quarta-feira, 8 de julho de 2020

Um New Deal brasileiro, colorido e alegre. Para todos e todas.

O vírus, a barbárie e a civilização

O mundo parou e teve que se reorganizar em função da maior epidemia dos últimos 100 anos.

É claro que nos países ricos, a reorganização foi mais solidária e inclusiva, isto é, para que os ricos sobrevivessem de forma saudável, reforçou-se a inclusão social e as políticas públicas.

Nos países pobres, e aqui o Brasil está incluído, como a pobreza é grande, a inclusão social e econômica acaba tendo um custo comparativo maior do que dos países ricos.

Isto acaba aumentando a resistência dos ricos contra os pobres. E, em vez de os ricos coordenarem o processo de melhoria de qualidade de vida como forma de diminuir os aspectos negativos da epidemia, os ricos, ou ficam abertamente contrários ou se omitem...

É evidente que a epidemia explicitou a má distribuição de renda, a precariedade das condições de vida e a má qualidade de formação escolar, puxando o Brasil para baixo na avaliação internacional.

É evidente também que, se o Datafolha for fazer uma pesquisa nacional perguntando as pessoas se elas preferem superar esta barbárie de forma civilizada e com a participação de todos, com certeza mais de 70% vão responder que preferem a civilização à barbárie da pobreza e da discriminação.

Por que, então, em vez de se fazer um grande acordo nacional, com regras explicitadas, participação efetiva dos mais diversos setores da sociedade; a nossa história recente tem sido de pregação do ódio, do preconceito e da violência?

Uma das formas de violência que tem se repetido no Brasil é a repetição de se “exigir o impeachment dos presidentes eleitos com ampla maioria dos votos”.

Outra forma de violência é como os poderes estão constituídos e como são geridos no Brasil democrático... A estrutura dos poderes nacionais está voltada para beneficiar os ricos, em detrimentos dos negros, dos pobres e dos excluídos.

Vivemos sob um governo autoritário, manipulador, quase fascista, militarista e impaciente com os diferentes. Uma parcela quer mais uma vez o impeachment, outra parcela avalia que basta o presidente respeitar às leis, isto é, submeter-se às regras conservadoras da própria sociedade dirigida por uma parcela dos ricos e bem articulados.

Mais um impeachment não necessariamente leva à civilização e à inclusão social e econômica; mas, um bom acordo nacional, construído com a participação de todos os setores da sociedade, mesmo que este presidente maluco continue no governo, desde que respeite algumas regras básicas de institucionalidade, com certeza, tende a ter um resultado prático bem melhor do que mais um impeachment.

Por que isto não acontece no Brasil?

Por falta de coragem!

O que impede a Folha de puxar um movimento deste?

O que impede Lula de participar de um movimento deste? A desconfiança? A sensação de ter sido traído pelos empresários e pela própria Folha?

O que impede os empresários e a Globo de participarem de um movimento deste?

O amarelo que a Folha está recomendando pela democracia é muito tímido, defensivo...

A cor para uma campanha afirmativa desta é o arco-íris, tipo África do Sul. Afinal, o mais está mais para a África do Sul do que para os Estados Unidos ou a França.

O artigo de Vinícius Torres Freire, na Folha de hoje, ao lembrar Roosevelt, a maior liderança da primeira metade do século passado, Vinícius deu a dica.

“Roosevelt criou o sistema de seguridade social e o salário mínimo, legalizou o direito de organização trabalhista, fundou a regulamentação financeira meritória que durou até os anos 1990, ajudou a difundir a ideia de que obras públicas podem atenuar recessões horrendas e inventou o moderno mercado imobiliário americano.
São apenas algumas das providências de seu “experimentalismo pragmático”, como foram chamadas pelos economistas Stephen Cohen e Bradford DeLong em um livrinho-panfleto muito simpático sobre a história econômica americano (“Concrete Economics: The Hamilton Approach to Economic Growth and Policy”, de 2016).”

É preciso ter coragem!
É preciso enfrentar os pessimistas e os aproveitadores.

É preciso colocar seu país e seu povo em primeiro lugar.
E isto só é possível se for com Democracia e com Liberdade.

Democracia e Liberdade não se ganha, conquista-se!

Diretas Já significou uma vontade de participação popular, em vez do colégio eleitoral.

Democracia Já, só com inclusão social e econômica.
Este é o grande acordo que ainda não fizemos...

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