirar sarro e não poder sequer comer um churrasquinho de gato com cerveja gelada no bar da esquina, é muita sacanagem.

E quando eu peço para traduzir a economia, a resposta que recebo parece samba-canção na voz de Tim Maia: Não tem solução...

"Não tem solução, este novo amor
este amor a mais, me tirou a paz

Aconteceu um novo amor, que não podia acontecer.
Não era hora de amar, agora o que vou fazer...

Eu que esperava, nunca mais amar
não sei o que faço, com este amor demais...

Durma com um barulho deste...

Faltam apenas 71 dias para Trump perder as eleições

No futebol, na economia e na política, a Terra é nossa pátria

O que passa nos Estados Unidos também importa para nós.

A cada dia que passa, fica mais claro que o povo americano não quer mais Trump como presidente. Nós também não queremos...

O mundo precisa de Saúde, Paz, Trabalho, Emprego, Alegria, Solidariedade, Fraternidade, Trabalhar juntos, Amar a Terra juntos...

Tudo que Trump não tem e não sabe como fazer...

Juntos, podemos construir um mundo melhor.

Chega de Trump, fora Bolsonaro.

domingo, 23 de agosto de 2020

A Folha "falha" por falta de humildade

A Folha agrediu Dilma,

Dilma fez uma "carta aberta", indignada, mostrando os erros da Folha.

A Folha, que teve uma época que se preocupava mais com a sua versão dos fatos, do que com a veracidade como o fato era relatado, voltou à sua "doença infantil" de NEGAR O ERRO COMETIDO.

A Folha fez uma matéria - NÃO ASSINADA - na página A10, tentando contestar a "Carta Aberta"de Dilma.

Muito mais séria e competente foi a Ombudsman/Ombudswomen do próprio jornal,
Flavia Lima, que, em seu artigo semanal de análise do jornal,

RECONHECEU QUE A FOLHA ERROU:


"Se a SOCIEDADE ainda não parece preparada para fazer um debate sereno em torno da questão (do aborto), que a mídia siga fomentando-o com a seriedade que merece.

É pena que A PRÓPRIA FOLHA tenha abandonado essa mesma seriedade ao abordar outro tema que ganho destaque ao longo da semana: as discussões acerca do mecanismo de limite de gastos públicos.

Uma reportagem rasa sobre o assunto foi publicada na terça (18).

Após a reportagem, editorial publicado na sexta (21) DOBROU A APOSTA.

Já a Folha, parece lançar mão de um ARTIFÍCIO INFANTIL, para fazer o presidente mudar de ideia, usando algo que ele consideraria ofensivo: a comparação com a ex-presidente."


Eu quero dar os parabéns para Flavia Lima
e quero registrar que continuo achando que a DIREÇÃO DA FOLHA deve se retratar publicamente. Isto é virtude, não é defeito.

Virtude que teve a Rede de Supermercados Carrefour, ao saber que tinha morrido um rapaz terceirizado na sua loja em Recife, imediatamente reconheceu que errou na forma de cuidar do rapaz morto, desculpou-se publicamente e fez uma norma interna para todas as lojas orientando sobre o assunto.

Vidas importam.
Seja de gente simples terceirizada, seja de políticos ou empresários.

A FOLHA AINDA SOFRE DE FALTA DE HUMILDADE.

Eu, como assinante, leitor do jornal há 50 aos, comentarista voluntário e cidadão brasileiro reforço o pedido para, tanto o jornal como a empresa, como seus proprietários, que todos reconheçam seu erro. Se reconheceram o erro da "ditabranda", porque não podem reconhecer a grosseria e estupidez de misturar torturador com torturado?

Como dizem os psicanalistas:

O poder, mais do que corromper, o poder revela.

A Folha anda se sentindo muito poderosa...

Bayern e PSG fizeram a partida mais bonita que já vi

Futebol profissional de primeira qualidade.

1 a 0, um gol chorado, no segundo tempo.

Um gol aconteceu como podia acontecer outros, dos dois lados.

No futebol você não pode deixar o adversário chegar perto do gol por trás da defesa. Conan só esperou a bola chegar e cabeceou com categoria.

O Bayern mereceu o título. Principalmente pelo seu goleiro.

O PSG já entrou para a história, por ser sua primeira disputa de campeão da Europa.

Neymar se esforçou e não decepcionou. Agora é andar para frente.

Todos estão de parabéns!

Faltam 72 dias para Trump perder as eleições americanas

O mundo esta mais esperançoso, 3 de novembro está chegando...

Com a provável derrota de Trump o clima internacional tende a melhorar, as vacinas deverão começar a funcionar e as crianças voltarão para as escolas, os adultos voltarão para seus locais de trabalho, os artistas em geral voltarão a ter público e assim a vida vai voltando ao normal.

Eleições requer cuidados para não eleger quem não presta.

Todas as pesquisas dão Brien, o candidato democrata, na frente de Trump. Porém, isto não é garantia de que as eleições estão ganhas.

O povo americano precisa comparecer e votar nos democratas. Quem não puder ir pessoalmente precisa pegar o envelope anteriormente e votar pelo correio.

Quanto mais gente votar, maior será a garantia da vitória.

God save América!

sábado, 22 de agosto de 2020

Dilma Rousseff responde, em Carta Aberta, ao Editorial provocador da Folha

A Folha bem que podia ter ficado quieta

Fazer editorial misturando torturador com torturado e depois querer ter autoridade e se dizer democrata, não combina.

Todo mundo sabe que Jair Bolsonaro apoia os torturadores da ditadura militar e Dilma Roussef foi presa e torturada pela ditadura militar.

