quinta-feira, 23 de julho de 2020

Revolução "on line". Poderes reais e imaginários

Alguns aspectos positivos e negativos da dependência da informática

1 - No início eram os adolescentes e os jovens que não ouviam mais os pais, nem os professores. Com o celular na mão, estes jovens, em questão de segundos, acessam informações no mundo todo e provam que as posições dos pais e dos professores já não condizem com a realidade...

Os pais e os professores se viram no dilema: Tomavam os celulares ou se aliavam a eles.

Tomar os celulares significa deixar os adolescentes desprovidos daquilo que há de mais moderno e revolucionário.

2 - Depois vieram as empresas vendendo seus produtos, telefonando para seu celular e sua casa a qualquer hora do dia ou da noite, destruindo sua privacidade e sua liberdade. Os governos inventaram "empresas reguladoras" que passaram a ser usadas pelas empresas abusivas e assim o povo continuou nas mãos dos Call centers da vida...

3 - Como se previa, a informática invadiu o mundo do trabalho e quem não soubesse informática não conseguia bons empregos e era considerado obsoleto...

4 - Os namoros, paqueras e tudo que lhe diga respeito também passou a ser tratado via informática.

5 - E com a pandemia, até os velhos tiveram que aprender a acessar os bancos e a comprar as coisas tudo via celular...

6 - O mais enlouquecedor é a quantidade de reuniões que o pessoal passou a fazer também via celular. Pronto, você não tem mais horário para nada. Você virou um home-office, um robô à serviço de todos e de tudo.

As pessoas começaram a se sentir poderosas com as redes sociais, as facks news e os hackers tomando seu dinheiro, sua vida privada e suas fotografias.

Têm hackers piratas, mas tem muitos hackers contratados por grandes empresas e por governos. China, Estados Unidos, Rússia, Israel e quem queira ter poder tem que ter sistema de espionagem.

As esquerdas passaram a fazer revoluções on line. As direitas passaram a usar os fackes para eleger seus candidatos fascistas. Os congressistas descobriram que podem "trabalhar" sem sair de casa, tudo on line.

A melhor revolução de todas, que serve para todo mundo, é a UNIVERSALIZAÇÃO DO ACESSO ÀS INFORMAÇÕES.

Consulta popular on line. Pesquisas mercadológicas on line. Reuniões familiares on line. Filmes, jogos, viagens, casamentos, tudo on line.

A ficção e a realidade se fundiram.
Quem não estiver plugado está fora do sistema, portanto, deixou de existir. Deixou de existir? Sim.

O judiciário, cheio de desembargadores reacionários e desrespeitosos, já não é mais necessário. Os julgamentos podem ser on line com a sociedade participando e decidindo.

As escolas também estão sendo ligadas ao mundo on line e os professores e diretores já não mandam mais nos alunos.

As empresas também estão se modernizando, virando ecologistas, cidadãs e gestoras públicas.

Mas, apesar de toda esta imensidão de modernidade, as necessidades básicas ainda continuam. Dormir, comer, estudar, viajar, ganhar dinheiro, ter cartões de débitos e créditos, ou ter conta em bancos digitais, sem cartões nem talões de cheques.

A vida, o namoro, o casamento, a família, as amizades, a residência, tudo isto você pode fazer uma parte via on line, mas o contato físico é insubstituível em muitas coisas.

Por falar em necessidades básicas, vou parar um pouco para almoçar. Depois, como as domésticas estão nas casas delas por causa da pandemia, depois do almoço tem que lavar os pratos, guardá-los e pensar na janta. Mais uns anos e em vez de almoçar, tomaremos pílulas balanceadas conforme suas informações no sistema on line.

E vamos deixar de ser gente para ser "nuvens", bancos de dados, "fluidos"... a nossa espécie está caminhando para a extinção. Já não seremos mais necessários...

Ou faremos outra revolução para não deixar isto acontecer e garantir a preservação da nossa espécie?

Eu ainda quero um abraço, um sorriso e uma flor.

Quero saborear um bom churrasco, depois um bom sashimi
e à noite poder puxar o cobertor e dormir abraçado.

E, de vez em quando, poder ir para o campo, tomar banho de rio,
não ter internet e comer ovos de galinha caipira.

Quero também compartilhar tudo que vivi com pessoas de vários países,
como ver meu blog chegar a 790 mil acessos,
com gente de todos os continentes e de todas as cores e gêneros.

Holanda, Egito, Suíça, Índia, Turcomenistão,
França, Tanzânia, Peru, Bolívia, Argentina, Japão,
Estados Unidos, Alemanha, Israel, Reuno Unido,
Emirados Árabes, Canadá, México e Brasil,
China, Hong Kong, Noruega, Austrália, Uruguai.

O mundo não ficou pequeno?

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