Independente de as pessoas concordarem ou não, esta resposta da ex-presidente Dilma Rousseff à Folha deve virar DOCUMENTO HISTÓRICO.

Ou o jornal diz que os autores - quem escreveu e quem aprovou - se deixaram levar pelo entusiasmo e perderam noção da importância de um EDITORIAL, ou a Folha deve reproduzir a Carta Aberta de Dilma Rousseff e explicar o seu conteúdo ou vai ficar muito feio...

Leiam abaixo a Carta Aberta da ex-presidente Dilma Rousseff:

“A FALHA DE S.PAULO” ATACA OUTRA VEZ?

Dilma Rousseff

A Folha tem enorme dificuldade de avaliar o passado e, assim, frequentemente erra ao analisar o presente.

Foi por avaliar mal o passado que a empresa até hoje não explicou porque permitiu que alguns de seus veículos de distribuição de jornal dessem suporte às forças de repressão durante a ditadura militar, como afirma o relatório da Comissão Nacional da Verdade.

Foi por não saber julgar o passado com isenção que cometeu a pusilanimidade de chamar de “ditabranda” um regime que cassou, censurou, fechou o Congresso, suspendeu eleições, expulsou centenas de brasileiros do país, prendeu ilegalmente, torturou e matou opositores.

Os erros mais graves da Folha, como estes, não são de boa-fé. São deliberados e eticamente indefensáveis. Quero deixar claro que falo, sobretudo, do grupo econômico Folha, e não de jornalistas.

Quero lembrar, ainda, a publicação, na primeira página, de uma ficha falsificada do Dops, identificada pelo jornal como se fosse minha, e que uma perícia independente mostrou ter sido montada grosseiramente para sustentar acusação falsa de um site fascista. Mesmo desmascarada pela prova de que era uma fraude, a Folha, de forma maliciosa, depois de admitir que errou ao atribuir ao Dops uma ficha obtida na internet, reconheceu que todos os exames indicavam que a ficha era uma montagem, mas insistiu: "sua autenticidade não pôde ser descartada."

Quem acredita que as redes sociais inventaram as fake news desconhece o que foi feito pela grande imprensa no Brasil - a Folha inclusive. Não é sem motivo que nas redes sociais a Folha ganhou o apelido de “Falha de São Paulo”.

O editorial de hoje da Folha - sob o título “Jair Rousseff” - é um destes atos deliberados de má-fé.
É pior do que um erro. É, mais uma vez, a distorção iníqua que confirma o facciosismo do jornal. A junção grosseira e falsificada é feita para forçar uma simetria que não existe e, por isto, ninguém tem direito de fazer, entre uma presidenta democrática e desenvolvimentista e um governante autoritário, de índole neofascista, sustentado pelos neoliberiais - no caso em questão, a Folha.

Todas as afirmações do editorial a respeito do meu governo são fake news.

A Folha falsifica a história recente do país, num gesto de desprezo pela memória de seus próprios leitores.

Repisa a falsa acusação de que o meu governo promoveu gastos excessivos, alegação manipulada apenas para sustentar a narrativa midiática e política que levou ao golpe de 2016. Esquece deliberadamente que a crise política provocada pelos golpistas do “quanto pior, melhor” exerceu grande influência, seja sobre a situação econômica, seja sobre a situação fiscal.

A Folha, naquela época, chegou a pedir a minha renúncia, em editorial de primeira página, antes mesmo do julgamento do impeachment. Criava deliberadamente um ambiente de insegurança política, paralisando decisões de investimento, e aprofundando o conflito político. Estranhamente, a Folha jamais pediu o impeachment do golpista Michel Temer, apesar das provas apresentadas contra ele. Também não pediu o impeachment de Bolsonaro, ainda que ele já tenha sido flagrado em inúmeros atos de afronta à Constituição, e o próprio jornal o responsabilize pela gravidade da pandemia. A Folha continua seletiva em seus erros: Falha sempre contra a democracia, e finge apoiá-la com uma campanha bizarra com o bordão "vista-se de amarelo".

Um país que, em 2014, registrou o índice de desemprego de apenas 4,8%, praticamente pleno emprego, com blindagem internacional assegurada por um recorde de US$ 380 bilhões de reservas, não estava quebrado, como ainda alega a oposição. Na verdade, a destituição da presidenta precisou do endosso da grande mídia para garantir a difusão desta fake news. O meu mandato nem começara e o impeachment já era assunto preferencial da mídia, embalado pelas pautas bombas e a sabotagem do Congresso, dominado por Eduardo Cunha.

Os dados mostram que a “irresponsabilidade fiscal” que me foi atribuída é uma sórdida mentira, falso argumento para sustentar o golpe em curso. Entre 2011 e 2014, as despesas primárias cresceram 3,7% ao ano, menos do que no segundo mandato de FHC (4,1% ao ano), por exemplo. Em 2015, já sob efeito das pautas bombas, houve retração de 2,5% nessas despesas. As dívidas líquida e bruta do setor público chegaram, em meu mandato, a seus menores patamares desde 2000. Mesmo com a elevação, em 2015, para 35,6% e 71,7%, devido à crise que precedeu o golpe, elas ainda eram muito menores que no final do governo de Temer (53,6% e 87%) ou no primeiro ano de Bolsonaro (55,7% e 88,7%).

Logo ao tomar o poder ilegalmente, os golpistas aproveitaram-se de sua maioria no Congresso e do apoio da mídia e do mercado para aprovar a emenda do Teto de Gastos, um dos maiores atentados já cometidos contra o povo brasileiro e a democracia em nossa história, pois, por 20 anos, tirou o povo do Orçamento e também do processo de decisão sobre os gastos públicos.

Criou uma “camisa de força” para a economia, barrando o investimento em infraestrutura e os gastos sociais, e "constitucionalizando" o austericídio. O Teto de Gastos bloqueia o Brasil, impede o País de sair da crise gerada pela perversão neoliberal que tomou o poder com o golpe de 2016 e a prisão do ex-presidente Lula.

E, a partir da pandemia, tornará ainda mais inviável qualquer saída para o crescimento do emprego, da renda e do desenvolvimento.

Se a intenção da Folha é tutelar e pressionar Bolsonaro para que ele entregue a devastação neoliberal, que tenha pelo menos a dignidade de não falsificar a história recente. Aprenda a avaliar o passado e admita seus erros deliberados, se quiser ter alguma autoridade para analisar um presente sombrio de cuja construção participou diretamente.

DILMA ROUSSEFF


http://dilma.com.br/falha-de-s-paulo-ataca-outra-vez/

Bayern e PSG - Um jogo e muitas lições

No mata-mata, nem sempre o melhor é quem ganha.

Os brasileiros, particularmente a imprensa, estão tentando criar um clima de que o jogo neste domingo, que será mano-a-mano, será ganho pelo PSG, porque o time francês tem Neymar e este definirá o resultado final. Esta imagem messiânica de Neymar é um equívoco e ele, até agora, não teve este perfil.

Não serão onze Neymares contra o Bayern.
Muito pelo contrário, será uma máquina de guerra, que joga 90 minutos e quer fazer gols até na prorrogação. Para o Bayern, não basta vencer com futebol feio, o importante é ganhar de goleada e jogando bonito.

Neymar e os meninos do PSG podem ganhar?
Podem. A sorte está lançada e o resultado do jogo não está definido pelo destino. Serão corações e mentes jogando tudo que podem e que sabem para brilharem.

FAÇAM-SE À LUZ E QUE BRILHEM OS ATLETAS.


Vamos fazer uns exercícios de bom senso:

1 - Se o campeonato fosse por "pontos corridos", o Bayern estaria bem mais na frente da tabela, seria o campeão por antecipação e o jogo seria apenas para cumprir tabela e entregar as faixas;

2 - Mas o campeonato é no mata-mata, isto é, a cada partida, quem perde sai e quem ganha vai enfrentando novos times;

3 - O mata-mata muitas vezes é muito ingrato. Se o Bayern perder, sua torcida vai ficar muito puta, com toda razão. Mesmo perdendo o título, o Bayern já é moralmente campeão.

4 - E como o PSG poderá derrotar o Bayern?

5 - O PSG tem que saber que o jogo tem 90 minutos e o Bayern corre e chuta durante os 90 minutos, se o PSG cansar, toma goleada;

6 - O PSG tem que evitar "perder gols". O Lyon contra o Bayern perdeu dois gols no início da partida que poderiam ter definido a partida.

7 - No segundo gol do Bayern contra o Lyon, tinha cinco jogadores do Bayern em frente do goleiro do Lyon, enquanto a defesa do Lyon estava mais avançada. Bobeou, dançou!

8 - O Bayern quando chuta a gol ou cabeceia, tem um desempenho maior que todos os demais times. Portanto, o PSG tem que marcar a bola e prestar atenção nos jogadores do Bayern. eles jogam pelas costas do adversário, pegando-os desprevenidos e aí é gol na certa, quebrando o moral do adversário;

9 - Um forma bonita do Bayern jogar é quando eles fazem longos lançamentos, cobrindo o meio de campo do adversário. Se a defesa do PSG adiantar muito pode levar uma cobertura desta e tomar gol sem necessidade;

10 - Se Neymar e o outro jovem goleador do PSG podem desequilibrar o jogo, Muller e Levandovsky têm o time todo com eles desequilibrando a partida;

11 - Um outro cuidado muito comum no futebol, principalmente quando os times são desiguais, é um dos times fazer um a zero e tentar segurar o resultada. Em vez de fazer mais gols ou ocupar os espaços do campo, prendendo a bola mas não ficar na defesa esperando a pressão do Bayern;

12 - Quem será o melhor jogador do mundo?
A imprensa está vendendo a ideia de que Neymar é merecedor do prêmio. Pelo histórico de Neymar, um passado mais de problemas do que de liderança saudável, ele bem que merece. Neymar nem parece aquele Neymar encrenqueiro do Santos e da Seleção brasileira.

13 - A esta altura do campeonato e a convivência com a pandemia, que mudou o tempo e a forma do campeonato, os dois times são merecedores dos melhores elogios. Que façam um belo jogo, como vêm fazendo até agora e que ganhe o TIME melhor neste jogo.

14 - Que Neymar continue crescendo como pessoa, que o PSG continue crescendo como time e que o Bayern continue revolucionando o futebol, como vem fazendo. Que Levandovsky e Muller continuem brilhando.

15 - Finalmente, é bom lembrar que AS ARQUIBANCADAS ESTARÃO VAZIAS por causa do virus, mas as televisões mundo todo ESTARÃO LIGADAS.

- QUE SE FAÇA UM MINUTO DE SILÊNCIO EM MEMÓRIA DOS MILHARES DE MORTOS E QUE SE CONSIGA LOGO AS VACINAS.

Faltam 73 dias para eleições americanas. Tchau Trump.

Uma das vantagens da Democracia: O VOTO

Para os governos e povos que sofreram o desprezo de Trump e suas grosserias, poder contar quantos dias faltam para as eleições americanas é uma grande torcida.

76, 75, 74, 73 dias, e assim chegaremos em 03 de novembro de 2020. O dia que Trump perderá as eleições e o mundo terá mais paz e tempo para priorizar conseguir a VACINA para salvar o povo do virus.

A democracia pressupõe o povo votar. E a grande orientação nos Estados Unidos é que todos compareçam para votar. Lá o voto não é obrigatório.

Quanto mais gente votar, maior será a vitória dos democratas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Aniversário, pandemia e contagem regressiva

O lado bom da vida

1 - O aniversário do nosso pai trouxe coisas interessantes.

Em primeiro lugar o fato de se viver até 96 anos e alguns passarem de 100 anos.

Outra coisa boa foi poder juntar os irmãos, cada um numa cidade diferente, e cantar parabéns.

Além de papai ganhar festa, nós recebemos parabéns de amigos que há anos não nos vemos. Gente de outros estados, colegas de trabalho, colegas da infância e amigos de São Paulo... muitos amigos.

A tecnologia transforma a vida das pessoas. Festa on-line, fazendo live, poder estar junto, embora esteja do outro lado do mundo. Baixar músicas antigas para fazer a festa, enviar fotografias novas e antigas, é um outro mundo...

Nosso agradecimento é imenso. Não vou citar nomes aqui porque foram mais de 100 e se eu esquecer alguém ficará chateado. E, além de esquecido, eu ando nervoso com a quarentena... Mas quero mandar um grande abraço a todos e todas que escreveram.


2 - A pandemia continua fazendo estragos.
A cada nova semana ficamos sabendo de amigos e colegas que foram infectados ou mesmo que morreram em função do virus...

- O Brasil continua morrendo muita gente, ficando atrás somente dos Estados Unidos... Aqui estamos com 112 mil mortes e lá nos Estados Unidos já morreram 170 mil pessoas. É muita gente.

3 - E a CONTAGEM REGRESSIVA? Hoje faltam 74 dias, amanhã, sábado, faltarão 73 dias...

O pessoal tem me perguntado porque dá tanta importância às eleições americanas? Alguns dizem que lá "é tudo igual". Isto é, tanto faz ser democrata ou republicano...

Minha resposta é simples e rápida: A importância das eleições americanas é consequência de ser o pais mais importante do mundo. O mais poderoso econômica e militarmente. Segundo porque atualmente o presidente americano é um louco que está desorganizando a vida dos americanos e afetando a vida das pessoas no mundo todo. Consequentemente, derrotar Trump, que é republicano, significa mudar o que vem acontecendo. Os democratas já avisaram que querem paz e retomada do crescimento econômico, além de valorizar a ONU e suas instituições.

Por falar em loucura, as pessoas estão discutindo qual é a melhor solução para as crianças e adolescentes voltarem às aulas.

Este é um momento em que percebemos o quanto duas políticas públicas são fundamentais: Saúde e Educação.

1 - Devemos repensar os projetos educacionais e a segurança das crianças, dos professores e das famílias;

2 - Se agilizarmos a descoberta da VACINA, podemos priorizar vacinar quem tem filhos nas escolas. Como ainda há vacina pronta, a tendência é que as aulas só voltarão no final do ano, novembro ou dezembro.

Truco!
Condicionamos o retorno das aulas a descoberta da vacina. Assim, tanto os governos como as empresas concentrarão todos os esforços na descoberta da vacina.

Vendo a angústia da volta as aulas, fiquei imaginando como ficam as crianças e as escolas em época de guerra. Estamos perdendo um ano letivo com a pandemia, imaginem na segunda guerra mundial, que durou seis anos? No Vietnã, que durou de 1945 até 1975. Trinta anos?

Precisamos construir caminhos, precisamos ouvir mais as pessoas e ter flexibilidade.
Um outro mundo é possível.
E este outro mundo que estamos construindo, será usufruído por nossos filhos e filhas...

Contagem regressiva para a vitória democrata nos Estados Unidos: Faltam 74 dias

USA – aprendendo com os erros

Vejam esta boa análise sobre as eleições americanas, publicada na BBC

Unidos contra Trump


O fato de o partido chegar ao seu segundo confronto com Trump em condição muito diferente da que viveu há 4 anos — quando, profundamente divididos, os democratas oficializaram o nome de Hillary Clinton — resulta de uma somatória de aspectos circunstanciais do país e do partido, além das características históricas e pessoais de Biden.

Os Estados Unidos vivem a maior crise econômica de sua história, com taxas de desemprego em dois dígitos. A pandemia de coronavírus já contaminou mais de 5 milhões e matou 170 mil pessoas no país, os números mais altos do mundo. E a tensão racial levou, no meio do ano, a uma onda de protestos nacionais, cujos manifestantes ainda não deixaram totalmente as ruas mais de dois meses depois.

Em meio a esse cenário, e com o trauma deixado pela derrota de Hillary Clinton há quatro anos para um candidato neófito como Trump, que se beneficiou não apenas do fato de ser um outsider, mas da pouca conexão que os democratas estabeleceram com os eleitores, o partido percebeu que não podia arriscar mais um pleito em disputas fratricidas de poder.

Para o cientista político Thomas Whalen, da Universidade de Boston, a convenção marcou um movimento sem precedentes entre os democratas nos últimos 50 anos, "de uma maturidade impensável quatros ou até mesmo dois anos atrás". Bem posicionado para se beneficiar disso, Joe Biden, com quem apenas 40% dos democratas se dizem entusiasmados, aceitou incorporar em sua própria plataforma elementos de grupos políticos mais à esquerda.

"Há uma profunda compreensão entre todas as facções democratas de que Trump é uma ameaça existencial para o país. As bases do partido são mais anti-Trump do que pró-Biden. Elas estão dispostas a deixar de lado as principais diferenças — como sobre (a demanda por) um sistema de saúde universal, bandeira de Bernie Sanders e da (congressista) Alexandria Ocasio-Cortez — e cerrar fileiras em torno de Biden para as próximas eleições de novembro. Biden está no lugar certo e na hora certa neste momento tenso da história política americana. Dito de outra forma, ele é um cara de sorte. Na política, muitas vezes a sorte é melhor do que habilidade ou talento individual para ter sucesso nas urnas", explica Whalen.

Unificador e pacificador


Se não pode receber crédito sozinho por ter unificado seu partido, Biden certamente possui um perfil que facilitou essa agregação.

Apresentado como "unificador" e "pacificador" na convenção, Joe Biden tem sido descrito por democratas menos como um homem bem preparado para o cargo e mais como uma pessoa acessível, empática e capaz de ouvir. Ele não é tido pelos correligionários como um grande formulador de políticas públicas, como são, reconhecidamente, o ex-presidente Barack Obama, Hillary Clinton ou mesmo a senadora Elizabeth Warren, e sempre atuou como um articulador político, em um corpo a corpo pragmático com seus colegas congressistas para aprovar leis de interesse democrata.

Ilustrativo disso é a própria formação acadêmica de Biden. Ele é o primeiro candidato democrata, desde 1984, a não ostentar um diploma de uma universidade da Ivy League — grupo de oito escolas americanas conhecidas tanto pela excelência acadêmica quanto pelo elitismo.

"Joe não é perfeito. E ele seria o primeiro a te dizer isso. Mas não existe um candidato perfeito, nem um presidente perfeito. E encontramos em sua capacidade de aprender e crescer o tipo de humildade e maturidade pelas quais tantos de nós ansiamos agora", descreveu Michelle Obama em seu discurso de apoio a Biden, no qual ela também disse que Trump "é o presidente errado" para o país.

Michelle preferiu se concentrar no fato de Biden dar seu número de celular para crianças que, como ele, sofrem de gagueira, a mencionar seus feitos na carreira pública, como o esforço para aprovar no Congresso o programa de acesso à saúde conhecido como ObamaCare.

A escolha não é fortuita. Esse é um exemplo de como a campanha democrata pretende traçar um paralelo entre aspectos da trágica história pessoal de Biden e o momento de perdas e incertezas que vivem os Estados Unidos — duramente atingido pela pandemia, que já matou três vezes mais americanos que a guerra do Vietnã e encerrou um período de pleno emprego, o país tenta retomar o caminho de estabilidade e crescimento interrompido em fevereiro.

Biden perdeu a mulher e a filha bebê do casal em um acidente de carro e tomou posse do primeiro de seus seis mandatos como senador, em 1973, do quarto de hospital onde seus outros dois filhos se recuperavam da tragédia.

Quando já era vice presidente, em 2015, ele teve que sepultar seu primogênito, Beau, vitimado por um câncer. "Sei que se confiarmos esta nação a Joe, ele fará por sua família o que fez pela nossa. Juntar-nos e nos tornar completos", afirmou a professora Jill Biden, com quem o democrata se casou pouco após ficar viúvo, em um discurso de uma sala de aula esvaziada pela pandemia de covid-19.ton D.C., Biden é conhecido como um político tradicional

Em Washington, Biden é conhecido como um político tradicional, do tipo que gosta de fazer o máximo de conexões possíveis com o maior número de pessoas. Circula a anedota de que ele nunca pede nada a ninguém sem ter telefonado ao menos duas vezes para essa pessoa antes, para estabelecer algum grau de proximidade.

A campanha de Biden credita a seu estilo diplomático e seu tino negociador o fato de ter reduzido a enorme fragmentação de candidatos na primária democrata, que chegou a contar com 29 postulantes. Com uma performance fraca no início das primárias, tanto em votos quanto em arrecadação, Biden convenceu, ainda no fim de fevereiro, pré-candidatos moderados, como a senadora Amy Klobuchar e o ex-prefeito Pete Buttigieg, a sair da disputa para fortalecer sua posição.

Com isso, Biden emparedou, ainda em março, seu principal oponente, o esquerdista Sanders. Em 8 de abril, o socialista anunciou a suspensão de sua candidatura, em uma ação bem diferente do que fez em 2016, quando antagonizava com Hillary Clinton e manteve-se na disputa até o início da convenção democrata — quando já estava claro que ele não levaria a nomeação.
Se, há quatro anos, os apoiadores de Sanders chegaram a fazer um protesto em que pediam a prisão de Hillary na convenção partidária, agora, as relações parecem muito mais pacíficas. Parte do crédito é dado ao modo atento com o qual Biden tratou Sanders anos atrás, muito antes de o establishment democrata prestar atenção às ideias — tidas como radicais — do senador por Vermont.

"O relacionamento pessoal de Biden e Bernie Sanders é muito mais forte do que o de Sanders e Hillary Clinton jamais foi. Isso claramente ajudou Biden a obter a indicação mais cedo e começar a construir pontes para outros campos", afirma William Winecoff, professor de ciência política da Universidade de Indiana.

Força-tarefa à esquerda

Mas a aliança democrata não se formou apenas do anúncio de boas intenções. "Biden demonstrou ter aprendido as lições de 2016, da desilusão dos eleitores de Sanders, que não foram às urnas, e saiu de seu próprio caminho centrista para incorporar algumas das prioridades políticas e perspectivas da ala Sanders/Ocasio-Cortez em sua própria plataforma de campanha", explica o analista político David Livingston, da consultoria Eurasia Group.

A campanha de Biden criou alguns grupos de força-tarefa em temas como mudanças climáticas, saúde e educação para encontrar pontos em comum entre as ideias de Biden e Sanders. E embora o próprio Sanders continue a dizer que eles discordam sobre a criação de um sistema público de saúde, por exemplo, a agenda mais à esquerda avançou especialmente no tema do meio ambiente, em que as discussões eram lideradas por Ocasio-Cortez.

Como resultado, a campanha de Biden aumentou sua previsão de investimentos para o desenvolvimento de uma economia verde de US$1,7 trilhões para US$ 2 trilhões em 4 anos e passou a endossar a ambiciosa meta de obter 100% da energia do país a partir de fontes limpas e renováveis até 2035.

A mudança tende a favorecer Biden não só com os eleitores mais esquerdistas. A agenda tem se tornado cada vez mais popular em diferentes segmentos da sociedade. Em abril, uma pesquisa do Pew Research Institute mostrou que 60% dos americanos consideram o aquecimento global uma ameaça direta aos Estados Unidos.

"Biden está usando o tema energia e clima para tentar curar algumas das divisões inevitáveis que resultam de uma primária disputada. Implicitamente, a mensagem dele tem sido: 'Ei, olhe, eu posso ser velho. Sou um pouco antiquado, mas estou aqui para ouvir, aprender, atualizar e modernizar meu pensamento e minhas posições políticas de acordo com o rumo que a economia, a sociedade e a cultura estão tomando'. Ele não disse isso, mas muito do que ele fez, incluindo a força-tarefa, sinalizou isso. Então as pessoas sabem que ele não é um cara supermoderno ou que não foi o mais progressista em toda a sua carreira, mas está aberto a atualizar suas opiniões", diz Livingston.

Para Winecoff, Biden não só tomou um caminho mais à esquerda do que inicialmente se esperava pelo seu histórico político, como também tem sido capaz de construir sua própria imagem como uma figura de transição no partido. "Biden é visto como um tapa-buraco e um potencial presidente de um único mandato", diz Winecoff.

Isso explica porque foi mais fácil para que as forças democratas se unissem em torno de uma solução de poder tida como temporária. Homem, branco e idoso, com uma carreira que o aproxima muito mais de republicanos moderados, como o ex-presidenciável John McCain, morto em 2018, do que das margens de seu próprio partido, Biden sinalizou que está atento ao futuro dos democratas e demonstrou isso ao escolher Kamala Harris como sua vice. Mulher, negra e indo-americana, a senadora californiana pode vir a ser a candidata à presidência do partido já em 2024.

Os analistas alertam, no entanto, que se unir para derrotar um inimigo comum em uma batalha com data marcada, como é a eleição, pode ser muito mais fácil do que agir em harmonia em uma eventual administração Biden.

O ceticismo sobre o caráter dessa união, tanto entre analistas quanto no público em geral, ficou evidente com um episódio controverso ocorrido na segunda noite da convenção. Ao anunciar o oponente Sanders como pré-candidato durante a convenção democrata, em gesto cerimonial, Ocasio-Cortez falou em um "movimento de massa" liderado pelo socialista e não mencionou nenhuma vez o nome de Biden.

A confusão foi imediata nas redes sociais, eleitores e veículos de imprensa questionando se as palavras de Ocasio-Cortez representavam uma fratura exposta na coalizão. A congressista foi às redes reafirmar seu apoio a Biden e dizer que apenas cumpriu uma etapa ritualística do processo

"Isso gerou uma enorme quantidade de ódio e críticas ácidas", lamentou a congressista, que criticou a cobertura de parte da mídia. A reação aponta para o desafio seguinte, caso a coalizão demonstre sucesso em bater Trump.

"Espera-se que, se ganhar, Biden forme um time de assessores que espelhe o processo pelo qual suas propostas estão sendo elaboradas. Isso envolveria papéis-chave para vários de seus rivais nas primárias, bem como uma boa quantidade de diversidade demográfica e intelectual.

Isso não significa que a presidência de Biden será radical, ele deve atuar para se manter no ponto médio do Partido Democrata, onde sempre esteve", diz Winecoff.


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Autoafirmação desagradável na Folha

Mirem-se no exemplo...

A Folha cresceu, tornou-se o maior jornal do Brasil, mas ainda não superou certas manias de autoafirmação de adolescente.

Uma das manias da Folha é o tempo todo repetir que é o maior jornal do país. Isto eu não acho ruim, porque acompanho o jornal há 50 anos e valorizo o esforço empresarial que foi feito para chegar a esta posição confortável.

Mas, a mania de querer posar de guia política da liberdade, da democracia e do respeito às divergências, e, sentir-se com autoridade para chamar os governantes que a Folha não gosta ou não concorda politicamente de ditadores e autocratas, ou outros adjetivos também desagradáveis.

Fazer a crítica em artigos de análises, eu concordo. Mas, toda vez que falar da pessoa ou do país, explicitar ao lado "o ditador" ou "o autocrata". Raramente a gente vê "o golpista". Por que será?

A Folha e a imprensa brasileira apoiaram os golpes, sendo o civil-militar de 1964, e o golpe civil-jurídico de 2016. Portanto, a Folha e a imprensa nacional são reincidentes em apoiar golpes. Poderíamos escrever ao lado da palavra Folha, a golpista". Mas eu me recuso a fazer isto.

Ontem eu percebi que toda vez que estou lendo uma matéria e aparece a adjetivação desagradável colocada pelo jornalista da Folha, o que reforça que deve ser DETERMINAÇÃO EDITORIAL, eu para de ler e vou fazer outra coisa.

Eu não sei de onde a Folha copiou esta mania desagradável. Eu quero contribuir para a Folha mudar de postura, melhorar, abrir os corações e as mentes para a paz e a liberdade.

Eu contribuo como assinante e como crítico permanente da Folha. Quero que ela seja um jornal de padrão internacional e que esteja na vanguarda como esteve nas diretas Já!

A Folha vêm melhorando muito. Voltou a usar o amarelo pela democracia e a liberdade. Falta dar mais liberdade para o leitor, colocar mais informações e análises, deixando o leitor "descobrir" as contradições e os melhores caminhos para a verdadeira liberdade.

Eu tenho esta mania de gostar da Folha e de querer dar palpite no jornal.
Falhas de Trump mataram 170 mil pessoas, diz Obama.

O Presidente da República é o responsável por defender o Povo, o território nacional e administrar bem o patrimônio público e privado.

Um país rico como os Estados Unidos, surpreende o mundo quando a imprensa internacional mostra o crescimento das mortes pelo vírus. Estamos chegando a 170 mil mortes...

Vejam o que diz o ex-presidente americano – Barak Obama – sobre a situação nos Estados Unidos:

- “Trump ameaça democracia e suas falhas mataram 170 mil nos EUA .“

Barack Obama foi além de Michelle e Bill Clinton, que já tinham subido o tom de forma inédita contra um presidente no poder ao discursar na Convenção Nacional Democrata.

Mas Obama tocou no ponto fundamental:

O presidente Donald Trump é uma ameaça à democracia nos EUA”.

O mundo inteiro também concorda com Obama.
Para derrotar Trump, até o dia 03 de novembro vamos intensificar nossa campanha “Trump é uma ameaça à democracia e aos trabalhadores.”

Só para lembrar, FALTAM 75 DIAS para

PARA OS DEMOCRATAS GANHAREM AS ELEIÇÕES


Números Significativos neste 20 de agosto

Este blog, a família, a pandemia e as eleições americanas

1 - Chegamos a 799 mil acessos neste blog e mais de 125 países de todos os continentes. Até domingo chegaremos aos 800 mil acessos.

O curioso é que demorou de 05 de abril de 2011 até 1o. de abril de 2020 para chegar a 750 mil acessos. Isto é, demorou 9 anos para chegar a 750 mil acessos.

Agora estamos chegando a 790 mil acessos até sábado ou domingo.  O que mostra que demorou apenas 4 meses para ter 40 mil acessos. Uma média de 10 mil por mês... Deve significar alguma coisa. 


2 - Hoje é 20 de agosto de 2020, quinta-feira, e nosso pai completa 96 anos de vida bem vivida.

Nossa mãe faleceu com 96 anos no ano passado. Ainda não nos acostumamos a ver a casa sem ela. Nosso pai tem resistido às cantadas da morte e pelo andar da carruagem vai passar dos 100 anos. Em Serrinha, Bahia, há várias pessoas com mais de 100 anos de vida.

3 - A pandemia continua matando pelo mundo e aqui no Brasil já passou de 110 mil mortes. No rojão que vai, teremos mais mortes do que os Estados Unidos. Foi praga de Trump...

4 - Por falar em praga de Trump, pela contagem regressiva, faltam somente 75 dias para os democratas americanos serem eleitos presidente dos Estados Unidos e o mundo ficar livre das loucuras de Trump.

5 - A Paz voltando aos Estados Unidos, o Brasil precisará se adequar à política internacional dos democratas, sendo obrigado também a diminuir a arrogância e o mal estar que vem causando.


Só para lembrar:

FALTAM APENAS 75 DIAS PARA TRUMP PERDER AS ELEIÇÕES.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

O câmbio está nos matando...

Cortar gastos é a única saída?

O jornal Valor de hoje, traz um artigo interessante sobre a desvalorização CAMBIAL e seus reflexos. A autora é a jornalista Maria Clara R.M. do Prado. Precisamos explicar melhor para a pessoa que não domina teoria econômica mas que sente no dia a dia a profunda crise que passamos.

Leiam o artigo do Valor: MALEFÍCIOS DO CÂMBIO

Malefícios do câmbio – Cortar gastos é a única saída...
Opinião - Valor Econômico – 19/08/2020 - Por Maria Clara R. M. do Prado - É jornalista e sócia-diretora da Cin - Comunicação Inteligente. Entre 1994 e 1995, foi coordenadora de Divulgação do Plano Real. https://valor.globo.com/opiniao/coluna/maleficios-do-cambio.ghtml

Cortar gastos é a única saída viável para resolver o imbróglio fiscal e dar fôlego novo à economia brasileira. Tal qual Mefistófeles, que se vale da aparência conveniente para esconder a ruindade, o câmbio pode matar, como dizia o brilhante economista, ex-ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen.

O forte e continuado processo de desvalorização do real tem potencial para causar estragos na economia e alguns já são percebidos.
A tendência à depreciação do real (4) acentua-se e ganha mesmo um caráter de imprevisibilidade na esdrúxula situação em que o país se encontra: (1) em meio a uma pandemia, (2) a uma encruzilhada fiscal e (3) a retração do investimento estrangeiro.

A taxa de câmbio tem sofrido os efeitos da escassez de dólares no mercado doméstico, necessários para cobrir as posições dos bancos, além de mover-se ao sabor das incertezas políticas e da inexistência de outro tipo de instrumento que garanta rendimento às aplicações financeiras. Aumentar impostos, é por aí que a área econômica caminha, uma vez que abunda a falta de coragem para cortar gastos

Essa combinação de fatores tem puxado para cima o valor do dólar no mercado doméstico com vantagens para os exportadores de commodities, o que certamente traz alívio para o balanço de pagamentos e este, pode-se dizer, seria o lado aparentemente bonzinho na associação com Mefistófeles.

Cruel é o efeito da taxa de câmbio sobre os preços internos das matérias primas e dos produtos primários que afetam o setor produtivo e também os consumidores.
Ontem, a prévia do IGP-M de agosto - relativa ao segundo decênio do mês - revelou nova alta, de 2,34%, levando o índice a acumular aumento de 9,22% no ano e de 12,58% quando medido no período de doze meses.
Como se sabe, o IGP-M cresce pelo efeito do IPA (índice de preços no atacado), que tem peso de 60% na apuração do total do índice e é completamente dependente da pressão do câmbio sobre os preços das commodities em geral. O IPA aumentou 3,15% no segundo decênio de agosto.

Ainda não há impacto sobre a evolução dos preços dos produtos vendidos ao consumidor no varejo, haja vista o crescimento de apenas 0,41% do IPC que compõe aquele índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com peso de 30%, mas quem trabalha no mercado atacadista diz que os produtos básicos, como o arroz, por exemplo, estão em alta, afetando a cesta básica dos mais pobres, para quem a inflação tem crescido.

O economista especializado em preços e decano do Centro de Ciências Sociais da PUC do Rio, Luiz Roberto Cunha, conhece bem o comportamento do IPA e dos IPCs (índices de preço ao consumidor).
É autor, junto com o economista Dionísio Dias Carneiro, também da PUC-Rio, já falecido, especialista em inflação e política monetária, e com Marcos Valpassos, de um estudo específico sobre aqueles índices elaborado há alguns anos. Foi publicado na Carta Galanto em 2002 com o título “Índices de Preços e Indexadores de Contratos de Longo Prazo”.

Ele comenta que “enquanto a atividade econômica estiver baixa e o hiato do produto for alto, tende a haver o descasamento entre o IGP/IPA e os IPCs, uma situação que já ocorreu no passado”, e explica que há diferenças importantes entre os dois índices, uma vez que o câmbio afeta drasticamente o IPA, ao passo que os IPCs (da FGV e de outras instituições) são muito impactados pelo componente salário, um preço que está em baixa nesta época de profunda recessão.

Também as tarifas públicas pesam nos IPCs.
No curto prazo, talvez o que mais preocupe sejam “as percepções para o futuro”, como bem nota Luiz Roberto.
Afinal, recorde-se de que câmbio em alta pode desestabilizar as expectativas, ainda que em cenário de inflação baixa.
A maior demanda da moeda americana no mercado interno, que leva o BC a vender dólar no mercado à vista e a atuar no mercado derivativo de swaps de câmbio, continua a afetar o nível das reservas internacionais do país.

Descontadas as operações de swaps (troca de risco), o Brasil tinha US$ 322 bilhões em reservas na posição de fim de dezembro de 2019. No dia 10 de junho deste ano, o total havia caído para US$ 289 bilhões, sem considerar os swaps, de acordo com o Relatório do Setor Externo 2020, divulgado este mês pelo FMI.

Não há dúvida de que o país possui uma quantidade confortável de reservas externas, reforçada ainda mais com a linha de crédito disponibilizada desde maio pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, para o Banco Central do Brasil, com facilidade de recompra, no valor de US$ 60 bilhões, e que pode ser sacada a qualquer momento em caso de necessidade.

A linha é parte de um pacote maior que o Fed ofereceu a outros oito países além do Brasil, no total de US$ 450 bilhões, com o objetivo de dar liquidez ao dólar americano. Recentemente, essa disponibilidade adicional de dólares teve o prazo prorrogado até março de 2021.
Com a pressão dos bancos brasileiros pela moeda americana e a resistência dos estrangeiros em voltarem a investir no país, é de se supor que as reservas acumulem mais perdas até o final do ano.

Mas a questão mais relevante a considerar agora é: (1) como a economia brasileira conseguirá recuperar-se, e (2) quando, uma vez que não há investimento do setor privado, seja pela falta de demanda interna, seja pelo alto custo das matérias-primas pressionadas pelo dólar, e muito menos do setor público, cujo cobertor mal dá para cobrir o auxílio aos invisíveis, aqueles 38 milhões de brasileiros de cuja existência ninguém no governo sequer suspeitava.

Com a dívida bruta do governo geral em 100% do PIB e um descolamento entre receitas e despesas públicas de cerca de dez pontos de porcentagem é difícil imaginar como se fechará a equação.
Aumentar impostos sempre se apresenta como o caminho mais simples e, por isso, o mais utilizado nos últimos anos. Diante da queda extraordinária do PIB, seria como dar novo tiro no pé do combalido setor privado. No entanto, por mais ilógico que pareça, é por ali que a área econômica caminha, uma vez que abunda a falta de coragem para cortar gastos, a única saída viável para resolver o imbróglio fiscal e dar fôlego novo à economia brasileira.

Maria Clara R. M. do Prado, jornalista, é sócia diretora da Cin - Comunicação Inteligente e autora do livro “A Real História do Real”, recém lançado também em versão digital, "A real história do Plano Real". Escreve mensalmente neste espaço.